29 agosto 2026

Minha opinião

Cerco econômico ao Irã?
Luciano Siqueira     

Donald Trump coleciona declarações bombásticas e pretensiosas com fracassos frequentes. Típico de chefe de Estado de superpotência decadente.

Recentemente, anunciou o que considera a "operação econômica mais devastadora já empregada contra qualquer país", contra o Irã, em razão do impasse que segue em seis meses de conflito.

Não consegue vencer pelas armas, tenta o cerco e o colapso econômico. E busca comprometer aliados com a manobra. O governo norte-americano anuncia punições e retaliará qualquer país ou empresa internacional que mantenha relações comerciais com o Irã ou ajude a sustentar o regime.

Com isso tenta impedir que o Irã siga alimentando o propósito de desenvolver armas nucleares.

Não será simples. As restrições norte-americanas não são novidade e o Irã tem sido assim mesmo tem alimentado relações comerciais globais expressivos, tendo como fio condutor a exportação de petróleo – para a China, destacadamente, e também a Índia e outros parceiros.  

Donde se deduz que a manobra imaginada por Trump bate de frente com interesses poderosos para além do próprio Irã.

Terá êxito? Provavelmente não.

Mais de 40 trilhões de dólares https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_0876986250.html

Palavra de Vinícius

"O amor é a coisa mais triste quando se desfaz." (Vinícius de Moraes

Leia: Tédio? Falta-me tempo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_0262906581.html 

PEC do fim da escala 6x1

Assim caminha o busão
A PEC do fim da escala 6x1 e a profecia de que devolver tempo a quem trabalha quebra o país
Deborah Magagna/Liberta 
 


Cinco e quarenta da manhã, e o ônibus que desce da Zona Norte já vai cheio. O povo dorme sentado, ou dorme em pé, embalado pelo movimento, e a cidade passa do outro lado do vidro sem que ninguém olhe. Foi exatamente isso que o Flicts descreveu em 2002, num disco chamado Canções de Batalha, uma multidão empilhada e de olhos no chão sendo levada para um lugar em que ela não escolheu estar naquela hora. A banda é um trio paulistano, e a canção não precisou de metáfora nenhuma, porque bastou descrever o trajeto.

Uma hora e quarenta minutos depois, a porta de serviço do supermercado se abre. A catraca gira, registra a entrada, vai registrar o intervalo e a saída, e registra também que aquilo está acontecendo pelo sexto dia seguido. É ela que mede quantas horas cabem dentro de uma semana de vida, e mede bem, porque foi feita para isso. O que ela não sabe registrar é o resto, o sexto dia que bate no corpo, a segunda-feira que começou no domingo, a folga que caiu numa quarta e não serviu para ver ninguém, porque na quarta o resto do mundo está trabalhando e ela ainda teve que trabalhar.

A produtividade do trabalho no Brasil cresceu por décadas, mas a jornada continuou onde estava. A Constituição de 1934 fixou as oito horas diárias, a CLT regulamentou as 48 horas semanais em 1943, e a Constituição de 1988 baixou para 44. Depois disso são 38 anos com esse número parado, enquanto tudo em volta se moveu bastante e sempre para o mesmo lado: terceirização, contrato intermitente, PJ, MEI, plataforma de aplicativos. O ganho de produtividade desse período foi apropriado como margem em vez de ser devolvido como tempo, e quem chega à discussão da 6×1 dizendo que se trata de conceder alguma coisa nova ao trabalhador está começando a conversa pela metade e com atraso.

A profecia

Em 13 de julho de 1962, João Goulart sancionou a lei do 13º salário. Antes disso, a Fiesp havia registrado em nota que o benefício serviria para alimentar “com um excelente combustível a fogueira da inflação”. O Globo considerou, em editorial, “desastroso para o país” um 13º salário. No Congresso, previa-se colapso da economia e convulsão social. O 13º virou o que se sabe, uma injeção anual de renda que o comércio brasileiro passou a esperar como se fosse uma nova estação do ano.

Em 1988, na Constituinte, a redução de 48 para 44 horas foi tratada pelo empresariado como falência anunciada, desemprego estrutural e explosão inflacionária. Catorze anos depois, economistas da PUC-Rio foram medir o que efetivamente havia acontecido com quem foi atingido pela mudança, e encontraram jornada efetiva menor, nenhuma piora na chance de o trabalhador perder o emprego no ano seguinte e salário real por hora um pouco maior. A crise que veio depois teve pai e mãe, dívida externa e inflação, e nenhum dos dois nasceu de quatro horas semanais.
 

Em 2017 a profecia mudou de sinal, passou a prometer bonança em vez de catástrofe, e errou do mesmo jeito. A reforma trabalhista foi vendida como criadora de milhões de vagas, e o que veio foi informalidade recorde, contrato intermitente e uma geração inteira aprendendo a chamar de empreendedorismo o que era precarização.

Chama atenção que o mesmo modelo de previsão erra nas duas direções, e erra sempre para o mesmo lado da corda. Isso costuma ser apresentado como divergência técnica, quando é uma escolha, política, de lado.

“E o sorriso amarelado…”

A conta que o setor apresenta existe e merece ser reconhecida. Tirar quatro horas da semana sem mexer no salário encarece a hora trabalhada em torno de 8%, e é esse o número que aparece nas notas técnicas patronais. O que não aparece é o passo seguinte, como a folha é só uma parte do custo de operar, o efeito sobre o custo total fica abaixo de 1% nos setores que mais empregam. É custo administrável, e a transição prevista na PEC é gradual, o que dá ao comércio e aos serviços, justamente, o tempo de reorganizar a escala que eles dizem precisar.

Do outro lado existem duas contas que ninguém lança. A primeira é o adoecimento, e os afastamentos por transtornos mentais passaram de meio milhão no ano passado, quase o dobro do que se registrava antes da pandemia, com as mulheres respondendo pela maioria. Elas respondem também pela jornada que não aparece em contracheque nenhum, porque a empresa que compra 44 horas depende de que exista, fora dali, quem faça a comida e cuide da criança e da mãe velha de graça, todo dia, para o trabalhador chegar na segunda em condições de trabalhar.

A segunda é a rotatividade. Entre operadores de telemarketing, mais da metade dos desligamentos, em 2024, era referente a pedidos de demissão. Nas ocupações em que a 6×1 é a regra, quem está indo embora é o trabalhador, por decisão própria, de um emprego de que precisa.

Seria confortável ler esses pedidos de demissão como sinal de que a massa resignada da canção acabou. Não acabou. Quem pede as contas no comércio ou no telemarketing quer sair da escala e não do emprego, e sai assim que consegue, cansado, adoecido, muitas vezes sem nada garantido do outro lado. Só que a 6×1 é o padrão do setor inteiro, então, a chance de a próxima vaga vir com o mesmo domingo ocupado é enorme, e o preço da tentativa foi um mês sem salário. A vontade de sair está posta, o que falta é para onde ir. É por isso que jornada não se resolve por escolha individual, e é por isso que a discussão está numa PEC e não numa conversa entre patrão e empregado. Olhos no chão continuam descrevendo bem o trajeto. A massa segue resignada, e agora ela adoece.

A outra catraca

A outra catraca fica em Brasília, e também conta. A PEC do fim da 6×1 foi protocolada na Câmara em fevereiro do ano passado e levou 15 meses para ser votada, até que os deputados a aprovassem em 27 de maio, por 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo, placar de pauta popular em ano eleitoral. Depois disso, o texto ficou quase três meses parado, até que Davi Alcolumbre o despachasse para a CCJ, em 21 de agosto. Em Brasília, o que espera quase nunca alcança.

Vale reparar onde cada coisa fica guardada. As 44 horas estão no artigo 7º da Constituição, e mexer ali exige emenda, 49 votos em dois turnos, e basta uma vírgula trocada para o texto voltar à Câmara e a fila recomeçar, o que em ano eleitoral é o mesmo que não começar. O que ficava embaixo desse piso nunca teve essa proteção, e foi por baixo que a reforma de 2017 passou, com lei ordinária e maioria simples, para permitir que o acordo valesse mais que a lei, inclusive quando valia menos para quem trabalha, sem que ninguém precisasse encostar na Constituição.

Ou seja, o que era mais fácil de tirar já foi tirado, e o pouco que sobrou está guardado justamente no lugar mais difícil de alcançar. Dá até para medir isso no calendário, uma vez que aquela reforma foi do protocolo à sanção em menos de sete meses, enquanto o fim da 6×1 já tem um ano e meio de tramitação e ainda não foi votado no Senado. Catraca é assim mesmo, gira para um lado só.
 

Não demorou para aparecerem as emendas. Vejam bem, emendas, não o voto contrário, afinal, ninguém quer aparecer no vídeo votando contra a folga do caixa a poucas semanas da eleição. Basta desfigurar, ou deixar para depois, porque depois é outro Congresso.

Na noite de 25/8, senadores do PL apresentaram cinco emendas ao texto, para manter o limite de 44 horas, condicionar a jornada à negociação com o patrão e permitir a contratação por hora trabalhada. No dia anterior, Flávio Bolsonaro havia saído de uma reunião na Fiesp defendendo exatamente a remuneração por hora. Contratar por hora é o entregador de aplicativo servindo de modelo para o restante.

Sessenta e quatro anos antes, era a Fiesp em nota contra o 13º salário. O direito em disputa mudou de nome umas quantas vezes desde então, e o endereço continua o mesmo.

As emendas saíram na mesma terça em que morreu Dolly Parton, e o expediente das 9 às 5 que ela transformou em queixa em 1980 seria, para a operadora de caixa do primeiro parágrafo, uma promoção.

“Chega o domingo”

O relator no Senado, Omar Aziz, diz que vai manter o texto que veio da Câmara justamente para não devolver a matéria aos deputados, e prevê votar na CCJ em 2/9. A profecia não precisa se cumprir para funcionar, porque ela trabalha no intervalo entre o anúncio e a votação, e é precisamente esse intervalo que está sendo disputado.

Na canção, o domingo é a parte boa, quando a mesma multidão que ia calada para o trabalho enche o ônibus de canto e cor e segue para o estádio, o único momento em que o busão anda para onde quem está dentro dele quer ir. Foi por isso que a banda deixou o domingo para o fim, e é por isso que a 6×1 dói onde dói, porque é exatamente esse dia que ela toma. O sexto dia da operadora de caixa é o domingo do refrão.

Em 1962 o país não quebrou, em 1988 também não. Quem quebrou foram as pessoas que, no ano passado, precisaram de laudo médico para conseguir parar, meio milhão delas, e disso nenhuma catraca deste país guarda registro.

Aprovação, já, da agenda da nação e dos trabalhadores https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/editorial-do-vermelho_0630240574.html 

Arte é vida

 

Anthony Sims Jr 

Prazeroso diálogo na telinha https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_0215026545.html 

Palavra de poeta

AS PRIMEIRAS CARTAS DE AMOR
Maurilio Rodrigues    

Na vida, muitos amores
Atravessam nossos caminhos.
Mas o primeiro amor
Mantém sua lembrança forte.
 
Algo, com ele, acontece,
Que o tempo não explica,
Os sábios não traduzem,
Nem a lógica se sustenta.
 
Só precisei do silêncio,
Para logo reconstituir ,
A beleza dos sentimentos
Guardados por anos e anos.
 
As primeiras cartas de amor
Foram belas páginas,
Capazes de descrevê-lo,
Na sua mais pura
E inocente concepção.
 
Guardo- as comigo,
São verdadeiros testemunhos,
Que no amor, a simplicidade
E a espontaneidade são marcas
Definitivas de sua longevidade.
 
Amores continuam respirando,
Mas, nenhum teve igual fôlego,
Capaz de fazer o coração se apressar,
E as mãos tremerem de emoção,
Ao reler as mensagens escritas,
Com letras ainda inseguras,
Numa folha de papel pautado.
 
Castigado pelos anos,
Brigando com as limitações,
Ao ver as cartas na gaveta.
Encontro sentido para viver.
 
Um amor incondicional,
E uma paixão espontânea,
Representadas por lágrimas,
Traiçoeiramente escorrendo,
Pelo constrito rosto,
Nesse exato momento.

[Ilustração: Albert Anker]
 
Leia também: O poeta negro Miró da Muribeca, voz antirracista https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/uma-cronica-de-urariano-mota.html 

Editorial do Vermelho

Aprovação, já, da agenda da nação e dos trabalhadores
Votação do fim da escala 6×1 e outros temas relevantes demarcam patriotismo versus entreguismo, defesa dos direitos versus superexploração do trabalho
Editorial do 'Vermelho'       

O acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), representa importante conquista ao destravar votações prioritárias durante a semana de esforço concentrado de 31 de agosto a 4 de setembro. Entre elas, se elevam enquanto conquistas de vulto: o fim da escala 6×1 com redução da jornada de trabalho, o marco legal das terras raras e a PEC da segurança pública.

Há o compromisso de acelerar a tramitação da PEC que reduz a jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, já aprovada pela Câmara e está no Senado.

O relator da PEC, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou seu relatório favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com a rejeição das 12 emendas apresentadas por senadores da direita. Isso é politicamente importante, porque, se o Senado modificar o mérito, a PEC teria de retornar à Câmara, dificultando sua aprovação. O parecer também utiliza dados do Ipea para sustentar que a jornada de 44 horas atinge especialmente trabalhadores de menor renda e escolaridade, apresentando a redução da jornada como uma medida de justiça distributiva.

Outro item é a PEC da Segurança Pública. Lula associou a sua aprovação à criação de um Ministério da Segurança Pública, além de uma discussão sobre recursos federais para a área. A PEC está em uma fase decisiva: já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O relator no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), decidiu manter integralmente o texto aprovado pelos/as deputados/as

Está na pauta também a votação do marco legal dos minerais críticos e terras raras, estratégico para a política industrial, tecnológica e de soberania econômica do país. Como o Senado já possui propostas próprias sobre o assunto, Alcolumbre sinalizou que será necessário construir um entendimento entre os textos.

O que Lula conseguiu de Alcolumbre foi, sobretudo, destravar e colocar a matéria na pauta. A proposta do governo prevê medidas para pesquisa, extração, beneficiamento e transformação desses minerais, além de criar um Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos vinculado à Presidência da República.

A questão fundamental do acordo é a operação institucional para acelerar temas estratégicos para o país. São questões de grande alcance, que se ligam à necessária concepção de um projeto nacional desenvolvimento, a começar pela redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Reduzir a jornada significa enfrentar uma estrutura histórica em que trabalhadores, sobretudo os de menor renda e escolaridade, concentram longas jornadas e menor poder de negociação. A mudança representa redistribuição dos ganhos de produtividade e melhora na qualidade de vida.

O tema foi impulsionado sobretudo pelos parlamentares do campo progressista e pelas centrais sindicais, que têm atuado em duas frentes: mobilização nas ruas e pressão institucional sobre o Congresso. CUT, CTB, Força Sindical, UGT, CSB, Intersindical, NCST e outras entidades organizaram atos, panfletagens, mobilização nas redes sociais e pressão direta sobre senadores.

O próximo marco é o Dia Nacional de Mobilização de 30 de agosto, com manifestações em várias cidades, às vésperas da semana de esforço concentrado do Congresso, uma iniciativa do Fórum das Centrais Sindicais, da Frente Brasil Popular, da Frente Povo Sem Medo e do movimento Vida Além do Trabalho (VAT).

A PEC da segurança pública, por sua vez, amplia a coordenação federal, enfrentando o problema do seu isolamento nos estados e municípios. Crime organizado, tráfico, lavagem de dinheiro, sistema prisional e inteligência exigem coordenação nacional, integração de dados e recursos federais.

A criação de um Ministério da Segurança Pública, nesse sentido, eleva a questão ao nível de política de Estado. Vem ao encontro da emergência de garantir paz e segurança ao povo, enfrentar e derrotar o crime organizado. Que não haja um palmo de chão sob o controle de facções, que não haja uma família sequer sob a opressão e exploração do crime organizado.

O marco legal dos minerais críticos e terras raras apresenta maior potencial de transformação estrutural da economia brasileira. O desafio é impedir que a nova corrida mundial por minerais críticos reproduza o velho modelo de “exportar minério e importar tecnologia”.

A proposta aponta justamente para outra direção: utilizar a riqueza mineral como instrumento de industrialização, inovação tecnológica e soberania nacional. A emergência, também, é patente. Neste momento, empresas dos Estados Unidos e o próprio Tesouro estadunidense fazem uma ofensiva para comprar integralmente a mina de Serra Verde, em Goiás. Coisa que não pode acontecer.

Essa agenda demarca bem os campos em disputa na sucessão presidencial e tem dimensão com forte impacto no debate eleitoral. Ela evidencia a capacidade de diálogo do presidente Lula, envolvendo os presidentes das duas casas do Congresso Nacional. Flávio Bolsonaro e o seu partido, o PL, se movimentam para impedir a votação dessa pauta, em especial, o fim da escala 6×1 com redução da jornada de trabalho.

Se colocam, portanto, abertamente contra essa bandeira histórica da classe trabalhadora. Se juntam a setores do empresariado, de visão retrógada, para tentar impor a continuidade de uma jornada escravizante. Entreguistas, serviçais dos Estados Unidos que ambicionam se apoderar das riquezas brasileiras também se opõem ao marco dos minerais críticos.

Essa pauta de magna importância deve ser assumida pelo conjunto das forças políticas e organizações que lutam pela reeleição do presidente Lula e combatem as manobras de setores da direita e da extrema para tentar impor um governo reacionário e entreguista, liderado por Flávio Bolsonaro, a serviço dos interesses de uma potência estrangeira, os Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Nada de protelação. Derrotar a sabotagem de Flávio Bolsonaro. Todo empenho pelo êxito das manifestações marcadas para 30 de agosto pela aprovação da agenda associando-as com a campanha eleitoral. Pressão máxima durante o esforço concentrado do Congresso.

Samba de um mercado só https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/08/minha-opiniao_067932584.html   

Fragmentos

Esclarecer é preciso

Essa coisa chamada imagem pública me parece haver se transmutado ao longo do tempo. Verdade que alguns pilares, digamos assim, tidos como virtudes pessoais se mantêm, tais como a honestidade, a competência, a capacidade de liderar gente e de lançar ou reforçar movimentos. Mas num mundo cada vez mais marcado por uma convivência nem sempre harmoniosa entre a vida real e a cibernética, que convivem e confundem, quase nunca esclarecem, a imagem pública de alguém há que se lastrear em sua trajetória de vida e, na atualidade, “traduzida” nos meios digitais. Seja em que dimensão essa “imagem” seja necessária ou requisitada, em favor de que ideias. Daí um líder moderno dever ser capaz de percorrer diariamente essas duas estradas paralelas e fazê-las se cruzarem – a relação direta, dita presencial, com as pessoas e os grupos de interesse; e a ocupação de espaços nas mídias. E para ser eficiente, de modo planejado. (Anotação minha de 12.9.20)

O pensamento crítico na era dos algoritmos https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/07/bolha-algoritmica.html