Por tarifas, Trump admite
que EUA estão quebrados
Para utilizar seção 122 da lei de
1974, Trump tem de admitir que os EUA estão quase quebrados, com graves
problemas de pagamentos.
Aepet
Para
introduzir uma tarifa global de 15% (ou 10%, como começou nesta terça-feira, a
despeito do aviso na rede social) após a derrota do tarifaço na Suprema Corte,
o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve de admitir que os EUA estão
quase quebrados, à beira de uma catástrofe econômica.
Esse
reconhecimento é base da seção 122 da Lei de Comércio de 1974 (19 U.S.C. 2132) para
permitir a imposição de tarifas que “protejam” a economia estadunidense.
Nas
palavras do próprio Trump, no ato em que anuncia a taxação de importações, “por
vezes, os Estados Unidos enfrentam problemas fundamentais de pagamentos
internacionais, como grandes e graves déficits na balança de pagamentos, uma
depreciação iminente e significativa da sua moeda nos mercados cambiais ou um
desequilíbrio na balança de pagamentos internacional. Esses problemas podem,
entre outras coisas, comprometer a capacidade dos Estados Unidos de financiar
seus gastos, corroer a confiança dos investidores na economia e perturbar os
mercados financeiros”.
E
segue: “Medidas especiais de importação para restringir as importações, como
sobretaxas e quotas, são ferramentas essenciais para proteger a economia e a
segurança nacional dos Estados Unidos e, em certas circunstâncias, são
necessárias para lidar com problemas fundamentais de pagamentos
internacionais.”
“Dada
a gravidade dos problemas fundamentais de pagamentos internacionais e a
importância das restrições à importação como ferramentas econômicas, de
segurança nacional e de política externa, a legislação federal (…), autoriza o
presidente a tomar medidas por meio de sobretaxas e outras restrições especiais
à importação para lidar com problemas fundamentais de pagamentos
internacionais.”
Segundo Trump, seus
consultores “determinaram que uma sobretaxa de importação na forma de direitos
ad valorem é necessária para lidar com os grandes e graves déficits da balança
de pagamentos dos Estados Unidos”. E admite que nada mudou em 2025, a despeito
do tarifaço: “O grande, persistente e grave déficit comercial anual de bens dos
Estados Unidos cresceu mais de 40% somente nos últimos 5 anos, atingindo US$
1,2 trilhão em 2024. Em 2025, o déficit comercial de bens dos Estados Unidos
permaneceu em aproximadamente US$ 1,2 trilhão.”
IA
acrescenta nada à economia dos EUA
Investimentos em
inteligência artificial (IA) tiveram “basicamente zero” impacto no PIB dos EUA
em 2025, segundo afirmou Jan Hatzius, economista-chefe do banco de
investimentos Goldman Sachs, em entrevista que concedeu para a TV online do
Atlantic Council em 8 de janeiro e que o Washington Post resgatou nesta
segunda-feira.
O motivo é que,
apesar dos grandes investimentos anunciados pelas companhias de tecnologia
estadunidenses, a maior parte dos semicondutores e equipamentos vem de fora,
contribuindo para o PIB de Taiwan, da Coreia do Sul e outros, mas com efeito
próximo a zero na economia dos EUA. Hatzius salienta que isso não significa que
a IA não é importante para o mercado e para a tecnologia.
Para 2026, o
economista-chefe do Goldman Sachs prevê que o impacto de investimentos de
companhias como Meta, Amazon, Google e OpenAI (estimado pelo mercado em US$ 700
bilhões) em data centers também deve ficar próximo a zero, talvez levemente
positivo. (Fonte: Monitor Mercantil)
A Vitória de Zohran Mamdani em Nova York https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/11/thiago-modenesi-opina.html

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