...é do amor!
que este amor venha
como cântaro
pois o sol tarda.
que se q faz tempo dos cristais
o vinho basta a boca a lamber-me
a alma
basta a ilusão
de ser o outro
sob este céu de outubro.
basta a vontade
de ser chão
sem estrelas
pois não tarda a lua.
[Ilustração: Romero de Andrade Lima]
Leia também: "Talvez",
poema de Pablo Neruda https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/01/palavra-de-poeta_10.html

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