24 outubro 2026

O Brasil numa encruzilhada

Disputa é sobre modelo de país que a gente deseja, diz Lula ao encerrar campanha
Último ato eleitoral de Lula lotou a avenida Paulista, com um público estimado em 2 milhões de pessoas, e é considerado um dos maiores já realizados no local
Priscila Lobregatte/Vermelho   

Um verdadeiro mar de gente varreu a avenida Paulista, em São Paulo, de ponta a ponta neste sábado (24) para o último ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A caminhada marcou também sua provável despedida das disputas eleitorais, já que Lula completará 81 anos na próxima terça-feira (27).

Estimativas da imprensa indicam um público de dois milhões de pessoas, um dos maiores já verificados no local. A avenida ficou lotada nos dois sentidos e por vários quarteirões desde o Paraíso até a Consolação. Conforme as imagens aéreas, praticamente não havia espaços vazios e travessa da Paulista também estavam ocupadas. Homens e mulheres, adultos, jovens, idosos e crianças participaram pacificamente do ato, marcado pela alegria e a emoção.

Antes de se dirigir à manifestação, Lula fez breve coletiva de imprensa, na qual salientou: “a sociedade brasileira quer mudança, mas quer mudança estrutural, que faça o País continuar caminhando para a frente, no rumo certo”.

Ao falar sobre as centenas de mobilizações que reuniram milhares de pessoas por todo o País e nas redes socais, especialmente a partir do segundo turno, Lula salientou: “Há muitos anos, mesmo os mais velhos que fazem campanha política, não viam uma movimentação da sociedade como temos visto neste segundo turno”.

“Trabalhamos muito para convencer as pessoas que não foram votar, que anularam ou estão indecisas porque o que está em disputa não é um homem contra outro homem. É o modelo de país que a gente deseja. É o futuro da nossa nação que estamos construindo”, acrescentou.

Ele agradeceu pela “generosidade do povo brasileiro” e pela “compreensão em relação ao momento político que estamos passando” e concluiu: “Todos que estão aqui amam a democracia e amam o Brasil”.

Sem condições

Em outro momento, Lula afirmou que a sociedade brasileira “não quer retrocesso” e “não vai aceitar uma pessoa que não tem sensibilidade com a morte de uma menina de 5 anos e que ajudou quem a matou a não ser preso. Uma pessoa dessas não tem condições políticas, morais e éticas para chegar à presidência da República”.

Lula disse ainda jamais imaginar que, um dia, teria de disputar as eleições “com um mentiroso, miliciano, um desqualificado”, que “não tem nenhum compromisso com a verdade. Ele mente com a maior desfaçatez, não tem nenhuma responsabilidade ou sentimento; ele diz uma coisa hoje, e amanha diz outra. Só no caso do Vorcaro, ele já mentiu umas 50 vezes”.

O número não é uma “força de expressão”. A agência de checagem Aos Fatos listou ao menos 43 declarações enganosas do senador sobre o caso Dark Horse/Master somente entre maio e setembro, e identificou ao menos cinco estratégias desinformativas usadas por ele para tentar se desvencilhar do escândalo.

O presidente também afirmou que “esta eleição é um ato de pessoas que se preocupam com o País, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas e que não querem permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto”.

Subiu o sarrafo da luta política https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao_0999410531.html 

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