. Serra acusar Dilma pela feitura de suposto dossiê sobre uma filha sua não tem o menor sentido.
. Coisa de quem quer se agarrar a algum “fato novo” para evitar decaída em relação às preferências dos eleitores.
. Esse filme já passou antes. Sem sucesso.
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
03 junho 2010
PAC anda
. A notícia é da Agência Brasil. No eixo Infraestrutura Social e Urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui obras de habitação e saneamento, 27% das ações estão concluídas e 52% apresentam execução adequada. As ações em atenção representam 17%, e as preocupantes somam 4%. De janeiro a abril deste ano, o comitê gestor do PAC acompanhou a execução de 202 ações nesse item.
. Entre as obras de habitação, dos R$ 19,3 bilhões de investimentos selecionados, R$ 16,8 estão contratados. Nas obras de urbanização de favelas, a previsão é que 38% das ações sejam concluídas até 2010.
. As obras com execução considerada preocupante são a urbanização da Estrutural, no Distrito Federal, o reassentamento de famílias nas vilas Dique e Nazaré, em Porto Alegre, e a recuperação e reconstrução de casarões em ruínas no Centro Histórico de Salvador.
. Na área de saneamento, 86% das obras já foram iniciadas e 45% devem estar concluídas até o fim deste ano. Entre as obras com selo amarelo, que merecem atenção, estão o esgotamento sanitário em Porto Velho, o abastecimento de água no Distrito Federal e Entorno e o esgotamento sanitário em Fortaleza, Rio Branco e Aracaju.
. As obras de ampliação e melhorias de esgoto em Cuiabá estão com selo vermelho, que indica situação preocupante. Elas estão paralisadas por causa da anulação dos contratos com executores, mas a previsão é que seja retomada até o dia 13 de agosto.
. O metrô de Salvador também está com selo vermelho. No trecho entre a Lapa e o Acesso Norte, a restrição é devida a atrasos da Companhia de Transporte de Salvador na execução dos cronogramas de orçamento, energia e operação. Já no trecho Acesso Norte a Pirajá, a execução está suspensa no aguardo de detalhamento orçamentário determinado pelo Tribunal de Contas da União.
. Até abril deste ano, foram feitas 2,3 milhões de ligações de energia elétrica pelo Programa Luz para Todos, atendendo 11,5 milhões de pessoas. A meta original de 2 milhões de ligações foi atingida em maio de 2009.
. Entre as obras de habitação, dos R$ 19,3 bilhões de investimentos selecionados, R$ 16,8 estão contratados. Nas obras de urbanização de favelas, a previsão é que 38% das ações sejam concluídas até 2010.
. As obras com execução considerada preocupante são a urbanização da Estrutural, no Distrito Federal, o reassentamento de famílias nas vilas Dique e Nazaré, em Porto Alegre, e a recuperação e reconstrução de casarões em ruínas no Centro Histórico de Salvador.
. Na área de saneamento, 86% das obras já foram iniciadas e 45% devem estar concluídas até o fim deste ano. Entre as obras com selo amarelo, que merecem atenção, estão o esgotamento sanitário em Porto Velho, o abastecimento de água no Distrito Federal e Entorno e o esgotamento sanitário em Fortaleza, Rio Branco e Aracaju.
. As obras de ampliação e melhorias de esgoto em Cuiabá estão com selo vermelho, que indica situação preocupante. Elas estão paralisadas por causa da anulação dos contratos com executores, mas a previsão é que seja retomada até o dia 13 de agosto.
. O metrô de Salvador também está com selo vermelho. No trecho entre a Lapa e o Acesso Norte, a restrição é devida a atrasos da Companhia de Transporte de Salvador na execução dos cronogramas de orçamento, energia e operação. Já no trecho Acesso Norte a Pirajá, a execução está suspensa no aguardo de detalhamento orçamentário determinado pelo Tribunal de Contas da União.
. Até abril deste ano, foram feitas 2,3 milhões de ligações de energia elétrica pelo Programa Luz para Todos, atendendo 11,5 milhões de pessoas. A meta original de 2 milhões de ligações foi atingida em maio de 2009.
Bom papo
Agradável conversa ao almoço com Paulo Marinho, J. Batista e Ricardo Dantas Barreto (Folha de Pernambuco e Rádio Folha), juntamente com Inamara Mélo, que coordena a área de comunicação do nosso mandato. Cenário político-eleitoral de Pernambuco em tela.
01 junho 2010
Memória viva
Gravei para as inserções do PCdoB no rádio destacando êxitos do governo João Paulo, em que contribui como vice-prefeito ativo.
Boa noite, Isnar de Moura
Encontro
E na noite sem estrelas e sem luar,
mas tão cheia de silêncio,
encontraram-se, enfim, as nossas almas.
E eu te surgi tal como desejei,
e tu me apareceste como eu sempre sonhei.
E foi como se astros apagados
brilhassem de repente.
E na noite sem estrelas e sem luar,
mas tão cheia de silêncio,
encontraram-se, enfim, as nossas almas.
E eu te surgi tal como desejei,
e tu me apareceste como eu sempre sonhei.
E foi como se astros apagados
brilhassem de repente.
História: 1 de junho de 1962
Aldo Arantes, pres. da UNE, com cartaz do movimento
Começa a Greve do 1/3 (por 1/3 de presença estudantil nos órgãos universitários). Preparada pela UNE volante, paralisará por 3 meses quase todas as 40 universidades do país. (Vermelho http://www.vermelho.org.br/).
Trabalhadores no palco da luta
Editorial do Vermelho:
A Conclat e o novo protagonismo dos trabalhadores
Quando a primeira Conclat se reuniu, na Praia Grande (SP), em agosto de 1981, o Brasil vivia o crescimento da luta de massas contra a ditadura militar e os milhares de trabalhadores que compareceram àquele evento histórico lutavam por liberdade política, liberdade sindical e recomposição dos salários corroídos desde 1964.
Hoje, três décadas depois, outros 30 mil trabalhadores voltam a se reunir, em São Paulo, na Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora, numa conjuntura muito diferente. A histórica reunião do Estádio do Pacaembu acontece, diferentemente daquela época, num período de avanço político para os trabalhadores, em busca de um novo projeto nacional de desenvolvimento nacional, fundado na soberania e na valorização do trabalho, bandeira central da nova Conclat convocada pelas principais centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB), num exemplo da ação sindical unitária que vem sendo construída e fortalecida em nosso tempo.
Há 30 anos, os trabalhadores e os dirigentes sindicais lutavam para abrir espaço político para seu protagonismo. Era preciso derrotar a ditadura e também seus aliados dentro do próprio movimento sindical; era preciso criar as entidades gerais dos trabalhadores, que a ditadura proibia; era preciso mudar o modelo de desenvolvimento para melhorar as condições de vida e de trabalho dos brasileiros.
As três décadas que separam as duas grandes reuniões dos trabalhadores brasileiros constituíram um período de profunda crise no Brasil e de mudanças significativas, tanto políticas quanto sindicais. A ditadura militar foi seguida por uma "Nova República" que, nas duas décadas seguintes, pôs em prática um programa neoliberal que favoreceu as elites endinheiradas e prejudicou profundamente os trabalhadores e a nação. No mundo, a crise do socialismo na Europa e a derrocada da União Soviética fundamentaram a alegação falsa da vitória final do capitalismo. O neoliberalismo autoproclamou-se vitorioso depois da queda do Muro de Berlim, e aqueles acontecimentos tiveram reflexos ideológicos e organizativos nefastos entre os trabalhadores. A luta sindical entrou em crise, as fileiras diminuíram e os projetos coletivos, partidários e sindicais, pareciam fraquejar.
Mas não fraquejaram. Aquelas décadas foram também um período de resistência e acumulação de forças contra as trevas que pareciam prevalecer. Pertinaz, a resistência cresceu, uniu o povo, denunciou as mazelas provocadas pelo sistema dominante, não aceitou as privatizações, a precarização das relações de trabalho, a perda de direitos sociais e políticos, o culto do mercado (na verdade, Fo capital) que prevalecia.
A resistência cresceu e avançou. Mudou de qualidade em 2002, quando um metalúrgico egresso justamente da grande onda de luta operária dos anos 70 e 80, foi eleito presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva, que despertou para a política na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, como se chamava então.
As condições da luta mudaram e os trabalhadores puderam avançar, combinando a resistência com o alcance de certo grau de influência sobre o governo. Estas condições novas dão um caráter novo à luta, que atinge um alto patamar a partir do dia de hoje, com a realização da Conclat: se antes a tônica era a resistência, agora os trabalhadores passam a ter força propositiva.
Este é o sentido do debate de hoje no Pacaembu e da aprovação da Agenda da Classe Trabalhadora - Para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania e Valorização do Trabalho, documento que será entregue aos pré-candidatos à presidência da República, com carinho especial para Dilma Rousseff, cuja candidatura é apoiada pela imensa maioria do movimento sindical. Aquela Agenda não é uma lista de pedidos, mas contém pontos para um programa de governo voltado para o crescimento econômico, a distribuição de renda, a valorização do trabalho, a ampliação e fortalecimento da democracia e dos direitos dos trabalhadores, a soberania nacional, a integração continental. Pontos programáticos para um novo período na presidência da República que consolide as conquistas alcançadas sob Lula e avance no rumo da conquista de novos direitos para os brasileiros.
A nova Conclat, como a de 1981, ocorre num momento de revigoramento do movimento sindical e operário. em que a centralidade política do proletariado é reafirmada na luta de massas em defesa dos interesses e direitos da classe, que estão sendo bombardeados. No Brasil, o protagonismo dos trabalhadores, que cresce, está associado à necessidade de lutar por um novo projeto nacional de desenvolvimento, como a Conclat proclama nos seus principais documentos. É um novo projeto que só poderá vingar pelas mãos da classe trabalhadora, que é quem tem interesses concretos em viabilizá-lo
O dia 1 de junho de 2010 ficará registrado, nos calendários futuros, com o brilho das datas históricas. É o que diz Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), quando vê a Conferência como "uma decisão histórica tomada pelas centrais sindicais do país".
A Conclat e o novo protagonismo dos trabalhadores
Quando a primeira Conclat se reuniu, na Praia Grande (SP), em agosto de 1981, o Brasil vivia o crescimento da luta de massas contra a ditadura militar e os milhares de trabalhadores que compareceram àquele evento histórico lutavam por liberdade política, liberdade sindical e recomposição dos salários corroídos desde 1964.
Hoje, três décadas depois, outros 30 mil trabalhadores voltam a se reunir, em São Paulo, na Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora, numa conjuntura muito diferente. A histórica reunião do Estádio do Pacaembu acontece, diferentemente daquela época, num período de avanço político para os trabalhadores, em busca de um novo projeto nacional de desenvolvimento nacional, fundado na soberania e na valorização do trabalho, bandeira central da nova Conclat convocada pelas principais centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB), num exemplo da ação sindical unitária que vem sendo construída e fortalecida em nosso tempo.
Há 30 anos, os trabalhadores e os dirigentes sindicais lutavam para abrir espaço político para seu protagonismo. Era preciso derrotar a ditadura e também seus aliados dentro do próprio movimento sindical; era preciso criar as entidades gerais dos trabalhadores, que a ditadura proibia; era preciso mudar o modelo de desenvolvimento para melhorar as condições de vida e de trabalho dos brasileiros.
As três décadas que separam as duas grandes reuniões dos trabalhadores brasileiros constituíram um período de profunda crise no Brasil e de mudanças significativas, tanto políticas quanto sindicais. A ditadura militar foi seguida por uma "Nova República" que, nas duas décadas seguintes, pôs em prática um programa neoliberal que favoreceu as elites endinheiradas e prejudicou profundamente os trabalhadores e a nação. No mundo, a crise do socialismo na Europa e a derrocada da União Soviética fundamentaram a alegação falsa da vitória final do capitalismo. O neoliberalismo autoproclamou-se vitorioso depois da queda do Muro de Berlim, e aqueles acontecimentos tiveram reflexos ideológicos e organizativos nefastos entre os trabalhadores. A luta sindical entrou em crise, as fileiras diminuíram e os projetos coletivos, partidários e sindicais, pareciam fraquejar.
Mas não fraquejaram. Aquelas décadas foram também um período de resistência e acumulação de forças contra as trevas que pareciam prevalecer. Pertinaz, a resistência cresceu, uniu o povo, denunciou as mazelas provocadas pelo sistema dominante, não aceitou as privatizações, a precarização das relações de trabalho, a perda de direitos sociais e políticos, o culto do mercado (na verdade, Fo capital) que prevalecia.
A resistência cresceu e avançou. Mudou de qualidade em 2002, quando um metalúrgico egresso justamente da grande onda de luta operária dos anos 70 e 80, foi eleito presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva, que despertou para a política na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, como se chamava então.
As condições da luta mudaram e os trabalhadores puderam avançar, combinando a resistência com o alcance de certo grau de influência sobre o governo. Estas condições novas dão um caráter novo à luta, que atinge um alto patamar a partir do dia de hoje, com a realização da Conclat: se antes a tônica era a resistência, agora os trabalhadores passam a ter força propositiva.
Este é o sentido do debate de hoje no Pacaembu e da aprovação da Agenda da Classe Trabalhadora - Para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania e Valorização do Trabalho, documento que será entregue aos pré-candidatos à presidência da República, com carinho especial para Dilma Rousseff, cuja candidatura é apoiada pela imensa maioria do movimento sindical. Aquela Agenda não é uma lista de pedidos, mas contém pontos para um programa de governo voltado para o crescimento econômico, a distribuição de renda, a valorização do trabalho, a ampliação e fortalecimento da democracia e dos direitos dos trabalhadores, a soberania nacional, a integração continental. Pontos programáticos para um novo período na presidência da República que consolide as conquistas alcançadas sob Lula e avance no rumo da conquista de novos direitos para os brasileiros.
A nova Conclat, como a de 1981, ocorre num momento de revigoramento do movimento sindical e operário. em que a centralidade política do proletariado é reafirmada na luta de massas em defesa dos interesses e direitos da classe, que estão sendo bombardeados. No Brasil, o protagonismo dos trabalhadores, que cresce, está associado à necessidade de lutar por um novo projeto nacional de desenvolvimento, como a Conclat proclama nos seus principais documentos. É um novo projeto que só poderá vingar pelas mãos da classe trabalhadora, que é quem tem interesses concretos em viabilizá-lo
O dia 1 de junho de 2010 ficará registrado, nos calendários futuros, com o brilho das datas históricas. É o que diz Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), quando vê a Conferência como "uma decisão histórica tomada pelas centrais sindicais do país".
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