Tristeza sem fim
Luciano Siqueira
Essa turma
que não desgruda do celular é mais alegre ou mais triste? Leio na Folha de S.
Paulo que predomina a tristeza.
Os tais
algoritmos, que em tudo aparece com superpoderes, captam momentos de tristeza
do internauta e dá um jeito de piorar a situação
No Instagram
e no TikTok, sobretudo.
Se você
que me lê agora se encontrar numa situação difícil, fuja das redes!
Dificuldade
atrai dificuldade e assim sucessivamente.
Se você
estiver em baixo austral, como se dizia em décadas passadas, não se detenha num
pôster agradável e acolhedor. Escape correndo!
É que o
algoritmo “avalia” que a temática (ou situação, melhor dizendo) lhe desperta
interesses e prazer. Daí em diante, tome postagens semelhantes até que você
descobre, se ainda lhe restar um traço de lucidez, que caiu num poço sem fundo:
quanto mais olha para a telinha, mais pra baixo fica.
Pior ainda se você cair num perfil aparentemente denso
em considerações de ordem psicológica destinadas a “esclarecer” o que você
sente. Não demora muito, “terapias espontâneas” lhe conduzem a auto
diagnósticos certamente errados e a condutas que só pioram a situação.
Em suma
se você estive emocionalmente pra baixo, fuja das redes!
Leia também: Tédio? Falta-me tempo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_0262906581.html

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