21 setembro 2026

Doença do endividamento

Bets custam R$ 30,6 bilhões por ano ao SUS
Endividamento aumenta casos de depressão e ansiedade e gera impactos à saúde pública por mortes por suicídio; governo Lula visa acabar com cassinos online e restringir apostas esportivas
Murilo da Silva/Vermelho    

O vício em bets causa um impacto financeiro de R$ 30,6 bilhões por ano no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). Os prejuízos causados pelas apostas online têm crescido exponencialmente nos últimos anos e provocado danos à saúde da população.

Segundo o IEPS, nesse valor bilionário que recai sobre o SUS estão despesas com tratamentos de depressão e ansiedade, além dos impactos decorrentes de mortes por suicídio causadas pelo endividamento.

Os números trazidos pela Agência Brasil indicam que, se, por um lado, crescem os gastos com saúde decorrentes do vício em bets, o valor destinado ao Ministério da Saúde pelas plataformas de apostas para minimizar estes danos é de somente 1% do valor que arrecadam. Por isso, há necessidade de leis mais duras que restrinjam esses serviços e aumentem os repasses.

O diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, revelou que o teleatendimento criado para pessoas com problemas em bets e apostas registrou a procura de 20 mil pessoas desde fevereiro, após um teste realizado.

A partir da alta demanda, a capacidade dos teleatendimentos passou de 600 para 100 mil mensais, com auxílio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Outro indicador do avanço dos problemas relacionados às apostas é a plataforma de autoexclusão do Ministério da Fazenda. Mais de 5 milhões de CPFs foram bloqueados para apostas em sites autorizados, enquanto mais de 1 milhão de usuários solicitaram voluntariamente a exclusão. Quase metade destes relatou problemas de saúde mental ligados às apostas.

O SUS oferece atendimento gratuito para jogadores e familiares, com suporte psicológico pelo Meu SUS Digital e assistência presencial nas UBSs e nos CAPS.

Perdas para o varejo

Além de ser um problema de saúde pública, o endividamento das famílias causado pela ludopatia, o vício em jogos e apostas, fez com que o consumo caísse.

Com isso, muitas pessoas deixaram de consumir bens e produtos, o que trouxe prejuízos para a economia e para a qualidade de vida.

Conforme estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o varejo deixou de faturar cerca de R$ 103 bilhões em 2024 devido ao redirecionamento de recursos das famílias para as bets. Com base em dados do Banco Central, a entidade estima que os brasileiros movimentaram cerca de R$ 240 bilhões nas plataformas no período, com impactos sobre o endividamento e a economia.

O estudo aponta ainda que os cassinos online, como o Jogo do Tigrinho, concentram a maior parte dos gastos. Segundo economistas da CNC, pelo menos 80% dos pagamentos nas bets estão relacionados a essas modalidades, enquanto as apostas esportivas representam uma parcela menor.

A modalidade de cassino online é o principal alvo do presidente Lula, que afirma que pretende acabar com esse tipo de aposta. Neste domingo (20), a campanha “Bora Lula contra as Bets” ganhou as redes em apoio a iniciativas para restringir bets e acabar com jogos de azar online.
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Na reta final detalhes importam https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_01182604884.html 

Humor de resistência

 

Quinho

A acintosa propaganda das bets https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0195575843.html 

Revista 'Princípios'

Princípios 175 – Reformas estruturais e caminhos da revolução brasileira
A perspectiva adotada no dossiê é marxista, mas aberta ao diálogo com contribuições de diferentes campos críticos, como o estruturalismo latino-americano, o pensamento keynesiano, a economia política do desenvolvimento e outras abordagens
Portal Grabois   

A edição nº 175 da  Revista Princípios, publicada em 09 de outubro de 2026, apresenta o dossiê “Reformas estruturais e caminhos da revolução brasileira”.

Organizada pelos professores doutores Luiz Gonzaga Belluzzo (Unicamp), Aloísio Sérgio Barroso (Unicamp), Carlos Eduardo Martins (UFRJ) e Euzébio Jorge (UFRJ), a publicação reúne análises sobre soberania nacional, neoindustrialização, reforma do sistema financeiro, valorização do trabalho, redução das desigualdades e transição ecológica. Traz também um minidossiê em homenagem aos 90 anos de nascimento de Nicos Poulantzas, além de textos sobre a resistência palestina na obra de Ghassan Kanafani e a educação no Brasil e na China.

Além de organizador, Belluzzo assina para esta edição o ensaio “O dólar, a instabilidade global e o sentido da reforma do sistema monetário internacional”. É a primeira vez que a Princípios abre sua edição com um texto deste gênero, excepcionalidade atribuida a Belluzzo, “um tipo raro de economista, que passeia pela filosofia e pela cultura com a mesma naturalidade com que aborda, como no texto desta edição, o contexto mundial e a necessária reforma do sistema financeiro internacional”, destaca a Comissão Editorial da revista.

Os artigos publicados nesta edição visam contribuir para a construção de programas afinados com o avanço de um novo projeto nacional de desenvolvimento. A perspectiva adotada no dossiê é marxista, mas aberta ao diálogo com contribuições de diferentes campos críticos, como o estruturalismo latino-americano, o pensamento keynesiano, a economia política do desenvolvimento, entre outras abordagens. 

Serviço

Revista: Princípios (Qualis A3)
ISSN: 1415-7888 | E-ISSN: 2675-6609
Editora: Anita Garibaldi
Número: 175
Para ler a edição completa online: Clique aqui
Adquira a versão impressa:
Clique aqui

Por um novo projeto nacional, rumo à revolução brasileira

No Brasil contemporâneo, a disputa pelos rumos do desenvolvimento nacional é cada vez mais acirrada. Um momento alto dessa disputa é o processo eleitoral de 2026. Ele se realiza em meio a uma conjuntura internacional marcada pela crise estrutural do neoliberalismo, por ataques à soberania das nações, pela intensificação das desigualdades sociais e pela regressão de direitos. Para enfrentar esse contexto difícil, põe-se na ordem do dia a necessidade de transformações profundas nas estruturas econômicas, políticas e sociais do país. Mais do que simples ajustes, trata-se de reformas estruturais capazes de alterar de forma duradoura o padrão de acumulação, as formas de exercício da política e as condições de vida do povo brasileiro.

É este o tema central da presente edição de Princípios, que traz o dossiê temático “Reformas estruturais e caminhos da revolução brasileira”. Organizado pelos professores doutores Luiz Gonzaga Belluzzo (Unicamp), Aloísio Sérgio Barroso (Unicamp), Carlos Eduardo Martins (UFRJ) e Euzébio Jorge (UFRJ), o dossiê compreende estudos, reflexões e análises que visam contribuir para a construção de programas afinados com o avanço de um novo projeto nacional de desenvolvimento.

O exame de propostas de reformas estruturais surge, no dossiê, articulado à noção de revolução brasileira, que precisa ser atualizada à luz dos desafios do século XXI. Isso significa transformá-la em um projeto claro, exequível e conectado às bandeiras e lutas concretas de nosso tempo: a defesa da soberania nacional enquanto questão central, a reindustrialização em novas bases tecnológicas, a superação da dependência econômica, a reconstrução do Estado nacional, a redução radical das desigualdades e a transição para um modelo de desenvolvimento socialmente justo, democrático e ecologicamente sustentável.

Nesse horizonte, o desenvolvimentismo do século XXI emerge como um campo estratégico de formulação e ação. Não se trata da mera reedição de experiências passadas, mas de uma síntese renovada entre soberania nacional, dinamização produtiva, valorização do trabalho e progresso social. Essa síntese se expressa na construção de um novo projeto de desenvolvimento, capaz de articular crescimento econômico com distribuição de renda, inovação tecnológica com inclusão produtiva e integração territorial com sustentabilidade, além de promover parcerias em plano regional e mundial condizentes com os interesses nacionais.

A perspectiva adotada no dossiê é marxista, mas aberta ao diálogo com contribuições de diferentes campos críticos, como o estruturalismo latino-americano, o pensamento keynesiano, a economia política do desenvolvimento e outras abordagens. Buscamos reunir estudos teóricos, históricos, empíricos e programáticos, bem como análises críticas, propostas inovadoras e reflexões que articulem teoria e prática política, unindo as mais diversas disciplinas e abordagens das ciências humanas e sociais. Tudo com o fito de compreender os desafios contemporâneos da formação social brasileira e apontar caminhos concretos de desenvolvimento nacional, capazes de descortinar veredas para uma transição ao socialismo no século XXI.

Os temas listados incluem a neoindustrialização ligada a uma nova inserção internacional do país e orientada pela soberania produtiva, tecnológica e comercial; a reforma do sistema financeiro, com controle democrático do crédito, combate à financeirização e fortalecimento do financiamento ao desenvolvimento; a transição ecológica e o desenvolvimento sustentável; a valorização do trabalho e o revigoramento dos sindicatos, tema conexo ao fortalecimento das lutas sociais. São contribuições preocupadas em fortalecer o acúmulo intelectual e programático necessário para enfrentar o neofascismo e a barbárie neoliberal, abrindo caminho para o desenvolvimento soberano e inclusivo, capaz de materializar, na atual quadra histórica, os ideais transformadores da revolução brasileira.

Pela primeira vez na nova fase de Princípios abrimos a revista não com um artigo, mas com um ensaio. O autor do texto justifica a excepcionalidade. O professor Luiz Gonzaga Belluzzo, que por sua trajetória já recebeu inúmeras distinções e honrarias – sendo a última delas o Prêmio Toledo Machado, recém-concedido pelo Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo –, é um tipo raro de economista, que passeia pela filosofia e pela cultura com a mesma naturalidade com que aborda, como no texto desta edição, o contexto mundial e a necessária reforma do sistema financeiro internacional. Pelo conjunto de sua obra, o professor Belluzzo deve ser definido menos na chave dos estudiosos e pesquisadores do que naquela que distingue os sábios.

Esta edição de Princípios contém outra inovação: além do dossiê central, a revista traz um minidossiê em homenagem aos 90 anos de nascimento de Nicos Poulantzas (1936-1979), um dos mais importantes teóricos marxistas do Estado no século XX. Sua obra permanece como referência incontornável para a compreensão das relações entre Estado, classes sociais, democracia e autoritarismo, mantendo notável atualidade diante dos desafios políticos contemporâneos. O minidossiê reúne três artigos que exploram diferentes dimensões de seu pensamento: a recepção de Nicos Poulantzas na sociologia política brasileira; os conceitos de estado de exceção e estatismo autoritário; a forma como as categorias poulantzianas ajudam a interpretar a dinâmica política brasileira contemporânea.

A revista traz ainda, no campo da crítica literária e cultural, uma análise de cinco novelas do escritor palestino Ghassan Kanafani, examinadas sob a lente metodológica dos conceitos gramscianos de grupos subalternos e historiografia integral. O texto revela as maneiras pelas quais a literatura projeta uma subjetividade específica no contexto da resistência palestina contra a ocupação israelense. Por fim, a revista veicula uma resenha de duas obras que permitem comparar políticas e práticas educacionais no Brasil e na China, além de nossa tradicional seção voltada a breves sínteses de livros recém-lançados que recomendamos ao leitor de Princípios.

* * *

Devido a reformulações empreendidas no último período, as quais envolveram a redefinição de recursos humanos e materiais, a edição nº 175 de Princípios sai com atraso de quatro meses. Em função disso, como o leitor perceberá, alguns textos têm datas de aprovação posteriores ao período indicado na capa da revista. Pedimos desculpas a autores e leitores por esse desajuste, que, por uma questão de transparência, e seguindo as boas práticas editoriais, fazemos questão de registrar. Informamos que no próximo período a Comissão Editorial envidará esforços no sentido de ajustar progressivamente o cronograma e a periodicidade da revista.

A Comissão Editorial

O selo do PCdoB na frente pró-Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/o-pcdob-e-lula.html 

Palavra de poeta

A ÚLTIMA CENA
Maurilio Rodrigues      
 

A última cena
Não pareceu pequena.
Foi muito forte.
A verdadeira morte. 

Um trem de partida.
Uma despedida.
A esperança perdida,
Sem qualquer suporte.
 
Na última cena ,
Cortinas a fechar.
Luzes ainda a brilhar.
Imagens nada amenas.
 
Depois, só silenciar,
Nada mais a falar.
Tudo volta ao seu lugar,
Ao escuro da morte.
 
Por mais que festiva,
A última cena deixa,
Sempre a mesma queixa,
Triste e  depressiva.
 
Após a última cena,
Todo o passado volta,
Com a solidão em escolta,
Agora, em outro calvário.
 
Fica o  sentimento temerário,
De que a cena não se repetirá,
Nem jamais  irá se apagar,
As lembranças daquele cenário.

[Ilustração: Cícero Dias]

Leia também "Ausência", poema de Carlos Drummond de Andrade https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/palavra-de-poeta_01239649318.html 

IA & literatura

Sua Excelência Inteligência Artificial, a nova contadora de histórias na literatura
Dona IA sorri com a nossa sede em aparentar ler, mais do que ler de verdade
Eliana Alvez Cruz/Liberta    

 

Então, aconteceu a Bienal do Livro de São Paulo com números superlativos, animadores, demonstradores de possibilidades. Durante dez dias, de 4 a 13 de setembro, 760 mil pessoas circularam no Distrito do Anhembi atrás de livros, autores e editoras. Troca-se Bienal de São Paulo por Festa Literária de Paraty, realizada em julho, e o começo deste texto também conteria um recorde: cerca de 40 mil visitantes, o maior público de sua história. Na verdade, poderíamos trocar os nomes para os de vários outros eventos literários e os números também espantariam, mas há algo subterrâneo: quem conta qual história?

Em tempos de ferramentas de Inteligência Artificial, um passeio rápido pelos corredores da Bienal não deixava dúvida de que a IA chegou com tudo nas capas, ilustrações, banners, logos. Obviamente que nem todos, mas muitos, em um show de mesmos traços, mesmas cores, mesma lógica reconhecível, previsível. Ela avança no conteúdo também e, não é preciso ser um grande especialista, basta ter um olho mais atento para identificar.

Esta colunista, escritora formada antes da existência de tais ferramentas, tem uma esperança: o enjoo. Tudo o que é muito igual, com o tempo entedia e cansa. Em alguns casos, já está cansando, pois quem lê enxerga. O problema está aí. Quem realmente lê?

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura de 2024, o Brasil perdeu cerca de 6,4 milhões de leitores. Ainda assim, segundo a mesma pesquisa, somos cerca de 93,4 milhões de pessoas que leram pelo menos um livro (inteiro ou em partes) nos três meses anteriores.

Esse número é o famoso “tem, mas acabou” ou “é pouco, mas é muito”. É pouco, considerando que mais de 200 milhões de pessoas vivem por aqui, mas é muito se pensarmos que mais de 90 milhões de habitantes correspondem a populações de diversos países… juntos.

As big techs devem olhar para essa nação com a gula de quem se vê diante de um grande banquete gratuito, pois as coisas em terras brasileiras são assim, nos fazem perder a noção do tamanho, das distâncias, das quantidades e dos impactos. Nos fazem distorcer a realidade facilmente, porque – seja para um lado ou para outro – não há número por aqui que não seja impressionante.

Dona IA sorri também com a nossa sede em aparentar ler, mais do que ler de verdade. Aí ela faz a festa, pois de estética ela entende. A aparência é o terreno onde ela dita o que é e o que não é perfeito. Com seus parâmetros bem específicos, ela encaixa, retoca, dita, plastifica e padronizada imagem, texto e gente.

A multidão ávida por mostrar que lê e o racismo algorítmico

Durante a lotada Bienal de São Paulo, um jovem saiu pedindo para algumas pessoas citarem dois autores negros. Topou com algumas jovens que não conseguiram responder de jeito algum, mesmo forçando muito a memória. Uma delas tirou da cartola Machado de Assis e por aí ficou. A experiência deu conta do que já sabemos, ou seja, vivemos em bolhas e, mesmo dentro de um ambiente supostamente letrado, é flagrante que o país tem uma questão séria com a imagem de quem é escritor ou escritora.

Imediatamente, instalou-se um serviço de utilidade pública nas redes sociais com listas e mais listas de autoria negra. A maioria misturava ficção com não ficção, autores do Brasil com outros do exterior (a maioria estadunidenses). Como dona IA não poderia ficar de fora desta história, ela tratou de formatar ao seu gosto posts, fotos, imagens… Foi um espetáculo de cabelos crespos não tão crespos, narizes reformatados, lábios diminuídos, gente preta não tão preta.

Como autora, sei bem, pois todos os dias postam alguma coisa sobre meus livros feita com Inteligência Artificial. Apareço completamente diferente do que sou na realidade em fotos que estão lotando as minhas redes. Parece impossível para os algoritmos que autores negros possam querer suas peles retintas, suas marcas fora do padrão embranquecido. O conteúdo acompanha a forma, pois volta e meia também aparecem modificados meu nome, sinopses dos livros, resumos… um caos.

Quem lê é o último elo de uma grande corrente e pode refletir um mercado excludente de séculos, que agora conta com mais um auxílio tecnológico para seguir sua prática de apagamento, silenciamento, confusão e predomínio de narrativas, ou seja, dona IA anda contando a mesma história, mesmo quando a intenção é dizer que existe outra.

Os números das festas literárias, das bienais de São Paulo, da Bahia, do Rio de Janeiro etc. são muito bons, sim. Apenas precisamos começar a pensar em casá-los com a formação real de leitores e os desafios do século em que vivemos. 

Quando Buenos Aires viu “Buenos Aires”, de Tuca Siqueira https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/buenos-aires-o-filme.html

Postei nas redes

Casa Branca barra jornalistas de veículos críticos ao governo Trump após determinação do presidente. Cadê a tão decantada "liberdade de expressão"? 

Hegemonia imperialista em crise https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/decadencia-imperialista.html 

Dica de leitura

Mote midiático de campanha
Luciano Siqueira 

Arguto e criterioso crítico do complexo midiático neoliberal dominante, Luís Nassif questiona o noticiário a propósito da chamada crise no STF no artigo "O uso político das notícias contra Moraes", publicado no Jornal GGN https://jornalggn.com.br/midia/o-uso-politico-das-noticias-contra-moraes-por-luis-nassif/ 

Observa que a cobertura sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) tem fins políticos explícitos, segundo um padrão de dois pesos e duas medidas no jornalismo investigativo.

Por exemplo, um fato relevante e eticamente questionável que merece investigação: o contrato firmado pelo escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master (de Daniel Vorcaro). Entretanto, até o momento não há nenhuma evidência concreta de que tal contrato tenha influenciado decisões ou votos de Moraes em favor do banco.

Nessa mesma linha, a insistência em criar grandes manchetes em torno de suposições.

O artigo contrapõe o escândalo movido contra Moraes ao silêncio em relação a acusações bem mais graves sobre outros ministros.

Kássio Nunes Marques mudou seu voto no caso da Destilaria Alcídia em favor do banco de Vorcaro (após ter se declarado impedido), havendo registros de mensagens do diretor jurídico do Master com o contato do filho do ministro dizendo "Dominado aqui" .

Dias Toffoli alterou sua posição para votar a favor dos precatórios de interesse do banco.

André Mendonça tomou decisões detalhadas aos interesses de Vorcaro logo após se reunir pessoalmente com o banqueiro.

Nassif conclui que essa chafurdação midiática não busca promover um jornalismo técnico e consistente. A narrativa seletiva tem como objetivo enfraquecer a imagem do STF e influenciar a disputa político-eleitoral.

Cida: luta, consciência e afeto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0343482442.html