O que a mídia não pode criticar
Luciano Siqueira
Os editoriais dos três principais
jornais do país — Folha de S. Paulo, O Globo O Estado de São Paulo — funcionam
como uma espécie de voz de comando para que determinados temas sejam abordados
durante todo o dia por todas as mídias, as convencionais e as digitais.
Hoje, o Globo reclama que a campanha
presidencial teria deixado de lado temas essenciais ao país.
Há que se perguntar: em que momento o
próprio jornal da família Marinho e seus congêneres abordaram os postulantes à
Presidência da República na busca de propostas programáticas?
Nunca!
Nas suas pautas diárias orientadas por
editoriais e traduzidas nos registros feitos por colunistas (hoje em dia mais
importante do que a abordagem dos fatos, a reportagem matérias de fundo)
durante toda a campanha predominaram largamente "informações de
bastidores", que na verdade em sua grande maioria são fofocas.
A TV Globo realizou o sabatina com os
candidatos É essencialmente pautadas por questões menores, tem prejuízo dos
grandes temas nacionais.
A proposta programática do presidente
Lula está registrada nos sites dos partidos que eu apoio e em matérias da
chamada mídia alternativa.
Na verdade, o complexo midiático
neoliberal dominante prefere tratar questões de fundo nos bastidores. Às
claras, quase nunca.
Um modo de circunscrever aos pequenos
círculos da elite dominante seus reais propósitos fundamentalmente vinculados
ao capital financeiro e também ao agroexportador, monopólios varejistas e
setores da indústria mancomunados com interesses estrangeiros.
Ilustração do Le Monde Diplomatique
Subiu o sarrafo da luta política https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao_0999410531.html

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