28 julho 2026

Bons sinais

Os frutos das políticas sociais de Lula
A Constituição nos deu princípios programáticos, mas a chegada de um presidente como Lula fez com que saíssem do papel e se tornassem reais
Luís Nassif/Jornal GGN    

A procuradora da República Eugênia Gonzaga esteve em Araguaia, servindo à Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos. Passou por Marabá e cidades vizinhas. Viu uma região de extrema pobreza, mas, também, os resultados dos avanços sociais proporcionados especialmente pelos governos Lula.

Não há miséria absoluta. As casas são simples. Mas os habitantes têm os recursos do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada. As crianças estudam em escolas públicas e os Institutos Federais trouxeram uma nova perspectiva para a região, por atender as crianças desde o ensino médio.

Nós, citadinos cosmopolitas, não conseguimos aquilatar o impacto dessas medidas sobre a população. Fala-se muito em Bolsa Família trazendo a preguiça, ou no aumento do salário mínimo gerando inércia. O que Eugênia viu foram casas onde coabitavam quatro gerações da família. As bisavós tiveram o essencial. Com o pouco recebido, conseguiram manter filhos nas escolas que, por sua vez, garantiram situação melhor para seus próprios filhos e, depois, para os filhos dos filhos. 

Por lá, cada geração que nasce tem um destino melhor do que a geração anterior – algo que desapareceu nas grandes cidades.

Eugenia pôde perceber o extraordinário benefício das cisternas, do acesso à água, e do programa Luz para Todos. Todas as gerações, das crianças aos avós, têm seus celulares, a possibilidade de treinamento em computação.

A Constituição de 1988 lançou princípios programáticos para combate à miséria. 

O artigo 3º estabelece como objetivos fundamentais da República construir uma sociedade livre, justa e solidária; erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

O artigo 6º consagra direitos como educação, saúde, trabalho, moradia, alimentação.

O artigo 194 cria um sistema integrado composto por Saúde (SUS); Previdência Social e Assistência Social. 

Mas são apenas princípios programáticos, que provavelmente jamais teriam saído do papel, não aparecesse na política um presidente que já tinha experimentado a fome, a escassez, a falta de acesso à saúde e à educação.

Por isso, aos que criticam a falta de um projeto de país por Lula – entre os quais me incluo – não podem minimizar o extraordinário feito das políticas sociais implementadas, que legaram um país muito mais preparado para o grande salto do que aquele anterior a 2002.

Foto: Ricardo Stuckert

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O Mapa da Fome da ONU e o Brasil novamente fora dele https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/enio-lins-opina_0621919777.html

TV Grabois

 A esquerda precisa dizer quem bloqueia os avanços As conquistas do governo Lula são importantes, mas serão suficientes para mobilizar o povo e vencer a batalha eleitoral? Para Luciano Siqueira, a esquerda precisa superar o discurso limitado das “entregas” e apresentar com clareza o projeto de país que está em disputa. Neste trecho da live “Os comunistas e as eleições”, Luciano critica o que define como “economicismo governamental”: uma prática política que destaca obras, programas e resultados, mas nem sempre explica quais forças impedem o Brasil de avançar mais. Assistea a live completa https://www.youtube.com/watch?v=ZYYBH_jOmeM 

Minha opinião

Chumbo digital
Luciano Siqueira   

Muito além de pirotécnico questionamento do sistema de urnas eletrônicas, certamente será o chumbo grosso que a extrema direita (bolsonarista, sobretudo) em articulação com a tropa de Donald Trump, usará no pleito presidencial.

Por enquanto, sinais apenas. Mas não tenhamos dúvida.

A desejada vitória do neofascismo no Brasil teria peso estratégico para os EUA em meio à expansão de sua influência no subcontinente mediante vitórias eleitorais sucessivas em vários países.

O que reforça o risco de interferência no debate político via redes sociais, incluindo provocações e fake news a granel.

As frente ampla liderada pelo presidente Lula precisa não apenas estar atenta às ameaças, mas prover-se dos instrumentos técnicos e jurídicos necessários para arrosta a ofensiva adversária.

[Ilustração: Nando Motta]

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"O que é preciso dizer" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0697722225.html

Arte é vida

Fernando Botero

Editorial do 'Vermelho'

Sem aliados, sem vice, Flávio Bolsonaro oficializa candidatura
Em queda nas pesquisas, a testa grafada “traidor da pátria”, atolado em denúncias de corrupção, o candidato da extrema direita é isolado pela direita e pelo Centrão
Editorial do 'Vermelho'  

A convenção do Partido Liberal (PL) confirmou o isolamento político de Flávio Bolsonaro. A oficialização de sua candidatura presidencial se deu sem apoio de partidos da direita e do   Centrão, sem nome definido para a vice-presidência e com a ausência presencial de aliados estratégicos e familiares. Preso por tentativa de golpe de Estado, o pai, Jair Bolsonaro se fez “presente” por um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem e a voz do ex-presidente transmitiu seu apoio ao filho, dizendo que ele é “a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue”. “Eu posso ser mais calmo, sorridente, tranquilo e moderado, mas aqui tem sangue de Bolsonaro”, confirmou o candidato

A madrasta Michelle Bolsonaro também não foi. Flávio teve que se contentar com um tímido apoio em vídeo arrancado por uma força-tarefa.

A exposição de mulheres na convenção, no palco e nos discursos, foi uma tentativa de amenizar a imagem de Flávio Bolsonaro diante do eleitorado feminino, sabidamente com grande rejeição à sua candidatura, pela misoginia, marca registrada do clã. Mas a cena soou falso, vez que sua própria madrasta denunciou que o enteado a “humilhou” e a “apunhalou”. As mulheres representam 52,8% do eleitorado. A pesquisa Datafolha divulgada no dia anterior à convenção mostrou que no segundo turno o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 47% dos votos, contra 43% de Flávio Bolsonaro, mas no eleitorado feminino a diferença é de 52% a 37%.

Flávio tentou preencher o imenso vazio da ausência da direita e do Centrão com uma espécie de “socorro” internacional”. O presidente da Argentina, Javier Milei, responsável pelo perverso governo de extrema direita que castiga o povo portenho e destrói o país. O primeiro-ministro israelense, o carniceiro Benjamin Netanyahu, enviou um vídeo apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Houve um momento de ópera-bufa. A caricata dupla Milei e Flávio Bolsonaro pateticamente cantaram e dançaram rock, após o que Milei fez um longo discurso de conteúdo neofascista contra o “socialismo” e de ataque ao presidente Lula e ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O isolamento de Flávio Bolsonaro contrasta com a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que uniu o campo progressista e estruturou apoios em todas as unidades da federação. Participam dessa estrutura, de forma declarada, PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL, REDE e, também, setores do PSD, do MDB, do PP, do União Brasil e Republicanos.

Pode-se dizer que esse isolamento tem como uma das causas a sequência de entreguismo, traição à pátria e subserviência ao presidente estadunidense Donald Trump, como negociações e apoios à sequência de tarifaços contra o Brasil, as ameaças ao Pix, os ataques à regulamentação das big techs, ao Judiciário e a autoridades brasileiras, com gestão de seu irmão Eduardo Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e foragido da Justiça brasileira.

Soma-se a lista de escândalos que lhe acompanha, como relações com o crime organizado, e uma réstia de investigações, denúncias, por parte da Polícia Federal, do Ministério Público, de casos de corrupção. Para citar somente a duas mais recentes: o repasse pelo ex-banqueiro corrupto Daniel Vorcaro a pretexto de financiar o filme sobre seu pai e emissão de R$ 1,5 milhão em notas por seu escritório de advocacia para empresas da estrutura de Vorcaro.

No episódio mais recente, Flávio Bolsonaro divulgou informação falsa sobre as urnas eletrônicas, associando-as à empresa venezuelana Smartmatic, citando um suposto relatório da CIA, desmentido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É uma manifestação de que ele está pressentindo a derrota e já ensaia, novamente, uma farsa para questionar a soberania do voto popular, mais uma de suas atitudes irresponsáveis de traição nacional, que se liga ao pedido para que dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos se reunissem com autoridades eleitorais brasileiras, negado Ministério das Relações Exteriores.

Ao passar o recibo de “derrota à vista”, Flávio se distancia ainda mais de eventuais aliados.

A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), composta pelo PT, PV e PCdoB, entrou com representação no TSE contra ele. “Não há nenhuma referência ao sistema eleitoral brasileiro. O documento estadunidense e suas conclusões, sejam lá quais forem, não dizem respeito ao Brasil em nenhum aspecto”, afirma

Com esse histórico de corrupção e conspiração contra o país, comprometendo a economia e do emprego dos brasileiros, além de sabotar a soberania nacional e a democracia, com o pai e outros aliados presos por tentativa de golpe de Estado e outros delitos, com o irmão foragido e protegido pelo regime de Donald Trump, com o caso Master-Dark Horse inexplicado e a marca de antipatriota, incapaz de defender o país e o povo brasileiro, Flávio Bolsonaro se revela por inteiro. Fica nítido o contraste entre a sua candidatura, ao rés do chão, e a do presidente Lula, grande liderança nacional e popular respeitada no mundo.

Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo. https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/sua-opiniao.html

É a incompetência, ora! https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0540868348.html 

Sylvio: inaceitável

Segundo o Washington Post, Trump deseja questionar as urnas do Brasil. Fique sabendo, Donald, que somos um país livre e soberano, não lhe devemos nenhuma explicação, nem permitiremos sua descabida  interferência em nossas ações.
Isto posto, cuide de seu quintal, pois do nosso cuidamos nós. 

Sylvio Belém   

27 julho 2026

Postei nas redes

Já tem gente escrevendo na mídia neoliberal que "vice não é tão importante assim", para amenizar o vexame de Flávio Bolsonaro, que fez sua convenção sem escolher quem o acompanhará na chapa. 

É a incompetência, ora! https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0540868348.html