29 agosto 2008

Efeitos do pré-sal

. Segundo o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, está em fase de formatação pelo Banco uma política industrial do petróleo – que embora já estivesse em preparação antes da descoberta das reservas de petróleo no pré-sal, agora será orientada para suprir a necessidade de equipamentos para exploração da região.
. O primeiro passo dessa política industrial do petróleo será fazer um levantamento de todas as matérias-primas, máquinas e equipamentos que o Brasil vai precisar para criar a tecnologia capaz de explorar petróleo a 7.000 metros de profundidade. Navios-sonda estão entre os equipamentos necessários para a exploração que o país ainda não possui.

História: 29 de agosto de 1983

Finda o congresso de fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Bernardo, SP. Reuniu 5.059 delegados de 912 entidades e elege Jair Menegueli presidente (até 1994). A unidade aludida na sigla não se efetiva, mas a CUT se afirma como maior e mais longeva central da história do sindicalismo brasileiro. (Vermelho http://www.vermelho.rg.br/).

Não vi, não sei se gostaria

. Às voltas com agenda de candidato a vereador, não pude ver o debate de ontem na TV Clube.
. Não vi, nem sei se gostaria. As regras dos debates na TV são muito rígidas, o tempo de exposição das idéias dos candidatos muito exíguo. Ao final, ganha quem causou a melhor impressão, não necessariamente quem apresentou melhores propostas.
. O jogo de cena geralmente prevalece sobre o conteúdo.
. Mas estou certo de que o candidato João da Costa está muito preparado para os debates – e para governar a cidade.

28 agosto 2008

Coluna semanal no Portal Vermelho

Olhares atentos e rigorosos
Luciano Siqueira

Em tempo de tantas denúncias, fundadas ou não, o candidato caminha submetido ao crivo das idéias e da conduta e constantemente é chamado, como a mulher de César, a provar que é honesto. Mesmo os que ostentam longa, conhecida e inquestionável trajetória.

- “Faz muito tempo que lhe acompanho pela imprensa e sempre me falaram bem a seu respeito, mas confesso que antes de vir aqui pesquisei na internet se há algum processo ou acusação contra o senhor. Felizmente não encontrei nada, parabéns!” – disse-me a comerciante de idade mediana e sem vida associativa, participante de uma reunião de residência convocada por amigos.

Outra, a caminho do trabalho, cedinho da manhã, ao abaixar o vidro do carro para receber de minhas mãos um panfleto, no cruzamento de duas avenidas movimentadas, foi taxativa:

- “Só o senhor para encarar a gente de frente e distribuir pessoalmente seus panfletos! Hoje em dia, doutor, são poucos os políticos que têm essa coragem.”

Talvez não sejam assim tão poucos, embora seja notória – pelo menos cá na província – a inibição de candidatos à Câmara Municipal, que pouco se expõem ao contato com os eleitores na via pública. Uma espécie de conduta defensiva face o ambiente contaminado pela suspeita e envenenado pelo chamado denuncismo que a quase todos atinge, indiscriminadamente, sem muito espaço para a defesa.

Ir a qualquer lugar, cumprimentar as pessoas, falar da própria história de vida e de luta, expor idéias e assumir compromissos, sem qualquer dificuldade e ainda sob o benefício da boa acolhida tranqüiliza e entusiasma a gente. Mas não deixa de ser preocupante o clima de desconfiança generalizada que dificulta os passos de muitos candidatos corretos e sinceros, e que ao invés de qualificar a capacidade de julgamento do eleitor pode, ao contrário, rebaixá-la. E, como subproduto, incrementar a passividade que a nada leva e só favorece aos que participam da peleja apoiados no poder econômico e no clientelismo.

Que sejam atentos e rigorosos os olhares dos eleitores, tudo bem; porém é preciso desmitificar a falsa idéia de que a maioria ou quase todos os políticos se deixam envolver em condutas inadequadas ou buscam tirar proveito pessoal dos cargos que ocupam. Este que lhes escreve já fez umas tantas coisas na vida - de balconista de bodega a funcionário público; de artesão e jornalista a médico - e não vacila em afirmar que é exatamente na vida política que tem encontrado o maior percentual de pessoas sinceramente devotadas ao bem comum.

A campanha eleitoral da azo a que essa verdade seja explicitada, desde que os que pleiteiam cargos e que nada devem assumam conduta ofensiva e se revelem perante os eleitores com a mesma garra com que defendem suas idéias e buscam o voto.

Bom dia, Leo Asfora


Encruzilhada

Os pés do poeta percorrem o mundo
São tortuosos caminhos
Desertas estradas
Ruas movimentadas.

Em meio ao silêncio absoluto
Ou ao neurotizante vuco-vuco
Rostos sofridos
Sorrisos imprecisos
Gargalhadas descontroladas
Em macabras encruzilhadas
Beijos ao vento
Perdidos no tempo...
O poeta tem o munndo aos pés

Cada passo tatuado na memória
Um novo verso
Uma velha história.

Anistia para quem?

No Vermelho:
UNE e OAB lançam manifesto "Tortura não é crime político"
. Em conjunto com o Manifesto dos Juristas, a UNE, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) lançam no aniversário da Lei da Anistia, 28 de agosto, às 11 horas e 30 minutos, na Faculdade de Direito da USP, na capital paulista, o manifesto "Tortura não é crime político: pela verdade e reconciliação". O objetivo é favorecer o debate e contra a impunidade e a tentativa de imposição do esquecimento apresentada por torturadores da ditadura.
. "Recentemente pudemos ver a comunidade jurídica brasileira manifestar-se contra aqueles que querem impor o silêncio e uma falsa memória, forçando o esquecimento e pregando a impunidade dos bárbaros crimes que alguns membros das forças armadas perpetraram durante a ditadura militar", explica o convite das entidades.
. "É hora da sociedade civil manifestar-se, mostrando que não apenas aos juristas interessa esse debate, mas sim a todos os brasileiros que prezam o Estado Democrático de Direito. É neste sentido que a União Nacional dos Estudantes, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Associação Brasileira de Imprensa formulam e assinam o manifesto, rogando a todos que somem sua assinatura, agregando força a este movimento contra a impunidade e o esquecimento", convoca o texto.
. Para assinar o manifesto basta remeter seu nome, estado de residência e organização em que trabalha/milita para o e-mail manifestodasociedadecivil@hotmail.com, até a zero hora do dia 27/08.
. Leia a o manifesto http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=42523

Poetas fazem a III Recitata

No Interpoética:
. Nesta quinta-feira (28/08) começam as eliminatórias da III Recitata, dentro da programação do 6º Festival Recifense de Literatura que neste ano acontecerá na Rua da Moeda.
. Nos dias 28, 29 e 30, sempre às 19h, mais de 100 inscritos recitarão seus poemas em plena rua. Os vencedores de cada dia participarão da grande finalíssima que acontecerá no dia 31, na Praça do Arsenal, durante a Feira do Livro. A RECITATA é um grande concurso de recitação no qual participam os poetas locais e de outras cidades. Seu principal objetivo é valorizar a recitação e as performances poéticas. Este ano, além do tradicional Júri Popular, teremos um Júri Especializado formado pelos poetas Dione Barreto, Ésio Rafael e Raimundo de Moraes.
. A grande sacada dessa inovadora competição é que o concurso é autoral, os poetas concorrem com seus próprios textos - o que o diferencia de outros concursos, que terminam dando visibilidade a atores e não a autores. Na RECITATA o poeta tem que segurar a onda da performance através de um texto de sua própria autoria. É o corpo e o verbo em uníssono.