Charge de TACHO
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
02 novembro 2017
Poesia sempre
Maria
Catalina Albertonov
Sem despedidas suas
Vinicius de Moraes
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinicius de Moraes
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
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e temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD
Práxis necessária
Trincheira de luta que se impõe
Luciano Siqueira, no portal Vermelho e no Blog do Renato
Vem de Engels a consideração de que o embate de ideias configura um terreno específico da luta de classes, articulado e em paralelo às demais frentes de luta, social e política que se desenrolam cotidianamente.
Tudo a ver com o peso decisivo da consciência avançada no esforço de deslindar os complexos problemas que dão conteúdo aos conflitos, especialmente em situações críticas na sociedade.
Ou seja, sem referências teóricas seguras e sem uma verdadeira práxis o movimento transformador dificilmente ultrapassa os limites do imediato, não alcança patamares superiores, esbarra em obstáculos interpostos pela classe dominante.
Vimos isso no transcorrer dos treze anos de governos Lula-Dilma, que a par de propiciarem conquistas políticas e sociais relevantes, parte delas sem precedentes em nosso país, soçobraram na engrenagem estatal, que se manteve intacta.
A força hegemônica nesse período patinou justamente por carência de descortino teórico e político estratégico.
Agora, mais do que antes, impõe-se a luta no terreno das ideias. Enfrentá-la em sua real dimensão é desafio da militância consequente.
À sua época, não foi sem razão que Lênin, em bilhete a uma irmã a quem confiara a missão de encaminhar à gráfica os originais de sua magistral obra teórica 'Materialismo e empiriocriticismo', a advertiu ser aquela naquele exato momento “a tarefa ‘prática’ mais urgente” da revolução Russa.
Também na mesma linha, quando da débâcle da URSS e dos regimes do Leste da Europa, e da evidência de uma crise da própria teoria revolucionária, João Amazonas proclamou em artigo na Revista 'Princípios' que "defender e desenvolver a teoria marxista se impunha como tarefa central”.
Óbvio que não se trata de arrefecer o ânimo e a iniciativa na resistência que ora se desenvolve em relação ao ilegítimo governo Temer e à sua agenda antinacional e regressiva de direitos. Trata-se sim, de maneira irrecusável, respaldar essa resistência com a compreensão mais profunda do que ocorre no país agora e elucidar a perspectiva estratégica em seu desdobramento.
Isto não se faz apenas com protestos e denúncias, que em si são válidos e necessários, alimentam o movimento. Faz-se através de amplo e consistente debate, que aborde questões fundamentais.
O 14° Congresso do PCdoB, cuja plenária final ocorrerá de 17 a 19 próximos, encara esse desafio com ousadia. Estabelece uma agenda capaz de esclarecer e, em diálogo com outras correntes políticas e segmentos progressistas, contribuir para a construção de uma plataforma comum destinada a conjugar amplas forças interessadas na superação da crise, na restauração da democracia e na recomposição do Estado como indutor do desenvolvimento em bases soberanas.
Luciano Siqueira, no portal Vermelho e no Blog do Renato
Vem de Engels a consideração de que o embate de ideias configura um terreno específico da luta de classes, articulado e em paralelo às demais frentes de luta, social e política que se desenrolam cotidianamente.
Tudo a ver com o peso decisivo da consciência avançada no esforço de deslindar os complexos problemas que dão conteúdo aos conflitos, especialmente em situações críticas na sociedade.
Ou seja, sem referências teóricas seguras e sem uma verdadeira práxis o movimento transformador dificilmente ultrapassa os limites do imediato, não alcança patamares superiores, esbarra em obstáculos interpostos pela classe dominante.
Vimos isso no transcorrer dos treze anos de governos Lula-Dilma, que a par de propiciarem conquistas políticas e sociais relevantes, parte delas sem precedentes em nosso país, soçobraram na engrenagem estatal, que se manteve intacta.
A força hegemônica nesse período patinou justamente por carência de descortino teórico e político estratégico.
Agora, mais do que antes, impõe-se a luta no terreno das ideias. Enfrentá-la em sua real dimensão é desafio da militância consequente.
À sua época, não foi sem razão que Lênin, em bilhete a uma irmã a quem confiara a missão de encaminhar à gráfica os originais de sua magistral obra teórica 'Materialismo e empiriocriticismo', a advertiu ser aquela naquele exato momento “a tarefa ‘prática’ mais urgente” da revolução Russa.
Também na mesma linha, quando da débâcle da URSS e dos regimes do Leste da Europa, e da evidência de uma crise da própria teoria revolucionária, João Amazonas proclamou em artigo na Revista 'Princípios' que "defender e desenvolver a teoria marxista se impunha como tarefa central”.
Óbvio que não se trata de arrefecer o ânimo e a iniciativa na resistência que ora se desenvolve em relação ao ilegítimo governo Temer e à sua agenda antinacional e regressiva de direitos. Trata-se sim, de maneira irrecusável, respaldar essa resistência com a compreensão mais profunda do que ocorre no país agora e elucidar a perspectiva estratégica em seu desdobramento.
Isto não se faz apenas com protestos e denúncias, que em si são válidos e necessários, alimentam o movimento. Faz-se através de amplo e consistente debate, que aborde questões fundamentais.
O 14° Congresso do PCdoB, cuja plenária final ocorrerá de 17 a 19 próximos, encara esse desafio com ousadia. Estabelece uma agenda capaz de esclarecer e, em diálogo com outras correntes políticas e segmentos progressistas, contribuir para a construção de uma plataforma comum destinada a conjugar amplas forças interessadas na superação da crise, na restauração da democracia e na recomposição do Estado como indutor do desenvolvimento em bases soberanas.
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01 novembro 2017
Os grandes se enfraquecem
A crise e a crise dos grandes partidos
Luciano Siqueira, no Blog de Jamildo/portalne10
Se o tempo é de impasses e instabilidade em todas as esferas da sociedade, especialmente nos chamados três poderes da República, natural que os partidos políticos estejam chamuscados. Deveriam cumprir um papel que em geral não cumprem. E sofrem — os grandes partidos detentores de bancadas numerosas no Senado e na Câmara dos Deputados — corrosão externa e interna.
As causas imediatas estão na própria crise que esgarça a sociedade brasileira e tem na esfera institucional uma dos seus principais fatores.
O Executivo, sob o comando de um reles negocista e envolto em comprovadas denúncias de corrupção e afins, não ultrapassa 5% de aprovação junto à população. Cumpre uma agenda absurdamente contra o povo e a nação, urdida e manipulada pelo Mercado em consórcio com a banda mais oligárquica da tupiniquim.
O Judiciário, alçado indevidamente a uma hegemonia por todos os títulos prejudicial ao equilíbrio dos poderes da República, perde credibilidade na mesma velocidade com que se deixa envolver com interesses partidários e de grupos.
E o Legislativo, cujos membros das suas duas instâncias federais, na maioria, se encontram sub judice e amargam crescente desconfiança por parte dos eleitores, permanece entre sem paralisado e na defensiva, tendo como pauta essencial o conluio com a presidência da República.
Nessas circunstâncias, não surpreende que próceres dos grandes partidos reconheçam de público a crise interna que enfrentam, aliada ao desgaste externo.
Entre as causas de suas agonias há que se incluir o próprio sistema partidário e eleitoral caduco, eivado de cívicos em geral associados à influência do poder econômico.
Mais apegados a interesses nem sempre confessáveis e de descortino imediatista e pouco afeitos a compromissos programáticos, distanciam-se dramaticamente das condições de responderam aos desafios ora postos.
Assim, forçoso é reconhecer que adiante, conquistadas as condições políticas de superação da multifacetada crise em que o país se vê mergulhado, a agenda política há que incluir uma verdadeira reforma do sistema partidário e eleitoral, para muito além das mini reformas que nos últimos anos têm se sucedido.
Os partidos no Brasil só alcançarão outro patamar e real legitimidade quando, de fato, se converterem em organizações programáticas e nitidamente representativas de classes e segmentos de classes.
Disso também depende a construção da democracia em bases minimamente conscientes e estáveis.
Luciano Siqueira, no Blog de Jamildo/portalne10
Se o tempo é de impasses e instabilidade em todas as esferas da sociedade, especialmente nos chamados três poderes da República, natural que os partidos políticos estejam chamuscados. Deveriam cumprir um papel que em geral não cumprem. E sofrem — os grandes partidos detentores de bancadas numerosas no Senado e na Câmara dos Deputados — corrosão externa e interna.
As causas imediatas estão na própria crise que esgarça a sociedade brasileira e tem na esfera institucional uma dos seus principais fatores.
O Executivo, sob o comando de um reles negocista e envolto em comprovadas denúncias de corrupção e afins, não ultrapassa 5% de aprovação junto à população. Cumpre uma agenda absurdamente contra o povo e a nação, urdida e manipulada pelo Mercado em consórcio com a banda mais oligárquica da tupiniquim.
O Judiciário, alçado indevidamente a uma hegemonia por todos os títulos prejudicial ao equilíbrio dos poderes da República, perde credibilidade na mesma velocidade com que se deixa envolver com interesses partidários e de grupos.
E o Legislativo, cujos membros das suas duas instâncias federais, na maioria, se encontram sub judice e amargam crescente desconfiança por parte dos eleitores, permanece entre sem paralisado e na defensiva, tendo como pauta essencial o conluio com a presidência da República.
Nessas circunstâncias, não surpreende que próceres dos grandes partidos reconheçam de público a crise interna que enfrentam, aliada ao desgaste externo.
Entre as causas de suas agonias há que se incluir o próprio sistema partidário e eleitoral caduco, eivado de cívicos em geral associados à influência do poder econômico.
Mais apegados a interesses nem sempre confessáveis e de descortino imediatista e pouco afeitos a compromissos programáticos, distanciam-se dramaticamente das condições de responderam aos desafios ora postos.
Assim, forçoso é reconhecer que adiante, conquistadas as condições políticas de superação da multifacetada crise em que o país se vê mergulhado, a agenda política há que incluir uma verdadeira reforma do sistema partidário e eleitoral, para muito além das mini reformas que nos últimos anos têm se sucedido.
Os partidos no Brasil só alcançarão outro patamar e real legitimidade quando, de fato, se converterem em organizações programáticas e nitidamente representativas de classes e segmentos de classes.
Disso também depende a construção da democracia em bases minimamente conscientes e estáveis.
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Fragmentação
Temer quer reduzir contatos individuais com os deputados e dialogar com líderes de sua base. Mas sabe que as legendas que o apoiam não dispõem de líderes realmente influentes sobre suas bancadas.
A fragmentação partidária é um fato — fruto de um sistema eleitoral fracassado, que a última mini reforma não alterou na sua essência.
Uma reforma política ampla e verdadeiramente democrática ainda carece de pressão popular. E há de se manter viva na agenda das forças populares e democráticas.
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