21 agosto 2026

Palavra de Lula

Em Natal, Lula abre campanha no Nordeste e defende legado de seu governo
Presidente afirma que transposição do Rio São Francisco será concluída até o fim de 2026 e destaca governo de Fátima Bezerra e candidatura de Cadu Xavier
Murilo da Silva/Vermelho   

O presidente Lula (PT) abriu a sua campanha eleitoral no Nordeste nesta quinta-feira (20) com um grande comício que reuniu cerca de 20 mil pessoas em Natal (RN). O ato na Arena das Dunas reuniu a governadora Fátima Bezerra (PT), o candidato ao governo Cadu Xavier (PT) e os postulantes ao Senado na chapa estadual, Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT).

No seu discurso, Lula passou por diversos pontos da política nacional e local, ressaltando que “o país não pode voltar a ser governado por gente que não gosta de pobre”. O presidente afirmou sentir orgulho ao encontrar trabalhadores cujos filhos chegaram à universidade, durante os seus governos, e passaram a exercer profissões que, por muito tempo, foram praticamente restritas às famílias mais ricas.

Ele também foi enfático ao dizer que o Brasil só voltou a ter crescimento econômico consistente, acima dos 3%, quando retornou à presidência.

Segundo Lula, essa retomada não é fruto do acaso e tem como base a criação de mecanismos que permitiram o Estado investir e criar condições para o setor produtivo, com o estímulo à pesquisa e à inovação. Ao abordar a exploração de petróleo, o presidente rebateu a ideia de que as novas descobertas seriam fruto de sorte e destacou o papel da Petrobras.

“Eles dizem que é porque o Lula tem sorte. E eu digo que é porque nós temos capacidade de fazer investimento e pesquisa. E se a Petrobras não pesquisar, ela não descobre”, afirmou.

Na ocasião, o presidente ainda prometeu que até o fim de 2026 as obras de transposição do Rio São Francisco serão concluídas: “Hoje, eu tenho orgulho de dizer que nós vamos terminar este ano a maior obra hídrica feita no mundo, que é a transposição do rio São Francisco”, disse, ao classificar o rio como patrimônio nacional, e não somente de certos estados.

Os eixos Norte e Leste da transposição já estão operacionais, mas o projeto ainda tem ramais e obras complementares em execução, como os ramais do Apodi e do Salgado e a ampliação da capacidade de bombeamento.

Mais cedo, o presidente participou de uma agenda em Macaíba (RN), onde foi anunciado que um supercomputador de inteligência artificial será instalado no estado. 

Governo do RN

Sobre a disputa estadual, o presidente salientou a necessidade de os potiguares elegerem Cadu Xavier ao governo para dar continuidade ao ciclo de conquistas da governadora Fátima Bezerra.

Lula ressaltou o histórico dele como auditor fiscal de carreira e ex-secretário estadual da Fazenda, credenciais que o impulsionam para mais um ciclo virtuoso de criação de emprego e geração de renda.

Conforme o líder nacional, a parceria entre o governo federal e o estadual é a base para o sucesso. Os repasses feitos pela União ao Rio Grande do Norte tiveram aumentos sequenciais ao longo dos últimos anos e representaram um acréscimo em relação ao governo anterior de extrema direita.

Em 2022 (último ano do governo Bolsonaro), foram repassados R$ 6,8 bilhões. Já no primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula, o valor subiu para R$ 7,3 bilhões e cresceu para R$ 8,6 bilhões em 2024 e R$ 9,3 bilhões em 2025. Até julho deste ano, os recursos alcançaram R$ 5,79 bilhões. O mesmo se deu no repasse aos municípios potiguares: foram R$ 7,6 bilhões em 2022, aumentando para R$ 8,3 bilhões em 2023, R$ 10,1 bilhões em 2024, R$ 11,1 bilhões em 2025 e já são R$ 7,34 bilhões somente até julho de 2026.

“Nós, presidente, estamos prontos para mais. O Rio Grande do Norte e o Brasil não vão retroceder. Vamos seguir adiante para trazer ao nosso estado, como o senhor fez ao trazer o supercomputador, mais emprego, mais renda e mais qualidade de vida para o nosso povo”, disse Cadu de Lula (como vem sendo chamado). 

Entregas federais

Ao longo do atual mandato, o presidente Lula destinou inúmeros recursos para obras, saúde, educação e outras áreas no Rio Grande do Norte. A campanha aponta os principais avanços obtidos no estado no período.

Obras e infraestrutura

O Novo PAC viabilizou obras como a duplicação da Reta Tabajara, na BR-304, a Adutora do Agreste Potiguar, o Ramal do Apodi e a Barragem Oiticica. O PAC Universidades prevê 16 empreendimentos em oito municípios. O Minha Casa, Minha Vida contratou 54,3 mil moradias desde 2023, com R$ 8,5 bilhões em investimentos.

Saúde

O Mais Médicos chegou a 540 profissionais em 131 municípios potiguares em junho de 2026, quase o dobro do registrado no fim de 2022. Já o SAMU ampliou a cobertura de 27 para 93 municípios, com 38 novas ambulâncias e investimento de R$ 11,48 milhões. O Farmácia Popular também bateu recorde em 2025, com 630,4 mil pessoas atendidas.

Emprego e programas sociais

Entre janeiro de 2023 e maio de 2026, foram criados 72,6 mil empregos formais no estado, que soma 530 mil postos com carteira assinada. O Bolsa Família atende cerca de 475 mil famílias, enquanto o Pé-de-Meia já beneficiou 151,1 mil estudantes, com R$ 459 milhões investidos.

O Desenrola renegociou dívidas de 69,3 mil potiguares e o Luz do Povo garante desconto ou isenção na conta de luz para cerca de 397,2 mil famílias.

"Somos todos Lula em torno de um cafezinho" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/convite-vamos-nessa.html 

Postei nas redes

O cara tem a petulância de escrever que “pesquisas têm algumas distorções, causadas por questões técnicas, que provavelmente mostram uma vantagem maior para Lula do que a realidade”. Oxente! Por que não distorcem os números em favor do precário Flávio Bolsonaro, que aparentemente permanece competitivo? 

A campanha de Cida, por exemplo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_01844987494.html 

Diálogo Lula-Trump

Lula conversa com Trump e cobra fim de tarifas comerciais infundadas
Em telefonema de 1h20, Lula pontua que o Brasil tem estratégia de combate ao crime organizado e propõe retomada de negociações comerciais; Trump destacará funcionários de alto escalão
Davi Dmolir/Vermelho    

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na manhã desta sexta-feira (21) para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa, que durou uma hora e vinte minutos, ocorreu em tom cordial. Lula abordou o relacionamento bilateral e a agenda global, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Ao tratar das novas tarifas impostas ao Brasil em decorrência de investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o presidente brasileiro enfatizou que as alegações que basearam a medida são infundadas. Lula reiterou que não são verdadeiras as acusações sobre desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado.

Segundo Lula, as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. A Trump, o presidente Lula falou sobre a importância de trabalhar conjuntamente para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Diante dos argumentos apresentados, Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível para dar andamento aos debates.

Durante o telefonema, Lula também enfatizou o interesse na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O líder brasileiro argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas, afirmando que o Brasil tem instrumentos próprios e soberanos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial.

Lula informou que o governo brasileiro tem uma estratégia para asfixiar financeiramente a criminalidade, que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões, e detalhou os planos de transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima.

O presidente comentou ainda a aprovação da Lei Antifacção, que facilita a apreensão de bens e passaportes, a proposta de emenda constitucional que amplia o papel do governo federal na segurança pública em colaboração com os estados, e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, sediado em Manaus

Receptivo à pauta, Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos na área de segurança pública.

Os dois líderes também trocaram impressões sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos.

Trump teceu considerações sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã. Lula lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e, a exemplo do que sugerira anteriormente aos presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, propôs a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais.

O presidente brasileiro destacou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.

A ligação entre os chefes de Estado ocorre em meio a tensões comerciais e diplomáticas recentes, incluindo a abertura pelo Brasil do processo de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pela administração norte-americana e à formalização da queixa na OMC. A conversa representa um passo na retomada do diálogo direto e reforça a disposição do governo brasileiro de defender a soberania nacional e privilegiar a negociação diplomática.

Trump não gosta do Pix https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_02067967086.html

Minha opinião

Tédio? Falta-me tempo
Luciano Siqueira  

Sim, na natureza nada se cria e tudo se transforma. A vida comprova que Lavoisier sempre esteve certo nessa matéria. 

E tem muita gente que aproveita o mote e estica até onde pode e cria invencionices várias. 

O culto ao tédio por exemplo. 

Tem gente dizendo que pode provar por a + b que o tédio pode ser benéfico à condição humana.

Faz bem em qualquer circunstância, proclamam os mais radicais. 

E tome tese! 

Pelo que li, torcendo o estômago para não digerir bobagens, o tédio é bom quando é produtivo. Ou seja, se ocupa da realidade concreta na qual está mergulhado o entediado. 

Oxente! Assim não vale. Tédio verdadeiro é aquele estado da alma de absoluta inutilidade em que o sujeito sequer consegue pensar em alguma coisa e fazer muito menos ainda. 

Se pensar, se deprime — no embalo da inutilidade. 

Da minha modesta parte, chegando aos 80 sem jamais ter experimentado uma nesga de tédio.

Como diria o padre António Vieira, finalizando um dos seus famosos sermões: "não tive tempo para ser breve".

Até hoje faltou-me tempo para o tédio. Bom ou ruim? Acho ótimo!

Gastando muito? Corra ao endocrinologista! https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_01136127338.htm 

Postei nas redes

Raquel Lyra diz que “Pernambuco não tem dono”... nem dona, ora! Mas tem eleitorado de tradição progressista que haverá de eleger Lula e João Campos, isto sim!

"Dois trunfos em favor de João Campos" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao.html 

Humor de resistência

Aroeira

Desmorona o castelo de crimes erguido pelo bolsonarismo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/editorial-do-vermelho_0412311635.html 

Dívida pública de quem?

Para enfrentar a grita por “novo ajuste fiscal”
Mídia e economistas neoliberais alardeiam: dívida do Estado está se tornando “insustentável”; é preciso cortar radicalmente o gasto público. Para enfrentar esta campanha interesseira, vale examinar o papel da moeda e das relações econômicas e sociais que sua emissão produz
Luis Martins de Melo/Outras Palavras     

A dívida estatal é, na verdade, a riqueza financeira do setor privado. A contenção de gastos sem investimentos reais paralisa a economia. Portanto, temos que começar a derrubar os mitos sobre moeda, dívida pública e política fiscal disseminados todos os dias na mídia.

A teoria econômica convencional costuma descrever o dinheiro (moeda) sob uma lógica bastante intuitiva, porém essencialmente errada: a ideia de que a moeda é algo acumulado previamente por indivíduos e depositado em bancos para que estes, então, possam conceder empréstimos. Trata-se de uma falácia. Na realidade do capitalismo moderno, a criação monetária não pressupõe a poupança prévia da sociedade. O dinheiro é criado ex nihilo — do nada. Quando uma instituição financeira concede um empréstimo, ela o faz digitando números em um teclado, gerando simultaneamente um ativo e um novo saldo monetário em circulação.

Se o funcionamento do crédito bancário é mal compreendido, o conceito de dívida pública o é ainda mais. Poucas questões na política econômica geram tanto alarmismo e tão pouca clareza. Defensores do rigor fiscal bradam continuamente pela redução do endividamento do Estado, sem explicar como essa tesoura orçamentária resultaria em uma economia mais forte ou em uma sociedade mais justa. Alardeia-se que a dívida cobra um preço devastador sob a forma de inflação, desemprego, estagnação da produtividade e fardo para as futuras gerações. No entanto, a mecânica real do sistema contábil público revela um cenário totalmente distinto. 

A dívida pública como espelho da riqueza privada

A dívida nacional emitida em moeda soberana não deve ser encarada como uma ameaça de colapso. Quando o Estado emite títulos para financiar suas ações, ocorre um processo de redistribuição e consolidação financeira interna: enquanto uma parcela da sociedade recolhe impostos que cobrem os juros da dívida, outra parcela detém esses títulos e recebe tais rendimentos. Para a consolidação macroeconômica do país, o saldo é neutro — a dívida de um lado equivale exatamente ao ativo financeiro do outro.

Mais do que isso: o passivo financeiro do Estado é, por definição, o ativo financeiro do setor privado. Se a dívida pública brasileira atinge patamares de 80% ou 90% do Produto Interno Bruto (PIB), isso significa apenas que os agentes superavitários da economia nacional são os detentores dessa riqueza em títulos do governo. Ao consolidar as contas do Estado e do setor privado em um único balanço nacional, a dívida líquida se anula.

O argumento do “fardo intergeracional” também se desfaz diante da análise econômica. Se os recursos captados forem investidos de forma produtiva, impulsionando empregos e infraestrutura, os cidadãos do futuro herdarão um país mais estruturado e capacitado. Ademais, quando as gerações futuras pagarem os juros e o principal dessa dívida, os recursos serão transferidos para os próprios cidadãos e instituições dessa mesma geração futura.

A verdadeira natureza da moeda

Para compreender por que o Estado não “quebra” em sua própria moeda, é preciso atualizar a própria definição do que é o dinheiro. A moeda física de papel e metal deixou de ser o meio de pagamento por excelência. O sistema monetário contemporâneo é, essencialmente, uma rede de registros contábeis — um sistema de administração e custódia de ativos e passivos chancelado pela credibilidade de uma autoridade central.

Meios de pagamento como o Pix atuam como tokens de transferência imediata: eles cancelam uma obrigação entre devedor e credor e transferem o saldo contábil de uma conta para outra sem a necessidade de circulação de papel-moeda. Qualquer bem pode, em tese, funcionar como meio de troca informal — até mesmo um relógio —, mas a moeda soberana existe porque conta com a garantia e o poder do Estado.

Quando o governo gasta na economia real, ele não precisa “arrecadar primeiro para gastar depois”. A mecânica do gasto público consiste em creditar a conta bancária do fornecedor ou do prestador de serviço — o que constitui a própria emissão monetária. Posteriormente, o Estado pode enxugar esse excesso de liquidez recolhendo impostos ou vendendo títulos públicos no mercado financeiro, garantindo a estabilidade do sistema.

Política monetária versus Política fiscal: a ilusão dos juros baixos

Existe uma diferença substancial entre expandir a liquidez no mercado financeiro e promover a transferência de renda direta para a população. 

  • Política Monetária: Reduzir a taxa de juros amplia a liquidez geral no sistema bancário, mas não garante que o dinheiro chegue à ponta final da economia se não houver demanda ou confiança por parte dos empresários e consumidores.
  • Política Fiscal: Programas de transferência direta de renda (como auxílios sociais de R$ 600) injetam poder de compra imediato na mão das pessoas, estimulando diretamente a demanda agregada.

Expandir a liquidez no mercado financeiro sem promover investimentos reais na capacidade produtiva gera um fenômeno silencioso e perigoso: a inflação de ativos. Quando o setor privado se vê repleto de liquidez financeira, mas sem confiança para investir na economia real por falta de demanda, esse capital migra para a especulação, supervalorizando imóveis, ações e papéis financeiros. Essa alta no preço dos ativos não aparece nos índices tradicionais de inflação ao consumidor (como o IPCA), mas corrói a estabilidade econômica e acentua a desigualdade.

O papel do investimento público e o desmonte dos sofismas fiscais

Para colocar a economia em marcha de forma sustentável, a política fiscal e a política monetária precisam caminhar juntas. O investimento público inicial atua como indutor do investimento privado, criando nova infraestrutura, gerando empregos e estabelecendo a demanda agregada necessária para que os empresários voltem a produzir.

Narrativas convencionais — como a defesa irrestrita de tetos de gastos e arcabouços fiscais rígidos — sustentam a tese de que conter a dívida pública é o único caminho para atrair investimentos. O paradoxo dessa lógica manifesta-se quando, na tentativa de sinalizar responsabilidade ao mercado, o Banco Central eleva a taxa de juros. Essa elevação encarece diretamente o custo da própria dívida pública, deteriora a relação dívida/PIB e atrai capital especulativo em busca de rendimentos rentistas, ao mesmo tempo em que encarece o crédito para a produção e paralisa o crescimento real.

Desmascarar esses sofismas é um passo essencial para resgatar a função primária do Estado: utilizar sua capacidade soberana de emissão e investimento para alcançar o pleno emprego e a estabilidade econômica, em vez de subordinar o desenvolvimento do país aos dogmas da austeridade.

O discurso de que o controle rígido da dívida pública (como a fixação de tetos de gastos) é pré-requisito para o retorno dos investimentos privados é um paradoxo. Muitas vezes, a tentativa de controlar a relação dívida pública/PIB por meio do aumento das taxas de juros acaba por atrair apenas o capital especulativo em busca de rendimentos altos, sacrificando o capital produtivo e estrangulando o crescimento do país. A conclusão é que a dívida pública não deve ser tratada como um fim em si mesma, mas como uma ferramenta de gestão macroeconômica. Se a busca por um orçamento matematicamente equilibrado resultar em desemprego e estagnação, os dogmas da austeridade precisam dar lugar a políticas voltadas ao bem-estar e ao desenvolvimento real.

Qual é a da Faria Lima? https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_068512590.html