27 fevereiro 2024

Humor de resistência: Aroeira

 

Aroeira

Navegando em oceano revolto https://bit.ly/3Ye45TD  

Clara Maria opina

O esporte como ferramenta socialista contra o imperialismo
Clara Maria*

A participação no esporte internacional de forma vitoriosa tornou-se um indicador do poder nacional, já que a competição nessa área oferecia bases para a comparação do sucesso e na mobilização dos recursos populacionais, além de gerar um sentimento nacionalista e de pertencimento na sociedade. 

A atividade física na União Soviética tinha a finalidade de ampliar a produtividade do trabalho, o preparo dos trabalhadores para as atividades de defesa e a difusão dos hábitos de coletividade e disciplina. Enquanto alguns especialistas soviéticos em meados de 1920, acreditavam que o esporte competitivo era de caráter capitalista e corrupto. 

Lênin enxergava a importância da educação física no treinamento militar e na preparação para o trabalho, concebendo que o esporte seria uma força para o desenvolvimento individual harmonioso. Os pesquisadores soviéticos tratavam a educação física e a educação intelectual como processos relacionados, além de que a educação física e o esporte ajudariam a cultivar qualidades morais e de estética no espírito da moralidade comunista. Assim, o atleta soviético deveria ser um participante consciente da sociedade, que estudaria e conheceria não apenas seu esporte, mas as lições básicas de marxismo e de leninismo. 

O esporte na sociedade socialista contesta, assim, aquele desenvolvido no sistema capitalista, pois era inerentemente corrupto num momento em que era parte de uma estrutura socioeconômica na qual era usado como meio para explorar os indivíduos, desviar as massas do esforço de luta por justiça social, trazia competição que poderia trazer prejuízos para a saúde física e mental além de preparar as pessoas para a conquista imperialista.

Desta maneira o esporte era explicitamente declarado como uma instituição política que tinha um papel significativo na luta entre o proletariado e a burguesia e entre o novo Estado socialista e o mundo capitalista. 

Em 1930 diante da depressão econômica na Europa e do fortalecimento de regimes fascistas na Alemanha, o esporte estava começando a ser visto como um símbolo potencial de força e de dinamismo da União Soviética, diante do desafio de combater o fascismo no mundo, nasce o interesse soviético em garantir um papel importante nas relações esportivas internacionais que estava ligado à  política externa e um objeto de prestígio e de identidade nacional 

Em vez de condenar os eventos esportivos como espetáculos imperialistas, o Partido Comunista passou gradativamente a celebrar os ideais e as tradições do esporte moderno.No fim da década de 1930, a idéia de que o esporte também permitia a ampliação do prestígio nacional, alcançar números maiores de trabalhadores estrangeiros e de impressionar os governos de outros países com a força soviética.

A ideia de vencer os Estados capitalistas na área esportiva crescia, foi implementada várias campanhas com o intuito de trazer  glória global ao esporte soviético e superar ao menos metade de todos os recordes mundiais dentro de poucos anos.

Uma nova era nos esportes internacionais começou nos Jogos Olímpicos de Helsinque em 1952, quando os atletas soviéticos fizeram uma estreia esplêndida na competição, justamente um ano após a criação do Comitê Olímpico Soviético. Os países socialistas liderados pela União Soviética conquistaram quase um terço das medalhas naqueles Jogos Olímpicos.

Por isso, gostaria destacar que o objetivo principal do governo soviético era a instauração do regime socialista. Todos os esforços, ações, práticas e políticas deste governo se voltavam para este objetivo e, com isso, o esporte exerceu uma grande importância ao se constituir como uma ferramenta estratégica de auxílio para alcançar os objetivos de um governo revolucionário.

*Diretora de universidades públicas da UNE

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Palavra de poeta: Cida Pedrosa

milena

Cida Pedrosa*


gosto quando milena fala
dos homens
que comeu durante a noite

é a única voz soante
nesta cantina de repartição

onde todos contam:
do filho drogado do preço do pão
do sapato carmim, exposto na vitrine
da rua sicrano de tal do bairro
de casa amarela
onde você pode comprar
e começar a pagar apenas em abril

sem a voz de milena
o café desce amargo

[Ilustração: Di Cavalcanti]

*Poeta, vereadora no Recife pelo PCdoB

Arte é vida: uma obra de João Câmara http://tinyurl.com/55tpvwbv

Equador em crise

Equador: violência e dolarização
Um território com um estado ausente torna-se terra de ninguém, como também o demonstra o domínio do narcotráfico da Amazônia brasileira
Luis Antônio Paulino/Vermelho

O Equador mergulhou em onda de violência sem precedentes que já custou a vida de milhares de pessoas. A narrativa que se lê na imprensa sobre as causas do conflito é que os principais carteis mexicanos do narcotráfico ali se instalaram recrutando gangues locais por conta do porto de Guaiaquil e outros portos do país terem se tornado localizações convenientes para a exportação da droga produzida nos vizinhos Colômbia e Peru para a Europa e Estados Unidos. A causa principal da violência, continua a narrativa, é a disputa entre esses carteis de drogas envolvendo as gangues locais pelo domínio do lucrativo negócio que movimenta bilhões de dólares.

Essa narrativa, embora aponte as causas imediatas da atual onda de violência, falha em explicar suas causas mais profundas que é o desmonte do Estado equatoriano ao longo dos anos. O Equador vem passando por um processo de privatização das funções do Estado há anos. Na área de segurança, por exemplo, o contingente de pessoas empregadas na segurança privada já é superior ao das forças públicas. Um território com um estado ausente torna-se terra de ninguém, como também o demonstra o domínio do narcotráfico da Amazônia brasileira.

No caso do Equador, até de sua moeda nacional o país abriu mão quando decidiu enterrar o sucre, sua moeda local, cujo nome homenageava o general Sucre, libertador do Equador durante as campanhas lideradas por Bolivar no século 19, trocando-o pelo dólar norte-americano. Muitos poderiam se perguntar: o que tem a dolarização do país, realizada há mais de 20 anos, a ver com o aumento da violência?

Tem tudo, não apenas pelo abandono de sua própria moeda, mas sobretudo pelo que isso representa: a renúncia de sua elite política e econômica de dirigir seu próprio país,  de ter um projeto de nação que atenda aos interesses coletivos e ao desenvolvimento nacional. Ao hipotecar parte importante de sua soberania ao banco central dos Estados Unidos a elite equatoriana deixou clara sua traição aos interesses nacionais e mandou o recado a todos que quisessem se aproveitar do país: venham, aqui é terra de ninguém, não existe Estado, tudo está à venda, inclusive o próprio país.

A adoção do dólar como moeda local tornou o país um local ideal para a lavagem de dinheiro do tráfico internacional. Estima-se que cerca de 3% do PIB equatoriano, o equivalente US$ 3,5 bilhões, são provenientes da lavagem de dinheiro do narcotráfico (O Globo, 20/11/2023). Como destacou a matéria do Globo, “Além da lavagem de dinheiro, os ajustes neoliberais adotados primeiro pelo governo do então presidente Lenín Moreno e depois pelo atual governo de Guillermo Lasso — ambos seguindo as recomendações de um acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) —, promoveram medidas que levaram a um processo sistemático de cortes na área de segurança. Além disso, a percentagem de pessoas em situação de pobreza aumentou gradativamente nos últimos anos, e passou de 21,9%, em 2019, para 25,5%, em 2022 (…) Ho je, 5 milhões de pessoas vivem com apenas US$ 3 por dia, e 2 milhões com menos de US$ 1,70. Essa situação de pobreza e miséria, abre espaço para que muitos acabem se envolvendo com o tráfico”. Infelizmente a Argentina está indo para o mesmo caminho.

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Humor de resistência: Gilmar

 

Gilmar

Papagaio de bico torto ttps://bit.ly/3Ye45TD

No X (ex-Twitter) @lucianoPCdoB

O argentino Milei se esforça em ser mais histriônico e patético do que seu colega brasileiro Bolsonaro. Páreo duro.

Sem eira nem beira. Será? https://bit.ly/3Ye45TD

26 fevereiro 2024

Minha opinião

Instigantes mundos desconhecidos
Luciano Siqueira



De vez em quando transcrevo em meu blog matérias de fontes mais ou menos confiáveis a respeito da exploração do universo.


Despertam a minha curiosidade e me fazem recordar o tempo de criança, quando lia aventuras de Flash Gordon em revistas em quadrinhos.


Àquela época supunhamos que viagens interplanetárias eram pura imaginação. Jamais aconteceriam.


Agora, apenas lamento que minha idade avançou e certamente não viverei o suficiente para a descoberta de vida em outros planetas!


Pois soube hoje http://tinyurl.com/yeytj5cv que há entre 10 e 50 bilhões de mundos possivelmente habitáveis na nossa galáxia!


Se somarmos essa estimativa a outras milhares ou milhões de galáxias, o que está por vir, através do desenvolvimento da ciência e da tecnologia, mostra-se inimaginável.


Inclusive porque agora os cientistas contam com a ajuda da inteligência artificial nas pesquisas a propósito da existência de vida extraterrestre.


Ao se descobrirem seres semelhantes aos humanos, interessante será saber se estarão organizados em classes sociais ou se avançaram o suficiente para superá-las.


Mais: que música, que poesia, a quantas vai a imaginação nas artes plásticas e que esportes praticam (o futebol incluído, quem sabe?) e de que modo experimentam o desamor e a paixão?


Resta-me desejar aos meus pósteros que a Terra sobreviva ao aquecimento do Sol e que possam descobrir afinal quem são esses que habitam planetas tão distantes e possivelmente tão diferentes do nosso.


(Por agora, o que tenho mesmo é que tomar um suco de maracujá bem gelado e retornar ao trabalho. Afinal, quando se tem muito o que fazer a imaginação tem limites. Ou não?)

Leia: A Inteligência Artificial na busca por vida extraterrestre http://tinyurl.com/yeytj5cv