Por que o Jornal Nacional não mostrou
Lula no Galo da Madrugada?
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Recordo-me da campanha das diretas já, nos anos 70, quando a Rede Globo
simplesmente silenciou sobre as manifestações de rua, até quando mais de 40 mil
pessoas se reuniram no Vale do Anhangabaú e não foi possível esconder o fato.
É que a mídia corporativa privada tem partido – embora repita à
exaustação ser “independente”.
Gramsci, ao seu tempo, já demonstrava que a "imprensa
burguesa" era muito mais do que um meio de transmissão de notícias;
funcionava, como funciona, como instrumento de imposição da hegemonia cultural
da burguesia dominante. Atualizava, por assim dizer, o que Marx e Engels já
denunciavam em “A ideologia alemã” de que “as ideias da classe dominante são,
em cada época, as ideias dominantes”.
Ora, a presença do presidente da República no camarote oficial do bloco
carnavalesco considerado o maior do mundo (sic) numa capital importante como o
Recife por si mesma é uma notícia relevante. Mas a Globo a relegou a noticiário
local. Por razões obviamente políticas.
A “vênus platinada” agiu, mais uma vez e com o sempre, como partido
político. No caso específico, como integrante de todo um complexo midiático
dominante no país que se põe a serviço do capital financeiro e rejeita a
possibilidade de reeleição de Lula.
Leia também: A democracia sob ameaça de ser hackeada https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/01/eleicoes-ia-ameaca.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário