30 março 2026

Minha opinião

Alianças híbridas

Luciano Siqueira

instagram.com/lucianosiqueira65     

No Brasil, as alianças “híbridas” – composições para a presidência da República destoantes nos estados, em alianças para os governos locais – são um fenômeno recorrente. O mapa que se vai criando para o pleito deste ano o confirma.

As dinâmicas regionais obedecem a interesses locais, forças oligárquicas e rivalidades históricas que, muitas vezes, ignoram as diretrizes nacionais dos partidos, estes em sua grande maioria não programáticos, e sim legendas que abrigam um somatório de interesses individuais ou de grupos relativamente autônomos.

O eleitorado parece habituado a essa discrepância. Vota em Lula para presidente, por exemplo, e num candidato a governador do campo oposto; assim como para o Senado, Câmara e Assembleias Legislativas segundo critério individual e não partidário.

Escrevi aqui e em outros veículos sobre isso muitas vezes. É um fenômeno que reflete a complexidade das diferenças regionais no país, o nível de consciência política da maioria da população e um sistema eleitoral que tudo ou quase tudo permite.

Nesse cenário, o voto em lista para as Casas legislativas, e não uni nominal, como hoje ocorre, seria um passo adiante. O eleitor seria instado a optar por deter minado programa partidário e os eleitos teriam que guardar fidelidade a esse programa. Mas só numa correlação de forças majoritariamente progressista, que hoje não existe, poderá mudar o sistema. Há muita estrada a percorrer.

Duas pedras no jogo de Raquel https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/minha-opiniao-joao-x-raquel.html   

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