15 agosto 2026

Ciência & saúde

Negacionismo: crime contra a saúde pública
Precisamos discutir os limites que a sociedade está disposta a estabelecer para proteger a vida de todos
José Gomes Temporão/Liberta   
 

No dia 29/7, em Washington, o Dr. Anthony Fauci, figura central na gestão da pandemia de covid-19 nos Estados Unidos, ao depor diante do Comitê de Segurança Interna do Senado, em vários momentos invocou a Quinta Emenda da Constituição americana, exercendo seu direito de permanecer em silêncio.

Em poucas horas, o silêncio estratégico de um cientista foi transformado por influenciadores e parlamentares brasileiros em prova de que as vacinas seriam inseguras ou ineficazes.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que “nunca foi pela ciência”, usando o silêncio de Fauci como argumento de que as vacinas contra a covid-19 seriam ineficazes ou inseguras, que a hidroxicloroquina e a ivermectina teriam sido injustamente demonizadas e que toda a resposta à pandemia teria sido uma fraude.

O vídeo foi endossado por Eduardo Bolsonaro, pelo senador Magno Malta (PL-ES) e por Flávio Bolsonaro. Em seguida, a base bolsonarista reviveu alegações já refutadas por inúmeros estudos científicos sobre a eficácia e a segurança das vacinas e também sobre o uso de medicamentos sem evidência comprovada.

Agências de checagem, especialistas e instituições de saúde contestaram prontamente o conteúdo dessas publicações, apontando a ausência de sustentação científica.

A base material para essa discussão é dolorosa e irrefutável. O Brasil encerrou o ciclo mais crítico da pandemia com a marca oficial de 711 mil mortes por covid-19, número sabidamente subnotificado. No auge da pandemia, o país viveu um colapso humanitário sem precedentes, chegando a registrar mais de 30% das mortes em todo o mundo, apesar de possuir menos de 3% da população global, uma cifra que não se explica por variáveis epidemiológicas, mas por decisões políticas deliberadas de um governo que promoveu tratamentos ineficazes e usou a máquina estatal para disseminar desinformação.

Notícias falsas aumentam as mortes

A história das epidemias nos ensina que o medo é um componente frequente das crises sanitárias. Da Peste Negra à gripe espanhola, a humanidade sempre buscou culpados e curas milagrosas. No entanto, o que mudou o curso da história foi a ciência. A varíola, que vitimou centenas de milhões de pessoas, foi erradicada em 1980 graças a um esforço global de vacinação. A poliomielite, que afetava milhares de crianças, tornou-se uma lembrança distante no Brasil após a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1973.

Dados recentes da OMS e do Unicef são contundentes ao mostrar que a imunização salvou pelo menos 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos. Desse total, cerca de 94 milhões de mortes foram evitadas apenas pela vacina contra o sarampo. Estima-se que o PNI tenha evitado milhões de mortes e casos de incapacidade ao longo de suas cinco décadas de existência. Apenas a erradicação da poliomielite poupou o Brasil de uma carga anual de milhares de casos de paralisia infantil.

O perigo de líderes políticos adotarem o negacionismo como política de Estado possui precedentes históricos dramáticos. Na África do Sul, o ex-presidente Thabo Mbeki negou sistematicamente a relação causal entre o vírus HIV e a Aids, classificando a doença como uma consequência da pobreza e da má nutrição. Um estudo da Universidade de Harvard estimou que essa postura foi responsável por mais de 330 mil mortes evitáveis e pelo nascimento de 35 mil crianças com HIV, que poderiam ter sido protegidas.

Nos últimos anos a desinformação em saúde tornou-se uma ameaça direta à manutenção de altas taxas de cobertura vacinal e à segurança sanitária do Brasil. Uma revisão sistemática, publicada em julho de 2026, na Frontiers in Public Health demonstrou que a hesitação vacinal, alimentada por mitos como a falsa associação entre vacinas e autismo, é diretamente impulsionada pela desinformação nas redes sociais. Estudo da revista Vaccine (2025) já havia identificado que a propagação de notícias falsas é a principal razão citada pelos pais para a não vacinação de seus filhos.

Diante desse cenário, o negacionismo e seus impactos na saúde devem ser tratados como uma questão política de alta prioridade. Quando influenciadores, profissionais de saúde e políticos com grande alcance midiático, deliberadamente, distorcem evidências consolidadas, desacreditam vacinas, promovem tratamentos sem eficácia e estimulam comportamentos que colocam a segurança pessoal e coletiva em risco, a sociedade deve debater se estamos diante de uma forma de ataque à saúde pública, que deva ser enquadrada como crime.

É fundamental distinguir a dúvida legítima do negacionismo. O ceticismo e a pergunta crítica são o motor da ciência e da própria democracia. O negacionismo, por outro lado, é a rejeição sistemática de evidências consolidadas, a escolha deliberada de estudos isolados para sustentar teses refutadas e o uso de falsos especialistas para explorar o medo e a desconfiança. Aqui, a dúvida não é um caminho para o conhecimento, mas um método de erosão da confiança institucional para atingir objetivos políticos ou econômicos. 

Responsabilidade das plataformas digitais

A regulação das plataformas digitais, embora urgente, é evitada sob o pretexto da defesa da liberdade de expressão, ignorando que a infodemia produz morbimortalidade real e mensurável. A ausência de propostas objetivas para a responsabilização das plataformas por conteúdos que atentem contra a saúde pública cria um vácuo perigoso.

O negacionismo científico continua a operar sem um contraponto estatal estruturado e sem base legal que proteja a sociedade, o que deixa o SUS vulnerável a crises de confiança, que comprometem a eficácia de campanhas de prevenção e o enfrentamento de futuras emergências em saúde pública.

Defendemos a criação de um marco legal específico ou o aperfeiçoamento da legislação atual, que alcance as práticas organizadas de negacionismo que produzam risco concreto ou dano coletivo à saúde. Esta tese não defende a punição automática de toda e qualquer opinião divergente ou a dúvida do cidadão comum. O objeto aqui deve ser a postura de quem, em posição de influência ou poder, transforma a dúvida num instrumento de sabotagem sanitária deliberada.

Atualmente, as autoridades tentam enquadrar tais condutas em tipos penais genéricos, que nem sempre captam a gravidade da desinformação em massa na era digital. Esta lacuna deve ser debatida pelo Congresso Nacional e pela sociedade, especialmente diante do poder de alcance das plataformas digitais e da capacidade de agentes políticos influenciarem o comportamento de milhões de pessoas simultaneamente.

A liberdade de expressão é indispensável, mas não é um direito absoluto, que autoriza a colocação da segurança da população em perigo. Quando a comunicação se torna fraude, publicidade enganosa ou incitação a condutas perigosas, ela ultrapassa a fronteira da liberdade de opinião e ingressa no campo da ação lesiva à sociedade.

Discutir o negacionismo como crime contra a saúde pública é discutir quais limites uma sociedade está disposta a estabelecer para proteger a saúde de todos e é uma agenda democrática necessária para proteger a integridade do tecido social. Nesse contexto, a criminalização, apresenta-se como um limite civilizatório, onde haja o reconhecimento de que a produção e disseminação deliberadas de fake news, quando resulta em doença e morte evitáveis, é uma agressão intolerável à vida em sociedade.

Ganhadores do Prêmio Nobel alertam para impactos da IA https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/ia-em-questao.html

Palavra de poeta

Sustância
João Batista de Carvalho    

dá para aliviar
a sede da pele
com a seiva
das lembranças
que invento
e sei que é o sonho
uma cabaça
de cuja água
um gole basta
para sustentar
a matéria do poema

[Ilustração: Marcos Guinoza]

"Tudo muda" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_01160263233.html 

Tempo presente

O novo espírito do capitalismo na era digital
A cooptação das lutas feministas e antirracistas pelo mercado revela a astúcia do sistema: a diversidade no topo não pode servir de máscara para a manutenção das desigualdades materiais na base
Marcio Pochmann
*/A Terra é Redonda

1.

O capitalismo possui uma característica histórica singular que está na sua capacidade de transformar crises e críticas em oportunidades de sua própria renovação. Diferentemente de sistemas econômicos que sucumbem diante das contestações sociais e crises, o capitalismo frequentemente sobrevive porque consegue incorporar parte das críticas e demandas que colocam em questão os seus próprios fundamentos.

Essa é a tese central de Luc Boltanski e Ève Chiapello em O Novo Espírito do Capitalismo. Ao analisar o período posterior às revoltas de Maio de 1968, os autores demonstraram como o capitalismo não apenas absorveu críticas dirigidas contra a hierarquia, a burocracia, a alienação do trabalho e a falta de autonomia individual inseridas no padrão de emprego fordista difundido no segundo após guerra mundial, convertendo-as em princípios de uma nova organização econômica neoliberal.

A firma rígida e vertical do passado deu lugar à empresa flexível, inovadora e organizada em redes. Da mesma forma, os valores associados às críticas culturais dos anos 1960, como a criatividade, a autonomia e a capacidade de adaptação, passaram a assumir centralidade na competitividade empresarial.

O neoliberalismo não eliminou as hierarquias, mas as reconfigurou ao substituir a supervisão direta pelo autogerenciamento, transferindo para o próprio trabalhador a responsabilidade do seu desempenho. Sob a lógica do “empresário de si mesmo”, o indivíduo passou a gozar de uma falsa autonomia em que a pressão por metas é internalizada e, com isso, o sucesso ou o fracasso corporativo passaram a ser vistos como mérito ou culpa exclusivamente individuais, gerando um aumento significativo no esgotamento psicológico e no burnout, conforme destacam Pierre Dardot e Christian Laval em A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal e Byung-Chul Han em Psicopolítica: o neoliberalismo e as novas técnicas de poder.

A grande capacidade de reconfiguração do capitalismo não tem sido a de somente resistir aos seus críticos. É de aprender com eles, para se adaptar e continuar a dominar. Neste sentido que emergem as duas das maiores transformações sociais em curso neste primeiro terço do século XXI, apropriada ao possível fenômeno semelhante que se encontra em marcha pela importante atualidade das lutas pela emancipação feminina e contra as desigualdades raciais.

2.

A ascensão da chamada SHEeconomy parece expressar uma mudança histórica profunda. A ampliação da escolaridade feminina, a maior participação das mulheres no mundo do trabalho, o crescimento da autonomia financeira e a presença crescente em posições de decisão representam conquistas sociais construídas por décadas de mobilização.

O estudo, por exemplo, do Morgan Stanley, um grande banco de investimento e serviços financeiros multinacionais dos Estados Unido, identificou esse movimento como uma das grandes tendências econômicas do século XXI, destacando que, até 2030, cerca de 45% das mulheres estadunidenses entre 25 e 44 anos poderão estar solteiras. O dado se refere especificamente à condição de mulheres solteiras, embora esteja inserido em um processo demográfico mais amplo, marcado pela postergação da maternidade, redução da fecundidade e transformação dos arranjos familiares.

Mais do que uma mudança de comportamento, trata-se de uma transformação na própria organização da sociedade. O capitalismo contemporâneo rapidamente percebeu essa mudança. 

3.

A autonomia feminina passou a movimentar novos mercados de investimento, habitação, saúde, educação, previdência, tecnologia e serviços personalizados. A longevidade feminina tornou-se um setor econômico estratégico. Novas formas familiares produzem demandas adicionais de consumo.

A emancipação passou também a ser interpretada como oportunidade econômica. E é essa a contradição central do capitalismo contemporâneo que pode reconhecer e incorporar avanços sociais sem necessariamente alterar todas as estruturas que produzem desigualdade.

Sobre essa tensão que se destaca a análise de Nancy Fraser, Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya encontrada em Feminismo para os 99%. As autoras alertam para o chamado neoliberalismo progressista, no qual pautas legítimas de reconhecimento, diversidade e igualdade podem conviver com políticas econômicas marcadas ortodoxia da financeirização, precarização do trabalho e concentração de riqueza.

O problema não está, evidentemente, na conquista da igualdade feminina. O desafio está na garantia de que essa igualdade não seja limitada a uma parcela privilegiada, mas permita alcançar a maioria das mulheres, especialmente aquelas submetidas às maiores vulnerabilidades econômicas e sociais. 

4.

O mesmo debate aparece no campo racial. A ampliação da presença negra nas universidades, empresas, instituições públicas e espaços de liderança representa um inquestionável avanço democrático fundamental. A representatividade importa muito porque permite romper barreiras históricas e modifica padrões de exclusão.

Entretanto, a experiência histórica mostra que a diversidade nos espaços de poder precisa caminhar junto com a transformação das condições materiais que estruturam desigualdades. Isso porque uma sociedade pode ser mais diversa no topo e continuar desigual em sua base.

Por conseguinte, a questão central não estaria em escolher entre representação e transformação estrutural. Uma sociedade democrática necessita simultaneamente das duas dimensões. De um lado, a ampliação da presença dos grupos historicamente excluídos e, de outro, a modificação das estruturas econômicas e sociais que limitam a difusão das oportunidades.

O capitalismo do início do século XXI parece caminhar para uma nova etapa em que a própria vida se transforma em espaço de valorização econômica. Dados pessoais tornam-se ativos estratégicos, enquanto a inteligência artificial reorganiza o trabalho, a transição ecológica redefine investimentos e a economia dos cuidados ganha centralidade. 

5.

A diversidade passa a integrar estratégias empresariais e institucionais. A SHEconomy, portanto, não seria apenas um fenômeno relacionado às mulheres. Ela estaria por revelar uma mudança mais ampla com o deslocamento do centro da acumulação econômica da fábrica para a própria vida social.

No passado do capitalismo industrial, o principal recurso era a força de trabalho. No presente do capitalismo digital, a informação, o conhecimento, o tempo, os comportamentos, os vínculos sociais e os modos de viver tornam-se centrais.

A grande disputa no segundo quarto do século XXI tenderá a ser definida a partir dessa nova fase de produzir uma sociedade mais democrática ou apenas um capitalismo mais sofisticado em sua capacidade de incorporar críticas e novas demandas da era digital. A história mostra que o capitalismo frequentemente transforma contestação em inovação. Foi assim depois de 1968. Poderia ser novamente com as pautas feministas e antirracistas da atualidade?

O desafio das sociedades contemporâneas parece estar nas lutas pela incorporação dessas conquistas sem reduzir direitos sociais a estratégias de mercado. A verdadeira emancipação não será medida apenas pela presença de mulheres e pessoas negras em posições de liderança, embora isso seja indispensável.

Será medida pela capacidade de construir uma sociedade em que igualdade, diversidade e dignidade sejam características estruturais e não apenas novas oportunidades seletivas de valorização econômica. Essa parece ser uma grande questão trazida pelo novo espírito do capitalismo digital em transformação por sua capacidade de adaptação dos mercados em mutação da própria sociedade.

*Marcio Pochmann, professor titular de economia na Unicamp, é o atual presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Autor entre outros livros de Novo sujeito coletivo: a governança de populações em três tempos do capitalismo no Brasil (Editora da Unicamp). [https://amzn.to/40lMNWU]

Leia também: "O Leviatã digital" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/poder-algoritmico.html

Humor de resistência

 

Aroeira

Três "questões de ordem" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0658357328.html 

Futebol fora da curva

Muitos desprezam a importância do imponderável no futebol
Acham que tudo o que acontece no jogo é ou deveria ser planejado, ensaiado. Ignoram também as expectativas fora da realidade e os fatores emocionais presentes durante uma partida
Tostão/Folha de S. Paulo    

 

Todos os primeiros jogos das oitavas de finais da Libertadores terminaram empatados. Mistura de equilíbrio e coincidência. Mirassol, Palmeiras e Fluminense empataram em casa, e o Corinthians, na Argentina. Cruzeiro e Flamengo empataram no Mineirão.

O Palmeiras, contra o bom time do Cerro Porteño, mostrou novamente um futebol acelerado, com excesso de bolas longas e cruzamentos para a área. Como o time paraguaio marcava muito atrás, havia pouco espaço para as jogadas em velocidade com Vitor Roque.

O bom centroavante, rápido e raçudo, estava confuso, muito mais do que já é. Andreas Pereira atuou pela direita, muito aberto, usando excessivamente os cruzamentos para a área. Fez falta no meio-campo, deixando Marlon Freitas sozinho.

Apesar das críticas por causa de sua maneira de jogar, o Palmeiras tem tido muito sucesso nos últimos anos. Uma das virtudes do time é a seriedade profissional do clube, da comissão técnica e dos jogadores. A equipe joga toda partida como se fosse a última.

Cruzeiro e Flamengo fizeram uma partida equilibrada, porém abaixo do nível técnico que se esperava. As chances de gol foram poucas. Entendo as razões táticas para as mudanças de jogadores no Flamengo, mas não concordo com as ausências de Pedro, Paquetá e Varela no início da partida.

No Cruzeiro, Gerson, como tem sido habitual, atuou a maior parte do tempo no próprio campo. Ele é bom para iniciar as jogadas por ter um bom passe, mas no campo do adversário é mais brilhante. Para jogar assim, ainda mais com a ausência de Romero, o time precisaria de um armador pelo lado para ajudar na marcação e na construção das jogadas, como acontecia com Christian, negociado. É uma dúvida para o bom técnico Artur Jorge resolver.

O Corinthians, na Argentina, contra o Rosario Central, marcou muito atrás, especialmente no segundo tempo, sofreu enorme pressão, mas conseguiu um empate por 0 a 0, graças às ótimas atuações dos defensores, especialmente do zagueiro Gustavo Henrique nas jogadas aéreas. Em casa, as chances são boas de vitória, embora o time não tenha um ótimo atacante. Yuri Alberto faz muita falta.

Apesar da incompetência, da irresponsabilidade e das promíscuas condutas dos dirigentes ao longo dos últimos anos, o Corinthians ainda luta por títulos. O futebol é um esporte em que as coisas podem mudar rapidamente de pior para melhor ou o contrário, mesmo sem ações concretas. O futebol é muito complexo.

O Fluminense, novamente, teve uma fraquíssima atuação no empate com o Independiente Rivadavia e vai decidir a vaga na Argentina. Luis Zubeldía foi demitido entre dois jogos decisivos. Ele teve ótimos e maus momentos mesmo sem mudar seus conceitos e condutas, com uma boa média de 61,4% de aproveitamento. A diferença são os detalhes que não sabemos bem quando e onde vão ocorrer.

Muitos torcedores, dirigentes e analistas desprezam a importância do imponderável. Acham que tudo o que acontece no jogo, as ações e movimentos dos jogadores, é ou deveria ser planejado, ensaiado. Ignoram também as expectativas fora da realidade e os fatores emocionais presentes durante uma partida. Uma equivocada expectativa costuma ser mais decisiva do que as estratégias e estatísticas.

Futebol brasileiro banaliza a mediocridade https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/futebol-brasileiro-em-baixa.html

Postei nas redes

Quais as consequências reais da neutralidade de partidos do Centrão - PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e MDB - em relação à eleição para a presidência da República? No mínimo, o enfraquecimento de Flávio Bolsonaro (PL), principal candidato da extrema direita. 

Campo de batalha preferencial https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_0705469525.html 

Palavra de José Saramago

"A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança." (José Saramago)

Pequenas grandes contribuições https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/pequenas-grandes-contribuicoes.html