25 maio 2019

Postura

O PCdoB é aliado leal e preza a unidade nas frentes partidárias de que participa. E tem legitimidade para perseguir objetivos próprios nas eleições de 2020.

2020 na pauta

Dirigentes do PCdoB no Nordeste — de Sergipe ao Piauí — reúnem-se no Recife agora, com a presença da presidenta nacional Luciana Santos. Projeto eleitoral do Partido para 2020 na pauta.

Na real

‘Cresce o índice de eleitores que associa estagnação da economia a Bolsonaro’ [A realidade “fala” mais alto].

Areia movediça

Se o ministro Paulo Guedes é considerado “âncora de estabilidade“ do tresloucado governo Bolsonaro, e anda ameaçando sair do governo, que “estabilidade” é essa?

24 maio 2019

5 meses de Bolsonaro

Palavra de Manuela


Manuela d’Ávila diz que a defesa da democracia é decisiva. Uma plateia entusiasmada recebeu Manuela d’Ávila, a candidata pelo PCdoB a vice-presidenta da República na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT) em 2018, para a sessão de autógrafos do seu livro Revolução Laura, na noite de quinta-Feira (23), no Memorial Darcy Ribeiro, também conhecido como Beijódromo, da Universidade Nacional de Brasília (UnB). Leia mais https://bit.ly/2K0LN4x


Humor de resistência

Charge de Laerte

Chantagem

‘Guedes diz que renunciará se Previdência virar 'reforminha' [Chantageia parlamentares como se fossem clientes do seu banco. Aí de ti, República!]

Incompetência

Permanecem ilegalidades em novo decreto de armas. Da lavra de um presidente sem noção e de um ministro da Justiça incompetente.

Racha

‘Votação expõe racha na articulação de Bolsonaro’ [E tem algum assunto ou ação do governo que una?]

23 maio 2019

Mais competitivo


Palmeiras é o time mais seguro, regular e eficiente do Campeonato Brasileiro
Além das qualidades técnicas e táticas, joga cada partida como se fosse a última
Tostão, na Folha de S. Paulo
As principais forças de um time são o talento individual e a eficiência na execução do que foi planejado. O tipo de sistema tático, de estratégia, é menos importante, a não ser em momentos pontuais. Assim fez Felipão, ao deixar Dudu livre e mais adiantado, sem precisar voltar para marcar, para aproveitar os enormes espaços deixados pelo Santos, que avançava a marcação e perdia a bola, por causa da pressão do Palmeiras.
Há várias maneiras de jogar bem e de ganhar. Algumas equipes brasileiras têm seguido o modelo dos principais times europeus e atuado com um trio no meio-campo, formado por um volante centralizado e um meio-campista de cada lado, que marcam e atacam, em vez de atuar com dois volantes em linha e um meia de ligação pelo centro.
O Atlético-MG, após a entrada do jovem técnico Rodrigo Santana, tem jogado com um volante mais recuado e com Luan de um lado e Elias de outro. Os dois são rápidos, hábeis e jogam de uma área à outra. O Internacional atua assim desde o ano passado. Alguns falam que são três volantes. Cada equipe, brasileira ou europeia, tem suas particularidades.
Quando um time é compacto, com os jogadores de um setor próximos aos de outro, não há espaço nem necessidade para se ter um meia de ligação centralizado, entre o meio-campo e o ataque. Isso não significa que jogar assim é ultrapassado. Costuma funcionar muito bem, como tem ocorrido com Palmeiras, Fluminense e outras equipes.
O Fluminense, além de trocar muitos passes e de ficar com a bola, aprendeu a marcar. É um avanço do técnico Fernando Diniz. O Palmeiras é o time mais seguro, regular e eficiente do Campeonato Brasileiro. Além das qualidades técnicas e táticas, joga cada partida como se fosse a última, a do título.
Falta a algumas equipes que atuam com dois volantes e um meia de ligação, como o Cruzeiro, um volante que marque e avance como um meia, como Bruno Henrique, Elias, Arão e outros. Evidentemente, nenhum destes é especial. Talento é diferente de estilo.
Nem a seleção brasileira tem um craque meio-campista. Após um grande fascínio por Arthur, existe hoje uma avaliação mais realista sobre ele, de que é excelente, merece ser titular da seleção, mas não é um Xavi nem está no nível dos melhores do mundo nessa posição. 
No Barcelona, Arthur disputa a titularidade com o chileno Vidal, que tem sido o preferido nos últimos jogos, por ser mais combativo e jogar de uma área à outra.
Grêmio e Cruzeiro fazem péssimas campanhas no Brasileiro. Pode-se imaginar e suspeitar de várias razões para a queda do Cruzeiro, como a de que existe algum problema no vestiário. Sempre que um time vai mal, falam isso. Penso que a razão mais provável é que as mesmas deficiências atuais estavam presentes também nas vitórias. Além da falta de um ótimo meio-campista que atue de uma área à outra, o time prefere recuar a pressionar quem está com a bola, e Fred continua lento como antes. Em jogos equilibrados, se ganha e se perde por muito pouco, às vezes, repetidamente. É a fase ruim.
A terminologia das funções e posições em campo deveria ser mais simples, direta e explicativa. Os garotos e garotas que começam a entender de futebol ficam confusos com tantas palavras antigas, ultrapassadas, ou modernas, impossíveis de ser compreendidas. Em Portugal, escanteio é tiro de canto. Ponto final. 
Como dizia Graciliano Ramos, "a palavra não foi feita para enfeitar; a palavra foi feita para dizer".
[Ilustração: Luiz Rocha]
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O prazer da fotografia

Uma rua de Havana, Cuba (Foto: LS)

Convergência


Partidos de oposição buscam unir amplas forças contra Bolsonaro
 Reunidos em Brasília, nesta quarta-feira (22), dirigentes do PCdoB, PDT, PT, PSB e PSOL debateram sobre a necessidade de unir amplas forças e aprovaram uma agenda unitária a ser discutida com entidades e organizações da sociedade, movimentos sociais e centrais sindicais tendo como centro a defesa da democracia.
Portal Vermelho
O Fórum dos Partidos de Oposição tem realizado reuniões periódicas desde o ano passado. Além da defesa da democracia, a agenda aprovada nesta quarta-feira inclui ainda a luta contra os ataques do governo de Jair Bolsonaro à soberania nacional e os direitos sociais. Com isto estas bandeiras unificadoras, o Fórum fortalecer a unidade das forças democráticas, patrióticas e populares. O objetivo é também construir propostas para superar a profunda crise política, econômica e social em que o país se encontra.

Para o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, reunião foi um marco. Segundo ele, “os partidos afirmam que a hora é de unidade democrática a mais ampla, e dessa indispensável mensagem ser levada a toda a sociedade”. Para isso, segundo Sorrentino, os partidos de oposição deverão liderar uma ampla interlocução com outros segmentos políticos, com a sociedade civil, os movimentos, personalidades e com os integrantes de instituições brasileira. “São varias frentes de lutas, com diferentes pautas e configurações, que precisam ser conectadas em defesa da democracia, da soberania nacional e direitos da sociedade”, enfatizou o dirigente comunista.

“Hoje foi a melhor e mais produtiva reunião do fórum dos partidos de oposição. PT, PSB, PSOL, PDT e PCdoB unidos na leitura do momento político e engajados para discutir saídas para crise brasileira”, afirmou a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, por meio de suas redes sociais.

Os presidentes dos cinco partidos decidiram também solicitar um encontro com os ministros do Supremo Tribunal Federal para debater a crise institucional por que passa o país e a defesa do estado democrático de direito.

A agenda de contatos definida inclui CNBB, OAB, ABI, Andifes, SBPC, Clube de Engenharia, MST, MTST, UNE e todas as centrais sindicais, entre outras entidades e organizações.

Participaram da reunião de hoje os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, do PT, Gleisi Hoffmann, do PDT, Carlos Lupi, do PSOL, Juliano Medeiros, e o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, além de líderes dos partidos na Câmara e Senado. (
 Da redação, com informações do Fórum dos Partidos de Oposição)
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Preconceito e retrocesso


Rebaixar departamento de combate à Aids é um erro que pode “devastar gerações”
Para especialista, o combate à Aids já dispõe de ferramentas e técnicas proporcionadas pelo avanço tecnológico. Se o número de infectado não cai tanto quanto poderia, a questão está no "descaso dos governantes"
Jornal GGN
Rebaixar o Departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde a um setor mesclado com outras doenças desconexas é uma simplificação e ignorância do governo Bolsonaro que “pode devastar gerações”. O Brasil não deveria “tratar HIV como se fosse uma verminose”, avalia o médico infectologista Rico Vasconcelos, formado pela Faculdade de Medicina da USP, em artigo divulgado no UOL.
No texto, Vasconcelos faz críticas ao esvaziamento do protagonismo do Departamento de HIV/Aids. Criado em 1986, o antigo órgão era “colecionador de prêmios, elogios e marcos na história da epidemia mundial de HIV, como o oferecimento gratuito do tratamento antirretroviral, PEP e PrEP.”
No ano passado, por exemplo, “anunciou como resultado de suas ações a redução histórica de 15,8% em apenas 3 anos na mortalidade por Aids no Brasil.”
“Ao diminuir a importância da resposta brasileira à epidemia de HIV/Aids, o governo caminha na contramão das tendências mundiais e expõe o seu total desconhecimento sobre o assunto”, afirma o especialista.
“Isso fica ainda mais gritante se o argumento da nova organização for a economia de recursos, uma vez que a Aids é ainda uma das principais causas de mortes, todos os anos, entre adultos jovens, segundo o último relatório da Organização Pan-Americana de Saúde. Adultos estes que poderiam ter seguido suas vidas com saúde e produtivas para o país, se tivessem recebido a atenção necessária para a infecção por HIV.”
Para Vasconcelos, o combate à Aids já dispõe de ferramentas e técnicas proporcionadas pelo avanço tecnológico. Se o número de infectados não cai tanto quanto poderia, a questão está mais no “descaso dos governantes do que da falha da medicina”.
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Cautela

Na perspectiva de agravamento gradativo da crise político-institucional, muito importante a reunião dos partidos de oposição por uma ação unitária. Mas em relação à hipótese de afastamento de Bolsonaro, é necessário muita cautela e prospecção quanto a possíveis  desdobramentos.

Nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, no Porto Digital (Rua do Apolo, 235, Recife Antigo), às 19h, Marcelo Mário de Melo lança seu novo livro de poemas 'Adversos resistentes'. Imperdível.

Pobreza

14 milhões de famílias usam lenha ou carvão para cozinhar, aponta IBGE. Por causa do desemprego e é do preço do gás de cozinha, são 3 milhões a mais do que em 2016. E a tendência é piorar com a política de ajuste fiscal a todo custo.

22 maio 2019

Sem noção

'Ao alternar ataques e afagos, presidente deixa dúvidas quanto a sua estratégia', diz a Folha em editorial. [Na verdade, Guedes e Moro + EUA é que têm estratégia. Bolsonaro sequer tem noção da dimensão do cargo que ocupa.]

Competitividade


"Sua Empresa + Digital" é uma forma de resistência
Luciano Siqueira

É possível tornar mais competitivos os pequenos e médios negócios na cidade do Recife? Sim, na medida em que novas ferramentas de gestão e vendas forem incorporadas ao seu cotidiano.
Este é o sentido do projeto "Sua Empresa + Digital", que acontece mediante parceria da Prefeitura do Recife com o Sebrae, tendo como foco inicial 6.355 micros e pequenas empresas, situadas nos bairros da Boa Vista, Santo Antônio, Santo Amaro e São José.
A cada ano o comércio digital ganha espaço em relação ao comércio tradicional. Estima-se que deva alcançar um volume de vendas de R$ 79,9 bilhões em 2019, equivalente a um crescimento de 16% quando comparado com o resultado atingido em 2018 pelas lojas virtuais do País.
O fenômeno muda a cabeça do consumidor e altera o perfil, inclusive, dos shopping centers, onde se multiplicam lojas convertidas em show room, enquanto as operações de compra são crescentemente efetuadas pela internet.
Se as grandes empresas avançam velozmente nessa direção, os pequenos e médios empreendimentos são desafiados a reagir, dentro de suas condições específicas. Sob pena de serem dizimados, particularmente na atual conjuntura econômica recessiva.
O projeto “Sua Empresa + Digital" não pretende criar médias e pequenas empresas  “digitais”, mas dotar empresas desse porte de instrumentos que as façam mais competitivas e eficientes no seu nicho de mercado.
Ou seja, superar o desencontro entre fornecedores (apegados aos velhos métodos) e clientes (cada vez mais digitais), uma das causas da alta mortalidade nesse segmento.   
A crise profunda que atravessamos pede isso. Desde janeiro, analistas do mercado reavaliaram a previsão de crescimento do PIB para este ano mais de quinze vezes, sempre para baixo.
E não há sinais de melhoria no horizonte, no quadro geral de uma política econômica cujo vértice está no equilíbrio fiscal a todo custo, sem nenhum estímulo à produção.
Não se conhece nenhum exemplo bem sucedido de país periférico, mesmo na dimensão do Brasil, que tenha obtido bom êxito através da receita ultraliberal. O enfraquecimento do papel do Estado como indutor do crescimento leva a nada – ou, pior, ao aprofundamento de nossa dependência externa e à desidratação crescente do mercado interno.
Assim, a iniciativa conjunta da Prefeitura do Recife e do Sebrae se insere na resistência à ordem atual. Traduz uma das faces da luta pela sobrevivência do nosso povo sob condições minimamente dignas.
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Fraturas

‘Manifestação racha empresários pró-Bolsonaro. Uma parte diz que elas são loucura.’ [Desde que assumiu a presidência, há algum gesto de Bolsonaro ou de seus apoiadores que una? Sempre espalham ódio e divergência].

21 maio 2019

Cultura de paz


Governadores de 14 estados assinaram carta na qual solicitam a imediata revogação do decreto (nº 9.785) de Bolsonaro que flexibilizou o uso de armas. Publicado no Diário Oficial do dia 8 deste mês, a medida facilita o porte de armas para 20 novas profissões como advogados, jornalistas, políticos eleitos, caminhoneiros, agentes de trânsito, entre outras. Leia mais https://bit.ly/2JyIa6j

Chico premiado


Matéria do jornal O Estado de S. Paulo informa que o cantor, compositor e escritor brasileiro Chico Buarque ganhou o Prêmio Camões 2019. O anúncio foi realizado hoje, às 16h, no Rio de Janeiro, após uma reunião na sede da Biblioteca Nacional. Leia mais https://bit.ly/2HuRjef

Rejeição crescente


Levantamento do Instituto Atlas, feito entre os dias 19 e 21 de maio, mostra que a aprovação de Bolsonaro caiu cinco pontos e quem avalia como ruim ou péssimo bate 36,2%. A maioria dos brasileiros é contra cortes na Educação e quer a prisão do filho do presidente suspeito de operações financeiras irregulares.Leia mais https://bit.ly/2JCIOjB

Para onde vamos?

A análise fundamentada do que está acontecendo e os rumos da resistência democrática na palavra de Marcelino Granja, presidente estadual do PCdoB.


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Quem ganha


‘Ações da Taurus sobem ao redor de 6% após empresa afirmar ter fila de 2 mil clientes para comprar fuzil liberado por decreto.’ [Dá pra entender a quem serve o “armamentismo“ de Bolsonaro?]

Arte é vida

Uma obra de Roman Zakrzewski

Em tempo real


Bom uso de uma utilíssima ferramenta
Luciano Siqueira

A ferramenta é o WhatsApp — que embora sob suspeita desde as eleições de outubro (quando serviu para a proliferação de informações falsas destinadas a confundir o eleitorado em favor dos candidatos da direita), ajuda em muito na comunicação entre as pessoas em tempo real.

Aplicada ao funcionamento de um partido político como o PCdoB, que se pauta pela busca incessante da unidade e pela disciplina, pode dar conta do desafio do debate e da tomada de decisão em tempo real e à distância. 

A direção estadual do PCdoB em Pernambuco realiza testes no sentido de usar o WhatsApp precisamente para o aprimoramento do funcionamento partidário — das Organizações de Base e Comitês Municipais ao Comitê Estadual. 

Não se trata de cercear ou de engessar o debate e a divulgação ampla de informações. Trata-se de gerenciar os grupos constituídos por cada órgão partidário, conforme regulação estabelecida, de modo a assegurar minimamente a circulação ordenada das ideias e, mediante a discussão coordenada, dar eficácia à tomada de decisões. 

Em outras palavras, por essa via fluirá em tempo real a relação ente as direções e as bases e se impulsionará a capacidade de iniciativa do coletivo militante. 
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20 maio 2019

Cara e coroa

— ‘Tenho para oferecer meu patriotismo e humildade’, diz Bolsonaro. 
— Mas, na prática, bate continência à bandeira norte-americana e diariamente destila ódio e arrogância nas redes sociais.

Postura crítica

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nesta segunda-feira (20), na sede da entidade, um estudo elaborado pela entidade sobre o conjunto de medidas apresentado pelo governo federal de combate à corrupção e à violência. O chamado Pacote Anticrime, ou Pacote Moro, está em debate atualmente na Câmara e tem suscitado um debate intenso entre nas áreas jurídicas e no próprio parlamento. Leia mais https://bit.ly/2HJaYpq

Subserviência


Foi-se o tempo em que o Brasil, na pessoa de seu presidente da República, era homenageado no mundo - trazendo grande orgulho para os brasileiros, numa época em que o Brasil, ciente e zeloso de sua soberania e independência, desempenhava papel ativo na diplomacia mundial. O tempo em que, num encontro do G20 (que reúne os países mais ricos e influentes do planeta), realizada em Londres (Inglaterra) o então presidente dos EUA, Barack Obama, chamou Lula de "o cara" - ele disse, literalmente: "I love this guy". Isso ocorreu há exatos dez anos, em abril de 2009. Leia mais https://bit.ly/2waJG6g

Universidade Pública sob ameaça



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19 maio 2019

Clã sob cerco


Os Bolsonaros a perigo

Flávio mostra-se assustado, Jair sai pela arrogância, e Carlos recolhe-se ao silêncio

Janio de Freitas, Folha de S. Paulo

Os ardis que consistem em contratação de funcionários fantasmas, repartição das remunerações desses e de funcionários ativos e ainda o uso de funcionários para serviços privados não se limitam a irregularidades administrativas de gabinetes parlamentares, federais ou estaduais.
Configuram desvio e apropriação de dinheiro público, tanto faz se para o próprio parlamentar ou para outros. É isso que, na verdade, caracteriza a numerosa série desses fatos atribuídos a Jair, Flávio e Carlos Bolsonaro pelo Ministério Público do Rio.
Inexiste ainda a caracterização real e pública dessas sucessivas constatações, por serem seus relatos moderados e intermitentes. O oposto dos vazamentos e do carnaval de manchetes e telejornais nos casos envolvendo Lula, o PT e Dilma.
Nestes, jornalismo propriamente dito e política + Ministério Público brigaram o tempo todo. A briga continua, mas a rubrica “política” tem composição diferente, sem partidos enlaçados com poder econômico e imprensa/TV/rádio. E os Ministérios Públicos não denotam o facciosismo e o desregramento da Lava Jato.
“Venham pra cima, não vão me pegar!” é uma boa frase de efeito, mas Bolsonaro deve saber que as circunstâncias, se não a negam, também não a confirmam. Basta o primeiro lote de sigilos bancários a serem quebrados, já próximos de uma centena, para sugerir o que é esperado daí sobre o pai e dois dos filhos. Todo o caso, por sinal, foi constatado por causa de Flávio, mas o iniciador das atividades merecedoras de investigação foi Jair.
Também envolvedor daquele filho, quando, eleito deputado federal, transferiu-lhe os beneficiados, práticas e “fantasmas” que mantinha no Rio.
De quebra, entre os investigados predominam pessoas ligadas aBolsonaro, agora ou em suas famílias passadas. E ainda a proximidade com milicianos, motivo de explicações escapistas e não menos indagações em aberto. Os riscos são grandes. Pendentes apenas da maior ou menor disposição do Ministério Público de ir adiante na sua função —o que, triste é dizê-lo, nunca se sabe.
Não é uma situação em que Bolsonaro possa contar com a proteção que o levou a cercar-se de generais. Embora, por enquanto, essa trincheira seja uma das intimidações que atenuam os relatos do caso em sua gravidade inequívoca.
Funcionários fantasmas, ou só fantasiados de ativos, recebem dinheiro público, tomado à população. Trata-se, portanto, de desvio caracterizador do ato criminoso de peculato.
Flávio Bolsonaro mostra-se assustado com o inquérito. Jair Bolsonarosai pela arrogância. Carlos recolhe-se ao silêncio sugestivo. Mas a ansiedade não se divide por três. É equânime.
Dois sinais
A segunda soltura de Michel Temer e do coronel Lima, pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, foi ilustrada por uma descompostura na decisão de prendê-los, dada como “indevida antecipação de pena” e outras irregularidades. Por quatro anos e meio, Sergio Moro cometeu à vontade e a granel os mesmos abusos.
A turma incumbida de revê-los, no Tribunal Regional Federal do Sul, em geral avalizou-os, quando não os agravou. E o STJ e o Supremo os ingeriram sem sequer mastigar uns arremedos de ressalva.
Moro está sendo descoberto como é de fato. Magistrados protestam, unânimes, contra abusos judiciais. Nisso, por um ângulo, vê-se quanto a Justiça foi capaz de submeter-se a interesses políticos e pressões de opinião. Por outro, vê-se um indício de retorno da alta magistratura à Justiça. É preciso mesmo, e talvez com urgência, em tempo de ajudar os estudantes a salvar nas ruas este país.
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Brasil na Copa América


Tite convocou veteranos que dificilmente estarão bem no próximo Mundial
Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva, Fernandinho e Filipe Luís terão idade avançada no Qatar
Tostão, na Folha de S. Paulo

No início da Copa de 2018, a Folha mostrou, com expressivos números, que Marcelo iniciava a maioria das jogadas ofensivas da seleção e, ao mesmo tempo, era o jogador que mais perdia a bola e que, por seu lado, ocorria a maior parte dos ataques adversários.
A deficiência na marcação pelo lado esquerdo não era somente por causa de Marcelo. Coutinho, no meio-campo, pela esquerda, ajudava pouco o lateral. Neymar, do mesmo lado, também não voltava para marcar.
Durante o Mundial, Marcelo se contundiu e foi muito bem substituído por Filipe Luís, que marca melhor.
Tite ficou com uma grande dúvida, no jogo seguinte, sobre quem escalar e optou por Marcelo, por causa de seu imenso talento ofensivo. Pela esquerda, o Brasil tinha o melhor trio do mundo para atacar, formado por Marcelo, Neymar e Coutinho, e também uma grande deficiência na marcação.
Contra a Bélgica, Tite percebeu, nos primeiros minutos, que o centroavante Lukaku jogava nas costas de Marcelo e deslocou Miranda para marcá-lo. Fechou o lado e abriu o meio, por onde De Bruyne avançou e fez o segundo gol. Imagino que Tite sonhe até hoje com o jogo e que lamente não ter escalado Filipe Luís.
Perto do Mundial de 2018, Tite disse que, se tivesse tempo, teria experimentado Marcelo no meio-campo, pela esquerda. Por que não tentou fazer isso depois da Copa? E ainda deixou Marcelo fora da
Copa América.
Penso que o problema de marcação do lado esquerdo seja atenuado com Felipe Luís, mas não resolve, se Coutinho e Neymar não participarem da marcação. Uma opção, usada em alguns momentos na Mundial e que pode ser repetida na Copa América, é formar uma linha de quatro no meio-campo, com Coutinho pela esquerda e Neymar mais livre, mais centralizado, do meio para frente, como atua no PSG.
Prefiro Neymar pela esquerda, entrando em diagonal, mais próximo do gol, como brilhou no Santos e no Barcelona. Pelo centro, como um meia de ligação, costuma driblar no meio-campo, onde não deve, dando o contra-ataque ao adversário. 
Outra opção é jogar como um segundo atacante, mais perto do centroavante, no esquema 4-4-2.
Tite convocou vários jogadores mais veteranos, que estão em forma, mas que, dificilmente, estarão bem na Copa do Mundo, como Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva, Fernandinho, Filipe Luís, que é mais velho que Marcelo. Daniel Alves terá 39 anos. 
Neymar nunca deveria ter sido capitão da seleção, mas achar que ele não deveria ser convocado para puni-lo, por causa de sua agressão e idiotices fora de campo, não faz sentido. Ele é a esperança de o Brasil ter um time mais forte, no nível das melhores seleções do mundo.
Vinicius Júnior poderia ter sido chamado, pensando na Copa de 2022. Para a Copa América, há outros que merecem mais. Ele já voltou a jogar há várias semanas. 
Fora Neymar, os outros convocados para atuar pelos lados (David Neres, Richarlison e Everton) são muito bons, vivem ótimos momentos, mas Vinicius Júnior é o único que, pela idade e pelo talento, tem chance de se tornar, nos próximos anos, um craque, um destaque mundial. Ainda está longe de ser.
O que mais falta ao Brasil é ter, além de Neymar, mais um ou dois meio-campistas de primeiro nível que marcam e atacam, como De Bruyne e Pogba, ou atacantes, como Suárez, Mbappé, Hazard. É preciso antever, pensar na frente, na Copa do Qatar. “O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo.” (Manoel de Barros)
[Ilustração: Juliane Mercante]
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Para iluminar o domingo, Chico Buarque canta "João e Maria"



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Fundo do poço

— Viu a manchete na Folha?
— Qual?
— 'Brasil oscila entre a estagnação e a depressão, avaliam economistas'.
— E alguém ainda acredita que jogando todas as fichas no "ajuste fiscal" a gente sai da crise? 
— Paulo Guedes e Bolsonaro acreditam. E os banqueiros também.

Com os pés no chão

— A loucura de Bolsonaro é um método.
— Como assim?
— É o jeito incompetente mas determinado de cumprir a agenda da extrema direita.
— Então não basta ridicularizá-lo. É preciso uma oposição firme, ampla e plural.