Estreito de Ormuz como arma de guerra
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Talvez seja exagero dizer
que o Estreito de Ormuz é a "jugular da economia global", mas tem sim
valor estratégico na defesa do Irã contra a agressão dos EUA e Israel.
Analistas afirmam que se
trata do maior gargalo petrolífero do planeta, por onde passam entre 20% e 30%
de todo o petróleo comercializado no mundo (cerca de 20 a 30 milhões de barris
por dia).
Como consequência, a
explosão de preços do petróleo: no início de março deste ano, o preço do barril
de Brent já sofreu picos de alta superiores a 13%, com analistas projetando que
o valor possa ultrapassar US$ 100 ou até US$ 140, caso o bloqueio persista.
Igualmente, há implicações
sobre as exportações do Gás Natural Liquefeito (GNL). O Catar, maior exportador
de do mundo, depende exclusivamente dessa rota. O fechamento interrompe o
fornecimento para a Europa e Ásia, encarecendo a conta de luz e o aquecimento
globalmente.
O Brasil não está imune
Como a Petrobras utiliza a
paridade de preços internacionais, a disparada do barril pressiona o valor da
gasolina e do diesel nas refinarias. Daí o risco de um efeito cascata no frete
e no preço dos alimentos.
Também o agronegócio
brasileiro é afetado. O Estreito de Ormuz é uma rota vital para o transporte de
fertilizantes e ureia que vêm do Oriente Médio. O bloqueio ameaça a
produtividade da próxima safra brasileira e eleva os custos de produção no
campo.
E o mercado financeiro dá
sinais de que também á atingido. O Ibovespa registrou quedas acentuadas (chegando
a -4% em um único dia) devido à fuga de investidores para ativos seguros como o
dólar e o ouro.
O receio de uma elevação
da inflação pode levar o Banco Central a adiar a pretendida redução da taxa
Selic.
Trump mente sobre risco nuclear do Irã https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/trump-mente-e-agride.html

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