01 maio 2026

Primeiro de Maio: palavra de Lula

Dia do Trabalhador: Lula mira combate ao endividamento e fim da escala 6×1 
Em pronunciamento, presidente destaca que Novo Desenrola Brasil terá juros de 1,99%, uso de até 20% do FGTS e veto a bets; ele também se posicionou pela redução da jornada de trabalho
Murilo da Silva/Vermelho   
      

O presidente Lula anunciou em rede nacional de rádio e televisão, na noite de quinta-feira (30), véspera do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, celebrado neste 1º de maio, duas importantes medidas: o Novo Desenrola Brasil e a luta pelo fim da escala 6×1 com redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais.

O Novo Desenrola Brasil dá sequência ao programa lançado em 2023, que visa combater o endividamento da população. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas.

Diante disso, o governo deverá lançar a nova fase do programa na segunda-feira (3), de acordo com o presidente, em vista de que as dívidas da população voltaram a crescer.

As novidades no que tange ao programa são a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento das dívidas, que terão juros mais baixos, de no máximo 1,99%, e descontos de 30% a 90%.

“As trabalhadoras e os trabalhadores poderão negociar dívidas do cartão de crédito, do cheque especial, do rotativo, do crédito pessoal e até do FIES”, disse Lula.

Outro ponto fundamental será a proibição de apostas em bets para quem aderir ao programa. Quem renegociar a dívida ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, salientou o presidente.

Leia mais: Redução da jornada na Europa não afetou PIB nem nível de emprego

Em deferência direta à classe trabalhadora, que neste 1º de maio está nas ruas em luta pelo fim da escala 6×1, o presidente destacou que neste ano a data tem significado especial, pois o governo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que limita em 40 horas semanais a jornada de trabalho.

A iniciativa, que pretende acabar com a escala 6×1, “vai garantir mais tempo com a família. Mais tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, estudar, cuidar da saúde, ir à igreja, viver além do trabalho. Mais tempo para descansar, porque eu sei o quanto o trabalhador brasileiro está cansado”, afirmou Lula.

Apesar do reforço à pauta, o líder nacional fez um alerta sobre os que jogam contra o projeto, que já correm para as redes sociais para pintar um cenário infundado de caos.

“A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores. Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, garantiu.

No pronunciamento, também houve espaço para destacar as medidas do governo que atenuam os efeitos da guerra do Oriente Médio no Brasil, em especial para garantir o abastecimento e preços acessíveis dos combustíveis, aspecto que reforça a soberania nacional.

“Em um mundo cada vez mais instável, com guerras e incertezas se espalhando, é fundamental que o governo do Brasil esteja do lado do povo. Nossa nação precisa ser protegida. Nossa soberania e nossas riquezas têm que ser defendidas. O Brasil é grande demais para baixar a cabeça. O Brasil não aceita ser quintal de ninguém”.

Por fim, Lula celebrou medidas e programas importantes construídos no seu governo, como o Gás do Povo, a retomada da valorização do salário mínimo, a antecipação do 13º salário dos aposentados, a ampliação da licença-paternidade e, principalmente, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a diminuição para quem ganha até R$ 7.350.
Confira a seguir o discurso do presidente na íntegra:
 

Minhas amigas e meus amigos.

Amanhã, 1º de Maio, é o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. Eu quero falar com você, que trabalha duro durante cinco, seis, até sete dias na semana e vê o fruto do seu esforço ir embora para pagar as dívidas da sua família.

Nós encontramos o Brasil e os brasileiros endividados. A dívida das famílias cresceu por anos e agora está sufocando uma parte da sociedade brasileira. Por isso, vamos lançar, na próxima segunda-feira, o Novo Desenrola Brasil, um conjunto de medidas para ajudar a resolver a vida financeira das famílias endividadas.

As trabalhadoras e os trabalhadores poderão negociar dívidas do cartão de crédito, do cheque especial, do rotativo, do crédito pessoal e até do FIES.

Os brasileiros endividados terão juros mais baixos, de no máximo 1,99%, e descontos de 30% até 90% no valor da dívida. Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida. E cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet. Por isso, quem aderir ao Novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line. Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos.

Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando.

Minhas amigas e meus amigos.

O 1º de Maio é uma data que homenageia a luta de mulheres e homens do mundo inteiro por melhores condições de trabalho. E que, este ano, aqui no Brasil, tem um significado especial. Porque nós demos, neste mês de abril, um passo histórico para o nosso país.

Encaminhei ao Congresso Nacional um projeto de lei para reduzir a jornada de trabalho, que passará a ser de, no máximo, 40 horas semanais, com dois dias livres por semana, sem redução de salário.

Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos.

O fim da escala 6×1 vai garantir mais tempo com a família. Mais tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, estudar, cuidar da saúde, ir à igreja, viver além do trabalho. Mais tempo para descansar, porque eu sei o quanto o trabalhador brasileiro está cansado.

Eu sei muito bem que todos os direitos dos trabalhadores foram conquistados com muita luta.

A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores. Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil.

Minhas amigas e meus amigos.

Países do mundo inteiro estão sentindo os efeitos da guerra do Oriente Médio. O petróleo ficou mais caro, e isso vem pressionando os preços dos combustíveis em todo o planeta. Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente.

Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras. Graças a essas ações, o Brasil tem sido um dos países menos afetados pela crise global.

Em um mundo cada vez mais instável, com guerras e incertezas se espalhando, é fundamental que o Governo do Brasil esteja do lado do povo. Nossa nação precisa ser protegida. Nossa soberania e nossas riquezas têm que ser defendidas. O Brasil é grande demais para baixar a cabeça. O Brasil não aceita ser quintal de ninguém.

Minhas amigas e meus amigos.

Este 1º de Maio é também o momento de olhar o que construímos juntos.

Temos a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil, a menor taxa de desemprego, e o rendimento médio dos trabalhadores é o maior da história do Brasil.

Retomamos a valorização do salário mínimo. Zeramos o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e diminuímos para quem ganha até R$ 7.350. Antecipamos o 13º salário dos aposentados em todos os anos do nosso governo. Aprovamos a ampliação da licença-paternidade para que os homens tenham mais tempo para cuidar dos filhos recém-nascidos.

Além disso, zeramos a conta de luz para famílias que consomem até 80 quilowatts e concedemos desconto para quem consome 120 quilowatts por mês. Lançamos o Gás do Povo, que triplicou o número de beneficiários do gás de cozinha.

Mas tudo isso ainda é pouco diante das necessidades das famílias brasileiras.

Minhas amigas e meus amigos.

Os obstáculos que temos pela frente são enormes. Cada vez que damos um passo adiante para melhorar a vida do povo brasileiro, o sistema joga contra. O andar de cima, os bilionários, a elite que só pensa em manter privilégios às custas do povo. Se dependesse do sistema, nem a escravidão teria sido abolida no Brasil.

Mas todo dia eu renovo minha fé em Deus e no povo brasileiro, na força de quem levanta cedo, enfrenta dificuldades, cultiva esperança e nunca desiste dos seus sonhos.

Você que tem carteira assinada, que é MEI, que trabalha por aplicativo, que faz bico, que vende pela internet. Você que cuida, que ensina, que pega ônibus cheio, você que planta, colhe, cozinha e constrói. Você que é uma pessoa honesta e batalhadora, você que vive do próprio trabalho, seja ele qual for, tenha uma certeza neste 1º de maio: o Governo do Brasil está do seu lado.

Um grande abraço e viva o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

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Leia também: Para além do “economicismo governamental” https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/07/minha-opiniao_5.html

Postei nas redes

Na mídia neoliberal a cantilena de que derrotas na Câmara e no Senado seriam "o fim do governo Lula". Eita exagero! O governo é minoria no parlamento desde o começo e assim mesmo realizou tanto que se credencia a continuar por mais quatro anos.  

As voltas que o mundo dá https://lucianosiqueira.blogspot.com/

Editorial do 'Vermelho'

Unidade e luta são decisivas para o presente e o futuro dos trabalhadores
Para além da pauta dos direitos trabalhistas e sociais, a classe trabalhadora tem papel relevante na disputa pelo governo República
Editorial do 'Vermelho'   
 

Ao longo da história, o Dia Internacional dos Trabalhadores marca a luta por direitos e pela emancipação social, mas é também um momento de reflexão. A agenda patriótica e democrática não avança sem protagonismo dos trabalhadores. Tais avanços se realizam entrelaçados com a jornada contínua do trabalho contra a opressão do capital, a contradição antagônica básica da sociedade capitalista. Foram essas conquistas que deram instrumentos políticos para os trabalhadores enfrentarem a selvageria dessa relação.

Vladimir Lênin, o líder da Revolução Russa, que abriu caminho para a primeira grande experiência socialista, lembrava que Karl Marx atribuía grande importância à tarefa do movimento classista dos trabalhadores de forjar, no curso das lutas salariais e econômicas, a unidade e a consciência da classe. No curso dos movimentos reivindicatórios, deve-se elevar o grau de coesão e consciência política dos trabalhadores, lembrou Lênin. Ou seja: a preparação para batalhas futuras, o desafio da classe de, nas lutas econômicas e sociais, fazer a luta política pela conquista do poder. Sempre acumular forças nesta direção.

Os comunistas lutam “pela realização de objetivos e de interesses imediatos da classe operária, mas representam no movimento presente também o futuro do movimento”, escreveram Karl Marx e Friedrich Engels no Manifesto do Partido Comunista. Eles também deram fundamentação científica para a ideia do internacionalismo proletário, a base ideológica da Associação Internacional dos trabalhadores, a primeira Internacional, criada em 25 de setembro de 1864.

De uma perspectiva histórica, é possível perceber a evolução dessa formulação. Na Inglaterra do início do século 19, que emergia como a grande potência econômica do planeta, os trabalhadores – incluindo crianças – eram acorrentados às máquinas e trabalhavam 14, 16 horas por dia, condição superada essencialmente pelas ideias socialistas e pela pressão de suas experiências, em muitos aspectos legitimando valores igualitários como justiça social e solidariedade, que passaram a compor a agenda pública e impulsionam a luta pelo socialismo.

No Brasil, as conquistas trabalhistas, golpeadas pelo projeto neoliberal, são a síntese dessa luta que atravessou o século 20 e o início do século 21. São exemplos disso, na atualidade, a luta pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada, uma das reivindicações da marcha organizada pelas centrais sindicais em Brasil dia 15 de abril, precedida da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), e as mobilizações que cobraram, de forma enfática, a redução da taxa de juros Selic que o Banco Central, como aconteceu em sua última reunião, insiste em manter nas alturas.

Nas eleições presidenciais estão em jogo essa agenda, expressa pela candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra o projeto entreguista, de traição nacional e opressão ao povo, com perspectivas de um regime ditatorial, de ódio, violência e regressão social, a negação das históricas conquistas sociais e democráticas, ideal do neoliberalismo exacerbado da extrema direita, que busca manter ganhos fabulosos do capital financeiro, canalizando as riquezas nacional para os seus interesses.

São explícitas as ameaças desse campo político e ideológico, como a imposição da volta do teto de gastos que arrocha os investimentos em políticas públicas e infraestrutura, as privatizações selvagens, abolições de benefícios sociais e o fim do aumento do salário-mínimo, que afeta de maneira cruel grande parte dos trabalhadores e os aposentados. Mais do nunca os trabalhadores devem estar na linha de frente do enfrentamento com essa agenda para derrotar Flávio Bolsonaro, o candidato de Trump, dos rentistas da Faria Lima.

Conclusão: este 1º de maio se reveste de importância de grande envergadura – assim como em todo o mundo, num momento de enfrentamento com a barbárie e ameaças do imperialismo –, uma típica inflexão da luta de classes. A unidade dos trabalhadores é a bandeira que confere força para a pauta dos trabalhadores, uma conclamação da realidade às centrais sindicais, aos partidos democráticos e progressistas e aos movimentos sociais para ocupar as ruas, as praças e as redes sociais com o espírito de combate e consciência de luta para derrotar a direita e a extrema direita e reeleger Lula.

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Fotografia


Selina de Maeyer

30 abril 2026

Palavra de poeta

AS CHAVES
Marcelo Mário de Melo     

Me tragam todas
as chaves
na concha do coração.
 
A chave da resistência
a chave da construção
a chave que abre a porta
a chave de ligação.
 
A chave do desapego
a chave da doação
a chave da amizade
a chave da comunhão.
 
A chave do bom humor
a chave da elevação
a chave da esperança
a chave da encantação.
 
E a chave da poesia
chave em quarta dimensão.
 
[Ilustração: 
Alexej von Jawlensky]

Leia também um poema de Pablo Neruda https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/02/palavra-de-poeta_26.html 

O que a IA não faz?

À sua imagem e semelhança
No futuro, cada um poderá ser o deusinho de seu próprio mundo. Graças ao 'prompt' a minha amiga pode se vestir como quiser
Antonio Prata/Folha de S. Paulo 

Uma amiga manda três fotos, com três roupas, "qual você sugere pro meu LinkedIn?". Antes de reparar nas roupas, respondo impressionado: "Como você conseguiu exatamente o mesmo ângulo e a mesma cara nas três fotos?". "É IA." Ela pegou uma foto em que estava bonita e pediu: "Um vestido preto básico, braços à mostra". "Camiseta branca, gola rulê." "Uma blusinha bege, colar verde com pingentes."

Essas ordens, eu não sabia, se chamam "prompt". "Prompt" é o pedido que você faz pra inteligência artificial criar algo. "Quero um urso azul com cara de bonzinho dançando lambada e comendo um cachorro-quente na quadra da Portela." "Quero Einstein lutando MMA com Leonardo da Vinci na praça Benedito Calixto."

A máquina faz. Faz tudo errado no começo, porque ela ainda é mais artificial do que inteligente, mas quanto mais você afina o "prompt", mais ela afina a resposta. Minha amiga, depois de alguns "prompts" tava pronta nas três fotos —embora na última estivesse com três orelhas. Bugs que logo serão consertados.

Fiquei pensando: hoje minha amiga pode se vestir como quiser numa foto pro LinkedIn. Daqui a pouco, quando todos usarem óculos ou lentes de contato da Meta ou da Open IA, não será apenas nas fotos que nos vestiremos como quisermos, mas aos olhos (ou às lentes) dos outros. Imagino um casamento.

Tem que ir de terno. Detesto vestir terno. Vou de bermuda, regata e pantufas. Mas programo minha IA para emitir pras IAs alheias um terno muito chique –e é assim que todos me verão no casamento.

A não ser, é claro, que algumas pessoas tenham filtros em suas IAs visuais. Digamos que meu amigo Rodriguêra, com quem eu andava de skate na adolescência, se recuse a ver qualquer pessoa de terno. Ele é contra terno. Odeia terno. Tem "skate or die" tatuado no peito. Decidiu viver num mundo sem ternos. Suas lentes mudarão as roupas de todos que ele cruzar para as que mais lhe agradarem.

Rodriguêra é palmeirense roxo. (Verde, no caso). Pode programar a ferramenta para, em dias de jogos do Palestra, ver todo mundo que olhar com roupas do Palmeiras. O papa com camisa do Palmeiras.

A Monalisa com a camisa do Palmeiras. Jesus, na cruz, com uma tanguinha do Palmeiras. E pode ver todos os são-paulinos (sua IA saberá quem é são-paulino, a não ser que a IA dos são-paulinos tenham filtros) com focinhos e chifres de Bambi.

Talvez haja um filtro nos óculos e lentes da IA, lei do país, que proíba a programação para ver todos os são-paulinos de Bambi, pois seria considerado homofobia. Talvez este filtro converta automaticamente todos os são-paulinos que o Rodriguêra quisesse ver transformados em Bambi numa mensagem "A homofobia é crime hediondo, procure ajuda".

Pode ser que as lentes da IA puxem, a partir desse alerta anti-homofobia, vários stand-ups homofóbicos ou anti-woke. Pode ser que a pessoa seja processada pelo que os algoritmos a fizeram ver, afinal, os algoritmos são um chorume de tudo o que ela pensa.

Conto pro Márcio, meu amigo, essa visão de futuro. Ele discorda. As pessoas não quererão ver todo mundo numa festa com as roupas que ela gosta. As pessoas querem ser surpreendidas, ver coisas diferentes, aprender. Infelizmente, discordo. O primeiro "prompt", o "prompt" mais eficiente da história da humanidade, dizia que Deus nos fez à sua imagem e semelhança.

Com nossos óculos ou lentes "inteligentes", poderemos enxergar o mundo à nossa "imagem e semelhança". Cada um pode ser o deusinho de seu próprio mundo. Enxergar só o que quiser. Da forma que quiser. Igualzinho a si. Pensando bem, é exatamente como já é. Só com melhor tecnologia.

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O cigarro que não fumo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/o-cigarro-que-nao-fumo.html

Humor de resistência

Enio

 

O lugar do PCdoB na cena política https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/11/partido-renovado-e-influente.html