O espetáculo e o fato
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Carnaval e eleição têm algo a ver? Tudo e ao mesmo tempo quase nada.
É que em ano de eleição, pré-candidatos e pré-candidatas sentem-se no dever de compartilhar com o povo momentos marcantes do carnaval.
No Recife, a abertura no Marco Zero e, mais ainda, o camarote oficial do Galo da Madrugada.
Em Olinda, a concentração do Homem da Meia-Noite.
Importa aparecer diante das câmeras e, na medida do possível, ser identificado pelos eleitores. Mas: registros na mídia convencional e na digital.
Quem está próximo de quem pode significar muito ou nada.
Assim como a figuras de menor visibilidade importa fotos e vídeos para circulação nas redes sociais, desde que ao lado de lideranças de maior dimensão.
Hoje, no camarote do Galo, pré-candidatos os mais diversos — a começar do prefeito João Campos cidade governadora Raquel Lyra — tudo fizeram não apenas para registros ao lado de Lula, como para sugerir alguma intimidade com o presidente.
A cobertura de imprensa, carente de notícias quentes, trata de aumentar as lentes sobre cada gesto — abraço, sorriso, aperto de mão.
Posso assegurar, com a experiência de quem participou ativamente da luta na esfera institucional por mais de 40 anos, que há uma distância enorme entre as aparências e a realidade em muitos desses registros.
A partir da quarta-feira ingrata, os fatos pesarão muito mais do que a aparência.
Leia também: Após o carnaval tudo pode acontecer https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/01/minha-opiniao_29.html

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