09 abril 2026

Postei nas redes

Folha de S. Paulo, quem diria!, diz em editorial que "tentativa de trégua no Irã atesta inépcia de Trump. Para acalmar eleitores e mercados, americano recua de ultimato pela 5ª vez numa guerra sem objetivo claro". 

A disputa entre tradições rivais da direita americana https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/eua-direita-dividida.html 

Palavra de poeta

Codinome Beija-Flor
Cazuza  

Pra que mentir, fingir que perdoou?
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
(Que coincidência é o amor)
A nossa música (nunca mais tocou)

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiros interessados?
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos beija-flor

Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome beija-flor
Não responda nunca, meu amor, nunca
Pra qualquer um na rua, beija-flor

Que só eu que poderia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordado
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

[Ilustração: Alexandr Ilichev]

Leia também um poema de Ana Estaregui https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/palavra-de-poeta_4.html 

08 abril 2026

Valor estratégico

O embate sobre as terras raras definirá nosso futuro tecnoeconômico
Ultradireita já anuncia novo capítulo de submissão aos EUA. Mas esquerda segue desatenta. É preciso bloquear exportações, produzir minérios refinados e alimentar indústrias e serviços cruciais para o século XXI. Quais os meios para isso?
Sérgio Amadeu da Silveira/Outras Palavras

O embate sobre as chamadas terras raras poderá definir o futuro do desenvolvimento tecnoeconômico do Brasil. Por isso, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro se anteciparam e prometeram entregar a extração dos minérios para os Estados Unidos. Nada de novo na perspectiva da extrema direita. Querem se mostrar úteis e funcionais para o trumpismo. Disputam a posição superior de maior vassalo. Além disso, o bolsonarismo quer consolidar o atual papel secundário do país na divisão internacional do trabalho.

As terras raras são essenciais para aplicações e dispositivos tecnológicos que compõem a infraestrutura da IA, dos data centers, o processo de produção de chips de alto desempenho, a fabricação de smartphones, carros elétricos e turbinas eólicas, bem como, para radares, mísseis e sensores sofisticados. Segundo o Mineral Commodity Summaries 2025, a China sozinha detém aproximadamente 49% das reservas conhecidas (44 milhões de toneladas), seguido pelo Brasil com algo em torno de 21 milhões de toneladas. Segundo o relatório, China e Brasil possuem mais de 70% das reservas globais de terras raras exploráveis. Entretanto, o Brasil ocupa hoje uma posição periférica na cadeia de valor das terras raras, apesar do forte potencial geológico. 

Corremos o risco de aprofundarmos nossa condição de cibercolônia e de reproduzirmos o padrão extrativista que levou a inúmeras perdas de oportunidades do país. O perigo não está somente na vitória eleitoral da extrema direita nas próximas eleições. O problema está também na esquerda submissa às teses neoliberais e à teoria do desenvolvimento cunhada por Fernando Henrique Cardoso. Nessa visão, um país como o Brasil não teria como se desenvolver diante de um sistema fechado e controlado pelo grande capital norte-americano. Caberia aos nossos gestores associarem-se ao grande capital e explorar as brechas que vão se abrindo no sistema. Assim, podemos ser modernos mesmo sendo cada vez mais dependentes.

Essa visão esquece que o cenário internacional mudou e que o país possui uma estrutura universitária extremamente significativa, uma produção industrial variada e inúmeras possibilidades de alianças estratégicas com países do Sul Global. Além disso, temos dados em abundância para treinar modelos de IA realmente existente, sem a necessidade de enviá-los para as Big techs. Também temos uma engenharia diversificada e em condições de estruturarmos data centers federados, de baixo impacto ambiental. Podemos criar soluções distribuídas e que superem os entraves da latência e outros entraves para treinarmos modelos de IA próprios e fazermos inferências em escala sem a necessidade de investimentos bilionários em data centers de hiperescala.

Para compensar a ausência de investidores privados nacionais – uma vez que as classes dominantes brasileiras preferem o rentismo e o ruralismo de exportação – o Brasil possui um ativo que poucos países possuem, que são suas empresas estatais de processamento de dados. Elas foram criadas nos anos de 1960 com o objetivo de o Estado brasileiro dominar as tecnologias de informação e processamento que estavam avançando velozmente. Com a chegada do neoliberalismo, nos anos de 1980 e sua hegemonia crescente, essas empresas foram sucateadas e perderam seus objetivos estratégicos. Hoje, Serpro e Dataprev são “barrigas de aluguel” das big techs. Nas mãos dos acordos com o Centrão, essas empresas aproveitam a possibilidade de firmarem contratos sem a exigibilidade de licitação para levarem big techs como a Palantir, Oracle, Microsoft e a AWS para qualquer segmento do Estado.

Em relação as terras raras não podemos seguir o mesmo caminho. Apesar de não prometermos entregar esses compostos químicos estratégicos para os Estados Unidos de modo declarado, temos que bloquear sua entrega de modo velado. Para isso, é preciso compreender a cadeia produtiva das terras raras. Existe um artigo fundamental para aprofundarmos nosso debate que se denomina “A comprehensive review on rare earth elements: resources, technologies, applications, and prospects” [“Uma revisão abrangente dos elementos de terras raras: recursos, tecnologias, aplicações e perspectivas”] Foi publicado na revista Rare Metals, em 3 de agosto de 2025. Os seus autores consideram existir um ciclo de vida dos elementos das terras raras que é composto de quatro estágios fundamentais: 1- mineração; 2- metalurgia; 3- Circulação; 4- reciclagem. No primeiro estágio, temos a exploração geológica e a extração do minério com métodos subterrâneos ou a céu aberto. Em seguida, passamos para o beneficiamento do material bruto com flotação, separação gravimétrica e magnética. No segundo estágio, vemos a lixiviação, ou seja, a separação dos cátions de elementos de terras raras dos minérios com soluções aquosas. Também temos a purificação e separação dos elementos individuais desses componentes químicos, bem como, a produção dos óxidos refinados de terras raras. Antes de avançarmos para os estágios 3 e 4 é importante observarmos a situação do Brasil nos dois primeiros.

Em 2023, a China dominou o estágio da mineração, produzindo 240.000 toneladas de terras raras, representando 80% da produção global. Em 2010, o país de Xi-Jinping alcançou 97,74% da mineração mundial de terras raras, depois disso nunca ficou abaixo dos 90%. No estágio 2, os chineses detém 88% do mercado global de separação metalúrgica. E as chamadas terras raras pesadas são processadas somente na China que criou o método de extração em cascata. Desse modo, a China domina essa cadeia de valor, o que lhe dá um grande poder tecnoeconômico e geopolítico.

O Brasil concentra depósitos de carbonatita — o tipo mais importante de depósito das chamadas terras raras leves, responsável por cerca de 51,4% dos recursos mundiais de óxidos de terras raras. Entretanto, nosso país exporta concentrados de baixo valor por não dominar a separação química. Enquanto o concentrado misto vale cerca de US$ 10 por quilo, óxidos separados chegam a US$ 200, transferindo renda e tecnologia para o exterior.

Aqui está o ponto crucial. Enquanto o país não dominar as partes relevantes da cadeia de valor dos elementos de terras raras não devíamos exportar tais recursos estratégicos. Temos que romper com nossa condição colonial de “vender minério de ferro para comprar aço”. Para tal precisamos criar uma política de infraestruturas do digital que rompa com as teses de FHC e com a pressa neoliberal. Os ideólogos das classes dominantes brasileiras associadas subordinadamente às classes dominantes norte-americanas clamam pela pressa. Dirão que temos que exportar as terras raras ainda que na sua fase mais básica, inicial. Para que? Por que? Para satisfazer os interesses microeconômicos de alguns capitalistas no Brasil e para entregar esses componentes químicos estratégicos para as Big Techs e para a máquina de guerra dos Estados Unidos? Isso é bom para o Brasil?

Precisamos construir uma estratégia brasileira para as terras raras que seja vinculada a uma estratégia de desenvolvimento tecnológico nacional. Não podemos perder essa oportunidade de controlar nossos recursos fundamentais e de participarmos na cadeia de valor das terras raras como país importante em todos os seus estágios. Essas ações deveriam ser articuladas a construção de infraestruturas locais, federadas e de baixo impacto ambiental para nos inserirmos no circuito de desenvolvimento de sistemas automatizados chamados de inteligentes de modo soberano e com a geração de valor para o país. Essa inserção brasileira deve ser pensada a partir de um novo modelo socioambiental de exploração de recursos naturais que sejam pensados para reduzir ao máximo seus impactos inegavelmente nefastos que a extração e tratamento das terras raras traz ao meio ambiente.

Riqueza estratégica para o desenvolvimento soberano https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/editorial-do-vermelho_20.html 

Fotografia

Luciano Siqueira 

Cotidianos sinais de vida https://lucianosiqueira.blogspot.com/ 

Poderio bélico digital

Guerra na nuvem: Irã usa satélite chinês e desafia hegemonia dos EUA
Entrevistas com Sergio Amadeu e Ergon Cugler revelam como soberania digital virou questão de segurança nacional em conflito que testa multipolaridade tecnológica
Cezar Xavier/Vermelho
      

O conflito no Oriente Médio entrou em uma nova fase que transcende trincheiras e mísseis: a disputa pelo controle das infraestruturas digitais que sustentam a guerra moderna. Enquanto o Irã aprimora sua capacidade de ataque com precisão inédita, especialistas apontam para uma mudança estratégica fundamental — a adoção do sistema de navegação por satélite BeiDou, da China, em substituição ao GPS norte-americano.

Em entrevistas ao Portal Vermelho, o sociólogo Sergio Amadeu, professor da UFABC, especialista em tecnologia da informação e comunicação, e Ergon Cugler, pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa, conselheiro da Presidência da República e especialista em gestão pública, analisam como a soberania digital deixou de ser tema técnico para se tornar questão de segurança nacional.

Big Tech como alvo militar legítimo 

Para Sergio Amadeu, a guerra contemporânea exige repensar o papel das corporações tecnológicas. “Enquanto cultuamos as Big Techs e colocamos dados das universidades e dos governos nessas corporações, o Irã declarou que elas são alvos militares legítimos”, afirma. A estratégia iraniana não é apenas retórica: AWS, Oracle e Microsoft foram efetivamente alvejadas por participarem, direta ou indiretamente, dos esforços de guerra de Israel e Estados Unidos.

Amadeu destaca que o Irã desenvolveu capacidades próprias — drones, mísseis, indústria de defesa — e utiliza táticas assimétricas inteligentes. “Eles utilizaram diversas armadilhas, tais como mísseis e drones sem ogivas para que fossem abatidos por armas de interceptação que custam milhões de dólares”, explica. Enquanto Washington gasta fortunas em sistemas de defesa, Teerã esgota recursos adversários com operações de baixo custo.

Da nuvem ao campo de batalha: a guerra é também digital 

Ergon Cugler expande o assunto: “Quem acha que a guerra passa apenas por tanque de guerra e fuzil tá vivendo no século passado”. Para o pesquisador, as disputas de um mundo multipolar e supertecnológico acontecem também na “nuvem” — não a metáfora etérea, mas datacenters em subsolos globais conectados por cabos submarinos.

A dependência tecnológica tornou-se vulnerabilidade estratégica. Cugler lembra que, durante tensões comerciais, Donald Trump chegou a ventilar a ideia de retirar o acesso do Brasil ao GPS. “Teve gente que disse que era mentira, mas o fato é que a gente ficou refém de uma decisão política que Donald Trump poderia sim tomar a qualquer momento”, alerta.

BeiDou: o fim do monopólio americano?

O sistema BeiDou, lançado pela China em 2020, representa uma alternativa concreta ao GPS. Com 45 satélites — contra 24 do sistema americano —, o BeiDou oferece precisão de menos de um metro para usuários autorizados e recursos avançados de anti-interferência, como salto de frequência e autenticação de mensagens de navegação.

Segundo analistas, o Irã teria assinado um memorando de entendimento para integrar o BeiDou à sua infraestrutura militar já em 2015, acelerando a transição após a Parceria Estratégica Abrangente Sino-Iraniana de 2021. A conclusão da migração, em junho de 2025, coincidiria com o salto de precisão observado nos ataques iranianos.

Em ambientes contestados, onde sinais podem ser bloqueados ou falsificados, depender de uma única constelação é risco estratégico.

Soberania digital como moeda de poder

Para Cugler, a tecnologia em um mundo multipolar “deixa de ser apenas um ativo qualquer e se torna inclusive moeda de troca do chamado soft power”. Países que controlam infraestruturas digitais podem influenciar, coagir ou pautar comportamentos de nações dependentes.

A resposta global à hegemonia americana já está em curso: a União Europeia desenvolveu o Galileo, a Rússia mantém o Glonass, Índia e China investem em sistemas próprios. “É por isso que pra debater soberania de um país, a gente também precisa debater a chamada soberania digital”, defende Cugler. “Sem ela, se torna impossível conseguir ter qualquer horizonte possível de sair das amarras daqueles que controlam até mesmo as infraestruturas”.

O Brasil na encruzilhada tecnológica

As lições do conflito iraniano ressoam particularmente no Brasil. Enquanto o país debate regulação de plataformas e proteção de dados, a dependência de infraestruturas controladas por potências estrangeiras permanece pouco discutida como questão de segurança nacional.

Amadeu adverte que o Brasil replica vulnerabilidades que podem ser exploradas em cenários de tensão geopolítica. A presença de datacenters de corporações americanas em território nacional, sem contrapartidas de soberania ou controle público, coloca em risco não apenas dados, mas a própria capacidade de decisão autônoma do Estado.

Tecnologia é geopolítica

O uso do BeiDou pelo Irã — se confirmado — não é apenas uma manobra técnica: é um sinal de que a arquitetura tecnológica global está se fragmentando. Em um mundo onde navegação por satélite, nuvem de dados e inteligência artificial definem capacidades militares e econômicas, a soberania digital deixa de ser opção para se tornar imperativo.

Como sintetiza Cugler: “O Irã já deu o recado: não dá pra depender dos Estados Unidos, inclusive pra andar de carro no meio da rua”. Para nações que aspiram a autonomia estratégica, a mensagem é clara: desenvolver capacidades próprias e diversificar parcerias tecnológicas não é mais questão de desenvolvimento — é questão de sobrevivência.

Há espaço para a Soberania Digital https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/brasil-na-era-digital.html

Enio Lins opina

Sionismo criminoso se passando por semitismo respeitável
Enio Lins     

É O SIONISMO contemporâneo uma forma de racismo e terrorismo. Desde a origem do movimento, em 1887, na Europa, essa ideologia se respalda em dois pilares: 1) A digna revolta contra o antijudaísmo, preconceito contra o povo hebreu; 2) A tese mística da “terra prometida pelo deus de Israel para seu povo escolhido”. O primeiro pilar é expressão da resistência legítima contra o racismo que perseguiu os hebreus durante séculos como “raça inferior”; o segundo pilar é manifestação ilegítima do racismo israelense, considerando-se “a raça superior”, eleita por um deus exclusivo de sua etnia.

É O ANTISSEMITISMO
 um preconceito étnico. Abjeto. Significa o antagonismo à suposta descendência de um personagem mitológico – Sem – um dos filhos de Noé da Arca, este por sua vez, a 10ª geração de Adão. Rezam as lendas que dez gerações a partir de Sem, nasceu Abraão, que gerou oito filhos com três mulheres; do primogênito (com Agar) Ismael procriaram-se os povos árabes, e do segundo filho (com Sara), Isaac, descenderiam os hebreus. Diz a Internet: “Semitas são povos originários do sudoeste da Ásia, historicamente definidos por falarem línguas semíticas como hebraico, árabe e aramaico. O termo engloba grupos como árabes, judeus, amoritas, assírios e fenícios, referindo-se a uma família linguística e cultural”. Palestinos e judeus são igualmente semitas.

É O ANTISSIONISMO 
um posicionamento político. Legítimo. São antissionistas comunidades judaicas inteiras – os judeus Haredi, por exemplo, se opõem radicalmente a Israel por motivos religiosos. Diz-nos a Wikipédia: “O antissionismo judaico é tão antigo quanto o próprio sionismo (...). A oposição a um estado judeu [entre os judeus] mudou ao longo do tempo e assumiu um espectro diversificado de posições religiosas, éticas e políticas”. Somando os judeus antissionistas às demais etnias semíticas, a imensa maioria dos semitas é antissionista. Algumas das mais expressivas intelectualidades contemporâneas, de origem judaica, como Noam Chomsky, Edgar Morin, Judith Butler, Dorian Electra, Norman Falkenstein (autor do livro “A Indústria do Holocausto”) são aguerridos militantes antissionistas. Na Wikipédia, a categoria “judeus antissionistas” lista 47 páginas. Em 1948, Albert Einstein, Hannah Arendt e mais dezenas de personalidades judaicas publicaram no The New York Times uma carta aberta denunciando o grupo sionista de Menagem Begin (fundador do atual partido de Benjamim Netanyahu) como “muito parecido em sua organização, métodos, filosofia política e apelo social aos partidos nazistas e fascistas”. Como nunca dantes, o fascismo sionista precisa ser denunciado pelo expansionismo territorial e pelo terrorismo praticado contra a população originária da Palestina. A realidade piorou muito desde que judeus como Einstein e Arendt denunciaram o conteúdo nazista do sionismo de gente como Begin.

NO BRASIL, TRAMITA 
na Câmara Federal o Projeto de Lei nº 1424/2026, igualando antissionismo a antissemitismo. Se aprovado, pelo § 2º do Artigo 2º, penalizará manifestações que possam “ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica”. O documento legitima o caráter racista do estado israelense (que seria exclusivo de uma etnia) e o torna imune à crítica exatamente no que ele diverge de todos os demais. O PL reproduz ideias da IHRA (International Holocaust Remembrance Alliance) – entidade definida pelo jornalista judeu brasileiro Breno Altman como “instrumentalizada para confundir antissionismo com antissemitismo e silenciar críticas a Israel”. O caput do Artigo 2º revoga trechos da Bíblia ao excluir da condição de povos semitas quem não for hebreu, impondo que: “Antissemitismo é uma determinada percepção sobre os judeus, que se exprime como ódio em relação aos judeus”. Árabes, palestinos, amoritas, assírios e fenícios estão desclassificados como descendentes de Sem, contrariando o descrito pelos textos bíblicos em Êxodo 16. O PL 1424/2026 é uma ode ao racismo, e uma mordaça imoral às críticas contra os atos de terrorismo praticados pelos governantes de Israel.

A irrelevância da Europa diante de uma guerra que afeta sua segurança e ameaça sua economia https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/europa-decadente.html

Humor de resistência

Jota Camelo

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