A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
12 maio 2012
Um filme analisado por sua diretora
Entrevista de Tuca Siqueira sobre o filme “Garotas da Moda”, exibido no Festival CinePE http://migre.me/93C0U
Uma crônica para relaxar
Sensores abelhudos e indiscretos
Luciano Siqueira
Luciano Siqueira
Publicado no Jornal da Besta Fubana
É a nanotecnologia a serviço do bem estar da gente – ou, pelo menos, do controle da saúde de quem não anda tão bem assim. Cientistas da Universidade de Arkansas (EUA) criaram um conjunto de sensores têxteis em nanoestruturas que, colados ao corpo do indivíduo, transmite informações em tempo real ao médico (ou hospital, se for o caso).
É comunicação em altíssimo nível. A partir de um módulo leve e sem fio, os sensores se interligam a um software que recepciona os dados dentro de um smartphone, os compacta e os envia a uma variedade de redes sem fios. Onde o paciente estiver – aqui, na China ou no interior da Amazonia.
Assim, a pressão sanguínea, o ritmo respiratório, o consumo de oxigênio, a temperatura do corpo, algumas atividades neurais e todas as leituras que se obtêm com o eletrocardiograma convencional, inclusive a capacidade de mostrar as ondas T invertidas (denunciando o início de uma parada cardíaca), tudo isso e mais alguma coisa, entra na tela do “radar”.
Acontece que esses sinais vitais podem se alterar sob o impacto de um sem número de atividades – das mais cândidas às, digamos, calientes. O que pode gerar inquietação e dúvida no cliente, quando convidado a aderir a esse tipo de monitoramento. A privacidade do dito cujo (ou da dita cuja) estará ameaçada.
Certa vez, ainda estudante de medicina, fui solicitado a esclarecer um caso de certo modo intrigante de um jovem que, embora clinicamente curado de uma hepatite, não recebera alta médica porque nos exames laboratoriais os níveis das trasaminases (enzimas referenciadas em lesões hepáticas) não baixavam. E o cara jurava honrar o repouso absoluto prescrito pelo seu médico.
Mas, numa anaminese detalhada, onde lhe pedi que reconstituisse o seu dia a dia, fiquei sabendo que o jovem repousava sim, o dia todo, mas ao anoitecer recebia a namorada para inocente coloquiuo sob o pé de jambo no quintal de sua residência! Estivesse ele com um desses sensores colado ao corpo logo se veria que o repouso não era tão absoluto assim…
Então, que se popularize o bom uso da engenhoca, deixando-se entretanto o paciente à vontade para desligá-la ou não durante certas atividades, digamos lúdicas, para que o smartphone não registre que, para além de uma efermidade eventual, há sempre a atração irresistível do amor e a força incontrolável da volúpia.
Boa tarde, Lucila Nogueira
Tereza Costa Rego
DecisãoGosto de amar assim avidamente
fogueira terremoto tempestade
sobre a tua maior tranqüilidade
fogueira terremoto tempestade
sobre a tua maior tranqüilidade
ventosa universal nadando leve
o céu se precipita do meu sexo
o céu se precipita do meu sexo
entranha nervo córtex voltagem
arrasto os horizontes da cidade
arrasto os horizontes da cidade
cautelas seguranças subsolos
perdoem se me dispo de repente
e me encaminho ao mar sem dar resposta
perdoem se me dispo de repente
e me encaminho ao mar sem dar resposta
Ciência maia no século 9
Ciência Hoje Online:
Em tempo
Arqueólogos descobrem o escritório de um escriba maia do século 9 na Guatemala. Nas paredes da estrutura estão os mais antigos vestígios de cálculos astronômicos ligados aos calendários usados por essa civilização.
. O complexo arqueológico maia de Xultún, na Guatemala, foi descoberto há 100 anos, mas só agora começa a mostrar sua riqueza histórica. No local, pesquisadores encontraram o ‘escritório’ de um escriba maia com os mais antigos registros de cálculos astronômicos usados por essa civilização para construir calendários. Os símbolos estão pintados na parede e datam de cerca de 1.200 anos atrás.
. Já se sabia que os maias, povo pré-colombiano da América Central, contavam o tempo com base no movimento do Sol, da Lua e dos planetas há mais de três mil anos e o registravam em calendários esculpidos em monumentos de pedra, chamados estelas.
. No entanto, até hoje, nunca haviam sido encontrados os rascunhos dos cálculos astronômicos feitos para criar esses calendários. A relíquia está pintada na parede com delicados traços de tinta preta e vermelha que apresentam números e desenhos das fases da Lua.
. Leia matéria na íntegra http://migre.me/93eX6
Em tempo
Arqueólogos descobrem o escritório de um escriba maia do século 9 na Guatemala. Nas paredes da estrutura estão os mais antigos vestígios de cálculos astronômicos ligados aos calendários usados por essa civilização.
. O complexo arqueológico maia de Xultún, na Guatemala, foi descoberto há 100 anos, mas só agora começa a mostrar sua riqueza histórica. No local, pesquisadores encontraram o ‘escritório’ de um escriba maia com os mais antigos registros de cálculos astronômicos usados por essa civilização para construir calendários. Os símbolos estão pintados na parede e datam de cerca de 1.200 anos atrás.
. Já se sabia que os maias, povo pré-colombiano da América Central, contavam o tempo com base no movimento do Sol, da Lua e dos planetas há mais de três mil anos e o registravam em calendários esculpidos em monumentos de pedra, chamados estelas.
. No entanto, até hoje, nunca haviam sido encontrados os rascunhos dos cálculos astronômicos feitos para criar esses calendários. A relíquia está pintada na parede com delicados traços de tinta preta e vermelha que apresentam números e desenhos das fases da Lua.
. Leia matéria na íntegra http://migre.me/93eX6
A arte da tolerância
A dica de sábado é da amiga Neuza: “Quem com ferro fere, nem sempre com ferro é ferido porque existe a paciência e o perdão.”
11 maio 2012
Por uma consciência democrática avançada
Editorial do Vermelho:
A Comissão Verdade, um passo para avançar a democracia
A presidente Dilma Rousseff deu, nesta quinta feira (10), o passo necessário e esperado pelo Brasil: indicou os nomes que formarão a Comissão da Verdade, que será integrada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp, o ex-procurador-geral da República Cláudio Fontelles, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o embaixador Paulo Sérgio Pinheiro, a psicanalista Maria Rita Kehl e os advogados Rosa Maria Cardoso da Cunha e José Paulo Cavalcanti Filho.
São sete brasileiros que terão a incumbência de levar adiante a tarefa de esclarecer os crimes cometidos pela repressão política da ditadura militar de 1964, embora a lei que criou a Comissão tenha definido um prazo de abrangência muito maior, de 1946 a 1988.
A nomeação de seus integrantes define o cenário onde a luta pela apuração daqueles crimes vai se dar nos próximos dois anos, prazo definido em lei para sua atuação. A lista de crimes é extensa, concentrada principalmente no período da ditadura militar (1964 a 1985). É uma cronologia de horrores e desumanidades que envolve tortura, sequestro, perseguição policial, assassinatos, ocultação e destruição de cadáveres, entre outras modalidades de ação ilegal e truculenta contra opositores políticos da ditadura militar.
A tarefa da Comissão será árdua. Vai enfrentar desafios como o escamoteamento de documentos e arquivos com informações necessários para esclarecer aquelas barbaridades como também a oposição e resistência dos setores conservadores e direitistas e dos saudosos da ditadura militar e seus métodos brutais.
Mas terá o apoio decidido dos democratas, da juventude, daqueles que exigem o esclarecimento daqueles acontecimentos e lutam pela responsabilização daqueles que torturaram, perseguiram e assassinaram sob o manto do Estado ditatorial. Este apoio é fundamental. Ele expressa a consciência da Nação e a confiança no avanço e consolidação da democracia. Bom trabalho aos sete indicados!
A Comissão Verdade, um passo para avançar a democracia
A presidente Dilma Rousseff deu, nesta quinta feira (10), o passo necessário e esperado pelo Brasil: indicou os nomes que formarão a Comissão da Verdade, que será integrada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp, o ex-procurador-geral da República Cláudio Fontelles, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o embaixador Paulo Sérgio Pinheiro, a psicanalista Maria Rita Kehl e os advogados Rosa Maria Cardoso da Cunha e José Paulo Cavalcanti Filho.
São sete brasileiros que terão a incumbência de levar adiante a tarefa de esclarecer os crimes cometidos pela repressão política da ditadura militar de 1964, embora a lei que criou a Comissão tenha definido um prazo de abrangência muito maior, de 1946 a 1988.
A nomeação de seus integrantes define o cenário onde a luta pela apuração daqueles crimes vai se dar nos próximos dois anos, prazo definido em lei para sua atuação. A lista de crimes é extensa, concentrada principalmente no período da ditadura militar (1964 a 1985). É uma cronologia de horrores e desumanidades que envolve tortura, sequestro, perseguição policial, assassinatos, ocultação e destruição de cadáveres, entre outras modalidades de ação ilegal e truculenta contra opositores políticos da ditadura militar.
A tarefa da Comissão será árdua. Vai enfrentar desafios como o escamoteamento de documentos e arquivos com informações necessários para esclarecer aquelas barbaridades como também a oposição e resistência dos setores conservadores e direitistas e dos saudosos da ditadura militar e seus métodos brutais.
Mas terá o apoio decidido dos democratas, da juventude, daqueles que exigem o esclarecimento daqueles acontecimentos e lutam pela responsabilização daqueles que torturaram, perseguiram e assassinaram sob o manto do Estado ditatorial. Este apoio é fundamental. Ele expressa a consciência da Nação e a confiança no avanço e consolidação da democracia. Bom trabalho aos sete indicados!
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