21 abril 2026

Emprego sobe

Brasil tem 103 milhões de pessoas trabalhando, maior nível da série histórica
Dado considera série dessazonalizada dos 12 meses encerrados em fevereiro. Naquele mês, desemprego foi de 6,2%, 0,9 p.p. abaixo do mesmo período de 2025, segundo o Ipea
Priscila Lobregatte/Vermelho   

O mercado de trabalho brasileiro vem se mantendo em trajetória favorável, com taxas de desemprego em patamar historicamente baixos, índice elevado de ocupação e aumentos dos rendimentos reais. O contingente pessoas trabalhando atingiu 103,4 milhões em fevereiro, o maior nível da série histórica.

Em fevereiro, a taxa de desemprego foi de 6,2%, 0,9 pontos percentuais (p.p.) abaixo da observada no mesmo período de 2025, quando foi de 7,1%.

É o que demonstra a Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que abarca o primeiro trimestre de 2026 e compara com períodos anteriores.

O documento destaca que esse movimento positivo de deu mesmo com o esfriamento da atividade econômica brasileira, o que levou a certa perda de fôlego no mercado de trabalho.

“Na comparação com janeiro, a dessazonalização mostra que, em fevereiro, a desocupação ficou estável em 5,6%. De fato, desde abril de 2025, a taxa de desocupação mantém-se abaixo de 6%”, aponta o levantamento, que se baseia em informações da Pesquisa Nacional

por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE.

De acordo com a Carta, “embora parte da redução da taxa de desemprego esteja parcialmente influenciada por fatores estruturais como menor crescimento da força de trabalho e mudanças demográficas, mantendo a taxa de participação em níveis reduzidos, o ritmo de crescimento da população ocupada ainda surpreende positivamente, contribuindo para a manutenção deste cenário virtuoso do mercado de trabalho no país”.

Os dados mostram, ainda, que na análise do período de março de 2025 a fevereiro deste ano, a força de trabalho avançou, em média, 0,7%.

Em fevereiro, segundo a Pnad Contínua, o total de ocupados alcançou 102,3 milhões de pessoas, o que representa alta de 1,6% na comparação interanual. “No acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro de 2026, a população ocupada cresceu, em média, 1,7%, evidenciando desaceleração diante dos 2,9% registrados nos doze meses anteriores. Ainda assim, na série dessazonalizada, o contingente de ocupados atingiu 103,4 milhões em fevereiro, configurando o maior nível da série histórica”, explica o boletim.

Emprego formal

Outro dado importante revelado pelo levantamento é que a maior parte do crescimento do emprego vem ocorrendo em segmentos formais da economia brasileira. “Os dados extraídos da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, enquanto a população ocupada formal cresce a uma taxa média de 3,6%, nos últimos 12 meses, a expansão da ocupação informal é de 0,5%. Desta maneira, a taxa de formalidade no mercado de trabalho brasileiro avançou de 61,2% para 62,5% nos últimos dois anos”.

O desempenho apontado converge com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), “em fevereiro de 2026, foram criados 255,3 mil postos líquidos de trabalho, volume bem inferior ao registrado no mesmo mês de 2025 (440,4 mil). Já no acumulado dos últimos 12 meses, o setor privado gerou 1,05 milhão de vagas com carteira assinada, o que representa uma queda de 46% em relação ao observado em fevereiro do ano anterior (1,79 milhão)”.

Quando o cenário é avaliado do ponto de vista setorial, o boletim informa que mesmo com todos os segmentos registrando expansão do emprego, “o dinamismo segue concentrado no setor de serviços, principal motor do mercado de trabalho brasileiro”.

Em termos relativos ao estoque de trabalhadores, destacam-se os serviços domésticos (16,6%); as atividades de arte, cultura, esporte e recreação (7,7%) e os serviços profissionais, científicos e técnicos (5,0%).

Já no caso dos setores mais intensivos em capital, como a construção civil e a indústria de transformação, o crescimento foi mais moderado, com altas de 3% e 0,7%, respectivamente.

Rendimentos

Conforme o documento, o bom desempenho do mercado de trabalho brasileiro também é evidenciado pela alta dos rendimentos reais. “De fato, mesmo que a taxas de crescimento mais amenas, os salários reais ainda mostram trajetória bastante favorável”, salienta.

No último trimestre, os rendimentos médios habitual e efetivamente recebidos apontam aumentos de 5,3% e 4,3%, respectivamente. “Logo, a combinação entre expansão da ocupação e rendimentos reais crescentes vem gerando altas sucessivas da massa salarial real habitual e efetiva, cujas taxas de crescimento de 6,9% e 5,9%, no último trimestre, vêm contribuindo positivamente para a manutenção do consumo das famílias”.

Segundo o Ipea, as perspectivas para o restante de 2026 são de continuidade do “bom comportamento do mercado de trabalho, porém em ritmo mais moderado”. Com efeito, acrescenta, “diante das estimativas de um crescimento do produto interno bruto (PIB) próximo a 1,8%, ainda há espaço suficiente para sustentar um mercado de trabalho relativamente aquecido” e “espera-se manutenção de taxas de desemprego em níveis historicamente baixos”.

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PCdoB alerta para desafios eleitorais e ofensiva imperialista https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/palavra-do-pcdob.html

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José Cláudio 

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Tem ainda muito chão pela frente, mas é expressiva a vantagem de João Campos sobre Raquel Lyra na mais recente pesquisa Datafolha para o governo de Pernambuco: 50% x: 38%. 

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Distinção necessária

Antissemitismo e Antissionismo
Paulo Nogueira Batista Jr./Diário do Centro do Mundo     

“O povo israelense e seu exército converteram-se em rentistas do Holocausto”. José Saramago

Volto a um tema que tem dado panos para manga. Qual o ponto essencial do debate sobre antissemitismo e antissionismo no mundo? Talvez seja a confusão desonesta e perigosa que os sionistas – um poderoso lobby transnacional – tentam fazer entres os dois fenômenos. A confusão é grande e tem sido manipulada para perseguir e assediar juridicamente críticos do sionismo e de Israel. Abundam acusações falsas de antissemitismo, feitas com o propósito de blindar Israel e o sionismo contra críticas não só legítimas, como também necessárias. Saramago, para citar um exemplo ilustre, foi acusado de antissemitismo pela frase citada em epígrafe.

No Brasil, há muitos intelectuais que escrevem com grande competência sobre esse tema – entre outros, Paulo Sergio Pinheiro, Reginaldo Nasser, Cláudia Assaf, Arlene Clemesha, Breno Altman, Glenn Greenwald e  Bruno Huberman. Os três últimos são de origem judaica.

Apoiando-me em parte nas contribuições desses intelectuais, vou tentar esclarecer didaticamente a diferença entre antissemitismo e antissionismo, ainda que correndo o risco de resvalar para o óbvio ululante. Repisar o óbvio pode parecer desnecessário e ofensivo, reconheço. Mas, como dizia Nelson Rodrigues, o óbvio deve ser cultivado, pois ele sempre teve e terá inimigos implacáveis, refletindo uma mistura de burrice, ideologia e interesses escusos. 

O que é o antissemitismo? É uma das muitas formas de racismo ou discriminação, voltada contra o povo judeu, entendido como raça ou etnia. Condena-se um povo inteiro, apontando os vícios e as violências de uma parte. Ainda que essa parte seja numerosa e influente, a generalização pode ser injusta e até caracterizar crime.

Antissionismo é algo essencialmente diferente. Trata-se da condenação de um projeto político, o sionismo, originado na Europa no final do século XIX, com o judeu germânico Theodor Herzl, e que resultaria na implantação de Israel na Palestina, em 1948. Uma terra para os “judeus errantes”, pedia-se. Mesmo que isso significasse, como significou, roubar as terras dos palestinos e cometer contra eles, desde o início e mesmo antes de 1948, toda sorte de violência, terrorismo e discriminação. Observe-se, de passagem, que antes do sionismo e da criação do Estado de Israel, árabes e judeus conviviam em certa harmonia no Norte da África e no Oriente Médio. De uma maneira geral, os judeus foram mais bem tratados no mundo islâmico do que na Europa.

Certas distinções são importantes. Primeira: nem todo judeu é sionista. Há uma sobreposição muito importante entre judeus e sionistas, mas há  muitas exceções. Os três judeus brasileiros mencionados acima, por exemplo, que são visceralmente antissionistas.  No exterior, temos o cientista político Norman Finkelstein e o historiador Ilan Pappé, entre muitas outras pessoas de grande destaque, que também são judeus antissionistas. Finkelstein, por exemplo, tem ressaltado que o problema não é só o governo Netanyahu, nem mesmo só o Estado de Israel, mas a própria sociedade israelense – caracterizada por ele como doente e predominantemente comprometida, ou no mínimo omissa, diante dos crimes hediondos praticados contra palestinos, libaneses e outros povos.

Segunda distinção: muitos sionistas, às vezes influentes, não são judeus Por exemplo, os sionistas cristãos, em especial os pentecostais e neopentecostais, representados politicamente no Brasil pelas figuras deploráveis de Jair Bolsonaro, seus filhos e Tarcísio de Freitas, que não se envergonham de abraçar a bandeira de Israel e confraternizar com o genocida Benjamin Netanyahu. Esses políticos mantém proximidade com entidades judaicas sionistas localizadas em nosso país, algumas das quais são verdadeiros antros bolsonaristas.

Em que pese essas distinções, os judeus sionistas constituem provavelmente a maior parte dos sionistas influentes e endinheirados no mundo, o que facilita a confusão que o lobby israelense quer promover entre antissionismo e antissemitismo. No Brasil, conseguiram, por exemplo, fazer com que a deputada Tabata Amaral apresentasse um projeto infame que tenta criminalizar como antissemitas as críticas a Israel e ao sionismo.

Vejam o paradoxo escandaloso. Quem é a principal força antissemita na atualidade? Ninguém menos que Israel! Por dois motivos, pelo menos. Primeiro, porque promove o maior genocídio contra semitas desde a Alemanha nazista. Não podemos esquecer que os palestinos e os árabes como um todo são povos semitas. Nesse sentido, Netanyahu é o maior genocida antissemita desde Hitler.

Segundo motivo: o comportamento criminoso de Israel, apoiado pelo lobby sionista no resto do mundo, deu nova vida ao antissemitismo, entendido como discriminação e até ódio contra os judeus. Os praticantes e defensores do assassinato em massa de crianças e mulheres na Palestina por Israel, transmitido em tempo real, tornaram-se ironicamente os principais propagadores do antissemitismo.

Israel, deve-se dizer, não é o único país, longe disso, a ter praticado sistematicamente o genocídio. Israel é na realidade a continuação tardia e o desdobramento de algo maior – o colonialismo genocida europeu, uma das piores pragas da humanidade. Nenhuma região do mundo escapou da sanha criminosa dos europeus. Nem a América do Norte, nem a Central, nem a do Sul, nem a África, nem a Austrália, nem a Ásia. E nem os próprios judeus. São tantos os exemplos que nem vou começar a mencioná-los. 

Israel dá continuidade a essa tradição tenebrosa. Não é por acaso que, em geral, os governos norte-americano e europeus deram e ainda dão tanto apoio ao projeto criminoso de Israel.

A verdade é que a história mundial teria sido muito melhor sem a expansão da civilização ocidental ou europeia, principalmente depois da Revolução Industrial, que colocou armas poderosas nas mãos de povos relativamente primitivos, a começar pelos ingleses.

Civilização? Quando perguntado certa vez o que achava, afinal, da civilização ocidental, Mahatma Gandhi respondeu: “Seria uma boa ideia”.

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Leia também:: No genocídio, uma civilização em colapso https://lucianosiqueira.blogspot.com/2024/04/implicados-no-horror-em-gaza.html 

Dica de leitura

Brics: para onde?
instagram.com/lucianosiqueira65

É um texto curto, mais instigante. No artigo "A hora da verdade do Brics", publicado na revista Liberta e transcrito aqui no blog, Jamil Chade analisa desafios do bloco diante das incertezas globais e das implicações da guerra Estados Unidos-Israel x Irã.

O autor destaca a tensão entre o propósito de criar uma alternativa ao domínio do G7 e do dólar e as realidades econômicas que ainda prendem esses países ao sistema financeiro ocidental.

O Brasil tem papel importante nesse contexto. Confira https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/brics-novos-desafios.html

(LS) 

Lula na Alemanha

Lula defende multilateralismo, soberania das nações e sustentabilidade
Reunido com o primeiro-ministro alemão Friedrich Merz, presidente fecha parcerias e defende o acordo Mercosul-UE, a diversificação energética e o desenvolvimento sustentável
Priscila Lobregatte/Vermelho    
 

Em visita à Alemanha nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o primeiro-ministro Friedrich Merz e assinou acordos de cooperação. Após o encontro, foi realizada uma entrevista coletiva com os dois líderes nos quais foram tratados temas relevantes da agenda global e entre os dois países.

O governo informou que foram fechados acordos nas áreas de defesa, inteligência artificial, tecnologias quânticas, infraestrutura, economia circular, eficiência energética, bioeconomia e pesquisa oceânica e climática.

Um dos pontos destacados da entrevista foi a entrada em vigor, a par5ir de 1º de maio, do acordo Mercosul-União Europeia. Na avaliação de Lula, trata-se de um passo importante para a diversificação das relações comerciais e para o fortalecimento da resiliência econômica, mas também do ponto de vista dos direitos humanos e do meio ambiente.

“Depois de 25 anos de negociações, nossas regiões disseram sim à integração para criar uma zona de livre comércio que reúne 720 milhões de pessoas e que soma um PIB de 22 trilhões de dólares”, declarou.

Saiba mais sobre a viagem de Lula à Europa:
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Lula acrescentou que o acordo “abre espaço para uma parceria abrangente, que vai muito além do livre comércio. Estamos falando de um modelo de cooperação que valoriza e protege os trabalhadores, os direitos humanos e o meio ambiente”.

Ao falar da parceria entre Brasil e Alemanha, Friedrich Merz ressaltou que tal relação ganha ainda mais importância em um contexto marcado por tantas transformações em nível global.

“Fico muito agradecido ao Brasil porque é um dos poucos países com quem temos esse status. Com o Brasil, temos uma parceria estratégica robusta e dinâmica e conseguimos fomentar essa parceria nesses últimos dias. Essa proximidade é mais importante do que nunca, nesses tempos de tanta mudança na ordem mundial”, afirmou.

Clima e energia

No que diz respeito à a agenda climática, o presidente brasileiro enfatizou o compromisso do País com a preservação ambiental e o combate ao desmatamento, com meta de zerar a prática até 2030, apresentando os resultados já alcançados e destacando a cooperação com a Alemanha nessa área.

“Até agora, já reduzimos em 50% os índices de desmatamento na Amazônia e em 32% no Cerrado. Restabelecemos e ampliamos nossa cooperação ambiental com a Alemanha no Fundo Amazônia, aliada desde sua constituição em 2008”, registrou Lula.

Quanto à questão energética, Lula defendeu a diversificação das matrizes e criticou as resistências ainda existentes na Europa ao uso de biocombustíveis.

“Não existe segurança energética sem diversificação. A recente alta nos preços do petróleo mostra que está mais do que na hora de a Europa superar sua resistência ideológica aos biocombustíveis”, disse, apontando-os como opção barata, confiável e eficiente para descarbonizar o setor de transportes.

Além disso, Lula enfatizou a experiência brasileira na produção de etanol e biodiesel: “Com conhecimento acumulado ao longo de cinco décadas, o Brasil é capaz de produzir etanol e biodiesel sem comprometer a produção de alimentos e as áreas de floresta”.

Ao tratar da exploração de minerais críticos, o presidente declarou que “nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer opções excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país, que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities”.

Soberania digital

Na coletiva, o presidente também tratou da agenda digital, ressaltando a convergência entre Brasil e Alemanha na promoção da soberania tecnológica, no desenvolvimento de infraestrutura digital e na regulação de plataformas e da inteligência artificial.

“Estamos comprometidos com o desenvolvimento de infraestruturas digitais, como data centers, computadores de alto desempenho e semicondutores. Não queremos mais permanecer dependentes de empresas estrangeiras que enriquecem às custas dos dados de nossos cidadãos, sem garantias de privacidade e segurança”, disse Lula.

Ele defendeu a proteção de dados, a segurança digital e o equilíbrio entre liberdade de expressão e direitos humanos. “Há convergências entre as diretrizes do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e a política alemã para o tema, como a ênfase no desenvolvimento de capacidades locais. Alemanha e Brasil são aliados na regulação das plataformas virtuais e do uso da inteligência artificial”, disse Lula.

Guerras e multilateralismo

A guerra no Oriente Médio e a inação da ONU frente aos vários conflitos e intervenções recentes também foram temas abordados durante a coletiva.

“A prevalência das forças sobre o direito é a mais grave ameaça à paz e à segurança internacional. Estamos profundamente preocupados com os riscos da retomada do conflito no Irã e da escalada no Líbano. A sobrevivência do Estado Palestino e do seu povo segue ameaçada”, opinou Lula.

Além disso, o presidente brasileiro afirmou que “entre a ação dos que provocam guerra e a omissão dos que preferem se calar, a ONU está mais uma vez paralisada. Brasil e Alemanha defendem há décadas uma reforma que recupere a legitimidade do Conselho de Segurança”.

Lula reafirmou sua posição contrária à sanção dos EUA a Cuba, bem como a intervenções unilaterais, prática que tem sido rotineira durante o mandato de Donald Trump. “Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Eu sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política sobre como uma sociedade deve se organizar ou não”, disse.

Ele também criticou o bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba há quase 70 anos. “Se a gente continuar a acreditar que deve prevalecer a lei do mais forte, isso já aconteceu outras vezes no mundo e não deu certo”, completou.

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"Arriscada aposta economicista" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minha-opiniao_2.html 

Sylvio Belém opina

Pesquisas: como compreendê-las?
Sylvio Belém      

A leitura das contínuas pesquisas de opinião divulgadas pela mídia, medindo a aprovação e a desaprovação do governo Lula me deixa sem entender e pensando que algo precisa ser feito para que a comunicação cheque melhor à população.

Um governo que conseguiu controlar a inflação, derrubar o desemprego para patamar nunca antes alcançado, promover substanciais melhorias na Educação, criando vários Institutos federais e programa como o pé de meia e principalmente na área da Saúde com ampliação do atendimento por especialistas e distribuição gratuita de medicamentos de uso contínuo e fraldas geriátricas, deve merecer índices de aprovação bem superiores aos que se apresentam. Além disso, no atual governo, o Brasil voltou a ser respeitado internacionalmente e a ocupar um lugar de destaque no cenário mundial. Deve ser salientado, no entanto, que entre os que desaprovam está a parcela de extrema direita partidária do governo anterior, cuja gestão foi altamente prejudicial ao País e que será sempre do contra.

Leia também "Arriscada aposta economicista" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minha-opiniao_2.html