27 julho 2026

Postei nas redes

Já tem gente escrevendo na mídia neoliberal que "vice não é tão importante assim", para amenizar o vexame de Flávio Bolsonaro, que fez sua convenção sem escolher quem o acompanhará na chapa. 

É a incompetência, ora! https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0540868348.html 

Palavra de poeta

Não me peçam razões…
José Saramago    

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

[Ilustração: Selina de Maeyer]

Curar o quê? https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/estranha-epoca-nossa.html 

Pesquisa Nexus/BTG Pactual: bom sinal

Pesquisa Nexus/BTG: Lula amplia vantagem para 9 pontos no 1º turno
Presidente lidera entre mulheres, nordestinos e mais pobres; Flávio Bolsonaro mantém rejeição de 50%, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira
Davi Dmolir/Vermelho  

A nova rodada da pesquisa Nexus/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua liderança na disputa pelo primeiro turno das eleições de 2026. No cenário estimulado, o petista alcançou 42% das intenções de voto, frente a 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Com esse resultado, a diferença entre os dois principais concorrentes, que era de seis pontos percentuais no levantamento anterior realizado em 13 de julho, subiu para nove pontos.

O levantamento estatístico entrevistou 2.004 eleitores por telefone entre os dias 24 e 26 de julho. A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está devidamente cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o registro BR-01489/2026.

Na comparação em um intervalo de 15 dias, a evolução das intenções de voto mostra que Lula cresceu de 40% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou negativamente de 34% para 33%. Os demais pré-candidatos testados mantiveram pontuações em patamares reduzidos: Ronaldo Caiado (PSD) registrou 6%, seguido por Renan Santos (Missão) com 5%, Romeu Zema (Novo) com 3%, Augusto Cury (Avante) com 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) acumulando 1%.

Rejeição dos pré-candidatos

Além do cenário de intenção de voto, os dados sobre a rejeição aos nomes apresentados permanecem como um dos recortes mais relevantes do levantamento. Exatamente metade dos entrevistados, somando 50%, declarou que não votaria de jeito nenhum no senador Flávio Bolsonaro, mantendo o mesmo patamar apurado na rodada anterior da pesquisa. Por outro lado, a taxa de rejeição ao presidente Lula passou de 46% para 48%. Apesar da leve variação dentro da margem de erro, o chefe do Executivo permanece com índice de rejeição inferior ao do principal pré-candidato do bloco da extrema direita.

Leia mais: Datafolha: Lula mantém boa vantagem sobre Flávio Bolsonaro nos dois turnos

Bases de sustentação e aspectos regionais

A análise dos dados por recortes sociodemográficos detalha onde se concentram os principais apoios do eleitorado. A liderança do presidente Lula é sustentada por vantagem expressiva entre o eleitorado feminino (47% a 28%), na parcela da população com renda familiar de até um salário mínimo (58% a 24%) e entre as pessoas com ensino fundamental completo ou incompleto (53% a 29%). O petista também apresenta desempenho superior no segmento de eleitores com mais de 60 anos (54% a 29%) e entre os católicos (49% a 27%).

Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro apresenta melhores percentuais de preferência entre o eleitorado masculino (39% a 37%), entre cidadãos com ensino médio (39% a 35%) e, de maneira destacada, junto ao público evangélico, onde marca 50% contra 28% atribuídos a Lula.

A divisão geográfica das intenções de voto expõe o quadro de polarização regional no país. Na região Nordeste, Lula mantém larga vantagem ao somar 57% das preferências ante 24% atribuídos a Flávio Bolsonaro. No Sudeste, o presidente lidera com 41% contra 32% do senador. Já na região Sul, o parlamentar do PL aparece na frente com 47% das intenções de voto contra 31% do petista, enquanto no agrupamento Norte e Centro-Oeste o senador registra 39% frente a 33% de Lula.

Simulações para o segundo turno

Em um eventual cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa indica situação de empate técnico no limite da margem de erro, com o presidente registrando 47% das intenções de voto e o senador somando 43%. Na comparação com o levantamento de 13 de julho, quando o placar marcava 47% a 44%, Flávio oscilou um ponto para baixo.

O detalhamento do segundo turno reproduz dinâmicas semelhantes às observadas no primeiro turno. Lula vence com folga entre as mulheres (54% a 36%), no Nordeste (62% a 30%) e no segmento de menor renda, onde chega a 62% contra 28% de Flávio na faixa de até um salário mínimo. Já o senador do PL lidera entre homens (50% a 41%), no Sul (57% a 36%) e entre os eleitores evangélicos (62% a 30%). Nas outras hipóteses de segundo turno testadas, Lula figura numericamente à frente de Ronaldo Caiado (45% a 43%), Romeu Zema (46% a 42%) e Renan Santos (47% a 39%).

Avaliação da gestão federal

O levantamento mensurou ainda a percepção pública sobre a atuação do governo federal. A aprovação da gestão Lula registrou 47%, enquanto a desaprovação ficou em 49%. Na avaliação qualitativa do governo, 36% dos entrevistados classificam a administração como ótima ou boa, 20% a avaliam como regular e 43% a consideram ruim ou péssima. A aprovação é mais expressiva no Nordeste e na faixa de renda de até um salário mínimo, ambas com 62%, ao passo que a desaprovação atinge seus maiores índices na região Sul, com 64%, e nas parcelas de maior poder aquisitivo.

A captação desses dados ocorreu poucos dias após o anúncio do novo tarifaço promovido pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Mesmo diante desse contexto internacional, o levantamento indica consolidação da vantagem de Lula na corrida presencial, ancorada nos segmentos populares e regionais que compõem sua base histórica de apoio.

Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo. https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/sua-opiniao.html

Tendências favoráveis https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0865763975.html 

Minha opinião

Uma questão de valor estratégico
Luciano Siqueira 

Diariamente, o complexo midiático dominante pressiona o governo para que reduza investimentos nas mais diversas áreas – educação e saúde, por exemplo – para que se assegure o equilíbrio fiscal. Na verdade, a defesa sistemática da rentabilidade dos títulos públicos negociados no mercado, em nome dos investidores.

Importa o mercado financeiro, menos o desenvolvimento do país.

Nesse contexto, investimentos de caráter estratégico, porque relacionados com a própria soberania nacional, sofrem de descontinuidade orçamentária, atrasando por décadas projetos em andamento.

Em artigo recente no jornal O Globo – "Soberania nacional não se improvisa" -, Alessandro Facure, diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, destaca a absoluta importância do desenvolvimento da indústria nacional de defesa.

A dependência excessiva de tecnologia e fornecedores estrangeiros reduz a margem de manobra geopolítica do país em momentos de crise, assinala.

Urge manter presença estatal e capacidade dissuasória real em áreas prioritárias, como a Amazônia , as fronteiras terrestres e a "Amazônia Azul" (a vasta extensão marítima e do pré-sal).

Para tanto, faz-se necessária a articulação entre forças armadas, diplomacia, ciência e tecnologia, integradas em um projeto nacional claro e duradouro.

Segundo Facure, o setor nuclear passou a reunir três dimensões essenciais: a tecnológica (o domínio do átomo exige conhecimento científico sofisticado, infraestrutura complexa e profissionais cuja formação leva muitos anos); a política (programas nucleares dependem de decisões que frequentemente ultrapassam ciclos de governo e exigem instituições permanentes, capazes de preservar conhecimento e coordenar ações ao longo de décadas); e a estratégica (competências nucleares relevantes não se adquire sobre eventual pressão imediatista).

Tema indispensável num projeto nacional de desenvolvimento efetivamente democrático e soberano.

Se comentar, identifique-se. https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/06/participe.html

Luciana Santos: "Infovias: Ciência e Tecnologia a serviço da inclusão e da soberania nacional" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/palavra-de-luciana.html

Fotografia

 

Ana Beatriz de Almeida

Quando Buenos Aires viu “Buenos Aires”, de Tuca Siqueira https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/buenos-aires-o-filme.html 

Desnacionalização

Capital estrangeiro compra 40% das empresas brasileiras vendidas no 1º semestre, diz estudo
Nos últimos três anos, investidores estrangeiros concentraram 68% do dinheiro envolvidos nas operações. Levantamento foi feito pela Acorn Advisory, com dados da plataforma TTR Data
Maria Clara Guilherme/Folha de S. Paulo   


Estudo da Acorn Advisory, empresa de assessoria estratégica para M&A (fusões e aquisições), diz que as transações cross border responderam por 40% das compras de empresas brasileiras no primeiro semestre deste ano. O levantamento foi feito com base em dados da plataforma de inteligência de mercado TTR Data.

Cross border é qualquer transação em que o comprador e o vendedor estão em países diferentes. No caso, o estudo da Acorn se refere à venda de companhias nacionais por estrangeiros.

Em 2024, aquisições por empresas internacionais foram 26% do total. No ano passado, o número cresceu para 32%.

O peso desse dinheiro vai além da quantidade de operações. Em média, uma compra feita por uma companhia internacional movimenta R$ 1,42 bilhão, montante 5,2 vezes superior ao de uma transação doméstica, de R$ 273 milhões. Nos últimos três anos, os investidores estrangeiros concentraram 68% dos recursos envolvidos nas operações, levando em conta apenas as que tiveram valores divulgados.

O setor de tecnologia teve 393 aquisições entre julho de 2023 e junho de 2026, sendo 109 protagonizadas por compradores do exterior.

Para a consultoria, o dado reforça a estratégia de nearshoring, que tem levado grupos estrangeiros a ampliar investimentos em empresas brasileiras para atender mercados globais a partir do país. Estados Unidos, Canadá, França e Itália aparecem entre os principais compradores.

Nearshoring é quando a empresa transfere suas operações de atendimento para países próximos geograficamente, em vez de locais distantes, como acontecia no passado.

Os americanos lideram o ranking individual, com 77 aquisições no período analisado. Somados, os sete principais países da Europa superam esse volume, com 123 operações. Indústria, energia, tecnologia e matérias-primas estão entre os setores que mais atraem investidores internacionais.

O estudo também mostra que o alvo preferencial continua sendo o chamado mercado médio (middle market). Nas transações cross border, as empresas compradas tinham, em média, receita anual de R$ 202 milhões, mas o valor das compras foi de R$ 452 milhões.

Se comentar, identifique-se. https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/06/participe.html

Luciana Santos: "Infovias: Ciência e Tecnologia a serviço da inclusão e da soberania nacional" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/palavra-de-luciana.html 

Humor de resistência

 

Quinho

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