19 setembro 2018

Contagioso

Com apenas 4% de aprovação, segundo a última pesquisa Ibope, Michel Temer se consolida como doença contagiosa nessas eleições. Quase todos os que o apoiam se escondem atrás da cortina e fazem de conta que nunca estiveram com ele. Porém o eleitor sabe.

Deslizes na batalha eleitoral


Tudo tem seu tempo e seu lugar
Luciano Siqueira, no Blog da Folha

Em breve conversa com minha assessoria, veio à tona uma questão tão trivial quanto subestimada por muitos dos que estão na peleja eleitoral como candidato: tudo tem a sua hora e o seu lugar.

Ou seja, há gestos e atitudes que por mais sinceros ou bem intencionados, não cabem no calor da disputa.

Passou à história política brasileira a mancada de Fernando Henrique Cardoso, presunçoso que só ele, que às vésperas de um pleito municipal em São Paulo, aceitou o convite de jornalistas e posou na cadeira de prefeito, em 1985.

Na segunda-feira, teve o desprazer de ver eleito em seu lugar Janio Quadros. 

Uma lição e tanto. Entretanto, muitos são os candidatos, que por pura insensatez ou mesmo empáfia, fazem o que não devem na tentativa vã de criarem o clima de "já ganhou".

Em 2000, o incidente em que se envolveu o então prefeito Roberto Magalhães, candidato à reeleição, num conflito com militantes na orla de Boa Viagem, certamente contribuiu para que não vencesse o pleito no primeiro turno por menos de 0,2% dos votos.

Como se sabe, no segundo turno, perdeu para João Paulo, tendo o autor dessas linhas como vice-prefeito. 

Também é desaconselhável o gesto fora de hora apenas para agradar. 

Quando pré-candidato a prefeito do Recife em 2008 (mais tarde desistente em favor de João da Costa, do PT), repórteres de diversos órgãos de imprensa local estranharam a minha recusa em subir o morro para render homenagens a Nossa Senhora da Conceição.

— O senhor perderá votos, diziam.

— Perderei se praticar algum gesto artificial. Já fui ao Morro da Conceição muitas vezes, nunca no dia da festa religiosa.

Aprendi muito cedo que nosso povo distingue facilmente o que é sincero e o que não passa de demagogia. 

Na batalha atual, o que disse tal ou qual candidato ou candidata sobre temas relevantes comparece com muita frequência aos debates na TV e mesmo na propaganda de concorrentes. 

Alckmin, por exemplo, na dificuldade de alcançar os dois dígitos nas intenções de voto, mira seu concorrente à direita, o capitão Bolsonaro, mencionando várias de suas declarações e atitudes desastrosas.

No caso do capitão, não se trata de equívocos; são palavras e gestos sinceros, expressão do seu ideário de extrema direita. e que talvez lhe sejam fatais na hipótese de ir ao segundo turno, tamanha a rejeição que geram em parcelas majoritárias do eleitorado.

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17 setembro 2018

Plano B

Comentaristas da CBN tratam hoje  com atenção e delicadeza. Já o escolheram como alternativa à Alckmin. 

16 setembro 2018

Dois contra o povo


Haddad no Jornal Nacional: jornalismo de quinta categoria*
Jean Wyllys, no Facebook

Eu sou jornalista e trabalhei durante quase dez anos em jornal impresso, de modo que já realizei muitas entrevistas na minha vida. Posso explicar a vocês algumas noções básicas do ofício?

Numa entrevista, você, jornalista, começa fazendo uma pergunta — e a palavra “pergunta” significa aqui pergunta mesmo, e não uma longa exposição da sua opinião, porque numa entrevista, a opinião que interessa e a do entrevistado, não a do jornalista. Depois de fazer a pergunta, você deixa o entrevistado responder.

Se você considerar que a resposta foi insuficiente, não respondeu ou incorreu em falsidade ou contradição, voce faz uma re-pergunta, ou duas, ou mais, podendo confrontar o entrevistado com informações e dados verificáveis, mas sempre, depois, deixa ele responder. A proporção do tempo de fala numa entrevista é um elemento fundamental e fica muito evidente numa revista ou jornal impresso. Peguem algum jornal e confiram: as perguntas, geralmente em negrito ou itálico, são MUITO mais breves que as respostas. Se essa proporção ficar invertida, isso não foi uma entrevista!

A entrevista não é um debate de opinião entre dois adversários, entrevistador e entrevistado. Se você tem muita vontade de debater com o candidato, então deixe o jornalismo e entre na política. Aí você pode ser candidato também. Aliás, entre candidatos, num debate, não há tantas interrupções.

O que o Jornal Nacional fez hoje com Fernando Haddad deveria ser estudado nas faculdades de jornalismo para ensinar como não se faz uma entrevista:

1) As perguntas não eram perguntas, mas longas afirmações que expressavam a opinião política dos entrevistadores, e o que se pedia ao entrevistado, mais do que responder sobre algum assunto, era algo que poderia se resumir na frase: “Depois de ouvir tudo o que eu expliquei, candidato, o senhor não acha que eu estou absolutamente certo?”.

2) Os entrevistadores não permitiam que Haddad respondesse ou falasse nada. Ele foi interrompido 62 vezes em 27 minutos de entrevista, durante os quais conseguiu falar por apenas 16:05. Isso dá uma média de uma interrupção a cada 15 segundos e meio. Imaginem vocês mesmos tentando responder a alguma coisa dessa forma. Mesmo assim, Haddad se saiu muito bem!

3) Cada vez que o candidato não respondia o que eles queriam (ou seja, todas as vezes), além de interrompê-lo, os entrevistadores usavam “perguntas” do tipo: “Então o senhor não vai pedir desculpas ao povo brasileiro?”, ou “Então o senhor subestima os eleitores e acha que não sabem votar?”. Outra vez, isso não é uma pergunta!

4) Em nenhum momento da entrevista foi feita uma única pergunta sobre o programa de governo e as propostas do candidato; afinal, o que mais interessa! E todas as vezes que Haddad tentou falar de propostas, a interrupção era mais agressiva e insistente, até ele se calar. Dava a impressão que a única forma que Haddad teria de dizer algo seria gritando.

Isso não é jornalismo.

Agora procurem a entrevista de Geraldo Alckmin ao JN; está no YouTube. Assistam e comparem. Houve perguntas difíceis? Claro, mas ele teve tempo para responder a todas elas e foi tratado com respeito. Procurem entrevistas a candidatos em outros países e percebam a diferença.

A TV Globo não tratou Haddad como entrevistado, mas como inimigo a ser derrotado. É uma vergonha que isso seja o melhor que o principal telejornal do país possa oferecer à sua audiência. E faz muito mal à democracia.


* Título nosso.

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Anônimos, mas indispensávei

Quem não ouve não tem direito à palavra https://bit.ly/2JiIiqV

Poesia sempre


Oswaldo Guayasamin
Ternura
Vinicius de Moraes

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

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Testemunho

Viver é lutar. Sempre https://bit.ly/2JiIiqV

Briga na lama

‘Paulo Guedes é um mitômano e criou falsa narrativa’, diz Persio Arida.’ [Neoliberais emperdenidos entram no ringue. Para perder juntos.]

Desalento

‘Desesperança faz trabalhador desistir de procurar emprego. Desalentados são 4,8 milhões de desempregados.’ [Urge a retomada de política econômica inclusiva — dividir de águas entre esquerda e direita na eleição presidencial]

14 setembro 2018

A Inquisição perdeu


Sem espaços para propostas
Jornal GGN

Foram quase 30 minutos de uma "entrevista" sem brecha para qualquer proposta. Fernando Haddad até recebeu de William Bonner um "obrigado" por "enfrentar" as perguntas da bancada ao final de sua participação no Jornal Nacional, nesta sexta (14). O presidenciável do PT, que colunistas da velha mídia tentam reduzir a "poste de Lula", passou bem longe de se deixar intimidar. Contornou todos os ataques que recebeu - e não foram poucos, como era previsível - e fez contrapontos às narrativas dos apresentadores. Expôs com clareza e fidelidade aos fatos a aliança do Golpe de 2016 em plena Rede Globo. 
Logo no início, os apresentadores passaram alguns minutos insistindo para que Haddad fizesse um pedido de desculpas público, em nome do PT, por causa de todos os escândalos de corrupção, principalmente o Mensalão e a Lava Jato. Haddad não cedeu.
"Eu divido a questão da seguinte maneira. Tem o governo que fortalece as instituições que combatem a corrupção, e governos que enfraquecem essas instituições. Na minha opinião, os governos do PT foram os que mais fortaleceram o combate à corrupção."
Haddad expôs que a corrupção revelada pela Lava Jato vem de "tempos remotos", embora a imprensa insista em atribuir o esquema exclusivamente ao PT. 

Pressionado pela pretensa delação de Renato Duque (tomada como verdade absoluta pelos apresentadores), na qual o ex-diretor da Petrobras diz que Lula tinha conhecimento de todos os esquemas de corrupção na estatal, Haddad respondeu que acha difícil que qualquer presidente tenha conhecimento de detalhes do cotidiano das empresas do Estado e admitiu que "as estatais ficaram desguarnecidas" em termos de fiscalização. Mas não deixou de fazer constar que delatores e empresários que enriqueceram com desvios na Petrobras já estão soltos, usufruindo de seus patrimônios e, em muitos casos, não apresentaram provas que corroboram as delações.

"INVESTIGADA A GLOBO TAMBÉM É" - O clima passou a ficar tenso quando Bonner começou a propagar o discurso da Lava Jato, dando a entender que o PT não tem "casos isolados" de corrupção, mas "sistematicamente" opera como uma organização criminosa que faz de tudo para se manter no poder. O jornalista nivelou petistas que foram delatados mas não acusados, acusados mas não condenados, réus condenados sem trânsito em julgado e outros, como Dilma Rousseff, que não são réus, mas investigados, como se fossem todos culpados.

Haddad não deixou por menos e disse que a Rede Globo também é investigada por problemas fiscais, e não recebe o mesmo tratamento que Bonner confere a petistas.

- A Rede Globo muitas vezes condena por antecipação, disse Haddad.

 - Eu faço jornalismo, defendeu Bonner.

 - Vocês não tratam os problemas da Rede Globo como tratam os problemas do PT. (...) Vocês são uma concessão pública e têm problemas na Receita. Mas não vou ficar aqui antecipando julgamento", devolveu o petista.

Haddad conseguiu, ainda, contornar os golpes desferidos com base em ações apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo nas últimas semanas. O ex-prefeito expôs, inclusive, que a imprensa insiste em colocar em xeque um contrato da Prefeitura com a Constran (consórcio com 30% de participação da UTC), quando a licitação nunca foi questionada por nenhum órgão de controle ou fiscalização. Os próprios delatores negam superfaturamento.

Quando o presidenciável passou a expôr os resultados do combate à corrupção que sua gestão promoveu apostando na Controladoria-Geral do Município, Renata Vasconcellos interrompeu:

- Candidato, acho que o Bonner está satisfeito com sua resposta...

- Mas eu não estou satisfeito. Quando é sua honra que está em jogo, você decide [quando para]. 
Quando é a minha, eu decido, disparou Haddad.

Questionado sobre a derrota no Paço paulistano, em 2016, para João Doria (PSDB), Haddad deu uma aula sobre a conjuntura que levou o anti-petismo à vitória em inúmeras cidades antes administradas pelo PT. O papel da mídia, que alimentou o clima de ódio ao PT com a Lava Jato, foi novamente criticado.

"Aconteceu uma indução a erro. O eleitor foi induzido a erro. Ele votou de acordo com as informações que ele tinha. A informação que ele tinha era que o PSDB era de santos e o demônio do Brasil era o PT."

Veja vídeo: Fernando Haddad, candidato à Presidência, concede entrevista ao Jornal Nacional https://bit.ly/2xm7Zyi
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Cerco versus resistência

Haddad enfrenta a Globo
Do Brasil 247

O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, rebateu, um a um, os sucessivos ataques que recebeu na bancada do Jornal Nacional na noite desta sexta-feira 14, pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos. Sem falar de propostas, por não ter sido questionado sequer uma vez a respeito delas, respondeu às acusações que recebia e lembrou, dentro da Globo, que a própria emissora é investigada por fraude fiscal. Haddad citou o nome do ex-presidente Lula logo no início de sua fala: "Boa noite, presidente Lula. Milhões de brasileiros gostariam de vê-lo nesta cadeira aqui no Jornal Nacional".
Em meio às agressões, Bonner citou nomes do PT que são investigados ou réus na Justiça pela Operação Lava Jato, entre eles o de Dilma Rousseff. Haddad rebateu: "Eu desconheço um processo em que a Dilma seja investigada. Se formos discutir investigação, a Rede Globo é investigada". O ex-prefeito de São Paulo também disse que "a Rede Globo condena por antecipação". "Vocês não tratariam os problemas da Rede Globo como tratam os problemas da administração pública, mesmo se tratando de uma concessão", declarou.
Fernando Haddad também denunciou a "indústria" das delações premiadas, em que "todo mundo quer reduzir sua pena e gozar de sua liberdade", ao ser indagado sobre os citados do partido em investigações. Lembrado que é alvo de uma denúncia recente do Ministério Público Federal, Haddad trouxe a informação de que os promotores que lhe denunciaram estão sendo investigados pelo Conselho Nacional do Ministério Público por supostas irregularidades ao mover ações faltando 30 dias para a eleição, sendo que poderiam ter tomado decisões há três anos.
Bonner culpou o PT pela "crise em que o país mergulhou" e ouviu de Haddad que as "pautas-bomba" contra o governo Dilma, praticadas pelos partidos que deram o golpe parlamentar em 2016, tiveram mais influência na crise do que os próprios erros do partido. O candidato destacou que o tucano Tasso Jereissati admitiu recentemente o erro de seu partido, o PSDB. "Espero que o PSDB não vá sabotar o governo eleito como fez em 2014. O presidente do PSDB assumiu essa culpa ontem. Admitiu um crime contra a democracia, admitiu aprovar uma pauta contra o país", afirmou.
Ao longo de 30 minutos de entrevista, os jornalistas não perguntaram sobre nenhuma proposta do candidato. Em sua mensagem final, Haddad lembrou aos eleitores dos "12 anos de normalidade democrática em que vivíamos", com programas como Luz Para Todos, Universidade Para Todos, ProUni, escolas técnicas e universidades no interior, transposição do São Francisco, Transnordestina e empregos. "A partir do momento em que a oposição contestou o resultado das urnas em 2014, mergulhamos nessa crise da qual podemos sair em outubro".
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Tendência ascendente de Haddad


Datafolha: Haddad cresce 4 pontos e empata com Ciro em segundo lugar

Na primeira pesquisa Datafolha realizada após a oficialização de Fernando Haddad (PT) como candidato à Presidência da República, o ex-prefeito de São Paulo subiu quatro pontos percentuais, em relação ao levantamento anterior, divulgado na última segunda (10), e empatou numericamente com Ciro Gomes (PDT), que manteve o mesmo percentual. Ambos aparecem com 13%. Jair Bolsonaro (PSL) continua na liderança e passou de 24% para 26%, uma ampliação dentro da margem de erro.


A pesquisa mais recente foi feita na quinta (13) e nesta sexta-feira (14) e entrevistou 2820 eleitores em 197 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Marina Silva (Rede), que tinha 11%, caiu para 8%; Geraldo Alckmin (PSDB), antes com 10%, caiu para 9%. João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos) permaneceram com o mesmo percentual, de 3%, assim como Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU) e Guilherme Boulos (PSOL) continuaram com 1%. Brancos, nulos ou nenhum caíram de 15% para 13%, não sabem saíram de 7% para 6%.

Rejeição - Pesquisa Datafolha também perguntou aos entrevistados em quais candidatos eles não votariam de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para presidente. O levantamento mostrou que a rejeição de todos os candidatos aumentou.

Bolsonaro, contudo, permanece como mais rejeitado. Saiu de 43% para 44%. Em seguida, aparece Marina, que tinha 29% de rejeição e agora figura com 30%. Haddad, que possuía 22%, foi para 26%. Alckmin saiu de 24% para 25% e Ciro, de 20% para 21%.

Segundo turno - Nas simulação para o segundo turno, o Datafolha mostra que, apesar de liderar no primeiro turno, Bolsonaro estaria em empate técnico com Marina, Alckmin e Haddad. Pelo levantamento, ele só seria derrotado contra Ciro.

No cenário contra Ciro, o candidato do PDT ganha com 45%, contra 35% de Bolsonaro. Brancos e nulos somam 15% e não sabem 2%. Num outro cenário, Marina fica com 43%, contra 39% de Bolsonaro. Brancos e nulos somam 16% e não sabem 2%. 

Numa terceira simulação, Alckmin recebe 41% das intenções de voto, contra 37% de Bolsonaro. Brancos e nulos são 19% e não sabem, 2%. Contra Haddad, o ex-prefeito de São Paulo aparece com 40% e o candidato do PSL com 41%. Brancos e nulos são 17% e não sabem, 2%. (Do Portal Vermelho)

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Quem tem medo do voto?


Mercado admite: 'Haddad vai crescer nas pesquisas e estará no segundo turno'
A pesquisa divulgada pelo XP-Ipespe, que aponta um crescimento de Fernando Haddad, candidato indicado por Lula para substitui-lo na disputa eleitoral colando em Jair Bolsonaro (PSL), o mercado promove a sua campanha de terror pré-eleição, com ataque especulativo cambial, elevando a cotação do dólar.

Por Dayane Santos, no Vermelho

Junto com a pesquisa, a XP Política emitiu relatório de análise sobre os números e tendências da pesquisa no qual afirma: “A principal aposta da XP Política hoje é um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)”. De acordo com o relatório, a “astúcia tática de Lula” e a inviabilização de Alckmin os levaram a chegar a essa conclusão.

O site InfoMoney, veículo de notícias do mercado financeiro e um de seus porta-vozes, seguiu a diretriz da XP, ligada ao Banco Itaú, e disse em manchete: “Haddad versus Bolsonaro é o cenário mais provável para o 2º turno”.

Na avaliação da XP, a polarização política está entre Haddad e Ciro Gomes que, segundo a análise, disputam o “espólio de Lula” e Geraldo Alckmin, que apesar do maior tempo de rádio e televisão, “briga para ‘tomar de volta’ os votos de Jair Bolsonaro”.

Quanto à candidata da Rede, laureada pelo mercado financeiro nas eleições de 2014, a XP considerou que “não havia cenário em que tivesse relevante chance de vitória”.

A matéria da InfoMoney avalia que a estratégia do tucano Alckmin em usar o seu tempo de rádio e TV, o maior entre os candidatos, estava surtindo efeito. Desconsiderando o fato de que Bolsonaro não apresentou propostas, apenas discurso cheio de chavões e frases de efeito, a XP atribui uma superforça aos marqueteiros do tucano e diz que ele Alckmin fez “crescer a rejeição a Jair Bolsonaro” e estava consolidando a imagem de que o deputado perderia a eleição para o PT, o que seria suficiente para ter os votos em seu favor.

“Mas o atentado a Jair Bolsonaro atingiu também a campanha de Alckmin. O ataque parou os tucanos por uma semana e fez os 9 segundos de propaganda do deputado se transformarem em 24 horas diárias de cobertura midiática, o que, por evidente, mudou a dinâmica das coisas. Por paradoxal que seja, as campanhas presidenciais no Brasil parecem ter o cisne negro como uma constante”, justifica o site.

Mas o InfoMoney tenta tapar o sol com a peneira. Alckmin não decolou e está estagnado nas pesquisas desde o início da corrida eleitoral.

Todas as análises do mercado podem ser resumidas em um único fato: a definição da candidatura da coligação PT-PCdoB-Pros, após o presidente Lula ter seu registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicar Fernando Haddad como seu substituto.

Uma frase do artigo do InfoMoney escancarou o que anda tirando o sono do mercado: “Não é exagero dizer que, com o PT em campanha, as eleições começaram de fato”.

Durante os últimos meses, a grande mídia tentou emplacar a tese de que o candidato indicado por Lula não teria a mesma força do ex-presidente, que liderava todas as pesquisas de intenções de voto. Oficializada a substituição, Haddad mostrou que o “poste”, como a imprensa o chama numa alusão a quem supostamente não tem personalidade, estava se movimentando e capitalizando os votos. É isso que está tirando o sono do mercado financeiro. 

De acordo com a XP, ainda que Alckmin volte a elevar o tom contra Bolsonaro, que está internando após ataque a faca em Juiz de Fora (Minas Gerais), não produzirá o mesmo efeito e como o tucano tem uma grande distância do ultradireitista seria difícil chegar em condições para disputar o segundo turno.

Por outro lado, a XP avalia que Bolsonaro ganhou uns votos ao ser humanizado após o ataque. Alcançou os 20% na espontânea e pontua entre 23% e 26% na estimulada dos principais institutos. 

“Mas não resolveu sua eleição neste fato, e a exploração política do ataque pelo lado bolsonarista tem sido pobre. A foto desde a UTI hospitalar fazendo gesto de metralhadora é a evidência visual de que o político do PSL perdeu o primeiro momento de se colocar como o estadista que não é. Esse tempo se esgotou totalmente? Não. Mas em poucos dias as coisas já começarão a ter cara de notícia velha, caso novas informações, especialmente ligadas ao atacante, ou alguma alteração considerável em seu quadro clínico não forem a público”, analisou o InfoMoney, que acredita, no entanto, que ele sim, e não Alckmin, tem condições de chegar ao segundo turno.

Ainda segundo a avaliação do mercado, Fernando Haddad é o candidato de fato competitivo da centro-esquerda. “Ciro, para ir ao segundo turno, precisa de um acidente na campanha petista, coisa que não temos visto. Ciro estará, de certa forma, para Haddad como Álvaro Dias está para Alckmin. Toma alguns votos regionais no mesmo perfil eleitoral mas não mete medo”, diz o site.

Sendo a única campanha que dialoga com o povo e sai às ruas, a coligação “O Povo Feliz de Novo” potencializa e reverbera a força de Lula, que está preso desde 7 de abril.

Com isso, Fernando Haddad, o poste, passa a ser o catalisador dos anseios da população contra o golpe e sua agenda de desmonte do Estado. Com apenas três dias de campanha após a oficialização da candidatura, o site do rentismo admite: “Ele [Haddad] vai crescer nas pesquisas das próximas semanas, e, se nada de anormal acontecer, estará no segundo turno, embalado por uma campanha publicitária tocada por marqueteiros que, até agora, têm feito um bom trabalho, acertando o tom emocional e a leitura política da corrida”.

Para a XP, o seu maior pesadelo vai acontecer e a transferência de votos de Lula para Haddad vai crescer e ele vai se distanciar dos demais candidatos, consolidando a sua vaga para o segundo turno, deixando Alckmin, Ciro e Marina Silva para trás.

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O prazer da fotografia

Cena urbana: Detalhe do Recife numa clara manhã (Foto: LS) 

Haddad cresce

Agora o Bonner, constrangido e contrariado, lê resultados da última pesquisa DataFolha em que Haddad dá um salto, alcança Ciro e é o que relativamente mais cresce.

Ringue

Midia Ninja
No Jornal Nacional, entrevistadores de Haddad batem boca com o entrevistado. Atacam o PT, Dilma e Lula. Ao final, dão pouco mais de 1 minuto para que o candidato diga o que pretende fazer quando presidente. Jornalismo “marrom” da pior espécie x líder sereno e preparado para vencer.

Duplicidade

Ao atacar “os vários tons de vermelho“ dos adversários à esquerda, Geraldo Alckmin tenta se igualar ao capitão Bolsonaro como expressão da extrema direita. Na essência, são muito semelhantes mesmo.

Arte é vida

Tereza Costa Rêgo

Autoritarismo

Uma nova Constituição sem Assembleia Nacional Constituinte é exatamente o quê? Coisa de regime ditatorial, ora!

Debate interditado


A prostituição do pensamento econômico
André Araújo, Jornal GGN

Ann Petiffor é uma economista sul africana radicada em Londres, de atuação muito conhecida nos meios econômicos do Reino Unido como contestadora do pensamento econômico “mainstream” ligado ao mercado financeiro. Uma sólida economista de formação e prestígio intelectual, Ann Pettifor prega suas ideias em uma grande quantidade de vídeos na internet onde discorre sobre os vários modos de se olhar a economia, muito além do modelo de pensamento único que os “economistas de mercado” tentam vender como sendo a verdade revelada, exclusiva para operar a politica econômica de um País.
Ann Pettifor lidera um grupo interacadêmico conhecido como POLICY RESEARCH IN MACROECONOMICS na NEW ECONOMICS FOUNDATION. Esse grupo estuda a evolução do pensamento econômico visando quebrar o monopólio dos economistas ligados a bancos e fundos de investimento que são dominantes, tanto no Reino Unido como no Brasil. E, curiosamente, são muito mais contestados nos Estados Unidos, onde grupos como o INSTITUTE FOR THE NEW ECONOMIC THINKING, de Nova York, onde estão os Nobel Paul Krugman e Joseph Stiglitz já há muito tempo contestam o mainstream monetarista, hoje em franca decadência como tese operacional até na alma mater, a Universidade de Chicago, hoje em franco processo de reciclagem de seu famoso Departamento de Economia.
No Brasil o pensamento econômico de construção nacional, que predominou desde a criação dos cursos de economia na década de 40 até o fim dos anos 80, foi capturado a partir do Plano Real pelos “economistas de mercado” reunidos em torno da PUC Rio e a partir desta escola se agregando politicamente no Instituto Millenium e na Casa das Garças e com uma grande captura que desde o Plano Real está solidamente em mãos dos “economistas de mercado”, o Banco Central do Brasil, que desde a portaria até a cúpula está dominado pelos “economistas de mercado” com seu inacreditável BOLETIM FOCUS, pelo qual o “mercado” manda instruções ao Banco Central, a serviço exclusivo do mundo financeiro e não do Pais.
Na gestão Armínio Fraga, durante o governo FHC, o poder dos “economistas de mercado” chegou ao apogeu, com a introdução do fatídico modelo de “metas de inflação”, do boletim FOCUS e dos “papéis para discussão” em inglês no website do Banco Central.
A partir da Escola de Economia da PUC Rio e com o capital político do Plano Real “filhotes” nasceram com o mesmo DNA, o IBMEC, o INSPER, o BTG, a XP. Perguntarão, por que misturar escolas com bancos? Porque fazem parte do mesmo ambiente social e cultural, à noite dão aula no INSPER e de manhã estão na XP, nas “plataformas” da Rua Dias Ferreira, nas gestoras de fortunas, no BTG, são as mesmas pessoas.  Preservados na PUC os jurássicos pré-Real, Jose Marcio Camargo e Luís Roberto Cunha, apóstolos de Miriam Leitão. TODOS rezam pelo mesmo Evangelho que está longe de ser único no mundo, há outras escolas de economia fora da escola “do mercado”, escolas vigorosas, modernas e sofisticadas que continuamente contestam escolas anteriores. A ciência econômica, ao contrário do que muitos pensam, é dinâmica e não estratificada, há questionamentos, novos ângulos de visão sobre questões antigas. Quando Keynes lançou sua “Teoria Geral” e depois quando revirou toda ciência econômica com a famosa carta de 31 de maio de 1933 ao recém eleito Presidente Franklin Roosevelt, propondo o combate à Depressão com ferramentas inovadoras de aumento de gastos, o oposto de ajuste fiscal que hoje se prega, Keynes mostrou que politica econômica deve ser operada “de acordo com as circunstâncias”, não há modelo fixo e nem cartilhas antigas a guiar circunstâncias novas, como se o mundo parasse para os mercados passarem.
A consolidação do “modelo único”, que domina o pensamento econômico brasileiro a partir do Plano Real, nasce do casamento espúrio entre a Escola do Rio, qual seja a PUC Rio e seus satélites Instituto Millenium, Casa das Garças e IBMEC + INSPER com os bancos de negócios mesclados em um só grupo de pessoas com acesso dominante à mídia econômica, especialmente GLOBO, VALOR, ESTADÃO e FOLHA,  alavancado especialmente com o poder de anunciante do mercado financeiro. Aliado dessa politica recessiva, os “economistas de mercado” alijaram do debate econômico outros centros concorrentes como UNICAMP e UFRJ, que não têm por esse conjunto de forças acesso aos fóruns empresariais e à mídia.
O MODELO BRASILEIRO DE POLITICA ECONÔMICA
O “modelo único” parte sempre da mesma base que começa com a fórmula de “metas de inflação” e, dessa,  parte para modelagem das taxas de juro que não estão a serviço de uma politica de crescimento e sim a serviço da PROTEÇÃO dos ativos financeiros e deste se parte para uma politica monetária recessiva focada no ajuste fiscal como pré-requisito para garantir o pagamento da divida pública. Esse modelo é apresentado por 95% dos economistas com acesso à mídia, os chamados “economistas de mercado”. Essa NUNCA foi a única politica possível e é uma POLITICA ANTI-CRESCIMENTO, já que com ela jamais o país irá crescer por falta de demanda que induz ao investimento e este ao crescimento, mesmo porque o objetivo dessa politica nunca foi o crescimento e sim a proteção da riqueza financeira.
Não HÁ INVESTIMENTO SEM DEMANDA ANTECEDENTE e não há DEMANDA SEM PODER DE COMPRA, este só pode ser criado pela política monetária, mas a atual politica monetária é contrária a esse objetivo, sua única meta é a ESTABILIDADE, cujo instrumento é a POLITICA DE METAS DE INFLAÇÃO. Então, o atual modelo IMPEDE O CRESCIMENTO, a recessão não é um acidente, a RECESSÃO É O OBJETIVO, é a ferramenta para proteção da riqueza financeira.
Com a RECESSÃO os preços dos ativos reais, empresas e imóveis, ficam baratos e remuneram os investimentos realizados pelo capital financeiro manejado pelos bancos, gestoras e fundos mesmo com a economia deprimida, mesmo na recessão aprofundada não faltam grande número de negócios de fusões e aquisições, a depressão no preço dos ativos é um dos grandes objetivos de quem tem liquidez, hoje em alta disponibilidade no mercado financeiro.
Esse modelo não contestado é a CAUSA DA RECESSÃO e não o déficit orçamentário, efeito e não causa da recessão. O déficit deve ser enfrentado por razões próprias e não como causa da recessão. Na literatura econômica clássica o déficit publico causa inflação e não recessão, esta é causada pela falta de poder de compra que leva à queda da atividade econômica. O déficit orçamentário deveria causar o oposto, aumento do poder de compra e até inflação.
A recessão brasileira atual é causada pela contração monetária induzida pelo Banco Central e não pelo déficit orçamentário, este nunca foi a causa da recessão, embora deva ser corrigido.
Deficit orçamentário é um erro de gestão da finança publica, MAS não causa recessão.
A fórmula logica é CRESCER e durante o crescimento se fazer o ajuste e NÃO fazer o ajuste para crescer, porque esse crescimento NUNCA ACONTECERÁ EM DECORRÊNCIA DO AJUSTE.
Ann Pettifor é uma líder na contestação desses “mantras” que nascem nos interesses do mercado financeiro e são vendidos como uma espécie de evangelho que não cabe contestar.
A recessão brasileira tem raízes na falta de poder de compra da população causada pela politica monetária recessiva que produz a falta de investimentos públicos. Este foi gatilho central para o processo de crescimento do Brasil de 1950 a 1980 pela capacidade do investimento público em criar emprego, renda e demanda por materiais e equipamentos que movem grande parte da indústria de cimento, ferro e aço, veículos pesados, compressores, tubos, fios e cabos.
A demanda gerada por investimentos públicos garantiu o pleno emprego nesse longo período onde as taxas médias de crescimento do Brasil foram as maiores do mundo.
As análises dos “economistas de mercado”, com raras exceções, veem erradamente a recessão como causada por falta de investimentos privados como se esses pudessem existir sem demanda antecedente por bens e serviços, demanda que só existirá com poder de compra.
O investimento privado nasce da demanda não atendida anterior e esta só pode ser gerada por poder de compra criado por uma renda que coloca esse poder na mão dos consumidores.
A QUESTÃO DA DIVIDA PUBLICA
Em recente programa  GLOBONEWS PAINEL o economista Marcos Lisboa, um dos lideres do grupo de “economistas de mercado”, diretor do INSPER, se disse alarmado pela possibilidade de “perda do controle” da divida publica federal SE não for realizado um ajuste fiscal radical.
Mas o que seria a “perda de controle” da divida publica? Significa exatamente o quê? A divida publica federal está em torno de 75% do PIB, se este crescer a relação divida/PIB melhora mas ainda assim a divida pública pode crescer muito mais sem nenhuma perda de controle. Divida pública EM MOEDA NACIONAL não tem risco de perda de controle por definição, funciona como quase-moeda, o único encaixe de liquidez do sistema bancário. Onde os bancos vão guardar a liquidez se não em títulos da divida pública federal que é moeda corrente com juros? Na hipótese hipotética de não haver compradores para títulos federais, o Banco Central comprará, como faz o FED americano, dono de UM TERÇO dos títulos federais americanos emitidos. A emissão de títulos públicos federais significa que a liquidez foi expandida e essa moeda adicional em circulação voltará em grande parte ao Banco Central. Liquidez não evapora nas nuvens, ela circula e retorna ao ninho da emissão, porque a divida pública em moeda nacional não pode crescer mais sob pena de perda de controle. Quem construiu esse mandamento? É uma lógica artificial, a lógica do mercado financeiro.
 Grande número de países de excelente rating econômico, como Itália e Japão, tem dívidas públicas superiores a 150% do PIB, a dos EUA há muito superou 100% do PIB.
O FECHAMENTO DO DEBATE ECONÔMICO NO BRASIL
Após quatro anos de severa recessão não ocorreu às elites empresariais e politicas do País convidar grandes economistas globais para trazerem ao Brasil sua ideias como contribuição aos rumos do País. Algumas tentativas foram feitas para palestras de Krugman este ano, não houve patrocinadores. Krugman se propôs inclusive a um debate no Congresso brasileiro, mas dependia de se enquadrar na mesma viagem alguns eventos privados. Sem chance. Krugman não tem um discurso ajustado aos “mercados” que comandam a politica econômica brasileira, o Banco Central, a mídia econômica, os bancos de investimento. Muito menos Joseph Stiglitz, outro Nobel, menos ainda os pessoal do Instituto para o Novo Pensamento Econômico de Nova York, hoje com 700 economistas, são “locus” de fundamentais debates após a crise de 2008, que demoliu a lógica da eficiência dos mercados, a mesma que se vende ainda hoje no Brasil como se fosse a tábua dos Dez Mandamentos.
O Brasil virou um deserto de ideias econômicas, o pensamento econômico brasileiro foi comprado pelos “mercados”, é mais uma das tragédias no quadro maior da crise brasileira.
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