
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
20 outubro 2008
História: 20 de outubro de 1900

Empresários pessimistas
. Deve ser publicada esta semana a nova pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) que indica significativa diminuição na confiança dos empresários na economia brasileira.
. Os motivos da descrença são a dificuldade em negociar preços com fornecedores e clientes por conta da alta do dólar, a escassez de crédito, o aumento das taxas de juros e a eventual recessão no mercado mundial.
. Os motivos da descrença são a dificuldade em negociar preços com fornecedores e clientes por conta da alta do dólar, a escassez de crédito, o aumento das taxas de juros e a eventual recessão no mercado mundial.
Desrespeito ao Hino
. Hino Nacional é um dos símbolos da nação. Há que ser respeitado sempre. A CBF determinou que antes de cada jogo do campeonato nacional de futebol o Hino seja executado. Uma boa iniciativa que, entretanto, tem dado azo a manifestações deploráveis.
. Ontem, antes do jogo Palmeira versus São Paulo, no Parque Antártica, a TV mostrou o técnico Wanderley Luxemburgo batendo papo com um auxiliar durante a execução do Hino.
. E o Jornal do Commercio de hoje faz esse registro: A execução do Hino Nacional antes das partidas da Série A do Campeonato Brasileiro já virou esculhambação em Pernambuco. Ontem, no clássico, o Hino tocou enquanto o time do Náutico fazia seu aquecimento no gramado, e quando o Sport estava nos vestiários. Nem a torcida dos dois clubes percebeu a execução do símbolo nacional. O Hino se tornou obrigatório antes dos jogos por determinação da CBF. Existe a exigência que as equipes estejam perfiladas à beira do gramado, assim como os árbitros.
. Ontem, antes do jogo Palmeira versus São Paulo, no Parque Antártica, a TV mostrou o técnico Wanderley Luxemburgo batendo papo com um auxiliar durante a execução do Hino.
. E o Jornal do Commercio de hoje faz esse registro: A execução do Hino Nacional antes das partidas da Série A do Campeonato Brasileiro já virou esculhambação em Pernambuco. Ontem, no clássico, o Hino tocou enquanto o time do Náutico fazia seu aquecimento no gramado, e quando o Sport estava nos vestiários. Nem a torcida dos dois clubes percebeu a execução do símbolo nacional. O Hino se tornou obrigatório antes dos jogos por determinação da CBF. Existe a exigência que as equipes estejam perfiladas à beira do gramado, assim como os árbitros.
19 outubro 2008
Crise de idéias
Na Folha de S. Paulo, por Luiz Gonza Belluzzo
Pane ideológica
Além do bloqueio do crédito, a crise planetária também ameaça paralisar os cérebros, até mesmo os bem-dotados
Durante a semana, a crise financeira ganhou velocidade. Em sua pedagogia truculenta, ensinou aos desavisados e aos nefelibatas que a paralisia no sistema de crédito causa danos consideráveis ao mundo "real". Os bancos não emprestam, as empresas reduzem a produção e o emprego, a atividade econômica afunda e, finalmente, os bancos não recebem o dinheiro que emprestaram antes da tormenta.
As certezas dos analistas mais certeiros desmoronam. Um deles proclamava na televisão: "Os investidores são racionais, mas estão em pânico". Imaginei que antes da emboscada do "subprime" e de outros créditos alavancados, os investidores racionais estivessem apenas eufóricos em sua peculiar racionalidade.
Enquanto arengavam os oráculos, transtornados por incertezas e infortúnios, uma pulga intrometida desembarcou atrás de minha orelha. A Pulex irritans esmerou-se em insinuações: além do bloqueio do crédito, a crise planetária também ameaça paralisar os cérebros, até mesmo os bem-dotados -para não falar do meu, apenas mediano. O pânico dos mercados induziu à pane na razão. O ineditismo dos acontecimentos abalroa seus modelos e faz naufragar suas previsões. Desconcertados, os sábios de ontem embarcam em hipóteses exóticas e peregrinas, como as que atribuem responsabilidade aos devedores "ninja" ("no income", "no job", "no asset"), gente irresponsável que não deveria aceitar os empréstimos gentilmente oferecidos por bancos generosos. A culpa é, afinal, dos políticos que estimularam os créditos predatórios.
A pane cerebral afeta com particular virulência o pensamento imune à experiência histórica. Percebo resmungos e muxoxos quando alguém menciona os "anos dourados", a era em que o capitalismo juntou prosperidade, avanço tecnológico, inovação institucional e redução das desigualdades. Esse período, assinala o economista Kenneth Rogoff, registrou a mais baixa freqüência de crises financeiras e de crédito, desde o século 19. Não escaparia ao crítico desconfiado que o sucesso do "modelo" do pós-Guerra possa ter nascido de um arranjo virtuoso entre a democracia e o capitalismo.
Depois de 30 anos de progresso material, redução das desigualdades nos países centrais e altas taxas de crescimento na América Latina e na Ásia emergente, o vento virou. A estagflação dos anos 1970 foi entendida como uma advertência e uma recomendação: era preciso dar adeus a tudo aquilo. O mal, como sempre, era o intervencionismo do Estado, o poder dos sindicatos, o controle dos mercados financeiros, os obstáculos ao livre movimento de capitais.
Não por acaso, há espanto e inquietação, além de alívio naturalmente, com a ousadia de Gordon Browm, o primeiro-ministro da pérfida Albion. Ele não hesitou em adquirir participação acionária nos periclitantes bancos ingleses. Foi seguido pelos colegas europeus. Convenceu Paulson e Bernanke de que essa era a melhor solução. Há fundados receios, entre os sobreviventes do naufrágio financeiro, de que o bote salva-vidas do Estado seja baixado por políticos populistas para resgatar a turma do "andar de baixo".
Pane ideológica
Além do bloqueio do crédito, a crise planetária também ameaça paralisar os cérebros, até mesmo os bem-dotados
Durante a semana, a crise financeira ganhou velocidade. Em sua pedagogia truculenta, ensinou aos desavisados e aos nefelibatas que a paralisia no sistema de crédito causa danos consideráveis ao mundo "real". Os bancos não emprestam, as empresas reduzem a produção e o emprego, a atividade econômica afunda e, finalmente, os bancos não recebem o dinheiro que emprestaram antes da tormenta.
As certezas dos analistas mais certeiros desmoronam. Um deles proclamava na televisão: "Os investidores são racionais, mas estão em pânico". Imaginei que antes da emboscada do "subprime" e de outros créditos alavancados, os investidores racionais estivessem apenas eufóricos em sua peculiar racionalidade.
Enquanto arengavam os oráculos, transtornados por incertezas e infortúnios, uma pulga intrometida desembarcou atrás de minha orelha. A Pulex irritans esmerou-se em insinuações: além do bloqueio do crédito, a crise planetária também ameaça paralisar os cérebros, até mesmo os bem-dotados -para não falar do meu, apenas mediano. O pânico dos mercados induziu à pane na razão. O ineditismo dos acontecimentos abalroa seus modelos e faz naufragar suas previsões. Desconcertados, os sábios de ontem embarcam em hipóteses exóticas e peregrinas, como as que atribuem responsabilidade aos devedores "ninja" ("no income", "no job", "no asset"), gente irresponsável que não deveria aceitar os empréstimos gentilmente oferecidos por bancos generosos. A culpa é, afinal, dos políticos que estimularam os créditos predatórios.
A pane cerebral afeta com particular virulência o pensamento imune à experiência histórica. Percebo resmungos e muxoxos quando alguém menciona os "anos dourados", a era em que o capitalismo juntou prosperidade, avanço tecnológico, inovação institucional e redução das desigualdades. Esse período, assinala o economista Kenneth Rogoff, registrou a mais baixa freqüência de crises financeiras e de crédito, desde o século 19. Não escaparia ao crítico desconfiado que o sucesso do "modelo" do pós-Guerra possa ter nascido de um arranjo virtuoso entre a democracia e o capitalismo.
Depois de 30 anos de progresso material, redução das desigualdades nos países centrais e altas taxas de crescimento na América Latina e na Ásia emergente, o vento virou. A estagflação dos anos 1970 foi entendida como uma advertência e uma recomendação: era preciso dar adeus a tudo aquilo. O mal, como sempre, era o intervencionismo do Estado, o poder dos sindicatos, o controle dos mercados financeiros, os obstáculos ao livre movimento de capitais.
Não por acaso, há espanto e inquietação, além de alívio naturalmente, com a ousadia de Gordon Browm, o primeiro-ministro da pérfida Albion. Ele não hesitou em adquirir participação acionária nos periclitantes bancos ingleses. Foi seguido pelos colegas europeus. Convenceu Paulson e Bernanke de que essa era a melhor solução. Há fundados receios, entre os sobreviventes do naufrágio financeiro, de que o bote salva-vidas do Estado seja baixado por políticos populistas para resgatar a turma do "andar de baixo".
18 outubro 2008
Vereador, sim. Com muita honra
. Abro a caixa postal e verifico uma infinidade de e-mails me parabenizando pela vitória em 5 de outubro. E ao lado de palavras generosas, a pergunta intermitente: Você vai mesmo assumir a cadeira de vereador?
. Claro que, sim, amigos. Nada contra quem se elege para um posto no Legislativo e aceita convite para ocupar função em governo. Mas no meu caso específico essa não pode ser uma alternativa, pois em toda parte o onde andei na campanha me comprometi de retornar para discutir o planejamento do mandato. Assumi o compromisso de tratar na Câmara temas centrais sobre a vida na cidade.
. Não seria nada razoável informar às pessoas que alimentam boa expectativa sobre minha atuação na Câmara que desisti de ser vereador.
. A posse em janeiro confirmará o que estou dizendo. Serei vereador, sim. Com muita honra.
. Claro que, sim, amigos. Nada contra quem se elege para um posto no Legislativo e aceita convite para ocupar função em governo. Mas no meu caso específico essa não pode ser uma alternativa, pois em toda parte o onde andei na campanha me comprometi de retornar para discutir o planejamento do mandato. Assumi o compromisso de tratar na Câmara temas centrais sobre a vida na cidade.
. Não seria nada razoável informar às pessoas que alimentam boa expectativa sobre minha atuação na Câmara que desisti de ser vereador.
. A posse em janeiro confirmará o que estou dizendo. Serei vereador, sim. Com muita honra.
Bom dia, Vinícius de Moraes
Nutrição inteligente
No G1:
Obeso come mais porque tem menos prazer com comida, diz estudo
Problema é falta de conexões para mensageiro químico do cérebro.Descoberta pode inspirar terapia ou prevenção do excesso de peso.
. Quem não sabe a hora de parar diante de uma mesa farta talvez possa pôr a culpa pelo apetite -- e pelos quilos a mais decorrentes dele - em microscópicas "fechaduras químicas" do cérebro. Pesquisadores americanos demonstraram que uma área crucial do órgão é menos ativa diante de alimentos saborosos, graças à relativa falta de receptores de dopamina, uma molécula mensageira ligada ao prazer, inclusive o de comer. Trocando em miúdos: os obesos parecem comer mais para compensar o prazer menos intenso que obtêm com a comida. 
. O trabalho, publicado na prestigiosa revista especializada "Science" , também mostrou que há um componente genético nessa equação. A escassez de receptores de dopamina está associada ao chamado alelo A1, variante de um gene que leva a um comprometimento da sinalização de dopamina no cérebro. As pessoas que carregam essa variante de DNA correm risco aumentado de se tornar obesas. "Nós vimos essa correlação no nosso estudo, e vários outros trabalhos também a mostraram em várias populações, então é um achado bastante consistente", declarou ao G1 Eric Stice, coordenador do estudo, que trabalha no Instituto de Pesquisas do Oregon (Costa Oeste dos EUA).

. O trabalho, publicado na prestigiosa revista especializada "Science" , também mostrou que há um componente genético nessa equação. A escassez de receptores de dopamina está associada ao chamado alelo A1, variante de um gene que leva a um comprometimento da sinalização de dopamina no cérebro. As pessoas que carregam essa variante de DNA correm risco aumentado de se tornar obesas. "Nós vimos essa correlação no nosso estudo, e vários outros trabalhos também a mostraram em várias populações, então é um achado bastante consistente", declarou ao G1 Eric Stice, coordenador do estudo, que trabalha no Instituto de Pesquisas do Oregon (Costa Oeste dos EUA).
Milk-shake de chocolate foi usado na pesquisa.
Assinar:
Postagens (Atom)