Anarquia criativa e racional no futebol
O Flamengo é um dos que estão precisando de um
pouco de anarquia. Futebol tem vivido muitos casos de racismo, homofobia e
agressões
Tostão/Folha
de S. Paulo
Dos quatro grandes de São
Paulo, o Santos é o único desclassificado no Paulistão. O Novorizontino venceu
por 2 x 1 e vai enfrentar o Corinthians. Gabigol, como acontece há muitos anos, atuou
muito parado, esperando a bola no pé para finalizar. Ele joga muito na frente,
entre os zagueiros, e bastante longe de Neymar, muito recuado.
Neymar, desde quando saiu do
Barcelona para o PSG, passou a atuar muito atrás, recebendo a bola na própria
intermediária, longe do gol. Tenta arrancar, driblar e fica pelo meio do
caminho. Falo isso há mil anos. As seguidas contusões dificultam ainda mais sua
chegada ao gol. Se Neymar for para a Copa, o que é pouco provável, deveria
jogar mais à frente, formando dupla com o centroavante, como faz Memphis ao
lado de Yuri Alberto no Corinthians.
Cruzeiro e Corinthians se
enfrentam nesta quarta (25) pelo Brasileirão. Yuri Alberto faz muita falta. O
Cruzeiro, aos poucos, tem melhorado, jogando com uma linha de quatro
meio-campistas, dois pelo centro (Lucas Silva e Lucas Romero) e dois pelos
lados (Gerson pela esquerda e Cristian pela direita). Em alguns momentos, o
Cruzeiro vai precisar de um ou dois pontas rápidos e dribladores que também
voltem para marcar.
As declarações
anteriores de Crespo de que o São Paulo iria lutar pelos 45 pontos no Brasileirão
para não ser rebaixado foram o gatilho que fez o time jogar bem e vencer tantas
partidas seguidas. Dias atrás, alguém disse que o meio-campo do São Paulo,
formado por Bobadilha, Marcos Antônio e Danielzinho, sem posições fixas, é uma
anarquia que tem dado certo. Diria que é uma anarquia criativa e racional. Às
vezes, falta a times bastante organizados e disciplinados uma pitada de
anarquia e inventividade.
Faltaria um
pouco de anarquia neste início de temporada ao Flamengo, que tem sido muito previsível? Na
quinta-feira (26), no Maracanã, o time precisa reverter a desvantagem de um gol
contra o Lanús, na decisão da Recopa Sul-americana.
O Vasco, fora
da semifinal do Cariocão, demitiu Fernando Diniz. Ele, que foi no Brasil o
primeiro treinador a fazer a saída de bola com troca de passes desde o goleiro,
tem tido ótimos e maus momentos na carreira, como é habitual entre os
treinadores. A diferença é que Fernando Diniz, por ser um pouco diferente nas
suas ações e conceitos, é exageradamente elogiado nas vitórias e excessivamente
criticado nas derrotas. Se o Vasco contratasse Ancelotti ou Guardiola, os
resultados também não seriam bons, pois o elenco é fraco.
Na partida entre Bragantino
e São Paulo, o zagueiro Gustavo
Marques, do Bragantino, teve uma atitude machista contra
a árbitra Daiane Muniz. O jogador foi merecidamente expulso e depois do jogo pediu
desculpas, após ser criticado pela mulher e pela mãe. O
clube também puniu o atleta. Antes de ser expulso, durante toda a partida,
havia uma grande pressão dos jogadores contra a árbitra, que atuou muito bem
segundo todas as opiniões.
As críticas, vaias e
aplausos são bem-vindas e fazem parte do espetáculo desde que o futebol existe. O absurdo e o inaceitável são as
ofensas aos profissionais, o racismo, a homofobia, as agressões, as invasões de
dependências dos clubes, a torcida única nos estádios, a violência e os
tumultos que ocorrem durante as partidas.
Leia: "Espetacularização, velocidade e o negócio da desinformação" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/01/dinamica-das-plataformas-digitais.html

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