Blog de Luciano Siqueira
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
20 maio 2026
Urariano Mota opina
Lula, o extraordinário escritor oral
Discursos e lembranças do presidente revelam uma narrativa marcada pela experiência popular, emoção e identificação com o povo brasileiro.
Urariano Mota/Vermelho
Percorro os sites de notícias nas últimas 24 horas para a pesquisa do nome Lula. Com raras discordâncias, eles mostram:
Correio Braziliense – Lula volta a defender distribuidora estatal: ‘Vontade política’
Veja – A reação de Lula ao áudio de Flávio Bolsonaro para Vorcaro | VEJA
Mas aqui e ali não vemos o essencial do Presidente Lula. Tento explicar. Ainda ontem, li estas linhas de Tolstói:
“Outros, a imensa maioria, dão à luz onde e como é possível, sem ajuda alguma, envolvem a criança em trapos, e alegram-se quando acabam morrendo. Se Deus existe, então isso não pode e não deve acontecer. Se Deus não existe, então, com o ponto de vista humano mais simples, essa organização da vida, na qual a maioria das pessoas deve se arruinar para que um pequeno número de pessoas utilize em excesso, o que só complica e corrompe essa minoria – uma organização de vida assim é um absurdo porque não é vantajosa para todos”
Escrito belo! Mas para mim, de outra maneira, Lula também expressa palavras de um verdadeiro escritor, de um escritor de verdade, na verdade que ele escreve na fala. Um gênero de escritor raro, que somente vi uma vez no Recife, na pessoa do grande amigo Antônio Luís, O Gordo. Um escritor oral pela genial verdade.
Observem o que ele fala e escreve na sua posse como Presidente da República em janeiro de 2003:
“Uma pena que minha mãe morreu. Ela sempre quis que eu tivesse um diploma e nunca imaginou que o primeiro seria o de Presidente da República”.
Aqui, ao lembrar uma campanha eleitoral:
“Comecei fazendo a primeira caravana percorrendo o trajeto que a minha mãe percorreu com oito filhos, saindo de Caetés até a cidade de Santos, em São Paulo. Parando em cada cidade, conversando com as pessoas. Depois eu percorri 91 mil km de carro, de trem, de ônibus, de barco. Para conhecer a cara, o jeito, o contar da piada, da graça, o cantar do povo pernambucano, o sofrimento do povo brasileiro. E isso me deu uma dimensão do Brasil que eu queria governar”.
E mais adiante:
“Eu sei o que é o sofrimento, eu quando vejo uma pessoa na rua, eu sei o que essa pessoa está passando. Quando eu vejo uma mulher com criança na calçada pedindo esmola, eu sei o que ela está passando. Então, é essa causa que me move na política”.
Prova maior não há que este vídeo da verdade: Lula chora ao lembrar de fome na juventude: ‘Imaginava eu mordendo aquele sanduíche’
Dizer mais o quê? O resto é silêncio.
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Leia também: Para além do “economicismo governamental” https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/07/minha-opiniao_5.html
Postei nas redes
Chefe da comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro é demitido em plena crise das relações entre o senador e o banqueiro presidiário. Não devia ser o contrário?
Extrema direita patina na lama https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/minha-opiniao_01219044875.html
Enio Lins opina
Vacina em defesa da vida,
da saúde, da ética, da democracia
Enio Lins
NENHUM MOMENTO
HISTÓRICO deve ser esquecido. Regra geral. Evidentemente, não se pode
guardar todos os acontecimentos da história na cabeça como se fosse a
tradicional – e utilíssima – decoreba do Teorema de Pitágoras. Assim, em função
dos riscos de repetição de tragédias, é-se necessário chamar a atenção para
determinados fatos.
DURANTE A
INAUGURAÇÃO de uma escultura representando a primeira
vacinação contra o Coronavírus feita em Alagoas, as recordações dos atribulados
tempos da pandemia vieram à tona. Compartilho-as, embora todo mundo esteja
careca de saber. Mas é indispensável relembrar, pois aquele agente patológico
genocida, que matou além da conta entre cinco e seis anos atrás, continua vivo
e se bulindo, contaminante tal qual no auge pandêmico nos idos jamais
esquecidos de 2020 e 2021.
ESSE PATÓGENO segue ameaçando o Brasil. Chama-se bolsonarovírus. Durante toda pandemia foi o grande aliado do coronavírus,
sabotando as orientações sobre cuidados preventivos, atacando ferozmente a
vacinação e medidas essenciais como o isolamento social. Até o uso das máscaras
sanitárias foi boicotado pelo mito “com histórico de atleta”. E neste ano de
2026, é momento de jair elevando o tom da autodefesa da vida e da ética, pois é
no clima eleitoral que o bolsonarovírus alcança seu maior poder infectante, e a Democracia volta a
ser novamente colocada em perigo.
RECORDANDO A
PANDEMIA, vê-se facilmente a perniciosidade das
sabotagens bolsonaristas: Enquanto a França teve praticamente o mesmo número de
infectados que o Brasil (eles 39,0 milhões e nós 39,3 milhões), morreram
716.238 pessoas por Covid no Brasil e 155.589 na França. A Alemanha teve 34,3
milhões de infectados e 150.919 óbitos. Na Índia foram 44,7 milhões de
infectados e 528.835 indianos mortos; nos Estados Unidos (governados por Trump)
foram registradas 96,7 milhões de pessoas infectadas e 1.063.310 mortes. Entre
esses cinco países com maior número de infectados e mortos, o Brasil figura
como o quarto em infecções e o segundo em óbitos. O genocídio não se
multiplicou mais porque foi tecida uma enorme faixa de resistência contra o
negacionismo presidencial. E o início da vacinação em Alagoas, retratado pela
escultura citada, é lembrança imortal de um gesto de coragem na luta pela vida,
contra um governo federal bolsonarista que era expressão da covardia e do culto
à ignorância.
AO OLHAR A ESCULTURA feita por Roninho Ribeiro, as recordações se estendem
para as circunstâncias daquele 19 de janeiro de 2021, quando Marta Antônia de
Lima, servidora do Hospital da Mulher, foi imunizada num ato público coordenado
por Renan Filho e Alexandre Ayres, então, respectivamente, governador e
secretário de saúde. Apenas dois dias antes, a primeira dose da vacina havia
sido ministrada no Brasil, em São Paulo, numa parceria entre o governo
paulista, o Instituto Butantã e a empresa chinesa Sinovac
Biotech – deixando o então presidente da República (hoje
presidiário) furioso, pois o mito era (é) ardoroso negacionista, e parecia disputar
com Trump quem matava mais usando o Covid-19. Forçado a liberar vacinas para
todo o país, Jair, o bandido presidente, radicalizou seus ataques à imunização,
espalhando temor e terror com suas ameaças e destemperos. Conforme escrito aqui
em artigo anterior, naqueles tempos, aplicar e receber a vacina contra o
coronavírus era um ato de coragem, de rebeldia, de cidadania.
4 E 25 DE OUTUBRO serão dias para tomar novas doses da vacina antibolsonarovírus. Não é obrigatória, depende de sua consciência. O
negacionismo está usando toda sua força para evitar uma nova imunização em
massa, depois do revés que o patógeno sofreu em 2022. Neste ano de 2026
teremos outro momento histórico relevante. Vacine-se! Convença
mais gente a se vacinar. O bolsonarovírus só transmite malefícios: mata, rouba, mente, trafica,
corrompe e agora até produz filmes em parceria com o crime organizado.
Imunize-se. A saúde da Democracia agradece.
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Extrema direita patina na lama https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/minha-opiniao_01219044875.html
Humor de resistência
Filme falseia a história para transformar Bolsonaro em mártir e vender conspirações https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/dark-horse.html
Minha opinião
A resistência pelo diálogo
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Desde a
pré-adolescência tomei como conduta pétrea ouvir as pessoas. É o que a minha
mãe recomendava como gesto de atenção, respeito e solidariedade.
Mais tarde,
ainda muito jovem, mas em plena militância política, entendi que o gesto da
ausculta além de preliminar na condição humana, politicamente se faz
indispensável. “Quem não ouve, não tem direito à palavra”, afirmava o líder
revolucionário chinês Mao Zedong.
Também no
cotidiano profissional, médico, que durou pouco porque a luta do povo me puxou
para outras esferas de ação, na enfermaria ou no ambulatório pratiquei a
ausculta como ato humanitário e ao mesmo tempo pré-condição para o correto
diagnóstico e o eficaz tratamento.
Hoje as
pessoas se comunicam principalmente pelas chamadas redes sociais –
inicialmente, dizem alguns e acredito pouco, instrumento do bom diálogo. Hoje com
um detalhe: o Instagram e o TikTok ocupam o primeiro plano e, convenhamos, não
são propriamente meios de conversas, mas sobretudo canais para mensagens
curtas, basicamente em mão única.
Dizem que
nesses dois aplicativos de mensagem o suprassumo da eficiência é a mensagem em
vídeo e áudio de 20 segundos!
Daí a profusão
de anúncios comerciais e, na esfera política, fake news obviamente destinadas a
confundir.
A quem vê
e escuta na telinha do celular resta a postura passiva, na maioria das vezes
inadvertidamente receptiva. Diálogo que é bom, sai pelo ralo.
Predominam
largamente mensagens impulsionadas pela força algorítmica, por meio de reels, no
modelo criado pelo TikTok e seguido pelo Instagram.
Da minha parte, ficar de fora jamais! No mínimo porque necessito observar tudo o que nos envolve com espírito crítico e propósito revolucionário. Mais: uso esses canais de comunicação sempre acrescentando um link que conduz ao meu blog https://lucianosiqueira.blogspot.com/ , onde o amigo e a amiga de boa vontade (como você que me lê agora) encontram análises de fatos daqui e mundo afora, opinião, cinema, literatura, poesia, humor, artes plásticas e até futebol.
Pelo WhatsApp
faço o mesmo: convido ao bom e prazeroso diálogo; ato de resistência mutuamente
esclarecedor e prazeroso.
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Releio e anoto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/teoria-pratica.html




