09 março 2010

Tucana inquieta

Chega a ser comovente ouvir a “cientista política” Lúcia Hipólito, na CBN, destilando sua angústia diante da indecisão de Serra.

08 março 2010

Meu artigo semanal no site da Revista Algomais

Uma rosa vermelha pela igualdade de gênero

Luciano Siqueira

Quando se assinalam marcos da luta dos povos, como o Dia Internacional da Mulher, neste dia 8 e que envolve um sem número de atividades durante todo o mês, no Brasil e no mundo, há uma tendência natural a se acentuarem as denúncias e as expressões de revolta. No Recife, em Olinda e em outras cidades pernambucanas, por exemplo, o destaque é a escalada de violência sexista que continua vitimando as mulheres.

Nada mais justo. Entretanto, cabe igualmente comemorar as inúmeras conquistas obtidas pela mulher nas últimas três décadas em nosso país, nas mais diversas esferas da vida social. Os números são significativos – em relação ao mercado de trabalho, por exemplo, inclusive no que se refere à ocupação feminina de postos de mando em empresas privadas (mesmo que quantitativa e qualitativamente a balança ainda penda em favor dos homens).

Se no nascedouro da sociedade humana foi pela divisão do trabalho que se iniciou a desigualdade entre o homem e a mulher, como que num movimento em espiral, é novamente pelo trabalho – a mulher indo à luta pelo sustento da família – que toma corpo, objetivamente, uma nova prática social propiciadora da formação da consciência emancipacionista. Embora ainda tênue e circunscrita a limitadas parcelas da população, mesmo feminina.

Isto se deve a que a opressão de gênero tem raízes culturais e ideológicas profundas, demanda uma luta permanente de idéias, recomenda a conquista de apoio junto a outra metade da população, formada pelo gênero masculino.

Daí porque, na modesta opinião deste feminista militante, nas ruas e nos auditórios, há que mesclar indignação com alegria, protesto com leveza. O ato singelo de ofertar uma rosa vermelha às mulheres com que convivemos, trabalhamos e lutamos no cotidiano de nossas vidas tem esse sentido, o de fundir amor e luta, luta e amor; razão e emoção.

A luta pela emancipação da mulher, uma das pedras de toque do avanço civilizatório, precisa ser encarada, como o próprio movimento revolucionário, como um imenso ato coletivo de amor.

Bom dia, Olga Savary

Picasso

Magma

Quando abro o corpo à loucura, à correnteza,
reconheço o mar em teu alto búzio
vindo a galope, enquanto cavalgas lento
meu corredor de águas.

A boca perdendo a vida sem tua seiva,
os dedos perdendo tempo enquanto
para o amado a amada se abre em flor e fruto
(não vês que esta mulher te faz mais belo?).

A vida no corpo alegre de existir,
fiquei à espreita dos grandes cataclismos:
daí beber na festa do teu corpo
que me galga esse castelo de águas.

07 março 2010

8 de Março, meu abraço cúmplice

Neste 8 de março, meu afetuoso abraço
cúmplice
e um milhão de rosas vermelhas
para todas as mulheres que como você
enfrentam adversidades, sofrem, trabalham, lutam,
amam e nunca perdem a esperança.
Mulheres que não se curvam jamais.
Anônimas, porém heróicas.

A claudicante caminhada de Serra

No Vermelho, por André Cintra:
Sangria de Serra põe tucanos e mídia em estado de alerta

. Ainda que tarde a anunciar publicamente sua candidatura à Presidência da República, o governador José Serra (PSDB-SP) segue em movimentação, junto a seu partido, para viabilizar uma campanha competitiva contra a ministra da Casa Civil e pré-candidata petista, Dilma Rousseff. Não faltam temores entre os aliados serristas, que já admitem Dilma como favorita na disputa para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
. Nos veículos da grande mídia — todos favoráveis a Serra, mas atordoados com a tática eleitoral do tucano —, circulam cada vez mais notícias sobre os bastidores da campanha oposicionista. A abordagem não esconde uma e outra preocupação.
. O sempre rabugento Gaudêncio Torquato dá sua bronca na página 2 (a mais conservadora) de O Estado de S.Paulo: “Os olhos de Serra parecem embaçados por densa fumaça pré-eleitoral, que o tem deixado entre a cruz e a caldeirinha, na dúvida entre manter a tática defensiva, prevenindo-se contra a derrota, ou ir logo à ofensiva e, assim, evitar aproximação do adversário. Hesitar, como se sabe, é um grave erro na guerra. Guerreiro bom vence combates não cometendo erros”.
. Leia a matéria na íntegra http://migre.me/mwqL

Paciência & humildade

Sugestão de domingo: Um pouco de paciência e humildade só ajuda. Sempre. Na política, no amor, na vida.

Medo tucano

Tucanos temem que Serra confirme a sua candidatura à presidência da República no dia 1º. de abril. Por motivos óbvios.