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Blog de Luciano Siqueira
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08 abril 2026
Poderio bélico digital
Guerra na nuvem: Irã usa satélite chinês e desafia hegemonia dos EUA
Entrevistas com Sergio Amadeu e Ergon Cugler revelam como soberania digital virou questão de segurança nacional em conflito que testa multipolaridade tecnológica
Cezar Xavier/Vermelho
O conflito no Oriente Médio entrou em uma nova fase que transcende trincheiras e mísseis: a disputa pelo controle das infraestruturas digitais que sustentam a guerra moderna. Enquanto o Irã aprimora sua capacidade de ataque com precisão inédita, especialistas apontam para uma mudança estratégica fundamental — a adoção do sistema de navegação por satélite BeiDou, da China, em substituição ao GPS norte-americano.
Em entrevistas ao Portal Vermelho, o sociólogo Sergio Amadeu, professor da UFABC, especialista em tecnologia da informação e comunicação, e Ergon Cugler, pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa, conselheiro da Presidência da República e especialista em gestão pública, analisam como a soberania digital deixou de ser tema técnico para se tornar questão de segurança nacional.
Big Tech como alvo militar legítimo
Para Sergio Amadeu, a guerra contemporânea exige repensar o papel das corporações tecnológicas. “Enquanto cultuamos as Big Techs e colocamos dados das universidades e dos governos nessas corporações, o Irã declarou que elas são alvos militares legítimos”, afirma. A estratégia iraniana não é apenas retórica: AWS, Oracle e Microsoft foram efetivamente alvejadas por participarem, direta ou indiretamente, dos esforços de guerra de Israel e Estados Unidos.
Amadeu destaca que o Irã desenvolveu capacidades próprias — drones, mísseis, indústria de defesa — e utiliza táticas assimétricas inteligentes. “Eles utilizaram diversas armadilhas, tais como mísseis e drones sem ogivas para que fossem abatidos por armas de interceptação que custam milhões de dólares”, explica. Enquanto Washington gasta fortunas em sistemas de defesa, Teerã esgota recursos adversários com operações de baixo custo.
Da nuvem ao campo de batalha: a guerra é também digital
Ergon Cugler expande o assunto: “Quem acha que a guerra passa apenas por tanque de guerra e fuzil tá vivendo no século passado”. Para o pesquisador, as disputas de um mundo multipolar e supertecnológico acontecem também na “nuvem” — não a metáfora etérea, mas datacenters em subsolos globais conectados por cabos submarinos.
A dependência tecnológica tornou-se vulnerabilidade estratégica. Cugler lembra que, durante tensões comerciais, Donald Trump chegou a ventilar a ideia de retirar o acesso do Brasil ao GPS. “Teve gente que disse que era mentira, mas o fato é que a gente ficou refém de uma decisão política que Donald Trump poderia sim tomar a qualquer momento”, alerta.
BeiDou: o fim do monopólio americano?
O sistema BeiDou, lançado pela China em 2020, representa uma alternativa concreta ao GPS. Com 45 satélites — contra 24 do sistema americano —, o BeiDou oferece precisão de menos de um metro para usuários autorizados e recursos avançados de anti-interferência, como salto de frequência e autenticação de mensagens de navegação.
Segundo analistas, o Irã teria assinado um memorando de entendimento para integrar o BeiDou à sua infraestrutura militar já em 2015, acelerando a transição após a Parceria Estratégica Abrangente Sino-Iraniana de 2021. A conclusão da migração, em junho de 2025, coincidiria com o salto de precisão observado nos ataques iranianos.
Em ambientes contestados, onde sinais podem ser bloqueados ou falsificados, depender de uma única constelação é risco estratégico.
Soberania digital como moeda de poder
Para Cugler, a tecnologia em um mundo multipolar “deixa de ser apenas um ativo qualquer e se torna inclusive moeda de troca do chamado soft power”. Países que controlam infraestruturas digitais podem influenciar, coagir ou pautar comportamentos de nações dependentes.
A resposta global à hegemonia americana já está em curso: a União Europeia desenvolveu o Galileo, a Rússia mantém o Glonass, Índia e China investem em sistemas próprios. “É por isso que pra debater soberania de um país, a gente também precisa debater a chamada soberania digital”, defende Cugler. “Sem ela, se torna impossível conseguir ter qualquer horizonte possível de sair das amarras daqueles que controlam até mesmo as infraestruturas”.
O Brasil na encruzilhada tecnológica
As lições do conflito iraniano ressoam particularmente no Brasil. Enquanto o país debate regulação de plataformas e proteção de dados, a dependência de infraestruturas controladas por potências estrangeiras permanece pouco discutida como questão de segurança nacional.
Amadeu adverte que o Brasil replica vulnerabilidades que podem ser exploradas em cenários de tensão geopolítica. A presença de datacenters de corporações americanas em território nacional, sem contrapartidas de soberania ou controle público, coloca em risco não apenas dados, mas a própria capacidade de decisão autônoma do Estado.
Tecnologia é geopolítica
O uso do BeiDou pelo Irã — se confirmado — não é apenas uma manobra técnica: é um sinal de que a arquitetura tecnológica global está se fragmentando. Em um mundo onde navegação por satélite, nuvem de dados e inteligência artificial definem capacidades militares e econômicas, a soberania digital deixa de ser opção para se tornar imperativo.
Como sintetiza Cugler: “O Irã já deu o recado: não dá pra depender dos Estados Unidos, inclusive pra andar de carro no meio da rua”. Para nações que aspiram a autonomia estratégica, a mensagem é clara: desenvolver capacidades próprias e diversificar parcerias tecnológicas não é mais questão de desenvolvimento — é questão de sobrevivência.
Há espaço para a Soberania Digital https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/brasil-na-era-digital.html
Enio Lins opina
Sionismo
criminoso se passando por semitismo respeitável
Enio Lins
É O
SIONISMO contemporâneo uma forma de racismo e terrorismo.
Desde a origem do movimento, em 1887, na Europa, essa ideologia se respalda em
dois pilares: 1) A digna revolta contra o antijudaísmo, preconceito contra o
povo hebreu; 2) A tese mística da “terra prometida pelo deus de Israel para seu
povo escolhido”. O primeiro pilar é expressão da resistência legítima contra o
racismo que perseguiu os hebreus durante séculos como “raça inferior”; o
segundo pilar é manifestação ilegítima do racismo israelense, considerando-se
“a raça superior”, eleita por um deus exclusivo de sua etnia.
É O ANTISSEMITISMO um preconceito étnico. Abjeto. Significa o antagonismo
à suposta descendência de um personagem mitológico – Sem – um dos filhos de Noé
da Arca, este por sua vez, a 10ª geração de Adão. Rezam as lendas que dez
gerações a partir de Sem, nasceu Abraão, que gerou oito filhos com três
mulheres; do primogênito (com Agar) Ismael procriaram-se os povos árabes, e do
segundo filho (com Sara), Isaac, descenderiam os hebreus. Diz a Internet:
“Semitas são povos originários do sudoeste da Ásia, historicamente definidos
por falarem línguas semíticas como hebraico, árabe e aramaico. O termo engloba
grupos como árabes, judeus, amoritas, assírios e fenícios, referindo-se a uma
família linguística e cultural”. Palestinos e judeus são igualmente semitas.
É O ANTISSIONISMO um posicionamento político. Legítimo. São antissionistas
comunidades judaicas inteiras – os judeus Haredi, por exemplo, se opõem
radicalmente a Israel por motivos religiosos. Diz-nos a Wikipédia: “O antissionismo judaico é
tão antigo quanto o próprio sionismo (...). A oposição a um estado judeu [entre
os judeus] mudou ao longo do tempo e assumiu um espectro diversificado de
posições religiosas, éticas e políticas”. Somando os judeus antissionistas às demais
etnias semíticas, a imensa maioria dos semitas é antissionista. Algumas das
mais expressivas intelectualidades contemporâneas, de origem judaica, como Noam
Chomsky, Edgar Morin, Judith Butler, Dorian Electra, Norman Falkenstein (autor
do livro “A Indústria do Holocausto”) são aguerridos militantes antissionistas.
Na Wikipédia, a categoria “judeus antissionistas” lista 47 páginas. Em 1948,
Albert Einstein, Hannah Arendt e mais dezenas de personalidades judaicas
publicaram no The New York Times uma carta aberta denunciando o grupo sionista
de Menagem Begin (fundador do atual partido de Benjamim Netanyahu) como “muito parecido em
sua organização, métodos, filosofia política e apelo social aos partidos
nazistas e fascistas”. Como nunca dantes, o fascismo sionista precisa ser
denunciado pelo expansionismo territorial e pelo terrorismo praticado contra a
população originária da Palestina. A realidade piorou muito desde que judeus
como Einstein e Arendt denunciaram o conteúdo nazista do sionismo de gente como
Begin.
NO BRASIL, TRAMITA na Câmara Federal o Projeto de Lei nº 1424/2026, igualando
antissionismo a antissemitismo. Se aprovado, pelo § 2º do Artigo 2º, penalizará
manifestações que possam “ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma
coletividade judaica”. O documento legitima o caráter racista do estado
israelense (que seria exclusivo de uma etnia) e o torna imune à crítica
exatamente no que ele diverge de todos os demais. O PL reproduz ideias da IHRA (International
Holocaust Remembrance Alliance) – entidade definida pelo jornalista judeu
brasileiro Breno Altman como “instrumentalizada para confundir antissionismo
com antissemitismo e silenciar críticas a Israel”. O caput do Artigo 2º revoga
trechos da Bíblia ao excluir da condição de povos semitas quem não for hebreu,
impondo que: “Antissemitismo é uma determinada percepção sobre os judeus, que
se exprime como ódio em relação aos judeus”. Árabes, palestinos, amoritas,
assírios e fenícios estão desclassificados como descendentes de Sem,
contrariando o descrito pelos textos bíblicos em Êxodo 16. O PL 1424/2026 é uma
ode ao racismo, e uma mordaça imoral às críticas contra os atos de terrorismo praticados
pelos governantes de Israel.
A irrelevância da Europa diante de uma guerra que afeta sua segurança e ameaça sua economia https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/europa-decadente.html
Questão de rumo
Construir um país soberano com luta,
unidade e projeto
Bosco
Rolemberg
Em tempos de incerteza e disputa de rumos,
uma verdade se impõe: nada mobiliza mais a ação humana do que a clareza dos
objetivos e a firmeza das propostas para transformar a realidade.
É por isso que não podemos abrir mão do
debate aberto, franco e corajoso. Um debate enraizado na realidade concreta do
nosso povo e iluminado pela ciência, para construir um verdadeiro projeto
nacional de desenvolvimento — um projeto soberano, democrático e comprometido
com os direitos do povo brasileiro.
Essa é a marca que distingue o PCdoB. Não se
trata apenas de discurso. Trata-se de método, de compromisso histórico, de
responsabilidade com o futuro do Brasil.
Ao longo de 104 anos, o nosso partido
mostrou, nas horas mais difíceis, que sabe pensar o Brasil com visão
estratégica, que sabe unir forças, construir caminhos possíveis e apresentar
propostas transformadoras, sempre com os pés na realidade e os olhos no futuro.
Não nos movemos por improviso. Nos guiamos
por objetivos claros, pela construção de ampla unidade e pela compreensão
concreta do cenário político em que atuamos.
E é exatamente isso que o momento exige de
nós agora.
Vivemos um período decisivo. Um período que
exige consciência, mobilização e coragem para enfrentar os grandes desafios do
nosso tempo.
Por isso, mais do que nunca, é hora de
refletir, de debater e, sobretudo, de agir.
Porque o Brasil precisa de rumo.
E esse rumo se constrói com luta, unidade e
projeto.
Juventude brasileira: presente e futuro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/juventude-presente-e-futuro.html
Thiago Modenesi opina
A unidade dos comunistas e a luta contra o esquerdismo radicalóide
Ao recuperar Lênin e a experiência brasileira, o texto sustenta que derrotar a extrema direita exige coesão política, frentes amplas e inserção real na classe trabalhadora.
Thiago Modenesi/Vermelho
A unidade dos comunistas sempre foi uma questão central para o êxito da luta revolucionária. No Brasil contemporâneo, onde a fragmentação política fragiliza a esquerda e fortalece o avanço da extrema-direita, resgatar o ensinamento de Lênin sobre a necessidade de um partido comunista único e coeso torna-se uma tarefa urgente. A pulverização de supostos comunistas em pequenas organizações, sem representatividade popular e presas a pautas sectárias, é a negação da prática revolucionária e um luxo pequeno-burguês que não se pode mais tolerar.
Para Lênin, a unidade do partido não era um detalhe organizacional, mas uma condição fundamental. No X Congresso do Partido Comunista Russo, em 1921, ele foi categórico ao afirmar que “a unidade e a coesão das suas fileiras, a garantia da completa confiança entre os membros do partido e de um trabalho verdadeiramente fraterno” eram particularmente necessárias diante das “vacilações entre a população pequeno-burguesa”.
O líder bolchevique identificou no fracionismo um perigo mortal. A formação de grupos com plataformas próprias e disciplina interna, mesmo quando movidos pela “sinceridade” de manter a unidade, conduzia inevitavelmente “ao enfraquecimento do trabalho fraterno” e abria brechas para que “os inimigos do partido no poder” se infiltrassem e aprofundassem as divisões em proveito da contrarrevolução. Não por acaso, o congresso determinou a dissolução imediata de todos os grupos formados em torno de plataformas paralelas, sob pena de expulsão.
Esta lição histórica é atualíssima. Quando setores que se autodenominam comunistas optam pelo racha e pela criação de organizações minúsculas, sem inserção real na classe trabalhadora, estão repetindo o padrão criticado por Lênin: abandonam a luta concreta para se refugiar em grupelhos onde podem ostentar pureza ideológica sem nenhum custo político.
Esta fragmentação não é acidental. Ela decorre de uma concepção equivocada que Lênin combateu ferozmente em sua obra clássica “Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo”. O sectário, preso ao “revolucionarismo pequeno-burguês parecido com o anarquismo”, é incapaz de compreender a correlação de forças e as mediações necessárias à ação política. Exagera a força do proletariado, minimiza o poder do inimigo e, com isso, isola as organizações revolucionárias, aprofundando sua marginalidade.
Lênin ironizava aqueles que, “com a magnificência de um Narciso ególatra” (no Brasil há um punhado desses nos canais de YouTube…), confundiam o brandir de espadas de papelão com ação revolucionária. Para ele, a recusa em participar de parlamentos burgueses, de sindicatos reacionários ou de estabelecer acordos com outras forças não era prova de radicalismo, mas de total ingenuidade e incapacidade de assimilar a disciplina do proletariado, mantendo-se preso à mentalidade dos “caducos intelectuais pequeno burgueses”.
No Brasil contemporâneo, essa doença infantil se manifesta naqueles que, por não compreenderem a necessidade de táticas flexíveis, preferem atacar a esquerda que está na luta cotidiana do que enfrentar o inimigo real. Criticam a participação em frentes amplas como se houvesse margem para um voo solo revolucionário, sem perceber que, ao fazer isso, servem objetivamente aos interesses da direita.
Aqui reside a contradição fundamental: como se dizer comunista sem compreender a estratégia das frentes amplas? Lênin, que enfrentou a Guerra Civil russa com o país em ruínas, soube fazer alianças táticas com outros setores para garantir a sobrevivência da revolução. Ele compreendia que “até que se debacle uma revolução socialista mundial”, é dever dos socialistas “não aceitar a batalha contra os gigantes do imperialismo” quando a correlação de forças é desfavorável, mas sim “tentar adiar a batalha” e buscar os melhores aliados possíveis.
A história do Brasil também demonstra a potência das frentes amplas. A resistência à ditadura militar de 1964 até o seu fim, a campanha das Diretas Já e a eleição de Tancredo Neves em 1985 foram possíveis porque setores diversos, incluindo forças que outrora estavam em campos opostos, uniram-se contra o autoritarismo. Mais recentemente, a Frente Ampla que derrotou Jair Bolsonaro em 2022 uniu desde movimentos sociais e partidos de esquerda até setores da centro-direita, tendo em Lula a capacidade de agregar este espectro amplo.
Hoje, ser revolucionário no Brasil não é fazer pose de radical em redes sociais ou atacar o governo Lula por suas contradições. Numa conjuntura de avanço da extrema-direita no mundo, com o bolsonarismo mantendo força no Congresso e nas ruas, como demonstrado nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a tarefa central é impedir o retrocesso.
A reeleição do presidente Lula em 2026 e a derrota definitiva do bolsonarismo não são pautas menores ou “conciliadoras”. São o front principal da batalha política. Defendê-las é ato de resistência e garantia de que não retrocederemos à noite autoritária que vivemos entre 2019 e 2022.
Os comunistas que compreendem seu tempo histórico sabem que a análise concreta de uma situação concreta é a própria essência, a alma viva do marxismo. E a situação concreta do Brasil exige unidade. Exige que superemos o infantilismo esquerdista e a mentalidade pequeno-burguesa que nos condena à fragmentação e à irrelevância. Exige que compreendamos, com Lênin, que a crítica necessária aos defeitos do partido e do governo deve ser feita sem assumir “formas que possam ajudar os inimigos de classe do proletariado”.
A unidade dos comunistas sob uma única legenda não é utopia, é necessidade histórica. É condição para que a classe trabalhadora brasileira tenha um instrumento à altura dos desafios que enfrentamos. Pois, como ensinou Lênin, sem um partido de ferro e coeso, não há revolução que triunfe. E sem derrotar Flávio Bolsonaro em 2026, não haverá amanhã para o povo brasileiro.
Direita dividida x Lula? https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/minha-opiniao_27.html
Chantagem desmedida
Trump vai e volta
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Donald
Trump diz que vai, mas não vai; fica ameaçando ir. E provoca oscilações no
poderoso “mercado” em escala mundial, sempre para pior.
Mas tem
um problema, uma espécie de efeito bumerangue. Os efeitos econômicos e sociais negativos
decorrentes da agressão ao Irã são crescentes nos próprios Estados Unidos. E tem:
crise e derrota eleitoral.
A derrota
nas próximas eleições parlamentares se prenuncia, conforme pesquisas.
Analistas insuspeitos, porque da própria mídia norte-americana, avaliam que Trump está tentando criar uma saída honrosa em terreno movediço.
A alta do
barril de petróleo beira o insustentável. O custo dessa guerra pode ser a perda
da maioria no Congresso.
E agora?
A
comunidade internacional não tem parâmetros para prever com razoável
objetividade que novos passos os Estados Unidos darão. Mas fica claro, pela undécima
vez, que a de cadência do império norte-americano se acelera sob a liderança do
tresloucado Donald Trump.
"Uma crítica oportuna, mas insuficiente" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/minha-opiniao_15.html






