21 Novembro 2009

Mídia, Política e Democracia

Do nosso site:
. O vereador Luciano Siqueira é um dos convidados do 11º Simpósio Observanordeste – Mídia, Política e Democracia. O evento é uma boa oportunidade para entender melhor as questões ligadas à democratização da comunicação no país e à realização da I Conferência Nacional de Comunicação, que acontece no mês de dezembro, em Brasília.
. Participarão do Simpósio jornalistas, professores, radialistas, pesquisadores e representantes de movimentos sociais.
. O evento, promovido pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Pesquisas Sociais, e o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (SinjoPE), juntamente com o Observatório Social do Nordeste, será realizado de 25 a 27 de novembro próximo, no auditório da Fundaj, em Casa Forte, sala Sala Calouste Gulbenkian, Av. 17 de Agosto, 2187. Informações pelo 3073-6477 (Fundaj).

20 Novembro 2009

Nossa opiniões em entrevista ao Blog da Folha

Blog da Folha:
5 perguntas por e-mail
"A tendência natural do PCdoB é apoiar Dilma"
Que avaliação o Senhor faz do primeiro ano da atual legislatura na Câmara do Recife?
A Câmara discutiu temas importantes, aprovou projetos de Lei significativos para a vida na cidade e se aproximou mais da sociedade civil. O balanço é muito positivo.
O Senhor tem proposto uma série de audiências públicas durante o mandato. Qual tem sido a participação popular nas discussões e qual a efetividade desse instrumento?
As audiências públicas promovidas pela Comissão de Desenvolvimento Econômico – que presido -, têm ensejado uma participação ativa do movimento popular e de inúmeros atores e instituições influentes na cidade, além de gestores públicos. E têm produzidos resultados consistentes. Discutimos a política fiscal da Prefeitura como indutora do desenvolvimento econômico – e em seguida, ajustamos, mediante projeto de Lei do Executivo, o texto de uma das leis de flexibilização da alíquota do ISS. Debatemos o centenário de Burle Marx e a defesa do nosso patrimônio paisagístico – e já aprovamos uma Lei, de nossa autoria, que estabelece a Semana de Burle Marx, a se realizar anualmente sob os auspícios do poder público municipal em parceria com instituições interessadas no tema. Examinamos a necessidade de rever a chamada Lei das Calçadas, e o Grupo de Trabalho nomeado pelo prefeito João da Costa agilizou o tratamento do assunto, que em breve chegará à Câmara na forma de projeto de Lei. Em cooperação com o Fórum Pernambucano de Defesa das Bibliotecas, do Livro e da Leitura, também em audiência pública formatamos um projeto de Lei que institui a política municipal do livro e de incentivo à cultura da leitura, que tramita nas comissões técnicas e em breve irá a plenário. Mais recentemente também debatemos os Projetos Capibaribe Melhor e Cidade da Copa, igualmente com a presença maciça de público qualificado, agregando, em ambos os casos, conhecimento e alternativas de ação no sentido de acompanharmos os dois projetos em intima articulação com o movimento popular e entidades da sociedade civil.
Também promovemos um seminário sobre a questão dos resíduos sólidos (lixo) sob ótica metropolitana e publicaremos em breve uma plaquete com o conteúdo dos debates. O fato é que as audiências públicas são, efetivamente, um instrumento de trabalho muito eficaz na abordagem ampla e aprofundada dos problemas da cidade e de estreitamento das relações entre o Legislativo Municipal e a sociedade. Pena que a mídia não se interesse em acompanhar.
Há duas semanas o PCdoB realizou o seu 12º Congresso Nacional, em São Paulo. Que deliberações ou direcionamentos podem ser destacados desse encontro?
O que ressalta, no conjunto das resoluções do 12º. Congresso do PCdoB, é a atualização do Programa do Partido – que reafirma o socialismo como objetivo estratégico e indica a consecução de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento como meio de abordar esse objetivo nas condições atuais da luta política em nosso país. E junto com o novo Programa, a adoção de uma resolução política orientada para impulsionar o processo de mudanças em curso, sob o governo Lula, tendo como destaque uma plataforma que os comunistas apresentam para o novo governo pós-Lula.
O PCdoB parece cada vez mais próximo da ministra Dilma Rousseff. A adesão formal à sua candidatura à presidência da República é só uma questão de tempo?
Há, sim, uma convergência crescente entre as opiniões e os compromissos da ministra Dilma com o que propõe o PCdoB. A ministra compareceu ao nosso Congresso, ao lado do presidente Lula, e nos brindou com um discurso escrito expressando essa convergência de propósitos. A tendência natural do PCdoB é apoiar Dilma.
O Senhor - ou o partido – já decidiu quanto à sua candidatura a deputado no próximo ano? Ela depende da definição da formação de um “chapão” ou de “chapinhas” na base do governo estadual?
O PCdoB prepara-se para o pleito de 2010 com paciência e descortino político. Tem em conta que muitas variáveis que definirão o cenário da disputa ainda não se fazem presentes. O meu nome é cogitado para deputado federal, ao lado da ex-prefeita Luciana Santos. A candidatura de Luciana já está definida, a minha ainda carece de análise. De toda forma, minhas energias estão concentradas no cumprimento do mandato de vereador que o povo da cidade me concedeu.

Bom dia, Cyl Gallindo

A sobrevivência do mangue

E a ponte esvai-se pelo rio
Trêmula navegante nula;
nas suas cáries residimos
logicamente crustáceos.

Bípedes arquitetando sombras,
planos rostos refletidos: nunca,
no aquático espelho dos sobrados
sustém o eco dos sentidos desusados
que mordem das impegadas mãos o tato.

Incerta lama convivida:
alma lama renascida ao sol.
Anfíbios (caranguejos, siris, meninos)
o peito ereto, as mãos para cima,
trazem as bandeiras de medalhas-lama.

Do céu ganhou a armação
em ossos: um nato esquife.
E o recheio, que lhe desse o rio.
Lá na Ponte Giratória, por mais que gire:
ossos que vivem a sobreviver de ossos!

Consciência negra

No G1:
. Criado para estabelecer diretrizes e garantir direitos para a população negra, o Estatuto da Igualdade Racial deve ter a votação concluída no Senado ainda neste mês de novembro, segundo previsão do governo federal, e deve virar lei em 2009 após 10 anos do início das discussões sobre o tema.
. O projeto de lei que cria o estatuto foi aprovado no último dia 9 de setembro em comissão da Câmara em caráter terminativo (sem passar pelo plenário) e agora precisa ser aprovado no Senado antes de ir à sanção presidencial e virar lei.
. A previsão inicial do governo era de que o projeto fosse sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (20), Dia da Consciência Negra. De acordo com o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, embora a meta não tenha sido cumprida, ajudou a agilizar as discussões sobre o tema.

Calma e bom senso só fazem bem

. Nenhum motivo consistente há para escaramuças entre pretendentes a uma vaga na chapa majoritária da coalizão que apóia o governo Eduardo Campos.
. Que se explicitem, diferenças de opinião, nada contra.
. Mas o bom senso recomenda serenidade e paciência. Em tempo hábil as coisas serão postas em devidos lugares.

Vamos ao cinema

. Informa a Agência Brasil: a segunda edição da campanha Semana do Filme Nacional começa hoje e vai até a quinta-feira (26) com ingressos a R$ 6 (inteira) e a R$ 3 (meia-entrada) em todo o país. O evento é promovido pela Agência Nacional do Cinema em parceria com a Federação Nacional das Empresas Exibidoras.
. O público poderá ver cerca de 15 longas-metragens brasileiros lançados em 2009, entre eles, Besouro, Hotel Atlântico, Se Eu Fosse Você 2, Divã, O Menino da Porteira, A Mulher Invisível, No Meu Lugar, Alô Alô Terezinha, Verônica, Salve Geral e O Grilo Falante e os Insetos Gigantes.
. Para saber quais as cidades e os cinemas que participam da promoção, os interessados devem consultar o site http://www.ancine.gov.br/.
. Jaboatão dos Guararapes e Recife participam.

Um filme comum que emociona

. “Lula, o filho do Brasil” é um filme comum. Certamente há centenas de filmes melhor concebidos e realizados.
. Mas toca fundo em quem o vê – sobretudo aos que confundem o destino pessoal com a própria luta do povo e guardam no peito emoções tão fortes, como Luci e eu.

19 Novembro 2009

Bolsa Família: controle rigoroso

. A notícia é da Agência Brasil. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) anunciou que 975.601 famílias inscritas no Programa Bolsa Família não receberão o benefício este mês por falta de atualização cadastral. Com a medida, o governo espera que os beneficiários procurem as prefeituras municipais e atualizem seus dados.
. O dinheiro do beneficiário, pago entre os dias 17 e 30 de cada mês, será depositado na Caixa Econômica Federal e só poderá ser liberado após a atualização cadastral das famílias. O dinheiro ficará na conta por três meses. Se até janeiro as famílias não efetuarem a atualização, o benefício será cancelado e o dinheiro voltará para o Tesouro Nacional.. A exigência de atualização cadastral e a possibilidade de bloqueio estão previstas no Decreto Presidencial nº 6.135 de 2007. A atualização deveria ter sido feita até 31 de outubro deste ano.

Nunca na história desse país…

. Minha gente, na mídia na há limite pra nada quando se trata de fustigar o presidente Lula. O filme “Lula, o filho do Brasil” tem sido alvo de comentários depreciativos de toda ordem. Por gente que nem o viu ainda! Nunca na história desse país...
. Vou ver o filme hoje no pré-lançamento no Centro de Convenções. Não porque o meu partido, o PCdoB, apóia o governo Lula ou por ser amigo do presidente. Vou porque gosto de cinema.
. Mas confesso que é preciso certa dose de autocontrole para ver o filme com espírito desarmado, sem preconceitos – tamanho o bombardeio que se tem feito nesses últimos dias.
. O danado é quanto mais se bate em Lula, mais o prestígio dele no seio do povo cresce.

18 Novembro 2009

Boa noite, Bartyra Soares

Toada do Capibaribe: Auto-retrato

Sim. Existo.
Venho por esses caminhos
de ventos perdidos
e vozes dispersas.
Na aspereza do chão
incessantemente me traço
e me refaço.

E sigo eu.
Embora não seja verde
o meu canto
ele ainda é esperança
promessa e saudação.

Deixo nos olhos
de quem me busca
um instante de divagação.
A faísca de quem se transporta e viaja,
a certeza de refúgio
apesar do fluir de meus pés
em permanente arribação.

História: 18 de novembro de 1918

Ensaio insurrecional anarquista conectado à greve geral no Rio-Niterói. Mobiliza tecelões, metalúrgicos e operários da construção para ocupar o palácio presidencial, Câmara, Senado, arsenais, quartéis. Ataca a delegacia distrital de polícia, mas sucumbe ante a chegada de reforços. Dezenas de presos. (Vermelho http://www.vermelho.org.br/).

Lei objetiva do capitalismo

. Tempo de crise, tendência ao fortalecimento de monopólios. Assim funcionam as coisas no capitalismo. E é o que comprova levantamento feito pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima): o volume de transações de fusões, aquisições, ofertas públicas de aquisição de ações e reestruturações societárias efetuadas no país até setembro totalizou R$ 116,7 bilhões.
. O aumento foi de 33,4% sobre o mesmo período de 2008, aproximando-se do resultado registrado em 2007, que alcançou R$ 141,2 bilhões.
. A informação é da Agência Brasil e indica que 32,8% das operações foram de negócios superiores a R$ 1 bilhão. No mesmo período do ano passado, as mesmas transações representavam 19,3% do total.

Artigo semanal no Blog de Jamildo (JC Online)

Ciro e Aécio: diversionismo ou jogo de cena?
Luciano Siqueira


O deputado Ciro Gomes, do PSB, conversa com o governador Aécio Neves, de Minas Gerais, do PSDB. Ambos ostentam a condição de postulantes a candidatura à presidência da República. Os jornais anunciam que eles tratam exatamente disso: da disputa presidencial do ano que vem. Eles não desmentem. E as coisas passam a ser vistas como se estivessem em busca de uma aliança eleitoral.

É possível? Ora, mesmo sendo razoável dizer que em política tudo pode acontecer – o autor dessas linhas já viu de tudo, menos uma vaca voar... -, não parece consistente a hipótese de que o deputado e o governador estariam costurando um acordo eleitoral.

A começar pelos partidos a que pertencem, perfilados em campos opostos na atual cena política do país. O PSDB do governador Aécio comanda a oposição de centro-direita, combatendo frontalmente o presidente Lula e o seu governo. O PSB do deputado Ciro está entre os principais partidos integrantes da coalizão governista.

Entre o PSDB e o PSB não há convergências acerca dos rumos do país. O PSB defende, em linhas gerais, a orientação do governo Lula. O PSDB, mesmo sem um discurso articulado e perdido em questiúnculas pontuais, é abertamente defensor de postulados do neoliberalismo.

O governador Aécio, ao que parece, embora um líder de grande dimensão entre os tucanos, não detém a hegemonia no seu partido – portanto não teria condições de promover uma guinada para apoiar o deputado Ciro.

O deputado Ciro Gomes, por seu turno, nome de grande expressão no PSB, tampouco teria força para afastar o seu partido da coalizão liderada pelo PT.

Postas essas premissas, restam duas hipóteses para explicar o colóquio entre o governador mineiro e o deputado cearense. Uma: ambos interessados em se cacifar no interior dos seus partidos tendo em vista o projeto da candidatura à presidência promoveriam, assim, uma manobra diversionista destinada tanto a sublinhar que a escolha do governador José Serra, de São Paulo, ainda não está consolidada no PSDB; como para firmar a idéia de que, no PSB, o apoio à candidatura da ministra Dilma, do PT, não pode ser considerado ainda favas contadas.

Daí a segunda hipótese, que complementa a primeira: ambos estariam fazendo jogo de cena no intuito de aferir bons resultados no interior dos seus partidos. Nada mais que isso.

Entretanto, como têm responsabilidade pública, ficam instados a explicitar em quais das grandes questões nacionais encontram, entre si, convergências – se que elas existem.

16 Novembro 2009

O peso do mercado interno

Aquecimento do mercado interno contribuiu para gerar mais de 1 milhão de empregos no ano
. A notícia é da Agência Brasil. O aquecimento do mercado interno foi um dos principais responsáveis pela geração de 1,16 milhão de empregos até outubro deste ano, disse hoje (16) o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O dado faz parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje.
. “Não me surpreendo com esse número de 1.163.607 [de empregos gerados] porque desde março vinhamos falando da solidez do mercado interno, da força da economia nacional e das ações do governo para enfrentar a crise”, afirmou Lupi.
. Segundo o ministro, o resultado mostra que o Brasil é o único país do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) a gerar mais de 1 milhão de empregos e disse que no próximo ano o país vai chegar ao saldo acumulado de 2 milhões de empregos. Lupi disse ainda que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país) de 2010 poderá crescer entre 7% e 8%. Entre as áreas que devem ter maior expansão em 2010, ele citou a indústria de transformação e o setor de serviços.
. Em outubro, o saldo da geração de empregos com carteira assinada ficou em 230.956 e foi o melhor de toda a série histórica para o mês. O melhor saldo, até então, era o de outubro de 2007, quando foram gerados 205 mil novos empregos com carteira assinada.
. Para este mês, Lupi espera saldo recorde, mas que não deverá ser tão forte. Para dezembro, quando há demissões no setor do comércio e serviços, após as contratações temporárias de fim de ano, ele disse não acreditar em grande número de dispensas, mantendo, por isso, a previsão de um 1,1 milhão de empregos para 2009.

Vendo o apagão com sensatez e equilíbrio

No Vermelho, por Eduardo Bomfim:
O crescimento e o apagão

Na noite da terça para quarta-feira passada houve uma interrupção do fornecimento de energia em vários Estados, principalmente os sulistas, ocasionada pela ação de tempestades sobre redes de transmissão elétrica.

As forças de oposição ao governo do presidente Lula já tomaram a iniciativa de propor no Congresso Nacional uma “CPI do apagão”. O que significa afirmar que o episódio possui causas estruturais e não decorrentes de um acidente como o de intensos raios sobre a região.

A oposição está no seu papel de oposição, mas ela precisa estar bastante respaldada em bases científicas para poder concluir pela versão de uma crise no abastecimento de energia no País semelhante aos blecautes do final dos anos noventa.

Naquela época houve a confissão às claras de que o Brasil estava profundamente defasado em relação à sua produção energética o que poderia inviabilizar o crescimento industrial e econômico nacional. De lá para cá houve um maciço investimento e modernização no setor por parte do governo federal.

Mas a grande verdade é que os segmentos de oposição encontram-se muito incomodados com os altos índices de aprovação popular do presidente da República, índices que crescem imunes aos sistemáticos ataques que aparentam forte dose de desespero e instabilidade política. No entanto, a oposição ao governo não pode em absoluto ser subestimada porque tem uma grande capacidade de fogo, encorpado engajamento social e ideológico, embora minoritário.

Mas o que salta aos olhos de todos é o forte apoio da grande mídia nacional hegemônica global que já não mais informa, produz sistemáticos ataques, totalmente engajada no campo da oposição.

Uma das principais comentaristas de economia e política dessa referida mídia passou, dias atrás, um verdadeiro pito na oposição considerando-a vacilante e sem rumo, saindo-se com a frase que no Brasil estava havendo governo demais e oposição de menos. Daí em diante aumentou o grau de irritabilidade oposicionista, FHC lançou um histriônico manifesto, Caetano Veloso chamou Lula de analfabeto etc. Nesse tiroteio, todo o produto interno bruto nacional (PIB) cresceu em torno de 8% e 10% no último trimestre. Cresceu em ritmo chinês dizem as publicações especializadas.

Assim, sem plataforma alternativa, as oposições estão mesmo sem rumo, sem grandes perspectivas e alimentam, aqui e ali, sonhos golpistas.

Área ganhará parque científico

Na Folha de Pernambuco, por Gilberto Prazeres:
. O prefeito do Recife, João da Costa (PT), assina, hoje, um convênio com o Ministério de Ciência e Tecnologia para a construção do Parque Científico e Cultural do Jiquiá, que receberá o nome Alberto Santos Dumont. O ato, que será realizado no Teatro Santa Isabel, contará ainda com as presenças do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; do governador Eduardo Campos (PSB) e da secretária de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado, Luciana Santos (PCdoB).
. Há pouco mais de dois meses, Costa anunciara que havia embarcado para Brasília para costurar os acordos necessários para a implementação do projeto. Nesta época, o gestor havia garantido cerca de R$ 1 milhão para a benfeitoria. A ideia de João da Costa é, com o novo parque, recuperar a memória do bairro do Jiquiá, que, em 1930, foi ocupado pelo primeiro centro de operações para abastecimento e pouso do Graf Zeppelin no Brasil, denominado “Aeroporto do Jiquiá”. Hoje, o Campo do Jiquiá, como ficou popularmente conhecido o local, é uma área tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual e conserva, de forma original, a torre que servia de atracação aos dirigíveis.

Cidade da Copa: hoje, 9 h, no Plenarinho da Câmara Municipal

Um bom confronto

. Noticia-se que tucanos e petistas estariam compilado dados acercados governos FHC e Lula para o debate nas eleições presidenciais de 2010.
. Ótimo! Não se trata de comparações na esfera pessoal – embora elas existam, com larga vantagem para Lula, sob múltipolos aspectos.
. Trata-se, sim, de confrontar dois projetos distintos para o Brasil. Para o bom esclarecimento do eleitor, a quem caberá decidir sobre a continuidade do projeto atual ou pela volta à era FHC.

Zé da Flauta mostra erro de Capiba

No Blog de Zé da Flauta:
Capiba errou!

É FREVO, MEU BEM!
Capiba.

Pernambuco tem uma dança
Que nem uma terra tem
Quando a gente entra na dança
Não se lembra de ninguém

É maracatu, não!
Mas podia ser.
É bumba-meu-boi, não!
Mas podia ser.

Mas será o baião, não!
Mas podia ser.
É dança de roda, não!
Quero ver dizer...

É uma dança
Que vai e que vem
Que mexe com a gente
É frevo, meu bem!

Descubra onde está o erro? Não é fácil achá-lo, pois sempre ouve uma grande confusão em torno da tríede frevo, passo e folia. É comum fazermos essa troca, pois crescemos no Recife assistindo esse conflito gramatical. É comum se ver num jornal, na capa de um livro, a foto de um ou uma passista escrito em baixo a palavra frevo, onde deveria ser passo. Pra ter frevo escrito sob uma foto precisaria ela mostrar uma orquestra, um músico de frevo, não é verdade?

Quando no carnaval avistamos uma orquestra arrastando multidões pelas ruas, podemos dizer com toda certeza, lá vem a folia! Pois estamos observando a soma do frevo + passo + alegria, correto?

Então: Frevo é a música. Passo é a dança do frevo. Folia é a agitação, a alegria e a euforia transmitida pelo frevo e pelo passo.

Capiba errou, mas foi sem querer! Ele foi vítima da confusão ou passou despercebido quando escreveu a letra, porque eu tenho certeza que ele sabia distinguir bem as três expressões.

15 Novembro 2009

João da Costa está certo

. No Diário de Pernambuco de hoje: Para João da Costa, este não é o governo do PT ou de um núcleo. É o governo de uma frente de partidos.
. Está certíssimo. Que o PT é hegemônico em seu governo, não há dúvida – sem perder, entretanto, o caráter plural.

Cartilha apresenta 10 razões para defender o pré-sal

Do site da CTB:
. Entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais organizados lançaram neste mês, em Minas Gerais, uma cartilha em defesa do pré-sal. Elaborada pelo Sinpro Minas, a publicação apresenta 10 razões para defender as novas reservas petrolíferas e traz ilustrações do chargista Lor.
. “Pretendemos com esta cartilha apresentar alguns pontos cruciais em torno assunto. Ela é resultado de uma construção coletiva, fomentada durante os debates e reuniões que participamos nos últimos meses com diversos atores sociais”, disse Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas e da CTB Minas e autor do texto da cartilha.
. Segundo ele, o pré-sal representa uma riqueza extraordinária para o Brasil, e o debate em torno dele não pode ficar restrito ao Congresso Nacional. “Assim como na década de 50 o povo foi às ruas para defender a criação da Petrobras, é preciso haver muita mobilização para que os recursos sejam de fato destinados à população brasileira. Por isso, esperamos que toda a sociedade se engaje nesta discussão sobre o destino da exploração desse recurso natural, tão importante para o futuro do nosso país”, afirma Gilson Reis.
. A cartilha destaca que, com o pré-sal, o país pode ficar entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo, além de obter um enorme retorno financeiro – calcula-se algo em torno de 5 a 13 trilhões de dólares, números bem superiores ao PIB do Brasil em 2008, que foi de 1,5 trilhão de dólares.. Para Gilson Reis, esses recursos devem ser destinados a áreas como a educação, a geração de empregos, a preservação ambiental e o combate à pobreza.
. CLIQUE AQUI e acesse a cartilha. O Extra-Classe, programa de TV do Sinpro Minas - exibido todos os domingos, às 8h55, na Band TV -, também abordou o assunto. CLIQUE AQUI e assista.

14 Novembro 2009

Caetano X Lula: a palavra de Zé Celso

Tropicália, sob o signo do escorpião
José Celso Martinez Corrêa

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.

Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.

Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.

Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.

Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.

Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a “res pública”. Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.

Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.

Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?

Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.

Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar – Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.

Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. “Amor Ordem e Progresso.” O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.

Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.

A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.

Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa “estasia”, Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:

Vício na fala
Pra dizerem milho dizem mio
Pra melhor, dizem mió
Para telha, dizem teia
Para telhado, dizem teiado

Um gesto de amor ao Recife

Do nosso site http://www.lucianosiqueira.com.br/:
. Um gesto de amor ao Recife e ao Rio Capibaribe. Assim, o vereador e presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, da Câmara do Recife, Luciano Siqueira, considerou a audiência pública realizada nesta sexta-feira (13), no Plenarinho da Casa, para debater os impactos econômicos, urbanísticos e ambientais do projeto Capibaribe Melhor, da Prefeitura do Recife. O evento integra uma série de audiências públicas agendadas pela Comissão para o segundo semestre do ano.
. Na ocasião, Siqueira disse considerar fundamental que a sociedade possa tomar conhecimento pleno e acompanhar, de maneira crítica, o projeto, destacando que essa é uma luta por ele travada desde a gestão do ex-prefeito João Paulo. “Todo grande projeto que implica em financiamento externo leva um certo tempo até ser aprovado. Agora na gestão do prefeito João da Costa temos a felicidade de enfim ter resolvido o problema do financiamento”, comemorou. O Capibaribe Melhor terá investimentos de cerca de US$ 47 milhões de dólares, dos quais 70% serão financiados pelo BIRD e o restante como contrapartida da PCR.
. O coordenador do Capibaribe Melhor, César Barros, explicou que o projeto vai beneficiar aproximadamente 250 mil pessoas em bairros e assentamentos como Cordeiro, Santana, Caiara e Vila Detran. A área de abrangência é limitada entre a Avenida Agamenon Magalhães e a BR-101, o que inclui as RPAs 3, 4 e parte da 5, num total de 36 bairros.
. Elaborado pela Prefeitura do Recife e aprovado pelo Banco Mundial, o projeto deverá ser executado em cinco anos. O Capibaribe Melhor, segundo César Barros, envolve três componentes: desenvolvimento urbano, social e institucional. Serão ações de melhoria dos espaços urbanos (sistema de água e esgoto, recuperação das margens, sistema de drenagem, ampliação da mobilidade urbana), promoção à educação ambiental e sanitária, participação popular e controle social, programas de melhoria da gestão fiscal e ambiental, entre outros.
. Também presente ao debate, o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, da PCR, José Bertotti, destacou o fato de que com o Capibaribe Melhor o Recife passa a contar com um empreendimento estruturador e estimulador do desenvolvimento econômico do mesmo porte de empreendimentos industriais que estão sendo implantados em outros municípios do Estado. “Esse empreendimento tem cinco componentes estruturadores no que se refere ao saneamento, além de um componente social, um investimento que já vem sendo feito pela PCR para conhecer a população dessa área do Capibaribe já com intervenções sociais”, explicou.
. Em sua participação, a professora da Universidade Federal de Pernambuco, pesquisadora do Rio Capibaribe, Vera Mayrink, apresentou alguns questionamentos em relação ao projeto, entre eles, se há uma articulação interinstitucional entre o município do Recife e o Estado para a melhoria da qualidade ambiental do Rio, uma vez que o Recife representa apenas 10% da extensão total do rio. César Barros respondeu, confirmando a existência de uma articulação interinstitucional, citando as parceirias com a CPRH, Compesa e a Secretaria estadual das Cidades.
Jovens defendem o Capibaribe - Um dos pontos altos da reunião foi a participação dos alunos do Colégio Neoplanos, que apresentaram pesquisas sobre a degradação do Rio e o resultado de campanhas desenvolvidas junto à comunidade. Eles também leram o poema “Cão sem Plumas’ do pernambucano João Cabral de Melo Neto.

Diário de Pernambuco destaca propostas do PCdoB

. Boa matéria no Diário de Pernambuco de hoje, com declarações de Luciana Santos. Mas o título “Mais ação, menos ideologia”, o lead “Esse é o novo lema do PCdoB, que planeja renovar a legenda e adotar uma ação mais pragmática” e o primeiro parágrafo “O socialismo utópico, ao que parece, será uma bandeira do passado para o PCdoB. Durante o 12º congresso nacional do partido, realizado no último domingo em São Paulo, a cúpula comunista planejou uma guinada da legenda para o campo mais pragmático e menos apegado aos dogmas ideológicos que marcaram a construção do partido” são de uma infelicidade total.
. Refletem uma interpretação equivocada do repórter. Leia o restante do texto:
. Eleita vice-presidente nacional do partido durante o evento, a ex-prefeita de Olinda e atual secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Luciana Santos, deixou claro que a sigla está tomando novos rumos. "No programa que nós debatemos neste ano procuramos deixá-lo palatável, factível. Deixamos de ter um programa de afirmação de princípios para ter um programa que se rebate na realidade".
. Além de renovar parte da sua direção nacional, o PCdoB elaborou o chamado "Novo Plano de Desenvolvimento Nacional", que, de acordo com Luciana Santos, será a nova diretriz do partido envolvendo a gestão do país. "O grande carro-chefe do nosso programa é a questão nacional. O governo Lula, principalmente no segundo mandato, tem se afirmado mais em relação às ações estruturantes do país. Sendo que o nosso programa quer ir além disso".. Na prática, o partido deve focar a sua linha de atuação no enfrentamento de duas questões delicadas que envolvem o governo do PT: o controle do sistema financeiro e a reforma agrária. A diferença é que, ao contrário dos partidos mais radicais, como PSTU e PSOL, os comunistas pretendem defender mudanças viáveis nesses dois setores. . No caso do sistema financeiro, o esforço será voltado para a tarefa de atenuar a "dependência exagerada da lógica financeira". "Nós ainda somos um país que não tem regras mais rigorosas em relação à realidade praticada no sistema financeiro", reforça a vice-presidente nacional. . Já no combate à concentração de terras, o PCdoB resolveu retirar o setor do agronegócio da lista dos vilões da reforma agrária. "Hoje a gente separa. Na política de desenvolvimento agrário muitos segmentos não são apenas da agricultura familiar, não são pequenos produtores, não são cooperativas. Para nós, os grandes produtores agrícolas também estão dentro do programa de mudança do Brasil". . Em outras palavras, a ideia dos comunistas é que a política agrária do governo federal tenha como foco a desapropriação de terras somente dos latifúndios improdutivos. "A gente está separando a parte industrial da agricultura, que antes nós colocávamos no bolo como se fosse responsável pelo entrave do desenvolvimento nacional. Nós já não consideramos mais isso", reforçou Luciana Santos.

Bom dia, Chico Buarque

Pedaço de mim

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

Mudanças no modo de pensar a Ciência

No Blog do Sorrentino/Projetos para o Brasil:
Entrevista com Olival Freire Jr.
. Olival Freire Jr. é físico, professor do Instituto de Física – UFBa, Campus de Ondina, em Salvador. Ele tem um papel destacado na trajetória do PCdoB dos últimos 30 anos. Foi presidente estadual na Bahia e aceitou o enorme desafio de tirar o PCdoB-SP da crise dos anos 86-88. Com sua brilhante inteligência, capacidade política e talento pessoal, ele cumpriu a missão, retornando à Bahia em 1992 para dar sequência à carreira acadêmico-científica. Também aí brilhou sua luz. Tem foco na epistemologia, com inúmeros artigos publicados e participante de congressos internacionais onde vai granjeando respeito. Olival retorna agora ao Comitê Central, como cientista comprometido com o programa socialista para o Brasil, aprovado no 12º Congresso.
. Tratei com Olival algo que me fascina, tratado em outros artigos do blog: estamos no limiar de um tempo que traz modificações tectônicas até para o próprio conhecimento. Cheguei a falar em paralelo (não analogia) com os tempos do renascimento. Bem, vai como aperitivo, porque o tema promete…
Olival, as fronteiras do conhecimento humano estão se expandindo. Não é período “normal” da história humana e do conhecimento, talvez se compare com a grande obra do renascimento dos séculos 14-17. São desafios muito grandes para a epistemologia, tua área, e para a própria teoria do conhecimento. Quais são as áreas de fronteira hoje na pesquisa, como impactam o “paradigma” normal das ciências?
Eu destacaria duas grandes áreas que estão na fronteira e podem influenciar o nosso modo de pensar a ciência. O estudo dos sistemas complexos e estudos relacionados à informação, nesse caso tanto a informação quântica quanto o significado da informação em sistemas biológicos relacionados à herança. O primeiro é um campo de estudos bem definido do ponto de vista matemático, e pode ser considerado um desdobramento do estudo de sistemas dinâmicos não lineares que os físicos têm chamado de sistemas caóticos. O campo de aplicações de tais estudos é, entretanto, muito diversificado, indo do estudo de fluidos à transmissão de doenças e às redes sociais. O impacto filosófico é que no estudo de tais sistemas precisamos abrir mão da centralidade da predição na evolução de um sistema. A segunda tem em comum a referência central ao conceito de informação e podem ou não convergir ou realizarem sinergias fecundas no futuro. As aplicações são relacionadas à promessa de uso da teoria quântica para uma nova etapa na informática, de um lado, e à engenharia genética, de outro. O impacto na epistemologia ainda é pouco claro, mas é certo que uma centralidade para o conceito de informação não se coaduna com a imagem de ciências que formamos até meados do século XX.
Como impactam, digamos assim, a teoria marxista, ou mais amplamente, da transformação social? Você escreveu uma capítulo do livro de Boaventura (Conhecimento prudente para uma vida decente), mas o livro nasceu sobre o debate de um pequeno texto desse autor, Discurso sobre as ciências, que foi seminal para alguns.
Todas as teorias sociais, incluindo aquelas inspiradas na tradição marxiana, deveriam ter em conta essas mudanças na imagem que temos das ciências da natureza. Não se trata de transpor conceitos, o que seria desastroso, mas cada grande pensador, tenha sido ele um Marx, um Darwin ou um Freud, tem elaborado novas ideias de algum modo marcado pelo horizonte intelectual, incluído o científico, de sua época. E o horizonte dos dias atuais está em rápida transformação. Muitos pensadores têm tentado extrair implicações desse novo horizonte para o pensamento social progressista, e Boaventura de Sousa Santos é um desses. Eu não concordo com todas as conclusões a que ele chega, e algumas das conclusões de Discurso sobre as ciências são apressadas e pouco consistentes. O debate a que você se refere começou com um ataque de um físico português à obra de Santos, considerando-a obscurantista. De fato esse físico defendia a posição de colocar a ciência acima de qualquer crítica, o que me parece indefensável face à ambiguidade da ciência nos dias atuais. O capítulo que escrevi para o livro de Santos, uma peça original em história da física, foi uma forma de defender o conjunto da obra de Santos face a uma crítica que me pareceu infundada sem significar um compromisso com o conjunto da obra de Santos. Pouco depois escrevi com Ileana Greca um artigo onde exploramos as implicações das ideias de Santos para a educação em ciências.
Que outros autores relevantes estão pensando nessa fronteira de questões no mundo?
É difícil avaliar a relevância de um autor em linhas tão curtas. Pessoalmente considero intrigantes as reflexões do historiador norte-americano Paul Forman sobre a ciência e pós-modernismo. Acho relevante, contudo, acompanhar e refletir sobre a obra de autores que têm caracterizado o horizonte intelectual em que vivemos como próprio de um novo paradigma para as ciências. Na UFBa temos um projeto recente apoiado pela FAPESB dedicado a essa temática.
Ciência e tecnologia são forças produtivas diretas e cada vez mais centrais no processo da produção. No Brasil, em que estágio estamos e que perspectivas se abrem após 7 anos de governo Lula?
O Brasil acumulou nos últimos 50 anos um grande capital em desenvolvimento científico gozando hoje de uma posição confortável no cenário internacional. Alguns frutos desse investimento sistemático podem ser visíveis mesmo em esforços tecnológicos como o da exploração do petróleo, da indústria aeronáutica ou na produção agrícola. Os cientistas não gostam de alardear o apoio que têm recebido, afinal precisam de mais recursos e apoio institucional, mas é fato que os dois governos Lula têm revelado compreensão do papel estratégico da ciência e tecnologia promovendo políticas públicas de apoio a essas áreas. A gestão dessas políticas tem também sido favorecida pela escolha acertada de dirigentes para a execução das mesmas. Agora, a ciência e tecnologia no Brasil enfrentam os problemas que derivam de um país com fortes desigualdades sociais. A debilidade e o caráter exclusivista de nossa educação básica limitam o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Somos os melhores no futebol porque toda criança brasileira aprende em casa a jogar futebol. Podemos ser melhores em ciência e tecnologia se a educação básica melhorar fornecendo os bons cientistas e engenheiros de amanhã.

Mal de Chagas: da descoberta ao reconhecimento

Ciência Hoje Online:
O longo caminho entre a identificação da doença de Chagas e seu reconhecimento pelas autoridades e discute a dimensão social dessa descoberta
. É quase lugar comum aproveitar as efemérides do ano para os temas desta coluna. O assunto deste mês é quase óbvio: os 100 anos da descoberta da doença de Chagas. Em abril de 1909, Carlos Chagas, médico e pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, anunciou ao Brasil e ao mundo científico uma descoberta tripla: uma nova doença humana, seu agente causador – o protozoário Trypanosoma cruzi – e seu inseto transmissor – o popular “barbeiro”. A notícia foi imediatamente saudada como marco fundamental na história da ciência brasileira, “glória de Manguinhos”, como diria mais tarde Oswaldo Cruz.
. Mas a história da descoberta da doença e da pesquisa sobre ela está longe de ser repleta de glórias. Duas vezes formalmente indicado ao Prêmio Nobel de Medicina, Chagas morreu, em 1934, sem ver a doença reconhecida como uma questão de saúde pública no Brasil.
. Leia a matéria na íntegra http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/mal-de-chagas-da-descoberta-ao-reconhecimento

Lula contra o monopólio da mídia

. A notícia é da Agência Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na noite de hoje (13), em Osasco, ao participar da cerimônia de inauguração da nova sede da Rede TV, o fim do monopólio na comunicação brasileira.
. "Quero que outros canais de TV sigam o mesmo caminho que vocês seguiram porque quanto mais TV, quanto mais jornalismo, quanto mais programação cultural, quanto mais debate político, mais democracia vamos ter neste país, e menos monopólio vamos ter nos meios de comunicação", disse Lula.
. Em seu rápido discurso, o presidente também fez elogios ao sistema de TV digital de tecnologia japonesa implantado pelo Brasil. "Todos [os outros países] vão perceber logo logo que o sistema que implantamos no Brasil é muito melhor", afirmou.