A denúncia e o rumo
Luciano Siqueira
Correto e necessário que se tenha suspendido o sigilo de todos os inquéritos sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, que vinha tratando informações reservadas como instrumento de luta golpista.
Sim, importa que a nação tome conhecimento das
diatribes corruptas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, candidato a
Presidente da República pela extrema direita.
A denúncia da corrupção praticada por agentes
públicos tem sentido político, é óbvio.
Lamentável, por outro lado, que a pouco menos de um
mês para as eleições essa querela esteja no centro do noticiário de todas as mídias
e pouco se discuta as alternativas de rumo para o país consignadas nas
propostas de governo dos dois principais contendores — o presidente Lula e o
próprio Flávio Bolsonaro.
Por exemplo, uma das questões que põem em campos
diametralmente opostos as duas candidaturas: a soberania nacional.
Lula a coloca como fio condutor da sua plataforma
de governo e tema central da campanha eleitoral.
Mais do que justo e oportuno, sobretudo quando os
EUA, através do seu agressivo e tresloucado presidente, Donald Trump, reacende
o conceito imperialista de que a América do Sul seria seu quintal.
Flávio Bolsonaro, aliado subserviente do atual
presidente norte-americano, foge do tema como o diabo foge da cruz.
Demais, está mais do que comprovado que esta é uma bandeira de luta que emociona e esclarece o eleitorado.
Cabe à ampla frente democrática e popular reunida
em torno do presidente Lula erguer essa bandeira com redobrado vigor no intuito
de delimitar campos e reforçar a possibilidade de vitória nas urnas.
Leia também: Campanha eleitoral no 7 de Setembro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_01430611910.html




