Cerca de 20% das pessoas com HIV não
sabem que têm o vírus – É o que demonstra o Ministério da Saúde: 734 mil
pessoas vivem com HIV no Brasil. Do total, 589 mil foram diagnosticadas e 145
mil ainda não têm consciência de que estão infectadas. Mais entre homens do que
entre mulheres. Entre os jovens que têm entre 15 e 24 anos a incidência tem
aumentado, passando de 9,6 casos por 100 mil habitantes em 2004, para 12,7
casos por 100 mil habitantes em 2013. Urge retomar com toda força a prevenção e
o tratamento. Sobretudo intensificar o esforço de esclarecimento junto às novas
gerações.
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
02 dezembro 2014
Significados da vitória de Dilma
Sob fogo cerrado
Eduardo Bomfim, no Vermelho
A campanha eleitoral
presidencial no País revelou a gigantesca dimensão do papel que o Brasil passou
a jogar no cenário internacional como ator de primeira grandeza, apesar das
suas vicissitudes a serem superadas nas áreas econômica, social, de infraestrutura,
industrial, educacional etc.
A
reeleição da presidente Dilma Rousseff pode ser qualificada em primeiro lugar
como uma vitória histórica dos segmentos, movimentos, forças políticas
defensoras de um projeto nacional soberano, voltado à emergência das grandes
maiorias sociais, antes deserdadas de cidadania plena, sem protagonismo
político, desprezadas pelas elites, subalternas em relação ao destino
estratégico da nação, ao próprio futuro como seres humanos.
Como decorrência foi uma tremenda derrota do neoliberalismo ortodoxo, ardoroso defensor do Estado Mínimo, da privatização desenfreada, criminosa, do patrimônio estatal da nação, das imensas riquezas naturais de que um País da dimensão continental como o nosso é detentor, o que significa, em última instância, que toda essa fabulosa herança pertence, legitimamente, ao povo brasileiro.
Essa riqueza é o alicerce de um projeto econômico, social que valorize a sociedade nacional, sem a qual o Estado, o território brasileiro perderia qualquer valia, porque não existiria uma pátria. Assim, temos um povo, um território, o presente e a luta por um futuro de progresso econômico, emancipação social dos que constroem o Brasil.
É absurdo o aumento do número de povos sem chão, de uma pátria para chamar de sua, que nas últimas décadas multiplicou-se na mesma proporção em que ficou incontrolável a sanha agressiva, belicista do capital financeiro, do império norte-americano, na ação de pilhagem das riquezas das várias sociedades.
Assim devemos valorizar a vitória de Dilma, o processo democrático soberano. Cabe à presidente a lucidez de formar um governo sintonizado plenamente com o apoio social que emergiu das urnas, chefe de Estado que é de toda nação.
Dilma sob fogo cerrado da grande mídia, do capital financeiro, deve ser coerente com o seu programa eleitoral, suficientemente lúcida para compor com as forças vivas da nação, garantir a governabilidade, impulsionar o Brasil rumo ao progresso social, o protagonismo solidário do País junto à comunidade internacional.
Como decorrência foi uma tremenda derrota do neoliberalismo ortodoxo, ardoroso defensor do Estado Mínimo, da privatização desenfreada, criminosa, do patrimônio estatal da nação, das imensas riquezas naturais de que um País da dimensão continental como o nosso é detentor, o que significa, em última instância, que toda essa fabulosa herança pertence, legitimamente, ao povo brasileiro.
Essa riqueza é o alicerce de um projeto econômico, social que valorize a sociedade nacional, sem a qual o Estado, o território brasileiro perderia qualquer valia, porque não existiria uma pátria. Assim, temos um povo, um território, o presente e a luta por um futuro de progresso econômico, emancipação social dos que constroem o Brasil.
É absurdo o aumento do número de povos sem chão, de uma pátria para chamar de sua, que nas últimas décadas multiplicou-se na mesma proporção em que ficou incontrolável a sanha agressiva, belicista do capital financeiro, do império norte-americano, na ação de pilhagem das riquezas das várias sociedades.
Assim devemos valorizar a vitória de Dilma, o processo democrático soberano. Cabe à presidente a lucidez de formar um governo sintonizado plenamente com o apoio social que emergiu das urnas, chefe de Estado que é de toda nação.
Dilma sob fogo cerrado da grande mídia, do capital financeiro, deve ser coerente com o seu programa eleitoral, suficientemente lúcida para compor com as forças vivas da nação, garantir a governabilidade, impulsionar o Brasil rumo ao progresso social, o protagonismo solidário do País junto à comunidade internacional.
01 dezembro 2014
Armando ministro
Dilma confirma Armando Monteiro no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Bom para o Brasil, bom para Pernambuco.
A arte de estar só
Cena urbana
Milena Abreu
Na mesa do lado, um casal e dois adolescentes. Os adolescentes comem sem dar um piu. Também sem dar um piu, o casal, cada um com um telefone na mão, e com a cara uma mais feia que a outra. Às vezes, dão uma espiada no que o outro digita.
De repente, ela chama os meninos para uma foto. Fazem uma cara menos feia e voltam a teclar. A foto, certamente para o Facebook, deveria ter a legenda, dizendo a verdade: “eu não queria estar aqui”, suponho.
Chega outro casal, com duas menininhas. Gêmeas. Devem ter uns três anos. O pai vai para a fila pedir o sanduíche. A mãe levanta da mesa carregando no braço uma das meninas e vai até ao pai. A outra pequena se desespera e grita pelo pai: "Paaaaiii!!! Paaaaiii!! Não quero ficar só, não quero ficar só!" Vem de lá a mãe e recrimina a pequena: "Minha filha! Você está só, está?"
Coitada da mãe. O que será que ela entende por estar só? Ah pequena, quando descobrir como é bom ficar só...
Havia também casais felizes, adolescentes excitados com suas conversas, seus times, suas namoradas. Porém só agora pensei, será que alguém também me notou ali sozinha? Estão tão ocupados com suas vidas... Acho que não.
Milena Abreu
Na mesa do lado, um casal e dois adolescentes. Os adolescentes comem sem dar um piu. Também sem dar um piu, o casal, cada um com um telefone na mão, e com a cara uma mais feia que a outra. Às vezes, dão uma espiada no que o outro digita.
De repente, ela chama os meninos para uma foto. Fazem uma cara menos feia e voltam a teclar. A foto, certamente para o Facebook, deveria ter a legenda, dizendo a verdade: “eu não queria estar aqui”, suponho.
Chega outro casal, com duas menininhas. Gêmeas. Devem ter uns três anos. O pai vai para a fila pedir o sanduíche. A mãe levanta da mesa carregando no braço uma das meninas e vai até ao pai. A outra pequena se desespera e grita pelo pai: "Paaaaiii!!! Paaaaiii!! Não quero ficar só, não quero ficar só!" Vem de lá a mãe e recrimina a pequena: "Minha filha! Você está só, está?"
Coitada da mãe. O que será que ela entende por estar só? Ah pequena, quando descobrir como é bom ficar só...
Havia também casais felizes, adolescentes excitados com suas conversas, seus times, suas namoradas. Porém só agora pensei, será que alguém também me notou ali sozinha? Estão tão ocupados com suas vidas... Acho que não.
Testemunho histórico
Aldo Arantes lança "Alma em fogo" nesta terça-feira
Amanhã, às 16 horas, no
Plenarinho da Câmara Municipal do Recife, Aldo Arantes – ex-deputado federal
constituinte, dirigente nacional do PCdoB – lança seu livro autobiográfico “Almas
em fogo – memórias de um militante político”. Conforme noticia o site do
PCdoB/Recife, com 500
páginas, ricamente ilustrado com fotografias pessoais e históricas, o livro
escrito pelo ex-deputado comunista Aldo Arantes narra episódios importantes de
sua trajetória política que teve início no movimento estudantil na década de
1960 e prossegue até hoje, com sua atuação na área de meio ambiente. O livro
tem prefácio de Haroldo Lima e posfácio de Roberto Amaral. (Editora Anita
Garibaldi, 2013)
Ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) na histórica gestão
de 1961, Aldo Arantes esteve ao lado de Brizola na Campanha da Legalidade e
ajudou a impulsionar projetos memoráveis como o UNE-Volante e os Centros
Populares de Cultura.
Aldo é também um dos fundadores da Ação Popular (AP), organização de
esquerda que teve papel importante na luta contra a ditadura. Após a anistia,
em 1979, Aldo cumpriu diversos mandatos parlamentares, inclusive o de deputado
constituinte.
Ele integra a Comissão de Mobilização pela Reforma Política Democrática,
da Ordem dos Advogados do Brasil, e participará do lançamento da campanha, que
acontece na sede da OAB-PE, no Recife, no dia 03 de dezembro próximo
(quarta-feira).
Poema do amor despojado
Fernando Botero
Soneto a quatro mãos
Vinícius de Moraes (com Paulo Mendes Campos)
Tudo de amor
que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de
amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de
amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por
tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
Leia mais sobre poesia e temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD
Terceira vitória do povo
No Vermelho:
Tabaré Vásquez vence as eleições no Uruguai, que segue progressista
A legislação, no entanto, não impede que uma pessoa dispute o cargo de presidente e uma vaga no Congresso, em uma mesma eleição, ou que o presidente em exercício se candidate ao Senado. Por isso, no dia 1º de março, Lacalle Pou (que foi derrotado na eleição presidencial, mas obteve votos suficientes na eleição legislativa) assumirá como senador pelo Partido Nacional. José Pepe Mujica vai liderar a bancada da Frente Ampla no Senado.
Em entrevista à Agência Brasil, Mujica disse que quer impulsionar uma reforma constitucional e criar mecanismos para evitar a corrupção politica. A primeira-dama, a senadora Lucia Topolanski, foi reeleita em outubro e vai integrar a bancada governista junto com o marido.
Segundo Victor Rossi, que foi ministro de Transporte e Obras Públicas na primeira gestão de Tabaré, o novo governo vai manter a política de redistribuição da riqueza dos últimos dez anos, que deu bons resultados: a redução da pobreza de 39% a 11% e a queda do desemprego. “Mas existem novos desafios porque os uruguaios hoje estão mais exigentes do que em 2005 e em 2010”, disse Rossi.
Responsável por conduzir a Frente Ampla ao poder, rompendo com a hegemonia dos partidos Nacional e Colorado (ambos com mais de 170 anos de existência), Tabaré Vázquez obteve votação histórica. Ele ganhou as eleições com a maior margem de diferença em relação ao segundo colocado desde 1996.
Com Agência Brasil
Tabaré Vásquez vence as eleições no Uruguai, que segue progressista
Os uruguaios elegeram
nesse domingo (30) o sucessor do presidente José Pepe Mujica. O médico
socialista Tabaré Vázquez venceu as eleições e em 1º de março de 2015 tomará
posse. Tabaré governou de 2005 a 2010. Este vai ser o terceiro governo
consecutivo da coligação de partidos de esquerda, a Frente Ampla.
No
discurso em que festejou a vitória, Tabaré convocou a oposição a um diálogo.
“Convoco todos os uruguaios, não para que me sigam, mas para que me guiem e me
acompanhem”, disse. Ao mesmo tempo prometeu que seu retorno ao poder não representará
“mais do mesmo” porque o país que vai presidir nos próximos cinco anos “não é o
mesmo de 2005 nem de 2010”.
Tabaré Vázquez disputou o segundo turno das eleições presidenciais com o candidato do tradicional Partido Nacional (ou Blanco), Luis Lacalle Pou. Ele obteve 53,6% dos votos, enquanto seu adversário ficou com 41,1%. A Frente Ampla ainda assegurou a maioria no Congresso, no primeiro turno das eleições, em outubro passado.
No Uruguai, o Congresso é totalmente renovado a cada troca de governo. E os eleitores são obrigados a escolher candidatos a presidente, à Câmara dos Deputados e ao Senado do mesmo partido. Todos têm mandatos de cinco anos e o presidente não pode ter dois mandatos consecutivos.
Tabaré Vázquez disputou o segundo turno das eleições presidenciais com o candidato do tradicional Partido Nacional (ou Blanco), Luis Lacalle Pou. Ele obteve 53,6% dos votos, enquanto seu adversário ficou com 41,1%. A Frente Ampla ainda assegurou a maioria no Congresso, no primeiro turno das eleições, em outubro passado.
No Uruguai, o Congresso é totalmente renovado a cada troca de governo. E os eleitores são obrigados a escolher candidatos a presidente, à Câmara dos Deputados e ao Senado do mesmo partido. Todos têm mandatos de cinco anos e o presidente não pode ter dois mandatos consecutivos.
A legislação, no entanto, não impede que uma pessoa dispute o cargo de presidente e uma vaga no Congresso, em uma mesma eleição, ou que o presidente em exercício se candidate ao Senado. Por isso, no dia 1º de março, Lacalle Pou (que foi derrotado na eleição presidencial, mas obteve votos suficientes na eleição legislativa) assumirá como senador pelo Partido Nacional. José Pepe Mujica vai liderar a bancada da Frente Ampla no Senado.
Em entrevista à Agência Brasil, Mujica disse que quer impulsionar uma reforma constitucional e criar mecanismos para evitar a corrupção politica. A primeira-dama, a senadora Lucia Topolanski, foi reeleita em outubro e vai integrar a bancada governista junto com o marido.
Segundo Victor Rossi, que foi ministro de Transporte e Obras Públicas na primeira gestão de Tabaré, o novo governo vai manter a política de redistribuição da riqueza dos últimos dez anos, que deu bons resultados: a redução da pobreza de 39% a 11% e a queda do desemprego. “Mas existem novos desafios porque os uruguaios hoje estão mais exigentes do que em 2005 e em 2010”, disse Rossi.
Responsável por conduzir a Frente Ampla ao poder, rompendo com a hegemonia dos partidos Nacional e Colorado (ambos com mais de 170 anos de existência), Tabaré Vázquez obteve votação histórica. Ele ganhou as eleições com a maior margem de diferença em relação ao segundo colocado desde 1996.
Com Agência Brasil
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