Blog de Luciano Siqueira
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
02 janeiro 2026
Sylvio: boa notícia
O ano começa com isenção de imposto de renda para quem ganha até 5.000 reais por mês. Mais uma ação do governo Lula, buscando uma melhor distribuição de renda com consequente melhoria de vida para a classe média. Ao mesmo tempo, o desemprego tem a menor taxa na série histórica. Tudo isso para desespero da extrema direita, que nada fez em benefício do povo e, através de fakes e mentiras, tenta enganar o País.
O
massacre do BNDES e o caso Malu Gaspar https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/imprensa-marron.html
Postei nas redes
Semana de muita luta – com disposição redobrada, foco nas ideias, confiança no povo e mente leve alimentada pela convicção e pela poesia.
As palavras e suas artimanhas https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/11/minha-opiniao_61.html
Minha opinião
A variável tempo nas decisões políticas
Luciano
Siqueira*
instagram.com/lucianosiqueira65
Há tempo para tudo, mas é preciso agir no tempo certo. Essa obviedade, comprovada ao longo da História, nem sempre é levada na devida conta nas pelejas cotidianas. Daí se cometer equívocos que terminam modificando o cenário político, complicando-o.
Ora, se na
primeira revolução socialista da História – a conquista do poder pelos
bolcheviques na Rússia – a escolha do momento certo para a tomada do Palácio do
Inverno implicou acirrada polêmica, vencida pela genialidade de Lenin, nada
mais lícito imaginar que nas batalhas locais, conforme as travamos neste ano
que se inicia em todo o País, mirando a presidência da República, cadeiras no
Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas e governos estaduais,
igual discernimento se impõe.
Estamos
a cerca de pouco mais de cinco meses para a realização das convenções partidárias.
Muito tempo? Sim e não, depende da situação concreta. Quando as coisas caminham
sob céu de brigadeiro, não há razão para açodamento. Mas quando há risco de
tempestade, não é tanto tempo assim.
Além
da disputado presidencial, há lugares onde numa determinada conjugação de
forças um partido se sobressai como hegemônico. Os demais respeitam essa
condição e aguardam a apresentação de propostas destinadas ao imprescindível
consenso em torno de plataforma programática e composição de chapas majoritária
e proporcionais. Mas não por tempo indeterminado, pois aí já não seria
razoável.
Cada
partido tem o seu próprio modo de ser e de agir, conforme o artigo 8 da
Constituição. Quando envolto em discrepâncias e disputas internas, lança mão do
instrumental que lhe conferem os Estatutos. Aos demais cabe assimilar essa
contingência. Isto não quer dizer, entretanto, submissão às conveniências do
aliado. Todos têm interesses próprios – naturais, legítimos – e se guiam por um
roteiro próprio, dimensionado no tempo e no espaço.
Em
síntese, quanto mais ampla se deseja a coligação partidária, mais necessário se
faz evitar constrangimentos de última hora. Sob pena de dissenções irrevogáveis
que podem afetar, adiante, as possibilidades de vitória.
Entre
o início das conversações e a conformação dos acordos a serem referendados
pelas convenções, no meio do ano, há todo um debate acerca de projeto de
governo e dos arranjos sobre a disputa proporcional que exigem clareza, bom
senso, paciência e espírito público.
Vale,
inclusive, para os estados onde as alianças locais não assumem a mesma
conformação da convergência de forças em plano nacional.
Paciência
e trabalho duro: desde que se queimarem os fogos do réveillon até a boca da
urna.
[Se comentar, identifique-se]
PCdoB: um projeto em movimento pelo Brasil https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/10/walter-sorrentino-opina.html
Humor de resistência
Direito de férias, 100 anos https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/direito-ferias-100-anos.html
Terras raras em disputa
Onde se encontram os minerais de terras raras do mundo?
A China sozinha detém quase metade do total mundial, seguida pelas consideráveis reservas do Brasil.
Aepet
Os elementos de terras raras (ETR) são a espinha dorsal da tecnologia moderna, desde motores de veículos elétricos e turbinas eólicas até smartphones e sistemas de navegação de precisão.
Este mapa, criado por Bruno Venditti do Visual Capitalist, mostra onde estão localizadas as reservas conhecidas de terras raras no mundo em 2025, destacando a concentração dessas reservas em um pequeno número de países.
Os dados para esta visualização provêm do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
A distribuição é extremamente desigual. A China sozinha detém quase metade do total global, seguida pelos consideráveis depósitos do Brasil. Em contrapartida, muitas economias avançadas possuem reservas limitadas.
Uma Base de Reservas Altamente Concentrada
A China lidera com 44 milhões de toneladas métricas, cerca de 48% do total mundial de 91,9 milhões de toneladas métricas. O Brasil ocupa um segundo lugar isolado com 21 milhões de toneladas (23%), refletindo grandes depósitos de argila iônica e rocha dura que ainda estão em fase inicial de desenvolvimento.
A Índia (6,9 milhões de toneladas) e a Austrália (5,7 milhões de toneladas) completam o grupo dos principais produtores, enquanto a Rússia (3,8 milhões de toneladas) e o Vietnã (3,5 milhões de toneladas) também estão à frente dos Estados Unidos. Juntos, os seis principais países representam aproximadamente quatro quintos das reservas conhecidas.
Economias Avançadas: Pequenas Participações, Grande Demanda
Os Estados Unidos detêm apenas 1,9 milhão de toneladas métricas de terras raras (2%), o que evidencia sua dependência do comércio e do processamento intermediário para garantir o fornecimento. Nos últimos meses, o governo Trump buscou reduzir a dependência dos EUA em relação aos materiais chineses, financiando projetos de mineração nacionais, simplificando a emissão de licenças e estabelecendo parcerias com aliados para diversificar as cadeias de suprimentos.
Em outubro, o presidente Trump e o presidente Xi Jinping concordaram em reduzir as tarifas em troca da manutenção do fluxo de exportações de terras raras pela China.
Novos atores
O Canadá (0,83 milhão de toneladas) e a Groenlândia (1,5 milhão de toneladas), adjacente à UE, possuem bases significativas, porém menores.
A África e o Ártico apresentam fontes emergentes: a Tanzânia (0,89 milhão de toneladas) e a África do Sul (0,86 milhão de toneladas) juntam-se à Groenlândia como potenciais polos de crescimento, caso a infraestrutura e o processamento sejam ampliados.
Fonte(s) / Referência(s): Oilprice.com
[Se comentar, identifique-se]
Leia também: Terras raras: por que evitar aproximação com os EUA https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/10/reservas-estrategicas.html
Seleção brasileira: opções táticas
Ancelotti observa a Europa e busca o melhor desenho
para a seleção
Com
brasileiros em destaque na Inglaterra e na Espanha, técnico avalia alternativas.
Até o momento, a formação do italiano tem atuado sem um típico centroavante
Tostão/Folha
de S. Paulo
Ancelotti, certamente, tem visto os inúmeros jogos que acontecem neste período na Europa, especialmente na Inglaterra, onde há muitos jogadores brasileiros e estrangeiros que deverão estar na Copa do Mundo.
O Manchester
City, depois de um período de renovação, volta a jogar bem, embora
ainda longe de ser o time que encantou o mundo durante anos. Os meias
ofensivos, recém-contratados, o holandês Reijnders e o francês Cherki, têm
atuado muito bem.
Guardiola mantém a mesma estrutura
tática e filosofia de muita troca de passes e domínio da bola e do jogo. A
equipe joga com um meio-campista mais recuado, centralizado, o espanhol Nico
González, que marca, inicia as jogadas ofensivas, e um centroavante clássico, Haaland,
que tem feito um número absurdo de gols. Entre os dois há quatro meias
ofensivos que se movimentam bastante, dois pelo centro e dois pelos lados.
Outras vezes, o técnico usa um ou dois pontas rápidos e dribladores.
O City, antes
de Haaland, fazia ainda mais gols, que eram divididos por vários jogadores.
Isso não significa que é melhor não ter o Haaland. São momentos diferentes.
Porém, em tese, prefiro um centroavante que se movimenta por todo o ataque, que
dá passes e faz gols, mesmo que seja em menor número, ainda mais se for um Kane,
um Benzema.
A seleção tem
jogado sem um típico centroavante. Vinicius
Junior é o atacante centralizado e mais avançado. Além de Vini,
Ancelotti tem várias opções. João Pedro tem atuado bem e feito gols no Chelsea. Ele recua, troca passes e se
movimenta por todo o ataque. Matheus Cunha, que tem sido titular na posição de
meia pelo centro, tem características parecidas com João Pedro. Se Ancelotti
precisar de um clássico centroavante, as opções são Pedro e Richarlison. Se
quiser um centroavante mais rápido, poderá escalar Vitor Roque ou Kaio Jorge.
Pena que
Endrick não tenha evoluído, sempre na reserva do Real Madrid. Ele foi
emprestado dias atrás ao Lyon, da França. Ele tem talento para se
tornar o grande centroavante da seleção brasileira, pois une características de
vários tipos de centroavantes.
Na partida
entre Manchester United e Newcastle, estava presente o meio de campo da seleção
brasileira formado por Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha. A seleção tem
atuado com Casemiro e Bruno mais recuados, quase em linha, e Matheus Cunha à
frente dos três e próximo de Vinicius
Junior.
Os três têm
atuado bem na seleção, mas prefiro a formação com um meio-campista mais
centralizado para marcar e iniciar as jogadas ofensivas, além de um
meio-campista de cada lado, que marcam, constroem e atacam. Assim jogam muitos
grandes times do futebol mundial, como o Manchester
City, PSG,
as seleções da Argentina, da Espanha e de Portugal.
Em uma de
minhas caminhadas diárias, para fortalecer o corpo e a alma, um leitor me disse
que tem certeza de que o Brasil será campeão mundial porque possui um técnico
especial, experiente e porque, principalmente, não ganha o título há 24 anos, o
mesmo período que ficou sem vencer entre 1970 e 1994. Disse a ele que, se o
Brasil ganhar, será também porque possui muitos jogadores excepcionais. Ele
retrucou: isso tem pouca importância, vai ganhar porque é o tempo certo, já
está escrito.
Feliz 2026.
[Qual a sua opinião?]
Futebol: estratégia e arte https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/08/futebol-estrategia-e-arte.html






