Blog de Luciano Siqueira
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
21 maio 2026
Postei nas redes
Flávio Bolsonaro não assinou 3 das 5 CPIs sobre o Master que poderia apoiar. Agora diz que é a favor sabendo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foge de CPIs como o diabo foge da cruz. Pura encenação.
Pimenta nos olhos dos outros é refresco https://lucianosiqueira.blogspot.com/
Enio Lins opina
Dark Horse:
além de queda, coice – mas o perigo ainda galopa
Enio Lins
MANCHETES DA MÍDIA
IMPRESSA, na manhã de ontem, escritas no final do dia anterior –
n’O Globo, Estadão, Folha, Estado de Minas, Zero Hora – destacaram o desatino
de Flavito, o candidato do papai presidiário, ao desmentir a si próprio e
assumir que visitou Vorcaro, o banqueiro-bandido, para reuniões reservadas
depois do dono do Master ter sido preso.
MANCHETES NA MÍDIA
ELETRÔNICA na manhã de ontem, atualizadas pela madrugada,
vaticinavam que a candidatura de Flavito estava por um fio. O Globo dizia que o
PL teria “dado 15 dias” para avaliar uma opção ao Irmão Metralha Zero-um; e o
Estadão noticiava que candidatos bolsonaristas como Zema e Caiado usavam
“estratégias distintas para explorar” as ligações íntimas do filho do Jair com
o banqueiro do Jair.
ESSAS REPORTAGENS dão conta do torpedo explodido na campanha do Irmão Metralha
Zero-Um. A divulgação de conversas entre Flavito e o banqueiro Vorcaro impactou
negativamente a performance do filho do presidiário Jair, segundo pesquisa da
Atlas/Bloomberg, numa queda de 6 pontos em relação à enquete anterior. Perder
meia dúzia de pontos de uma hora para outra é, de fato, um baque da gota,
podendo ser fatal para candidaturas frágeis, ocas, como a do primogênito do
mito.
LEVANTAMENTO ANTERIOR da Atlas/Bloomberg, realizado em abril, antes do papo
com Vorcaro vir a público, apresentava o Irmão Metralha Zero-Um empatado com o
Presidente Lula. Num eventual segundo turno, o filho de Bolson4ro teria 41,8% do
eleitorado contra 48,9% do Presidente Lula. Outro dado que abalou os apoiadores
da familícia é o aumento da reprovação de Flavito, que alcançou 52% e se
destaca como a maior entre os presidenciáveis. Corre-corre grande no
muquifo dos bolson4ros.
NA CAVERNA DOS ALI-BOBÓ, bolsonaristas anti-Flavito estão em êxtase com a
trincadura na casca do Zero-Um. Querem a vaga do mito júnior. Dona Micheque é
só sorrisos e, entrevistada ao vivo num evento do PL em Brasília, não defendeu
o enteado e respondeu na lata: “Tem
de perguntar a ele”. Reportagem d’O Globo, em 13 de maio, logo depois
da divulgação do colóquio, lista pancadas de bolsonarianos destacados:
Romeu Zema (ex-governador de Minas Gerais) declarou “ouvir você [Flávio]
cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros
de bem”; Ronaldo Caiado (ex-governador de Goiás) bradou que “Flávio deve responder aos
questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do
Master”; e um novo partido bolsonarista, chamado “Missão”, jogou
mais pesado, declarando que “[Flávio]
não tem condição moral de permanecer no Senado ou de ser candidato a Presidente
do Brasil”. Fogo no cabaré!
MAS, JUSTIÇA SEJA FEITA, não existe novidade nenhuma na ligação íntima de Flávio
Boson4ro com criminosos, como citado nesse espaço em mais de uma oportunidade.
Zero-Um é o filho do mito com mais evidências de falcatruas, desde as
rachadinhas milionárias em seus gabinetes, até sua participação na aquisição de
101 imóveis registrados em nome da familícia, passando pela inexplicável
lucratividade de sua lojinha de chocolates. Flavito é do ramo. Sua habilidade é
tamanha que mereceu reportagens recentes por ter quitado, em apenas três anos,
entre 2021 e 2024, um financiamento de 30 anos contratado junto ao BRB para
comprar sua mansão em Brasília, no valor de R$ 5,97 milhões. O cara é
competente pra carvalho: antecipar 27 anos de prestações sem ganhar na loteria,
nem receber herança milionária, é coisa para o livro de recordes do Vorcaro.
MAS, AO CAIR APENAS SEIS
PONTOS depois de ser totalmente desmoralizado,
mantendo 41,8% as intenções de voto num hipotético segundo turno presidencial,
Flavito, o mito substituto, comprova um país infectado, vulnerável a bandidos
da estirpe de Jair et caterva. É um desastre nacional que as pesquisas ainda não estudaram
adequadamente.
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Extrema direita patina na lama https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/minha-opiniao_01219044875.html
Seleção brasileira
As certezas e as incertezas da seleção
Só os que não sabem nada têm certeza de tudo. São
os craques que decidem e embelezam o Mundial
Tostão/Folha
de S. Paulo
O anúncio dos 26 jogadores brasileiros que irão ao Mundial foi um espetáculo exagerado, comercial, desproporcional. Parecia a comemoração do título. As outras grandes seleções apenas informaram os convocados pela internet.
A única
surpresa foi a ausência de João Pedro. Neymar ocupou o seu lugar, mas se
esperava que João Pedro fosse o primeiro na lista dos centroavantes. Ancelotti afirmou
que Neymar poderá ser titular, reserva, jogar poucos minutos ou todo o tempo
das partidas. Vai depender do momento, dos treinamentos e dos jogos.
Ancelotti diz
que Neymar será um atacante pelo centro. Não irá precisar voltar para marcar
nem iniciar as jogadas no próprio campo, como faz Matheus Cunha. Neymar fará
uma dupla com outro atacante ou será o jogador mais adiantado.
Ainda tenho
dúvidas se os fatores positivos da presença de Neymar são maiores que os
negativos. Tudo é incerto. Só os que não sabem nada têm certeza de tudo.
A seleção
brasileira, por ter excelentes pontas e atacantes, hábeis, rápidos e
dribladores, e não ter o hábito de ter craques no meio-campo para trocar passes
e ter o domínio da bola e do jogo, deveria, ao enfrentar as grandes seleções,
marcar de forma um pouco mais recuada para contra-atacar e aproveitar os
espaços deixados nas costas dos defensores que avançam na marcação.
Gostei das
convocações do goleiro Weverton e dos jovens Endrick e Rayan.
Os dois atacantes já estão prontos para sere destaques nesta Copa.
Penso que Marlon,
volante do Palmeiras, que não está nem na lista dos 55, deveria ter sido
convocado e testado. Ele é alto, forte, se posiciona muito bem, marca bem e tem
um ótimo passe, rápido e para a frente. O experiente Fabinho, convocado para
reserva de Casemiro, joga na Arábia e quase ninguém vê. Como Casemiro, costuma
levar muitos cartões, é importante ter um ótimo jogador para substituí-lo.
Na Copa do Mundo,
veremos grandes craques, como Vini
Jr. e Raphinha, do Brasil, Vitinha, Cristiano
Ronaldo e Bruno Fernades, de Portugal, Lamine Yamal,
Pedri e Rodri, da Espanha, Mbappé, Olise e Dembélé,
da França,
Rice e Kane, da Inglaterra, Messi e Alvarez, da Argentina, e muitos outros.
São os craques
que decidem e embelezam o Mundial, desde que atuem em equipes organizadas.
Muitos grandes
craques não foram campeões do mundo, como alguns da seleção brasileira de 1982 (Zico, Sócrates, Falcão, Júnior e outros).
Muito mais importante que o título, que as ações e que os discursos teatrais e
midiáticos é o comportamento técnico, individual e coletivo durante a carreira.
Di Stéfano não
foi campeão do mundo. Muitos argentinos acham que ele foi superior a Messi e Maradona. Meu pai dizia que Pelé era o melhor do mundo, mas que Di
Stéfano era o único que brilhava de uma área à outra. Por causa das palavras do
meu pai, tentei jogar no Cruzeiro de uma área à outra. Quando passava do
meio-campo, estava exausto. Desisti de ser um Di Stéfano e contentei-me em ser
o Tostão.
Durante a Copa
do Mundo de 1994, eu estava na lanchonete do centro da imprensa quando um
senhor mais velho pediu licença para se sentar ao meu lado. Ele disse que me
conhecia da Copa de 70 e se apresentou: eu sou o Di Stéfano. Levei um susto,
quase caí da cadeira. Batemos um bom papo sobre futebol. Lamentei depois não ter pedido um
autógrafo para meu pai.
[Ilustração: Aldemir Martins]
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Mais vale um pássaro na mão do que dois voando https://lucianosiqueira.blogspot.com/
Minha opinião
O pomo da discórdia
Luciano
Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Óbvio que o senador
Flávio Bolsonaro (PL) sofre um tremendo tombo e muitas escoriações em sua
pretensa pré-candidatura à presidência da República.
Quanto mais nega ou
tenta enganar a propósito de suas relações promíscuas com o banqueiro
presidiário Daniel Vorcaro, mais se enfraquece, amarga dissensões em sua base
social e política — sistema financeiro, agro, grandes denominações evangélicas,
extrema direita e centro conservador.
Natural que do lado
de cá da ponta — o campo popular e progressista articulado em torno do
presidente Lula — se explore o desastre do chamado filho 01 do ex-presidente
encarcerado Bolsonaro.
Mas não está aí o
leito principal do embate. É preciso avançar na afirmação das próprias
proposições, sobretudo brandindo temas que a um só tempo nos distingue na
extrema direita e contribui para a elevação do nível de consciência política do
povo.
A afirmação da ética
e o combate à corrupção — a experiência tem comprovado — têm a sua importância,
mas não está aí o pomo da discórdia.
Tampouco a exaltação
dos feitos do governo no que tange a políticas sociais compensatórias: Bolsa
Família, Minha Casa, Minha Vida, Pé de Meia, etc. — que geram gratidão, mas não
necessariamente consciência política.
É preciso
relacioná-las com proposições de natureza estratégica — reformas estruturais,
afirmação da soberania nacional — assim como a denúncia dos maiores inimigos da
nação e do povo: a elite financeira, o agro exportador, os monopólios
varejistas, o complexo midiático neoliberal dominante.
É possível num
ambiente de correlação de forças muito difícil? Sim, tanto quanto necessário e
indispensável.
Em outras palavras,
o "economicismo" governamental não basta; é preciso demarcar campos e
incutir consciência política e clareza de objetivos.
Isto a partir mesmo
do discurso do presidente Lula e da contribuição própria do PCdoB e segmentos
de esquerda mais avançados — seja na chamada campanha eleitoral corpo a corpo,
no contato direto com os trabalhadores e o povo; seja no bom uso da comunicação
digital.
E é perfeitamente
possível combinar o exercício da unidade da frente ampla com a afirmação da
marca própria de cada corrente política. Feito o óleo e a água: juntos, porém
distinguíveis a olho nu.
*Texto
da minha coiluna semanal no portal ‘Vermelho’
[Imagem produzida em IA]
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O lugar do PCdoB na cena política https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/11/partido-renovado-e-influente.html
Postei nas redes
"Nacionalizar" o debate na disputa pelo governo estadual precisa ir muito além da explicitação de quem apoia quem para presidente. Implica em posicionamento sobre os destinos do país. Com todas as letras, sem subterfúgio.
Quem apenas espera às
vezes cansa https://lucianosiqueira.blogspot.com/




