02 abril 2026

Arte é vida

Heba Zagout 

Ciência ou demagogia?

Trump e a lua
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65 

 

A BBC News carrega nas tintas ao acentuar a relação entre o avanço tecnológico espacial norte-americano e supostos dividendos políticos em favor de Donald Trump.

Segundo a BBC (“Como a nova missão da Nasa à Lua pode beneficiar Trump”), a nova missão à lua seria motivada não apenas por razões científicas, mas como forma de melhorar a imagem do presidente norte-americano perante a opinião pública do seu país, ora esgarçada pela sucessão de eventos negativos, sobretudo, neste exato momento, a agressão ao Irã.

Nesse contexto, a nova missão à lua também se prestaria ao fortalecimento da aliança de Trump com bilionários da tecnologia, em razão da dependência da NASA em relação a foguetes produzidos por empresas privadas.

De quebra, novos investimentos no setor beneficiariam estados eleitoralmente importantes, como Flórida, Alabama e Texas.

De outra parte, inegável é o progresso da China em exploração espacial, inclusive em relação à lua, onde se anotam importantes conquistas do programa aeroespacial chinês.

De outra parte – a matéria da BBC anota – há riscos de insucesso dessa missão norte-americana, expondo negativamente o governo Trump.

Nesse contexto, a nova missão à lua diz respeito muito mais a interesses político-eleitorais imediatos de Trump do que propriamente a razões científicas.

Leia também: O sadismo digital da Casa Branca https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/o-espetaculo-da-guerra.html

'Vermelho' em cima do lance

Ponto de vista diferenciado
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65   

O portal Vermelho https://vermelho.org.br/ , site oficioso do PCdoB, acompanha os acontecimentos no mundo e no Brasil de um ponto de vista consciencioso e crítico. Caso do conflito entre os Estados Unidos e Israel versus Irã, em que tem demonstrado  as contradições entre a retórica de Donald Trump e a situação fática na região conflagrada.

Caso da contradição entre o propalado “fim iminente da guerra” e a escalada militar. Enquanto Trump diz que "perto do fim" e que seus objetivos estratégicos foram alcançados, o ‘Vermelho’ informa que, na realidade, há um aumento do contingente militar dos Estados Unidos na região e que o conflito entrou em um "atoleiro estratégico", sem uma vitória clara ou um plano de saída viável.

Também desfaz a falsidade de Trump, que diz haverem "negociações seriais" e que o Irã estaria ansioso por um acordo, com o desmentido oficial de Teerã. Enfatiza que não há diálogo direto e que o Irã exige o fim dos ataques e reparações antes de qualquer conversa, o que torna o discurso de "sucesso diplomático" de Trump mera peça de propaganda interna.

Além disso, em sucessivas matérias, o Vermelho denuncia que o sofrimento da população civil é obscurecida por uma narrativa de “defesa da democracia” e “combate ao terrorismo”.

Destaca também a persistente dificuldade do Estados Unidos na busca de apoio de seus aliados no Oriente Médio e na Europa. O portal aponta que a realidade desmonta a ideia de uma “coalizão global” liderada pelos EUA. Países europeus e vizinhos do Golfo mostram-se reticentes com a instabilidade no Estreito de Ormuz e com a crise do petróleo gerado pelo conflito.

Para o portal Vermelho, o discurso errátil e demagógico de Trump busca interromper a queda de popularidade em território norte-americano, estimada em torno de 37%) e justificar gastos militares desnecessários.

Acompanho e aqui no blog frequentemente transcrevo as breves e incisivas matérias do Vermelho sobre este tema e muitos outros destacados na atualidade, no mundo e no Brasil.

Vida que segue https://lucianosiqueira.blogspot.com/   

Fotografia

Luciano Siqueira 

Para além das faces visíveis https://lucianosiqueira.blogspot.com/ 

Postei nas redes

"Conquistar mil homens com uma estratégia é melhor do que conquistar cem mil com força bruta." (Sun Tzu, A arte da guerra) 

À direita, todos brigam e ninguém tem razão https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/01/minha-opiniao_22.html 

Minha opinião

Arriscada aposta economicista* 
Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65     

Fala-se em inquietações no âmbito do governo Lula — externadas pelo próprio presidente — quanto à discrepância entre o volume de ações destinadas a suprir necessidades e reivindicações imediatas do povo e o insuficiente desempenho do futuro candidato à reeleição nas pesquisas eleitorais.

A julgar pelo que se houve e se lê, a questão está mal posta. 

Outro dia escrevi sobre isso no Portal Grabois https://grabois.org.br/2025/07/24/guerra-tarifas-oportunidade-esquerda-alem-economicismo-governo/, apontando a necessidade de se dar um passo além do "economicismo governamental". Tanto na narrativa do próprio Lula, como das correntes políticas que integram a frente ampla governista. 

Verificou-se certo progresso nessa matéria justamente com o advento do tarifaço desferido por Donald Trump, que colocou em primeiro plano (momentaneamente) a defesa da soberania nacional — elemento essencial e indissociável de qualquer programa progressista no Brasil. 

Na ocasião e durante algum tempo, o próprio presidente Lula liderou um discurso ofensivo e esclarecedor nessa matéria, indispensável à elevação do nível de consciência do povo e, por conseguinte, da possibilidade do cidadão comum discernir o joio e o trigo na percepção da dimensão e do êxito de políticas públicas sociais compensatórias. 

A narrativa meramente repetitiva acerca de programas como Bolsa Família, Pé de Meia, Minha casa, Minha vida" e outros já não sensibiliza tanto como nos dois primeiros governos Lula e no primeiro governo Dilma. 

Então, o imbróglio da comunicação não se resume à tecnologia publicitária nem aos esforços de superar quantitativamente insuficiências nas redes sociais e demais mídias digitais.

A corrente comunista tem um papel irrecusável nisso, tanto pela fala dos seus militantes presentes nas instituições governamentais, como nos movimentos sociais, na academia e na veiculação de notícias e opiniões nas diversas mídias. 

A seu tempo, quando Lenin criticava duramente (em "O que fazer", por exemplo) o economicismo predominante no movimento sindical na velha Rússia se referia também à atuação dos organismos partidários e da militância comunista e de esquerda. 

Ouso acrescentar o meu testemunho de quando ainda adolescente, mas dando os primeiros passos na militância no início dos anos sessenta, acompanhava a luta por reformas de base e a rejeição à dominação imperialista norte-americana que marcaram o governo João Goulart. O debate esclarecia, politizava.

Em outras palavras, o desafio está posto tanto ao governo, como aos partidos que o apoiam e a cada um de nós: a explicitação de quem são os verdadeiros adversários da nação e do povo e da indissociável relação entre as ações governamentais com a luta por um autêntico e atualizado projeto nacional de desenvolvimento, para além plataforma atual.

*Texto da minha semanal no portal 'Vermelho'

O mundo gira. Saiba mais  https://lucianosiqueira.blogspot.com/ 

Humor de resistência

 

Nando Motta