03 fevereiro 2008

Lição do amanhecer

“Luminosa manhã/Tanta luz/Tanto azul/É demais pro meu coração” (Haroldo Barbosa/Luiz Reis - Canção da manhã feliz).

Para depois do Carnaval

Recolhido aos livros e às anotações acumuladas na cotidiano, esse amigo de vocês aproveita esses dias para um breve descanso e se prepara para retomar plenamente a iniciativa após o Carnaval.

Enquanto isso, aqui no modesto blog, compartilho poemas e amenidades. Guardo o registro dos comentários que me enviam por e-mail para depois do Carnaval.

Bom dia, Vinícius de Moraes

Bajado
Soneto de Carnaval

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar o meu pensamento

Seu mais doce desejo de amargura.
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

De toda vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.

Homem da Meia-Noite em destaque

Da Agência Brasil:
Personagem mais tradicional do carnaval de Olinda faz hoje 76 anos
. Olinda (PE) - Um dos personagens mais antigos do carnaval da cidade, o Homem da Meia-Noite, completa hoje (2) 76 anos.
. Mais que um boneco gigante, como os vários que se vêem nas ruas de Olinda no carnaval, o Homem da Meia-Noite, que já recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, é um ponto de cultura. Segurando mais de 50 quilos na cabeça e nos braços, o carregador do boneco suporta um calor que gira em torno de 50 graus dentro da roupa. Por isso, o carregador oficial recebe apoio de mais duas pessoas durante a festa. Duas histórias explicam a origem do personagem, em 1932. A primeira conta que um dos criadores do boneco, Benedito Bernardino da Silva, sempre via um senhor muito elegante circulando nas ruas de Olinda e ficou curioso sobre a origem dele. Um dia, ao segui-lo, descobriu que se tratava de um conquistador que, à noite, pulava a janela das casas das donzelas.
. Benedito resolveu, então, fazer o Kalunga (criatura mística do candomblé) para sair na noite de Sábado de Zé Pereira – como é chamado o sábado de carnaval em Pernambuco. “As roupas são verdes em homenagem a essa história, já que o tal homem estava sempre vestido com essa cor”, explica o presidente do Clube de Alegorias e Críticas Homem da Meia-Noite, Luiz Adolpho Alves e Silva. O clube tem esse nome porque, além das alegorias de carnaval, sempre faz críticas políticas.
. A outra versão sobre o surgimento do Kalunga diz que o boneco foi criado por um grupo de dissidentes do Cariri – bloco tradicional que, na época, abria, às 5 da manhã, o carnaval de Olinda. Conta a lenda que esse grupo, ao assistir a um filme de ficção chamado O Ladrão da Meia-Noite, teve a idéia de criar um boneco que sairia pela cidade abrindo o carnaval antes do Cariri. Por isso, o Homem da Meia-Noite sai pontualmente e comanda o carnaval até as 4 da manhã, quando passa a chave da cidade para que o Cariri siga com a festa. Com o tempo, o povo da cidade, de tradição católica, sentiu necessidade de arrumar uma mulher para o boneco. Foi aí que se criou a Mulher do Meio-Dia, que entra na festa às 12 e vai embora às 16 horas. Na década de 1970, Silvio Botelho, o artista plástico que tornou os bonecos conhecidos, foi convidado a fazer o filho dos dois – o Menino da Tarde, que faz a ponte entre a saída da mãe e a entrada do pai. Desde então, os bonecos viraram febre no carnaval de Olinda. De acordo com Botelho, é comum andar pelas ruas de Olinda e ver personagens do cotidiano com três metros de altura. "Agora todo mundo quer ser celebridade, todos dizem ‘eu também quero ter um boneco’. Eu digo, vá pra fila, sente no banco de espera.”
. Atualmente feitos de fibra de vidro, resina e massa acrílica, para ficarem mais leves, os bonecos geralmente representam figuras históricas, políticas ou folclóricas.

01 fevereiro 2008

Visitantes ilustres

Nesses sete anos de governo tive a oportunidade de dialogar com autoridades dos mais diversos níveis, até primeiro-ministro, além do presidente Lula. Ontem, pela primeira vez, recebi em meu gabinete dois monarcas.

A Rainha do Carnaval e o Rei Momo, Eliana Vieira e Inaldo Fernando, me deram a honra de uma visita.

Para quem vai se recolher nos dias de folia, um belo presente.

Lição de carnaval

"No carnaval, esperança/Que gente longe viva na lembrança/Que gente triste possa entrar na dança/Que gente grande saiba ser criança" (Chico Buarque - Sonho de um carnaval).

Mineirice de tucanos e petistas

O prefeito Fernando Pimentel (PT) e o governador Aécio Neves (PSDB) costuram aliança para o pleito de outubro em Belo Horizonte, contra a vontade da quase totalidade dos partidos que apóiam a gestão do prefeito petista.

Ambos dizem que o acordo municipal nada tem a ver com a política nacional (sic).

Os mineiros exercitam essa coisa impregnada em nossa vida social e cultural que é o localismo, expressão municipal da diversidade regional que caracteriza a sociedade brasileira. E também um dos fatores, segundo alguns estudiosos, da dificuldade de se construir partido nacionalmente unos.