Lula leva 150 mil à Avenida Paulista e encerra campanha em clima de
vitória
Ao lado de Alckmin, Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, presidente
percorreu a Avenida Paulista e a Rua Augusta no último grande ato antes do
primeiro turno
Lucas Toth e Natalia Padalko/Vermelho
Em busca
de seu quarto mandato no Planalto, o presidente Lula levou uma multidão às ruas
de São Paulo neste sábado (3), no último grande ato antes do primeiro turno.
Segundo a assessoria da campanha, 150 mil pessoas participaram da caminhada,
que percorreu a Avenida Paulista e a Rua Augusta, em direção à Praça Roosevelt.
Além de Lula, participaram seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), o candidato a
governador Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e
Marina Silva (Rede).
Desde
cedo, a militância se concentrou em diferentes pontos da Paulista. Na Praça do
Ciclista e em frente ao Conjunto Nacional, grupos de apoiadores se reuniam para
acompanhar a caminhada. Aos motoristas, pediam buzina e eram atendidos. O coro
de “olê, olê, olá, Lula” também se repetia entre os grupos, e o clima era de
euforia e vitória entre os presentes.
“Até o
último minuto está valendo”
Presidenta
nacional do PCdoB, Nádia Campeão afirmou que a mobilização seguiria até o
último momento permitido antes da votação. Ela destacou o trabalho de conversa
com os eleitores e a busca por votos para os candidatos do partido. “Até o
último minuto está valendo a gente convencer as pessoas, virar voto para os
nossos candidatos do PCdoB”, disse.
Nádia
também comentou o impasse em torno da caminhada. A decisão da Prefeitura de não
liberar a Avenida Paulista dificultou a organização do ato, mas não impediu que
a militância seguisse pela Rua Augusta. “Mesmo assim, nós vamos tomar a Rua
Augusta inteirinha e vamos fazer uma belíssima manifestação, fechando esse
conjunto de grandes mobilizações nacionais”, disse.
Impasse
marca início da caminhada
A realização do ato foi precedida por uma disputa em torno do percurso. A Prefeitura de São Paulo havia questionado a realização da caminhada na Paulista. Na sexta-feira (2), porém, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a “Caminhada Lula e Haddad” por 5 votos a 1 e suspendeu os efeitos da determinação da Subprefeitura da Sé.
Pouco antes do início da caminhada, houve um princípio de tumulto entre integrantes da organização e policiais militares. Segundo o UOL, a PM determinou que carros de som da campanha avançassem pela Augusta para liberar a circulação de veículos, provocando uma discussão com integrantes da organização. O episódio começou por volta das 10h20 e durou alguns minutos.
Marco Aurélio de Carvalho, coordenador e fundador do Grupo Prerrogativas,
acompanhou o impasse e criticou a condução da operação. Ao Portal Vermelho,
afirmou que a organização manteria a caminhada. “São Paulo é o maior colégio
eleitoral do país e eles também sabem. Então, estão tentando impedir porque nós
estamos tirando uma onda para, quem sabe, encerrar essa eleição no primeiro
turno.”
Depois do
episódio, o ato seguiu enquanto novos grupos ainda deixavam a Paulista para se
juntar ao percurso.
São Paulo
está em disputa”, afirma Haddad
Candidato
ao governo paulista pelo PT, Fernando Haddad afirmou que a eleição no estado
segue aberta e rejeitou a ideia de que a disputa esteja definida. “O estado de
São Paulo não está perdido. Ele está em disputa. Acho surreal desistir desse
estado. Temos a periferia, temos as universidades, temos a militância”,
afirmou. “É com esse espírito que vamos para o segundo turno.”
Mobilização
ganha força nas últimas semanas
O
movimento das últimas semanas também foi destacado por Walter Sorrentino,
presidente da Fundação Maurício Grabois. Para ele, as manifestações realizadas
na reta final deram novo impulso à campanha.
“Com
certeza, as duas últimas semanas deram um gás a mais pelas grandes
manifestações”, afirmou. Segundo Sorrentino reforçou, o trabalho não terminaria
com a caminhada deste sábado. A orientação aos apoiadores era aproveitar as
últimas horas antes da votação para conversar com familiares e amigos e manter
a mobilização. “Não pode descansar nunca!”
“A minha
causa é o povo brasileiro”
Durante o
ato, Lula falou sobre motivação e sobre as causas que continuam orientando sua
trajetória política. “Nós não somos obrigados a ficar velhos, porque o que faz
a gente envelhecer é falta de motivação, é falta de causa. E a minha causa é o
povo brasileiro”, afirmou.
Em outro
momento, Lula falou sobre o que está em jogo na eleição e pediu tranquilidade
aos eleitores para a votação deste domingo (4). “Vamos à urna amanhã com muita
tranquilidade, sabendo do que está em jogo. De um lado, a democracia e a
soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção”, afirmou.
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