07 julho 2026

Palavra de poeta

ESTUDOS DO PASSADO
Claudia Vila Molina   

Percorro o círculo das primeiras coisas, meu corpo é um lapso de tua mente
Viajas até o passado
Onde as sombras espalham murmúrios e ouvimos o derretimento
dos objetos como palavras pausadas no filme
Choras antes que o relógio cante
Meu cabelo cresce em direção às últimas telas e dói em ti esse latejo
Domado diante das paisagens
As pessoas se detêm diante disso
E seguem
Porém a rota mostra peregrinos, a luz se esconde em nosso disfarce
Acaso é a expectativa?
Essa voz que cruza imperfeita a caminho dos pântanos
E naquela encosta
Riachos de água descem da rocha, mas o espaço se mostra
Solitário como teus filhos
Nos custa esperar
Nos custa seguir aceitando os eventos
Isso é a paz? Esta é uma palavra que não pronuncio?

[Ilustração: Armando Barrios]

Leia também: "O Recife escrito nas ruas", crônica de Celso Pinto de Melo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/uma-cronica-de-celso-pinto-de-melo.html 

Fotografia

 

Sergey Yemelin

"Sauna? Estou fora" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-opiniao_02076586771.html 

Palavra do Barão

 

“A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.” (Barão de Itararé) 

Palavra da UJS

UJS aponta disputa acirrada pela juventude contra a extrema direita
Em entrevista ao Entrelinhas Vermelhas, Rafaela Elisário analisa desafios da juventude, o avanço da informalidade e a sedução das pautas individualistas
Cezar Xavier/Vermelho   


A nova edição do programa Entrelinhas Vermelhas, exibida nesta quinta-feira (18), põe a juventude brasileira no centro do debate político nacional. Em entrevista ao jornalista Inácio Carvalho, a presidenta nacional da União da Juventude Socialista (UJS), Rafaela Elisário, historiadora e mestra em memória social, traçou um panorama sobre os mais de 40 anos de atuação da entidade, os desafios contemporâneos da juventude brasileira e a preparação para o 23º Congresso Nacional da UJS, que ocorrerá entre os dias 2 e 5 de julho, no Rio de Janeiro.

Sob o lema “O futuro é agora por um Brasil de esperança e socialista”, o encontro promete mobilizar milhares de jovens em um momento de acirrada disputa política e ideológica no país.

Ao longo da conversa, Rafaela defendeu que a juventude não pode ser vista apenas como promessa de futuro, mas como protagonista das transformações do presente. Para ela, compreender as inquietações dos jovens é fundamental para construir respostas aos problemas sociais, econômicos e políticos que marcam o Brasil contemporâneo.

Assista a íntegra da entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=bNj2m_9LJ5c 

Postei nas redes

Especular agora sobre quem sai e quem fica no ministério no provável próximo governo Lula é pura bobagem. Só serve para encher linguiça em páginas da grande mídia neoliberal. 

Lambanças do presidenciável filho do presidiário https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/enio-lins-opina_0952586543.html 

Minha opinião

A paciência que me falta 
Luciano Siqueira 

Tudo bem, há uma consciência quase unânime de que hoje a comunicação digital supre, em boa medida, a precariedade das relações humanas.

Daí proliferarem grupos no WhatsApp feito erva daninha. 

Tudo bem. Já que não podemos nos encontrar em torno de uma tulipa de chope ou uma boa rodada de café cremoso, que nos falemos através de mensagens escritas no celular. 

Mas nem tudo é simples. Na verdade, predomina uma tremenda dispersão. 

O grupo é formado para discutir determinado tema e logo é tomado por saudações de toda espécie e até piadas de mau gosto. 

Quem aguenta? 

Confesso-me absolutamente incapaz de sobreviver à Babel, inclusive porque não me interessam detalhes da vida pessoal de ninguém. 

Se vamos debater determinado tema, o foco é indispensável. Ou não?

A um partido político feito o PCdoB, o grupo no WhatsApp pode cair como uma luva, desde que escoimado de quinquilharias e bobagens.

Organismos partidários podem sustentar, em tempo real, a indispensável reflexão acerca da orientação partidária vigente aplicada à realidade concreta em que militantes atuam.

O mesmo para núcleos dirigentes de organizações sindicais e populares.

Porém quando no grupo cabe tudo, sem nenhum filtro, com todo o respeito ao espontaneismo anárquico dominante, estou fora — por absoluta falta de paciência. E porque tenho mais que fazer.

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Planos a longo prazo, sim https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/03/minha-opiniao_4.html

Sua opinião

 


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