Espetáculo dos palhaços assassinos no Gran Circo
Trumpnauro
Enio Lins
RAVIER MELEI, O PALHAÇO que se apresenta da Casa Rosada desde 10 de dezembro de 2023, fez uma presepada-relâmpago no Brasil no sábado, dia 25. O picadeiro foi a convenção do PL, onde o irmão da Karina Melei teve como ajudante de palco o trapalhão Flávio Didi Mocó Rachadinha Vorcaro, filho do Rair presidiário. Aparentemente, acrescentou mais desgaste à candidatura do enteado de Dona Micheque.
PALHAÇADAS, INCLUSIVE com direito a dancinhas no palco, não são novidade para
Melei, The Bolsonaros, nem para Trampo. Muito menos o destempero em violências
e ameaças verbais contra adversários, no particular, e contra a população na
geral, de forma ampla e irrestrita. É a velha tática da intimidação que todo
covarde usa e abusa desde antes da invenção da escrita, caprichando no berro,
urro e zurro. Emoção zero. É planejamento de marketing para ocupar espaço nas
mídias – meta sempre alcançada, até pelo que se lê nessas linhas que têm sua
atenção por ora.
HENRIQUE RODRIGUES, pela revista Fórum, abordou uma questão essencial: o
estímulo à violência individual, capitaneada pela agressividade de Melei
expressa no picadeiro do filho do mito. Não se tratou de mera provocação ao
presidente do Brasil e à Justiça brasileira, mas uma orientação de postura para
a militância bolsonarista. Essa é a avaliação de @prof.henrique_rodrigues.
Alerta extremamente importante, assinale-se. Incitar a violência é argumento
central da comunicação da turma do presidiário Zero-Zero. A substituição do
debate pela agressão é coisa useira e vezeira na estratégia da ultradireita
mundial. Suas consequências são facilmente identificáveis no Brasil dos tempos
bolsonaristas através de óbitos recorrentes, decorrentes da massificação desse
discurso. É o “direito do ‘homem de bem’ defender-se e à sua família”,
“vagabundo é para ter o CPF cancelado” etc. Algumas das consequências práticas
desse impulsionamento estão registradas em assassinatos de grande repercussão
cometidos por bolsonaristas ensandecidos pela “oração” do mito.
MOA DO KATENDÊ, compositor, percussionista, artesão, educador e mestre
de capoeira, foi esfaqueado por um militante bolsonarista, no dia 8 de outubro
de 2018, em Salvador, depois de ter declarado o voto em Fernando Haddad. O
assassino bolsonarista discutiu com Moa por ele não ter votado no ex-capitão
(hoje presidiário) e sem coragem de enfrentá-lo, saiu do bar, e sorrateiramente
voltou armado com uma peixeira e, pelas costas, desferiu 12 facadas, matando-o.
MARCELO ARRUDA comemorava o aniversário de 50 anos, em 9 de julho de 2022,
quando – como relata a BBC Brasil – “foi morto a tiros por Jorge José da Rocha
Guaranho, que invadiu a festa em Foz do Iguaçu, no Paraná, aos gritos de ‘Aqui
é Bolsonaro!’. O tema da festa de Arruda era o PT e a candidatura do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Guarda municipal, Marcelo, depois de
atingido pelos primeiros disparos e já caído ao solo, reagiu à bala, ferindo
seu assassino, um bolsonarista agente penal federal.
MAIS HOMICÍDIOS, menos divulgados, podem ser identificados em
decorrência das instigações bolsonaristas à violência, como no caso de Benedito
Cardoso dos Santos, de 42 anos, assassinado “com mais de 70 golpes de faca e
machado”, conforme noticiado pelo G1 em 26 de agosto de 2022. A vítima defendia
Lula e seu homicida era bolsonarista roxo, e o desentendimento se deu por conta
da posição de cada um nas eleições daquele ano. Ambos trabalhavam como
cortadores de lenha numa propriedade rural no município de Confresa, Mato
Grosso, a 1.160 km de Cuiabá.
TODO CUIDADO É POUCO nesse cenário, pois bolsonarismo e banditismo andam de mãos
juntas desde sempre, e nestas eleições 2026 estão especialmente tensos pelo
fato das candidaturas bolsonaristas (do filho e dos afilhados do mito) estarem
indo pro brejo.
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