Infovias: Ciência e Tecnologia a serviço da inclusão e da soberania nacional
Programa amplia redes de fibra óptica no país, conecta universidades e hospitais e leva inovação, educação e inclusão digital às regiões mais afastadas.
Luciana Santos/Vermelho
O Brasil que estamos reconstruindo passa, invariavelmente, pela inclusão digital. Em um mundo cada vez mais orientado pelo conhecimento, garantir acesso à internet de qualidade deixou de ser um diferencial e se tornou uma condição básica para o desenvolvimento social, econômico e científico. Por isso, no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, temos uma diretriz clara: conectar o Brasil para incluir pessoas.
As infovias representam um dos pilares dessa estratégia. São redes de fibra óptica de alta capacidade que estão sendo implantadas em diferentes regiões do país, conectando universidades, institutos de pesquisa, escolas, hospitais e centros de inovação. Mais do que infraestrutura tecnológica, estamos falando de uma política pública que leva oportunidades onde antes elas não chegavam.
Por meio do Programa Conecta, executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e financiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o Governo do Brasil está estruturando uma verdadeira malha digital de alta velocidade no país.
Os resultados dessa estratégia já são concretos. No Acre, onde já investimos mais de R$ 109 milhões, a Infovia Acre está modernizando laboratórios da Universidade Federal (UFAC) e do Instituto Federal (IFAC), garantindo que a floresta e o conhecimento local estejam integrados à infraestrutura científica mais moderna do país.
Já na Bahia, estamos implementando quase 4 mil quilômetros de fibra óptica, criando um corredor digital de pesquisa que conecta Salvador a polos estratégicos como Barreiras, Irecê e Santo Antônio de Jesus. Com velocidades de até 100 Gbps, estamos garantindo que a inteligência artificial e a supercomputação cheguem aos rincões do nosso território.
Em Pernambuco também atuamos para ampliar a infraestrutura digital voltada à educação, pesquisa e inovação no estado. Entre 2025 e meados de 2026, estão previstas ou já realizadas 19 entregas, alcançando 19 municípios e beneficiando mais de 200 instituições, com destaque para a implantação de enlaces de alta capacidade, redes metropolitanas e trechos de longa distância que fortalecem a conectividade regional.
Mas conectar o Brasil vai além de instalar cabos e equipamentos. É sobre garantir que essa infraestrutura se traduza em benefícios reais para a população. É permitir que um estudante do interior tenha acesso ao mesmo conteúdo que um aluno dos grandes centros. É possibilitar que pesquisadores desenvolvam soluções inovadoras a partir de suas realidades locais. É abrir caminho para que empreendedores transformem ideias em negócios e gerem renda em suas comunidades.
Essa estratégia está articulada a um conjunto mais amplo de políticas públicas. Ao mesmo tempo em que investimos em conectividade, ampliamos o acesso ao financiamento à inovação, com bilhões de reais disponíveis em editais e linhas de crédito. Programas como o Centelha incentivam o surgimento de startups em todas as regiões do país, enquanto iniciativas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) levam recursos diretamente a empresas, cooperativas e instituições científicas.
Estamos, assim, construindo um ecossistema completo: infraestrutura digital, fomento à inovação e formação de pessoas. Porque não basta conectar, é preciso capacitar, incluir e gerar oportunidades.
O Brasil é um país de dimensões continentais e de desigualdades regionais. Justamente por isso, nossa política de Ciência, Tecnologia e Inovação precisa ser territorialmente equilibrada. Levar conectividade de alta capacidade para o Norte, Nordeste e interior do país é uma escolha estratégica e também um compromisso com o desenvolvimento e a justiça social.
No Governo do presidente Lula, trabalhamos para que cada nova infovia represente mais do que quilômetros de fibra óptica. Que represente acesso, inclusão e desenvolvimento. Que leve conhecimento, serviços e oportunidades a quem mais precisa.
Essa é a ciência que entrega resultados e resolve problemas concretos da nossa sociedade. Ao conectarmos nossas universidades e institutos ao setor produtivo e aos hospitais, estamos viabilizando a telemedicina, a educação à distância de qualidade e a inovação industrial.
Ao acender cada novo quilômetro de fibra óptica, o Brasil reafirma que o conhecimento é um direito de todos e que a inovação é o motor de uma nação mais justa, conectada e verdadeiramente democrática.
Porque, no fim das contas, conectar o Brasil é, acima de tudo, incluir pessoas.
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