09 julho 2026

Postei nas redes

Pretender que o ultradireitista Renan Santos se converta no principal adversário de Lula na disputa pela presidência da República é coisa de "viúva da terceira via". O desejo em conflito com a realidade.

Conflito sem limites https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_02106193163.html

Sua opinião

 


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Sylvio: contraste

Na história do futebol brasileiro,  Pelé, Garrincha, Nilton e Djalma Santos, Gilmar, Belini, Vavá, Zagalo, Zico, Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho e vários outros jamais serão  esquecidos pelo que fizeram e conquistaram. Já Neymar, na verdade, tornou-se um personagem pequeno, frustrante e decepcionante, que logo será esquecido.

Sylvio Belém   

Como o capitalismo sequestrou a Copa e o sonho de uma criança https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/futebol-argentario.html 

Minha opinião

Saudemos os erros do adversário* 
Luciano Siqueira   

A luta política se assemelha muito a um jogo. Qualquer jogo. Daí saudarmos com efusivos aplausos erros cometidos pelo adversário.

É o caso das eleições presidenciais. 

A despeito dos riscos inerentes à dimensão da disputa e a tradição de complexidade — que em vários episódios de nossa história significou crise política —, não basta estarmos com a razão e procedermos do modo certo. O comportamento do oponente pesa, e muito.

É cedo ainda para previsões mais consistentes, porém podemos dizer que o jogo eleitoral gradativamente favorece a reeleição do presidente Lula. 

As circunstâncias e os equívocos dos  aniversários têm contribuído muito para isso. 

Primeiro, os ataques inopinados à economia do país mediante estrambólico tarifaço desferido pelo presidente Donald Trump, que tem dado ensejo tanto à elevação do conteúdo do discurso do presidente Lula (para além do "economicismo governamental"), trazendo a primeiro plano a defesa da soberania nacional, tema de grande apelo popular e de conteúdo avançado. 

Segundo, na sua contraface, o comportamento abertamente entreguista do principal pré-candidato da extrema direita, senador Flávio Bolsonaro.

É sintomático que o jornal o Estado de São Paulo, um dos porta-vozes mais eloquentes da elite financeira dominante, como em ato de reconhecimento público da frustração do setor, desça a lenha no comportamento inoportunamente eleitoreiro do dito filho 01 na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) na terça-feira (7), em Washington, sobre o novo tarifaço previsto para 15 de julho.

Pela crítica aberta e lamentos indiretos, não só o Estadão, mas todo o complexo midiático neoliberal se frustra porque politicamente não há mais como retirar a candidatura do senador e os demais pré-candidatos do mesmo campo político aparentemente não terão fôlego para crescer na preferência do eleitorado.

Entretanto, há outros fatores em presença. 

Os arranjos eleitorais em torno de candidaturas aos governos estaduais no seu conjunto não favorecem o campo democrático e popular. Na maioria dos grandes colégios eleitorais as forças do centro conservador e da extrema direita constroem coligações potencialmente poderosas. 

Nessas coligações também pesam senadores e deputados federais candidatos à reeleição estribados nas emendas parlamentares como instrumento de manutenção dos seus redutos eleitorais. 

Enfrentar com êxito esse cenário aparentemente favorável, porém sujeito a contratempos, implica, da parte da frente ampla liderada pelo presidente Lula, atualização da plataforma do próximo governo, em termos tão amplos quanto avançados; e aprimorar o discurso tendo como fio condutor a defesa da soberania do país. 

Isto pode funcionar como convocação aos segmentos mais esclarecidos e organizados da sociedade a uma participação ativa na luta pela reeleição. 

De quebra, subproduto desse posicionamento, assim consequente, o reforço das possibilidades de bons resultados na disputa por governos estaduais e pela melhora da correlação de forças no Senado e na Câmara dos Deputados.

*Texto da minha coluna semanal no portal 'Vermelho'

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Pesquisa mostra Lula à frente em todos os cenários para 2026 https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/bons-sinais.html 

Humor de resistência

Nando Motta

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Postei nas redes

 Arautos anti-Lula na grande mídia lamentam que a direita não tenha como sair do beco sem saída em que se meteu: aceitou o desastroso senador Flávio Bolsonaro e agora não tem como substituí-lo. 

Conflito sem limites https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_02106193163.html 

Enio Lins opina

Quando um país, por sua seleção, lava a alma do mundo
Enio Lins    

DISTANCIADO DO FUTEBOL, nem ouso arriscar comentários sobre os porquês da eliminação do Brasil na copa 2026, nem sobre qual seleção – dentre os times que seguem na disputa – seria favorita para levar a taça da FIFA neste ano. Mas o humor, como sempre, está batendo um bolão, isto é líquido e certo. Só tem gol de placa.

NÓS DO BRASIL ESTAMOS 
em primeiro lugar no quesito humor. Tiramos onda sobre nossa própria desclassificação e conseguimos superar até as gozações argentinas (marcadas por eternos ressentimento e racismo dos hermanos y vecinos). Deixo de lado, por enquanto, os tons soturnos das avaliações brasileiras sobre a derrocada sistemática do escrete canarinho. Fica essa pauta para depois, pois terei de ler mais quem estuda de verdade essa temática, pois dela me afastei há 56 anos, quando do alto de meus 13 anos reconheci não enxergar graça no ludopédio, apesar de vibrar com belos gols, dribles estilo Garrincha e, naturalmente, todos os lances do inimitável Pelé, que tive a honra de vê-lo jogar e fazer um gol na partida de inauguração do Estádio Rei Pelé, em Maceió.

SIDNEY WANDERLEY,
 craque da poesia e da crônica satírica, dentre outros talentos, foi o primeiro a sacar a melhor das troças sobre o sonho desfeito da sexta taça. Comentando sobre o tema, ele enviou uma mensagem, via Zap, ainda no domingão fatídico, logo depois da remada norueguesa: “Somos hexa sim! Hexa não campeões: 2006, 2010, 2014, 2018, 2026”. Esse veio de puro ouro, posteriormente, foi garimpado por outras tantas mentes brilhantes, como o cartunista Aroeira (desenhando seis cruzes substituindo as cinco estrelas oficiais sobre o escudo da CBF) e o humorista Hélio de La Peña, em sua coluna nas versões instagramáveis do UOL, postada na segunda-feira, dia 6, cravando o neologismo “Hexaperdeões”. Gols olímpicos.

MAS O QUE LAVOU A ALMA 
brasileira, e de um montão de outras nações mundo afora, foi a eliminação, e por goleada, da seleção dos Estados Unidos. Nada contra os atletas ianques, pois são profissionais como todos os demais. Mas tudo contra o autocrata e oligarca Donald Trump, atual inquilino da Casa Branca, por sua tentativa de aparelhar a Copa 2026. O pistoleiro-presidente fez de tudo para manipular o torneio como um trunfo pessoal em mais uma ação arrogante, agressiva e supremacista. O galegão do veneno da Casa Branca jogou pesado – desleal como sempre, em tudo – na performance intimidadora como anfitrião. Excedeu-se em estupidezes, desde as suas características demonstrações de força contra os mais frágeis, constrangendo turistas e atletas, até manietando a FIFA (campeã mundial em pusilanimidade e subserviência). O episódio da anulação do cartão vermelho que fez por merecer o craque americano Folarin Balogun, mantendo-o ilegitimamente em campo na partida contra a Bélgica, foi algo acintoso e vergonhoso.

PODE A BÉLGICA 
até perder a próxima partida, voando da competição. Mas voará alto, honrada e invejada por ter dado ao mundo a lição mais importante nesta Copa 2026: desmontou Trump, metendo-lhe 4x1 com força, vencendo a petulância, o desrespeito, a manipulação e intimidação do oligarca da Casa Branca. Desmoralizou-o em seu esforço antidesportista e autoritário, destruindo o que seria usado pelo dito cujo como peça de marketing: algum resultado semelhante aos maiores êxitos da seleção estadunidense, a saber: em 2002, a 8ª posição; e em 1930, um surpreendente terceiro lugar. Zero bala. Acabou o sonho trumpista. The end. A seleção belga ganhou a Taça do Mundo da Democracia e da Liberdade. Na bola, na técnica, no peito, na paz, vingou milhões e milhões de vítimas das violências do desgoverno Donald Trump. A Bélgica, para o mundo, em 2026, é o Jesse Owens de 1936.

VAMOS ADIANTE: 
agora é só achar graça pelo resto da Copa 2026.

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O futebol é um sopro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/dramatica-copa-do-mundo.html