Raquel Lyra e a instabilidade persistente
Luciano
Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Mudanças no primeiro escalão de qualquer governo são naturais no espaço de quatro anos de mandato. Por razões diversas, sobretudo de natureza política ou simplesmente administrativa.
Mas o bom senso recomenda um mínimo de estabilidade para garantir continuidade
e consequência na implementação das políticas públicas.
Na chefia do governo de Pernambuco Raquel Lyra tem pleno direito de
fazer as modificações em sua equipe que considere necessárias, porém o que
chama a atenção é a quantidade de mudanças que se tem operado: 22 no primeiro
escalão do governo em 36 meses.
E como que para confirmar a regra, a governadora acaba de mudar a
presidência da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).
A estrutura administrativa do governo conta com 24 Secretarias de
Estado, incluindo pastas como Saúde, Educação, Defesa Social, Fazenda, etc. e
órgãos equivalentes, como Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral
do Estado (CGE) e Gabinete de Projetos Estratégicos.
Na prática, uma gestão errátil, modulada essencialmente pela permanente
necessidade, por parte da chefe de governo, de diminuir arestas, fazer novas
composições e reduzir a margem de desacerto.
Não parece um bom desempenho administrativo e tampouco político. De tal
modo que fica evidente no inicio deste quarto ano de gestão o embaraço da
governadora às voltas com a perda de apoiadores e com a busca de aliados de
última hora.
Certamente o insucesso administrativo e a instabilidade política contribuirão
para que enfrente o seu principal adversário, o prefeito do Recife João Campos
(PSB), em evidente desvantagem.
A resultante virá da peleja eleitoral propriamente dita, sempre complexa
e às vezes surpreendente.
Leia também: Descortino tático na disputa eleitoral https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/01/minha-opiniao_15.html
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