01 setembro 2006

Programa para vencer e irritar neoliberais

Dilermando Toni representou o PCdoB, ao lado de Renato Rabelo, na comissão que elaborou a várias mãos o Programa de Governo lançado pela candidatura Lula nesta terça-feira (29). Em artigo no portal Vermelho (www.vermelho.org.br) ele analisa o texto resultante, que avalia como "um instrumento muito útil". Explica os seus pressupostos. E polemiza com os principais ataques que partiram do bloco conservador oposicionista-midiático.

A reação de Malan

Observa Dilermando Toni: “O ex-ministro da Fazenda no governo anterior, Pedro Malan, reagiu. “Um documento que expressa uma outra visão, outra postura e uma outra expectativa”, afirmou, no jornal Valor Econômico.

Sem dúvida nenhuma Malan e outros conservadores que se apressaram a atacar o novo programa, aí incluídos setores da mídia, têm inteira razão. O documento expressa uma visão bem diferente daquela que prevaleceu durante o período neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, que Geraldo Alckmin quer repetir e que tantos males causou ao país.”

Mais ousadia

”Agora a situação mudou – prossegue Toni. Não que se esteja propondo uma ruptura, mas sim uma maior ousadia, um redirecionamento na questão do desenvolvimento. O que tornou isto possível foram a relativa estabilidade alcançada pelo governo Lula, o controle da inflação, os avanços nas relações comerciais levando a certa diminuição da vulnerabilidade externa, que, por sua vez ajudaram o governo Lula a se desvencilhar dos recorrentes acordos com o FMI da era FHC.”

Compromisso social

“O compromisso social do Programa é inequívoco. Ele diz com todas as letras que o salário-mínimo será reajustado acima da inflação, que se buscará gerar mais empregos que no primeiro mandato quando se atingiu 4,5 milhões de novos postos de trabalho. A educação, a cultura, a informação formam um conjunto colocado como componente estratégico para a construção de um novo projeto de desenvolvimento.”

Reforma política

“Na questão da ampliação da democracia terá prioridade a Reforma Política que “deverá assegurar a pluralidade de partidos, a fidelidade partidária, o financiamento público de campanhas eleitorais e o voto proporcional, preferencialmente por lista pré-ordenada.”

Política externa

É reafirmada a política externa independente, aprofundando o caminho até aqui seguido de inserção soberana do Brasil no mundo, privilegiando os esforços pela integração sul-americana. Do ponto de vista da orientação geral, declara o documento que o Brasil continuará empenhado na luta contra a fome e pela paz mundial.

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Bom dia, Thiago de Mello

Flor de açucena

Quando acariciei o teu dorso,
campo de trigo dourado,
minha mão ficou pequena
como uma flor de açucena
que delicada desmaia
sob o peso do orvalho.
Mas meu coração cresceu
e cantou como um menino
deslumbrado pelo brilho
estrelado dos teus olhos.