21 agosto 2026

Minha opinião

Tenho nada a ver com isso 
Luciano Siqueira     

A manchete é espalhafatosa: "Onde os mais ricos investem: veja fundos, ações e CDBs preferidos dos clientes de alta renda".

Vejo não. Não me interessa. 

Basta saber que o tal capital financeiro, como bem demonstrou Lenin já no seu tempo, fruto da fusão entre o capital industrial e o capital financeiro, é esse monstro que concentra a riqueza do mundo e no Brasil conspira diuturnamente contra o desenvolvimento nacional e a melhoria do padrão de vida do povo. 

No capítulo 3 de "O imperialismo, fase superior do capitalismo", o líder revolucionário russo é claro e convincente: "A concentração da produção; os monopólios que dela resultam ponto e, a fusão ou concentração dos bancos com a indústria: tal é a história do desenvolvimento do capital financeiro e o conteúdo deste conceito.”.

Sou um brasileiro daquela faixa dos que têm como sobreviver, mas alimentam a revolta contra a iniquidade que é milhões sobreviverem na miséria. 

Então, não alimento a curiosidade sobre quem investe, aonde e que lucros obtém. Alimento, sim, a convicção de que em perspectiva é possível erguer o povo brasileiro em defesa dos seus próprios interesses e com suficiente competência para derrotar as elites que subjugam a nação aos ditames do capital internacional e semeiam a pobreza entre os que vivem do próprio trabalho. 

Reeleger Lula é um passo. Nas atuais circunstâncias, será uma grande vitória. Mas a luta tem dimensão muito maior.

Não é possível destravar o desenvolvimento econômico em bases socialmente aceitáveis se não avançarmos na direção de reformas estruturais, que embora aconteçam nos marcos do capitalismo vigente, propiciarão imensa elevação do padrão de vida material e espiritual dos brasileiros e brasileiras. 

Será possível enxergar um pouco além do horizonte visível e almejar uma sociedade socialista com o jeito da nossa gente. 

É assim que reajo ao apelo do jornalão neoliberal para que eu, simples leitor, me interesse pelas preferências do ricaços em suas aplicações financeiras. 

Vade retro!

Valorização do trabalho precisa da reeleição de Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/nivaldo-santana-opina_01288357759.html  

Fotografia

 

Selcuk Sazak 

Postei nas redes

Rebaixar a campanha de Lula ao mesmo nível dos candidatos da direita é um crime jornalístico. Por que não analisam o programa do provável quarto governo cujo fio condutor é a defesa da soberania nacional? 

Três "questões de ordem" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/minha-opiniao_0658357328.html 

Palavra de poeta

SUBLIMAÇÃO* 
Anita Dubeux     

Já não mais importa 
      o aniquilamento, 
 já não mais importa 
      a dor da saudade, 
já não mais importa 
      a presença interdita: 
 
o amor que persiste,
solitário,
       basta!


*do livro "Teia do tempo", Sol Negro Editora 


[Ilustração: Antonio Allegri Correggio]


Leia também: "Integrações", poema de Pablo Neruda https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/palavra-de-poeta_01687838279.html 

Palavra de Lula

Em Natal, Lula abre campanha no Nordeste e defende legado de seu governo
Presidente afirma que transposição do Rio São Francisco será concluída até o fim de 2026 e destaca governo de Fátima Bezerra e candidatura de Cadu Xavier
Murilo da Silva/Vermelho   

O presidente Lula (PT) abriu a sua campanha eleitoral no Nordeste nesta quinta-feira (20) com um grande comício que reuniu cerca de 20 mil pessoas em Natal (RN). O ato na Arena das Dunas reuniu a governadora Fátima Bezerra (PT), o candidato ao governo Cadu Xavier (PT) e os postulantes ao Senado na chapa estadual, Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT).

No seu discurso, Lula passou por diversos pontos da política nacional e local, ressaltando que “o país não pode voltar a ser governado por gente que não gosta de pobre”. O presidente afirmou sentir orgulho ao encontrar trabalhadores cujos filhos chegaram à universidade, durante os seus governos, e passaram a exercer profissões que, por muito tempo, foram praticamente restritas às famílias mais ricas.

Ele também foi enfático ao dizer que o Brasil só voltou a ter crescimento econômico consistente, acima dos 3%, quando retornou à presidência.

Segundo Lula, essa retomada não é fruto do acaso e tem como base a criação de mecanismos que permitiram o Estado investir e criar condições para o setor produtivo, com o estímulo à pesquisa e à inovação. Ao abordar a exploração de petróleo, o presidente rebateu a ideia de que as novas descobertas seriam fruto de sorte e destacou o papel da Petrobras.

“Eles dizem que é porque o Lula tem sorte. E eu digo que é porque nós temos capacidade de fazer investimento e pesquisa. E se a Petrobras não pesquisar, ela não descobre”, afirmou.

Na ocasião, o presidente ainda prometeu que até o fim de 2026 as obras de transposição do Rio São Francisco serão concluídas: “Hoje, eu tenho orgulho de dizer que nós vamos terminar este ano a maior obra hídrica feita no mundo, que é a transposição do rio São Francisco”, disse, ao classificar o rio como patrimônio nacional, e não somente de certos estados.

Os eixos Norte e Leste da transposição já estão operacionais, mas o projeto ainda tem ramais e obras complementares em execução, como os ramais do Apodi e do Salgado e a ampliação da capacidade de bombeamento.

Mais cedo, o presidente participou de uma agenda em Macaíba (RN), onde foi anunciado que um supercomputador de inteligência artificial será instalado no estado. 

Governo do RN

Sobre a disputa estadual, o presidente salientou a necessidade de os potiguares elegerem Cadu Xavier ao governo para dar continuidade ao ciclo de conquistas da governadora Fátima Bezerra.

Lula ressaltou o histórico dele como auditor fiscal de carreira e ex-secretário estadual da Fazenda, credenciais que o impulsionam para mais um ciclo virtuoso de criação de emprego e geração de renda.

Conforme o líder nacional, a parceria entre o governo federal e o estadual é a base para o sucesso. Os repasses feitos pela União ao Rio Grande do Norte tiveram aumentos sequenciais ao longo dos últimos anos e representaram um acréscimo em relação ao governo anterior de extrema direita.

Em 2022 (último ano do governo Bolsonaro), foram repassados R$ 6,8 bilhões. Já no primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula, o valor subiu para R$ 7,3 bilhões e cresceu para R$ 8,6 bilhões em 2024 e R$ 9,3 bilhões em 2025. Até julho deste ano, os recursos alcançaram R$ 5,79 bilhões. O mesmo se deu no repasse aos municípios potiguares: foram R$ 7,6 bilhões em 2022, aumentando para R$ 8,3 bilhões em 2023, R$ 10,1 bilhões em 2024, R$ 11,1 bilhões em 2025 e já são R$ 7,34 bilhões somente até julho de 2026.

“Nós, presidente, estamos prontos para mais. O Rio Grande do Norte e o Brasil não vão retroceder. Vamos seguir adiante para trazer ao nosso estado, como o senhor fez ao trazer o supercomputador, mais emprego, mais renda e mais qualidade de vida para o nosso povo”, disse Cadu de Lula (como vem sendo chamado). 

Entregas federais

Ao longo do atual mandato, o presidente Lula destinou inúmeros recursos para obras, saúde, educação e outras áreas no Rio Grande do Norte. A campanha aponta os principais avanços obtidos no estado no período.

Obras e infraestrutura

O Novo PAC viabilizou obras como a duplicação da Reta Tabajara, na BR-304, a Adutora do Agreste Potiguar, o Ramal do Apodi e a Barragem Oiticica. O PAC Universidades prevê 16 empreendimentos em oito municípios. O Minha Casa, Minha Vida contratou 54,3 mil moradias desde 2023, com R$ 8,5 bilhões em investimentos.

Saúde

O Mais Médicos chegou a 540 profissionais em 131 municípios potiguares em junho de 2026, quase o dobro do registrado no fim de 2022. Já o SAMU ampliou a cobertura de 27 para 93 municípios, com 38 novas ambulâncias e investimento de R$ 11,48 milhões. O Farmácia Popular também bateu recorde em 2025, com 630,4 mil pessoas atendidas.

Emprego e programas sociais

Entre janeiro de 2023 e maio de 2026, foram criados 72,6 mil empregos formais no estado, que soma 530 mil postos com carteira assinada. O Bolsa Família atende cerca de 475 mil famílias, enquanto o Pé-de-Meia já beneficiou 151,1 mil estudantes, com R$ 459 milhões investidos.

O Desenrola renegociou dívidas de 69,3 mil potiguares e o Luz do Povo garante desconto ou isenção na conta de luz para cerca de 397,2 mil famílias.

"Somos todos Lula em torno de um cafezinho" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/convite-vamos-nessa.html 

Postei nas redes

O cara tem a petulância de escrever que “pesquisas têm algumas distorções, causadas por questões técnicas, que provavelmente mostram uma vantagem maior para Lula do que a realidade”. Oxente! Por que não distorcem os números em favor do precário Flávio Bolsonaro, que aparentemente permanece competitivo? 

A campanha de Cida, por exemplo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_01844987494.html 

Diálogo Lula-Trump

Lula conversa com Trump e cobra fim de tarifas comerciais infundadas
Em telefonema de 1h20, Lula pontua que o Brasil tem estratégia de combate ao crime organizado e propõe retomada de negociações comerciais; Trump destacará funcionários de alto escalão
Davi Dmolir/Vermelho    

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na manhã desta sexta-feira (21) para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa, que durou uma hora e vinte minutos, ocorreu em tom cordial. Lula abordou o relacionamento bilateral e a agenda global, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Ao tratar das novas tarifas impostas ao Brasil em decorrência de investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o presidente brasileiro enfatizou que as alegações que basearam a medida são infundadas. Lula reiterou que não são verdadeiras as acusações sobre desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado.

Segundo Lula, as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. A Trump, o presidente Lula falou sobre a importância de trabalhar conjuntamente para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Diante dos argumentos apresentados, Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível para dar andamento aos debates.

Durante o telefonema, Lula também enfatizou o interesse na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O líder brasileiro argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas, afirmando que o Brasil tem instrumentos próprios e soberanos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial.

Lula informou que o governo brasileiro tem uma estratégia para asfixiar financeiramente a criminalidade, que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões, e detalhou os planos de transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima.

O presidente comentou ainda a aprovação da Lei Antifacção, que facilita a apreensão de bens e passaportes, a proposta de emenda constitucional que amplia o papel do governo federal na segurança pública em colaboração com os estados, e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, sediado em Manaus

Receptivo à pauta, Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos na área de segurança pública.

Os dois líderes também trocaram impressões sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos.

Trump teceu considerações sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã. Lula lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e, a exemplo do que sugerira anteriormente aos presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, propôs a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais.

O presidente brasileiro destacou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.

A ligação entre os chefes de Estado ocorre em meio a tensões comerciais e diplomáticas recentes, incluindo a abertura pelo Brasil do processo de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pela administração norte-americana e à formalização da queixa na OMC. A conversa representa um passo na retomada do diálogo direto e reforça a disposição do governo brasileiro de defender a soberania nacional e privilegiar a negociação diplomática.

Trump não gosta do Pix https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_02067967086.html