04 agosto 2026

Pix internacional

Pix expande alcance internacional e fecha parceria de pagamentos com a China
Sistema brasileiro avança na Argentina, EUA e Europa, permitindo compras diretas em reais e sem a cobrança de IOF do cartão
Davi Dmolir/Vermelho   

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro Pix já é aceito em estabelecimentos comerciais de oito países, segundo o governo federal.

A funcionalidade, viabilizada por parcerias entre instituições financeiras, fintechs e corretoras de câmbio, permite pagar compras no exterior via QR Code pelo próprio aplicativo bancário, com conversão automática.

A alternativa evita os 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do cartão de crédito e utiliza a cotação comercial.

O serviço opera na Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. O Banco Central esclarece que a operação é viabilizada por convênios privados que convertem e liquidam o valor na moeda local, com destaque para as parcerias da PagBrasil no Chile, do Banco do Brasil com o Banco Patagonia na Argentina, além da Getnet no Uruguai e da Verifone nos Estados Unidos.

Conexão com a gigante chinesa UnionPay

Paralelamente, a estatal UnionPay International – maior rede de pagamentos da China – iniciou um projeto piloto para conectar as redes dos dois países. A medida permite que visitantes chineses paguem compras em estabelecimentos brasileiros integrados ao Pix diretamente por QR Code, usando seus próprios aplicativos.

Segundo o site chinês Diário do Povo Online, a iniciativa fortalece a presença da tecnologia asiática na América Latina e desdobra acordos firmados entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China.

A cooperação inclui a interligação de sistemas e o acordo de swap de moedas locais, no valor de 190 bilhões de yuans (R$ 157 bilhões), que garante liquidez e reduz custos operacionais.

Soberania monetária e negócios

Os dois avanços reduzem a dependência do dólar no comércio e no turismo internacional. Enquanto brasileiros economizam em viagens ao exterior, a facilidade para visitantes chineses estimula os negócios no Brasil, impulsionados também pela isenção de vistos concedida a cidadãos da China e pelo crescimento de 30% nas transações com cartões chineses no país no primeiro semestre.

Ao garantir liquidez em moedas locais e construir canais diretos de transação, Brasil e China consolidam Pix e UnionPay como infraestruturas financeiras complementares, autônomas e alinhadas ao desenvolvimento bilateral.

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Três "questões de ordem" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0658357328.html 

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A direita aliada da governadora Raquel Lyra se embaralha na disputa pelo Senado e indiretamente fortalece as candidaturas de Humberto Costa e Marília Arraes, da Frente Popular liderada por João Campos. 

"Dois trunfos em favor de João Campos" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao.html 

Uma crônica de Enio Lins

Há 90 anos, em 3 de agosto de 1936, dois negros derrotam Hitler
Enio Lins      

Durante as Olimpíadas de Berlim, no dia 3 de agosto de 1936, Jesse Owens vence os 100 metros rasos, derrotando o compatriota, e até então favorito, Ralph Metcalfe. Ambos eram negros americanos. Ver o ouro e a prata de uma das mais conhecidas provas olímpicas nas mãos de dois atletas pretos causou enorme impacto nos nazistas alemães, cujo governo propagandista da superioridade racial branca (ariana) era o promotor dos Jogos Olímpicos daquele ano.

Jesse Owens entrou para a história como o primeiro atleta no mundo a ganhar quatro medalhas de ouro numa única Olimpíada (100 e 200 metros rasos, no salto em distância e no revezamento 4x100m). No revezamento 4x100 Ralph Marcalfe também levou a medalha de ouro, pois fez parte da equipe juntamente com Owens.

Ambos humilharam Hitler, e os racistas em todo mundo, com suas performances inquestionáveis na Olimpíada de 1936. Mas mesmo com o triunfo em Berlim, sofreram discriminações racistas nos Estados Unidos. Jesse, mais discreto, só receberia algum reconhecimento já idoso, quando a luta pelos Direitos Civis avançou nos Estados Unidos. Ralph, mais ativo politicamente, se destacou na resistência antirracista e foi eleito como deputado, pelo Partido Democrata.

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Leia também: 'Mergulhar fundo para avançar na superfície" https://grabois.org.br/2024/11/18/luciano-siqueira-mergulhar-fundo-para-avancar-na-superficie/ 

Fotografia

 

Luciano Siqueira

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Na grande mídia neoliberal, o "fantasma" do ajuste fiscal no provável próximo governo Lula. A garantia de resgate dos títulos públicos pela turma da usura em primeiro lugar. E os interesses e necessidades do povo? 

Com Lula rumo a um Brasil soberano e desenvolvido https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/palavra-do-pcdob.html 

Bom sinal

Lula supera desempenho de 2022 em 8 de 10 estados, diz Quaest
Análise de Felipe Nunes correção metodológica e mostra presidente crescendo frente à eleição passada, mesmo com resistência à reeleição
Barbara Luz/Vermelho  

O presidente Lula (PT) aparece hoje com desempenho eleitoral superior ao registrado no segundo turno das eleições de 2022 em oito dos dez estados pesquisados ​​pela Quaest para a Genial Investimentos. A conclusão é do cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest e professor da FGV. Conforme artigo publicado por Nunes no jornal O Globo, parte das análises sobre uma pesquisa utilizada uma comparação metodologicamente incorreta entre intenção de voto e votos válidos.

Segundo Nunes, o equívoco está em comparar a intenção de voto — calculada sobre o total de votos aptos a votar — com os votos válidos da eleição passada, que excluem abstenções, votos brancos e nulos. Para avaliar corretamente se um candidato cresceu ou caiu, afirma o pesquisador, é preciso usar a mesma base de comparação nos dois momentos.

O cientista político Antonio Lavareda já havia chamado atenção para esse ponto durante as eleições de 2022. Segundo ele, "uma estimativa produzida sobre o conjunto dos candidatos aptos deve ser comparada com um resultado calculado sobre esse mesmo conjunto. Fazer o contrário equivaleria a avaliar a taxa de desemprego considerando apenas quem está empregado."

Crescimento em oito estados

Após o ajuste metodológico, Lula aparece acima do desempenho obtido em 2022 em oito dos dez estados pesquisados. O avanço mais expressivo ocorre em Pernambuco, onde o presidente registra 6,1 pontos percentuais acima do resultado alcançado sobre o total de eleições aptos na última eleição. Em 2022, Lula havia recebido cerca de 52% dos votos do eleitorado total do estado; agora, sua intenção de voto chega a aproximadamente 58%.

No Ceará, estado onde Lula já havia alcançado seu melhor desempenho eleitoral em 2022, uma pesquisa mostra crescimento de 4,2 pontos percentuais em relação ao patamar anterior.

Mesmo em estados tradicionalmente mais desenvolvidos à oposição, a comparação também é positiva para o presidente. Em Goiás, Lula aparece 3,3 pontos acima do desempenho registrado em 2022. Em São Paulo, o crescimento é de 1,8 ponto percentual.

Em Minas Gerais, considerado um dos principais estados-pêndulo das eleições nacionais, o levantamento que Lula repete exatamente os resultados percentuais sobre o total de eleições aptos em 2022, com 38%.

O Paraná é a única exceção entre os dez estados analisados. Lá, Lula registra hoje 28% das intenções de voto, abaixo dos 29,6% obtidos sobre o eleitorado apto no segundo turno da eleição passada.

Cerca de 2,2 milhões de votos a mais

Aplicando os percentuais ao eleitorado atual de 2022, Lula alcançou aproximadamente 47,1 milhões de votos nos dez estados pesquisados, frente aos 44,9 milhões recebidos no segundo turno — um ganho estimado de cerca de 2,2 milhões de votos.

Como esses estados concentram aproximadamente 75% do eleitorado brasileiro, Felipe Nunes considera o resultado um indicador importante da disputa atual. Ele ressalta, porém, que o exercício não representa uma projeção do resultado eleitoral, mas apenas uma comparação entre dados calculados sobre a mesma base.

Um outro ponto que, segundo Nunes merece atenção, é que quando os entrevistados são questionados se Lula merece mais quatro anos de mandato, a maioria dos candidatos fora da região do Nordeste responde negativamente. Apenas nos estados nordestinos pesquisados ​​o presidente obtém maioria favorável à continuidade do mandato.

Para o CEO, esse cenário pode indicar uma propensão maior à abstenção entre a parte do eleitorado do presidente, caindo a conversão da intenção de voto em votos efetivos no dia da eleição.

No entanto, ao concluir a análise, o investigador destaca que a principal aprendizagem vai além da disputa eleitoral. "O denominador não é um detalhe técnico. Ele define a pergunta que o número é capaz de responder." Para ele, qualquer comparação sobre o crescimento ou queda de um candidato só é válida quando utiliza a mesma base estatística nos dois momentos analisados. ( com agências)

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Ó mundo gira. Saiba mais  https://lucianosiqueira.blogspot.com/ 

Milei decadente

Pesquisa mostra que quase 62% dos argentinos querem tirar Milei do poder
Levantamento de Zuban Córdoba mostra avanço da queda ao governo Milei, desgaste econômico e vantagem do peronismo nas preocupações de voto para a eleição presidencial
Lucas Toth/Vermelho 
 

O governo de Javier Milei chega à segunda metade do mandato sob forte desgaste político. A piora na avaliação da gestão e dos impactos da política econômica ultraliberal sobre o cotidiano dos argentinos já começou a se refletir no cenário eleitoral. 

É o que mostra a nova pesquisa da consultoria Zuban Córdoba, divulgada neste domingo (2), segundo a qual 61,9% dos entrevistados votariam por uma mudança de governo nas eleições presidenciais de 2027, enquanto apenas 33,4% apoiariam a continuidade da administração atual. 

O levantamento foi realizado entre 22 e 26 de julho, com cerca de 1.500 entrevistados, e indica que a desaprovação ao governo chegou a 65%. 

Segundo a consultoria, a combinação entre dificuldades econômicas, perda de confiança no projeto libertário e desgaste político torna cada vez mais difícil uma recuperação da popularidade de Milei às vésperas da disputa presidencial.

A economia aparece como o principal fator de insatisfação. Para 53,9% dos entrevistados, a situação econômica pessoal está pior do que no início do governo. 

Os responsáveis ​​pela pesquisa afirmaram que a percepção social não acompanha o discurso oficial sobre recuperação econômica e que o eleitorado passa a cobrar resultados concretos em renda, expectativa e atividade econômica.

O estudo também revela forte excluído a uma das propostas defendidas pelo governo: a flexibilização das regras para aquisição de terras por estrangeiros. 

Segundo uma pesquisa, 77% dos argentinos defendem que a compra de terras por capitais estrangeiros continue sujeita às limitações, enquanto apenas 16,7% apoiam a liberalização. O tema ganhou destaque após o governo sinalizar mudanças na legislação sobre recursos estratégicos e propriedade rural.

Na projeção eleitoral, o peronismo aparece numericamente à frente do partido governista. 

Num cenário com as principais forças políticas, o peronismo reúne 31,3% das intenções de voto, contra 28% do La Libertad Avanza.

Quando a consulta reduz as opções de resposta e concentra a disputa entre os principais blocos, o peronismo aparece com 35,3%, ante 33,8% do partido de Milei, enquanto 24,3% dos entrevistados permanecem indecisos. 

Os pesquisadores avaliaram que o terceiro ano de mandato representa um momento decisivo para qualquer governo, quando a população passa a exigir o cumprimento das promessas feitas durante a campanha. 

Na avaliação da consultoria, sem uma melhoria protegida nas condições de vida, especialmente em suspensão e reativação da economia, a política de recuperação do governo tende a permanência limitada.

[Ilustração: Amarildo]

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Hegemonia imperialista em crise https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/decadencia-imperialista.html