Derrotar os traidores da pátria e defender a soberania nacional com Lula
O Brasil está sob ameaça. A Independência sob ataque. O 7 de setembro convoca o povo e todos verdadeiros patriotas para derrotar o conluio Trump-Flávio Bolsonaro
Editorial do 'Vermelho'
O 7 de Setembro é um dos principais símbolos da luta pela soberania nacional brasileira. Em 1822, a questão central era romper com a subordinação do Brasil a Portugal; hoje, a data remete à defesa da soberania nacional diante da ofensiva dos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, apoiada pelo clã Bolsonaro, especialmente o candidato a presidente da República da extrema direita, Flávio Bolsonaro, que se comporta como autêntico traidor da pátria.
Ele representa o polo antagônico à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e suas bandeiras bem definidas, como a continuidade da reconstrução do país, a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo. O presidente demonstrou, com atitudes concretas, firme defesa da pátria, recusando ingerências externas, respondendo às pressões de Trump com firmeza e diálogo.
No âmbito interno, Lula também tem atuado com firmeza para defender o país, a exemplo do acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para destravar a pauta de interesse do governo, que incluiu o Marco dos Minerais Críticos, as terras raras, ponto estratégico para a soberania nacional. Trabalha para unir desde o empresariado aos trabalhadores à defesa das empresas nacionais e dos postos de trabalho atingidos pelo tarifaço do governo Trump.
O 16º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), realizado em outubro de 2025, definiu esse antagonismo como “encruzilhada histórica”, que põe o país diante de uma disputa presidencial decisiva. Trata-se de uma “batalha de dimensão tático-estratégica”, que tem como tarefa central conquistar uma nova vitória de Lula, fortalecendo uma larga frente impulsionada pela unidade das forças progressistas e criando condições políticas para mudanças e reformas estruturais que descortinem um novo projeto nacional de desenvolvimento.
A conclusão decorre sobretudo da pressão trumpista, que põe em xeque a soberania nacional e a democracia, com Flávio Bolsonaro atuando como quinta-coluna, no âmbito da ofensiva imperialista na América Latina e no Caribe. A visita do candidato da extrema direita a Washington, quando pediu que as tarifas contra produtos brasileiros fossem apenas adiadas para depois das eleições, sob o argumento de que elas fortaleceriam Lula, evidencia o que ele de fato representa. Seu irmão Eduardo, uma espécie de embaixador do entreguismo em Washington, pediu aos brasileiros que agradecessem a Trump pelo tarifaço.
Flávio Bolsonaro chegou ao extremo da subserviência ao dizer que, se for eleito, sua equipe de transição estará à disposição do governo dos Estados Unidos para negociar acordos, proposta registrada oficialmente em carta do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que agradeceu a “generosa oferta”. A postura de capacho deixa evidenciado que Flávio Bolsonaro, se ele chegar ao Palácio do Planalto, abrirá todos os caminhos para o intervencionismo estadunidense.
Sintomaticamente, ele esteve na Casa Branca em 26 de maio de 2026, em reunião com Trump, meses depois de as forças militares dos Estados Unidos terem atacado a Venezuela e sequestrado o presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, sob o pretexto de combate ao narcotráfico. Meses depois, a verdadeira causa ficou explícita com o anúncio de um acordo que assegura aos Estados Unidos o controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas venezuelanas, com concessões de 100 anos para 17 campos petrolíferos.
No Brasil, as rodadas de tarifaços de Trump foram anunciadas abertamente como instrumento de pressão sobre o governo Lula, as instituições democráticas do país, a economia e a soberania nacional. E foram escancaradamente impulsionadas pelos Bolsonaro, assim como a classificação de “facções criminosas” como organizações terroristas, uma manobra incontestavelmente intervencionista, uma ingerência em assuntos internos brasileiros.
Em outubro de 2025, Flávio Bolsonaro teve a desfaçatez de escrever que sentia “inveja” ao se referir a ataques dos Estados Unidos contra supostas embarcações do narcotráfico na costa da América do Sul, em “águas internacionais”. Ele convidou o secretário de Defesa estadunidense, Pete Hegseth, a “passar alguns meses” no Rio de Janeiro para combater “organizações terroristas”, pois tinha ouvido dizer que havia barcos na Baía de Guanabara “inundando o Brasil com drogas”.
O Itamaraty chegou a alertar para o risco de que essa tipificação fosse usada como justificativa para ações extraterritoriais e até para o emprego de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro. A atitude do governo Trump também busca alimentar a narrativa de que o governo brasileiro é relapso no combate ao crime organizado, um reforço ao candidato da extrema direita.
Em carta a Lula, Trump afirmou que o tarifaço estava relacionado, entre outras coisas, ao tratamento dado pelo Brasil a Jair Bolsonaro e às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da tentativa de golpe de Estado. Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo afirmaram que haviam articulado as tarifas. O irmão do candidato da extrema direita também chegou a pôr o Pix na mesa de negociação com os Estados Unidos. Agora, Flávio Bolsonaro, hipocritamente, tenta apresentar-se como defensor do Pix.
O bolsonarismo também defendeu a atuação das big techs sem controle, com o objetivo de dominar as redes sociais com seus discursos de ódio e de manipulação, ao atuar no Congresso sabotando iniciativas de regulamentação, a exemplo do Projeto de Lei relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).
A ingerência estadunidense no processo eleitoral brasileiro para favorecer Flávio Bolsonaro foi constatada até pelo jornal britânico The Guardian, em reportagem publicada em 1º de setembro. De acordo com a publicação, evocando a intervenção dos Estados Unidos para promover o golpe militar de 1964, há um paralelo histórico ao relembrar o papel da CIA e do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Esses fatos revelam a natureza do bolsonarismo e expõem o seu falso “patriotismo”, um simulacro estampado pelas bandeiras dos Estados Unidos e de Israel em suas manifestações públicas. O bolsonarismo chega ao 7 de setembro com um grau razoável de desmascaramento, na prática uma proclamação de que o Brasil sob o seu comando seria um mero joguete de Trump na “estratégia de segurança” da Casa Branca para tentar preservar a hegemonia dos Estados Unidos no chamado “mundo ocidental”, em meio ao declínio de seu poder.
O objetivo de Trump é ampliar o controle sobre riquezas estratégicas da América Latina e do Caribe, ofensiva que se articula com a escalada de conflitos e guerras, a exemplo do que ocorre com a Otan na Ucrânia contra a Rússia e o morticínio israelense em Gaza, na Palestina.
O Brasil, detentor de imensas riquezas naturais, mercado e recursos estratégicos, ocupa posição central nessa disputa. Consequentemente, a defesa da soberania nacional é de grande relevância. Trata-se da defesa do país, do povo e do seu futuro.
Os fatos, como era previsto, estão demonstrando o quanto essas eleições serão duras. A presente crise do STF, calculadamente detonada para explodir num momento crucial da disputa para favorecer Flávio Bolsonaro, demonstra o quanto a pressão é gigantesca. As maquinações do imperialismo e de seus serviçais da extrema-direita se realizam de forma combinada e sinérgica.
É preciso intensificar a mobilização pela reeleição de Lula e ampliar a unidade das forças patrióticas, democráticas e populares para levar às ruas, com intensidade, a defesa da soberania nacional, da democracia, do desenvolvimento e dos direitos do povo. Demonstrar que a reeleição do presidente abrirá caminho para a realização das reformas estruturais previstas em seu Programa, criando as condições para um novo ciclo de desenvolvimento, justiça social e soberania da pátria.
Três destaques sob turbilhão midiático https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/minha-opiniao_0988080239.html