Luciana Santos destaca ações de Lula para conter fuga de cientistas
Em entrevista, ministra do MCTI ressalta programa que mobilizou mais de 2,5 mil pesquisadores e investimentos para garantir a soberania tecnológica brasileira.
Barbara Luz/Vermelho
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) Luciana Santos (PCdoB), destacou os avanços do governo Lula (PT) na recuperação da ciência brasileira e no enfrentamento à chamada “fuga de cérebros”. Em entrevista ao Poder360, a ministra afirmou que as políticas de valorização da pesquisa científica permitiram atrair talentos e fortalecer a cooperação entre pesquisadores brasileiros que atuam no país e no exterior.
“Conseguimos que mais de 2.500 cientistas voltassem para o país ou fizessem desafios em rede fora do país”, declarou Luciana, ao apresentar os resultados das iniciativas desenvolvidas entre 2023 e 2026, na quarta-feira (28), em Brasília.
A estratégia tem como um dos principais instrumentos o programa Conhecimento Brasil, executado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que busca reverter a perda de profissionais altamente qualificados e a capacidade nacional de produção científica.
Segundo dados do CNPq, mais de 2,5 mil pesquisadores brasileiros radicados em 56 países demonstraram interesse em retornar ao Brasil ou desenvolver projetos de cooperação com instituições do país. Vale ressaltar que esse nnúmero representa apenas manifestações de interesse e não retornos efetivados.
O programa aprovou 599 projetos de atração e fixação de talentos e outros 640 de cooperação internacional.
Investimento público fortalece a ciência brasileira
Durante a entrevista, Luciana ressaltou a importância do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para assegurar a continuidade dos investimentos, reduzindo a vulnerabilidade da pesquisa às oscilações orçamentárias.
“Foi isso que possibilitou um número tão significativo de investimento nesse período [2023 a 2026], de R$ 53 bilhões”, afirmou a ministra, referindo-se aos recursos mobilizados para ciência, tecnologia e inovação.
A recuperação do financiamento público é fundamental para reconstruir a capacidade científica nacional e assegurar que universidades, institutos de pesquisa e empresas brasileiras tenham condições de desenvolver tecnologias estratégicas.
Soberania tecnológica como projeto de desenvolvimento
Na entrevista, a ministra defendeu que o Brasil rompa com o modelo histórico de dependência tecnológica e avance no domínio de setores estratégicos, como semicondutores, IA e terras raras.
“Esse é o desafio que Lula tem repetido várias vezes. É que a gente não pode repetir os ciclos econômicos que caracterizaram a nossa história de desenvolvimento, que é sermos exportadores de matéria-prima e importadores de manufatura. Queremos dominar todos os ciclos: desde a separação, extração, refinamento e os insumos que são muito decisivos para a economia contemporânea”.
Entre as iniciativas apresentadas está um edital de R$ 5 bilhões, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para estimular o processamento de minerais estratégicos no país.
“O que veio de demanda não só das universidades como da iniciativa privada foram R$ 85 bilhões. São R$ 80 bilhões a mais, o que revela que estão fervendo soluções e desafios”, destacou.
A ministra também mencionou projetos de computação quântica, a aquisição de um supercomputador para Macaíba (RN) e o desenvolvimento do SoberanIA, plataforma brasileira de inteligência artificial.
Sobre o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, Luciana ressaltou o papel do presidente Lula na formulação da iniciativa. Ele “encomendou ao Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia o programa em 2024. Apresentamos o programa na Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e estamos executando. Nós executamos mais de 64% do programa. Ele prevê R$ 25 bilhões de investimentos ao longo de cinco anos.”
Luciana também destacou os investimentos em infraestrutura científica, incluindo projetos ligados à saúde e à produção nacional de insumos estratégicos. “Temos mais de 80% de dependência de radioisótopos, que é um insumo importante para medicamentos de câncer. Em sete anos, nós vamos nos tornar autônomos e ainda vamos exportar”, afirmou.
A ministra informou ainda que trabalha na elaboração de um plano de metas de cinco anos para consolidar os avanços da área. “Isso significa botar orçamento e meta de execução da Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia”, concluiu.
com informações do Poder360 e do CNPq
"Quando o futuro deixa de ser promessa" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/desenvolvimento-soberano.html





