15 fevereiro 2026

Rede Glogo tem partido

Por que o Jornal Nacional não mostrou Lula no Galo da Madrugada?
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65    

Recordo-me da campanha das diretas já, nos anos 70, quando a Rede Globo simplesmente silenciou sobre as manifestações de rua, até quando mais de 40 mil pessoas se reuniram no Vale do Anhangabaú e não foi possível esconder o fato.

É que a mídia corporativa privada tem partido – embora repita à exaustação ser “independente”.

Gramsci, ao seu tempo, já demonstrava que a "imprensa burguesa" era muito mais do que um meio de transmissão de notícias; funcionava, como funciona, como instrumento de imposição da hegemonia cultural da burguesia dominante. Atualizava, por assim dizer, o que Marx e Engels já denunciavam em “A ideologia alemã” de que “as ideias da classe dominante são, em cada época, as ideias dominantes”.

Ora, a presença do presidente da República no camarote oficial do bloco carnavalesco considerado o maior do mundo (sic) numa capital importante como o Recife por si mesma é uma notícia relevante. Mas a Globo a relegou a noticiário local. Por razões obviamente políticas.

A “vênus platinada” agiu, mais uma vez e com o sempre, como partido político. No caso específico, como integrante de todo um complexo midiático dominante no país que se põe a serviço do capital financeiro e rejeita a possibilidade de reeleição de Lula.

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