02 junho 2026

Palavra de poeta

engenharia da dor
Cida Pedrosa
 
para joaquim Cardozo    

este olhar assimétrico
e o aroma de jasmim
não moram em meu poema

moram em meu poema:

a dor meridiana
o cheiro geométrico

placas de engenharia
números exatidão
conexão tangencial da morte

solidão inseparável das espécies

[Ilustração: Dusan Milosic]

Leia também: "A rosa que inspira e a solidão que dói" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/minha-opiniao_18.html 

Arte é vida

 

Lászlo Drégely

"Meus amigos na varanda" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minha-opiniao_2.html 

01 junho 2026

Presente e futuro do Brasil

Fundação Grabois promove seminário sobre capitalismo e desafios do Brasil
Pesquisadores de diferentes áreas analisam mudanças estruturais da economia e seus impactos sobre desenvolvimento, indústria e projeto nacional
Leandro Melito/Portal Grabois 
 

A Fundação Maurício Grabois realiza durante o mês de junho o Seminário “Capitalismo no Brasil Contemporâneo”, com o objetivo de contribuir com o processo de atualização do Programa do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). O seminário integra um esforço político e intelectual de grande relevância, promovendo um diálogo aprofundado com pesquisadoras e pesquisadores de reconhecida contribuição nos temas estruturantes dos desafios brasileiros.

A proposta do seminário é promover um debate analítico dos temas, adicionando elementos empíricos e teóricos para enriquecer o debate com o objetivo de oferecer subsídios para a atualização programática do partido, por meio da Comissão constituída pelo Comitê Central do PCdoB para esse objetivo. Coordenada pelo presidente da Grabois, Walter Sorrentino, a Comissão é responsável por redigir a proposta e realizar seminários preparatórios para orientar os debates. 

A abertura do evento acontece na próxima segunda-feira (1) com a mesa Transformações no Capitalismo: a questão tecnológica e digital. Realizada de forma online com transmissão ao vivo pelo YouTube da TV Grabois, a mesa de abertura terá início às 18h.

Com mediação do economista Iago Montalvão, coordenador do Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Nacional e Socialismo (GP 1) da Fundação Maurício Grabois, a mesa será integrada pelo médico e economista Aloísio Barroso, pelo diretor do Instituto de Economia da Unicamp, Celio Hiratuka, e pelo pesquisador de Redes Digitais  e professor da UFABC, Sérgio Amadeu.

As quatro mesas seguintes serão realizadas às terças-feiras ao longo do mês de junho, sempre às 19h. Os nomes das palestrantes e dos palestrantes convidados para as demais mesas ainda estão em fase de confirmação e serão divulgados oportunamente.

Programação

Seminário “Capitalismo no Brasil Contemporâneo”

Mesa 1 – 01 de junho de 2026 | segunda-feira – 18h

Transformações no Capitalismo: a questão tecnológica e digital 

Iago Montalvão é bacharel em Ciências Econômicas pela FEA-USP, mestre em Economia pelo IE-Unicamp e doutorando na mesma instituição. É Coordenador Executivo do Transforma-Unicamp , pesquisador no Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) e coordenador do Grupo de Pesquisa Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Nacional e Socialismo da Fundação Maurício Grabois. Foi presidente da União Nacional dos Estudantes (2019-2021).

Sérgio Amadeu da Silveira é professor da UFABC (Universidade Federal do ABC), pesquisador de Redes Digitais. Foi conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI.br).

Aloísio Sérgio Rocha Barroso é médico, formado pela Escola de Ciências Médicas de Alagoas (1979). Pela Unicamp, fez especialização em Economia Sindical e do Trabalho (1998), mestrado em Economia Social e do Trabalho (2003) e doutorado em Desenvolvimento Econômico (2019).

Celio Hiratuka é diretor do Instituto de Economia da Unicamp e professor associado I da Universidade. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Internacional, Economia Industrial e Desenvolvimento Econômico, atuando principalmente nos seguintes temas: comércio internacional, empresas transnacionais, investimento direto estrangeiro, desenvolvimento industrial e relações Brasil-China. É pesquisador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia e Coordenador do Grupo de Estudos Brasil-China.

Clique aqui para participar 
https://www.youtube.com/watch?v=Nl8ez1T1bGA

Mesa 209 de junho de 2026 | terça-feira – 19h – A questão energética: disputas globais e soberania nacional

Mesa 316 de junho de 2026 | terça-feira – 19h – Capitalismo no Brasil: a questão industrial e tecnológica

Mesa 423 de junho de 2026 | terça-feira – 19h – Capitalismo no Brasil: a questão financeira e macroeconômica

Mesa 530 de junho de 2026 | terça-feira – 19h – Capitalismo no Brasil: a questão agropecuária

O mundo gira. Saiba mais  https://lucianosiqueira.blogspot.com/

Postei nas redes

Em pré-campanha no Rio de Janeiro, senador Flávio Bolsonaro (PL) recusou-se a dar entrevistas a jornalistas. Pouco a dizer e muito a esconder. 

Família Bolsonaro e Trump atacam, novamente, a soberania do Brasil https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/editorial-do-vermelho_0731946270.html 

Minha opinião

Movimentos contraditórios e incertos
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65 
 

Pouco a pouco, de contradição e contradição e a cada revelação de mal feitos do presente e do passado, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) se vê exposta à luz do dia frágil e duvidosa.

Basta uma olhada no cotidiano da mídia neoliberal dominante, o Estadão por exemplo. A insatisfação face a escolha do pai ex-presidente presidiário a cada dia se faz mais nítida e até agressiva.

O senador, por seu turno, por suas próprias escolhas atrai mais críticas e dúvidas.

A pantomina da ida à Casa Branca simulando algo relevante na relação com o presidente Donald Trump e a exploração subsequente da inscrição, pelos Estados Unidos, das duas principais organizações criminosas brasileiras no rol terrorista.

Gradativamente, a pretensão do governo norte-americano mostra-se danosa à soberania brasileira e, pior para a extrema direita representada pelo senador dito filho 01, extremamente ameaçadora à nossa economia. Inclusive ao sistema financeiro líder da elite dominante em nosso país tropical.

Flávio Bolsonaro pratica uma inusitada "diplomata paralela", tentando se sobrepor ao Itamarati, para reivindicar diretamente medidas punitivas contra o próprio território brasileiro.

Subserviência desavergonhada. E tremenda incerteza sobre a almejada conquista de votos para além da bolha extremista de direita.

[Ilustração: imagem produzida por IA]

Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo. https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/sua-opiniao.html

EUA classificam PCC e CV como terroristas e tentam livrar clã Bolsonaro de crimes https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/trump-socorre-cla-bolsonaro.html 

Trambiqueiros sob tensão

Pânico na Faria Lima em razão da incerteza sobre novos alvos da PF
Operadores do mercado financeiro temem que investigadores estejam trilhando caminho traçado por João Carlos Mansur. Muitos já não dormem em paz
Liberta  
 

Benjamin Botelho, associado aos fundos Sefer, Renato Azevedo, do Latache Capital, Antônio Carlos Freixo, da fintech Entrepay e Sérgio Firmeza Machado, da ARC Capital, mantiveram relações com Daniel Vorcaro por meio do liquidado Banco Master e da extinta operadora Reag. Em associação com a distribuidora de títulos e valores mobiliários liderada por João Carlos Mansur, a própria Reag, também tiveram algum grau de relacionamento financeiro com Nélson Tanure e Maurício Quadrado. Na última quinta-feira, na esteira da Operação Fluxo Oculto, que conectou várias pontas do crime organizado, da máfia de falsificação e venda de combustíveis adulterados, da lavagem de dinheiro de diversas máfias e de investigados nas operações denominadas Tank, Carbono Oculto e Compliance Zero, todos surgiam interligados no “mapa operacional” da Polícia Federal – mesmo que não houvesse nenhuma ação ou mandado contra eles. Esse “mapa operacional”, uma espécie de “mind map” dos investigadores, faz com que não haja melatonina ou doses de Rivotril® ou Frontal® capazes de devolver a placidez e o sossego do sono à turma.

A “Fluxo Oculto” começou a trazer para a superfície toda a profundidade do mergulho investigatório dos agentes da PF, dos auditores do Banco Central, dos procuradores da República e dos auditores da Receita Federal a partir do desentranhamento dos mecanismos de lavagem de dinheiro do crime usando as chamadas “contas bolsões” e “contras gráficas” das fintechs. No meio do processo de lavagem – que também é chamado de “branqueamento de capitais” e de “ocultação de patrimônio” – entram os fundos de controladores finais desconhecidos da autoridade monetária brasileira, o Banco Central. A operação da última quinta-feira revelou que os investigadores sabem o caminho que estão fazendo no submundo do crime. Os alvos eram o BK Bank, Smart Solution Group, Ceopag, Sispay, VPayr, Iaw e CGXGlobal. No trajeto da pirambeira dessa turma do mercado financeiro, a Avenida Faria Lima e o Itaim Bibi, bairro sofisticado de São Paulo, são os pontos nevrálgicos das ações.

[Ilustração: imagem produzida por IA]

EUA classificam PCC e CV como terroristas e tentam livrar clã Bolsonaro de crimes https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/trump-socorre-cla-bolsonaro.html 

Humor de resistência

Aroeira

Cachorro que muito late não morde https://lucianosiqueira.blogspot.com/