A Folha diante do espelho
Luciano
Siqueira
O complexo midiático
neoliberal dominante tentou até quando pôde insuflar uma alternativa de direita
ou centro-direita para tentar derrotar Lula nas urnas.
Era a tão desejada “terceira
via”.
Não conseguiu.
Estabelecido o confronto
Lula x Flávio Bolsonaro (os demais candidatos da direita minguando em intenções
de voto), a opção foi apostar no filho do ex-presidente encarcerado.
Hoje, a Folha de S.
Paulo, em editorial - "Golpismo
nunca mais" - , chora suas pitangas. O
tom é de lamento. Ou, melhor dizendo, de desavergonhada frustração.
Faz dura
crítica às posturas antidemocráticas do clã Bolsonaro, qualificando como "patética"
e "delirante" a carta divulgada pelo candidato derrotado após o
pleito, em que se autoproclama líder e presidente legítimo e volta à cantilena
da fraude nas urnas.
Tal
pai tal filho: Flávio repete a conduta delituosa do pai, Jair,
marcada pelo desmando, pela contestação violenta e pela tentativa constante de
deslegitimar as instituições democráticas.
Quem
te viu, quem te vê!
Às
vésperas do segundo turno, a Folha destaca em manchetes a provável vitória do
candidato que agora repudia, enaltecendo números das pesquisas Datafolha e
Quest, sem qualquer comentário sobre as ameaças à nação e ao regime
democrático.
De
quebra, apoiado em articulistas de direita ou centro-direita até a medula,
espinafrava o presidente Lula e sua suposta negligência em relação aos reclamos
do sistema financeiro.
Luta
que segue.
Vitória histórica abre nova fase para o Brasil https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/editorial-do-vermelho_0444637687.html

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