13 julho 2026

Minha opinião

Saber antes não dá tesão
Luciano Siqueira   


Manchete do Estadão: "Quem vai ser campeão da Copa 2026? Veja o que diz IA do Supercomputador da Opta".

Veja não. Oxente! No futebol e em qualquer outra modalidade esportiva uma das razões da paixão é justamente a imprevisibilidade. 

Sabendo antes o resultado de cada peleja, eu mesmo não perderia meu tempo vendo agora na TV os principais jogos da Copa do Mundo, como alguns do campeonato brasileiro da série A e, quando posso, os sempre bem disputados da Premier League.

Nessa copa mesmo, diante do fracasso antecipado da seleção brasileira, o “inusitado futebol clube” entrou em campo várias vezes. 

Quem diria que o selecionado de Cabo Verde nos encantaria a todos? 

Outros, tidos como de segundo andar de uma prateleira hipotética dos melhores do futebol mundial, também superaram as variações mais fundamentadas. 

Eu mesmo não sabia que Noruega, Suíça e os africanos Senegal e Egito estavam no mesmo plano do ascendente Marrocos.

Embora muito ocupado e sem dor de cotovelo pela fragilidade desnorteada da seleção canarinha, farei tudo para ver Inglaterra x Argentina e França x Espanha. 

Tenho cá com meus botões que franceses e ingleses provavelmente disputarão a final.

A previsão prevista precisa do Supercomputador da Opta guarda distância de anos luz.

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O futebol é um sopro   https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/dramatica-copa-do-mundo.html 

Restrições às bets

Governo obriga alerta de dependência em publicidade de apostas
Novas regras do Ministério da Fazenda proíbem apostas como forma de renda e vetam publicidade dirigida a crianças; medidas valem a partir de 17 de julho.
Bárbara Luz/Vermelho  

A partir de  17 de julho, toda publicidade de apostas de cota fixa deverá exibir uma advertência obrigatória sobre os riscos do jogo, em uma das mais rigorosas iniciativas de regulação do setor desde a legalização das apostas no Brasil.

Publicadas no Diário Oficial da União na sexta-feira (10), a portaria interministerial assinada em conjunto com os  Ministérios da Justiça e Segurança Pública e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência  , e especificamente a  Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF)  , ampliam a proteção ao consumidor, apoiam as regras para campanhas publicitárias e reforçam a fiscalização sobre empresas autorizadas e plataformas ilegais.

As novas normas determinam que toda publicidade de apostas deverá exibir uma das seguintes advertências, na horizontal, de forma clara e legível, ocupando no mínimo 10% do tamanho do anúncio:

  • “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;
  • “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”; ou
  • “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

O modelo é semelhante ao já divulgado em campanhas de cigarros e bebidas alcoólicas.

A medida integra a estratégia do governo federal para ampliar o controle desse mercado que movimenta bilhões de reais e tem sido associada ao aumento do endividamento das famílias e de casos de jogo compulsivo, principalmente entre pessoas em situação de maior vulnerabilidade econômica.

Fim da promessa de dinheiro fácil

Além da advertência obrigatória, a regulamentação amplia as restrições sobre o conteúdo das propagandas. Ficam proibidos, por exemplo, anúncios que apresentem uma aposta como fonte de renda, forma de investimento ou solução para problemas financeiros; que sugiram ganho fácil ou associaram apostas ao sucesso pessoal e social, inclusive por meio de celebridades; que choram senso de urgência para estimular apostas imediatas; e que divulguem histórico de premiações como incentivo.

A norma proíbe também a publicidade dirigida, direta ou indiretamente, a crianças e adolescentes — incluindo conteúdos veiculados em locais frequentados predominantemente por esse público, como escolas e serviços de atendimento médico e psicológico.

Os comentaristas não poderão induzir apostas

As regras também proíbem comentaristas, especialistas e analistas de utilizarem sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante esportes esportivos. Ao anunciar as medidas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a intenção é evitar que as opiniões sejam técnicas utilizadas para estimular o jogo.

“A gente faz restrições à publicidade de apostas no país. […] A nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvida empresa não autorizada a operar no mercado.”

Sobre a participação de comentaristas, Durigan acrescentou: “[Não é lícito enganar] um comentário de alguém que é especialista, comentarista, especializado em um jogo específico […] portanto induzindo o consumidor a adotar uma certa prática com um verniz de respaldo técnico. Então, isso não deve ser feito.”

Multas podem chegar a R$ 14 milhões

O descumprimento das novas regras poderá em multas de até  20% do faturamento da operadora  , suspensão da autorização de funcionamento por até  180 dias  e, em casos de reincidência grave, a cassação da licença para operar no mercado brasileiro.

Além disso, veículos de comunicação e empresas que divulgam publicidade irregular também podem estar sujeitos a multas que chegam a R$ 14 milhões, segundo o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita. O governo informou ainda que as casas de apostas serão responsabilizadas caso influenciadores contratados descumpram as novas regras.

Fiscalização mais ampla

As novas portarias se somam a outras ações recentes do governo federal para restringir a atuação de plataformas clandestinas de apostas. Nas últimas semanas, uma equipe econômica notificou fintechs que movimentavam recursos para empresas ilegais e intensificou a derrubada de milhares de sites irregulares.

Com o novo conjunto de normas, o governo reforça a fiscalização sobre um setor em rápida expansão, buscando práticas limitadas consideradas abusivas, amplia a transparência das campanhas publicitárias e fortalece a proteção dos consumidores diante dos riscos financeiros e da dependência associada às apostas esportivas.

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"Negócio acima da bola"   https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/dica-de-leitura_01388541228.html 

Arte é vida

 

Hubert Andrew Freeth

Receita tenebrosa

A seleção brasileira fracassou na Copa do Mundo ostentando recorde em desatinos: 5 técnicos em 4 anos e meio; 3 presidentes da CBF em 5 anos, 95 jogadores convocados em menos de 4 anos e vergonhosa submissão aos interesses dos patrocinadores. Quo vadis? 

Como o povo brasileiro transformou o futebol em símbolo nacional https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/nosso-futebol-ja-foi-o-melhor.html

Palavra de poeta

VERMELHO E VERDE
Marcelo Mário de Melo   

Vestir o manto vermelho
em festa  espera e clamor
semáforo e bandeira
ante os sinais do opressor
na travessia da trilha
ao verde libertador.
 
O vermelho da bandeira
o verde da esperança
enleados em um fio
como um casal numa dança
alavanca envolvente
por onde a vida avança.
 
Vamos entrar nessa onda
encher o nosso salão
divulgar a nossa festa
do grupo à multidão
porta a porta um a um
poesia humor atração.
 
O poeta está inscrito
antes durante e depois
poemAndando nas trilhas
que a história compôs
por livre escolha vibrante
pois isto ninguém lhe impôs.
 
É opção militante
contra a dor e o capital
tudo que amesquinha a vida
nega o bem promove o mal
Ego Id Superego
em assembleia geral.
 
Sons dos anseios gerais
e pulsações do umbigo
sintonia e mixagem
na consciência em abrigo
por tristezas e alegrias
em vermelho e verde eu sigo
 
[Ilustração: Bruno Pinheiro]
 
Leia também "Espiral", poema de Mia Couto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/palavra-de-poeta_0459516113.html 

12 julho 2026

Futebol brasileiro

O futuro não é destino
Seleção e os times brasileiros priorizam as estocadas, os lances individuais e a pressa de chegar ao gol. Existe uma carência de bons laterais, falta um craque no meio campo e na posição de centroavante
Tostão/Folha de S. Paulo  
 


Neste momento de decepção, de mais um fracasso da seleção brasileira, pois criamos uma enorme expectativa muito acima da realidade, surgem os discursos românticos, ilusórios, perdidos no tempo, de que o futebol brasileiro precisa voltar às origens, aos anos 60 e 70, e passar a jogar o futebol arte, de dribles, improvisações, sem disciplina tática. Dribles é que não faltam. Precisamos associa-los ao jogo coletivo, de mais trocas de passes e de domínio da bola e do jogo. A seleção brasileira e os times brasileiros priorizam as estocadas, os lances individuais e a pressa de chegar ao gol.

Outro discurso equivocado é o de que temos muitos craques, mas faltam estratégias mais eficientes. Precisamos melhorar a maneira de jogar e aumentar o número de craques. Há muitos bons jogadores, alguns especiais, como Vinicius Junior, porém, existe uma carência de bons laterais, falta um craque no meio campo e na posição de centroavante.

O futebol brasileiro necessita de uma grande mudança no planejamento, na execução do que foi programado e na formação de atletas. O antigo chavão de que no Brasil nasce um craque em cada esquina já era. Quem não se prepara, não sabe fazer.

Casemiro, que teve grandes momentos em sua carreira, nos clubes e na seleção, certamente estará fora das próximas convocações. O Brasil precisa de mais leveza no meio campo, de meio-campistas que atuam de uma intermediaria a outra, que marcam e iniciam os ataques com ótimos passes.

O ideal no futebol é unir e alternar as precisas trocas de passes e o talento do meio campo da Espanha com a agressividade, a habilidade, velocidade e técnica dos atacantes da França.As duas seleções farão uma das semifinais, um jogaço. A Espanha não se afoba, não muda o seu jeito de jogar nas dificuldades. Contra a Bélgica, continuou trocando muitos passes até sair o gol da vitória por 2x1.

Quando escrevo que não há mais motivos para dividir o meio campo entre os camisas 5, 8 e 10 enfatizo que eles não precisam ter posições fixas nem uma única função. Mas, quando uma equipe possui um craque como Olise da França, que joga da intermediaria para o gol, é uma grande vantagem. Os craques são mais importantes do que o desenho tático.

Receio que no futuro, a história conte que havia um país do futebol que tinha um rei, Pelé, e um grande número de craques fenomenais que jogavam o futebol bonito, espetacular e eficiente. O mundo parava para ver o Brasil atuar. Porém, por causa da desorganização, da ganância, da incompetência, da corrupção, dos otimistas prepotentes, da globalização e da evolução dos outros países, o futebol brasileiro tornou-se igual a tantos outros e abaixo das principais potências. É preciso reagir. O futuro não é destino. O futuro é o que será construído.

Participei, com 19 anos, de um período ainda pior da seleção brasileira, a desclassificação na primeira fase da Copa de 1966 após o Brasil ser campeão em 1958 e 1962. Alguns jogadores presentes em 1966 fizeram parte da seleção de 1970 que encantou o mundo.

Jovens, como Rayan, Endrick, além de Estevão e Rodrygo, contundidos, têm grandes chances de brilhar em 2030.

Após a eliminação em 1966, Carlos Drummond de Andrade,o poeta maior, na bela poesia: "Aos atletas", escreveu: "...a hora dura do esporte, sem a qual não há premio que conforte, pois perder é tocar alguma coisa mais além da vitória, é encontrar-se naquele ponto onde começa tudo a nascer do perdido, lentamente".

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Como o capitalismo sequestrou a Copa e o sonho de uma criança https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/futebol-argentario.html

Arte é vida

 

Anthony Sims Jr 

Assumo o preconceito! https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/10/minha-opiniao_5.html