12 maio 2026

Dica de leitura

Inferno astral de Milei  

Em artigo recente publicado no site Outras Palavras, "Milei: hipóteses sobre uma derrota catastrófica, Mariano Schuster e Pablo Stefanoni consideram que a política de "motosserra" de Javier Milei, embora tenha freado a inflação de curto prazo via recessão induzida, gerou um colapso social sem precedentes.

A destruição do consumo interno e da produção de bens criou uma armadilha econômica da qual o governo dificilmente escapará sem gerar convulsão social.

Fatores como grave e empobrecimento da chamada classe média e isolamento politico no Congresso travam reformas estruturais levam o governo à inanição.

Por outro lado, a severa repressão aos protestos populares sinaliza contribui para o crescimento isolamento politico do governo.

Segundo os autores, a derrocada de Milei pode não vir apenas pelas urnas, mas por uma implosão do sistema econômico. A aposta de que o mercado resolveria todas as mazelas ignora a fome e do desemprego, colocando o governo em vias de uma catástrofe política iminente.

Confira https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/09/sinais-de-mudanca-na-argentina.html?m=1 

[LS] 

Postei nas redes

Quanto mais os holofotes mirarem ministros do STF pior para o presidente Lula — diz colunista do Globo. Oxente, o que é que tem a ver o cuscuz com as calças!? 

Releio e anoto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/teoria-pratica.html 

Trump em decadência

Atlas: 62% responsabilizam Trump pela piora da economia dos EUA
Pesquisa AtlasIntel mostra avanço da rejeição ao republicano, com críticas concentradas na inflação, custo de vida e condução da economia
Lucas Toth/Vermelho   

A maioria da população norte-americana atribui às políticas de Donald Trump a deterioração da economia dos Estados Unidos, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (12). 

O levantamento mostra que 62,8% dos entrevistados avaliam que as medidas adotadas pelo presidente agravaram a situação econômica do país, enquanto a desaprovação ao republicano atingiu o maior patamar desde sua posse.

A pesquisa, realizada entre os dias 4 e 7 de maio com 2.069 adultos norte-americanos, aponta que apenas 30,6% acreditam que as políticas de Trump melhoraram a economia. Outros 6% disseram não perceber efeitos relevantes. 

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os números reforçam um desgaste crescente da Casa Branca justamente na área que Trump historicamente tratava como principal vitrine política: a economia. 

O cenário ocorre em meio ao aumento das críticas ao custo de vida, à inflação persistente e às incertezas provocadas pela política tarifária adotada pelo governo republicano.

A percepção negativa também aparece quando os entrevistados avaliam os impactos das medidas do governo sobre a própria vida financeira. 

Segundo o levantamento, 55,5% afirmaram que sua situação econômica pessoal piorou sob as políticas de Trump. Apenas 24% disseram ter percebido melhora, enquanto 19,8% afirmaram não notar mudanças significativas.

Inflação e custo de vida lideram preocupações nos EUA

Ao serem questionados sobre os principais problemas enfrentados atualmente pelos Estados Unidos, os entrevistados apontaram inflação e custo de vida como maior preocupação, com 46,8% das respostas. Em seguida aparecem “economia e mercado de trabalho”, com 41,1%, e “salvaguardar a democracia”, citado por 38,3%.

Temas frequentemente explorados por Trump em sua retórica política, como imigração, aparecem atrás das questões econômicas. Segundo a AtlasIntel, 33,6% apontaram imigração como principal preocupação nacional, enquanto 29,3% citaram os serviços de saúde.

A avaliação negativa do desempenho do presidente se espalha por praticamente todas as áreas de governo. A maioria dos entrevistados classificou como “ruim” ou “péssima” a atuação de Trump em temas como tarifas comerciais, economia, educação, saúde, imigração e defesa.

Também houve forte rejeição nas áreas de política externa. Segundo o levantamento, a condução das relações dos EUA com a Otan, a guerra na Ucrânia, o Oriente Médio, Cuba e Venezuela recebe avaliação predominantemente negativa.

Desaprovação atinge maior nível desde a posse

A pesquisa mostra ainda que 59,8% dos norte-americanos desaprovam o desempenho geral de Trump como presidente, contra cerca de 39% que aprovam sua gestão. Trata-se do maior índice de rejeição registrado pela AtlasIntel desde o início do atual mandato do republicano.

Quando perguntados diretamente sobre a performance presidencial, seis em cada dez entrevistados classificaram o governo como “ruim” ou “péssimo”. Apenas 37,2% consideraram a atuação de Trump “boa” ou “excelente”, enquanto 2,7% avaliaram como “regular”.

Os índices de rejeição são ainda maiores entre determinados grupos sociais. Segundo a pesquisa, 87,6% dos jovens entre 18 e 29 anos desaprovam Trump. Entre pessoas com renda familiar inferior a US$ 50 mil anuais, a rejeição chega a 65,2%.

Entre os grupos étnicos, a maior desaprovação aparece entre os negros norte-americanos, com 69,9%. A pesquisa também aponta rejeição mais elevada entre homens (62,8%) do que entre mulheres (57,1%)
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EUA em fragilidade histórica
https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/07/superpotencia-decadente.html

Indústria argentina no buraco

Argentina tem pior desempenho industrial do mundo ao lado da Hungria, aponta relatório
Mercado de trabalho industrial argentino teve mais de 79 mil empregos formais perdidos e fechamento de quase 2.900 empresas
ICL Notícias 

A Argentina registrou o pior desempenho industrial do mundo nos últimos dois anos, empatando com a Hungria em retração da atividade manufatureira, segundo levantamento da consultoria Audemus com base em dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).

O estudo aponta que a produção industrial argentina acumulou queda média de 7,9% entre 2023 e 2025, colocando o país no último lugar entre 80 economias analisadas.

O cenário também é acompanhado por uma forte deterioração do mercado de trabalho industrial, com mais de 79 mil empregos formais perdidos e o fechamento de quase 2.900 empresas do setor desde a mudança de governo.

De acordo com o relatório, a crise não está concentrada em apenas um segmento específico da economia. Das 16 principais áreas industriais avaliadas, 14 registraram queda na produção. Já no mercado de trabalho, 18 dos 19 segmentos analisados apresentaram redução no número de empregados. Os setores metalúrgico, têxtil e automotivo estão entre os mais afetados.

A consultoria atribui o resultado às políticas econômicas adotadas pelo governo argentino, incluindo abertura comercial acelerada, valorização cambial, redução de investimentos públicos e diminuição de incentivos à indústria nacional. Enquanto isso, países vizinhos apresentaram desempenho superior no mesmo período, como Brasil, Chile, Peru e Uruguai, que registraram crescimento industrial positivo.

O levantamento também mostra que a capacidade instalada da indústria argentina caiu para 54,1% no início de 2026, o menor nível para um primeiro bimestre em mais de uma década. Especialistas avaliam que o cenário ainda não apresenta sinais consistentes de recuperação no curto prazo.

Nos últimos meses, o avanço das importações e a chegada de grandes marcas internacionais ampliaram a pressão sobre fabricantes locais, principalmente nos setores têxtil e de bens de consumo. Entidades industriais argentinas têm alertado para o risco de aprofundamento da desindustrialização e fechamento de novas empresas ao longo de 2026.

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Milei num poço de areia movediça https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minha-opiniao_37.html 

Arte é vida

Ademir Martins 

Sem agulha no palheiro https://lucianosiqueira.blogspot.com/ 

Que negócio é esse?

A pedalada de Campos Neto em Abu Dhabi
Como Campos Neto usou a rede que construiu no Banco Central para viabilizar a migração do Nubank das Ilhas Cayman para os Emirados Árabes
Luís Nassif/Jornal GGN      


Os Emirados Árabes se tornaram o ponto de encontro de todo o universo bolsonarista. No contexto das investigações que envolvem o clã Bolsonaro, o ecossistema Master e operadores financeiros ligados ao crime organizado, o país exerce uma função estrutural: é o ponto de convergência entre capital ilícito em fuga, investimento soberano com apetite por ativos subavaliados e proteção política a operadores que precisam de jurisdições opacas.

Os Emirados Árabes Unidos, embora rejeitem oficialmente o rótulo de paraíso fiscal, oferecem ausência de imposto de renda para pessoas físicas, inexistência de tributaç&at ilde;o sobre herança ou ganho de capital, facilidade para abertura de empresas e contas bancárias e possibilidade de residência de longo prazo sem vínculo empregatício. O emirado foi incluído em lista internacional de observação por falhas no combate à lavagem de dinheiro em 2022 e, apesar de avanços recentes, especialistas apontam que o sistema ainda oferece brechas para ocultação patrimonial e evasão fiscal.

Esse modelo não é acidental. Dubai foi projetado como polo de atração de capitais globais sem excessivo escrutínio sobre sua origem — o que o torna, na prática, uma plata forma de circulação de riqueza que, quando cruzada com investigações de fraude, invariavelmente aparece como pano de fundo.

A visita de Campos Neto a Abu Dabi

No dia 7 de abril de 2026, a Agência de Notícias dos Emirados Árabes (WAM) publicou uma nota protocolar: o Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi, Xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, havia se reunido com David Vélez, fundador e CEO do Nubank, para discutir oportunidades de investimento nos Emirados. O comunicado registrava, entre os presentes, Roberto Campos Neto, Vice-Chairman e Chefe Global de Políticas Públicas do Nubank. O resultado: o banco confirmaria sua nova sede global no Abu Dhabi Global Market (ADGM).

Para o noticiário financeiro internacional, foi mais um movimento da expansão global do maior neobank da América Latina. Para quem acompanha de perto a trajetória de Campos Neto desde o Banc o Central, a cena foi outra: a culminação de uma arquitetura de relacionamentos construída ao longo de seis anos no comando da autoridade monetária brasileira — e agora colocada inteiramente a serviço de uma empresa privada com sede em paraíso fiscal.

A engrenagem

Campos Neto chegou ao Nubank em julho de 2025, após cumprir os seis meses de quarentena determinados pela legislação brasileira. Seu cargo — Vice-Chairman e Chefe Global de Políticas P úblicas — descrevia com precisão a função: abrir portas regulatórias que o banco, sozinho, não conseguiria abrir.

No Brasil, a rede que construiu durante a presidência do Banco Central alcança desde o senador Ciro Nogueira até o governador Tarcísio de Freitas. Frequentemente convidado ao Palácio d os Bandeirantes para assistir a jogos do campeonato brasileiro, Campos Neto mantém com Tarcísio uma proximidade que transcende o protocolo institucional — foi a ele que o governador desabafou, com um palavrão, ao saber que Flávio Bolsonaro se lançara candidato à presidência. A relação com Ciro Nogueira, por sua vez, ajuda a explicar a facilidade com que o BC permitiu a venda do Banco Master a Daniel Vorcaro, cuja reputação — inclusive junto às autoridades policiais — já era conhecida.

Mas a rede não se limita ao círculo bolsonarista. Ela se estende aos Estados Unidos de forma pessoal e familiar. A esposa de Campos Neto mantém proximidade com a mulher do senador republicano Marco Rubio — os filhos frequentam o mesmo bootcamp nas férias. Um dos membros do conselho do Nubank nos EUA é irmão de um senador republicano de Ohio. O cônsul americano Kevin Murakami convida Campos Neto regularmente para jantares e almoços.

Não apenas isso. Campos Neto é uma personalidade essencialmente ideológica, que mantém relações estreitas com a ultradireita do continente, incluindo Milei, na Argentina, Nayib Bukele, em El Salvador, Santiago Peña, presidente do Paraguai,  e os Bolsonaro no Brasil, além de Marco Rubio.

Essa rede produziu resultados concretos. Em janeiro de 2026, o Nubank recebeu aprovação condicional para uma licença bancária nacional nos Estados Unidos — tornando-se o primeiro grand e banco digital nascido na América Latina a obter autorização para operar no mercado americano. Sem Campos Neto, segundo fontes próximas às negociações, a operação não teria saído do papel. Mais do que isso:  Campos Neto conseguiu colocar um ex-membro do OCC — o Office of the Comptroller of the Currency, principal regulador bancário americano — no conselho do banco.

A extensão dessa influência ficou clara em novembro de 2025. Enquanto o governo Haddad não conseguia estabelecer contato com Washington no pico da crise diplomática gerada pelas tarifas impos tas por Trump, Campos Neto se reunia com Scott Bessent — o secretário do Tesouro americano — na mesma semana.

Das Ilhas Cayman a Abu Dhabi

A mudança de sede para o Abu Dhabi Global Market não é um simples movimento de expansão geográfica. A Nu Holdings, holding controladora do Nubank, está domiciliada nas Ilhas Ca yman — jurisdição amplamente reconhecida como paraíso fiscal. A transferência para Abu Dhabi obedece a uma lógica de pedalada fiscal: as vantagens tributárias dos Emirados, combinadas com o prestígio regulatório do ADGM, oferecem ao banco uma plataforma politicamente mais palatável que a atual — sem abrir mão do essencial.

O ADGM é um centro financeiro offshore dentro de Abu Dhabi, com jurisdição própria baseada na lei inglesa, regulação independente e tributação zero sobre lucros c orporativos. Para o Nubank, significa manter a arquitetura fiscal de holding offshore enquanto ganha um endereço mais respeitável — e acesso direto aos fluxos de capital do Golfo Pérsico, da Ásia Central e dos mercados africanos em expansão.

É nesse contexto que a reunião de 7 de abril com o Príncipe Herdeiro — onde Campos Neto estava sentado à mesa — ganha seu verdadeiro significado. Não foi uma visita comerc ial ordinária. Foi o ex-presidente do Banco Central do Brasil abrindo, em nome de uma empresa privada, o mesmo tipo de canal diplomático que conduzia em nome do Estado brasileiro.

Não é irrelevante o contexto emiradense. O Xeique Khaled é membro da família Al Nahyan, cuja rede de relacionamentos com o Brasil foi construída nos anos Bolsonaro — incluindo a aquisição da Refinaria de Mataripe (antiga Landulpho Alves), na Bahia, pelo fundo Mubadala, e a promessa de investimentos bilionários em Angra dos Reis, através de seu irmão Tahnoun. O episódio das joias apreendidas na Receita Federal, oriundas de Abu Dhabi, fez parte do mesmo período.

A porta giratória em rotação máxima

O caso Campos Neto-Nubank foi descrito pelo movimento sindical dos servidores do Banco Central como “o mais escandaloso caso de porta giratória da história do Brasil”. A acusação tem fundamento estrutural.

Durante sua gestão na autoridade monetária, Campos Neto foi o arquiteto de políticas que beneficiaram diretamente as fintechs brasileiras: o Pix, o Open Finance, a regulamentação do m ercado de criptoativos, o Drex. O Nubank foi um dos maiores beneficiários dessas políticas — e o contratou imediatamente após o fim da quarentena.

Mas o problema não se esgota na questão ética. Há dimensões mais concretas. O próprio anúncio da contratação foi formalizado a partir de Grand Cayman &mdas h; território offshore, domicílio da Nu Holdings. O banco que ele regulou opera a partir de um paraíso fiscal. O ex-regulador trabalha para essa empresa. E agora usa contatos institucionais construídos com dinheiro público, em nome do Estado brasileiro, para viabilizar a migração da holding para outro paraíso fiscal com melhor marketing.

O acordo enterrado

Em paralelo, corre na Justiça um processo que revela outra faceta da gestão de Campos Neto. Após deixar o Banco Central, ele firmou um acordo sigiloso com a instituição, no qual pagou R$ 300 mil de multa sem reconhecer formalmente as infrações que motivaram a penalidade.

O acordo foi publicado brevemente no portal do Banco Central — e em seguida removido. Um link que chegou às mãos de jornalistas e foi divulgado resultou em ação judicial movida por Cam pos Neto contra o divulgador. Na primeira audiência, o ex-presidente do BC sequer compareceu.

O que o acordo contém, e por que foi retirado do portal público da autarquia, são perguntas que o processo judicial — e a imprensa — ainda precisam responder.

A crise que o mercado ainda não viu

Por trás da expansão internacional, há uma realidade interna que o Nubank cuida para não vazar. A saída do CTO em julho de 2025 — por discordâncias com David Vélez sobre a obsessão com inteligência artificial — desencadeou uma sangria de talentos técnicos que ainda não terminou.

O retorno obrigatório ao escritório, anunciado em novembro de 2025, afetou desproporcionalmente engenheiros contratados durante o boom do trabalho remoto em cidades fora de São Paulo. Profissionais casados com servidores públicos, instalados em outras regiões, simplesmente pediram demissão. O resultado: em um único mês, três dos seis diretores-gerais de engenharia do banco — metade da liderança técnica — saíram. A Chief Communications Officer também deixou o cargo.

O Nubank é, em sua essência, um banco de tecnologia. Uma crise na engenharia não é um problema de RH — é um risco operacional.

Há outros sinais de alerta. Nos últimos tempos, o banco expandiu sua carteira aceitando clientes recusados por outras instituições — um perfil de risco que, em condições de estresse, pode se mostrar mais oneroso do que o crescimento justifica.

E há a aposta americana. O Nubank instalou-se nos Estados Unidos pretendendo repetir, junto às comunidades latinas, o modelo brasileiro de crédito com margens elevadas. O problema é que o am biente regulatório americano pode não comportar essa estratégia: em janeiro de 2026, Donald Trump anunciou ofensiva para estabelecer um teto de 10% nos juros do cartão de crédito. Em fevereiro de 2025, os senadores Bernie Sanders e Josh Hawley — numa aliança incomum entre esquerda e direita — já haviam apresentado proposta para limitar os juros do cartão a 10% por cinco anos. A taxa média americana era de 22,3% ao ano em novembro de 2025. Se o teto for aprovado, o modelo de negócio do Nubank nos EUA precisará ser inteiramente reconfigurado.

Coda

Na reunião de 7 de abril em Abu Dhabi, enquanto o Príncipe Herdeiro e David Vélez discutiam a nova sede global do Nubank, Roberto Campos Neto estava sentado à mesa. Era o arquiteto da opera& ccedil;ão — o homem que abriu os contatos nos Emirados, que articulou a licença americana, que colocou reguladores nos conselhos do banco.
Ele construiu essa rede enquanto presidia o Banco Central do Brasil. Agora ela rende dividendos para uma empresa privada domiciliada em paraíso fiscal — que está de saída para outro paraíso fiscal com melhor reputação.

O Brasil pagou pela construção. O Nubank colhe os frutos. E o Estado brasileiro, que deveria zelar pela integridade dessas fronteiras, ainda não encontrou os instrumentos para impedir que a rotação continue.

[Ilustração: imagem em IA]

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Leia também: A política de juros do Banco Central é um desastre < i>https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/bolsa-banqueiro-x-bolsa-familia.html 

Sylvio: cara de tacho

Gostaria muito de ver como ficaram as caras bolsonaras ao tomar conhecimento do resultado das conversas entre Lula e Trump, uma vez que a família, por meio de Eduardo, está nos Estados Unidos trabalhando contra os nossos interesses. 

Sylvio Belém   

Como impedir a venda de minas de terras raras https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minerais-estrategicos.html