02 dezembro 2012

O prazer de fotografar

Chove em Santiago do Chile.
Cena capatada com o meu celular.

Partido coeso e mobilizado

Reunião plenária:
PCdoB diante de novas responsabilidades no Recife

Em ambiente de sólida unidade, o Comitê Municipal do PCdoB no Recife realizou durante todo o dia de ontem, sábado, reunião plenária focada no exame da nova situação política no município, pós-eleições de outubro, e nas tarefas que cabem ao Partido.

O elemento novo é a conquista da hegemonia pelo PSB, partido a que pertence o prefeito eleito Geraldo Julio, tendo o PCdoB como coprotagonista. Isto em decorrência de um pleito onde a grande maioria do eleitorado se situou no campo da coalizão partidária que em Pernambuco dá sustentação aos governos Eduardo Campo e Dilma Rousseff, conforme indicam os mapas eleitorais, somando-se os votos dados aos candidatos Geraldo Julio e Humberto Costa, que ultrapassam 70% dos votos válidos. A Frente Popular contará com larga maioria na Câmara Municipal. O vereador comunista Almir Fernando integrará a base do governo.

A amplitude e a pluralidade da coalização partidária, o entrosamento com extensa parcela da sociedade, a unidade de propósitos e a capacidade de mobilização do povo são fatores que, associados à liderança exercida pelo prefeito eleito na campanha, determinaram a vitória nas urnas e deverão lastrear o futuro governo.

O Programa de Governo, construído no curso da campanha e registrado em Cartório pelos candidatos Geraldo Julio e Luciano Siqueira, guarda estreita sintonia com as aspirações da população e com os desafios que se colocam na atualidade para a construção de uma cidade fisicamente organizada, progressista e mais humana. Seu conteúdo essencial se insere nos projetos de desenvolvimento conduzidos no estado, pelo o governador Eduardo Campos e, em plano nacional, pela presidenta Dilma Rousseff.

Há, em decorrência do resultado eleitoral, um ambiente favorável ao movimento social em suas diversas dimensões, à participação cidadã e ao debate em torno dos rumos da cidade em íntima relação com os destinos de Pernambuco e do País.

O PCdoB, consciente da elevada responsabilidade que lhe cabe, na medida em que for solicitado colocará à disposição do prefeito quadros experientes e aptos a contribuir para o êxito do governo.

No que diz respeito à construção partidária – tarefa permanente dos comunistas - um conjunto de novas tarefas passam a ser consideradas, que será objeto de um planejamento estratégico a ser aprovado pelo pleno do Comitê Municipal em tempo hábil.

O coletivo militante, movido por uma prática consciente, se orientará pela defesa do êxito do governo Geraldo Julio, da unidade da Frente Popular, da mobilização do povo em prol dos seus interesses fundamentais e de intenso debate acerca do novo tempo que se inicia na cidade em consonância com os grandes desafios nacionais. O

01 dezembro 2012

PT opta pela unidade no Recife

Muito positiva a decisão do PT de apoiar governo Geraldo Julio no Recife. Contribui para o fortalecimento da Frente Popular.

Agressão

Na Folha de S.Paulo, articulista Fernando Rodrigues apoia o técnico Felipão e reforça opinião incorreta e injusta contra funcionários do Banco do Brasil. Deplorável.

Dialética do tempo

Pe. Daniel Lima: “São longos os instante, curta a vida:/um minuto não passa quase nunca/enquanto bem depressa correm os anos.”

Origens revisitadas

Ciência Hoje Online:
Rituais de tribos urbanas
Antropóloga relata experiências de jovens que se reúnem em 'raves' para ter vivências muito diferentes das do dia a dia. O trabalho ressalta o desejo de aproximação dessas festas com celebrações tribais.
. Apesar da divergência de opiniões suscitada pelas raves, é inegável que esses eventos são muito mais do que simples festas. E isso não se deve apenas à magnitude das celebrações, que reúnem multidões e podem durar dias seguidos. Em sua tese de doutorado, a antropóloga Carolina Abreu explora o caráter ritualístico das raves e expõe elementos que podem caracterizá-las como encontros de uma ‘tribo global’.
. O trabalho, desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e escrito na forma de ensaio, foi embasado em 15 anos de observações de Abreu e relatos de frequentadores sobre suas experiências pessoais colhidos em raves no Brasil, Inglaterra e Alemanha.
. A antropóloga já havia estudado essas festas em seu mestrado. “Na ocasião, eu fiz uma etnografia clássica”, afirma. “Esse trabalho foi importante para desenvolver as questões do doutorado, que acredito serem mais maduras”, completa.
. As raves são ‘baladas’ realizadas em locais isolados dos centros urbanos, como sítios, praias ou galpões, e se estendem por muitas horas, às vezes dias. A atmosfera mistura música eletrônica e jogos de luz, além de pinturas corporais e acessórios variados utilizados pelos frequentadores. O uso de substâncias psicotrópicas, como o ecstasy, também é comum, embora, segundo Abreu, haja grupos de pessoas que optem por não se drogar.
. Leia a matéria na íntegra http://migre.me/cabjW

Soberania em tempo de crise

No Vermelho, por Eduardo Bomfim:
O Brasil na crise global
  

A crise estrutural financeira internacional associada à desintegração da nova ordem mundial, precocemente senil, vem provocando a falência de um determinado tipo de civilização, erigida conforme as necessidades do atual processo de acumulação, centralização do capitalismo, mais enfaticamente no século 21.

Por outro lado, grande parte das sociedades passaram a assemelhar-se, com raras exceções, em uma espécie de espelho distorcido e farsesco, com as idiossincrasias culturais, ideológicas, antropológicas da sociedade norte-americana, essa nova Roma dos tempos pós-modernos, incorporando inclusive antinomias próprias da maior potência imperial de todos os tempos.


O fenômeno objetivo da expansão capitalista provocou a relativização da soberania dos Estados nacionais, impulsionou o ambicionado projeto do governo mundial dessa nova ordem, desfigurou o espírito moderador originário das Nações Unidas, gestou os grandes males que afligem a humanidade na atualidade.

E não há como dissociar esse processo da função imperial que exercem os Estados Unidos como um exército sem fronteiras, acima de quaisquer convenções, acordos internacionais referendados pela comunidade das nações ou até mesmo aqueles que venham a ser assinados.

Apesar da emergência de uma nova realidade geopolítica econômica, comercial, militar, o que ainda determina mesmo são as estruturas constituídas por essa nova ordem mundial provocando um encadeamento de crises de múltiplas faces que não arrefecem, ao contrário, se estendem e se intensificam pelo planeta.

A débâcle financeira alastra-se, agrava-se como, por exemplo, a tragédia da Grécia em crise agônica, os crescentes sinais de desintegração da Espanha além da maré de desemprego que avança por toda a Europa.

O Oriente Médio conflagrado, o continente Africano imerso numa escalada de violentos conflitos armados "inter-étnicos", entre as nações da região, de caráter neo-colonialista, além da corrida armamentista dos Estados Unidos na Ásia circundando a China.

Quanto ao Brasil o que se pretende é evitar um inadiável projeto de desenvolvimento nacional soberano, cooperação econômica e solidariedade política junto aos povos irmãos da América do Sul, sem o que irá afundar no pântano da crise global e das ambições expansionistas contra as suas riquezas, população e território continental cobiçado.