07 outubro 2026

Palavra de poeta

SEGUNDO TURNO
Marcelo Mário de Melo    
 
Vamos alargar os passos
alongar os braços
ampliar apelos.
 
Tela a tela
rua a rua
porta a porta.
 
Em turnos 
diurnos e noturnos.
 
Vamos impedir
a nuvem cinza
e afirmar
a luz do sol
a luz da lua
a luz do L.

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O fascismo não nos intimida https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/palavra-do-pcdob.html 

Dica de leitura

O crime nas altas rodas
Luciano Siqueira     

Frequentemente o noticiário nacional dá conta da imbricação do crime organizado com altas rodas do capital financeiro. O artigo Milícias, Faria Lima e governos: a zona cinza, de Marcelo Phintener, no site Outras Palavras https://outraspalavras.net/crise-brasileira/milicias-faria-lima-governos-a-zona-cinza/ faz boa abordagem do tema.

A "zona cinza" refere-se à diluição da fronteira entre a economia formal (representada simbolicamente pelo centro financeiro da Faria Lima) e as economias informais/ilegais (milícias e crime organizado).

O capital acumulado com atividades ilícitas (extorsão, controle de territórios, venda de serviços piratas, grilagem de terras) necessita ser “bancarizado”, reinvestido ou lavado em ativos legais (mercado imobiliário, fundos de investimento, empresas de transporte e combustíveis).

Daí organizações criminosas recorrerem aos complexos mecanismos do mercado de capitais - fundos imobiliários, fintechs pouco regulamentadas e estruturas societárias em camadas - que servem de fachada para a lavagem de ativos, sem que as instituições financeiras exerçam a devida fiscalização.

O mercado financeiro muitas vezes absorve esses fluxos de capital de forma pragmática, viabilizando a integração do dinheiro ilícito no circuito legal.

A análise dessa “zona cinza” aponta como agentes do Estado podem atuar por omissão, cooptação ou simbiose.

Por exemplo, a infraestrutura estatal (licenciamento urbano, concessões públicas, segurança pública) passa a conviver ou é gerida em consonância com interesses milicianos e de grupos econômicos.

Assim, a união do poder bélico e territorial (milícias) com o poder institucional (governos) e o poder financeiro (Faria Lima) cria uma nova forma de governança urbana, onde o cidadão comum perde direitos e a própria soberania do Estado se transforma em um modelo corporativo-miliciano.

Nada simples. É o crime praticado com altíssimo grau de sofisticação, envolvendo interesses poderosos e representado na esfera pública (Poderes Executivo e Legislativo ao nível dos três entes federativos) e empresarial.

Ilustração: imagem produzida por IA

Ao acabar com as bets, Lula atende clamor popular https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/09/editorial-do-vermelho_0212001759.html 

Postei nas redes

Agência Pública constata que anúncios na internet favoráveis a Flávio Bolsonaro foram pagos em dólar a partir dos EUA. Crime eleitoral explícito!  

O fascismo não nos intimida https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/palavra-do-pcdob.html 

Educação e ciência sob risco

Programas sociais ameaçados
Luciano Siqueira    

Pouco se debate na grande mídia neoliberal planos de governo dos candidatos à Presidência da República. Uma lacuna absurda.

Agora, neste segundo turno, impõe-se a comparação entre o que propõem Lula e Flávio Bolsonaro.

No que se refere ao candidato da extrema direita, que anuncia um ajuste fiscal da ordem de 1,5% do PIB (cerca de R$ 200 bilhões), ameaça programas sociais básicos.

O Pé-de-Meia, por exemplo, seria praticamente extinto na medida em que se apoia em gastos discricionários alvos de corte.

Uma iniciativa de cunho estratégico, a expansão das Universidades públicas e de Institutos Federais, seria paralisada por falta de verbas.

Elemento essencial na formação e qualificação de novos cientistas, incentivo ao estudo e pesquisa estariam comprometidos com a supressão de recursos destinados ao pagamento e manutenção das bolsas da Capes e do CNPq. Isso incluiria tanto bolsas de pós-graduação (mestrado e doutorado) quanto iniciativas de incentivo à docência e à iniciação científica.

Terrivelmente coerente para um candidato que almeja conduzir os destinos do Brasil sob atrelamento subserviente aos EUA.

Ilustração produida por IA

Leia também: O fascismo não nos intimida https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/palavra-do-pcdob.html

Arte é vida

 

Pércles Paiva

Esclarecer é preciso https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/esclarecer-e-preciso.html  

Corpo a corpo midiático

Lula cumprirá intensa agenda de sabatinas em TV, rádios e canais no YouTube sensibilizando sobretudo o eleitorado indefenido. 

Esclarecer é preciso https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/10/esclarecer-e-preciso.html  

Nas redes e nas ruas!

A verdade na ponta da língua
Luciano Siqueira    

Ninguém desconhece a dureza da batalha no segundo turno para a Presidência da República. É preciso enfrentá-la com a verdade em contraposição á mentira – eis a essência da fala do presidente Lula em reunião com lideres aliados, ontem.

Travar a batalha por todos os meios, as redes digitais, sobretudo, comparando as biografias dos dois candidatos e as ideias centrais de ambos os programas de governo.

Flávio Bolsonaro pouco explicita suas propostas, as esconde. Explora o discurso simplista, de fácil assimilação pelo eleitorado que o sustenta - de inclinação conservadora e preconceituosa, subserviente aos ditames dos EUA.

Lula tem a defesa da soberania, as múltiplas realizações do governo em favor da maioria da população, além do combate cerrado às mentiras disseminadas pela campanha do adversário.

O tempo presente importa em primeiro lugar. Para além da comparação com o passado, é dialogar com o eleitor sobre o futuro do país, mobilizando abstenções do primeiro turno e atraindo o eleitorado moderado e de centro. E demonstrar que a escolha é clara entre a defesa do regime democrático e o avanço do extremismo de direita, ultraconservador e favorável aos interesses da elite dominante.

Vamos à luta – nas redes e nas ruas!

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