"Imediatismo tático consequente" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao_01019364034.html
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
"Imediatismo tático consequente" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao_01019364034.html
Trump chama Noruega de ‘país de merda’ e diz que não quer imigrantes após perder Nobel da Paz. É a diplomacia de quinta categoria da superpotência decadente.
Trump: megalomania e
crueldade https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/trump-megalomania-e-crueldade.html
Qual você
prefere? Amarelão, covarde, medroso, pusilânime, frangote, maricas, desertor,
foragido, poltrão, peidão, pipoqueiro, frouxo, trêmulo, borrão, arregão? Ou,
numa palavra, cagão —digo, fujão? Se você for um dos meus fiéis leitores
bolsonaristas ou um dos 59.826.041 eleitores que cravaram o número de Flávio
Bolsonaro na urna neste domingo (25), a escolha é farta. Todas
definem o caráter do homem que, não fosse por outros 64.256.232 brasileiros,
poderia ser agora o presidente da República. Derrotado e
sujeito a investigação e processo por uma quantidade de acusações —a
escolha também é farta—, preferiu escafeder-se a enfrentar a Justiça. Onde está
o machão que ele fingia ser?
Menos de 12
horas depois de produzir um vídeo em que bateu no peito e desmentiu a
possibilidade de fugir do país —ao contrário, entregaria os passaportes e ficaria para
liderar a oposição, retomar o Brasil e fazer e acontecer—, meteu-se
na escuridão, tomou um avião na moita ou atravessou de cócoras a fronteira e
foi se esconder sob a gravata vermelha de seu chefe, Donald Trump.
Como
ficaram seus seguidores que assistiram ao vídeo e acreditaram nele? Como
passaram a vê-lo depois desta? Se quiserem, aqui vão sugestões: falso,
embusteiro, fingido, enganador, trapaceiro, mendaz, pérfido, perjuro, desleal,
simulado, charlatão, cascateiro, impostor, xavequeiro, patureba, trambiqueiro.
Ou, também, em uma palavra, mentiroso.
É uma atitude
decepcionante para alguém que, assim como seus adeptos, fala grosso, faz
arminha, ronca motocicletas e exibe braços musculosos sob as camisetas
amarelas, mas é incapaz de enfrentar uma Justiça armada apenas com fatos,
números e provas. A contrapô-los com seus próprios fatos, números e provas,
escolheu vazar, escapar, ciscar, dar o pira, cair fora, dar no pé, picar a
mula. Em resumo, fugir.
Ao abandonar
seus eleitores —na verdade, traí-los—, Flávio Bolsonaro apenas repetiu o que
levou toda a campanha fazendo: mentir para eles, iludi-los, ludibriá-los,
fazê-los de otários.
Mulheres, jovens e idosos nas redes e nas ruas https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/a-forca-das-ruas-e-das-redes.html
quando o marulho
dos teus olhos
me atravessa
distancio-me das coisas
que não sou
e me transformo em plumas
em nuvens
em folhas…
nessas coisas que o vento aluga
e leva
sem a pressa do repouso
[Ilustração: Tereza Costa Rêgo]
Leia também "O Poço", poema de Pablo Neruda https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/palavra-de-poeta_01059093239.html
Camas, cozinha a bordo e sistema para entreter
passageiros na aeronave de alto luxo, pertencente a argentino acusado de
corrupção, em que Flávio Bolsonaro fugiu com a família. Quem acompanhou na grande mídia
neoliberal dominante a cobertura do segundo turno da eleição presidencial terá
percebido a escancarada parcialidade em favor do candidato da extrema direita,
hoje foragido, Flávio Bolsonaro.
Suas fragilidades e a superficialidade
como abordava questões centrais da sociedade brasileira e das alternativas da
economia eram simplesmente contornadas.
E a todo instante, se esgrimiam dados
de pesquisa que supostamente indicavam a derrota do presidente Lula.
Ou seja, o filho do ex-presidente
encarcerado jamais foi o candidato preferido da elite dominante, que chegou a
respaldar a hipótese de uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de
Freitas, mas o protegeu como pôde.
Quanto ao presidente Lula, toda e
qualquer medida em favor do povo foi tratada sistemicamente como
"eleitoreira".
Agora, o noticiário e as
"análises" acerca do candidato fugitivo da Justiça põem a nu a sua
trajetória marcada pela corrupção e pelo comprometimento com milícias
dominantes Rio de Janeiro, assim como as ligações com notórios bandidos da esfera financeira e das bets, reveladas por operações da Polícia Federal,
que respaldam ações judiciais do STF.
Trata-se de uma mídia furta-cor na
aparência e terrivelmente reacionária na essência.
[Ilustração: imagem produzida por IA]
A vitória épica de Lula e a necessidade de disputar o futuro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/elias-jabbour-opina.html
Vitória histórica abre nova fase para o Brasil https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/editorial-do-vermelho_0444637687.html