01 agosto 2026

Enio Lins opina

Espetáculo dos palhaços assassinos no Gran Circo Trumpnauro
Enio Lins   

RAVIER MELEI, O PALHAÇO que se apresenta da Casa Rosada desde 10 de dezembro de 2023, fez uma presepada-relâmpago no Brasil no sábado, dia 25. O picadeiro foi a convenção do PL, onde o irmão da Karina Melei teve como ajudante de palco o trapalhão Flávio Didi Mocó Rachadinha Vorcaro, filho do Rair presidiário. Aparentemente, acrescentou mais desgaste à candidatura do enteado de Dona Micheque.

PALHAÇADAS, INCLUSIVE com direito a dancinhas no palco, não são novidade para Melei, The Bolsonaros, nem para Trampo. Muito menos o destempero em violências e ameaças verbais contra adversários, no particular, e contra a população na geral, de forma ampla e irrestrita. É a velha tática da intimidação que todo covarde usa e abusa desde antes da invenção da escrita, caprichando no berro, urro e zurro. Emoção zero. É planejamento de marketing para ocupar espaço nas mídias – meta sempre alcançada, até pelo que se lê nessas linhas que têm sua atenção por ora.

HENRIQUE RODRIGUES,
 pela revista Fórum, abordou uma questão essencial: o estímulo à violência individual, capitaneada pela agressividade de Melei expressa no picadeiro do filho do mito. Não se tratou de mera provocação ao presidente do Brasil e à Justiça brasileira, mas uma orientação de postura para a militância bolsonarista. Essa é a avaliação de @prof.henrique_rodrigues. Alerta extremamente importante, assinale-se. Incitar a violência é argumento central da comunicação da turma do presidiário Zero-Zero. A substituição do debate pela agressão é coisa useira e vezeira na estratégia da ultradireita mundial. Suas consequências são facilmente identificáveis no Brasil dos tempos bolsonaristas através de óbitos recorrentes, decorrentes da massificação desse discurso. É o “direito do ‘homem de bem’ defender-se e à sua família”, “vagabundo é para ter o CPF cancelado” etc. Algumas das consequências práticas desse impulsionamento estão registradas em assassinatos de grande repercussão cometidos por bolsonaristas ensandecidos pela “oração” do mito.

MOA DO KATENDÊ,
 compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira, foi esfaqueado por um militante bolsonarista, no dia 8 de outubro de 2018, em Salvador, depois de ter declarado o voto em Fernando Haddad. O assassino bolsonarista discutiu com Moa por ele não ter votado no ex-capitão (hoje presidiário) e sem coragem de enfrentá-lo, saiu do bar, e sorrateiramente voltou armado com uma peixeira e, pelas costas, desferiu 12 facadas, matando-o.

MARCELO ARRUDA 
comemorava o aniversário de 50 anos, em 9 de julho de 2022, quando – como relata a BBC Brasil – “foi morto a tiros por Jorge José da Rocha Guaranho, que invadiu a festa em Foz do Iguaçu, no Paraná, aos gritos de ‘Aqui é Bolsonaro!’. O tema da festa de Arruda era o PT e a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Guarda municipal, Marcelo, depois de atingido pelos primeiros disparos e já caído ao solo, reagiu à bala, ferindo seu assassino, um bolsonarista agente penal federal.

MAIS HOMICÍDIOS,
 menos divulgados, podem ser identificados em decorrência das instigações bolsonaristas à violência, como no caso de Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, assassinado “com mais de 70 golpes de faca e machado”, conforme noticiado pelo G1 em 26 de agosto de 2022. A vítima defendia Lula e seu homicida era bolsonarista roxo, e o desentendimento se deu por conta da posição de cada um nas eleições daquele ano. Ambos trabalhavam como cortadores de lenha numa propriedade rural no município de Confresa, Mato Grosso, a 1.160 km de Cuiabá.

TODO CUIDADO É POUCO 
nesse cenário, pois bolsonarismo e banditismo andam de mãos juntas desde sempre, e nestas eleições 2026 estão especialmente tensos pelo fato das candidaturas bolsonaristas (do filho e dos afilhados do mito) estarem indo pro brejo.

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Leia também: "A soberania nacional, por exemplo" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0138497997.html

Humor de resistência

 

Miguel Paiva

Boa notícia

Brasileiros estão otimistas com a economia, indica a Ipsos
Índice de Confiança do Consumidor sobe 0,6 ponto em junho e Brasil alcança 53 pontos, acima da média global e de países como Argentina, França e EUA
Murilo da Silva/Vermelho 

O Brasil atingiu os 53 pontos no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), após subir 0,6 ponto em junho. De acordo com a Ipsos, responsável pelo levantamento divulgado nesta segunda-feira (29), o consumidor brasileiro tem encontrado estabilidade nos últimos meses.

O ICC dá nota de 0 a 100, sendo acima de 50 uma avaliação considerada positiva. A média global é de 47,9 pontos. Para se ter ideia, a França tem somente 38,7 pontos. A Argentina, ainda menos, 37,4 pontos. Os Estados Unidos, embora acima da média mundial, estão abaixo da zona positiva, ao registrar 49,1 pontos depois do recuo de 0,5 ponto no mês. O país com maior pontuação no ICC é a Índia, com 63,8 pontos.

Segundo a pesquisa, o cenário positivo do Brasil ocorre de forma paradoxal. Isso porque, apesar de notícias desafiadoras no âmbito macroeconômico de curto prazo, com revisões para cima da inflação e a possibilidade de interrupção do ciclo de queda dos juros, o consumidor brasileiro vive sob forte exposição midiática. No entendimento da Ipsos, situações como o escândalo do banco Master e o aumento de casos de violência, especialmente contra as mulheres, tiram o foco sobre o aperto financeiro que pode estar se avizinhando do bolso das pessoas, o que leva a uma percepção mais atenuada sobre a economia.

Para Rafael Lindemeyer, líder de experiência da Ipsos Brasil, o humor do consumidor está oscilando em prazos muito curtos porque ele vive em um ecossistema volátil: “de um lado, é pressionado pelo aperto real do bolso, que ativa sua mente crítica de consumidor auditor; de outro, a percepção de melhora no rumo do país injeta uma dose de esperança, despertando o consumidor parceiro”.

Há um esforço grande do instituto em justificar essa observação. Para isso, indica que o estudo What Worries the World mostra que 42% dos brasileiros acreditam que o país está na direção certa em junho, alta de 3 pontos percentuais em relação a maio e de 5 pontos percentuais na comparação com os últimos 12 meses. Por outro lado, destaca que Crime e Violência (47%) e Corrupção (39%) permanecem como maiores preocupações com o impulso da “superexposição midiática”.

A teoria é válida, porém carece de um entendimento mais profundo sobre renda e mercado de trabalho, pois o país nos últimos anos sob o governo Lula consolidou uma forte base socioeconômica, que possibilitou alcançar a menor taxa de desemprego da história, assim como a menor taxa de pobreza. A retomada de políticas como a de valorização do salário mínimo, somada à ampliação de programas sociais, como o Bolsa Família, permitiram, entre outras situações, a diminuição do número de pessoas das classes D e E (a base da pirâmide social).

Tudo isso são aspectos que devem ser considerados, uma vez que dinheiro na mão do trabalhador movimenta a economia, como insiste em lembrar o presidente Lula em seus discursos. Portanto, um cidadão com renda consistente e maior tende a ter mais confiança sobre o consumo de forma perene.

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Brasil rechaça alegações de trabalho forçado para tarifas https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/industria-afetada-pelo-tarifaco.html

China: Partido & Exército

Xi Jinping e a construção e governança do Exército Popular de Libertação
O EPL tem caráter político e fundo ideológico muito claro; e a própria sobrevivência do sistema socialista na China depende da liderança absoluta do partido sobre o exército
Elias Jabbour/Vermelho 
 

Prestes a completar um século de existência, o Exército Popular de Libertação (EPL) é síntese do nível de desenvolvimento acelerado que a China alcançou nas últimas décadas.

Se em 1927, ano de sua fundação, o exército liderado pelo Partido Comunista da China ainda era uma força orientada a uma guerra de guerrilhas, cujo desenvolvimento teve no “cerco das cidades pelo campo” uma vitoriosa doutrina militar para a revolução, no início da década de 1950, o EPL, após vencer a guerra revolucionária nacional, já era competente a auxiliar o povo da República Popular Democrática da Coreia a resistir aos invasores estadunidenses.

Expandiu-se enquanto força aérea e marinha a ponto de ter se transformado em uma potência militar nos céus e nos mares. E hoje, o EPL tornou-se uma força armada com a confiança e a capacidade de salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial, bem como de prestar contribuições ainda maiores para a paz e o desenvolvimento mundiais.


Em vários momentos, o presidente chinês Xi Jinping, também presidente da Comissão Militar Central, tem enfatizado que o mundo tem passado por mudanças jamais vistas em um século juntamente com uma revolução técnico-científica que está desafiando todos os terrenos da vida social, inclusive no campo militar e, principalmente, em sua governança como chave para melhor direcionar a modernização do Exército.

Segundo Xi:

Tendo como fundo as mudanças profundas e aceleradas não vistas em um século pelas quais o mundo está passando e uma nova rodada da revolução científico-tecnológica e militar que está ganhando um forte impulso, o desenvolvimento do nosso exército enfrenta um momento de suma importância para concretizar a meta do centenário do EPL. Devemos compreender plenamente a importância do fortalecimento da governança dos assuntos militares em todos os aspectos, reforçar o senso de missão e responsabilidade, levar adiante o espírito de reforma e inovação e redobrar esforços para a governança dos assuntos militares a fim de alcançar, por meio de um maior fortalecimento do trabalho nessa área, novos avanços na causa do fortalecimento do exército. (1) 

O problema da governança é de ordem estritamente política. O EPL não é uma organização militar convencional que se rege pelas mesmas regras de funcionamento dos países capitalistas.

O EPL está subordinado ao Partido Comunista da China (PCCh). Trata-se de uma força armada de caráter político e com fundo ideológico muito claro. Isso implica que a própria sobrevivência do sistema socialista na China depende muito da liderança absoluta do partido sobre o exército. E mais do que isso: sua saúde ideológica é tão fundamental quanto seu nível de desenvolvimento técnico e militar.


A governança em tempos de grandes despesas militares é sinônimo de combate efetivo à corrupção na sociedade chinesa, no PCCh e também no EPL:

(…) eliminar os terrenos férteis e as condições para a corrupção. Continuaremos a manter uma postura dura contra a corrupção e trataremos tanto os sintomas como as causas, aplicando uma abordagem sistemática. Reforçaremos a responsabilidade principal dos comitês do Partido, a supervisão das comissões de inspeção disciplinar e o escrutínio por parte dos departamentos setoriais, a fim de expandir a amplitude e a profundidade do combate à corrupção. Devemos aperfeiçoar os mecanismos de alocação de poder e de freio de seu exercício, desenvolver novas ferramentas para combater as novas formas de corrupção e práticas veladas, além de fortalecer a supervisão integral do desempenho das funções e do exercício do poder pelos quadros de alto escalão. (2)

No fundamental, as exigências de nossa época histórica implicam a elevação da capacidade de domínio político do PCCh sobre o EPL. O cenário é de alta complexidade externa, com a tendência de algumas nações se colocarem, por meio da violência, acima dos desejos gerais dos povos. Por outro lado, a governança e a política vão ganhando centralidade na mesma proporção em que a China é protagonista da atual revolução científica e tecnológica em curso no mundo.

Além disso, o próprio EPL tem sido um campo de testes de novas capacidades militares sob o apanágio de novas e novíssimas tecnologias.

É notável o fato de a China estar presenciando avanços militares sem precedentes e estar concentrada no desenvolvimento naval, na pesquisa de mísseis hipersônicos e na integração de inteligência artificial e robótica militar. É bom salientar que a China consolidou-se como a maior construtora naval global em larga escala e já é capaz de construir mísseis avançados da linha Dong Feng, capazes de burlar defesas antimísseis tradicionais. Ou seja, trata-se de uma força armada em plena construção e constante desenvolvimento à luz dos progressos gigantescos em matéria de ciência, tecnologia e inovação.

Certamente a liderança de Xi Jinping e a inauguração da nova era do socialismo com características chinesas foram e são impulsos fundamentais. Porém, a governança e liderança absoluta do PCCh sobre o EPL continuam cada vez mais centrais para o futuro da China e do socialismo.

*Em cooperação com o Grupo de Mídia da China

Notas:
(1) “Desenvolver um exército mais forte através de uma governança mais forte”. Discurso proferido por Xi Jinping a 24 de julho de 2023
(2) “Fortalecer o compromisso político do EPL na nova era”. Discurso proferido por Xi Jinping a 17 de junho de 2024.


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Quebra de braços também na IA https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_01107293595.html

Palavra de poeta

Canção
Cecília Meireles  

Nunca eu tivera querido
dizer palavra tão louca:
bateu-me o vento na boca,
e depois no teu ouvido.

Levou somente a palavra,
deixou ficar o sentido.

O sentido está guardado
no rosto com que te miro,
neste perdido suspiro
que te segue alucinado,
no meu sorriso suspenso
como um beijo malogrado.

Nunca ninguém viu ninguém
que o amor pusesse tão triste.
Essa tristeza não viste,
e eu sei que ela se vê bem...
Só se aquele mesmo vento
fechou teus olhos, também...

[Ilustração: William Schneider]

Leia também:"Instantâneo", poema de Cida Pedrosa https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/palavra-de-poeta_9.html 

31 julho 2026

PCdoB: Convenção Nacional

PCdoB oficializa apoio a Lula e Alckmin com defesa da soberania nacional
Convenção Nacional confirma chapa Lula-Alckmin e alianças com PSB, PDT e a Federação PSol-Rede; dirigentes defendem democracia, desenvolvimento, soberania e mobilização
Cezar Xavier/Vermelho    

O PCdoB realizou nesta quinta-feira (30) sua Convenção Eleitoral Nacional, em formato híbrido, oficializando o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à candidatura de Geraldo Alckmin a vice-presidente. Integrante da Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e PV, o partido ratificou as coligações com PSB, PDT e a Federação PSOL-Rede, além de autorizar a Comissão Política Nacional a deliberar sobre eventuais ajustes. Também foi aprovado o manifesto “PCdoB com Lula e Alckmin”.

Nádia: soberania, mobilização e confiança

A presidenta nacional em exercício do PCdoB, Nádia Campeão, definiu a soberania nacional como eixo central da disputa de 2026. “Nesta eleição, nós precisamos defender a soberania do Brasil. O Brasil precisa de um presidente que defenda o país, a economia brasileira, o povo brasileiro e a Constituição brasileira”, afirmou durante a convenção.

Ao Portal Vermelho, Nádia disse que o partido se preparava “há muito tempo” para formalizar o apoio à chapa Lula-Alckmin. “Este é um ponto de inflexão para iniciar a reta final da campanha”, declarou. Segundo ela, o clima observado nas convenções estaduais demonstra o engajamento da militância. “A gente chega muito animado a esta convenção. Vamos esperar logo o dia em que a campanha poderá ir para as ruas. Vai ser uma alegria lutar pela vitória de Lula e Alckmin.”

A dirigente também enfatizou que a vitória eleitoral exige mobilização permanente para assegurar novos direitos e consolidar um projeto nacional de desenvolvimento.
 

Protocolos, unidade e início da campanha

O secretário de Organização, Altair Freitas, formalizou os termos da coligação e destacou que a convenção encerra uma etapa política e inaugura a disputa eleitoral. Em declaração ao Portal Vermelho, afirmou que o encontro transcorreu “num clima de ampla unidade”, com todas as deliberações aprovadas por unanimidade.

Segundo ele, a convenção “coroa uma parte do processo eleitoral” ao oficializar o apoio à chapa Lula-Alckmin e formalizar a coligação com os partidos aliados. Altair ressaltou ainda que, a partir de 16 de agosto, começa a campanha oficial e o PCdoB chega a essa fase com “candidaturas fortes representando o partido em todo o Brasil”.

Luciana destaca Frente Ampla e emancipação nacional

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação e presidenta nacional licenciada do PCdoB, Luciana Santos, reafirmou a identidade histórica da legenda com a democracia e a emancipação nacional. “Nós somos um Partido imprescindível à democracia e à luta pela emancipação nacional”, afirmou, defendendo a continuidade da Frente Ampla liderada por Lula e Alckmin como instrumento para enfrentar a extrema direita, ampliar a governabilidade e fortalecer a soberania tecnológica do país.

Representantes de PT, PSOL e PV também defenderam a unidade democrática como condição para enfrentar o avanço da extrema direita. A estratégia do PCdoB para 2026 combina a reeleição de Lula, a ampliação da bancada comunista no Congresso e o fortalecimento da organização partidária nos estados e municípios.

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Três "questões de ordem" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0658357328.html

Minha opinião

Extrema direita segue dividida
Luciano Siqueira    

Triste destino o da direita brasileira: dependente da liderança destrambelhada do ex-presidente presidiário Jair Bolsonaro, enfrenta o pleito presidencial de agora sem razão e sem destino.

Segue dividida, sem projeto comum e taticamente embaraçada.

Até as gestões de última hora na busca de uma companheira de chapa para Flávio Bolsonaro (PL) parece esbarrar em obstáculos de toda ordem. A hipótese da senadora Tereza Cristina (PP) tudo indica que não vingará porque seu partido não crer na viabilidade do projeto e prefere manter a liberdade de alianças nos Estados, mirando o Senado e a Câmara dos Deputados como prioridade.

O bolsonarismo raiz representado pelo clã familiar tenta a todo custo preservar o controle sobre o espólio político do indigitado Jair e nem para essa empreitada se une. A dita reconciliação entre a madrasta e enteado está muito longe de corresponder aos frios e burocráticos pronunciamentos recentes de ambos.

Entrementes, as pesquisas eleitorais seguem constatando a persistência de percentual alto do eleitorado identificado com ideias e comportamentos neofascistas e, portanto, tendente ao voto na direita.

Caiado, Zema e Flávio Bolsonaro se digladiam em função desse espólio. Com um detalhe: nenhum deles ostenta um projeto para o Brasil. Até quando?

[Ilustração: imagem produzida em IA]

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Três "questões de ordem" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0658357328.html