Lula registra candidatura com foco na soberania e defesa da democracia
A coligação formada por sete partidos (PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede), a única aliança registrada na eleição deste ano, apresentou um documento estruturado em 13 eixos
Iram Alfaia/Vermelho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin registraram seus nomes e entregaram o programa de governo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta sexta-feira (8).
A coligação formada por sete partidos (PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede), a única aliança registrada na eleição deste ano, apresentou um documento estruturado em 13 eixos.
São prioridades a defesa da democracia e da soberania, a modernização do Estado, o combate às desigualdades (regionais, sociais, raciais, de gênero), a segurança pública e a defesa da vida das mulheres.
Também estão em destaque a proteção à vida e ao bem-estar animal e uma economia que siga forte e equilibrada para ampliar o salto de qualidade em educação, saúde e infraestrutura.
O programa, que ainda pode receber adendo, ressalta a necessidade de fortalecer uma democracia real e efetiva, capaz de assegurar que todos os brasileiros participem dos benefícios do crescimento econômico e dos frutos do progresso social.
Na política externa, sem citar a crise diplomática com os Estados Unidos, o documento diz que o Brasil deve reafirmar sua “soberania e preservar sua capacidade de fazer escolhas políticas e econômicas de forma independente, à luz de seus interesses, sem qualquer tipo de subordinação estratégica”.
Desse modo, a candidatura propõe aprofundar a aproximação geopolítica com o Brics e com o sul global, bem como com o G20, espaços fundamentais para a afirmação dos interesses da maioria da humanidade.
Portanto, a coligação aponta a necessidade de seguir com um projeto de desenvolvimento para o Brasil e pelo Brasil, baseado nos interesses nacionais, e não nos interesses de outras potências.
Herança maldita
O programa também trata sobre como o presidente Lula recebeu o país: “O governo Lula 3 começou com a tentativa golpista de 8 de janeiro de 2023, mobilizações violentas contra a democracia e um Estado profundamente desmontado e fiscalmente desequilibrado”.
A destruição, diz o texto, começou com o golpe parlamentar contra a presidenta Dilma Rousseff e se aprofundou com os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.
“O resultado foi uma verdadeira herança maldita, marcada por uma economia combalida, políticas públicas destruídas, revogação de direitos, aumento das desigualdades, precarização do trabalho, fortes expressões de violência social e política e aviltamento da soberania nacional”, recorda.
Leia a íntegra do Programa https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Programa-Lula-presidente.pdf
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