Israel e os
Estados Unidos virão a ser o Reich de mil anos?
Enio Lins
EM 17 DE ABRIL DE 2024, aqui publicamos: “Não
é flor que se cheire o velho Irã dos aiatolás, mas o jovem Israel dos sionistas
é o estado mais agressivo e mais letal em todo Oriente Médio. Em 25 de dezembro
de 2023, Israel matou – na Síria – outro general iraniano, Razi Moussavi.
Noutro caso famoso, em 27 de novembro de 2020, o cientista nuclear Mohsen
Fakhrizadeh foi assassinado, no meio da rua de uma cidade iraniana, por um
equipamento israelense controlado por Inteligência Artificial (assim noticiado
pelo NY Times). Diz a Wikipédia: ‘o [serviço secreto israelense] Mossad,
desde 2007, assassinou cinco cientistas iranianos e feriu outro, usando uma
variedade de métodos, incluindo envenenamento, bombas detonadas remotamente e
motociclistas atirando nos carros dos alvos (...)’”. Israel, com o apoio dos Estados Unidos, continua
matando quem, quando e onde desejar. Sem consequências. A recente declaração do
– por enquanto, sobrevivente – presidente iraniano Masoud Pezeshkian, de que o
assassinato do aiatolá Ali Khamenei “foi uma declaração de guerra contra os
muçulmanos” é mera constatação do que está em curso há muitos anos.
TEM O IRÃ DIREITO A
AUTODEFESA. Sim. Seja uma teocracia, seja uma democracia,
nenhum país pode ser alvo da bandidagem internacional. Pela Lei do Cão,
praticada por sionistas e supremacistas, poderosos e armados como ninguém, a
capacidade da vítima reagir é a única coisa que pode frear a agressão. Até
agora, infelizmente para o mundo que deseja ficar livre do banditismo impune,
as forças armadas iranianas não estão dando conta do recado, apesar das
tentativas e da bazófia fundamentalista. Pouco mudou em relação ao aqui
descrito em 17/04/2024: “no
dia 1º de abril, Israel bombardeou a representação diplomática do Irã em
Damasco, matando oito militares iranianos, inclusive um comandante sênior,
general Mohammad Reza Zahedi. 12 dias depois, os iranianos tentaram devolver a
maldade lançando drones armados sobre o território israelense, em ação que até
agora não se tem notícia nem de vítimas humanas, nem de danos materiais”. Enquanto os prejuízos continuam concentrados num lado só,
vale como uma autorização para Israel e Estados Unidos seguirem agredindo.
NÃO EXISTE GUERRA entre o Irã e o duo israelo-americano. Existem ações
terroristas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Os líderes iranianos
(e suas famílias) foram assassinados, no sábado, 28, sem declaração de guerra,
como os morticínios anteriores. Desta vez, entretanto, os Estados Unidos
coparticiparam do ataque-surpresa, no mesmo período em que seus representantes
estavam em rodada de negociação com os representantes do governo iraniano. Sem
dúvida, Telavive e Washington aplicam sobre Teerã a política do terror.
Motivos? Ora, falta de democracia, excesso de teocracia, corrupção, repressão
interna, apoio a grupos armados no exterior são traços de uma política
imensamente mais praticada pela Arábia Saudita que pelo Irã, e o regime de Riad
é bajulado por israelenses e estadunidenses.
“NINGUÉM VAI CHORAR PELO
IRÔ, afirmou, domingo, editorial do Estadão, avançando: “Se o ataque derrubar esse
regime criminoso, o mundo agradecerá”. E é? O mundo deve agradecer também ao
terrorismo israelense, responsável pelo genocídio em Gaza? Deve o mundo
agradecer o assalto praticado por Israel, ininterruptamente, há 80 anos, das
terras árabes-palestinas? Deve o mundo agradecer caso a teocracia dos aiatolás
venha a ser substituída pela velha ditadura dos Xás? Deve o mundo agradecer ao
governo Trump por desrespeitar todas as normas internacionais? Deve o mundo
agradecer caso o sonho de Hitler – de matar, impune e abertamente, quem queira,
como quiser – venha a se consolidar através dos sionistas israelenses e dos
supremacistas americanos?
Contradições aguçadas no mundo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/11/palavra-do-pcdob.html

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