Sem IA, por favor
Luciano
Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Não sou saudosista, na acepção precisa do termo; apenas preservo a boa memória de fatos, gentes e imagens que de alguma forma me emocionaram e contribuíram para minha trajetória de vida.
Pegar a estrada dirigindo o próprio veículo apenas com o destino final
em mente, aberto a paradas várias conforme o interesse despertado por
ambientes, pessoas e coisas sempre foi meu programa predileto de férias.
Álbuns de fotografia acumulados numa estante em nossa biblioteca aqui em
casa preservam a memória de momentos assim. Também arquivos digitais
conservados no Dropbox.
Outro dia encontrei inclusive um exemplar antigo do Guia Quatro Rodas,
que nem sei se ainda existe.
Daí a minha resistência a assimilar o que leio agora nos jornais: nas férias,
a possibilidade de escolher, mediante a IA, dentre tantas praias paradisíacas
do litoral brasileiro qual a mais bonita e menos poluída.
Uma espécie de ruído que fere o prazer alimentado ao longo da vida de me
aventurar pelo litoral predisposto ao encanto ou à frustração — tudo no melhor
"espírito de férias", como costuma dizer um velho amigo
sergipano.
Pelo visto, a ferramenta já nos entrega a escolha feita e nos tira o
prazer da dúvida.
Com todo o respeito ao progresso científico e à fabulosa e incessante
evolução da tecnologia digital, estou fora; dispenso os préstimos da IA nesse
tipo de escolha.
Leia também: Prefiro a filosofia do boteco da esquina https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/01/minha-opiniao_59.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário