30 março 2026

Globo na lama

A operação Salva-Andréia Sadi da Globo
Não é mais possível encontrar o vídeo original. Na Globonews anunciam que foi editado para tirar o PowerPoint.
Luís Nassif/Jornal GGN  

A Globo montou uma enorme operação salvamento de sua âncora, Andréia Sadi, no episódio do Powerpoint.

Anunciou a demissão de duas produtoras de arte e mudanças no modelo de edição, passando a submeter o controle da arte aos âncoras.

É uma tentativa canhestra de salvar a responsável, Andréia Sadi, como se tivesse sido surpreendida pelo Powerpoint.

Não é mais possível encontrar o vídeo original. Na Globonews anunciam que foi editado para tirar o PowerPoint.

Mas vamos a uma descrição precisa de como foi o vídeo original, segundo o jornalista Moisés Mendes:

“Andréia anunciou que iria apresentar num telão “personagens que de uma forma ou de outra apareceram nessa teia do Caso Master e com ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro”

Lula, com o retrato no alto da teia, foi a primeira ‘aranha’ citada por causa, segundo a jornalista, da reunião de dezembro de 2024 com Vorcaro, que teve como testemunhas Gabriel Galípolo (antes de assumir o Banco Central) e os ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia.

Andréia vai olhando os retratos no quadro e citando, na sequência, Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Alexandre de Moraes, a mulher de Moraes (que não aparecia), Ciro Nogueira, Antonio Rueda, Nikolas Ferreira, João Doria, Ricardo Lewandowski.

O cientista político Traumann pergunta: por que o Galípolo? Andréia pede que o colega espere um pouco, porque ela vai falar do PT da Bahia (há uma estrela do PT no quadro), ”só pra fechar” o raciocínio, e fala do senador baiano Jaques Wagner.

Depois de fechar, explica então que Galípolo está no powerpoint porque participou da reunião de Lula com Vorcaro. E ficou por isso mesmo. O título do painel que imita uma colagem é “Conexões de Daniel Vorcaro”. O Galípolo tinha conexões. Lula já estaria conectado.

Valdo disse que aquilo era “só um aperitivo”, porque mais gente iria aparecer, como se tentasse explicar por que outros não apareciam. Perguntou: “Dias Toffoli apareceu na arte?” Estava vendo que não.

Dapieve observou que a arte “não significa envolvimento, mas conhecimento”. Não ajudou muito. E ressaltou que o mais envolvido seria mesmo Dias Toffoli. 

Andréia falou de dois diretores do Banco Central, sem dar seus nomes (são Beline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza) e disse que ambos “jogaram o Banco Central no meio dessa crise”. Os diretores afastados dos cargos por Galípolo não apareciam no quadro.

O constrangimento se espraiou. Valdo disse que os diretores estão sob investigação. Mas ninguém lembrou que o chefe deles era Roberto Campos Netto e que os dois trabalhavam para Vorcaro dentro do BC, em salas ao lado do gabinete de Campos Neto.

Traumann observou que ACM Neto recebeu dinheiro de Vorcaro. Mas ninguém falou de Bolsonaro e de Tarcísio, que também receberam doações de campanha, ou do governador Ibaneis Rocha, que armou a tramoia da compra do Master pelo Banco de Brasília.

A conversa durou 14 minutos, mas era tão sem força, tão sem convicção, que Andréia a interrompeu de repente e pediu o intervalo, como se tentasse puxar ar e evitar a perda de controle da situação”.

Ou seja, não só sabia do conteúdo, como o endossou durante toda a reportagem.

Não é o primeiro sinal de manipulação da jornalista. Quando Lula estava em São Bernardo, preparando-se para ser preso, ela anunciou que Lula resistiria. Era o sinal para que a Polícia Federal invadisse o local, com consequências imprevisíveis.

Imediatamente o advogado Marco Aurélio ligou para ela e pediu para retificar a informação. Não foi atendido. Aí ligou para Natuza Nery que imediatamente deu a informação, impedindo a tragédia.

Leia também: Powerpoint da Globonews reabre as feridas de manipulação da mídia https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/globo-na-lama-2.html 

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