07 novembro 2026

Urariano Mota opina

Bancos e Baques
Grande mídia defende a política de juros do Banco Central, enquanto denúncias contra instituições financeiras e a crise do Banco Ueno, no Paraguai, expõem contradições do setor.
Urariano Mota/Vermelho      

A Folha não Falha. Quero dizer, a Folha de São Paulo não falha nunca em seu reacionarismo. No  editorial desta sexta-feira 6 de outubro, “Isolado, BC fez o necessário ao interromper corte dos juros”, o jornal publica já no seu primeiro parágrafo:

“Com a incerteza provocada pelos sinais erráticos dados por governo e PT desde a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e em meio à rápida piora das expectativas para a inflação, o Banco Central não tinha alternativa senão interromper o ciclo de cortes da taxa de juros”.

E mais adiante: 

“Declarações recentes de membros do governo e do próprio presidente da República dão a entender que não há ajuste orçamentário relevante a ser feito —o que se aventa, na prática, não passa de perfumaria que em nada mudará a escalada da dívida pública.

Do lado do partido, vê-se entusiasmo com soluções mágicas para a queda dos juros e, em consequência, dos encargos financeiros do Tesouro Nacional”.

Torna-se desnecessário ir mais adiante na transcrição do editorial, porque em resumo é: qualquer possibilidade do governo Lula será um fracasso, porque o combate em obediência ao capitalismo que sustenta o jornal. Mas neste caso brasileiro, o jornal, como toda grande mídia no Brasil, é mais realista que o rei, o que vale dizer, é mais reacionária que a imprensa capitalista em todo o mundo. Esqueçam toda mídia conservadora de nome Times, por exemplo, Financial Times, The Economic Times, The New York Times, até a revista Time, que publica artigo com o título: “Lula’s Victory in Brazil Is a Defeat for Trumpism” (A vitória de Lula no Brasil é uma derrota para o Trumpismo).  

Esqueçam, mas lembrem: o jornal brasileiro, quanto trata de bancos, trata-os muito bem, obrigado.  Para esses, a defesa do grande capital é tranquila,  porque, afinal, tem que defender a excelência dos anunciantes. Vemos que nada consta nos registros dos jornais brasileiros, ou nos programas jornalísticos da Rede Globo, contra o Bradesco ou Itaú, por exemplo. E no entanto, há muitas dnúncias na vida real: 

Mesmo com lucro de R$ 13,861 bi no semestre, Bradesco segue demitindo e fechando agências | Sindicato dos Bancários 

Ou aqui: 

Bancários do Itaú denunciam aumento abusivo de metas e dificuldades para atingir resultados | Sindicato dos Bancários 

Ou denúncias de roubos sem uso de revólveres ou facas: 

Itaú agiu com “extrema má-fé” ao esconder cobranças indevidas a clientes por 14 anos, diz MP – BSB REVISTA 

Bradesco está sendo cobrado na Justiça por cobranças abusivas e ainda está sendo obrigado a pagar indenização, alerta advogada – Portal 6 

Sim, as notícias aparecem, mas somente fora da grande mídia. Até quando essa proteção aos bancos? Esperam uma grande crise econômica, uma revolta coletiva do povo, quando noticiarão, na melhor das hipóteses, os fatos excluindo as causas? Ainda nesta semana, tivemos a queda estrondosa do Banco Ueno no Paraguai. Uma crise política e social sem tamanho., O grande jornalista e escritor Andrés Colmán Gutiérrez publicou no jornal El País:

“Às 03h24 da madrugada de terça-feira, 3 de novembro, o aplicativo dos quase três milhões de clientes do Ueno Bank ficou subitamente em branco. Esse banco paraguaio, que cresceu rápido em seus três anos de existência e gerenciava fundos milionários de órgãos estatais, substituiu a visualização por uma única mensagem: ‘Não podemos mostrar o saldo’.

Na mesma hora, a diretoria do Banco Central do Paraguai divulgava em suas redes sociais um grave comunicado, avisando que havia decidido iniciar o ‘procedimento de resolução’ do Banco Ueno, o que significava sua intervenção e liquidação, após ter detectado ‘uma insuficiência severa em seu índice de solvência abaixo de 50%’.

A notícia causou desespero e escalou rapidamente até se tornar a maior crise política do governo do presidente Santiago Peña. Dezenas de pessoas se aglomeram desde terça-feira na sede central do banco em Assunção e nas suas 75 filiais do país para tentar sacar suas poupanças. Quando chegam, se depararam com os locais fechados e protegidos por seguranças. Houve cenas de gritos e prantos de poupadores que não recebiam respostas. ‘Preciso sacar dinheiro para comprar remédio para o meu filho, que está muito doente’, soluçava a cabeleireira Susana Morínigo em San Lorenzo. ‘Eu preciso conseguir dinheiro para comprar comida, caso contrário meus filhos não vão poder comer, reclamava o pedreiro Jorge Mendieta na cidade de Itauguá” 

Há muitos anos, o seu João do Caldíssimo, que vendia cachaça com caldo de feijão  no bairro de Água Fria, no Recife, criou uma máxima que julgávamos estranha, risível. Quando perguntado por que não depositava o dinheiro das vendas em sua barraca nos bancos, ele respondia: “Os bancos quebram”. Além de genial, o seu João era um profeta.     

Vencemos. E agora? https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/11/minha-opiniao.html 

Insegurança monetária

Nubank e Mercado Pago suspendem saques e depósitos de criptomoedas. A insegurança e a crise de credibilidade não tem limites.  

Em Manifesto, economistas rejeitam “terceiro turno do mercado” após vitória de Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/11/soberania-popula-x-mercado.html 

Filme aonde?

'Dark Horse', só na nuvem; se não chover
O filme classificado por Flávio Bolsonaro como obra-prima ameaça não chegar aos cinemas. Parte do dinheiro da produção mandada para lavar no Texas poderá sustentar senador nos EUA
Ruy Castro/Folha de S. Paulo     

Que pena, estamos ameaçados de nunca ver a obra-prima "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, numa tela de cinema! Obra-prima é como o filme foi classificado por seu produtor-associado, levantador de dinheiro, filho do personagem e talvez receptador de parte do orçamento, Flávio Bolsonaro. Não sei das credenciais do ex-futuro presidente da República como crítico de cinema, mas sua insistência em dizer que "Dark Horse" é uma obra-prima nos faria ir correndo conferir. O bras-primas do cinema —algumas— são "Em Busca do Ouro" (1925), de Chaplin, "Ladrões de Bicicletas" (1948), de Vittorio de Sica, "Um Corpo que Cai" (1958), de Hitchcock. Estaria "Dark Horse" nesse time?

A chamada Sétima Arte está cheia de possíveis obras-primas que seus diretores levaram anos tentando filmar e, por vários motivos —um deles, falta de dinheiro—, nunca conseguiram terminar ou mesmo começar. Exemplos são "Que Viva México!", de Eisenstein;"Dom Quixote", de Orson Welles, "Napoleão", de Stanley Kubrick. Dinheiro não foi problema para "Dark Horse" —Daniel Vorcaro prometeu a Flávio R$ 134 milhões dos bilhões que desviou de aposentados e mandou-lhe R$ 61 milhões, quase metade da bufunfa.

Mas, se você pensa que isso é suficiente para realizar uma obra-prima, é porque não entende nada de cinema. Imagine o custo da peruca usada pelo subastro Jim Caviezel para interpretar o velho Bolsonaro —tanto que Flávio, numa famosa mensagem gravada, arrastou-se pedindo a Vorcaro que lhe mandasse mais. Como parte do dinheiro já recebido tinha ido para os EUA a fim de ser lavado por uma firma no Texas e nunca voltou, faltou aqui para os sanduíches da equipe.

E, agora, o problema. Surrado no segundo turno da eleição e investigado exatamente por lavar dinheiro, Flávio foi para os EUA com a família, sem data para voltar. O salário de senador que receberá até janeiro sem trabalhar não bastará para se manter. Precisará sacar da verba de "Dark Horse" depositada lá.

E, com isso, só teremos o filme na nuvem —se não chover.

Elogio a quem tem audácia https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/11/editorial-do-vermelho.html 

Arte é vida

 

Rafael Zabaleta

Nas redes, mas nem tanto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/11/meu-dialogo-digital.html 

Sem estresse

Tremenda leviandade imaginar que na primeira quinzena pós eleições Lula já devesse definir o ministério para o próximo governo! 

O “gosto amargo” da necessária amplitude https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/minha-opiniao_01301628229.html 

Palavra de poeta

AMO O SILÊNCIO
Maurílio Rodrigues       

Amo o silêncio,
Porque com ele
Consigo caminhar,
À passos largos,
Para dentro de mim.
 
Amo o silêncio 
Porque com ele,
Por suaves paragens,
Caminho na direção
De Deus na certeza
Que ele está me esperando.
 
Amo o silêncio
Porque com ele
Não fico filosofando
Sobre os meus defeitos,
E sim, tentando corrigi-los.
 
Amo o silêncio,
Porque com ele
Falo de amor,
Recito versos,
Faço minhas viagens
De terraço,
Para qualquer lugar,
Que eu queira estar.
 
Amo o silêncio,
Porque com ele,
Confesso sem limitações,
O meu amor por ti.
Esse silêncio,
Que me permite viver,
Sem estares ao meu lado.
 
Amo o silêncio,
Pois assim consigo
Falar com Deus
Sem interlocutores.
Colocando em suas mãos 
Um pouco de minha dor,
E muito de minha esperança.

 
[Ilustração: Ferdinand Hodler]
 
Leia também: "Amargura", poema de Henriqueta Lisboa https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/palavra-de-poeta_01434602606.html  

Carlos Albérico opina

“Trabalhador, olha pra cá, eu tô na rua pra seu filho estudar”
A vitória nas urnas foi importante e teve alcance mundial, mas seu êxito será medido pela transformação da mobilização popular em direitos, oportunidades e conquistas concretas.
Carlos Albérico Medeiros/Vermelho   

A Unidade

A frase que intitula este artigo foi uma das principais palavras de ordem nas manifestações pela reeleição do presidente Lula no segundo turno das eleições brasileiras, concluídas no domingo, 25 de outubro. Entoada com vigor por estudantes secundaristas e universitários e por milhões de manifestantes, ela traduzia o protagonismo dessa juventude, decisivo para a virada entre os dois turnos, um desfecho que muitos julgavam improvável.

Adotada por trabalhadores, trabalhadoras e milhões de pessoas em todo o Brasil, a frase revela seu caráter de classe desde a primeira palavra: dirige-se a quem produz a riqueza do país que, naquele momento, acompanha a manifestação do ponto de ônibus, do balcão do comércio, ao volante ou de um andaime.

Ao chamar os trabalhadores para “olha pra cá”, os jovens os convidam a reconhecer as dificuldades do momento e os graves riscos de retrocesso. O chamado incentiva os trabalhadores a assumir a tarefa de ir às ruas e fortalecer a composição de uma aliança “operária-estudantil” para preservar os direitos conquistados e avançar em novas conquistas.

O verso “tô na rua” ressaltava a importância de ocupar o espaço público como forma legítima de pressão popular, coletiva e combativa.

Por fim, “pra seu filho estudar” resume o sentido desse chamado: defender uma escola pública de qualidade e uma universidade acessível ao povo, para garantir às próximas gerações o acesso ao conhecimento, à dignidade e à mobilidade social que lhes foram historicamente negados.

A força política dessas mobilizações vai além do número de pessoas nas ruas e de sua contribuição à vitória eleitoral: está também no que expressam, nas expectativas que alimentam e nas transformações que reivindicam. Ao defender o direito de o filho do trabalhador estudar, o jovem não apenas convoca à mobilização, mas expressa um desejo coletivo de futuro: educação, trabalho digno, renda, oportunidades e justiça social como direitos garantidos, não promessas. Essas expectativas populares devem orientar os compromissos e desafios do quarto mandato de Lula.

Então a pergunta que fica: como o  Lula 4 pode garantir que todo o engajamento, a vibração, a determinação e as expectativas da recém organizada aliança “operária-estudantil” somada a diversidade de homens e mulheres não sejam frustradas antes do alvorecer de 2027?

A Disputa

Essa pergunta ganha força com as primeiras manifestações dos grandes “jornalões”, porta-vozes da elite brasileira. Em editoriais publicados logo após o encerramento da votação, esses veículos retomam a desgastada agenda fiscalista, defendendo cortes de gastos, austeridade, medidas relativas ao Banco Central e outras propostas que vão na direção contrária às reivindicações dos jovens, dos trabalhadores e do povo mobilizado nos mais de 5.500 municípios do país.

Em reportagem do dia 29 de outubro, a  BBC News do Brasil  traz um vídeo e um breve texto abaixo que ilustra bem o terrorismo, o golpismo e a velha tática de impor ao governo a agenda derrotada nas urnas. Com o título “Economia será ‘calcanhar de Aquiles’ do 4º mandato de Lula; entenda os desafios” a repórter Thais Carrança em um vídeo de 2 minutos e 57 segundos oferece uma visão catastrófica que o mercado projeta para o Lula 4.

A reportagem começa com uma afirmação contundente: “a reação negativa do mercado foi a pior registrada em um pós-eleição desde 2002”. Segundo os analistas ouvidos pela repórter, essa reação decorreu, em grande parte, da expectativa dos investidores de que Flávio Bolsonaro venceria, o que não aconteceu. Se ainda havia dúvidas sobre quais interesses o candidato derrotado serviria, essa reação as dissipou.

A reportagem aponta quatro desafios: pressão fiscal e financeira por cortes e metas, que limita investimentos públicos e políticas sociais; custo de vida e inflação de alimentos, energia e serviços básicos, que geram insatisfação popular com impacto eleitoral e social; endividamento recorde e inadimplência das famílias, que restringem o consumo como impulso imediato à economia; e previsão de menor crescimento do PIB no próximo ano, que reduz o espaço para empregos formais. 

No outro lado estão os que pensam e agem com base no sentimento popular expresso nas maiores manifestações ocorridas desde os movimentos pela “Diretas Já” em 1984, e o “Fora Collor”, 1992, esse último comandado também pela juventude.

O economista Elias Jabbour, deputado federal eleito pelo PCdoB do Rio de Janeiro e voz de destaque no debate sobre os rumos do Brasil, reafirmou em podcasts e entrevistas recentes três prioridades para sua atuação a partir de janeiro do próximo ano: enfrentar a política monetária de juros altos; promover a reindustrialização e o planejamento estatal; e conquistar a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

Essa posição se reflete na crítica do deputado à recente decisão do Copom de manter a Selic em 13,75. Em matéria publicada no portal da TV 247, ele classifica a taxa de juros como “o maior esquema de corrupção legalizado do mundo”.

A sua futura colega de bancada, Deputada Jandira Feghali, participando do programa “Entrelinhas Vermelhas”, destacando os desafios do próximo governo Lula, observa que para obter sucesso o Presidente Lula precisa focar seu quarto mandato no desenvolvimento econômico, com forte investimento público, reindustrialização, autonomia cientifica e tecnológica fortalecendo a nossa soberania nacional.  

A Deputada Jandira reforça que levar a cabo esse projeto exige enfrentar a pressão dos fiscalistas, leia-se Faria Lima, mantendo a constante mobilização do povo para defender direitos nessa disputa de rumos para o país.

No artigo “Choque… nos outros: ajuste fiscal e estelionato eleitoral”  Carta Capital de 29 de outubro, o respeitado e experiente economista Paulo Nogueira Batista Jr., com passagem pelo FMI e NDB, o banco do BRICS, adverte que ceder ao clamor do mercado por um ajuste fiscal drástico configuraria estelionato eleitoral e empurraria o país para a recessão. Desmente o pânico do colapso das contas públicas ao demonstrar que o verdadeiro rombo fiscal decorre dos juros exorbitantes, que consomem quase 9% do PIB, e não do déficit primário.

Em contrapartida, ele defende um ajuste gradualista baseado na redução da taxa Selic, viabilizada pela elevação da meta de inflação para 4%. Com o alívio no custo da dívida, combate à sonegação dos super-ricos e estímulo ao crescimento econômico, torna-se viável equilibrar as contas públicas sem penalizar a classe trabalhadora e os investimentos sociais.

Lados definidos, “que fazer?”

Unidade, Vigilância e Avançar

A vitória de Lula abriu uma nova etapa política e, a meu ver, encerrou o ciclo eleitoral iniciado em 2002. A unidade contra a extrema direita deve ser preservada e ampliada em torno de uma agenda que atenda às necessidades e expectativas da maioria. Mais que garantir governabilidade, é preciso criar condições políticas, econômicas e sociais para que o quarto mandato construa um Brasil desenvolvido, democrático, socialmente justo e soberano. Isso exige enfrentar os interesses de quem historicamente se apropria da riqueza nacional e busca subordinar o Estado ao capital financeiro.

Unidade não elimina divergências nem subordina organizações populares ao governo: exige autonomia dos sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis, além do fortalecimento dos partidos do campo popular e de esquerda comprometidos com transformações sociais.

A vigilância popular permanente deve impedir retrocessos, cobrar compromissos, propor soluções e disputar prioridades. Para transformar estruturalmente o país, o governo precisa da mobilização popular como fonte primária e contínua de sustentação política e legitimidade social.

A energia da campanha nas ruas e nas redes deve continuar na organização da sociedade. Reduzir a jornada e pôr fim à escala 6×1, valorizar salários, ampliar investimentos em educação e saúde, reduzir o custo de vida, reindustrializar o país, garantir autonomia científica e tecnológica e fortalecer a soberania nacional devem compor uma agenda comum de desenvolvimento, não reivindicações dispersas. Essa agenda deve unir as necessidades imediatas dos trabalhadores às transformações estruturais necessárias ao Brasil.

O cenário internacional, marcado pela transição para uma ordem multipolar, pela emergência de novos centros de poder econômico e tecnológico e pela reorganização das relações internacionais, oferece oportunidades históricas ao Brasil. Nossa participação ativa no BRICS, a aproximação mais refinada com o Sul Global e a capacidade de estabelecer relações internacionais mais diversificadas podem contribuir para ampliar nossa autonomia e abrir novos caminhos para o desenvolvimento.

Mas nenhuma oportunidade geopolítica terá sentido pleno se não resultar em melhores condições de vida para o povo brasileiro. Desenvolvimento, soberania e justiça social precisam caminhar juntos.

Voltemos ao jovem que dizia ao trabalhador nas ruas: “eu tô na rua pra seu filho estudar”. Mais do que pedir um voto ou defender a reeleição, ele reivindicava um futuro em que filhos e filhas da classe trabalhadora tenham oportunidades negadas a seus pais. O quarto mandato de Lula não pode frustrar essa esperança.

A vitória nas urnas foi importante e teve alcance mundial, mas seu êxito será medido pela transformação da mobilização popular em direitos, oportunidades e conquistas concretas. A palavra de ordem permanece: unidade para construir, vigilância para defender e avançar para transformar.

Vencemos. E agora? https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/11/minha-opiniao.html