Política externa altiva e propositiva
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Não tem sido fácil a protagonistas de políticas públicas essenciais de o governo Lula difundirem, na mídia dominante, conteúdos essenciais. Entrevistadores e “analistas” costumam disseminar versões deturpadas, quando não pecam pela superficialidade extrema.
O ex-chanceler Celso Amorim concedeu entrevista ao site Phenomenal
World, onde explicitou com clareza
elementos da política externa altiva e ativa que tem contribuido para que o
Brasil ocupe lugar de destaque na cena mundial.
Alguns destaques merecem nossa atenção.
Primeiro, o desmoronamento do unipolaridade norte-americana
pós-debacle da União Soviética, agora açoitada pela transição a uma ordem
multipolar. Ambiente geopolítico que convoca o Brasil a uma postura de
não-alinhamento e de diálogo amplo, sempre tendo como fulcro os interesses
nacionais.
O fortalecimento crescente do BRICs se insere
nessa nova orem em formação possibilitando que novos protagonistas, inclusive
de padrão médio, como o Brasil, exerçam papel ativo na redefinição necessária
de novos mecanismos multilaterais de convivência entre as nações, mutuamente benéficos.
Um veio por onde possam emergir mecanismos de
comércio que não dependam exclusivamente do dólar, visando proteger economias
emergentes de sanções unilaterais e da volatilidade da política monetária
norte-americana.
Mostra-se otimista – talvez ao exagero, a meu ver – quanto à
possibilidade do Brasil atrair investimentos e tecnologia, deixando de ser
apenas um exportador de commodities para se tornar um hub de "indústria
verde".
Numa visão, digamos, de futuro, considera a viabilidade de um papel de
liderança crescentemente ativa no subcontinente sul-americano, constituído como
bloco de nações movidas a interesses comuns.
Quanto a esse propósito, o cenário atual – observo – é predominantemente
negativo em razão de tendências politicas direitistas recém-fortalecidas.
O PCdoB e o acordo Mercosul-Comunidade Europeia https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/palavra-do-pcdob.html

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