A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
07 fevereiro 2010
O fácil atalho para a derrota
Sugestão de domingo: Nunca se deixe isolar. O auto-isolamento é o caminho mais fácil para a derrota – na política e na vida cotidiana.
Bom dia, Carlos Pena Filho
Desmantelo azul
Então pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas
Para extinguir de nós o azul ausente
e aprisionar o azul nas coisas gratas
Enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas
E afogados em nós nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço
E perdidos no azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul: azul.
Twitter, blog e e-mails
. A propósito de reportagem no JC de hoje, assinada por Manuel Medeiros, aviso aos navegantes que aqui no blog cuido pessoalmente de todas as pastagens.
. Assim como no Twitter e na correspondência via e-mail.
. Apenas o site do meu mandato www.lucianosiqueira.com.br é editado e escrito pela minha assessoria de comunicação, liderada por Inamara Melo.
. Assim como no Twitter e na correspondência via e-mail.
. Apenas o site do meu mandato www.lucianosiqueira.com.br é editado e escrito pela minha assessoria de comunicação, liderada por Inamara Melo.
Sem soberba
Os índices elevadíssimos de Eduardo na pesquisa Vox Populi (62% contra 24% de Jarbas) são estimulantes. Mas a luta ainda não começou.
Cinema em casa
No Vermelho, por Eduardo Bomfim:
O baiano fantasma
Tive a oportunidade de rever na telinha do Canal Brasil um filme de primeiríssima qualidade. Trata-se de O Baiano Fantasma, de 1984, dirigido por Denoy de Oliveira e no elenco atores de qualidade, como José Dumont. Trata-se da história e desventuras de um nordestino paraibano que vai para São Paulo tentar ganhar a vida e acaba, sem querer, cobrador de dívidas de uma quadrilha que vendia proteção pessoal a pequenos comerciantes.
As cenas são passadas nos cortiços do centro da cidade e nas favelas de São Paulo. Os personagens são, entre outros, pequenos comerciantes descendentes de italianos, chamados de carcamanos, árabes da periferia e principalmente nordestinos aos milhares, entre atores e nas tomadas de ruas.
O enredo oscila do trágico ao cômico recorrentemente. O ritmo do filme é realista e ao mesmo tempo dinâmico, fugindo do estilo parado, introspectivo-tedioso como era característico de alguns dos nossos diretores encantados pelo gênero da “velha” vanguarda do cinema francês que já teve seus momentos de glória.
Mas que, como dizia na época, Nelson Rodrigues, era um cinema muito prestigiado, assistido por iniciados em cujas salas de projeção havia uma platéia minúscula e alguns cidadãos roncando, babando na gravata, ninados pelo ar refrigerado e a proteção da penumbra.
Hoje a coisa mudou e o que predomina é o estilo tecnologia de ponta, descerebrado, de apologia aos mariners, em guerras que os norte-americanos perderam ou nunca vão ganhar como a do Iraque, com algumas excelentes exceções, como No vale das Sombras estrelado por Tommy Lee Jones, de 2007.
Há bons diretores brasileiros dessa nova safra que honram a linhagem reflexiva de Nelson Pereira dos Santos e outros. Mas vem se firmando um privilegiado time de diretores regiamente financiados por leis de incentivo à cultura, muito politicamente corretos, com loas às favelas e em defesa da violência dos traficantes.
Como se fosse justo aplaudir a anemia e a impotência do Estado em relação à miséria e ao crime organizado. Já o premiado "Baiano Fantasma", mostra os verdadeiros construtores do Brasil industrial paulista, imigrantes, italianos, principalmente nordestinos, agredidos, discriminados e abandonados.
O que me lembra nessa festança de ONGs, cotas e etnias, reivindicar para esses milhões de também brasileiro-brasileiros uma parte dessa coisa toda.
O baiano fantasma
Tive a oportunidade de rever na telinha do Canal Brasil um filme de primeiríssima qualidade. Trata-se de O Baiano Fantasma, de 1984, dirigido por Denoy de Oliveira e no elenco atores de qualidade, como José Dumont. Trata-se da história e desventuras de um nordestino paraibano que vai para São Paulo tentar ganhar a vida e acaba, sem querer, cobrador de dívidas de uma quadrilha que vendia proteção pessoal a pequenos comerciantes.
As cenas são passadas nos cortiços do centro da cidade e nas favelas de São Paulo. Os personagens são, entre outros, pequenos comerciantes descendentes de italianos, chamados de carcamanos, árabes da periferia e principalmente nordestinos aos milhares, entre atores e nas tomadas de ruas.
O enredo oscila do trágico ao cômico recorrentemente. O ritmo do filme é realista e ao mesmo tempo dinâmico, fugindo do estilo parado, introspectivo-tedioso como era característico de alguns dos nossos diretores encantados pelo gênero da “velha” vanguarda do cinema francês que já teve seus momentos de glória.
Mas que, como dizia na época, Nelson Rodrigues, era um cinema muito prestigiado, assistido por iniciados em cujas salas de projeção havia uma platéia minúscula e alguns cidadãos roncando, babando na gravata, ninados pelo ar refrigerado e a proteção da penumbra.
Hoje a coisa mudou e o que predomina é o estilo tecnologia de ponta, descerebrado, de apologia aos mariners, em guerras que os norte-americanos perderam ou nunca vão ganhar como a do Iraque, com algumas excelentes exceções, como No vale das Sombras estrelado por Tommy Lee Jones, de 2007.
Há bons diretores brasileiros dessa nova safra que honram a linhagem reflexiva de Nelson Pereira dos Santos e outros. Mas vem se firmando um privilegiado time de diretores regiamente financiados por leis de incentivo à cultura, muito politicamente corretos, com loas às favelas e em defesa da violência dos traficantes.
Como se fosse justo aplaudir a anemia e a impotência do Estado em relação à miséria e ao crime organizado. Já o premiado "Baiano Fantasma", mostra os verdadeiros construtores do Brasil industrial paulista, imigrantes, italianos, principalmente nordestinos, agredidos, discriminados e abandonados.
O que me lembra nessa festança de ONGs, cotas e etnias, reivindicar para esses milhões de também brasileiro-brasileiros uma parte dessa coisa toda.
06 fevereiro 2010
Paciência com os equívocos de Ciro Gomes
No Jornal do Commércio, por Sergio Montenegro Filho
PCdoB nega submissão, mas não enfrenta Ciro
Luciano Siqueira prefere manter cautela em relação ao presidenciável socialista, afirmando que críticas ao PCdoB serão discutidas pelo comitê central. Legenda vai ratificar apoio à petista Dilma
. Se depender do PCdoB, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) pode esquecer a pré-candidatura à Presidência da República. Dirigentes nacionais da sigla participam hoje e amanhã, em São Paulo, de um encontro do Comitê Central para avaliar o cenário da sucessão presidencial e nos Estados, e vão reiterar o apoio a Dilma Rousseff (PT). O vereador Luciano Siqueira, que participará do encontro, diz que os comunistas respeitam a iniciativa de Ciro, mas a tendência pró-Dilma está consolidada. Ponderado, Luciano evitou comentar as críticas de Ciro ao PCdoB, que serão analisadas, segundo ele, durante o encontro da cúpula.
. “Qualquer comentário que eu fizer, estarei me antecipando ao comitê central. Nós queremos costurar a unidade. E quem sabe o que quer, às vezes tem que ouvir o que não quer e superar isso”, afirmou Luciano, num recado velado ao presidenciável do PSB. “Ciro é um bom companheiro. Não vamos nos atritar com ele”, minimizou, reforçando que a questão tem que ser tratada internamente pelo PSB.
. Luciano citou o PCdoB como o único partido que nunca desgarrou da aliança com o PT, desde a primeira candidatura de Lula, em 1989. Uma postura que, segundo ele, não deve ser vista como submissão, mas como sintonia. Para respaldar a afirmação, lembrou o discurso feito por Dilma durante o 12º Congresso Nacional do PCdoB – realizado em São Paulo, em dezembro passado – quando ela reiterou a opinião dos comunistas sobre a necessidade de os partidos aliados criarem uma plataforma de governo conjunta para o período pós-Lula.
. O dirigente comunista também considerou equivocada a análise de que a troca de lideranças do chamado “bloquinho de esquerda” na Câmara dos Deputados (PCdoB/PSB/PSP/PMN/PRB), na quinta-feira passada, tenha sido uma estratégia para tentar sensibilizar o partido em favor da candidatura de Ciro Gomes. O deputado Daniel Almeida, do PCdoB baiano, assumiu o cargo em substituição a Márcio França, do PSB paulista. “Desde que o bloquinho foi formado existe uma rotina de rotatividade entre os partidos na liderança. Não há relação entre a troca de comando e qualquer negociação envolvendo a candidatura de Ciro”, assegurou.
ESTADOS - O encontro de hoje e amanhã do Comitê Central do PCdoB – organismo equivalente ao diretório nacional do partido – servirá para monitorar os preparativos para a sucessão também nos Estados. Os comunistas já contam com vários candidatos a senador pelo País. Para governador, por enquanto, têm apenas o deputado federal Flávio Dino, no Maranhão. Além de Luciano Siqueira, a delegação de Pernambuco é composta pela ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos (vice-presidente nacional do partido), Alanir Cardoso (presidente estadual do PCdoB), Marcelino Granja e Valéria Silva. O prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, que também integra o diretório nacional, não poderá ir ao encontro por causa de compromissos envolvendo o Carnaval na cidade.
PCdoB nega submissão, mas não enfrenta Ciro
Luciano Siqueira prefere manter cautela em relação ao presidenciável socialista, afirmando que críticas ao PCdoB serão discutidas pelo comitê central. Legenda vai ratificar apoio à petista Dilma
. Se depender do PCdoB, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) pode esquecer a pré-candidatura à Presidência da República. Dirigentes nacionais da sigla participam hoje e amanhã, em São Paulo, de um encontro do Comitê Central para avaliar o cenário da sucessão presidencial e nos Estados, e vão reiterar o apoio a Dilma Rousseff (PT). O vereador Luciano Siqueira, que participará do encontro, diz que os comunistas respeitam a iniciativa de Ciro, mas a tendência pró-Dilma está consolidada. Ponderado, Luciano evitou comentar as críticas de Ciro ao PCdoB, que serão analisadas, segundo ele, durante o encontro da cúpula.
. “Qualquer comentário que eu fizer, estarei me antecipando ao comitê central. Nós queremos costurar a unidade. E quem sabe o que quer, às vezes tem que ouvir o que não quer e superar isso”, afirmou Luciano, num recado velado ao presidenciável do PSB. “Ciro é um bom companheiro. Não vamos nos atritar com ele”, minimizou, reforçando que a questão tem que ser tratada internamente pelo PSB.
. Luciano citou o PCdoB como o único partido que nunca desgarrou da aliança com o PT, desde a primeira candidatura de Lula, em 1989. Uma postura que, segundo ele, não deve ser vista como submissão, mas como sintonia. Para respaldar a afirmação, lembrou o discurso feito por Dilma durante o 12º Congresso Nacional do PCdoB – realizado em São Paulo, em dezembro passado – quando ela reiterou a opinião dos comunistas sobre a necessidade de os partidos aliados criarem uma plataforma de governo conjunta para o período pós-Lula.
. O dirigente comunista também considerou equivocada a análise de que a troca de lideranças do chamado “bloquinho de esquerda” na Câmara dos Deputados (PCdoB/PSB/PSP/PMN/PRB), na quinta-feira passada, tenha sido uma estratégia para tentar sensibilizar o partido em favor da candidatura de Ciro Gomes. O deputado Daniel Almeida, do PCdoB baiano, assumiu o cargo em substituição a Márcio França, do PSB paulista. “Desde que o bloquinho foi formado existe uma rotina de rotatividade entre os partidos na liderança. Não há relação entre a troca de comando e qualquer negociação envolvendo a candidatura de Ciro”, assegurou.
ESTADOS - O encontro de hoje e amanhã do Comitê Central do PCdoB – organismo equivalente ao diretório nacional do partido – servirá para monitorar os preparativos para a sucessão também nos Estados. Os comunistas já contam com vários candidatos a senador pelo País. Para governador, por enquanto, têm apenas o deputado federal Flávio Dino, no Maranhão. Além de Luciano Siqueira, a delegação de Pernambuco é composta pela ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos (vice-presidente nacional do partido), Alanir Cardoso (presidente estadual do PCdoB), Marcelino Granja e Valéria Silva. O prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, que também integra o diretório nacional, não poderá ir ao encontro por causa de compromissos envolvendo o Carnaval na cidade.
05 fevereiro 2010
Confissões de um ex-folião
Na coluna Pinga-Fogo (Ana Lúcia Andrade, no Jornal do Commercio):
PINGA-FOGO NO CARNAVAL - O cargo de vice-prefeito do Recife lhe tirou do Carnaval por longos 8 anos. Agora, vereador da capital, Luciano Siqueira (foto) avalia que “poderia até brincar, mas o cachimbo entortou”, confessa. Quando despertado a lembrar das histórias de quando era folião, sai logo com um “vamos mudar de assunto”.
PINGA-FOGO NO CARNAVAL - O cargo de vice-prefeito do Recife lhe tirou do Carnaval por longos 8 anos. Agora, vereador da capital, Luciano Siqueira (foto) avalia que “poderia até brincar, mas o cachimbo entortou”, confessa. Quando despertado a lembrar das histórias de quando era folião, sai logo com um “vamos mudar de assunto”. O porre da vida - Mas quando se volta lá para idos de 77, 78, recém-saído da prisão política, Luciano se permite a contar o maior porre que já tomou na vida. “Eu e alguns amigos tínhamos improvisado o bloco ‘Amigos da Beré’ em homenagem à mãe de um dos participantes.
Agora só praia - “Mas o que me marcou mesmo foi a dor no cóccix no dia seguinte. Minha mulher Luci me contou que foi resultado de uma queda feia que levei de cima de uma mesa de bar com estandarte e tudo. Hoje prefiro ir à praia”.
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