12 março 2026

Aparato policial vulnerável

O Crepúsculo da Perícia e a Ascensão do Estado Policial
O que mais se compra na Polícia Federal?
Luís Nassif/Jornal GGN      

Só por uma questão temporal, Fritz Lang não se inspirou na Polícia Federal brasileira para compor o clássico “Os Mil Olhos do Dr. Mabuse”. O que o Partido da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) está montando com a Operação Master, mais conhecida como Lava Jato 2, seria de levantar os cabelos do espírito democrático do país – se não fosse tão Avis rara. 

Peça 1 – os vazamentos da PF

Não adianta tentar atribuir o vazamento do inquérito à CPMI do INSS. Todos os vazamentos estão sendo feitos pela Polícia Federal, por via direta ou indireta.

O último foi a foto de Daniel Vorcaro sendo fichado.

De uma experiente testemunha da da vida pública brasileira:

“Quem vendeu as fotos de identificação de Vorcaro, peças legais essenciais prévias ao encarceramento dele à Imprensa? Sem quebra de dever funcional por alguém essas fotos não poderiam ter vazado. Isso significa que a Imprensa corrompeu alguém no Serviço Público e numa área tão sensível como a Polícia Federal… O que mais se compra por lá?” 

Definitivamente, a PF se deixou corromper. Por dinheiro, interesse político, o que seja, deixou-se corromper. E em sociedade com um Ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Nos primeiros dias da captura dos telefones de Vorcaro, a perícia da PF vazou as notas sobre o contrato da esposa de Alexandre de Moraes. Nos dias seguintes, as mensagens tentando comprometer o atual diretor de fiscalização do Banco Central.

Peça 2 – o caso Fábio Luiz

O caso de Fábio Luiz é o exemplo acadêmico do uso político da contabilidade. Ao divulgar movimentações brutas sem o filtro de uma perícia séria — que explicaria o mecanismo de aplicações e resgates automáticos do Banco do Brasil —, a PF cria um “escândalo de milhões” onde pode haver apenas um saldo modesto. É um trabalho intencionalmente precário, desenhado para o linchamento público, não para a verdade processual. O jogo político de um grupo restrito na CGRC joga no ralo a reputação de 10.000 peritos sérios.

A perícia poderia apurar o valor real que entrou na conta, já que “movimentação” registra movimento de entrada e saída de dinheiro, a origem dos recursos que entraram e se são compatíveis com a renda e os negócios de Fábio. Fez um trabalho intencionalmente porco, com propósitos políticos.

Um exemplo:

1. A conta remunerada do Banco do Brasil funciona com sistema de aplicação automática. Sempre que o saldo da conta fica positivo, no fim do dia o sistema transfere automaticamente para um fundo de investimento.

2. Quando o cliente saca o dinheiro, o sistema resgata automaticamente a aplicação e o valor volta para a conta corrente.

3. Imagine o mês iniciando com um depósito de R$ 1.000,00. Cada dia corresponde a uma movimentação de R$ 2.000 – R$ 1.000 de resgate; R$ 1.000 de aplicação.

4. Em 30 dias, a movimentação será de R$ 60 mil, mesmo que o saldo real continue próximo a R$ 1.000.

Pode ser isso, pode ser que não. A resposta viria de uma perícia séria da PF. Mas o grupo que assumiu a operação preferiu fazer o jogo político, comprometendo a imagem da corporação. 

Conclusão: um grupo de menos de dez peritos está jogando no ralo a reputação de mais de 10.000 peritos da corporação.

Peça 3: O Fantasma da Lava Jato

Os erros que anularam a Lava Jato renascem na Operação Master. No passado, foram os sistemas da Odebrecht sem cadeia de custódia; hoje, são extrações de dados em massa feitas de forma nebulosa. Naquela época, laudos de superfaturamento eram baseados em “estimativas”; hoje, diálogos são pinçados de celulares sem o contexto necessário, servindo apenas para validar as hipóteses acusatórias dos delegados.

Peça 4 – a perícia no caso Master

O primeiro sinal da articulação política dos peritos veio poucos dias após a apreensão dos aparelhos de Vorcaro, quando passaram a circular vazamentos para jornalistas que sempre atuaram como canal de transmissão da PF.

Quando Toffoli ordenou a mudança do corpo de peritos, imediatamente foi alvo de uma campanha inclemente, claramente municiada pelos levantamentos da Policia Federal nas operações sobre o mercado financeiro. Os grandes “furos” jornalísticos não passavam do mesmo padrão Lava Jato: publicação automática dos releases da PF.

Quando o Ministro Alexandre de Moraes questionou os laudos com os supostos diálogos com Daniel Vorcaro, no dia da sua prisão, a resposta de O Globo foi a de que o laudo era da perícia técnica da PF, como se fosse sinal de garantia.

Essa mesma perícia foi entregue aos deputados da CPI do INSS, com autorização expressa do Ministro André Mendonça. No meio, diálogos pessoais, que nada tinham a ver com o caso, e outros absurdos. O que impediria uma PF, com esse grau de abuso, de manipular informações, de incluir nomes de jornais críticos nas delações – como fizeram com o DCM. Ou de manipular as conversas de Vorcaro com autoridades, ou as conversas no celular? Qual o nível de confiabilidade das perícias?

Peça 5 – o sistema de indicação dos peritos

Na Polícia Federal, os responsáveis por análises técnicas em investigações são os peritos criminais federais, vinculados à Diretoria Técnico‑Científica da Polícia Federal e ao Instituto Nacional de Criminalística.

Embora o protagonismo dos delegados seja menos “popstar” que na era Curitiba, a centralização sob Daniel Mostardeiro Cola e a DICOR é mais profunda. O vazamento não é erro, é método. O país assiste, entre o silêncio de um Ministério Público apático e um STF sitiado por suas próprias vulnerabilidades, à restauração de um Estado Policial onde a perícia não serve à Justiça, mas ao poder. E com os mil olhos do Dr. Mabuse.

Espionagem e rede de intrigas contra o STF https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/rede-de-intrigas.html

Minha opinião

Definitivamente, um plebeu provinciano*
Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65   

Li agora na Folha de S. Paulo que “René Redzepi deixou o Noma em meio a denúncias de abusos”.

Quais abusos procurarei saber depois. Importa agora corrigir a minha ignorância: René Redzepi? Noma?

Não sou assim tão desinformado, muito ao contrário. Assino os principais jornais do país e sites de notícias e opiniões, que acesso diariamente. Como ignorar o René Redzepi e o Noma, destacados em manchete da Folha!? Tudo a ver com a minha prosaica ignorância sobre o mundo da ostentação e do refinamento.

Fui às ferramentas de busca e pude, enfim, saber que o Noma, em Copenhague, é considerado o restaurante mais influente do século XXI porque criou nova cozinha nórdica, dispensando ingredientes clássicos franceses; e popularizou o uso de técnicas laboratoriais e fermentações complexas, como o uso de koji e garums (!?), que permitem extrair sabores inéditos de ingredientes simples, influenciando chefs no mundo todo.

Mais: aperfeiçoou o conceito de foraging (coleta silvestre), servindo musgos, formigas e líquens, inovando no item o que é "comestível" e "luxuoso".

Isso tudo sob o comando do tal René Redzepi, tido como "arquiteto" da culinária moderna. Ele não apenas cozinha; é também um visionário, pautando o que o mundo da gastronomia vai discutir e realizar na próxima década.

Diante de personalidade assim tão badalada internacionalmente, desisti de pesquisar sobre que “abusos” terá cometido. Caí na real sobre a minha modestíssima condição de frequentador de restaurantes simples.

Perto de completar a sétima década de vida, definitivamente sou um cidadão pobre e simplório — um plebeu!

Minha memória gastronômica é limitadíssima e se alimenta de nomes como "Bar da Tripa", "Feijoada do Vavá" e, no máximo, "Parraxaxá" e "Papaia Verde" e "Pizzaria Tomaselli", no Recife; "Mangai" em João Pessoa; "Carne de Sol do Lira", em Natal; "Bar Urca", no Rio de Janeiro;  "L'Osteria do Nonno Amerigo", na Vila Mariana, em São Paulo, onde estive uma única vez com o inesquecível camarada e amigo-irmão Eduardo Bonfim.

Foi divertido presenciar Eduardo e o garçom no esforço vão de pronunciarem os itens do cardápio em italiano e logo contatar que ambos tinham em comum o mesmo sotaque alagoano, inconfundível. Eduardo de Maceió e o garçom nascido e criado em Palmeira dos Índios.

Quanto a esse modesto escriba, definitivamente me assumo um cidadão comum, de parcos recursos e precários hábitos à mesa.

*Texto da minha coluna semanal no Vermelho

Leia também: "Talvez um ano meio morno e cinza. Só isso" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/09/minha-opiniao_94.html

Estamos juntos

 


Palavra de poeta

Solo para Vialejo

(excerto)

Cida Pedrosa     

 

o violão de seu dim
cordas quase elétricas rosto ancestral

andaluz
andaluz
andaluz

voz ligeira indigenando a melodia
tarde e tristeza em uma cidade
que parece cochilar enquanto ferve o mundo
várzea do meio você era tão perto e eu não sabia

a destreza de raimundo e zé pereira irmãos de
sangue e de música guiados por violões ciganos
de cordas inquebrantáveis recuerdos de boleros
e passos de fox dance em infinitas noites sem lua
e lobisomem onde pixinguinha pinicava nossas
almas e jackson espetava nossos corpos e todos
beberam dessa água incandescente onde a musa
vermelha fez morada e anunciou que da pequena
várzea vilarejo mameluco o som se expandiria
serra acima

andaluz andaluz andaluz

um dia minha mãe me disse
a várzea do meio é terra de índios

o sax de seu miguel
o sax de otacílio rodrigues
o clarinete de raimundo maciel

os negros tocavam banjo os negros tocavam banjo
os negros tocavam os negros sem nome tocavam
banjo

jazz band
jazz band
jazz band

jazz band união bodocoense o símbolo delicado
escrito
no bombo indicava que a borboleta azul pousou
ali

jazz band
jazz band
jazz band

quem são estes cavaleiros do
apocalipse new andarilhos de rostos
apagados silenciados nas lembranças
de uma cidade sem presente
irmanados em uma velha foto de
trincheira onde identifico apenas três
três acordes do blues

o sax de seu miguel
o sax de otacílio rodrigues
o clarinete de raimundo Maciel

a santíssima trindade da música sertã
a tríade balsâmica do araripe
o terceto identificado

entre os

nove cavaleiros emplumados
nove cavaleiros emplumados
nove cavaleiros emplumados

a tríade branca em uma jazz band onde ninguém
sabe dos negros que tocavam banjo

a linhagem
a linhagem
a linhagem

cadê a linhagem dos negros que tocavam banjo?

os negros
os negros
os negros

tocavamtocavamtocavamtocavamtocavam

[Ilustração: Killi Sparre]

Leia também: "Solidão", poema de Mia Couto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/palavra-de-poeta_22.html

11 março 2026

Ciência & Tecnologia

Investimentos em ciência e tecnologia batem recorde e chegam a quase R$ 50 bilhões em três anos
Recursos quase dobram em relação ao período anterior e impulsionam inovação, vacinas nacionais e plano brasileiro de inteligência artificial
Brasil 247  

O Brasil registrou um crescimento significativo nos investimentos em ciência e tecnologia nos últimos três anos. Desde janeiro de 2023, os recursos destinados ao fortalecimento do setor alcançaram R$ 49,3 bilhões, valor que representa quase o dobro do total aplicado entre 2019 e 2022, período em que foram investidos R$ 26,3 bilhões.

Os dados foram apresentados pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, durante participação no programa Bom Dia, Ministra, exibido pelo Canal Gov. Segundo a ministra, o volume de recursos tem ampliado o apoio às universidades, institutos de pesquisa e iniciativas de inovação tecnológica no país.

“É muito investimento que está indo para as universidades, institutos de ciência e tecnologia, e é o que muda na vida das pessoas”, afirmou Luciana Santos durante a entrevista.

Avanços científicos e vacinas nacionais

Durante a conversa com radialistas de diversas regiões do país, a ministra destacou resultados concretos obtidos a partir dos investimentos, como o desenvolvimento de vacinas produzidas integralmente no Brasil.

Ela citou o caso da vacina nacional contra a Covid-19 desenvolvida no Centro de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Vou dar um exemplo. Nós agora temos uma vacina 100% brasileira da Covid. Todos nós sabemos o que aconteceu no período anterior, que nós tivemos uma dependência enorme, mesmo tendo o Butantan e a Fiocruz, que são patrimônio do povo brasileiro na área de vacinas, nós ficamos muito dependentes dos IFAs, dos insumos farmacêuticos ativos, e de uma posição negacionista do governo anterior. Então isso tudo adiou a capacidade que a gente tem de produção de vacinas. Agora nós temos uma vacina 100% brasileira, que é financiada exatamente pelo nosso ministério na Universidade Federal de Minas Gerais, que é o Centro de Vacinas, que se chama Espintec. Então isso é uma grande vitória para a ciência brasileira, nós vamos nos tornar autônomos, assim como também na dengue. Nós temos agora uma vacina 100% brasileira de prevenir a dengue, que é um fenômeno brasileiro relevante, e a gente está se preparando para isso”, explicou.

Recursos estratégicos para inovação e indústria

De acordo com o governo federal, 64% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) foram direcionados para programas considerados estratégicos, como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A estratégia busca fortalecer a inovação tecnológica e estimular setores industriais de base científica, capazes de gerar empregos qualificados e melhor remunerados. Luciana Santos destacou também o impacto desses investimentos na autonomia produtiva do país.

“Os investimentos servem para que a gente tenha autonomia no complexo industrial de saúde. A gente tem o segundo déficit da balança comercial (neste complexo). São 20 bilhões de dólares de déficit da balança comercial, e a gente está fazendo investimentos para ter equipamentos. É para isso que serve, para proteger o povo brasileiro de qualquer tipo de dependência que a gente tenha, ainda mais nesse mundo da geopolítica, a gente tem que tomar medidas para fortalecer”, afirmou.

Ela acrescentou que o fortalecimento científico e tecnológico tem impacto direto em diferentes áreas estratégicas.

“É para isso que serve a ciência e tecnologia. Estou dando o exemplo de saúde, porque ele impacta mais diretamente na vida do povo brasileiro, mas isso vai para a área de defesa, isso vai para várias áreas de conhecimento para aquecer a nossa indústria, nós temos que ter indústria de microeletrônica, nós temos que ter indústria de semicondutores, e isso tudo é ciência e tecnologia”.

Plano brasileiro de inteligência artificial

Outro tema abordado pela ministra foi o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), iniciativa que prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028. Os recursos devem vir de instituições públicas e privadas, incluindo o FNDCT, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o setor privado.

O plano está estruturado em cinco eixos principais: infraestrutura tecnológica, formação de especialistas, melhoria de serviços públicos com IA, inovação empresarial e governança da inteligência artificial.

Segundo Luciana Santos, o projeto inclui a aquisição de supercomputadores para ampliar a capacidade nacional de processamento de dados e treinamento de sistemas de inteligência artificial.

“Vamos adquirir computadores de alto desempenho e vamos nos colocar entre as dez maiores nações com capacidade de computadores de alto desempenho, que vão poder treinar a inteligência artificial. E vamos fazer editais ainda neste primeiro semestre para possibilitar que muita gente das áreas de engenharia, de ciência da computação, possam fazer IA no Brasil. 60% dos nossos dados são armazenados fora do Brasil. Então nós precisamos que esses dados sejam armazenados aqui. Soberania nacional hoje é sinônimo de domínio tecnológico”.

A ministra também ressaltou que o país busca ampliar sua autonomia em áreas estratégicas de infraestrutura digital e comunicação.

“Vamos abrir o mercado para outras economias. Mas nós precisamos ter os nossos. E o papel da ciência de tecnologia é fazer os nossos. Nós temos um satélite nosso de telecomunicações que é militar e civil. Mas existe um plano da gente fazer o nosso satélite de comunicação, assim como existe o plano de a gente fazer o nosso GPS. Não podemos depender exclusivamente do GPS norte-americano. Nós temos que fazer o nosso. E nós estamos em curso com esses projetos estratégicos que dão autonomia. Nós estamos confiantes que nós vamos dar o salto que o Brasil merece. Nós teremos esses supercomputadores e vamos ter, portanto, a capacidade brasileira de armazenar e processar dados”.

Lula defende governança global da IA https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/lula-na-india-posicao-avancada.html 

Arte é vida

 

Alfredo Volpi

A repórter que desnudou o ChatGPT https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/resistencia-social-e-codigo-aberto.html 

Parceria resistente

Irã fecha Estreito de Ormuz, mas não interrompe comércio com a China

Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65     

A China é o parceiro número 1 do Irã quanto ao comércio bilateral. Agora, diante da agressão dos EUA-Israel, o governo persa interrompeu o fluxo no Estreito de Ormuz, mas segue com a exportação de petróleo para a China.

Alguns dados contribuem para aquilatarmos a importância dessas relações bilaterais.

A China compra 91% de todo o petróleo exportado pelo Irã, orçando em torno de US$ 32,5 bilhões.

Mais: em outubro-novembro de 2025, as exportações não petrolíferas giraram em torno de US$ 1,03 bilhão por mês. Anualmente, esse item representa de US$ 14,8 bilhões.

Nos principais itens exportados pelo Irã para a China figuram itens como o petróleo bruto, gás natural e condensados, que têm peso na matriz energética chinesa.

Além desses, polietileno, metanol, polímeros de etileno e outros plásticos em forma primária. Dentre minérios e metais, ferro, cobre e alumínio.

Acrescentam-se dentre os produtos agrícolas, frutos secos e nozes, com destaque para o pistache (em concorrência direta com os EUA).

Por sua parte, a China exporta para o Irã bens de alto valor agregado: maquinário industrial e equipamentos elétricos, peças automotivas e veículos (CKD - prontos para montar), e eletrônicos (telefones e semicondutores) e painéis solares (células fotovoltaicas).

​Esses dados, fruto de um “garimpo” rápido de informações disponíveis na mídia, traduzem a importância da parceria entre os dois países.

A Guerra EUA x Irã e Clausewitz https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/minha-opiniao_5.html