26 outubro 2026

Editorial do 'Vermelho'

Vitória histórica de Lula rechaça fascismo e abre nova fase para o Brasil
O povo, com a juventude à frente, liderou triunfo épico que descortina uma nova jornada de avanços sociais e democráticos e de defesa da soberania nacional
Editorial do 'Vermelho' www.vermelho.org.br   

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é, antes de tudo, uma vitória do povo brasileiro, com o papel destacado da juventude, sobre as forças de extrema-direita que tentaram sufocar suas esperanças, restringir os seus direitos e subordinar o país à ganância do imperialismo estadunidense. É a afirmação de um Brasil que caminha para o desenvolvimento nacional, com inclusão social, soberania, liberdades democráticas e direitos para o povo.

Esse grande feito do povo brasileiro transcende as fronteiras do país. No contexto do avanço internacional da extrema-direita, a vitória de Lula é comemorada pelas forças democráticas, populares e avançadas do Ocidente ao Oriente. Tem importância especial para os povos e países da América Latina e Caribe diante da ofensiva neocolonial dos Estados Unidos na região. O governo neofascista de Donald Trump, que apoiou descaradamente Flávio Bolsonaro, sofreu dura derrota.

A virada começou com a resposta da juventude ao resultado adverso do primeiro turno. A União Nacional dos Estudantes (UNE) elaborou um calendário nacional de mobilização, a campanha Estudantes com Lula nas ruas e redes. A União da Juventude Socialista (UJS) cumpriu papel de esteio da concretização dessa agenda, ao lado da Juventude Pátria Livre (JPL). Foi a centelha que desencadeou, país afora, uma das maiores mobilizações do povo desde a redemocratização. A jornada se agigantou com o engajamento entusiástico de milhões de pessoas do povo e com a participação das centrais sindicais e do conjunto dos movimentos sociais, artistas e intelectuais.

A guerra digital também foi decisiva. O deputado federal André Janones criou o canal Exército do Lula no WhatsApp, que ultrapassou dez milhões de seguidores, transformando-se numa central de distribuição de vídeos, áudios e orientações para a mobilização. Outros potentes influenciadores se engajaram e outros milhões, antes sem ativismo digital, entraram na arena da internet. A campanha enfrentou atos ilegais e criminosos da Meta — controladora do WhatsApp, do Instagram e do Facebook — que restringiu conteúdos de Lula e favoreceu o candidato da extrema-direita.

O presidente Lula, aos 80 anos de idade, foi o grande líder e o fator decisivo desta vitória da nação, do povo, da juventude e da classe trabalhadora. Por um conjunto de qualidades: a estatura de estadista, o fato de ter a confiança do povo, a coragem política mais uma vez demonstrada no enfrentamento ao fascismo, o elevado patriotismo no rechaço às investidas de Trump, a capacidade de unir amplas forças, o vigor de realizar uma agenda diversa e arrojada em todo o país, a capacidade de responder às novas exigências da luta de classes, como demonstrou no segundo turno, disseminando mensagens nas redes sociais. E, concretamente, quando percebeu que a ampla maioria das classes dominantes havia se alinhado à extrema-direita, rompeu o cerco radicalizando seu compromisso com a defesa dos direitos do povo brasileiro, com a soberania do país e a democracia.

Essa vitória contabiliza também o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin. Coube a ele ampliar o diálogo para além das forças que já integravam a base de Lula, mobilizando lideranças políticas, prefeitos, empresários, representantes religiosos e personalidades identificadas com outras orientações partidárias, de centro, centro-direita e mesmo de direita.

Em conjunto, as duas frentes, ruas e redes, conjugadas e articuladas com milhões de ativistas e apoiadores, tendo como alicerce a militância dos partidos progressistas e as direções dessas legendas, confrontaram o poderio do consórcio da extrema-direita e de grande parte da direita e a parcialidade vergonhosa da grande mídia monopolista. Desmascararam Flávio Bolsonaro e realizaram o que parecia impossível: viraram a eleição e reelegeram o presidente Lula.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), seu coletivo militante e lideranças estiveram na linha de frente deste confronto definidor do presente e do futuro imediato do país.

O quarto mandato presidencial de Lula terá significado histórico. Nasce como filho de um dos maiores confrontos políticos da história da República. Sai das urnas compromissado com um programa avançado: imprimir uma arrancada de desenvolvimento soberano, com uma reindustrialização em novas bases tecnológicas que gere melhores empregos e cuja riqueza produzida seja canalizada para promover uma nova geração de direitos ao povo e valorizar o trabalho. Aprofundar a democracia e garantir a soberania nacional.

Para avançar nessa agenda, Lula precisará construir uma ampla aliança de apoio ao governo e manter-se apoiado na mobilização do povo nas ruas e nas redes. A tarefa será ainda mais desafiadora diante do avanço da direita e da extrema-direita, refletido na nova composição do Congresso Nacional e na eleição de governadores desse campo político em estados representativos.

A vitória abre, assim, uma nova fase de desafios, na qual será preciso transformar a força conquistada nas urnas em avanços concretos para o país e para o povo brasileiro.

Uma poderosa onda de extrema-direita, impulsionada por Trump, vinha avassaladora, arrogando-se imbatível, desde o Caribe à América do Sul, e já festejavam na Casa Branca que Brasil seria a conquista da vez.

Mas, o povo brasileiro tendo a juventude como força motriz, bradou alto: aqui, não! Ninguém hasteará uma bandeira estrangeira no lugar da nossa verde e amarela, ninguém roubará nossas riquezas, ninguém roubará nossos direitos duramente conquistados, ninguém soterrará a democracia que nos custou muita luta e muitas vidas, não aceitaremos retornar ao passado de horror e tragédia do fascismo, dos Bolsonaros, não aceitaremos que matem nossos projetos e sonhos de vida melhor!

E, assim, por um futuro promissor e pujante ao Brasil e ao povo, a jornada heroica e épica do segundo turno conquistou o quarto mandato do presidente Lula.

Por tudo, a hora agora é de celebrar e comemorar esse feito histórico do povo brasileiro!
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O Brasil numa encruzilhada https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/o-brasil-numa-encruzilhada.html 

Palavra de poeta

Passando
Oswald Barroso  

Aperta minha mão, mulher
estreita tua vida à minha
que hoje cometemos algo assombroso.

Não fomos heróis
nem mesmo covardes fomos
embora uma ponta de medo nos perguntasse
pelo amanhã.

Mas a semente vingou
numa planta
numa rama
pequena e passageira
que se precisa semear a cada ano

como um ato de amor feito atrás da porta
do qual só não importa o perigo
como este poema provinciano
com hora e lugar determinados
mas que por isso mesmo
incomoda.

[Ilustração: Andrey Remnev]

Leia também: "Fresta", poema de Cida Pedrosa https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/palavra-de-poeta_0649186256.html 

Datafolha e Quest: e agora?

A vitória de Lula por pouco mais de 4 milhões de votos de diferença certamente surpreende os institutos Datafolha e Quest, que previram vantagem de Flávio Bolsonaro por pequena margem. 

Duvidosa precisão milimétrica https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao_0699377504.html 

25 outubro 2026

Luta que segue

No Recife, casal vítima da ditadura alerta para riscos de eleição de Flávio Bolsonaro
Luciano e Luci Siqueira foram presos, torturados e são referências na luta democrática em Pernambuco
Brasil de Fato    

Um simpático casal residente no Recife tem visto com especial preocupação a eleição deste domingo (25). Luci Siqueira e Luciano Siqueira, referências no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foram vítimas do regime militar, presos e torturados em 1974, e hoje — aos seus 78 e 80 anos — veem um risco real para a democracia brasileira caso a extrema-direita volte ao poder. “Eles têm avançado sobre todo o mundo ocidental e o Brasil é um polo de resistência. Em caso de derrota, a ameaça [contra a democracia] é concreta”, alerta Luciano em entrevista ao Brasil de Fato.

Ex-vice prefeito do Recife por 16 anos — de 2001 a 2008, com João Paulo (PT); e de 2013 a 2021, com Geraldo Júlio (PSB) —, Siqueira indica que Flávio Bolsonaro, além da grande base parlamentar conquistada no Congresso Nacional, conta ainda com o amplo apoio das elites econômicas do capital financeiro, do varejo e agroexportador, além dos donos dos grandes conglomerados de mídia. “Eu leio os editoriais dos maiores jornais do Brasil todos os dias e as pautas são as mesmas: muda o estilo, mas o conteúdo é igual. De maneira mais ou menos envergonhada, eles apoiam Flávio Bolsonaro”, afirma Luciano ao BdF.

Ele considera que uma das formas da imprensa não expor as vulnerabilidades do candidato do PL foi não expor ou comparar os programas de governo. “Agora no fim do 2º turno vejo ‘O Globo’ reclamar que não houve discussão de propostas. Ué, a imprensa alternativa discutiu, sim, essas questões programáticas”, reclama o comunista, que aos 80 anos mantém um blog e redes sociais atualizadas com suas análises. Otimista, Siqueira considera que o movimento de extrema-direita tem os dias contados. “Essa onda neofascista vai morrer porque eles não têm o que oferecer ao povo”, prevê.

Tão engajada quanto discreta, sua esposa Luci Siqueira foi motivada pelo momento e “inaugurou” suas redes sociais aos 78 anos de idade. Mas a mensagem teve tom de alerta. “Tenho 60 anos de militância, passei pela ditadura, fui presa e torturada, vi amigos dentro da cela enlouquecerem, tive amigos que desapareceram e até hoje os familiares não receberam seus corpos. Estou pedindo pela memória deles, pela democracia, pela juventude e pelo povo brasileiro: vote 13”, pediu.

Filha de um casal de operários da indústria têxtil, Luci é uma pioneira dos movimentos feministas em Pernambuco e teve atuação destacada na luta pela memória, verdade e justiça, é fundadora do Memorial da Democracia de Pernambuco (no Sítio Trindade) e hoje atua como assessora parlamentar. Ela e o potiguar Luciano se conheceram na juventude, quando se aproximaram do Movimento de Cultura Popular (MCP), se somaram à luta estudantil e foram presos pela ditadura, ficando por três anos proibidos de estudar em qualquer faculdade brasileira pública ou particular.

Ruas tomadas pela esquerda indica um novo momento

Ainda que destaque a ameaça representada por uma possível eleição de Flávio Bolsonaro, o ex-vice prefeito do Recife faz questão de ressaltar uma mudança na qualidade da capacidade de luta das forças de esquerda pelo que foi demonstrado nas três semanas de 2º turno. “Esse momento não é uma coisa sem importância. Esse movimento que está nas ruas e nas redes veio para ficar. Tenho ficado muito emocionado. As pessoas estão indo às ruas em cidades pequenas, há uma onda de debates e foi espontâneo. Esse é um passo adiante no nível de consciência de classe e de organização”, diz Siqueira.

Perguntado sobre a possibilidade de um possível governo Bolsonaro tentar criminalizar organizações de esquerda para desmobilizar as ruas, Luciano avalia que “essa ameaça é muito real e concreta, mas ele enfrentará uma resistência muito forte também. Eu sou otimista em relação à resistência popular e democrática. Estamos num momento de retomada”, vislumbra Luciano, que é médico e foi deputado estadual em Pernambuco, além de dirigente estadual do PCdoB. Ele vê o momento como “um equilíbrio saudável entre ruas e redes”.

Caso Lula seja reeleito, a mobilização também será necessária, avalia Siqueira. “O Congresso estará contra nós. Essa força das ruas será fundamental para conquistas imediatas, mas também precisamos mantê-la para colocar em pauta reformas estruturais”, diz ele, citando a necessidade de reformas agrária, urbana, tributária, no judiciário, na mídia, educacional e avanços no SUS. “Isso não é agenda socialista. Tudo se dá dentro do capitalismo. Mas são mudanças de tal magnitude que podem produzir uma melhora de condições materiais e espirituais do nosso povo. Isso eleva a consciência política”, considera.

As ruas, no entanto, dificilmente serão convocadas por Lula como presidente, como também não partiram da campanha, sendo realizadas de forma espontânea pela população. “Ele nunca mobilizou o povo para isso enquanto governante. Essa marca ele não teve. É um político extremamente competente, habilidade incrível, mas sempre tentou resolver as contradições e as ameaças dentro da política [institucional]”, pondera. “O movimento de massas nas ruas cria novas lideranças e renova partidos. É essa a esperança que eu tenho”, pontua Luciano Siqueira.

Editado por: Vinícius Sobreira

Lula: "O Brasil está pronto para mais" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/palavra-de-lula.html   

Arte é vida

 

Wassily Kandinsky 

Lula: "O Brasil está pronto para mais" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/palavra-de-lula.html  

Palavra de Lula

O Brasil está pronto para mais
Brasileiras e brasileiros verdadeiramente patriotas foram para as ruas defender nossas conquistas. A mudança já começou e seguirá no rumo certo; por cada Silva do nosso imenso país, nós iremos vencer
Luis Inácio Lula da Silva/Folha de S. Paulo   

A cada eleição, o processo eleitoral brasileiro assiste à escalada das plataformas digitais. Aos poucos, as telas foram tomando o espaço que era das pessoas. Candidatos passaram a se eleger apertando o botão do celular, sem precisar apertar a mão do eleitor. Mas, em 2026, isso mudou, e o que vimos vai entrar para a história. O povo entendeu que esta eleição não é entre dois candidatos. Ele, o povo, é o próprio candidato.

Vivemos um raro momento de mobilização popular no Brasil. Milhares de movimentos de rua acontecem sem organização partidária, de maneira viva e espontânea. O povo se juntou e tomou para si a campanha.

De Silva em Silva, o Brasil se reencontrou na presença; no "tête-à-tête", amontoou-se e fez de muitas uma só voz.

Não abandonamos as redes. Ao contrário, ocupamos como nunca. Um exército heroico foi montado. Abrir o celular foi motivador e não desanimador. Mas foi nas ruas que, de maneira absoluta, nos quatro cantos do país, nós ocupamos os corações. Uma fórmula simples mobilizou nossa gente: a defesa do que conquistamos somada ao modelo de país que queremos no futuro.

O povo foi para a rua pela proteção de conquistas históricas: o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia, o Minha Casa, Minha Vida e tantas outras políticas públicas que criamos e consolidamos. A classe trabalhadora foi para a rua defender direitos trabalhistas conquistados: o reajuste salarial acima da inflação, o fim da escala 6x1 e um novo modelo tributário, que isenta impostos das famílias e coloca os milionários para pagar a conta. Brasileiras e brasileiros verdadeiramente patriotas também foram para a rua defender o que é nosso: nossa soberania, nossas terras raras, nosso petróleo e a nossa Amazônia.

Mas não é apenas o medo de perder que mobiliza nossa gente. O Brasil segue indo para as ruas porque quer mais. Quer um futuro construído com desenvolvimento e humanismo, investindo e acreditando na ciência, na tecnologia e na força da indústria nacional. Nossa gente foi movida pelo sonho de dias melhores, com um país moderno, líder em transformação energética e capaz de proteger as nossas matas e as nossas águas.

Sim. O povo brasileiro foi para a rua dizer que está pronto para mais. Nessa batalha contra o atraso, surge um país que não abre mão de mais oportunidades e mais segurança para as mulheres, de mais futuro para as crianças e de mais qualidade de vida para os idosos. A esperança que moveu as ruas é o sentimento de um povo bonito por natureza, diverso, alegre, de fé. Um povo que acredita que a nossa cultura tem um poder transformador, que resiste a tudo, desde os nossos antepassados até a juventude que tomou as ruas de todo o país.

Esta é a minha última eleição. Não é uma disputa comum. As eleições do Brasil ganharam destaque na disputa geopolítica do mundo moderno. A desigualdade está crescendo no planeta, e há uma desordem mundial em curso: a extrema direita cresce, patrocinada por um punhado de bilionários transnacionais. O Brasil interessa muito a essa gente. Enfrentamos um sistema que, desde a colonização, usa sua força sempre que o povo avança. As antigas oligarquias se juntaram a poderosos emergentes de um novo mundo: plataformas digitais, empresas de apostas, bilionários, o narcotráfico, as milícias e uma classe política delinquente que se instalou no Parlamento brasileiro e aprofundou seus métodos no governo Jair Bolsonaro.

Mas nada é maior do que a união de um povo. Nós sabemos a força inabalável quando os Silvas se juntam. Com humildade e uma vontade enorme de construir o nosso futuro, digo ao povo brasileiro: estamos prontos como nunca estivemos. Prontos para mais. A mudança que o nosso país merece já começou e seguirá no rumo certo.

Por isso, por cada Silva do nosso imenso Brasil, nós iremos vencer.

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Minha opinião

O que a mídia não pode criticar 
Luciano Siqueira   

Os editoriais dos três principais jornais do país — Folha de S. Paulo, O Globo O Estado de São Paulo — funcionam como uma espécie de voz de comando para que determinados temas sejam abordados durante todo o dia por todas as mídias, as convencionais e as digitais. 

Hoje, o Globo reclama que a campanha presidencial teria deixado de lado temas essenciais ao país. 

Há que se perguntar: em que momento o próprio jornal da família Marinho e seus congêneres abordaram os postulantes à Presidência da República na busca de propostas programáticas? 

Nunca! 

Nas suas pautas diárias orientadas por editoriais e traduzidas nos registros feitos por colunistas (hoje em dia mais importante do que a abordagem dos fatos, a reportagem matérias de fundo) durante toda a campanha predominaram largamente "informações de bastidores", que na verdade em sua grande maioria são fofocas. 

A TV Globo realizou o sabatina com os candidatos É essencialmente pautadas por questões menores, tem prejuízo dos grandes temas nacionais. 

A proposta programática do presidente Lula está registrada nos sites dos partidos que eu apoio e em matérias da chamada mídia alternativa. 

Na verdade, o complexo midiático neoliberal dominante prefere tratar questões de fundo nos bastidores. Às claras, quase nunca. 

Um modo de circunscrever aos pequenos círculos da elite dominante seus reais propósitos fundamentalmente vinculados ao capital financeiro e também ao agroexportador, monopólios varejistas e setores da indústria mancomunados com interesses estrangeiros.

Ilustração do Le Monde Diplomatique

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