A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
03 julho 2015
Intercâmbio
Positivos os acordos com instituições americanas em tecnologia e inovação firmados entre institutos brasileiros de pesquisa e instituições norte-americanas em áreas como engenharia de algoritmos, energias renováveis, solar e eólica. Intercâmbio em alto nível combina com a busca de soluções próprias para demandas do desenvolvimento do nosso país.
02 julho 2015
"Mínimo" para quem?
O Estado e o mito neoliberal
Eduardo
Bomfim, no portal Vermelho
Qualquer
pesquisa superficial, não precisa ser intensiva ou qualitativa, revela que os
grandes meios de comunicação oligárquicos vêm batendo sistematicamente na tecla
que o Estado brasileiro é um mastodonte jurássico, portanto inútil,
incompatível com as necessidades básicas do desenvolvimento do país.
Trocando em miúdos essa é a
mesma tese propagada desde meados da década de 1970 pela senhora Margaret
Thatcher, a Dama de Ferro, ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha, juntamente com
o ex-presidente dos EUA, Ronald Reagan, que deram o tiro de largada para a
avassaladora onda conservadora neoliberal que se espalhou pelo planeta.
O neoliberalismo visto em seu
conjunto é bem mais que uma iniciativa econômica reacionária, estende-se como
doutrina pelos mais diversos campos das relações humanas e sociais.
Ele tem determinado o padrão
geral de comportamento societário ideológico dos povos salvo as raras nações
que por condições objetivas e subjetivas tiveram a possibilidade de encontrar,
por vias próprias de resistência, a superação com êxito desse cataclismo
através de caminhos ao desenvolvimento.
A trágica crise capitalista
desde 2008 é tão profunda e abrangente quanto a grande debacle de 1929 do
século passado, só que agora em um mundo globalizado onde a hegemonia
ideológica midiática tem provocado “mutações antropológicas, eclosões
descontroladas de emoções sociais negativas” articuladas pelas ambições do
Mercado global, da hegemonia imperialista.
Não por acaso só o Departamento
de Defesa dos EUA emprega 3 milhões e 200 mil funcionários, 1% da população
norte-americana, contrata universidades, complexos industriais, alicia agências
noticiosas, mídias, como afirma a jornalista inglesa Frances Saunders em seu
livro “Quem pagou a conta? A Cia na guerra fria da cultura”. Com objetivo de
manter a hegemonia militar e de Inteligência, diz Mauro Santayana.
Quanto mais forte o Estado em
funções econômicas estratégicas, Defesa Nacional etc., maiores chances de lutar
por um lugar ao sol na geopolítica global.
A suposta eficiência do Estado Mínimo apoiada por
certos economistas, intelectuais, grande mídia, ventríloquos tupiniquins,
jamais foi adotada pelas grandes potências mundiais. Além de falsa é um verdadeiro
cavalo de Troia contra os interesses do Brasil.Boa tarde, Mario Quintana
Ah, então, é assim o amor, a amizade,
tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita enrosca, segura um pouquinho,
Mas pode se desfazer a qualquer hora,
Deixando livre as duas bandas do laço.
Foto: do site cores em movimento
Rumo seguro em mar revolto
Dois aspectos de nossa orientação atual
Luciano Siqueira, no portal Vermelho
O descortino e as certeiras indicações do PCdoB em face da complexa situação atual expressam uma espécie de DNA do seu pensamento teórico e político, que vem desde a Sétima Conferência Nacional, ocorrida em 1966, sob a ditadura militar, e tem se desenvolvido desde então.
Ali o Partido formulou a proposta de frente única - União dos patriotas para livrar o País da ditadura, da crise e da ameaça neocolonialista - calcada numa plataforma ampla; reafirmando, ao mesmo tempo, seu compromisso programático.
Uma combinação acertada entre o estratégico e o tático, entre o rumo e o caminho imediato.
Em termos de programa partidário, sabemos hoje, tínhamos muita estrada ainda a percorrer.
Uma estrada palmilhada pela superação de traços marcantes de dogmatismo e de mecanicismo e de uma abrangente e atualizada compreensão da realidade do mundo e do Brasil, em permanente mutação.
Hoje, combinando a plataforma tática imediata com a defesa do programa socialista, sobretudo explorando pontos essenciais que guardam relação direta com necessidades objetivas urgentes da sociedade brasileira - como as reformas estruturais democráticas - o Partido se mostra maduro, firme, hábil e consequente.
No plano imediato, trata-se de arregimentar forças para deter a investida golpista da direita.
Isto implica diligência na interação com correntes e personalidades mais afinadas com o pensamento de esquerda e o máximo de amplitude e flexibilidade para se entrosar com outras forças e somar energias na mesma direção. Aí se incluem partidos formalmente integrantes da coalizão governista - o PMDB do vice-presidente Temer, sobretudo -, grupos mais sensíveis e dinâmicos, assim como agentes econômicos interessados na retomada do crescimento, lideranças populares e personalidades diversas.
Na prática, cabe buscar aproximações e convergências em torno de itens concretos da plataforma que o próprio Partido vem brandindo, seja a defesa da ordem democrática (em especial), seja a preservação dos direitos fundamentais dos trabalhadores, a defesa da Petrobras, da economia e da engenharia nacional.
Essa concretude há que se perseguir tanto na chamada grande política - no parlamento e nos círculos nacionais -, como na mobilização da base da sociedade, no estado e nos municípios, aqui articuladas com lutas específicas e localizadas.
Concomitantemente, numa abordagem mais profunda da natureza da crise e de suas faces política, institucional e econômica, cumpre reafirmar a imperiosa necessidade de reformas estruturais para destravar o desenvolvimento do País e aprofundar o seu processo civilizatório.
E há um conteúdo a ser explicitado em meio a essas demarches: sob a vigência do Estado de Direito, os termos essenciais do novo ciclo de crescimento da economia após o ajuste fiscal em curso.
Assim, delimitar campos com a oposição direitista, barulhenta e inconsequente e recuperar apoio político e social para a continuidade do ciclo de mudanças que se operam há doze anos.
Luciano Siqueira, no portal Vermelho
O descortino e as certeiras indicações do PCdoB em face da complexa situação atual expressam uma espécie de DNA do seu pensamento teórico e político, que vem desde a Sétima Conferência Nacional, ocorrida em 1966, sob a ditadura militar, e tem se desenvolvido desde então.
Ali o Partido formulou a proposta de frente única - União dos patriotas para livrar o País da ditadura, da crise e da ameaça neocolonialista - calcada numa plataforma ampla; reafirmando, ao mesmo tempo, seu compromisso programático.
Uma combinação acertada entre o estratégico e o tático, entre o rumo e o caminho imediato.
Em termos de programa partidário, sabemos hoje, tínhamos muita estrada ainda a percorrer.
Uma estrada palmilhada pela superação de traços marcantes de dogmatismo e de mecanicismo e de uma abrangente e atualizada compreensão da realidade do mundo e do Brasil, em permanente mutação.
Hoje, combinando a plataforma tática imediata com a defesa do programa socialista, sobretudo explorando pontos essenciais que guardam relação direta com necessidades objetivas urgentes da sociedade brasileira - como as reformas estruturais democráticas - o Partido se mostra maduro, firme, hábil e consequente.
No plano imediato, trata-se de arregimentar forças para deter a investida golpista da direita.
Isto implica diligência na interação com correntes e personalidades mais afinadas com o pensamento de esquerda e o máximo de amplitude e flexibilidade para se entrosar com outras forças e somar energias na mesma direção. Aí se incluem partidos formalmente integrantes da coalizão governista - o PMDB do vice-presidente Temer, sobretudo -, grupos mais sensíveis e dinâmicos, assim como agentes econômicos interessados na retomada do crescimento, lideranças populares e personalidades diversas.
Na prática, cabe buscar aproximações e convergências em torno de itens concretos da plataforma que o próprio Partido vem brandindo, seja a defesa da ordem democrática (em especial), seja a preservação dos direitos fundamentais dos trabalhadores, a defesa da Petrobras, da economia e da engenharia nacional.
Essa concretude há que se perseguir tanto na chamada grande política - no parlamento e nos círculos nacionais -, como na mobilização da base da sociedade, no estado e nos municípios, aqui articuladas com lutas específicas e localizadas.
Concomitantemente, numa abordagem mais profunda da natureza da crise e de suas faces política, institucional e econômica, cumpre reafirmar a imperiosa necessidade de reformas estruturais para destravar o desenvolvimento do País e aprofundar o seu processo civilizatório.
E há um conteúdo a ser explicitado em meio a essas demarches: sob a vigência do Estado de Direito, os termos essenciais do novo ciclo de crescimento da economia após o ajuste fiscal em curso.
Assim, delimitar campos com a oposição direitista, barulhenta e inconsequente e recuperar apoio político e social para a continuidade do ciclo de mudanças que se operam há doze anos.
01 julho 2015
A direita sem subterfúgios
Guerra aberta, vísceras à mostra
Luciano Siqueira, no Blog da Jamildo/portal ne10
Em clima de relativa "paz", assim considerado quando se verifica um equilíbrio de forças, a luta política persiste, ora branda, ora acirrada, porém em nível contido e "civilizado".
Foi assim nos três primeiros governos liderados pelo PT, desde 2003, com um momento de "guerra aberta" na chamada crise do mensalão.
Agora, nos primeiros meses do segundo governo Dilma, sob a confluência de terríveis desequilíbrios na economia - no mundo e aqui - e instabilidade institucional (envolvendo os três poderes da República), novamente o País experimenta um estado de "guerra aberta". Em campo minado.
As forças que governam, sob a liderança do PT, amargam uma relativa dispersão e mesmo, em certas áreas, o esgarçamento.
As oposições, derrotadas pelo quarto pleito presidencial consecutivo, põem-se na ofensiva em busca de inviabilizar o mandato da presidenta.
Se antes o leque de mudanças em curso e os humores predominantes na sociedade em geral inibiam posições mais à direita, agora o dique se rompeu e o consórcio oposicionista - partidário e midiático - introduz uma agenda regressiva e ultraconservadora.
É como se as vísceras da direita estivessem abertas.
Da ruptura democrática, mediante extemporânea tentativa de impeachment, e das subversões da ordem jurídica na Operação Lava Jato à redução da maioridade penal, passando pela tentativa de inviabilizar a engenharia e a industrial nacional, poucas vezes em nossa História se viu uma gama de proposições tão retrógradas.
Mais: sob o manto hipócrita de suposto combate à corrupção, mira-se o PT, a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula imputando-lhes a origem de todos os malfeitos verificados na esfera institucional.
Entretanto, no Congresso Nacional, impedem que a desencontrada reforma política inclua a extinção do financiamento empresarial privado de campanhas eleitorais - instrumento radical, isto sim, de efetivo combate à corrupção.
Em tais circunstâncias, o embate entre forças diametralmente opostas implica hercúleo confronto no terreno das ideias, para que a população possa distinguir o joio e o trigo e se posicionar pela continuidade das mudanças ou pelo retrocesso.
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