14 agosto 2026

Postei nas redes

Sob o impacto do terremoto, governo da Colômbia só aceitou socorristas de países governados pela direita. É o neofascismo insano. 

"A soberania nacional, por exemplo" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0138497997.html 

Fidel, por Marcelo Barros

Cem anos de uma profecia política
Marcelo Barros* 

Nesta quinta-feira, 13 de agosto, no mundo inteiro, comunidades e movimentos populares celebram o centenário de nascimento de Fidel Castro Ruz, um dos líderes máximo da revolução cubana. Fidel foi um profeta que mostrou ao mundo que, mesmo na perigosa proximidade do império estadunidense, é possível organizar a sociedade humana de modo mais justo e igualitário. 

Aparentemente, é estranho chamá-lo de profeta porque ele se declarava não religioso. Em geral, até hoje, profecia ainda soa como palavra religiosa. Profeta ou profetiza seria a pessoa que exerce a função de porta-voz do próprio Deus. No entanto, na história bíblica e em outras tradições espirituais, frequentemente, profetas e profetizas, profetas e profetizas foram perseguidos por líderes religiosos e muitos foram martirizados, como hereges e como ateus.

Na realidade, há profetas que se assumem como mensageiros ou mensageiras de Deus. São profetas assumidos. Embora não se use essa palavra nas tradições hinduístas, o Mahatma Gandhi foi assumido como profeta do Hinduísmo. O Pastor Martin-Luther King, o bispo Oscar Romero e a Irmã Dorothy Stang foram profetas do Cristianismo.

No entanto, há também profetas não religiosos. Estes não se assumem como profetas, mas, por sua vida, tornam-se testemunhas e porta-vozes do projeto divino de justiça ecossocial para o mundo. Assim foi, na África do Sul, a figura de Nelson Mandela; em Angola, o testemunho do mártir Patrice Lumumba e aqui no Brasil, Zumbi dos Palmares, ou mais recentemente Chico Mendes, profeta da defesa da floresta e Marielle Franco, profetiza da dignidade da Política. Nunca se apresentaram, ou pensaram em si mesmos como profetas, mas o são.

Ao lembrar dessas figuras, é importante não idealizar profetas e profetizas, porque isso seria desumanizar a profecia. Todas essas pessoas tinham defeitos pessoais e fragilidades. Nem por isso, deixam de ser profetas do projeto divino no mundo. As pessoas não precisam estar de acordo com todas as ações e todas as palavras de Fidel Castro para reconhecer nele uma profecia social e política. É à medida que são humanos e, portanto, passíveis de erros, que os profetas e as profetizas testemunham que a Palavra Divina se faz carne e manifesta-se em nossa humanidade como ela é.

Nesse centenário do nascimento de Fidel Castro, crentes e não crentes devemos aprofundar qual foi e é a profecia de Fidel, não apenas para a Cuba, ameaçada e atacada pela desumanidade do império, mas para o mundo e, principalmente, para o nosso continente afrolatíndio.

Sem dúvida, um elemento importante da profecia de Fidel foi ajudar o heroico povo cubano a mostrar ao mundo que um país pequeno e pobre do Caribe pede ser referência de solidariedade internacional, em áreas como saúde, educação e cultura.

Hoje, a profecia de Fidel torna-se cada vez mais coletiva. É a de todo um povo que resiste e, sem se isolar, encontra formas de preservar sua forma própria de se organizar, em um mundo sempre mais excludente e desigual. Há mais de 65 anos, Cuba colocou-se como o primeiro território livre das Américas. Hoje, apesar de todos os ataques e do bloqueio genocida do império estadunidense, o povo cubano, mesmo ferido e tão fortemente atacado, continua fiel à sua profecia de liberdade e nos interpela sobre o que fazemos para que todo o continente possa ser libertado.  

Nos primeiros anos da revolução cubana, a maioria do clero e da hierarquia católica posicionaram-se de forma reacionária e oposta à causa dos oprimidos, o movimento revolucionário cubano defendia o ateísmo e considerava a religião como essencialmente alienada e aliada aos opressores. A partir da década de 1970, por toda a América Latina, cristãos e cristãs, padres e pastores, participavam de movimentos sociais de libertação. Por todo o continente, floresciam comunidades eclesiais de base. A Teologia da Libertação era ensaiada, em ambientes católicos e evangélicos. Ao testemunhar isso, o governo e a sociedade cubana abriram-se mais ao diálogo com o Cristianismo da Libertação e com outros grupos religiosos. Testemunha disso foi o diálogo e a amizade formada entre Fidel Castro e Frei Betto. O livro “Fidel e a Religião” foi traduzido em muitos idiomas e percorreu o mundo inteiro.

Uma vez, em São Félix do Araguaia, um jovem procurou o bispo Pedro Casaldáliga e lhe disse: “Bispo, eu sou ateu”. O bispo lhe respondeu:

- De qual deus você é ateu? Dependendo de qual for, eu também sou.

Para ser profeta ou profetiza do projeto divino no mundo, é importante rejeitar o deus do império, aquele do qual as notas de dólar afirmam: Nós acreditamos em Deus. Devemos ser ateus em relação a um Deus que se confunde com poder e legitima injustiças estruturais, racismos, patriarcalismos, homofobia, o genocídio do povo palestino. Até hoje, esse deus é invocado por fascistas que dizem: deus acima de tudo!

Conforme o evangelho, no julgamento final, Jesus não perguntará às pessoas se foram religiosas ou não. O único critério será a ética e a solidariedade humana: “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber...” “O que, em meu nome,  fizestes a um desses pequeninos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25).

Desde ao menos a última década do século XX e hoje, parece que cada vez mais, grupos religiosos e grande parte da Igreja Católica e também de outras Igrejas cristãs tornam-se cada vez mais autocentrados. Fecham-se ao diálogo com as culturas contemporâneas. Assim, mostram-se incapazes de testemunhar o projeto divino da liberdade e da amorosidade social, assim como de colaborar com a parte melhor da humanidade, para construirmos uma sociedade mais justa e fraterna. 

Diante dessa realidade, torna-se urgente insistir no testemunho profético da Boa Notícia de Jesus Cristo, para além dos templos, com as comunidades eclesiais de base, em um novo modo de ser Igreja, como ensaio de nova forma da humanidade organizar-se.

Junto com todos os movimentos populares e grupos da sociedade civil, celebremos o centenário de Fidel Castro para aprendermos a ser mais fieis ao profeta Jesus de Nazaré e a todos os profetas e profetizas de um novo mundo necessário, urgente e possível.

*Marcelo Barros é monge beneditino, teólogo da Libertação e escritor.

O mundo gira https://lucianosiqueira.blogspot.com/ 

13 agosto 2026

Fragmentos

Voo 732 da VASP
Luciano Siqueira    

“Viaje bem, viaje VASP”, um slogan que parece em desuso. Menos mal. No voo de ontem, de número tão sonoro, aconteceu de tudo. O atraso de 2 horas na partida, o escândalo armado pela pernambucana vinda de Miami com o seu bebê (“que saiu daqui das minhas entranhas, ó”, brandia pelos corredores do aeroporto como que exibindo troféu que lhe desse o direito de agredir a pobre funcionária da empresa), o almoço no restaurante em companhia da loura feiosa interessada em se afirmar porque funcionária de uma multinacional de medicamentos, o senhor de meia idade interessado em “ganhar” a loura feiosa com galanteios inúteis, a proibição do uso da toalete do meio da aeronave destinada aos passageiros da primeira classe e a consequente fila lá nos fundos, o café pequeno frio, a velhota ao meu lado a me perguntar de instante a instante o conteúdo do que lia, de artigos da revista Bravo! Ao Jornal de Antônio Maria, edição antiga da Paz e Terra. Chego, enfim, ao sagrado solo da terra maurícia e corro aos braços de Luci, graças a Deus! (Anotação minha de10/10/98).

"Tudo muda" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_01160263233.html

Palavra de poeta

Céu de confeiteiro
Cida Pedrosa     

uma fatia de céu
é dada
nesta noite de maio

quinhão que cabe ao homem
que da janela espera

a urbe apita
e o calor
se faz bruma e precipício

uma fatia de céu
é dada
aos amantes da varanda

quinhão que cabe ao amor

[Ilustração: Edvard Munch]

Leia também: "Lápide", poema de Ariano Suassuna https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/palavra-de-poeta_01298191428.html 

Postei nas redes

Articulista de extrema direita diz no Estadão que "ala relevante do STF e os presidentes das casas legislativas atuam neste momento para que  Lula permaneça no poder." Choro de quem já perdeu de véspera? 

André Mendonça pisoteia a Constituição https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/sem-limites.html 

José Bertotti opina

Transformação ecológica conecta estratégias de desenvolvimento de Brasil e China
Política industrial, inovação, atuação do Estado e justiça social aproximam duas estratégias que partem de realidades nacionais distintas e questionam a oposição entre crescimento econômico e sustentabilidade
José Bertotti/Portal Grabois  

Conexões entre o Plano de Transformação Ecológica do Brasil e a Perspectiva Ecológica da Modernização Chinesa

O Plano de Transformação Ecológica (PTE) do Brasil, abordado como caso de estudo no trabalho de Carina Vitral, Cristina Fróes de Borja Reis e Carolina Grotteraa, Políticas industriais no centro do Plano de Transformação Ecológica no Brasil (Vitral et al., 2026), e o livro recentemente publicado no Brasil pela Fundação Maurício Grabois, Perspectiva Ecológica da Modernização Chinesa, escrito por Zhang Yongsheng (Yongsheng, 2026), embora enraizados em contextos nacionais e históricos distintos, revelam uma profunda ressonância em seus princípios fundamentais.

Ambos transcendem a visão tradicional que trata a proteção ambiental como um “fardo” para o desenvolvimento econômico, posicionando-a, em vez disso, como uma estratégia central para impulsionar a mudança estrutural, alcançar um desenvolvimento de alta qualidade e garantir a sustentabilidade a longo prazo.

Duas estratégias, diferentes horizontes

A diferença mais fundamental entre as duas abordagens reside na profundidade estratégica de cada uma.

O Brasil adota uma perspectiva de “transformação ecológica”, que se configura essencialmente como uma mudança estrutural. O país visa alterar radicalmente sua estrutura econômica, historicamente dependente da exportação de commodities de baixo valor agregado, buscando uma reindustrialização verde que eleve sua posição nas cadeias globais de valor. O cerne dessa abordagem é evitar uma nova forma de dependência, agora “verde”, que poderia se manifestar como uma “reprimarização verde” – ou seja, a mera exportação de produtos ambientais sem agregação tecnológica e desenvolvimento industrial interno. Para o Brasil, a transformação ecológica representa uma oportunidade histórica de superar o subdesenvolvimento industrial e construir uma economia mais complexa, inovadora e soberana.

Em contraste, a China adota uma abordagem mais ampla e profunda, que pode ser descrita como um salto de forma civilizacional. Para os chineses, a perspectiva ecológica não se contenta em “transformar” dentro do velho paradigma industrial, mas busca criar uma forma de civilização que supere a lógica insustentável da industrialização tradicional. A modernização chinesa é concebida como uma reflexão e superação sistêmica da insustentabilidade inerente à civilização industrial, representando uma transição histórica comparável à passagem da civilização agrícola para a civilização industrial. Essa visão transcende a mera política ambiental para se tornar um projeto civilizacional que redefine a própria relação entre a humanidade, a economia e a natureza.

Política industrial, Estado e financiamento

Apesar dessas diferentes profundidades estratégicas, ambos os modelos compartilham uma base comum fundamental: colocam a política industrial no centro de suas estratégias para impulsionar o crescimento verde.

No Brasil, isso se manifesta de forma explícita com o Plano de Transformação Ecológica colocando a política industrial no coração de sua estratégia, integrando o PTE, a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para criar um esforço coordenado e abrangente de reindustrialização verde.

A China, por sua vez, utiliza o conceito de “novas forças produtivas” para posicionar o desenvolvimento verde como a base ecológica da nova industrialização, impulsionando a atualização verde de todo o setor manufatureiro e promovendo uma transição que integra inovação tecnológica, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Em termos de posicionamento central, o Brasil estrutura seu PTE como um arcabouço de política econômica abrangente, que não se limita a uma agenda ambiental, mas orienta o crescimento econômico e assegura uma transição justa para uma economia de baixo carbono. O protagonismo do Ministério da Fazenda na condução do plano demonstra claramente que a política econômica é a força motriz por trás da transformação ecológica. Já o Estado chinês, enxerga sua perspectiva ecológica como uma renovação da forma de civilização, representando uma transição da civilização industrial para a civilização ecológica que supera fundamentalmente o paradigma tradicional de modernização industrial ocidental.

Os objetivos fundamentais de ambos os modelos também revelam convergências significativas. O Brasil persegue três objetivos interligados: aumentar a produtividade e o emprego verde, reduzir a intensidade de carbono da economia e garantir justiça social e uma transição justa. A China estrutura sua modernização em torno de cinco características centrais: uma modernização de enorme população, a prosperidade comum para todo o povo, a coordenação entre civilização material e espiritual, a coexistência harmoniosa entre ser humano e natureza e o desenvolvimento pacífico. Nos dois casos, a dimensão social é tão fundamental quanto a ambiental e econômica.

A integração de políticas em ambos os países reflete um compromisso com a coordenação intersetorial. O Brasil integra instrumentos fiscais, financeiros, regulatórios e industriais sob a direção unificada de descarbonização e justiça social, com o Ministério da Fazenda exercendo liderança central. A China adere a um pensamento sistêmico que protege e governa de forma integrada “montanhas, rios, florestas, terras cultiváveis, lagos, pastagens e desertos”, enfatizando a abordagem sistêmica para as metas de “duplo carbono” (pico de carbono até 2030 e neutralidade de carbono até 2060).

No que diz respeito aos conceitos centrais, o Brasil adota o termo “transformação” em vez de “transição”, enfatizando a necessidade de mudança estrutural profunda para evitar uma “reprimarização verde” e promover a atualização industrial genuína. A China reforça essa abordagem nas palavras do seu presidente Xi Jiping (2017), ao afirmar que “águas cristalinas e montanhas verdes são tão valiosas quanto montanhas de ouro e prata”, posicionando a construção da civilização ecológica como fundamental para o desenvolvimento sustentável da nação chinesa.

Em termos de inovação e indústria, o Brasil persegue uma reindustrialização verde com foco em bioeconomia, economia circular e transição energética. A China, através do conceito de “novas forças produtivas”, impulsiona o desenvolvimento da manufatura em direção a um modelo mais avançado, inteligente e verde, integrando inovação tecnológica com sustentabilidade ambiental.

Os instrumentos financeiros também mostram paralelos interessantes. O Brasil criou mecanismos inovadores como o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), em fase de implementação, e a Taxonomia Sustentável Brasileira, além de emitir títulos soberanos verdes, administrados pelo BNDES, para canalizar investimentos para atividades sustentáveis. A China desenvolveu um sistema financeiro verde abrangente, com padrões para financiamento verde e mercados para crédito, títulos e seguros verdes.

Uma convergência crucial entre as abordagens dos dois países é a redefinição do papel do Estado na economia. O Brasil, ao inserir o Ministério da Fazenda como agente ativo da agenda climática, demonstra a intenção de usar o poder do Estado para moldar mercados, financiar a inovação e atuar como um investidor de longo prazo, indo além da mera correção de falhas de mercado. A China enfatiza a combinação de um “mercado eficaz” e um “governo que cumpre seu papel”, utilizando o conceito de civilização ecológica para estruturar um sistema financeiro verde para direcionar recursos para indústrias verdes, redefinindo as funções de ambos os atores no processo de desenvolvimento.

Do ponto de vista social, o Brasil enfatiza explicitamente a transição justa, incluindo a justiça social, redução da pobreza e equidade regional como objetivos centrais de seu plano. A China enquadra sua modernização como um caminho para a prosperidade comum de todo o povo, afirmando que um ambiente ecológico saudável é o benefício público mais equitativo.

Caminhos do Sul Global

Em síntese, o Plano de Transformação Ecológica do Brasil e a Perspectiva Ecológica da Modernização Chinesa representam duas tentativas distintas, porém interligadas, do Sul Global de forjar caminhos de desenvolvimento que se afastam do modelo tradicional de industrialização ocidental. Ambos rompem fundamentalmente com o velho paradigma de que o desenvolvimento econômico deve vir à custa do meio ambiente, demonstrando que é possível alcançar uma relação de benefício mútuo entre crescimento econômico e sustentabilidade ambiental.

Sob essa nova ótica, mesmo com as restrições orçamentárias impostas pelas altas taxas de juros definidas pelo Banco Central, a economia brasileira passou a crescer em torno de 3% ao ano, retomando seu posto entre as 10 maiores economias do mundo. De acordo com o FMI, o Brasil terá crescimento no período 2023-2026 acima da média da América Latina. A inflação registrou o menor índice acumulado de um mandato presidencial na história do país, alcançando uma média anual de 4,6%. Retomamos o crescimento da nossa indústria. Entre 2023 e 2025, a indústria brasileira foi a sexta que mais cresceu no mundo entre as economias do G20, com 3,2% acumulados (Plano de Governo Lula, 2026).

Enquanto o plano brasileiro se apoia em sua imensa biodiversidade e matriz elétrica renovável para uma reindustrialização verde, a abordagem chinesa concentra-se em uma transformação sistêmica institucional e cultural para liderar uma mudança de era civilizacional. Ambos os casos demonstram que um processo de transformação ecológica bem-sucedido deve ser profundamente enraizado nas realidades nacionais, recursos e tradições culturais de cada país, oferecendo, assim, modelos diversos e valiosos para o desenvolvimento sustentável global.

O Brasil e a China, cada um a seu modo, estão construindo respostas originais para os desafios do século XXI, contribuindo para um novo repertório de políticas de desenvolvimento que integra crescimento econômico, justiça social e sustentabilidade ambiental. Os dois países enxergam a transformação ecológica não como um custo, mas como uma janela de oportunidade histórica para alavancar a inovação, aumentar a competitividade e promover a atualização industrial.

Nesse sentido, as eleições de 2026 decidirão se o Brasil conseguirá ou não persistir no rumo da reconstrução iniciada no Governo Lula III, para concluir a tarefa de realizar as reformas estruturais necessárias para o país atingir um novo patamar de civilidade e implementar um verdadeiro projeto nacional de desenvolvimento.

[Ilustração: Anne Marie Palaze]

Referências

Xi, Jinping. Íntegra do Relatório do 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China. Embaixada da República Popular da China no Brasil, 2017.

Programa de governo de Lula. 2026.

Vitral, Carina; Reis, Cristina Fróes de Borja; Grottera, Carolina. Industrial Policies at the Heart of the Ecological Transformation Plan in Brazil. UCL Institute for Innovation and Public Purpose (IIPP), 2026.

Zhang, Yongsheng. Perspectiva ecológica da modernização chinesa. Fundação Maurício Grabois e Editora Chongqing, 2026.


José Bertotti é pesquisador em inovação e política climática. Sócio-fundador do Instituto Toró, Clima, Tecnologia e Cultura. Foi secretário de estado em Pernambuco nas pastas de Meio Ambiente e Sustentabilidade; e de Ciência e Tecnologia. É membro da direção estadual do PCdoB em Pernambuco e um dos coordenadores do GP Transformação Ecológica e Diversificação Energética da Fundação Maurício Grabois.

PCdoB aprova manifesto por novo ciclo de desenvolvimento com Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/palavra-do-pcdob_0907726579.html 

Fotografia

 

Victor Balaguer

O poeta negro Miró da Muribeca, voz antirracista https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/uma-cronica-de-urariano-mota.html