11 junho 2026

Minha opinião

Em maus lençóis
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65   

A todo instante, mais complicações palmilham a caminhada do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato da extrema direita à presidência da República. Volta à tona o caso das "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando deputado estadual.

No jornal O Globo, a colunista Miriam Leitão comenta que o avanço das apurações do Ministério Público, ampliado por relatórios de inteligência financeira detalhados, fragiliza a defesa e expõe transações bancárias atípicas e compras de imóveis suspeitos por parte do chamado 01.

O cerco legal se estreita na medida em que os recursos protelatórios perdem força nas instâncias superiores, como o STF. Além de fragilizar o pré-candidato, o processo enlameia bolsonarismo.

Useiro e vezeiro em explicações precárias sobre os seus malfeitos, o senador tem no colo mais uma bomba em vias de explodir sobre suas pretensões eleitorais.

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Família Bolsonaro e Trump atacam, novamente, a soberania do Brasil https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/editorial-do-vermelho_0731946270.html 

Enio Lins opina

Sob pressão trumpista, a bola começa a rolar na Copa 2026
Enio Lins     

 

COMEÇA HOJE A COPA do Mundo, abrigada no Canadá, México e Estados Unidos. Diz-nos o site da FIFA: “O Estádio Azteca, na Cidade do México, vai sediar o jogo de abertura na quinta-feira, 11 de junho de 2026, com o México entrando em campo [contra a África do Sul, às 16 horas, horário de Brasília]. Já região de Nova York e Nova Jersey terão a honra de receber a final da Copa do Mundo no domingo, 19 de julho”. Completa a forbes.com.br: “Pela primeira vez, o Mundial terá três cerimônias oficiais, uma em cada país-sede: México, Canadá e Estados Unidos. A proposta acompanha o novo desenho da competição, que também estreia um formato ampliado, com 48 seleções, 12 grupos, 104 jogos e sedes espalhadas pelos três países organizadores”.

MÉXICO, CANADÁ, EUA: uma copa, três países-sedes – duas democracias (México e Canadá) e uma autocracia (Estados Unidos). 2x1 para a Democracia. Mas antes da bola correr nos gramados, o governo autocrático de Trump começou a cometer faltas, sempre pela lateral direita. Proibir os jogadores do Irã de pernoitar em território norte-americano foi um gesto mesquinho, assim como cancelar ingressos comprados por torcedores iranianos (medidas autoritárias cometidas durante a “trégua” entre Washington e Teerã). Outra covardia trumpista foi impedir que o árbitro somali Omar Artan desembarcasse nos Estados Unidos. “O árbitro foi recusado pelas autoridades de imigração no Aeroporto Internacional de Miami, o que arruinou completamente sua oportunidade histórica de se tornar o primeiro representante de seu país a arbitrar o principal torneio mundial” comenta o site goal.com.br. Nesse quesito, a tibieza da FIFA foi chocante, pois a entidade poderia ter relocado o árbitro para apitar jogos no Canadá e/ou no México, dois países-sedes com regimes democráticos, mas pôs o rabo entre as pernas e desconvocou o juiz.

DONALD TRUMP, entretanto, não foi quem inventou a ideologização ianque na imigração. Em setembro de 1957 foram inaugurados os painéis “Guerra e Paz” na sede da ONU, em Nova York, pintados – no Brasil – por Cândido Portinari. O autor, convidado pela Organização das Nações Unidas, foi impedido de comparecer à solenidade porque a Casa Branca (ocupada pelo general Dwight Eisenhower) proibiu sua entrada nos Estados Unidos, pois Portinari era comunista. Antes, em 1952, Chaplin, britânico que era o maior símbolo do cinema americano, rendendo fortunas para Hollywood, viajou à Europa, onde promoveria seu filme “Luzes da Ribalta”, e, mal pisou em Londres, o FBI determinou a revogação de seu visto, impedindo-o de retornar aos Estados Unidos, exilando-o do país que lhe devia impagável conta cultural. Charlie Chaplin tinha a fama de ser socialista.

NESTA COPA, a tensão no perímetro autocrata de Trump piora, pelo reacendimento dos combates entre EUA e Irã, provocando alta nos temores de atos terroristas, mais das vezes forjados pelos serviços secretos estadunidenses. Antecedentes existem: Em 1962, o então presidente John Kennedy desautorizou um plano do Departamento de Defesa que previa a realização de atentados pelos serviços secretos americanos contra alvos civis americanos, jogando a culpa em Cuba, para estimular a opinião pública a apoiar a invasão à ilha rebelde. O plano chamava-se
Northwoods, e pode ser consultado na Wikipédia, ou no endereço nsarchive.gwu.edu. No ano seguinte, 1963, Kennedy foi assassinado. Será que algum atentado, que possa ser colocado na conta dos iranianos e/ou de “terroristas islâmicos”, interessaria ou não ao desgoverno do Donald? Todo alerta sobre esse risco é uma atitude de defesa de vidas inocentes de americanos e turistas mobilizados pela Copa. A partir de hoje, é atenção estrábica: um olho na bola e um olho no Trump.

QUE A COPA DO MUNDO 2026 transcorra em paz, que vença a melhor seleção, e que seja o Brasil!

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Por enquanto, a Copa não emociona https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0897435088.html 

Editorial do 'Vermelho'

Ataque de porta-vozes do capitalismo mostra prestígio do socialismo
Os povos, em especial a juventude, voltam a ter o socialismo como alternativa ao capitalismo em crise
Editorial do 'Vermelho'   

A afirmação de um editorial da revista britânica The Economist de que existe “uma nova safra de socialistas”, com o título Como combater o socialismo da Geração Z e o subtítulo A doutrina do “eu primeiro” é uma ameaça à prosperidade, publicado em 4 de junho de 2026 e reproduzido pelo jornal O Estado de S. Paulo, suscita reflexões. Geração Z refere-se ao grupo demográfico de pessoas nascidas aproximadamente entre 1997 e 2012.

A publicação, lançada em Londres em 1843, é conhecida por sua linha editorial dita liberal e, consequentemente, defensora do imperialismo. No período recente, notabilizou-se pela atuação propagandística do projeto neoliberal. O “socialismo da Geração Z”, de acordo com o texto, “quer reformular a economia com controle de preços, pesados ​​impostos sobre a riqueza e uma onda de nacionalizações”. Seria “uma nova safra de socialistas”.

O Editorial assume que “muitas das queixas que motivam os socialistas da Geração Z têm origem em problemas reais”, citando a inflação muito alta, o aluguel nas grandes cidades frequentemente inacessível e a inteligência artificial, que “pode desestabilizar o mercado de trabalho”. Seria “insensato” ignorar “essas preocupações”, mas “o socialismo da Geração Z está errado sobre como resolver os problemas do capitalismo”.

O Editorial afirma que esse “socialismo” deve ser combatido, “pois representa uma profunda ameaça à prosperidade”, sem definir o conceito com precisão, indicando uma miscelânia de elementos que passam longe da ideia científica de socialismo. “Os socialistas da Geração Z não são exatamente iguais em nenhum país”, diz o texto, repisando preconceitos históricos sobre conceitos como “tomada dos meios de produção” e “hostilidade à iniciativa privada”.

O essencial é o ataque ao socialismo, amplamente visto como ideal para um mundo de justiça social, apesar da sistemática campanha de difamação ideológicas sobre as experiências revolucionárias. Uma pesquisa sobre a percepção e o valor do socialismo no século 21, realizada pela Ipsos Global Advisor (uma das maiores empresas de pesquisa do mundo), divulgada em 2018, revelou que 50% das pessoas concordam que os ideais socialistas são de grande valor para o progresso das sociedades.

O Financial Times, igualmente ligado ao mundo financeiro, fundado em Londres em 1888, também publicou recentemente que a Geração Z estadunidense se aproxima do socialismo, impulsionada pela percepção de falha do capitalismo neoliberal em garantir estabilidade financeira, somada a experiências vividas com crises econômicas estruturais. O jornal compilou dados que apontam que quase dois terços dos jovens dos Estados Unidos com menos de 30 anos veem o socialismo com bons olhos, enquanto mais de um terço possui visões favoráveis ao “comunismo”.

A juventude percebe corretamente o socialismo como alternativa à barbárie capitalista. A resposta desses porta-vozes do imperialismo é uma reação a consciência crescente entre os jovens, uma realidade promissora diante das guerras, dos genocídios e da destruição do planeta pelas mudanças climáticas.

As correntes progressistas, de esquerda, socialistas, têm a missão enorme de proporcionar mais e mais elementos para que a juventude compreenda que o socialismo tem elementos fundamentais para essa luta. Basta ver a China, que concretiza uma sociedade socialista moderna, com perspectiva para os jovens proporcionada pelo acelerado desenvolvimento científico e tecnológico, assegurando trabalho de qualidade.

No Brasil, essa perspectiva explica a vitalidade de um movimento como a União da Juventude Socialista (UJS), que completa 42 anos de existência em 22 de setembro de 2026 e realiza seu 23º Congresso Nacional entre os dias 02 e 05 de julho, na cidade do Rio de Janeiro, com o lema O futuro é agora: por um Brasil de esperança e socialista.

Explica também a predileção histórica do socialismo pela população, como revelou uma pesquisa do Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feita em 2001, mostrando que 55% das pessoas ouvidas aceitavam a ideia de que o Brasil precisa de uma “revolução socialista”, associada à ideia de “justiça social”.

Em 2004, uma pesquisa realizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) indicou que a maioria dos brasileiros prefere o socialismo ao capitalismo (54% contra 33%). Uma pesquisa Quaest, publicada em agosto de 2025, revela que 49% dos brasileiros veem a China de forma positiva, enquanto a percepção negativa sobre os Estados Unidos chega a 48%, numa curva ascendente.

A The Economist reafirma a tese proclamada após a derrota da primeira experiência socialista, liderada pela União Soviética, como vitória histórica do capitalismo, tendência que convoca o campo da esquerda marxista e revolucionária à intensificação do trabalho sobre a luta ideias, com produção teórica e luta política, na defesa do socialismo como processo de superação da barbárie imperialista, que tende a ser cada vez mais extremista diante de sua crise estrutural.

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Brutal mistificação do trabalho individual ultraprecarizado https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_01432183778.html

Sylvio: fugindo da raia

Ao tentar responsabilizar o presidente Lula pelo absurdo tarifaço imposto por Trump ao Brasil, Flávio Bolsonaro mais uma vez tenta se esconder de assumir sua participação em mais essa manobra contra os interesses nacionais. 

Sylvio Belém 

Pix sob ameaça https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_01486855022.html 

Humor de resistência

 

Laerte

Caso Master: os personagens que os vazamentos protegeram https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/fantasmas-do-banco-master.html 

10 junho 2026

Palavra de poeta

Aqui eu te amo

Pablo Neruda   

Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.
Fosforece a lua sobre as águas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-se.

Descinge-se a névoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.
As vezes uma vela. Altas, altas, estrelas.

Ou a cruz negra de um barco.
Só.
As vezes amanheço, e minha alma está úmida.
Soa, ressoa o mar distante.
Isto é um porto.
Aqui eu te amo.

Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo aonde não chegam.

Já me creio esquecido como estas velha âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta..
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante.

Meu tédio mede forças com os lentos crepúsculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.

Olham-me com teus olhos as estrelas maiores.
E como eu te amo, os pinheiros no vento,
querem cantar o teu nome, com suas folhas de cobre.

[Ilustração: Jean François Millet]

O tempo nosso de cada instante https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/01/minha-opiniao_62.html 

Postei nas redes

Na grande mídia neoliberal, patéticos lamentos porque Ronaldo Caiado e Romeu Zema demonstram timidez em defender suas próprias ideias (quais?) para o país e, assim, não confrontem a decadente pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. 

A conta do crime https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0545037487.html