28 março 2025

Palavra de poeta

Ausência
Vinícius de Moraes 

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

[Ilustração: Ferdinand Hodler]

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Leia: Comunicação digital entre a virtude e a culpa e a luta política https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/02/minha-opiniao_13.html 

27 março 2025

Ronald Freitas opina

Crescem os desafios que o Governo Lula 3 precisa superar
Instabilidade política, entraves estruturais e embates ideológicos dificultam avanços do terceiro mandato de Lula, mesmo com programas sociais e crescimento econômico.
Ronald Freitas/Portal Grabois www.grabois.org.br

Como se apresenta a realidade atual - À medida que o tempo passa e vai se realizando o terceiro governo do presidente Lula — já se vão 26 meses, de um total de 48 —, a espera de que o governo deslanche em realizações e popularidade é crescente no campo democrático e progressista do país. Mas o que fatos vêm demonstrando é que, embora o governo tenha obtido êxitos em reconstruir parte do arcabouço burocrático, que ordena segmentos do Estado brasileiro – como a reativação da criação de programas sociais estruturantes, por exemplo, bolsa família, minha casa minha vida, mais médicos –, e criado novos como “pé-de-meia”, bem como procurado retomar programas de reanimação industrial, com o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Nova Indústria Brasil (NIB), e encaminhado para discussão e apr ovação do Legislativo temas de largo alcance econômico, político e social – como Reforma Tributária, Flexibilização do teto de gastos, com o título de novo arcabouço fiscal etc. – o seu governo patina e, segundo as últimas pesquisas, perde aprovação da sociedade.

Uma análise isenta e desapaixonada dessa realidade é um desafio que se coloca para o campo progressista e democrático, do nosso espectro político, mormente para os setores de esquerda.

Na economia, convivemos com uma situação paradoxal: de um lado, o PIB cresce, o desemprego cai a níveis muito baixos, a indústria passa a contribuir de forma mais significativa para a formação do PIB, etc. E, de outro lado, a inflação é crescente, há aumentos de preços, principalmente de itens básicos de consumo popular, que são sentidos no bolso da população, principalmente a de baixa renda quando vai fazer suas compras.

Na política, a disfuncionalidade das instituições do Estado, particularmente com o papel hoje jogado pelo Legislativo, é um fator inibidor da realização de políticas públicas que promovam o desenvolvimento da Nação e simultaneamente diminuam o fosso social entre as classes e camadas sociais. O atual poder Legislativo transformou-se em uma arena de disputas, pouco republicanas, pela apropriação do dinheiro público, por meio das tão faladas emendas parlamentares.

Na esfera social, aumentam as desigualdades, trazendo no seu bojo mais miséria para os já desvalidos e o aumento da criminalidade para toda a sociedade, gerando um clima de insegurança social que atinge indiscriminadamente cada cidadão e cidadã.

E esse cenário acima descrito, trabalhado pela oposição de direita e extrema-direita de forma eficiente, particularmente no que diz respeito aos modernos instrumentos de comunicação social, leva a maioria da sociedade a uma sensação de abandono pelo poder público (leia-se governo Lula). Essa sensação de abandono pelo governo e descrença na política, (como o locus público onde se deve mediar os conflitos existentes na sociedade), pela maioria da população, está na base do espaço que se abre para o surgimento e atuação de políticos de extrema-direita, de perfil messiânico e de visão neofacista de governo.

Este cenário, levemente esboçado nos parágrafos anteriores, é uma apertada síntese da situação conjuntural que atravessamos.

Aspectos da situação estrutural

É numa abordagem mais aprofundada da realidade, que procura examinar os fundamentos da situação descrita – à qual chamamos de estrutural –, é que se encontram os caminhos para que sejam elaboradas e executadas propostas que nos levem à superação de tão desafiador cenário.

No terreno da política, stricto sensu, a meu ver devemos abrir com a sociedade um debate, onde possamos mostrar que, com a atual forma de como o Estado Nacional Brasileiro está organizado e administrado, será impossível levar à frente um projeto de desenvolvimento nacional soberano e com inclusão social. Na atualidade o Estado brasileiro passa por um período de controle do alto capital bancário e financeiro, do alto capital do agronegócio e de setores da alta burocracia estatal (civil e militar), todos eles associados, em diferentes escalas, com os interesses do capital imperialista internacional, que são empecilhos estruturais para que possamos levar adiante um programa nacional de desenvolvimento soberano e socialmente inclusivo, como o país necessita.

Urge discutirmos com a sociedade um projeto de REFORMA POLÍTICA, que reorganize o Estado Nacional. Para tanto, faz-se urgente a elaboração de um Plano Nacional de Desenvolvimento, que defina as prioridades nacionais estratégicas em todos os campos de nossa vida social. Seja no terreno das tecnologias de ponta hoje em desenvolvimento, seja no terreno da modernização de infraestrutura logística, urbana e rural, seja no terreno da segurança pública, com destaque para o combate ao crime organizado de qualquer natureza, seja no terreno educacional em todos os níveis, seja no terreno da ciência e tecnologia, etc. Para isso, torna-se imperativo restabelecer e mesmo estabelecer um reequilíbrio entre os poderes fundamentais da República, devolvendo ao Executivo a capacidade de executar o orçamento da Nação, em função desse Plano Nacional, e de se r o indutor da implementação das políticas públicas desse Plano derivadas.

Na área econômica, é necessária uma mudança profunda nos rumos conceituais e teóricos que regem a economia do país. Hoje predominam, de forma quase absoluta, os princípios orientadores da economia neoliberal, na qual o Estado é reduzido a um mero apêndice do grande capital nacional e internacional, financeiro ou não. É preciso abrir na sociedade um debate sobre que tipo de Economia Política é necessário para que possamos levar à frente uma Política Econômica a serviço da implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento acima referido.

Para isso é imprescindível implementar um debate crítico acerca do fio orientador de nossa Economia Política, que está sintetizado no chamado Consenso de Washington, baseado nos dez pontos elaborados pelo economista John Williamson, em 1989, impostos mundo afora pelo FMI, Banco Mundial e o governo americano: disciplina fiscal, redução dos gastos públicos, reforma tributária, juros de mercado, câmbio livre, abertura comercial, eliminação de restrições ao investimento estrangeiro direto, privatização de estatais, desregulamentação, direito à propriedade intelectual.

Necessitamos elaborar um Plano de desenvolvimento baseado numa visão basicamente antagônica à estabelecida pelo Consenso de Washington, ou seja: Ter o Estado como indutor do desenvolvimento por meio de incentivo ao surgimento e desenvolvimento de empresas públicas e privadas. Onde o governo não paute sua política econômica pela austeridade, derivada da disciplina fiscal e da limitação dos gastos públicos, necessários para promover o crescimento econômico. Onde a política cambial esteja a serviço do desenvolvimento nacional, e não ao do livre-cambismo exigido pelo sistema financeiro internacional. Onde, sem discriminação, haja espaço para atuação de capitais estrangeiros, desde que devidamente regulados, e destinados ao setor produtivo da economia e não a especulação financeira. Onde sejam revertidas as privatizações de áreas estratégicas, como as do setor de energia elétrica, de telecomunicações, de informática; de empresas importantes da cadeia de Óleo & Gás. E que a lisura e moralidade no uso do dinheiro público sejam um princípio orientador da administração, em todos os níveis e instâncias, e não um mero instrumento de justificativa para “cortar gastos”, ditos supérfluos, para pagar os juros escorchantes de uma dívida pública, no fundamental imposta ao Estado por meio de seus agentes no governo.

No ambiente político-social, é urgente construir mecanismos de mobilização da base da sociedade que, devidamente organizada e engajada em torno das propostas do Plano Nacional de desenvolvimento, seja o esteio do governo, principalmente do Executivo, no processo de implementação das propostas de mudanças. Para isso torna-se imperativo rever as reformas trabalhistas e sindicais implementadas, pelos governos Temer e Bolsonaro, que levaram à desorganização das massas trabalhadoras – dessa maneira, fragmentando-as e, em certo sentido, anulando o seu poder de pressão política sobre os governos e patrões – a fim de verem seus interesses preservados e ampliados. Além disso, está diante de nós o desafio de criar novos instrumentos de mobilização que contemplem as novas formas de trabalho, derivadas de inovações tecnológicas, que per mitem uma superexploração do trabalho por meio do fenômeno chamado de uberização.

Também é da maior importância termos, no governo, um setor de comunicações que, ao lado de dominar eficazmente os novos meios de comunicação de massas, tenha como fator central a disseminação de conteúdos que exaltem a importância de construirmos um Brasil soberano, desenvolvido e socialmente mais justo, despertando na sociedade como um todo, mas principalmente nas suas camadas de base, um sadio sentimento de que defender a Nação e sua soberania e defender a implementação de políticas econômicas que tenham como foco aumentar o poder e a soberania nacionais são atitudes ideológicas fundamentais para que possamos ter êxito na superação dos impasses estruturais, e dos empecilhos conjunturais que nos conduzem a um beco sem saída. E, além disso, conscientizando o conjunto da sociedade, e em particular as mass as trabalhadoras que, sem essa superação, não serão extintas as profundas chagas sociais que existem entre nós.

Mas… e a correlação de forças? Como torná-la favorável a atingir esses objetivos?

Essa é uma questão central da política. Só se faz avançar projetos políticos, seja progressista, seja regressista, se os defensores de cada um deles tiver força política capaz de levá-los adiante (isso é aparentemente acaciano, mas…). E, nas condições atuais da política nacional, os ventos da correlação de forças não são favoráveis à implementação das ideias e propostas expostas acima. Porém, essa mera constatação não pode ser um escudo para circunscrevermos nossa ação política aos limites impostos pela correlação de forças hoje existente no Brasil e mesmo no mundo.

Vivemos um período de grande instabilidade geopolítica, em escala mundial, que repercute — e continuará repercutindo — em nossa política interna, na qual inúmeros indicadores nos mostram uma tendência de aguçamento das contradições entre o imperialismo e povos e nações soberanos, e mesmo contradições interimperialistas que criam uma situação de instabilidade em escala mundial, onde o uso da força para resolver, ou tentar resolvê-las, expressa-se no ambiente de guerras localizadas — seja na Ucrânia, seja no Oriente Médio, seja na África —, que podem se generalizar em um novo conflito de escala mundial.

Diante de um cenário desse tipo na cena externa e de nossas condições de crise interna, convém nos prepararmos desde logo para ter que viver num mundo mais instável e inseguro – o que torna necessária a implementação de um Projeto Nacional de Desenvolvimento soberano, democrático e socialmente mais justo, que nos capacite a enfrentar eventuais conflitos militares mais intensos que, no limite, podem atingir nossas fronteiras.

Nesse sentido, iniciar um debate em torno de como viabilizar um Projeto de Construção de um Brasil desenvolvido, soberano e socialmente mais justo, cujo conteúdo extrapole os limites impostos pelo capital financeiro nacional e internacional, bem como os limites da visão de uma social-democracia mitigada, é um desafio inadiável que as forças progressistas, democráticas e de esquerda devem se impor.

Ronald Freitas é membro do Comitê Central do PCdoB e coordenador do Grupo de Pesquisa sobre Estado e Instituições da FMG.

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Leia: O principal problema do governo é político, mas será superado”, diz líder do PCdoB https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/02/palavra-de-renildo.html

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Além do horizonte visível https://bit.ly/3Ye45TD 

Humor de resistência

 

Enio

Leia: Tentativa de “apropriação” de Haddad https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/03/minha-opiniao_8.html 

Postei no X

Governo Trump desencadeia projeto de enfraquecimento das universidades dos EUA por considerá-las antros de ideias liberais, progressistas e multiculturais. Decadência é isso. 

Leia: O exemplo do México https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/03/o-exemplo-do-mexico.html 

Abraham Sicsú opina

Investimentos: deixando claro
Abraham B. Sicsú  

Recebo, de fontes diferentes, o mesmo vídeo. Dizendo o “absurdo” que é a carga tributária no país e como isso está levando o capital a se retirar do Brasil. Chega a afirmar que “empresário não é burro” e “todos” estão saindo. O interessante é que o lócus para onde vão, pelo menos no filminho, é o Paraguai. “Lá sim se tem um sistema claro e confiável”. E mais, ninguém vai querer fazer investimentos no Brasil.

Evidentemente que há uma posição ideológica por trás, da qual discordo totalmente. Não há como negar. Mas, é bom verificar o assunto. Procurando dados que sejam consistentes.

Há problemas a enfrentar, não há dúvida. E não devem ser ignorados. Do lado econômico dois se tornam cruciais. A baixíssima produtividade observada no país e o nível de investimentos no Brasil.

Nas avaliações internacionais estamos acima do sexagésimo lugar no ranking mundial de produtividade do Institute for Manegement and Development (IMD), próximos da Venezuela, e a produtividade do nosso trabalhador é um quarto da dos americanos. Claramente, compromete a competitividade de nossos produtos.

Não se nega que o nível de investimentos no Brasil está baixo. Em 2024 foi de 17% do Produto Interno Bruto, quando o desejável seria acima dos 26%.  Mas, foi maior que 2023, ano em que não passou dos 16,4%. Procuro verificar a dita fuga de capitais produtivos. No entanto, no mês de fevereiro de 2025 se conseguiu captar de investimento externo direto mais de 9 bilhões de dólares, um grande salto, um dos quatro melhores meses para a nossa economia, na história da nação.

Os analistas imaginavam um quadro muito pior, poucos acreditando que se chegaria à metade do conseguido.

O investimento externo direto é um bom sinalizador para as perspectivas do PIB de mais longo prazo. Nosso patamar se mantinha, entre 2012 e 2023, na faixa de 2,9% do PIB, o que saltou para cerca de 3,3% nos últimos dois anos, apontando para um crescimento de largo prazo. Este ano, todos os especialistas apontam para um saldo positivo de mais de 71 bilhões de dólares na atração de investimentos. Muito bom para o momento que se atravessa.

Evidentemente que as crises internacionais afetam fortemente os investimentos. E estamos em momento de fortes crises. Guerras, tarifas que comprometem o perfil do mercado internacional, barreiras não tarifárias.

Mesmo assim, o Brasil é forte atrator de investimentos, estando entre os quatro maiores a nível mundial e se consolidando como o principal atrator de investimentos na América Latina. Houve um grande esforço para diminuir a burocracia e facilitar a entrada de capital estrangeiro. Inclusive pelos órgãos de análise da concorrência.

Verdade que ainda temos grandes desafios na atração de investimentos. Nossa taxa de atração de investimentos não passa dos 18% nos últimos períodos, enquanto nos países latino americanos se situa perto dos 21%. Também, com a taxa básica de juros no patamar atual, com o crédito muito encarecido, há um forte desestímulo a novos investimentos. Um forte freio nas atividades produtivas. Por outro lado, o câmbio desvalorizado permite manter o nível atual de captação, pelo menos na agroindústria e no setor primário.

É bom ressaltar que há fatores internos que têm estimulado novos investimentos. Do lado governamental, dois programas são fundamentais para o acelerar de atração de investimentos, tanto externos como internos.

O Nova Indústria Brasil definiu uma estratégia e caminhos seguros em seis missões que devem ser priorizadas. Reindustrializar o País passou a ser uma das possíveis marcas deste governo.  As bases procuram ser construídas. Não é fácil.

Missões escolhidas, mas uma constatação. O custo Brasil, ou seja, a dificuldade que se tem de ter preços competitivos com uma infraestrutura sucateada de transporte e de obras de base, além de uma burocracia que pouco ajuda.

A integração produtiva e dos mercados passa pela recuperação delas, o que exige indústrias de equipamentos pesados, de insumos oriundos do petróleo e outras matérias primas, entre outros, de uma química moderna e estruturada, enfim, a construção pesada não se faz sem ter uma indústria de base que lhe dê respaldo. Outro desafio.

Nisso surge o outro programa. O Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. Pesados investimentos devem ser feitos para conseguir diminuir os entraves de produtividade existentes na infraestrutura atual. Não só com recursos governamentais, mas, fortemente assentado em alianças estratégicas internacionais e no capital privado. É ousado, mas muito necessário. Sem eles, difícil superar o patamar atual de investimentos e produtividade.

Alguns aspectos ficam claros.

As visões catastrofistas que os vídeos mostram não encontram base na realidade atual. Não há como sustentar que os investimentos não serão feitos no Brasil. Justamente porque o empresário não é burro, sabe muito bem o que representa um mercado da dimensão do Brasil e a importância de aqui estar.

Também, não se deve negar que há problemas para conseguir o aumento de investimentos no país. Têm que ser enfrentados. E são de diferentes ordens, não apenas tributárias. As reformas atuais podem não resolver toda a burocracia e complexidade de nosso sistema, mas ajudam, em muito, diminuí-los.

Terceiro, temos um problema concreto para o ganho de produtividade que não vem melhorando nos últimos anos. Nessa direção, o assumir uma prioridade nas estratégias nacionais para o setor secundário, indústria, além da recuperação da infraestrutura de suporte, é um indicativo de busca de melhores condições para um crescimento sustentável de mais largo prazo.

Por fim, muito importante, criar as condições para poder começar, com  brevidade, a reduzir a taxa de juros básica que, em muito, vem dificultando um projeto de melhoria das condições de investimento no Brasil e seus efeitos positivos na vida do cidadão brasileiro.

Em síntese, a expansão da formação bruta de capital fixo, ou seja, investimentos, parece ser um forte sinal, com consistência, para um crescimento sustentável de mais longo prazo. Todos temos a ganhar.

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Leia: Mudança no imposto de renda e queda de juros dependem da luta política https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/03/economia-e-questao-politica.html

Arte é vida

 

Fernand Leger