A extrema direita juntou tudo (Flávio Bolsonaro, Zema e Caiado), mas pouco vai adiantar. O Brasil reconhece o trabalho de Lula e quer a continuação.
Blog de Luciano Siqueira
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
08 junho 2026
Sylvio: perdedores
Minha opinião
Trump e seu poço de areia movediça
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
O comportamento
agressivo e errático de Donald Trump causa prejuízos consideráveis aos Estados
Unidos, refletindo a decadência da superpotência que dirige; e coleciona,
internamente, um gol contra atrás do outro no que ainda se consideram
instituições democráticas e coesão social.
Não é sem
razão que amarga índices negativos de popularidade a cada rodada de pesquisa e age como que mergulhado num poço de areia movediça. Esperneia.
Num ambiente
de crise interna, a negação do papel de liderança que institucionalmente lhe
cabe. Ao contrário, grosseiramente fomenta divisões culturais, raciais e políticas para consolidar mirando
exclusivamente sua base eleitoral.
Em artigo
recente, o jornalista Thomas Friedmann, do The New York Times, comparou o
comportamento de Trump ao de líderes mafiosos. Usou o termo “bandido em chefe”.
Pior ainda
é uso que Trump faz da máquina governamental em seu próprio benefício e de seus
amigos empresários mais próximos em confronto aberto com parte da grande mídia
e do Poder Judiciário e – diz Friedmann – mesmo do FBI.
Mais:
como governante repete expedientes de quando candidato, disseminando “teorias
da conspiração” e fake news de toda espécie na tentativa de manter sua base
social envolta numa “realidade paralela”.
O
que Friedmann e outros analistas da mesma corrente não dizem é que Donald Trump
protagoniza um instante de visível decadência do imperialismo norte-americano
em meio à transição geopolítica mundial para um novo desenho multipolar.
[Ilustração: Gargallo]
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Leia também: Donald Trump e sua tresloucada política externa https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_0648315181.html
Postei nas redes
Pesquisas confirmam que a popularidade do presidente Lula cresce quando ele defende a soberania nacional. Não se trata de artifício de propaganda, mas sim de tema ao mesmo tempo estratégico e compreensível pela maioria da população.
Meses atrás escrevi sobre isso https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/07/minha-opiniao_5.html
Uma crônica de Ruy Castro
Efêmeros, mas eternos
A tecnologia aposentou os flyers, minipôsters
impressos que anunciavam filmes, peças e shows. Eles eram uma mídia feita para
ser vista e, depois de dar o seu recado, esquecida e jogada fora
Ruy
Castro/Folha de S. Paulo
Eu sei, é besteira lutar contra a tecnologia —por que andar a pé se
inventaram a roda?, dirão alguns—, mas não somos obrigados a aplaudir tudo,
somos? Uma das coisas que a tecnologia aposentou há tempos, e de que poucos se
deram conta, foram os flyers, aqueles volantes impressos anunciando o
lançamento de um filme, a abertura de uma exposição, a estreia de uma peça.
Eram panfletos coloridos que nos chegavam às mãos, cumpriam sua humilde função
de nos informar e, em seguida, eram deixados de lado, esquecidos, jogados fora.
Às vezes, anos depois, alguns ressurgiam dentro de um livro ou gaveta, e
despertavam boas lembranças.
Os flyers eram pôsteres em miniatura. Reproduziam a
programação visual do evento ou do objeto que anunciavam. Sua variedade gráfica
era um show. Havia-os de inúmeros estilos, designs, cores, fontes, letterings,
tudo no formato perfeito de um cartão-postal. Não quer dizer que, hoje, tenham
deixado de existir. Continuam a ser produzidos, só que para o celular ou para o computador, chamados
de "cards", e, assim que lidos, desaparecem no turbilhão de mensagens
recebidas. Se, em papel, já eram uma mídia efêmera, agora nascem e morrem no
espaço e quase ao mesmo tempo.
Há muitos livros ilustrados, luxuosos, pesados, de
coffee table, dedicados aos pôsters. Aos flyers, nunca vi nenhum. E, se já
tiverem sido feitos, qual foi o critério para selecioná-los? Por país, por
época, por especialidade? Eu escolheria todas essas possibilidades.
Por acaso, e sem nenhuma intenção definida —apenas
os achava bonitos e tinha pena de atirá-los fora—, dediquei-me nos últimos 30
anos a jogar numa caixa os flyers que recebia. Lotada aquela, providenciei
outra. E outra. Há dias, vasculhando um armário, achei aquelas caixas com
pilhas de flyers. Anunciavam livros, filmes, peças, shows, coquetéis,
exposições e palestras que, nesses anos todos, já foram para o limbo.
Ou não. Revolvendo-os ao acaso naquelas caixas, era
como se descobrisse uma eternidade em sua arte tão humilde e tão útil.
[Ilustração: Heloisa Seixas]
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Leia também: A Buenos Aires nordestina que admira e torce pela Argentina https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/surpreendente-emocionante.html
Humor de resistência
Família Bolsonaro e Trump atacam, novamente, a soberania do Brasil https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/editorial-do-vermelho_0731946270.html
Capitalismo no Brasil contemporâneo
A Fundação Maurício Grabois realiza na próxima terça-feira (9) a segunda mesa do Seminário Capitalismo no Brasil Contemporâneo, com o tema: A questão energética: disputas globais e soberania nacional. Realizada de forma online com transmissão ao vivo pelo YouTube da TV Grabois, a mesa terá início às 19h.
Com o objetivo de
contribuir com o processo de atualização do
Programa do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o seminário promove
um diálogo aprofundado com pesquisadoras e pesquisadores de reconhecida
contribuição nos temas estruturantes dos desafios brasileiros.
Com mediação do economista
Diogo Santos, coordenador do Grupo de Pesquisa (GP) Novo Ciclo de
Desenvolvimento Social da FMG, a mesa será integrada pela cientista política
Paula Bernardes e pelo coordenador do GP sobre Transformação Ecológica e
Diversificação Energética, André Tokarski e pelo engenheiro Allan Kardec,
ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo.
Paula Bernardes é cientista política, com
especialização em escola de governo, negociação estratégica na metodologia de
Harvard e MBA em marketing. Atua há mais de 30 anos como relações
Institucionais e governamentais em negociações entre o setor privado e o poder
público nas diferentes esferas regulatórias. Atua como consultora nas
agendas de transição energética, descarbonização, mineração responsável, gestão
de resíduos e novos modelos produtivos. É, também, professora do MBA de
Geopolítica da Transição Energética, na Fundação Escola de Sociologia e
Política. Na mesma instituição, atua como consultora na elaboração de políticas
públicas para projetos do setor público e privado.
Allan Kardec é doutor em engenharia da
informação pela Universidade de Nagoya (Japão). É professor titular da UFMA
(Universidade Federal do Maranhão). Foi diretor da ANP (Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e atualmente é presidente da Gasmar
(Companhia Maranhense de Gás).
André Tokarski é doutor em Direito e
pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (Ineep), professor do programa de Mestrado em Direito
Constitiucional Econômico e coordenador do curso de Direito da UNIALFA.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Transformação Ecológica e Diversificação
Energética.
Diogo Santos é doutorando em Economia pela
Universidade Federal de Minas Gerais, com período na Universidade de Leeds na
Inglaterra. Suas áreas principais de pesquisa são financiamento do
desenvolvimento e política industrial. É da direção do PCdoB em Minas Gerais e
em Belo Horizonte.
Clique aqui e participe https://www.youtube.com/live/Nl8ez1T1bGA
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Eduardo Bolsonaro sugere que o Brasil troque o Pix pelo Zelle, sistema precário usado nos Estados Unidos. Já o irmão Flávio, pré-candidato pela extrema direita, diz que é favorável ao Pix. Não emendam coisa com coisa e batem cabeça o tempo todo.
Pix sob ameaça https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_01486855022.html




