Na acirrada disputa presidencial, Lula passa à frente https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/editorial-do-vermelho_01182781367.html
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
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Pela primeira vez editado em língua portuguesa, o livro “Perspectiva Ecológica da Modernização Chinesa” (2026), de Zhang Yongsheng, já está disponível para compra. Sua estreia global aconteceu nesta quarta-feira (17), na 32ª Feira Internacional do Livro de Pequim. No Brasil, o lançamento será no dia 29 de junho.
A versão traduzida é publicada pela Fundação Maurício Grabois, em parceria com a editora Chongqing e está à venda no site da livraria Anita Garibaldi.
O lançamento brasileiro será no dia 29 de junho, às 19h, com debate que reunirá os pesquisadores Elias Jabbour (UERJ), André Tokarski (Unialfa), Inamara Melo (Ministério do Meio Ambiente), além do professor Humberto Mattos, Ricardo Abreu Alemão (Cebrach) e Walter Sorrentino, presidente da Fundação Maurício Grabois. O evento terá transmissão pela TV Grabois.
Civilização ecológica
A publicação apresenta o conceito de “civilização ecológica”, formulado no contexto da modernização socialista chinesa, e discute alternativas ao modelo de desenvolvimento associado à crise ambiental e aos limites da civilização industrial capitalista.
Ao mesmo tempo, analisa como a China articula planejamento estatal, desenvolvimento econômico e transição ecológica em sua estratégia contemporânea.
O autor da obra, Zhang Yongsheng, é pesquisador e diretor-geral do Instituto de Estudos da Civilização Ecológica da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), tornou-se uma referência nos debates sobre desenvolvimento verde e transformação ecológica.
Na apresentação da edição brasileira, o presidente da Fundação Maurício Grabois, Walter Sorrentino, diz que a publicação é um acontecimento editorial e político relevante diante dos desafios ambientais do século 21, ao mostrar “um socialismo capaz de reconciliar a humanidade com a natureza e afirmar, contra o desespero do capitalismo em crise, a esperança revolucionária de uma nova civilização”.
Além disso, salienta que a publicação oferece “uma oportunidade única de compreender o pensamento por trás da civilização ecológica”, conceito que, segundo ele, emerge da experiência chinesa de modernização socialista.
Seis perspectivas da modernização chinesa
O livro é o primeiro volume publicado no Brasil da série “Seis perspectivas da modernização chinesa”. Editada pelo pesquisador em socialismo com características chinesas e ex-vice-presidente da CASS, Jiang Hui, a série traça um panorama da modernização chinesa a partir de seis perspectivas: o mundo, os valores, a história, a civilização, a democracia e a ecologia.
A edição brasileira de “Perspectiva Ecológica da Modernização Chinesa” nasce de convênio estabelecido pela Grabois com a Academia de Marxismo e a Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).
A tradução para o português foi feita pelo jornalista, editor e escritor Bernardo Joffily, a partir da edição em espanhol traduzida por Lou Yu e Lin Yue. A publicação conta, ainda, com apoio do Centro de Estudos Avançados Brasil-China (Cebrach).
Para saber mais e adquirir o livro, clique aqui https://www.livrariaanita.com.br/perspectiva-ecologica-da-modernizacao-chinesa/p
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) manifesta sua total solidariedade à vereadora Cida Pedrosa diante das reiteradas situações de violência política de gênero ocorridas durante as sessões da Câmara Municipal do Recife.
As interrupções sistemáticas, os ataques pessoais, as tentativas de desqualificação de sua atuação parlamentar e o deboche diante de denúncias legítimas configuram práticas incompatíveis com a democracia e com o respeito que deve orientar a convivência institucional.
O que vem acontecendo não se trata de um episódio isolado. A violência política contra as mulheres é uma realidade persistente no Brasil e constitui um dos principais obstáculos à construção de uma democracia efetivamente representativa.
Em um país onde as mulheres seguem sub-representadas nos espaços de poder, a violência política atua como instrumento de intimidação, silenciamento e exclusão, buscando afastá-las da vida pública e restringir sua participação nos processos de decisão.
No caso da camarada Cida Pedrosa, os ataques carregam um significado ainda mais profundo. Mulher, intelectual, poeta, feminista e comunista, Cida representa valores e projetos políticos comprometidos com a justiça social, os direitos humanos, a democracia e a defesa dos interesses populares.
Não é coincidência que mulheres de esquerda estejam entre os principais alvos da violência política. Em um contexto de fortalecimento da extrema direita e de disseminação do discurso de ódio, setores conservadores têm recorrido ao machismo, à misoginia e ao anticomunismo como instrumentos de intimidação política.
Os ataques dirigidos à vereadora não atingem apenas sua pessoa. Buscam atingir também as ideias que ela representa e os setores populares cuja voz ela leva à tribuna da Câmara Municipal.
O PCdoB reafirma seu compromisso histórico com a luta das mulheres por igualdade, participação política e emancipação. Reafirma também seu compromisso com o combate a todas as formas de violência política e de discriminação.
Cida: luta, consciência e afeto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0343482442.html
Os três mal-amados
A decisão da Federação Internacional de Futebol (Fifa) de vetar o uniforme principal do Haiti para a Copa do Mundo de 2026 trouxe à tona o debate sobre a tutela desproporcional que a entidade exerce sobre as nações de menor peso geopolítico. Sob o argumento de manter a neutralidade nos gramados, a federação barrou a camisa que homenageava a Batalha de Vertières (1803) – marco da Revolução Haitiana contra o colonialismo francês -, mas expôs uma contradição: o próprio protocolo oficial da entidade obriga e ritualiza a execução dos hinos nacionais antes de cada partida.
Os hinos nacionais são, por definição, as expressões mais explícitas de ideologia e afirmação do poder de um Estado. Ao mesmo tempo em que a Fifa proíbe uma pequena federação caribenha de estampar um símbolo de libertação da primeira república negra independente do mundo, ela institucionaliza manifestações políticas de grande porte. Críticos apontam que a rigidez contra o Haiti contrasta com o silêncio da entidade diante de abusos promovidos pelos Estados Unidos, co-sede do torneio.
Rigores com o Sul Global e complacência com o império
Enquanto pune o resgate histórico de uma nação periférica, a Fifa silencia perante as restrições consulares e logísticas impostas pelo governo norte-americano. A seleção do Irã enfrentou severos entraves diplomáticos, incluindo a negativa de vistos de entrada para 11 membros da comissão técnica sob a justificativa de segurança nacional. O bloqueio forçou os iranianos a transferirem sua base de preparação para Tijuana, no México, além de se submeterem a longas esperas na fronteira. A ingerência também atingiu a arbitragem, com juiz impedido de ingressar no país por restrições de visto impostas pela administração de Donald Trump.
Mesmo diante de declarações do mandatário estadunidense questionando a presença da delegação iraniana e de claras violações ao livre trânsito que as regras exigem de um país anfitrião, a direção da Fifa, comandada por Gianni Infantino, evitou contestações. Infantino manteve agenda de proximidade com o presidente norte-americano, reforçando as críticas sobre o duplo padrão na governança do futebol mundial, onde os abusos de uma superpotência são tratados com omissão institucional.
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Mudança de padrão tático https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/selecao-brasileira-indefinida.html
Compreensiveis as alterações na escalação da seleção brasileira para o jogo com o Haiti. Mudanças sempre acontecem. Ruim é a indefinição sobre a estratégia de jogo; torna o time inoperante e inseguro.