28 julho 2017

O prazer da fotografia

Cena urbana: Manhã nublada e lazer em Cabo Branco, João Pessoa (Foto: LS)

Império decadente

O Brasil e o excepcionalismo
Eduardo Bomfim, no Vermelho

A concepção do excepcionalismo norte-americano como sustentação da superioridade do indivíduo e da civilização anglo-saxônica ao que tudo indica parece estar perdendo a sua liderança nesse mundo multipolar que avança a passos rápidos nas primeiras décadas do século XXI.

Até mesmo com a campanha ideológica, difundida através da grande mídia global, com uma diuturna agenda de promoção desses valores como se fossem o espelho de todas as sociedades no planeta, das subserviências acadêmicas que, aberta ou discretamente, reverenciam nos planos das ciências sociais todas essas teses artificialmente importadas, como se elas fossem paradigmas científicos a serem seguidos sem contestações.

Assim entronizaram também no Brasil a antropologia anglo-americana como modelo a ser seguido, sustentado desde a grande mídia a intelectuais, setores universitários, de tal forma que qualquer visão crítica aos seus modelos apriorísticos é transformada em forte campanha difamatória.

Isso, seja nas redes sociais, ou nos grandes veículos de comunicação do País que determinam o Brasil oficial, das instituições do Estado, das estruturas corporativas, que se encontram hoje em dia distantes do Brasil real, enfatizado por Machado de Assis, e que corresponde atualmente a, mais ou menos, 200 milhões de habitantes.

O País real acorda, almoça e janta a cultura ditada pelo excepcionalismo anglo-americano, apesar das milhares de resistências que estão a somar-se.

De tal forma que o “mundo” oficial descolou da nação real e, embora hegemônico e determinante, inclusive em função do poder do capital financeiro especulativo, navega em uma realidade paralela muito longe dos trópicos que habitamos.

Daí é que, ao invés da rica História do Brasil, a nossa real formação civilizacional, antropológica e perspectivas futuras, parece que nos impuseram um transplante mecânico das sociedades inglesa, estadunidense, como um vírus digital, ou tendo sofrido ataques de algum hacker.

No mundo multipolar, que vai se consolidando, o esforço pelo conhecimento científico e tecnológico, o desenvolvimento econômico, a justiça social ampla e profunda, a soberania, são inseparáveis da compreensão cultural de como somos, como nos fizemos, onde desejamos chegar como nação, abertos ao mundo, mas sem estereótipos.
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Coveiro

Meirelles faz investimentos públicos federais atingirem menor nível em 15 anos em relação ao PIB e afunda mais ainda a economia.

27 julho 2017

Mais recessão

Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) perderá quase 30% dos recursos com bloqueio do Orçamento. Temer empurra o Brasil para trás.

Execrado

Pesquisa feita antes do aumento do preço da gasolina: ilegítimo e execrado.

Medo

Aliados de Temer querem que reforma da Previdência fique para 2019. Temem enfrentar os eleitores no próximo pleito.

Primazia da questão nacional

Nó estratégico a ser desatado
Luciano Siqueira, no Vermelho e no Blog do Renato

A crise segue seu cortejo dramático e patético, enquanto problemas de fundo que impedem o pleno desenvolvimento do país se agravam por iniciativa do atual governo.

A nossa condição de economia dependente e subsidiária, timidamente enfrentada nos governos Lula e Dilma, agora ganha a dimensão de ameaça concreta de "neo colonização".

Por exemplo, a adoção do dogma da contenção dos investimentos estatais como indispensável ao equilíbrio das contas públicas, além de enfraquecer a engenharia e a ciência e a tecnologia nacionais, incrementa o desemprego e o sacrifício de recursos humanos tecnicamente avançados e desidrata gravemente o mercado interno.

Em decorrência, aprofunda-se a dependência do comércio exterior e o alargamento da presença, em nossa pauta de exportações, de produtos primários e commodities, desmilinguindo mais ainda a competitividade internacional de nossa indústria.

A vulnerabilidade de nossa economia às intempéries externas se acentua, na esteira da variação dos preços da commodities.

Concomitantemente, as instituições que compõem o Estado, ao contrário do que diz a cantilena golpista, se esgarçam e aguçam seu caráter antirepublicano.

Isto implica elemento essencial num programa de superação da crise e retomada do desenvolvimento do país em bases soberanas, tarefa estratégica e urgente das oposições.

Desmontar os novos dispositivos recém impostos pelo governo Temer e adotar medidas estruturantes ousadas e consistentes na direção oposta requer consciência, vontade política, discernimento e habilidade tática.

Aí reside, talvez, a maior limitação do conjunto das forças que hoje se batem contra o governo golpista.

Se antes, pilotando governo central, Lula e o Partido dos Trabalhadores e aliados não conseguiram convergir na compreensão e na coragem de desatar esse nó, agora as dificuldades são temperadas pela urgência de se resistir às reformas trabalhista e previdenciária — que empurra o movimento oposicionista para uma prevalência espontânea da questão social sobre a questão nacional.

Ou seja, a superação dos entraves macroeconômicos, que em última instância alimentam a exploração dos trabalhadores e incrementa a subtração de direitos está intimamente associada à defesa e ao aprimoramento do Estado nacional.

Sem um Estado forte não será possível redefinir com clareza e eficácia os rumos do país. Uma ideia-força, que o PCdoB e alguns poucos líderes e agrupamentos da sociedade civil acentuam, mas que ainda carece de melhor apreciação pelas correntes populares e democráticas.

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Blindagem

Governo tenta blindar Meirelles de desgate - porque é quem governa de fato e porque Temer, desmoralizado, não sairá do fundo do poço.

Fracasso

Governo tem o pior déficit da História. E os golpistas diziam que com o impeachment de Dilma as contas públicas seriam saneadas!

O prazer da fotografia

Cena urbana: Forte Santa Catarina, Cabedelo - detalhe (Foto:LS) #cenaurbana #cabedelo#mostrooquevejo #lucianosiqueira

26 julho 2017

Firme

Lula despreza videoconferência e quer ficar frente a frente com Moro. Postura altiva.

Em queda

Crédito imobiliário fecha primeiro semestre de 2017 em queda. Oxente! E deram o golpe dizendo que recuperariam a economia!

E agora?

O corte de R$ 5,9 bilhões no Orçamento Geral da União atrapalhará Temer na compra de  deputados - ou não?

Lixo

Pesquisa Ipsos: reprovação a Temer bate novo recorde e vai a 94%. Lugar garantido no lixo da História.

25 julho 2017

O preço da traição

Quanto vale Michel Temer?
Luciano Siqueira, no Blog da Folha

Como na vida em geral, tudo na política tem um preço — inclusive, em certos casos, financeiro.

Michel Temer, além de ilegítimo, mostra-se um dos presidentes mais caros da história do Brasil. Além do custo moral, o sacrifício das finanças públicas e da soberania nacional.

Por uma dupla razão: a) para manter o beneplácito do Deus Mercado, que em última instância o sustenta e manipula núcleos essenciais das instituições da República, incorpora todo o receituário rentista e assume padrões coloniais na abertura de riquezas nacionais essenciais ao aguçado apetite estrangeiro; b) promove verdadeiro festival "toma lá dá cá" para assegurar maioria parlamentar contra a denúncia de corrupção movida contra si pela Procuradoria Geral da República.

No quesito liberação de emendas ao Orçamento Geral da União com o fim de contentar parlamentáreis fisiológicos, só com os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça, foram gastos 15 milhões de reais de uma só tacada!

A entrega do pré-sal, a venda criminosa de ativos estratégicos da Petrobras e o conluio com instituições estrangeiras para liquidar com empresas nacionais de engenharia fazem parte de um roteiro de redução do nosso país, no mercado internacional, à condição de mero exportador de commodities.

Nesse contexto, o governo já gastou quase 200 milhões de reais em publicidade, na vã tentativa de se fazer aceito pela sociedade brasileira.

Vem colhendo rotundo fracasso: apenas 7% da população o apoia.

Daqui a alguns dias, as atividades parlamentares serão retomadas e, provavelmente, a Câmara dos Deputados rejeitará por maioria a admissibilidade do processo movido contra Temer pela PGE.

Mas isso estará longe de solucionar o impasse político-institucional.

A nação corre o risco de sangrar até o pleito de outubro do ano vindouro, o povo sofrendo todas as terríveis consequências da crise.

O ambiente eleitoral futuro ainda é imprevisível, porém certamente terá como uma das variáveis o desgaste das forças que deram o golpe contra Dilma e sustentam Temer.

Haverá espaço para uma alternativa oposicionista avançada, desde que confira nitidez e consequência às suas propostas e agregue forças amplas e diversificadas. 
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Humor de resistência

Chico Caruso vê a disputa pelo poder entre as forças golpistas.

Conversa fiada

Governo Temer quase esgota verba de publicidade já no primeiro semestre. Mas não evita rejeição de mais de 90% dos brasileiros.

24 julho 2017

Resistência

Desmonte nas ciências e defesa de Diretas já são destaques na reunião anual da SBPC. Uma trincheira de luta.

Estado mínimo

Com Temer, investimento público terá em 2017 o menor patamar nos últimos 15 anos. E não diziam que o golpe iria recuperar a economia?

23 julho 2017

Terrível

"Ministro da Justiça quer mais oficiais dos EUA treinando a polícia brasileira." Esse filme é antigo, já passou na ditadura militar. Com terríveis consequências. 

Quem vota?

Henrique Meirelles se movimenta de olho nas eleições de 2018. Teria ótimas chances se o eleitorado se limitasse ao Mercado financeiro.

22 julho 2017

Furo

Crise política reduz receitas do governo em ao menos R$ 6,1 bi. E não diziam que o golpe salvaria a economia!?

Dúvida atroz

PSDB em dúvida sobre o que lhe é eleitoralmente conveniente, se a queda de Temer ou a ascensão de Rodrigo Maia. Contabilidade negativa.