03 junho 2026

Minha opinião

Argumento fajuto
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65   

 

Donald Trump volta a atacar com um tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros destinado a prejudicar seriamente a economia brasileira, o setor exportador em particular. De quebra, nova ameaça ao Pix.

Que pensa o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência da República pela extrema direita? Culpa a animosidade do presidente Lula em relação aos Estados Unidos. Ou seja: nosso presidente defende a soberania nacional, incomoda o império norte-americano, que estaria reagindo em função disso.

Na verdade, o pré-candidato da extrema direita reafirma sua postura subserviente diante de Donald Trump. Complexo de vira latas explícito.

A vassalagem é tão absurda que o dito filho 01 do ex-presidente encarcerado sequer percebe que se desmascara mais ainda e se enfraquece em suas pretensões eleitorais.

Direita neofascista? Sim. E, de quebra, estúpida.

A tarifa de 25% (além de uma proposta subsequente de 12,5% sob questões relacionadas a direitos trabalhistas) atinge duramente o mercado brasileiro, envolvendo bilhões de dólares em exportações e repercutindo negativamente sobre vários segmentos da economia.

O governo reage com altivez. O debate eleitoral se enriquece e dá azo à elevação do nível de consciência do povo brasileiro.

[Ilustração: imagem produzida por IA]

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EUA classificam PCC e CV como terroristas e tentam livrar clã Bolsonaro de crimes https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/trump-socorre-cla-bolsonaro.html 

Palavra de Lula

Lula diz que Flávio Bolsonaro é covarde e não assume ações contra o Brasil
Presidente cobra responsabilização de Flávio por nova ameaça de taxação dos EUA ao Brasil: “Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele”
Murilo da Silva/Vermelho 
 

O presidente Lula, nesta terça-feira (2), durante agenda em Catalão (GO), ao comentar a atuação bolsonarista por nova taxação ao Brasil pelos Estados Unidos, disse que a família Bolsonaro produz “a pior espécie de ser humano” e que Flávio Bolsonaro é covarde por não assumir que foi se encontrar com autoridades norte-americanas por novas sanções ao país.

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para um país estrangeiro se intrometer nas decisões brasileiras”, afirmou Lula.

“Esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo que não falou nada. Todo covarde é assim. Fala a m* que fala e depois não tem coragem de assumir e mente”, completou Lula sobre a tentativa de Flávio de se desvincular do tema. 

Lula ainda classificou o clã Bolsonaro como ‘família metralha’: “Eu conheço essa gente. Estou dizendo isso para vocês saberem que a gente está lidando com a pior espécie de ser humano que esse país já produziu. Eu já fiz muita campanha política, nunca esse país teve a sordidez política que a gente tem com essa família metralha que assumiu o governo de 2018 a 2022”.

Segundo o presidente, a ida de Flávio aos EUA aconteceu em razão do sucesso da sua agenda com Trump, o que deixou o bolsonarismo ‘puto da vida’. Dessa maneira, articularam com Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, uma nova taxa de 25% ao comércio brasileiro.

Apesar da notícia sobre uma possível nova taxação, Lula celebrou que a China liberou nesta semana a volta das exportações da carne brasileira ao país, após certificar a proteína nacional como livre de febre aftosa.

Lobby bolsonarista

No discurso, Lula lembrou que os Estados Unidos tentaram taxar o Brasil em 50% no ano passado com a alegação de que o país tinha déficit na relação comercial, o que é uma inverdade. Ele destacou que na ocasião publicou um artigo em jornais norte-americanos para elucidar os fatos, além de enviar carta para a Casa Branca para demonstrar que estavam equivocados.

Nesses comunicados, salientou que o superávit dos EUA em relação ao Brasil nos últimos 15 anos foi superior a 400 bilhões de dólares.

Lula fez questão de lembrar o que “os meninos do Bolsonaro” fizeram quando houve o anúncio dessa primeira taxação: “Os meninos do Bolsonaro, um deles que é candidato a presidente [Flávio], disse no dia 9 de julho de 2025, no dia que o Trump taxou o Brasil em 50%: Obrigado Trump, faça o Brasil livre de novo. Queremos o Magnitsky”, apontou Lula, ao observar a ação bolsonarista para implementar a lei que ‘sequestra’ bens dos brasileiros, inclusive do ministro Alexandre de Moraes.

Como rebateu Lula, Flávio agora tenta escapar de responsabilização pelos seus novos atos de lesa-pátria. Por isso, foi tentar se livrar da culpa por nova eventual sanção.

O presidente lembrou que na mesma época Eduardo Bolsonaro, réu na Justiça brasileira, agradeceu Trump e comemorou o fato em publicação: “Vamos rumo à lei Magnistky.”

O líder brasileiro também ressaltou a reunião que fez com Trump este ano em que entregou documentos para estreitar a relação dos países e desfazer mentiras impulsionadas pelo bolsonarismo.

“Faz pouco tempo que eu fui aos Estados Unidos. Eu tive três horas de conversa com o presidente Trump. O tal do Marco Rubio, que é inimigo mortal de Cuba e de vários países latino-americanos, e que eu já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil, não estava na reunião. Além de falar tudo o que eu queria, eu entreguei quatro documentos para Trump. Eu entreguei um documento sobre a questão do comércio, provando que eles são superavitários, não são deficitários, e provando que os principais produtos norte-americanos pagam zero de imposto aqui no Brasil”, indicou.

Ele também falou que entregou documento tratando de minerais críticos e terras raras e afirmou que o Brasil criou um conselho ligado à presidência para debater o tema, que será transformado em uma questão de soberania nacional, já que o país é o segundo no mundo na quantidade desses materiais e tem somente 30% do território mapeado.

“A gente agora quer ser dono do nosso nariz. Os minerais são nossos, a terra rara é nossa, nós precisamos aprender a manuseá-los, a industrializá-los e a produzir valor agregado aqui dentro do Brasil”, explicou.

Crime Organizado

Para completar, Lula disse que entregou um documento a Trump evidenciando que o Brasil está preparado para combater o crime organizado. Essa fala entra no contexto da classificação de organizações criminosas brasileiras como organizações terroristas, o que contraria o entendimento internacional sobre o tema em favor do lobby bolsonarista.

O presidente brasileiro indicou que no estado norte-americano do Delaware há lavagem de dinheiro de criminosos brasileiros que seguem livres nos EUA. Lula ainda se referiu a Ricardo Magro (sem citar o nome dele), controlador do Grupo Refit, que lavou dinheiro de grupos criminosos por meio de postos de combustíveis e está na lista da Interpol.

“Esse cidadão mora em Miami. Eu entreguei para o Trump a foto da casa dele, o endereço e o nome dele. Quer combater o tráfico e o crime organizado, comece me entregando os nossos que estão lá. Entregue para nós”, concluiu Lula.

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Família Bolsonaro e Trump atacam, novamente, a soberania do Brasil https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/editorial-do-vermelho_0731946270.html 


Arte é vida

 

Philip Guston 

Quem semeia vento, colhe tempestade https://lucianosiqueira.blogspot.com/ 

Eonomia em questão

A caixa de pandora da direita

O diagnóstico ortodoxo que culpa apenas o intervencionismo petista pela recessão de 2014-2016 ignora o peso do choque externo, das crises políticas e dos impactos predatórios do ajuste fiscal sobre a economia

Luiz Fernando de Paula*    

1.


A proximidade das eleições tem levado economistas ortodoxo-liberais a abrirem uma verdadeira Caixa de Pandora, do qual sai todos os males, neste caso atribuído ao Presidente Lula e Dilma Roussef e as políticas adotadas pelos governos do PT. A análise desses analistas, entretanto, se revela frequentemente não consensuais e por vezes superficiais. Este me parece ser o caso do artigo de Leonardo Weller, “O elefante na sala”, publicado neste Folha em 17/05/2026, que em resposta ao ensaio de Laura Car­va­lho e Gui­lherme Klein (“Por que o desempenho econômico de Lula 3 não se converte em popularidade”), sus­tenta que a esquerda se recusa a olhar para os efei­tos da crise eco­nô­mica durante o governo Dilma Rous­seff e que as polí­ti­cas expan­si­o­nis­tas do PT ges­ta­ram a reces­são de 2014-2016.

O autor atribui ainda a suposta impopularidade do Presidente Lula a crise de 2014/2016, resultante de políticas inconsistentes adotadas pelo Governo Dilma, crise que segundo ele seria ainda pouco analisada e compreendida, em que pese haja uma ampla literatura sobre o assunto (ver, por exemplo, o livro do André Singer, “Os Sentidos do Lulismo”). Para ele é falso atribuir a crise externa a desaceleração econômica no Governo Dilma. Ademais a crise econômica no Governo Dilma teria suas origens nos estímulos econômicos pelo lado da demanda, via expansão do crédito e via gastos públicos nos governos Lula 1 e Lula 2.

O artigo tem vários pontos questionáveis.

2.

Em primeiro lugar, assume que qualquer estímulo do governo pelo lado da demanda é contraprodutivo para o crescimento econômico e gera distorções na economia. Esta é uma visão – baseada na abordagem monetarista e novo-clássica – que não é consensual na economia. Economistas keynesianos sustentam que empresários estão dispostos a mobilizar fatores de produção (trabalho, capital e tecnologia) somente se tiverem expectativas de vendas futuras (princípio da demanda efetiva), e não há uma mão invisível de mercado em economias monetárias que garanta que o que o empresário produz vai ser vendido no mercado. Nisto resulta que em momentos em que os gastos privados estão declinantes, em função de expectativas deterioradas dos empresários quanto ao futuro (como vivemos nos tempos atuais), o gasto público pode ser usado como um instrumento contracíclico eficaz, já que pode ter efeitos multiplicadores sobre a renda sobretudo em conjunturas recessivas, como atestam vários trabalhos empíricos feitos na academia nos EUA e no Brasil sobre multiplicadores fiscais.

Leonardo Weller parece acreditar na polêmica tese do Alberto Alesina da “contração fiscal expansionista”, segundo o qual o ajuste fiscal feito com corte nos gastos públicos gera crescimento econômico, pois ao sinalizar um compromisso crível com a sustentabilidade da dívida pública  ocasiona uma queda nas taxas de juros de longo prazo, melhorando a confiança dos agentes de modo a estimular investimento privado e consumo das famílias, mais que compensando queda na demanda agregada gerada pelo menor gasto do governo. Esta tese, entretanto, foi fortemente questionada empiricamente no mainstream norte-americano.

Do ponto de vista empírico, diversos estudos questionaram a metodologia utilizada por Alesina e seus coautores para identificar episódios de ajuste fiscal e seus efeitos sobre o crescimento, mostrando que muitos dos casos considerados “expansionistas” ocorreram em contextos favoráveis, marcados por forte crescimento das exportações, desvalorizações cambiais ou políticas monetárias expansionistas, e não pelos cortes de gastos públicos em si. Além disso, outras pesquisas empíricas – como já indicado neste artigo – mostram que os multiplicadores fiscais costumam ser elevados em momentos de crise, de modo que a austeridade frequentemente aprofunda recessões, aumenta o desemprego e pode até dificultar a redução da relação dívida/PIB ao enfraquecer o crescimento econômico.

3.

Em segundo lugar, a afirmação de Weller que é falso atribuir a crise externa a desaceleração econômica no Governo Dilma é questionável também. Exercício empírico feito pelo economista Braulio Borges mostrou que pelo menos 38% da desaceleração do PIB per capita brasileiro em 2012-2017 pode ser atribuído a “bad luck”, entre os quais a queda nos preços de commodities observadas neste período (https://blogdoibre.fgv.br/posts/impacto-dos-erros-reais-da-nova-matriz-tem-sido-muito-exagerado). Fatores políticos, como a operação Lava-Jato, como Weller reconhece, também contribuiu para a desaceleração econômica (aguda em 2014-2016, com média de menos 2,1% a.a.) e forte aumento na taxa de desemprego (mais de 9,0% em 2015). Considerando um conjunto de fatores econômicos (queda nos preços de commodities, crise hídrica, etc.) e políticos (lava-jato, ascensão da direita no Congresso, etc.) pode-se sustentar que houve uma verdadeira “tempestade perfeita” no país a partir de 2014 que resultou em uma forte recessão em 2015/2016 (média negativa do PIB real de 3,4% no biênio).

Weller sustenta ainda que “uma crítica à Dilma, oriunda da esquerda, sugere que a crise teria sido causada pela guinada ortodoxa do seu segundo governo —seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tentou cortar gastos e aumentar impostos para reequilibrar as contas públicas. Essa narrativa é, entretanto, inconsistente com o ‘timing’ da recessão, que, de acordo com o Ibre (…), começou no segundo trimestre de 2014, antes de Dilma 2.” Ora não se pode afrontar os dados: de fato a recessão começou em 2014, mas esses mesmos dados mostram que a desaceleração se aprofundou sobremaneira – e este é um ponto relevante – em 2025, por ocasião da tentativa do Ministro Joaquim Levy fazer um ajuste fiscal a fórceps numa conjuntura claramente recessiva.  Ao mesmo tempo a tentativa fracassada de ajuste fiscal em meio recessão, cortando gastos públicos, resultou num aprofundamento da crise econômica, o que por sua vez inviabilizou o referido ajuste, obrigando o governo a rever sua meta de superávit primário, em função da queda na arrecadação fiscal.

Para Weller o problema principal no Brasil é de baixa produtividade dada a ausência de reformas estruturais (leia-se reformas liberais), argumento que é repetido ad nauseam por economistas ortodoxo-liberais. Dizer que o problema do Brasil é de baixa produtividade é tautologia, não diz nada sobre a relação de causalidade entre produtividade e crescimento econômico. E um dos problemas da baixa produtividade no Brasil é justamente o de baixo crescimento econômico, em particular do setor industrial. A Lei  Kaldor-Verdoorn sustenta que o crescimento da produção, especialmente industrial, tende a gerar aumento da produtividade do trabalho devido aos retornos crescentes de escala e aos efeitos dinâmicos de aprendizado e inovação. Deste modo, a relação de causalidade entre produtividade e crescimento econômico é inversa.

4.

Vale ressaltar que Weller não faz qualquer menção ao experimento neoliberal durante os Governos Temer e Bolsonaro, quando foram implementadas várias reformas e medidas liberalizantes, como o teto de gastos, reforma trabalhista, e privatização da BR Distribuidora e da Eletrobrás. Apesar das reformas estruturais feitas neste período, o crescimento médio do PIB real em 2017/2023 foi de apenas l,72%  a.a. contra 4,0% a.a. no período 2004/2013, período em que houve uma melhoria significativa nos indicadores sociais do país, inclusive com redução da pobreza, enquanto tais indicadores pioraram significativamente no período 2017/2023.

Cabe destacar que, segundo dados do Observatório de Política Fiscal do IBRE/FGV, o investimento público aumentou de 2,85% do PIB em 2007 para cerca de 4,0% do PIB no período 2009/2013, e foi um dos fatores que contribuiu para manutenção do crescimento elevado no período do chamado de “milagrinho”. Portanto, uma análise minimamente equilibrada considera que não há uma relação de causalidade simples e direta entre reformas e crescimento econômico. Crescimento econômico depende de vários fatores, do lado da oferta e da demanda da economia, inclusive da natureza da reforma implementada.

Em suma, a interpretação da crise de 2014-2016 e de seus desdobramentos políticos e econômicos exige uma análise mais nuançada e menos dogmática do que aquela baseada exclusivamente na defesa de reformas liberalizantes e austeridade fiscal. A experiência brasileira recente mostra que não existe uma relação automática entre ajuste fiscal, reformas pró-mercado e crescimento econômico sustentado. Ao contrário, o desempenho da economia depende da combinação entre contexto internacional, dinâmica política interna, investimento público e privado, política macroeconômica e capacidade de expansão da demanda e da produção. Uma leitura equilibrada do período deve reconhecer tanto os limites e problemas da chamada “nova matriz econômica” quanto os efeitos recessivos do ajuste fiscal de 2015 e das políticas implementadas posteriormente, evitando explicações simplificadoras para um processo histórico marcado por elevada complexidade econômica e política.

*Luiz Fernando de Paula é professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor do livro A economia brasileira na encruzilhada: ensaios sobre macroeconomia, desenvolvimento econômico e economia bancária (Appris). [https://amzn.to/4u5K40g]

[Ilustração: LS]

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Caso Master: os personagens que os vazamentos protegeram https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/fantasmas-do-banco-master.html 

Minha opinião

Pix sob ameaça
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65  

A decisão unilateral do governo norte-americano de considerar o PCC e o Comando Vermelho organizações terroristas implica, como se tem divulgado amplamente, uma gama de alternativas de ação por parte dos Estados Unidos à revelia do governo brasileiro.

E essa tem sido a prática, sobretudo sob o governo Trump.

Daí a possibilidade, inclusive, de interferência sobre o Pix, com nefastas consequências sobre o sistema financeiro.

Há a possibilidade de aplicação de sanções unilaterais e exorbitantes contra brasileiros acusados de corrupção.

Daí o Ministério da Fazenda e o Banco Central temerem que bancos e instituições financeiras brasileiras sejam objeto da discricionariedade americana.

O combate às tais organizações criminosas seria apenas o pretexto.

Em consequência, um boicote temporário ao Pix, forçando o Banco Central a apelar para medidas urgentes de contingência.

Na verdade, a ameaça não é de agora; apenas se acentua. Há pressões do governo norte-americano sob o pretexto de que o sistema de pagamentos instantâneos provoca prejuízos aos gigantes de cartões dos EUA.

O governo brasileiro mantém-se atento e se previne.

Acompanhemos.

[Ilustração: imagem produzida por IA]

Caso Master: os personagens que os vazamentos protegeram https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/fantasmas-do-banco-master.html

Humor de resistência


A postura coletiva dos campeões https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/selecao-quem-vai-copa.html 

Palavra de poeta

Madrugada
Ferreira Gullar  

Do fundo de meu quarto, do fundo
de meu corpo
clandestino
ouço (não vejo) ouço
crescer no osso e no músculo da noite
a noite

a noite ocidental obscenamente acesa
sobre meu país dividido em classes

 

[Ilustração: José Portolés]

Leia também: "Mutatis Mutandis", poema de Bartyra Soares https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/palavra-de-poeta_19.html