Sansão e Dalila
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Outro dia escrevi no Twitter que jamais assisti um filme do Homem-Aranha, não pretendo assistir e não sei se estarei perdendo algo importante.
Pelo WhatsApp, duas amigas e um amigo
me criticaram por isso, mais ou menos nos mesmos termos:
— Como pode alguém atento a tudo o que
acontece se eximir de ver pelo menos um filme que seja, de uma série, campeão
de bilheteria!?
Eis a questão, minha gente amiga.
Nem tudo que é visto por muita gente
necessariamente me interessa.
De outra parte, são tantos os temas,
acontecimentos, obras literárias e de arte, científicas e que tais, e já não
tenho tempo para digressões com o Homem Aranha e seus
assemelhados Super-Homem e Batman.
Nunca me identifiquei com o gênero,
mesmo quando criança ou adolescente.
E olhem que adoro cinema, porém sem
jamais me curvar a eventuais sucessos de público.
Tenho uma birra intimamente preservada.
Quando se formam filas quilométricas
para assistir nos cinemas determinado filme de sucesso mundial, simplesmente
não entro em fila alguma. Deixo para assistir qualquer dia desses, num futuro
imprevisto.
Por isso até hoje devo a mim mesmo o
"Titanic" e só recentemente vi na Netflix o (já clássico) brasileiro
"Tropa de elite".
Mas recordo que por volta dos meus 11 anos
de idade, na Lagoa Seca, em Natal, me deixei empolgar com anúncio em carro de
som de que no Cine São João (na mesma rua onde eu morava) entrara em cartaz o
"melhor filme do mundo" — precisamente "Sansão e Dalila",
estrelado por Victor Mature e Hedy Lamarr, dirigido por Cecil B. DeMille.
O ingresso custou 5 cruzeiros, que pedi
a minha mãe relutante, com o decisivo argumento de que um filme daquele eu
jamais poderia perder.
Afinal, era um campeão mundial de
bilheteria. Acho que gostei muito.
[Uma crônica de dezembro de 2021]
Leia também: Um milhão de amigos e a trena imaginária https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/minha-opiniao_10.html

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