"Subir no vaso para quê?" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-palavra_0806947145.html
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
"Subir no vaso para quê?" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/minha-palavra_0806947145.html
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (26), em Itajaí (SC), do lançamento da fragata Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT). Na cerimônia, voltou a defender a soberania nacional e o fortalecimento das Forças Armadas, além de mandar recados aos bolsonaristas.
O discurso ocorre em meio às novas investidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil (como a imposição de nova tarifa aos produtos brasileiros, sanções ao Pix) e à possibilidade de interferência nas eleições deste ano, inclusive por meio da classificação de organizações criminosas como terroristas.
“Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa […]. Está cheio de maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente norte-americano, ele quer tomar a Groenlândia, o Canadá, que vai virar estadunidense. Vai tomar o Canal do Panamá, sabe, onde que nós estamos?”, salientou Lula.
O presidente também falou que os investimentos em navios e em defesa são “o começo de um país que vai ser soberano e tomar conta do seu nariz”, disse o presidente.
Ao mesmo tempo, ressaltou que “além da educação, saúde, transição energética, inteligência artificial, a defesa faz parte das minhas prioridades para transformar esse país”.
De acordo com o governo, o Programa Fragatas Classe Tamandaré tem investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030, dos quais R$ 10,5 bilhões integram o Novo PAC. A iniciativa deverá gerar cerca de 23 mil empregos — sendo 2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos — ao longo de sua execução.
Recados e rechaços
Em outro momento da agenda na cidade catarinense, com trabalhadores da área naval, Lula mandou recados aos bolsonaristas, rechaçou discursos racistas e chamou atenção dos homens para a violência contra à mulher.
“Estamos chegando a um momento histórico em que vocês têm que avaliar quem fez e o que fez; quem trouxe benefícios para o povo e quem não trouxe; quem só falou bobagem e quem fez a coisa acontecer”, disse o presidente.
Lula criticou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), por nunca ter comparecido a agendas com o presidente, mesmo tendo sido convidado. “Ele precisaria mostrar para vocês porque o presidente dele não fez 1/3 do que fizemos por este estado”, alfinetou Lula.
O presidente também alertou que o povo “não pode permitir que em SC prevaleça o racismo”. O estado tem sido palco de diversas manifestações desse tipo e, inclusive, do aumento de grupos neonazistas. “A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país; isso, na verdade, não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância”, destacou.
Por fim, pediu a colaboração dos homens na luta contra os feminicídios e a violência contra as mulheres. “É importante que nós, homens, tomemos consciência de que quem é violento somos nós. A maioria dos casos de violência contra a mulher é cometida por marido, namorado ou ex. Historicamente, o homem foi educado como se fosse dono da parceira dele. Mulher não é objeto para ter dono”, enfatizou.
Programa Fragatas Classe Tamandaré
O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a construção e a incorporação de quatro navios militares de alta complexidade tecnológica para modernizar e expandir a capacidade operacional da Marinha do Brasil.
Além da ampliação da capacidade operacional da Marinha, o programa estabelece a transferência de tecnologia e o fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira.
As embarcações possuem capacidade de deslocamento de 3,5 mil toneladas, 107 metros de comprimento, convés de voo e hangar para helicópteros, além de radares, sistemas de armas avançados e sensores integrados.
Segundo o governo, o PFCT permitirá ao País ampliar sua capacidade de proteger a Amazônia Azul — área marítima brasileira com mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados —, realizar operações de busca e salvamento e cumprir compromissos internacionais.
Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo.
O selo do PCdoB na frente pró-Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/o-pcdob-e-lula.html
Numa manifestação do mais desavergonhado entreguismo e desrespeito por nossa soberania, Flávio Bolsonaro diz, em carta, que caso eleito presidente colocará seu governo à disposição dos Estados Unidos, pois não estamos em condições de exigir nada de Trump.
O selo de classe na frente pró-Lula https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/o-pcdob-e-lula.html
Um hábito desde a adolescência: prestar atenção aos avisos afixados nas paredes dos sanitários públicos. Prédios administrativos, restaurantes, supermercados e quejandos.
Não aquelas inscrições feitas à mão com pincel atômico ou giz, em geral
pornográficas. Essas não têm graça, pois se repetem ao longo de
décadas!
Olho as, digamos, oficiais: devidamente postas pela administração. Incrível, contêm respingos de cultura.
Em Portugal, por exemplo: "favor colocar o papel higiênico usado no
vaso sanitário".
No Brasil, como bem sabemos, é o contrário: "favor NÃO colocar
papel higiênico usado no vaso sanitário, use o cesto".
Lá o sistema de esgotos funciona, aqui não.
Há apelos tão veementes quanto contraditórios: "mantenha o sanitário limpo, pois você poderá utilizá-lo
novamente", mas invariavelmente o tal sanitário, naquela rede de supermercados, está sempre
imundo. Clientes sujam e a manutenção é falha.
Há os prolixos: "em prol da higiene do ambiente,
solicitamos aos caros usuários jogarem o papel no cesto e darem descarga ao
saírem". A gente gasta tanto tempo na leitura que até dá vontade de fazer
o contrário!
Numa grande loja de utilidades, o apelo: "favor não subir no vaso
sanitário".
Subir pra quê?
Para evitar que usuário, quem sabe, que o abelhudo espione o que anda fazendo o usuário do vaso ao lado?
E do alto das minhas sete décadas de vida constato que sei
muito pouco dos hábitos humanos quando resolvem suas necessidades mais
íntimas...
O melhor aviso? Sem dúvida o de uma rede de hortifrútis
no Recife: ‘É proibido ter maus pensamentos”.
Qual a sua opinião? Assine seu comentário para que possamos publicá-lo.
Intolerável vício de linguagem https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/07/minha-opiniao_29.html
Lula avança e candidato de Donald Trump recua https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/06/editorial-do-vermelho_01899426184.html
Em
violino fado
José Saramago
Ponho as mãos no teu corpo musical
Onde esperam os sons adormecidos.
Em silêncio começo, que pressente
A brusca irrupção do tom real.
E quando a alma ascendendo canta
Ao percorrer a escala dos sentidos,
Não mente a alma nem o corpo mente.
Não é por culpa nossa se a garganta
Enrouquece e se cala de repente
Em cruas dissonâncias, em rangidos
Exasperantes de acorde errado.
Se no silêncio em que a canção esmorece
Outro tom se insinua, recordado,
Não tarda que se extinga, emudece: onsente em violino fado.
[Ilustração:
Homens e mulheres de todas as etnias em todas as regiões e em todos os continentes se comunicam pelo olhar. Mas, desde que a linguagem surgiu nos primórdios do homo sapiens, homens e mulheres insistem em dizer o que pretendem dizer através da fala.
Daí numa conversa a dois parecer que ambos falam em sentido duplo. O olhar nem sempre corresponde precisamente ao que é dito.
Inquieta-me a percepção de que há duas mensagens em paralelo que se cruzam: o que escuto e o que percebo nas entrelinhas.
Esse duplo sentido comparece em todas as conversas entre todas as pessoas de todas as etnias que conversam entre si em todas as regiões e em todos os continentes.
[Ilustração: Luciano Pinheiro]
Uma crônica de João Cabral de Melo Neto https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/06/uma-cronica-para-descontrair.html