23 julho 2017

Terrível

"Ministro da Justiça quer mais oficiais dos EUA treinando a polícia brasileira." Esse filme é antigo, já passou na ditadura militar. Com terríveis consequências. 

Quem vota?

Henrique Meirelles se movimenta de olho nas eleições de 2018. Teria ótimas chances se o eleitorado se limitasse ao Mercado financeiro.

22 julho 2017

Furo

Crise política reduz receitas do governo em ao menos R$ 6,1 bi. E não diziam que o golpe salvaria a economia!?

Dúvida atroz

PSDB em dúvida sobre o que lhe é eleitoralmente conveniente, se a queda de Temer ou a ascensão de Rodrigo Maia. Contabilidade negativa.

21 julho 2017

O povo sabe

"População vai entender", diz Temer sobre aumento de impostos. Entende, sim: apenas 7% o apoia.

Pra onde?

Temer diz que reajuste dos combustíveis é para 'assegurar o crescimento'. Pra baixo, feito rabo de cavalo, só pode ser.

Sem perspectiva

A crise do liberalismo
Eduardo Bomfim, no Vermelho
O liberalismo econômico clássico adquiriu nova forma desde os anos oitenta do século XX e reinou absoluto a partir do novo milênio, juntamente com a hegemonia unipolar dos Estados Unidos, depois da debacle da União Soviética.

Essa nova cara do liberalismo que se tornou hegemônico é o neoliberalismo, uma etapa bem mais agressiva do capital financeiro especulativo, do rentismo. Nesse período mudou-se drasticamente a face do mundo, não só no aspecto econômico.

Como também na geopolítica mundial, nas relações sociais, assim como entre o monopólio dessa nova fase do capital e as estruturas de poder que determinam os rumos entre as nações e nas relações políticas dentro dos Estados nacionais.

O monopólio do capital parasitário alterou radicalmente o espírito da atividade política, subvertendo-a aos seus interesses estratégicos, determinando também outras ideias, concepções, nas relações sociais provocando imensa regressão nos sentimentos coletivos e individuais nas comunidades.

Nas primeiras décadas do século XXI testemunhamos a quintessência do individualismo, da competição desenfreada nas sociedades. Tantas modificações profundas foram acompanhadas por uma massificante argumentação ideológica e midiática, com o objetivo de se fazer incontestável a mundialização do capital rentista e a ideia do indivíduo globalizado na condição de força de trabalho móvel.

Mas as crises financeiras da Nova Ordem mundial abateram as ilusões sobre o reinado do capital parasitário, do fim da História profetizado pelo guru do neoliberalismo, o nipo-americano Francis Fukuyama.

O surgimento de outra ordem multipolar, com o crescente protagonismo dos BRICS, começou a abalar a hegemonia unipolar dos EUA sequenciando conflitos em várias partes do planeta.

Assim como a exacerbada apologia ao Mercado e suas formas egocêntricas de como os cidadãos deveriam tratar os demais e a si próprios fomentaram uma crise social, e de caráter individual, sem precedentes no mundo.

A relevância das identidades culturais e do sentimento nacional coletivo, da união nacional, passou a tornar-se algo premente entre os povos. O mundo começa a entrar em nova etapa Histórica. O Brasil tem destacado papel de liderança solidária nesses novos tempos. Exatamente por isso sofre intenso processo de desestabilização.
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD
Acesse https://www.facebook.com/LucianoSiqueira65/

20 julho 2017

Quem?

Michel Temer chama de "arautos do desastre" os que denunciam o fracasso da economia. Ridículo. Ora, ele é o próprio desastre.

Para baixo

Governo eleva imposto sobre combustível e decide cortar mais R$ 5,9 bilhões no Orçamento. Para aprofundar a recessão.

Novos rumos

Uma agenda crucial
Luciano Siqueira, no portal Vermelho e no Blog do Renato

Na complexa situação em que o país está mergulhado, há uma dissonância evidente entre a dimensão dos problemas (e a envergadura das medidas corretivas) e o discurso meramente imediatista.
A rigor, isso acontece de ambos os lados — no governo e na oposição.
No governo, encabeçado pela minúscula e desmoralizada figura de Michel Temer, mas verdadeiramente conduzido pelo ministro Henrique Meirelles (em nome do Deus Mercado), a fala se concentra no "agora" e manipula indicadores econômicos para sustentar a balela de que a economia está se recuperando.
Mesmo o futuro mediato aparece borrado no discurso governamental.
Na verdade, Temer, Meirelles et caterva evitam expor os verdadeiros fundamentos de sua agenda regressiva, sintonizada com os ditames do capital financeiro internacional, que gerou a atual crise global e a administra à revelia das necessidades e dos interesses dos povos.

Mutatis mutandis, sob a direção dessa gente o Brasil caminha para se tornar uma imensa Grécia.
No campo oposicionista, devemos reconhecer, o que sobra em justa indignação e contundentes protestos, falta em debate consistente sobre possíveis saídas para a crise.

Ainda são tímidas as iniciativas com esse teor.
Nesse sentido, o PCdoB esboça uma importante contribuição no Projeto de Resolução do seu 14º Congresso, recém-lançado (http://zip.net/bbtLX4).
Nele, sobre a base de uma multilateral análise das atuais circunstâncias do mundo e do Brasil e de uma bem fundamentada avaliação dos governos Lula e Dilma e da natureza e dos propósitos do golpe institucional em curso, propõe-se uma ampla, plural e convergente conjugação de forças, assentada numa agenda comum.
Uma agenda hoje crucial para os destinos do país - sob a primazia da questão nacional - que envolve a restauração da democracia e do estado democrático de direito, incluindo garantias constitucionais no combate à corrupção; a retomada do desenvolvimento econômico em bases soberanas, o estímulo à produção; a defesa da Petrobras e do regime de partilha do pré-sal e da engenharia nacional; a manutenção e a ampliação dos direitos do povo, a valorização do trabalho, a distribuição de renda e a inclusão social.
Uma agenda assim tão ousada acena tanto para o estancamento da atual regressão neoliberal como para o redesenho de um novo projeto nacional de desenvolvimento.
Implica, entre muitas empreitadas complexas, o desmonte da engrenagem macroeconômica que em mais de três décadas vem obstaculando o progresso do país.
Daí a irrecusável tarefa de combinar a resistência imediata, no nível em que se apresenta, com a construção técnica e política que a agenda sugerida pelo PCdoB requer. 

Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

Sintonia

Acuado, Temer barganha verbas e cargos; enquanto Meirelles governa e aumenta impostos. Tenebrosa divisão de trabalho.

19 julho 2017

Com as mãos sujas

O jogo possível de Michel Temer
Luciano Siqueira, no Blog de Jamildo/portal ne10

Embora a política tenha suas particularidades e leis próprias, na essência é a face institucional da vida como ela é.

Faz-se o que é possível e o que as circunstâncias permitem. Atinge-se ou não o que se pretende a depender de muitos fatores — a correlação de forças, em especial —, incluindo o pleno conhecimento do terreno em que se peleja.

O presidente ilegítimo Michel Temer, de estatura diminuta e escrúpulos zero, conhece muito bem o campo de batalha em que se move.

E assim vai cumprindo o papel que se atribui - o de preservar a todo custo sua base parlamentar neoliberal-fisiológica. Deixa a tarefa de governar a cargo do ministro Henrique Meirelles, fiel depositário dos interesses daqueles que em última estância sustentam o governo, o poderoso Mercado financeiro.

Basta acompanhar a agenda de Temer: com a carteira de verbas e cargos em mãos, negocia com cada deputado e interfere em movimentos como o de parlamentares de direita, temporariamente alojados no PSB, em vias de migrarem para outra legenda.

Tudo para permanecer no cargo até o final do ano que vem, a despeito do deplorável estágio de degenerescência e desmoralização a que chegou.

É da sua índole, desde os tempos em que comandava o que a imprensa chamava, à época, de "banda podre" do PMDB à conspiração para derrubar a presidenta Dilma.

De outra parte, aposta na variável tempo quanto às denúncias da Procuradoria Geral da República, que o envolvem e a elementos dos seu grupo, assim como na protelação das próximas supostas delações premiadas do ex-deputado Eduardo Cunha e de outros peixes taludos.

Mas a crise econômica e financeira segue corroendo o tecido social e as instituições, em tendência de agravamento na esteira das medidas inspiradas na ideologia do Estado mínimo e da primazia do setor rentista.

Uma receita que no mundo inteiro não tem superado a crise, nem equilibrado satisfatoriamente as finanças públicas, antes aumenta a concentração da renda e da produção, restringe direitos e amplia a exclusão social.

Na outra ponta - a da sociedade insatisfeita e dos movimentos de oposição -, a resistência ocorre a critério de cada segmento, no nível imediatamente possível, porém tendendo a um leito comum (qualquer que seja o desenho que venha a assumir) de uma ampla e plural conjugação de forças lastreada em proposições destinadas a tirar o país do buraco em que se encontra o retomar o desenvolvimento em bases soberanas, democráticas e socialmente inclusivas.
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

Ilusão

Esperar gestos “republicanos” de Temer em relação a Pernambuco é mera ilusão. Tudo no Planalto é calculado em beneficio de sua base. Sem escrúpulos. 

18 julho 2017

Jogo baixo

Doria radicaliza no discurso contra Lula em disputa com Bolsonaro. Decadência tucana.

Parto prolongado

Que venham boas flores do recesso
Luciano Siqueira, no Blog da Folha

Começa o recesso parlamentar. Quase um mês de calmaria? Certamente não. A crise segue e a tormenta de Temer também.

Em cenário político convulsivo, como o de agora, nunca as férias parlamentares do meio do ano contribuíram para esfriar ânimos e amainar contradições. Muito ao contrário.

Começa que os parlamentares estarão em contato mais direto com as suas bases. Provavelmente sob pressão, em razão do agravamento das consequências sociais da crise.

Daí porque Michel Temer e seu grupo preferiam que a votação em plenário da autorização para processar o presidente acontecesse logo agora.

Também por essa razão não apenas com os deputados integrantes da Comissão de Constituição e Justiça, aliciados para o voto contrário à denúncia da PGR, mas com muitos outros integrantes do "centrão" Temer negociou pessoalmente a liberação de emendas ao Orçamento Geral da União.

Só os deputados da CCJ levaram 15 bilhões de reais, segundo o insuspeito (nesse caso) jornal 'O Globo'.

Nesse mesmo intuito, Temer se recusa a demitir ministros do PSDB em represália às dissidências tucanas.

Entretanto, concomitantemente, a situação continuará se agravando, não se devendo descartar, inclusive, uma nova denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente ilegítimo.

Demais, a insatisfação popular continuará se avolumando de modo não necessariamente barulhento, tal como fogo de monturo.

As ruas devem aguardar novas manifestações de protesto futuras, para além dos movimentos sociais organizados. É questão de tempo.

E não apenas da parte dos partidos oposicionistas, das organizações sindicais e populares, mas igualmente de diversos setores — do mundo da ciência, da cultura e da intelectualidade, segmentos religiosos e outros — haverão de avançar propostas e tratativas destinadas à construção de uma plataforma comum de superação da crise.

Que seja na dimensão de uma ampla frente política e social, pois estão em causa a soberania nacional, a engenharia e a produção científica brasileiras, o restabelecimento da ordem democrática, a defesa e a restauração de direitos fundamentais do povo.

No Brasil de hoje tudo é instável e imprevisível, porém quem sabe venhamos a colher boas flores vicejadas nesse período de recesso.

Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

17 julho 2017

Ciência estrangulada

A Globo manipula a opinião pública mesmo quando diz a verdade. A reportagem do Fantástico de domingo passado sobre a penúria absoluta das entidades científicas brasileiras simula um interesse genuíno por um setor cujo desenvolvimento é crucial para o país. Contudo, não há nenhum esclarecimento sobre a nota sumária com que o Ministério da Ciência e Tecnologia justifica o estrangulamento financeiro da Ciência brasileira: alega-se apenas o enquadramento no corte de despesas públicas determinado pelo Governo federal. Leia o artigo de J. Carlos de Assis http://zip.net/bjtLVm

Conflito e impasse

Em toda a história republicana o Brasil nunca viveu uma crise semelhante à atual, caracterizada pelo maior e mais profundo divórcio entre o governo federal e o conjunto da nação. Os brasileiros não se reconhecem neste governo federal, que não elegeram. E, pior que isso, não há nenhum outro elemento que dê legitimidade ao usurpador Michel Temer e sua turma – observa José Carlos Ruy, no artigo “Porque a direita teme a eleição de 2018” no Vermelho. Leia aqui  http://zip.net/bmtLRQ

Frente ampla

Não basta gritar 'Fora Temer', 'Diretas já'. É preciso juntar forças amplas e diversificadas em torno de uma plataforma comum - em defesa da Nação, da democracia e dos direitos do povo. Respeitando as diferenças, sem estreiteza nem sectarismo. Numa construção progressiva, "por cima" - articulando partidos, movimentos sociais, instituições democráticas, lideranças e personalidades influentes; e "pela base" - travando a luta cotidiana combinando interesses imediatos com o projeto nacional, com sentido unitário.

15 julho 2017

Autocrítica

Bem-vindos os governistas que se declaram indignados com a condenação de Lula. Que digam o mesmo, enfim, em relação ao impeachment de Dilma.

14 julho 2017

Fragmentação

À deriva

Eduardo Bomfim, no Vermelho

A condenação do ex-presidente Lula, com nítido caráter de perseguição política, o persistente e contínuo esfarelamento do governo Temer, associado ao anterior impeachment da ex-presidente Dilma, como retrato da vulgarização, banalidade, desse instituto constitucional ao longo da Nova República desde a promulgação da Constituição de 1988, a aprovação da reforma trabalhista profundamente contrária aos direitos dos assalariados, representam aspectos gravíssimos da atual crise estrutural brasileira.

Com a economia estagnada, desemprego crescente, desindustrialização persistente há décadas, a estratosférica remuneração do capital financeiro, especialmente do rentismo insaciável, sustentado pela chamada dívida pública da união, entre outras formas de rapinagem, a nação vê-se sem rumos, desprovida de um projeto estratégico de desenvolvimento que lhe dê sentido e perspectiva.

Além disso assistimos o Estado nacional fragmentado em corporações poderosas, outras com essa pretensão, que se invocam como alter ego da nação, mas nenhuma delas possui o sentimento e a responsabilidade de contributo aos destinos do País.

Desalentada e com crescente perda de autoestima, a sociedade brasileira acha-se sem norte, sul, leste ou oeste, ao sabor de uma tormenta institucional antropofágica que vai devorando a tudo e a todos, uns mais outros um pouco menos, mas a verdade é que ruma para a destruição da vida política nacional, instância decisiva da participação social na vida do País.

Dividido, o Brasil é alvo contínuo das ações de grandes potências, no aspecto econômico, comercial ou geopolítico e mesmo assim ainda é a sétima economia mundial, com uma população de 210 milhões de habitantes, um território continental, cujas áreas e riquezas estratégicas são extremante cobiçadas, como a Amazônia.

O País precisa voltar a crescer, reconstruir a unidade das grandes maiorias em torno de um projeto que seja mais que um rumo de desenvolvimento, mas um espírito de País, um Estado moderno, uma sociedade próspera com justiça social, como afirma o Manifesto pela União Nacional do ex-ministro Aldo Rebelo.

A atual crise vai continuar se desdobrando de forma desembestada, numa autofagia acelerada e vai demonstrar que só será superada em um patamar econômico, social e político superior da vida nacional.
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

O prazer da fotografia

Cena urbana Porto do Recife mira Olinda (Foto LS)

Barganha

'Troca-troca' de deputados garantiu 13 votos e vitória de Temer na CCJ da Câmara. E quantos milhões do Orçamento Geral da União?

Palavra de Lula

Em pronunciamento nesta quinta-feira (13), na sede do PT em São Paulo, um dia após a sentença do juiz Sergio Moro que o condenou no processo do caso do chamado tríplex do Guarujá, o ex-presidente reafirmou sua inocência e disse que a sentença já estava pronta há muito tempo. Leia mais http://zip.net/bmtLMv

Insegurança

Câmara dos Deputados votará denúncia contra Temer na volta do recesso. Tempo para um possível ataque de Eduardo Cunha?

Em pronunciamento nesta quinta-feira (13), na sede do PT em São Paulo, um dia após a sentença do juiz Sergio Moro que o condenou no processo do caso do chamado tríplex do Guarujá, o ex-presidente reafirmou sua inocência e disse que a sentença já estava pronta há muito tempo. Leia mais http://zip.net/bmtLMv

13 julho 2017

Conflitos se acirram

A condenação de Lula e o nível da resistência democrática
Luciano Siqueira, no portal Vermelho

Na luta política, há fatos que, embora previsíveis, quando consumados têm o dom de acirrar todas as contradições.

É o caso da condenação do ex-presidente Lula, ontem, pelo juiz Sérgio Moro, sem provas e com base nas "convicções" dos seus acusadores.

Esse fato, associado à sucessão de denúncias reais e comprovadas contra Michel Temer e seu grupo, na outra ponta do espectro político, eleva a temperatura ambiente.

Da parte dos atuais governantes, segue o paradoxo: justo um presidente desmoralizado e rejeitado pela quase totalidade dos brasileiros toca a agenda por todos os títulos prejudiciais à nação e ao povo, apoiado na maioria parlamentar que o sustenta, também de baixíssima credibilidade.

Não fossem os interesses do Mercado financeiro — onde se situa o verdadeiro comando da empreitada golpista —, Michel Temer já teria caído, qualquer que fosse a forma jurídica adotada.

Entrementes, se aproximam as eleições gerais de 2018 e o embate, quaisquer que sejam as circunstâncias e as regras legais vigentes, alcançará o status de decisão nacional.

As pesquisas mais recentes são unânimes em apontar o ex-presidente Lula como favorito. Vale dizer, uma ameaça de retorno ao ciclo de mudanças interrompido com o impeachment da presidenta Dilma — tudo o que o Mercado e a elite tupiniquim não desejam.

Moro, então, cumpre o seu papel no esquema e condena o Lula no afã de impedir que ele participe da próxima peleja eleitoral.

Daí a dupla indignação dos que se batem pelo Estado de Direito e recusam o desrespeito às normas processuais e às garantias constitucionais praticado pelo juiz de Curitiba; e resistem ao incremento da agenda de redirecionamento neoliberal da economia e de regressão de conquistas e direitos sociais.

A grande mídia monopolista, que apoia o golpe e participa constrangida do sangramento do governo Temer, ocupará de agora em diante espaços privilegiados no noticiário direcionado a “revelar detalhes” dos argumentos do juiz Moro, com o fito de atingir o prestígio de Lula.

Nas oposições, urge dar à resistência amplitude, pluralidade e coesão, para além de discrepâncias e sectarismos.

Na cena atual tudo tem a marca da instabilidade e da imprevisibilidade, mas os próximos lances certamente aguçarão o nível da luta. 
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

12 julho 2017

Tormento

Janot diz que há "forte materialidade" para acusar Temer de obstrução da Justiça. Vem aí mais uma "flechada". Tormento do ilegítimo aumenta.

Golpe nos trabalhadores

Duas faces de um governo moribundo
Luciano Siqueira, no Blog de Jamildo/portal ne10

O que dá pra rir, dá pra chorar - ensina um samba de muito sucesso tempos atrás. E que agora provavelmente inspire o presidente ilegítimo: por um lado, envolto em desgaste lento, gradual e irreversível; por outro, comemorando a realização de um dos seus deveres fundamentais perante o Mercado, a reforma trabalhista.

São as duas faces de um projeto político espúrio - porque fruto de um golpe institucional - e lesivo aos interesses da Nação e do povo.

Jamais na História nosso país conviveu com tamanha deterioração do poder político central. Anêmico em legitimidade, enlameado por atos amorais e aéticos, dependente de uma base parlamentar mesclada por neoliberais convictos e fisiológicos susceptíveis a benesses imediatas.

Sequer a mídia monopolizada que lhe deu suporte e agiu como cúmplice do golpe agora o sustenta. Ao contrário, alimenta a sua falência com doses sistemáticas de informações e análises demolidoras.

Tão logo informado do final da votação de ontem no Senado, Temer apressou-se em comemorar o feito proclamando que seu governo põe o Brasil nos trilhos do século 21 (sic).

A qualquer observador de fora do país, minimamente isento, esse discurso soaria - como de fato é - tão ridículo quanto cabotino.

Na verdade, Temer e seu grupo, qual fantoches a serviço do Mercado, sintonizam o Brasil nos parâmetros do setor rentista internacional que, a um só tempo, gerou a crise global eclodida em 2008, e que segue sem perspectiva de superação, e a administra segundo seus interesses.

Mundo afora, sobretudo nos EUA e países centrais da Europa, a crise atinge sobretudo os trabalhadores, retirando-lhes direitos e retroagindo em conquistas sociais históricas.

São políticas que buscam reduzir os custos da produção sobre os ombros dos que vivem do trabalho e recuperar a taxa média de lucro, em declínio estrutural há mais de quatro décadas.

É a esse figurino que o Brasil se adequa com a reforma trabalhista - verdadeiro golpe mortal na CLT - e com o conjunto da agenda regressiva encetada pelo governo, sob a batuta do ministro Meirelles.

Os efeitos imediatos dessa nociva reforma recaem internamente inclusive sobre o empresariado que depende fundamentalmente do mercado interno, como avalia o economista João Sicsú: ganham os que produzem para exportar, mas os que produzem para o mercado doméstico afundarão porque haverá queda geral da capacidade de compra dos trabalhadores.

Esta é a “modernidade” de Temer.  A luta segue.

Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

Fantoche

Após reforma passar, Temer diz que governo está "conectado com o século 21" - ou seja: com os desígnios do Mercado financeiro.

Sangria

PSDB vai liberar bancada para votar denúncia contra Temer no plenário. Sangria ao estilo tucano.

Punhalada

Governo moribundo se apoia na maioria reacionária e aprova reforma trabalhista no Senado. Contra os trabalhadores.

11 julho 2017

Humor de resistência

Laerte vê a “vitória” de Temer na reforma trabalhista.

Quem ganha?

A contrarreforma que objetiva subtrair os direitos dos trabalhadores produzirá uma queda geral dos salários. Um empresário ignorante avalia que isso é positivo porque reduzirá os seus custos e, portanto, ele ficaria mais competitivo. A burrice é grande. Todos terão seus custos reduzidos. O concorrente também terá seus custos reduzidos. Ninguém ganhará competitividade no mercado doméstico. Ganham os que produzem para exportar. Mas os que produzem para o mercado doméstico afundarão porque haverá queda geral da capacidade de compra dos trabalhadores – afirma o economista João Sicsú. Leia mais http://zip.net/bmtLGW

Vale tudo

Substituir deputados na Comissão de Constituição e Justiça é regimental. Mas comprar os substitutos é amoral.

Que trilhos?

"Este governo colocou Brasil nos trilhos", afirma Temer a empresários. Sim, nos trilhos do entreguismo e da regressão de direitos.

Temer afunda

Governistas entre ser ou não ser
Luciano Siqueira, no Blog da Folha

Na verdadeira quizumba que é o andamento da crise, dois fatos se acrescentam à tormenta cotidiana de Michel Temer: o parecer do relator deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), na Comissão de Constituição e Justiça, favorável à apreciação pela Câmara da denúncia formulada pela PGE e a aparente indecisão da cúpula tucana, que se reuniu ontem à noite.

O parecer do deputado peemedebista contraria frontalmente a estratégia do grupo palaciano destinada a que a apreciação da matéria pelo plenário se faça em termos menos constrangedores para a maioria supostamente ainda fiel ao presidente ilegítimo.

Se ao proferir seu voto o deputado tiver que argumentar de viva voz contra o parecer da Comissão de Constituição e Justiça, obviamente o desgaste não será pequeno.

Daí Michel Temer e seu grupo trabalharem diuturnamente na substituição de deputados indecisos por deputados aliciados, na CCJ, na tentativa de derrotar o parecer do relator.

Quanto à aparente indefinição do PSDB — a reunião de ontem não chegou a conclusão nenhuma, segundo o noticiário —, não favorece Temer, pois na verdade o que conta é: a) a ausência de apoio explícito ao governo; b) a crescente tendência da maioria dos deputados tucanos a desembarcarem da base aliada.

O fato irrecusável é que o governo se desmoraliza e se enfraquece cotidianamente e ainda se mantém dependurado em um único cabo, que é a tolerância do Mercado, que em última instância determina o comportamento do núcleo mais político da base parlamentar governista.

Entre a queda iminente de Temer e a assunção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o primeiro na linha sucessória, aumentam as inseguranças do sistema rentista quanto à realização das reformas trabalhista e previdenciária e demais itens da agenda neoliberal regressiva.

Mas a fragilidade do governo é tanta, que até seus apoiadores e arautos cá da província, sempre muito agressivos, quando não arrogantes, baixam a crista e já há quem se apresse em anunciar de público o voto pela admissibilidade da denúncia de corrupção da PGE contra o "seu" presidente.

São lances de uma dramática novela que se arrasta e sacrifica a nação e a maioria dos brasileiros que sobrevive do trabalho. E que, em perspectiva, depende da capacidade das oposições reunirem forças convergentes em torno de uma plataforma comum de soerguimento da nação e de retomada da democracia.
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

Palavra de Luciana

Na reunião da direção nacional do PCdoB, realizada neste domingo (9), na sede nacional em São Paulo, a presidenta Luciana Santos destacou, em vídeo, o intenso e profundo debate acerca da conjuntura realizado pelos membros do Comitê Central. Para a dirigente, os debates no processo do 14º Congresso do PCdoB devem ser amplos no sentido de apontar saídas para o futuro do país. “Apesar do momento ser de adversidade, o PCdoB pode crescer dialogando para fora e para dentro de suas fileiras.” Veja aqui http://zip.net/bgtLJl

Teses frágeis

O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) desmontou os principais argumentos da defesa de Michel Temer, durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, nesta segunda-feira (10). Segundo o parlamentar, se não há materialidade da provas para acusar Temer de corrupção passiva, não será a Câmara que poderá inocentá-lo, mas o Supremo Tribunal Federal. Leia mais http://zip.net/bdtMgT

Pantomima

Antonio Mariz, advogado de Temer, entre teatral e histriônico, é radical na forma e frágil no conteúdo na defesa do presidente ilegítimo. 

Sem razão

Governo Temer gasta R$ 100 milhões em campanha publicitária pela reforma da Previdência. Desperdício. Não convence.

Saindo do ninho

Cúpula do PSDB ainda não decide, porém maioria da bancada tucana na Câmara inicia debandada e enfraquece mais ainda Temer. 

10 julho 2017

Poesia sempre

Para os que virão
Thiago de Mello

Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que quero ser.

Já sofri o suficiente
para não enganar a ninguém:
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra
da opressão, e nem sabem.

Não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoa
do singular - foi deixando,
devagar, sofridamente
de ser, para transformar-se
- muito mais sofridamente - 
na primeira e profunda pessoa
do plural.

Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda esteja
de aprender a conjugar
o verbo amar.

É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
(Dura no peito, arde a límpida
verdade dos nossos erros.)
Se trata de abrir o rumo.

Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.

Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

09 julho 2017

Tudo se move

O PSDB bate cabeças na cúpula e nas bancadas no Senado e na Câmara, Rodrigo Maia e Temer se entreolham desconfiados, novas denúncias oriundas da PGR são aguardadas. Ingredientes de uma governança catastrófica. 

Se as oposições convergirem para além do sectarismo e da visão esquemática da luta política, uma luz pode surgir nesse túnel escuro e imprevisível. 

Angu de caroço

Meirelles já discute eventual governo de Maia e quer mais autonomia, registra a Folha de São Paulo.


Na verdade, com Temer, Meireles governa com grande autonomia em relação ao presidente ilegítimo. Com os aplausos do Mercado.

Decadência

A cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha, se encerrou ontem divulgando um comunicado que evidenciando as divergências entre os Estados Unidos e o restante dos países-membros, que representam as principais economias do mundo. São 19 votos contra 1.


Mais do que divergências em torno da questão climática, este é mais um sinal da deterioração da hegemonia dos EUA e da transição a um mundo multipolar.

Quem governa?

Meirelles já discute eventual governo de Maia e quer mais autonomia, registra a Folha de São Paulo.


Na verdade, com Temer, Meireles governa com grande autonomia em relação ao presidente ilegítimo. Com os aplausos do Mercado.

08 julho 2017

Faz de contas

Temer diz que volta ao Brasil 'tranquilíssimo'. 'Vou continuar trabalhando pelo País, fazendo a economia crescer como está crescendo', disse o presidente antes de deixar a reunião da cúpula do G-20, noticia o Estadão.

Tenta, assim, dissimular o pesadelo que o atinge, fruto da crescente dissidência de tucanos e outros bichos de sua degenerescente base parlamentar. 

Marionete enlameado

Um energúmeno na encruzilhada da República
Luciano Siqueira

Analistas de variadas tendências têm a percepção comum de que Michel Temer se converteu no ponto nodal de duas tendências possíveis no desenrolar da crise: o avanço da regressão neoliberal ou a sua interrupção.

Com Temer - mesmo enlameado, acossado pela PGR e execrado pela opinião pública, um energúmeno -, as reformas trabalhista e previdenciária têm chances de se consumarem. Elas são a ponta de lança do redirecionamento neoliberal da economia. 

É que que a duras penas e sob risco de desmoralização das principais siglas que o apoiam - PMDB, PSDB e DEM -, Temer sabe usar e usa a caneta presidencial para manobrar com cargos e benesses e, assim, manter a maioria parlamentar que o sustenta.

Justo a maioria de deputados e senadores necessária para impor ao povo brasileiros as reformas antipopulares.

Sem Temer, mesmo que seu substituto eventual reafirme os compromissos com o Mercado e toque o trem das reformas, muita gente pode desembarcar dos vários vagões e essa maioria se dissipar.

Ou até, quem sabe, à beira do caos institucional, quem substitua Temer, em caso de sua derrocada, venha a assumir o compromisso de empurrar as tais reformas para o crivo popular no pleito de 2018, suspendendo agora sua tramitação, como pedra de toque de um pacto com as forças oposicionistas.

Isto no pressuposto de que o presidente ilegítimo não suporte a avalanche de denúncias contra si e seu núcleo palaciano.

Também na hipótese de que, em meio à instabilidade total, algum entendimento possa se viabilizar entre as forças que hoje se colocam em polos opostos.

São apenas hipóteses, contudo.

Pois a esta altura do campeonato, o governo moribundo e na UTI ainda conta com os aparelhos ligados pelo Mercado e pela coalizão neoliberal. Conserva a maioria no Congresso.

E na outra ponta, se é crescente a insatisfação na imensa maioria da população, esta ainda não ganhou a dimensão de um clamor, nem atingiu temperatura mais elevada nas ruas.

Demais, também do lado de cá da porfia cumpre seguir o debate e a busca de convergência em torno de uma plataforma de unidade, cujo vértice há de ser a defesa da soberania do país e do Estado nacional, associada à defesa de conquistas e direitos e da democracia.

E considerar múltiplas hipóteses de desdobramento da situação, resguardadas as bandeiras fundamentais que empunha.
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

À frente do seu tempo

A vida política de Frida Kahlo
Suas convicções políticas e quebras de padrões foram manifestadas através de uma linguagem irônica e de uma estética de cores e formas presentes nas suas pinturas e no seu vestuário. Expressões de contestação marcadas pela criatividade, subjetividade, irreverência e autenticidade.

Por Paula Cervelin Grassi, no Vermelho

Ultimamente tenho escutado o alerta do quanto “Frida está pop”. Afirmação que ao ressoar em meu corpo, remete a associações e indagações. Uma das minhas primeiras reações é a lembrança do também “pop” Che Guevara. Surge assim a primeira questão: Frida Kahlo já se tornou um mito de consumo? Segundo Claúdio Carvalhaes[1], está há anos em curso (assim como em Che) o processo de esvaziar as referências políticas, culturais e revolucionárias de Frida para ficar palatável ao consumo regrado de beleza norte americano.

Pergunto assim, a quem interessa que a memória de Kahlo não seja associada às suas opções políticas ou, quando exposta, de forma muito rasa. É comum citar que a artista tinha aspirações revolucionárias sem titulá-las ou, quando definidas, ligadas aos seus relacionamentos afetivos. Como se seu interesse político partisse ou fosse compreendido através da sua vida amorosa. Mas então, quais foram as referências políticas de Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon Rivera? Quais os registros do seu interesse político e social?

Uma primeira evidência das suas ideias políticas é sua opção pelo ano de nascimento. A artista nasceu em 6 de julho de 1907 em Coyoacán, Cidade do México, porém em seu diário afirma ter nascido em 1910, ano em que a Revolução Mexicana eclode. Para a pintora também: “La emoción clara y precisa que yo guardo de la Revolución mexicana fue la base para que a los 13 años de edad ingresara em La juventud comunista”[2] - [a emoção clara e precisa que eu guardo da Revolução Mexicana foi a base para que aos 13 anos de idade ingressou na Juventude Comunista].

Na Escola Nacional Preparatória, ao entrar em 1922, fará parte do Los Cachuchas, um coletivo político de afeição socialista. Em 1925 se afasta da Escola após o acidente com o bonde que comprometeu sua saúde pelo resto da sua vida. Quando recuperada passa a frequentar reuniões e festas semanais do meio artístico e político e em 1928 filia-se ao Partido Comunista.

Casa-se em seguida com o também filiado, o muralista mexicano Diego Rivera. O pintor, no entanto, não foi seu único amor. A artista ao longo da vida teve diversos relacionamentos, como com o então colega da Preparatória e líder estudantil Alejandro Gómez Arias, o líder comunista russo Leon Trotski, a cantora mexicana Chavela Vargas e o fotógrafo Nickolas Muray.

Na década de 30, ao acompanhar o trabalho artístico de Diego nos EUA, Frida expressou em cartas seu desgosto pelos “gringos”, certamente por conta do seu sentimento anti-imperialista. Em 1931 escreve para seu médico, o Dr. Eloesser:

A alta sociedade daqui me deixa muito desanimada, e sinto um pouco de raiva desses ricos daqui, já que vi milhares de pessoas na mais terrível miséria sem nada pra comer e sem lugar pra dormir, que é o que mais me impressionou aqui, é horrível ver esses ricos dando festas dia e noite enquanto milhares e milhares de pessoas morrem de fome. (…) os norte-americanos não tem um pingo de sensibilidade.[3]

Outro aspecto a ser destacado foram suas percepções do movimento surrealista. Apesar da aproximação, Frida fará diversas críticas ao movimento. Ao final de sua vida em 1952, a artista esclareceu que:

Alguns críticos tentaram me classificar como surrealista; mas eu não me considero surrealista. (…) Eu detesto o surrealismo. Pra mim, parece uma manifestação decadente de arte burguesa. (…) Eu quero que minha obra seja uma contribuição para a luta das pessoas em seu esforço pela paz e a liberdade.[4]

Possivelmente “a obra mais surrealista de Frida seja o diário que ela manteve de meados de 1944 até sua morte”[5], através de seus desenhos, montagens de objetos, cores e palavras espalhadas. Nas páginas é perceptível a crença ao marxismo. Em 1947, escreve:

A revolução é a harmonia da forma e da cor e tudo está, e se move, sob uma só lei = a vida =
Ninguém está a parte de ninguém
Ninguém luta por si mesmo
Tudo é tudo e um

Suas referências políticas aparecem escritas junto do símbolo comunista – a foice e o martelo – desenhado por volta de 1953:

Dias antes de falecer, Frida Kahlo, já tomada pela pneumonia, participou de um ato contra a deposição, patrocinada pela CIA, do presidente da Guatemala.

Todos esses fatos e expressões são apenas alguns dos aspectos da vida da pintora regada da dimensão política. Há uma infinidade de tantas outras questões que necessitam ser conhecidas e aprofundadas. Seu apego às raízes indígenas, ao povo mexicano e a cultura pré-colombiana; sua dedicação ao marxismo expressa em suas pinturas; sua quebra no padrão burguês estético da época através de suas obras, seu corpo e seu vestido tehuana; sua ajuda às vítimas da guerra civil espanhola; sua caminhada docente ao acreditar numa educação baseada no conhecimento dos saberes das pessoas e na justiça social.

Suas convicções políticas e quebras de padrões foram manifestadas através de uma linguagem irônica e de uma estética de cores e formas presentes nas suas pinturas e no seu vestuário. Expressões de contestação marcadas pela criatividade, subjetividade, irreverência e autenticidade.
O conjunto de todos esses aspectos somado as suas outras manifestações, especialmente artísticas, tornaram Kahlo uma mulher e artista singular. Uma experiência de incômodo e ruptura frente aos modelos tradicionais de feminilidade e ao sistema econômico hegemônico. Que sua memória de libertação a todas/os nós cesse as narrativas da sua vida construídas pelos interesses patriarcais–capitalistas. Por uma Frida Kahlo protagonista, criativa, política, autêntica e desobediente!
Notas

[1] Autor de (Re)leituras de Frida Kahlo: por uma ética estética da diversidade machucada, University of Sta Cruz do Sul and Ensino Superior de Teologia, Brasil, 2008.
[2] KAHLO, 1995, p. 282.
[3] HERRERA, Hayden. Frida: a biografia. São Paulo: Globo, 2011, p. 164.
[4] HERRERA, 2011, p. 320.
[5] HERRERA, 2011, p. 320.
[6] KAHLO, 1995, p. 245.
 
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

Geddel chora

Foi apenas para expôr Geddel Vieira Lima à humilhação ou o vazamento do vídeo da audiência de custódia teve outro propósito? Preso por obstrução de Justiça, Geddel chorou diante de um juiz da Lava Jato tão logo percebeu que pode ter tomado um xeque-mate. Leia mais http://zip.net/bttMmM

O nefasto papel de Temer

Um projeto de Brasil
Eduardo Bomfim, no Vermelho

Em relação ao esgarçamento das estruturas republicanas, das mais fraturadas são aquelas que representam o voto popular, por onde a sociedade expressa, bem ou mal, a sua participação nas questões decisivas aos destinos do País.

Já o governo Temer, nascido de uma óbvia conspiração que envolve múltiplos interesses, incluindo a grande mídia hegemônica como agente proeminente, associada aos objetivos de rapina do capital financeiro, do rentismo parasitário, encontra-se absolutamente encurralado pelas suas próprias circunstâncias de ilegitimidade.

As agressões ao regime de Direito Democrático sempre foram uma constante ao longo dos vários períodos das instituições republicanas, inclusive durante esses vinte e oito anos da Nova República, após a promulgação da Constituição de 1988.

Quanto ao constitucional processo de impeachment do presidente da República, tem sido usado várias vezes, muito menos observada a letra da carta magna, e bem mais por razões particularistas de grupos políticos derrotados nos pleitos eleitorais presidenciais.

Criou-se uma cultura, no tecido social, na mídia hegemônica, de que a associação de fatores de natureza econômica, externa e ou interna, com dificuldades, menores ou mais graves, na base de sustentação dos governos são fatores justificáveis para a derrubada do governante.

Assim foi que entronizou-se o ilegítimo Temer, via um leque de poderosos grupos econômicos e políticos que não aceitaram, porque simplesmente não queriam, a reeleição da ex-Presidente.
Formou-se uma espécie de “jurisprudência política” de que qualquer mandatário pode ser apeado do poder conferido pelo voto popular, desde que as circunstâncias assim o permitam.

Carlos Lacerda, justiça se lhe faça, golpista contumaz, conspirador nato, fez escola na política nacional.

No século XXI essa anomalia antidemocrática agravou-se com a revolução midiática, as redes sociais e a alucinógena pós-verdade.

Com a sociedade fragmentada em tempestades de ódios, o País necessita, além da autoestima perdida, do sentimento democrático vilipendiado, de um projeto estratégico de desenvolvimento.

Do sentido elevado de nação e brasilidade, em uma gravíssima crise institucional fruto de crônicos males Históricos que se repetem, como esse golpe do Temer, contrários ao País, ao povo brasileiro.
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD
Acesse https://www.facebook.com/LucianoSiqueira65/

07 julho 2017

Falou e disse

Temer comete gafe na Alemanha e diz que seu governo está "fazendo voltar o desemprego". Mentindo, acertou.

O quê?

Folha de S. Paulo: "Temer chega para cúpula do G20 e diz que não há crise econômica no Brasil". Realmente, um mentiroso "global".

05 julho 2017

O prazer da fotografia

Cena urbana: Paz na praia em manhã de sol (Foto: LS)

Faz de contas

Só pode ser “da boca pra fora” o discurso palaciano de que o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), oriundo de uma família de formação jurídica, dará um parecer estritamente jurídico, e não político – o que poderia favorecer Temer (sic). Ora, a salvação de Temer depende exatamente da política – da má política, claro. 

Farrapo

Tão desmoralizado e frágil está Temer que a escolha de um relator do seu próprio partido, o PMDB, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde a denuncia da PGR será examinada, o deixa entre apreensivo e apavorado.

Mimetismo

A partir de casos europeus, tido como “exemplares”, aqui também ocorre uma onda de mudança de nome de partidos para algo genérico. Mera jogada de marketing, na medida em que a composição de cada um não se altera e, mais do que isso, os personagens e seus compromissos são os mesmos.

Perseguição

O Brasil teve mais de um defensor de direitos humanos assassinado a cada cinco dias no país em 2016 e no primeiro semestre deste ano. Os dados são do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos que divulgou, nesta terça-feira (4), o dossiê "Vidas em luta: criminalização e violência contra defensoras e defensores de direitos humanos no Brasil", informa o portal UOL. 

No ano passado, 66 defensores de direitos humanos foram mortos no Brasil. Este ano, já foram 37 casos. O relatório, porém, acredita que os números são maiores por conta da sub-notificação. Os números são inéditos e não há base de dados de anos anteriores.

03 julho 2017

Humor de resistência

Duke vê a suposta parcialidade do Judiciário

Recessão & miséria

Doenças e óbitos crescem mais onde é maior o ataque às redes de proteção social dos indivíduos mais frágeis, aponta matéria assinada por Carlos Drummond na CartaCapital. O total de desempregados subiu para 14,3 milhões no Brasil em março, um recorde histórico segundo o IBGE, e atingirá 201 milhões no mundo este ano, prevê a Organização Internacional do Trabalho. Aqui e no exterior ainda predominam, entretanto, as mesmas políticas recessivas e de austeridade causadoras das demissões em massa, ou soluções incapazes de reverter a situação, constatam vários economistas. Leia mais http://twixar.me/chq

Divórcio

As chances de Temer em relação às acusações de corrupção repousam na abissal distância entre o comportamento da maioria parlamentar que o sustenta versus a realidade dos fatos e as expectativas da imensa maioria da população brasileira.