23 janeiro 2026

Minha opinião

Raquel Lyra e a instabilidade persistente
Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65   

Mudanças no primeiro escalão de qualquer governo são naturais no espaço de quatro anos de mandato. Por razões diversas, sobretudo de natureza política ou simplesmente administrativa.

Mas o bom senso recomenda um mínimo de estabilidade para garantir continuidade e consequência na implementação das políticas públicas.

Na chefia do governo de Pernambuco Raquel Lyra tem pleno direito de fazer as modificações em sua equipe que considere necessárias, porém o que chama a atenção é a quantidade de mudanças que se tem operado: 22 no primeiro escalão do governo em 36 meses.

E como que para confirmar a regra, a governadora acaba de mudar a presidência da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).

A estrutura administrativa do governo conta com 24 Secretarias de Estado, incluindo pastas como Saúde, Educação, Defesa Social, Fazenda, etc. e órgãos equivalentes, como Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE) e Gabinete de Projetos Estratégicos.

Na prática, uma gestão errátil, modulada essencialmente pela permanente necessidade, por parte da chefe de governo, de diminuir arestas, fazer novas composições e reduzir a margem de desacerto. 

Não parece um bom desempenho administrativo e tampouco político. De tal modo que fica evidente no inicio deste quarto ano de gestão o embaraço da governadora às voltas com a perda de apoiadores e com a busca de aliados de última hora. 

Certamente o insucesso administrativo e a instabilidade política contribuirão para que enfrente o seu principal adversário, o prefeito do Recife João Campos (PSB), em evidente desvantagem.

A resultante virá da peleja eleitoral propriamente dita, sempre complexa e às vezes surpreendente.

Leia também: Descortino tático na disputa eleitoral https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/01/minha-opiniao_15.html 

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