O descuido do bicho-preguiça
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Sucesso no noticiário o bicho preguiça que escapou de atropelamento na BR-101, no Recife, resgatado a tempo pela Polícia Rodoviária Federal.
Há certo fascínio pelo animal, como que admirado por todas as gerações
por não estar nem aí, semiparalisado e atento ao entorno onde estiver.
Do alto de uma árvore, como acontece ocasionalmente no Sítio Riachinho,
ou mesmo numa rodovia movimentadíssima.
Mantém a calma, sempre. E parece desdenhar da ansiedade predominante
entre os humanos.
Em rápida pesquisa em minha fontes digitais, fiquei sabendo que na
verdade existem seis espécies do dito cujo, divididas em dois gêneros
principais, conforme o número de dedos nas patas dianteiras.
Não anotei detalhes morfológicos, apenas alguns nomes — todos sugerindo certa
imponência, que não sendo física talvez seja espiritual: Bradypus variegatus,
Bradypus torquatus, Choloepus didactylus e assemelhados.
Mais: adoram economizar energias, pois que vegetarianos: alimentam-se de
folhas, brotos e frutos de árvores.
Ou seja, dieta de baixo teor calórico.
Movem-se lentamente não precisamente por indolência, mas como forma de
escapar aos predadores. De implacáveis onças, sobretudo.
Preferem sempre permanecer na copa das árvores, quase imóveis e de
cabeça para baixo como que observando gente e bichos que eventualmente circulem
no entorno.
Mas há uma rotina que cumprem disciplinadamente: uma vez por semana
descem ao solo para defecar e urinar.
Talvez tenha sido num momento desses que o bicho salvo na BR tenha se
perdido e se exposto ao risco de atropelamento. Seria um triste fim para o
sábio animal.
Veja: Insegurança urbana em debate https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/05/inseguranca-urbana-em-debate.html

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