Alianças híbridas
Luciano
Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
No Brasil, as alianças “híbridas” –
composições para a presidência da República destoantes nos estados, em alianças
para os governos locais – são um fenômeno recorrente. O mapa que se vai criando
para o pleito deste ano o confirma.
As dinâmicas regionais obedecem a interesses
locais, forças oligárquicas e rivalidades históricas que, muitas vezes, ignoram
as diretrizes nacionais dos partidos, estes em sua grande maioria não
programáticos, e sim legendas que abrigam um somatório de interesses
individuais ou de grupos relativamente autônomos.
O eleitorado parece habituado a essa discrepância.
Vota em Lula para presidente, por exemplo, e num candidato a governador do
campo oposto; assim como para o Senado, Câmara e Assembleias Legislativas
segundo critério individual e não partidário.
Escrevi aqui e em outros veículos
sobre isso muitas vezes. É um fenômeno que reflete a complexidade das
diferenças regionais no país, o nível de consciência política da maioria da
população e um sistema eleitoral que tudo ou quase tudo permite.
Nesse cenário, o voto em lista para as
Casas legislativas, e não uni nominal, como hoje ocorre, seria um passo adiante.
O eleitor seria instado a optar por deter minado programa partidário e os
eleitos teriam que guardar fidelidade a esse programa. Mas só numa correlação
de forças majoritariamente progressista, que hoje não existe, poderá mudar o
sistema. Há muita estrada a percorrer.
Duas pedras no jogo de Raquel https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/minha-opiniao-joao-x-raquel.html

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