Irã fecha Estreito de Ormuz, mas não interrompe comércio com a China
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
A China é o parceiro número 1 do Irã quanto ao comércio bilateral. Agora, diante da agressão dos EUA-Israel, o governo persa interrompeu o fluxo no Estreito de Ormuz, mas segue com a exportação de petróleo para a China.
Alguns dados contribuem para aquilatarmos a importância dessas relações
bilaterais.
A China compra 91% de
todo o petróleo exportado pelo Irã, orçando em torno de US$ 32,5 bilhões.
Mais: em outubro-novembro de 2025, as exportações não petrolíferas
giraram em torno de US$ 1,03
bilhão por mês. Anualmente, esse item representa de US$ 14,8 bilhões.
Nos principais itens exportados pelo Irã para
a China figuram itens como o petróleo bruto, gás natural e condensados, que têm
peso na matriz energética chinesa.
Além desses, polietileno, metanol, polímeros
de etileno e outros plásticos em forma primária. Dentre minérios e metais, ferro,
cobre e alumínio.
Acrescentam-se dentre os produtos agrícolas, frutos
secos e nozes, com destaque para o pistache (em concorrência direta com os EUA).
Por sua parte, a China exporta para o Irã bens de alto valor agregado: maquinário
industrial e equipamentos elétricos, peças automotivas e veículos (CKD -
prontos para montar), e eletrônicos (telefones e semicondutores) e painéis
solares (células fotovoltaicas).
Esses dados, fruto de um “garimpo” rápido de informações disponíveis na
mídia, traduzem a importância da parceria entre os dois países.

Nenhum comentário:
Postar um comentário