Explode, companheiros!
Abraham B. Sicsu
Tristeza leva ao
Isolamento, Solidão, e pode resultar em Desilusão. Foi assim que me sentia
depois do Primeiro Turno.
A escrita é uma das
minhas fugas. Apego-me a ela e procuro não desviá-la para uma Terapia Pessoal.
Escrevo para ser lido, não como meio de externalizar minhas angústias. Os
leitores não merecem.
Sei que não tenho grande influência, mas, por
ventura, se algum desavisado vier a se espelhar no que divulgo, não gostaria
que fosse algo para baixo e melancólico. Guardo para mim esses sentimentos.
Por isso, mantive
meus alfarrábios apenas para meu consumo, não quis trazer mais incerteza
daquela que já vivíamos. Continuei escrevendo, mas não expondo publicamente.
Tristeza. Não por ter
ciência de que a visão de mundo dominante não era, nem foi, a minha. Democracia
é isso. Deve ser respeitada a opinião da maioria. Mas, pelas razões que explicitavam essas
divergências, que traziam como motivo rancor e ódio.
Melhorar as condições
de vida e depois de anos conseguir empregos melhores era pouco, se esqueceu
facilmente. A culpa de sofrerem, de não serem exitosos, sempre é do Governo que
sempre tem que dar mais. Como assim???
Pior, via apenas,
engano meu, uma visão individualista. Nada fácil, mas constatar que empatia e
solidariedade não faziam parte da agenda da maioria era desanimador.
Foi duro escutar em
uma roda de conversa:
“Um bando de vagabundos, sangue sugas que não
querem trabalho, vivem explorando a sociedade, bolsa família, pé de meia, tudo
para retirar de nós, que merecemos os recursos que com muito suor geramos.
Trabalho para eles é luxo. São um bando de vagabundos, principalmente os
nordestinos.”
Deprimido, com a
falta de senso e com o preconceito, encerrei a conversa. O que dizer para
mentes como essas, que olham apenas para seus umbigos, que acham que o mundo
deve girar em seu entorno.
Pessoas que
melhoraram de vida que, graças aos programas sociais e ao aumento do emprego,
conseguem ter uma casinha, uma geladeira, um televisor, bom não esquecer, um
celular de última geração. É verdade, se vêm endividadas. Mas, está se
procurando resolver.
Pior, se consideravam
injustiçadas. Não se apercebiam que houve um esforço grande para que pudessem
ter dignidade. Querem muito mais, o que é justo, mas acreditam que virá de mão
beijada, em um mundo aonde o autoritarismo e o domínio do capital se imporia e
os tornaria privilegiados???.
Ingratidão, outro
sentimento que se fez presente.
Num ambiente como
esse me restava um outro sentimento. Desilusão. Paulinho da Viola disse,
"Danço eu, dança você / Na dança da solidão". Tudo se embaralha e vem à minha cabeça como o
verso:
“Solidão é lava que
cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão, palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão.”
Como sonhar com um
futuro digno, com um mundo que traga esperança a filhos e netos. Novamente o
poeta nos alerta:
Quando eu penso no
futuro
Não esqueço o meu passado
A memória era fraca,
sofrimento recente facilmente olvidado. Tudo que se sofreu em anos muito
recentes, pandemia, desestruturação da Educação, desemprego alarmante, fome e
pobreza absoluta, nada disso era lembrado, como se fosse algo muito longínquo.
Engajo-me no Exercito
do Lula. Janones meu general. Sempre fui avesso ao militarismo, à disciplina
rígida, a cumprir ordens sem questioná-las. Mas, havia algo mágico. O
sentimento de pertencimento. Juntos por uma causa maior. A empatia, o pensar
num mundo mais igual, como lema. Fez-me muito bem.
Eu, analógico, começo
a entender as mídias e sua força. Unidos em um propósito maior. Salvar o País
das milícias, garantir a nossa Soberania, lutar por um mundo mais igual. Com um
instrumento potentíssimo de um Nova Pensar e Agir. O Digital do Bem.
Participo de um grupo
de intelectuais pretensiosos. Todos são “donos da verdade”. Vejo criticas
incompreensíveis. Um dos ditos “gurus” escreveu:
“Não acho que derrubaram o canal dos
soldados. Mas ele é ruim pra caramba. Não ganha voto de ninguém que seja
convertido. É agressivo, grosseiro e autoritário. Janones é um perigo para a
democracia. Deixando o cara falar é pedir para perder a eleição.”
Fico ofendido. A
esperança que tinha estraçalhada por um dito intelectualoide empavonada. Mas,
não desisto do Exército, era minha única esperança. Continuamos na luta.
As pesquisas sempre
nos colocavam atrás. Fico muito apreensivo. Janones garante a nossa vitória.
Tenho um filho que entende de pesquisa. Explica que depende de outros fatores,
inclusive do índice de abstenção que usam nos cálculos. Os dois garantem: Vamos
ganhar!!!
E GANHAMOS.
Continuarei no Exercito e na vida pessoal ajudando no que estiver ao meu
alcance para garantir um País que está sendo construído: JUSTO, MAIS
IGUALITÁRIO, MAIS EMPÁTICO.
Explode
companheiros!!!!
A vitória épica de Lula e a necessidade de disputar o futuro https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/elias-jabbour-opina.html

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