Não desejo, nem preciso
Luciano Siqueira
instagram.com/lucianosiqueira65
Há mais ou menos 7 anos troquei de carro: tinha um Fiat Grand Siena e passei a um HB20 Hyundai.
Estacionei
na garagem da prefeitura. Foi o suficiente para ganhar da minha equipe, reproduzidas
em papel A4, cópias de fotos de surfistas conduzindo num carrinho semelhante ao
meu a sua prancha, seguindo estrada afora.
Eu nem
sabia que se tratava de um modelo prestigiado pelos surfistas. Pesaram o preço,
o valor das prestações a prazo e a simplicidade do veículo.
Até hoje
foram 54 mil km rodados, mais ou menos. Ando pouco na cidade e foram raras as
viagens para fora de Pernambuco.
Por duas
vezes tive que substituir velas e bobinas, que o mecânico garante não ser nada estranhho:
partes das instalações elétricas, impossível prever se falharão ou não.
Chego até
a pensar que será o último veículo que compro para uso pessoal, pois já estou
concluindo a sétima década de vida...
Pois bem.
Tem quase um mês que uma concessionária da Hyundai me manda por e-mail
mensagens persistentes, mais de uma ao dia, insistindo que eu deva trocar o
carro por um modelo atual, zero km.
Comecei
respondendo com o meu desinteresse pela proposta. Parece que os algoritmos
entenderam o contrário: as mensagens se intensificaram.
A partir
da última segunda-feira, toda vez que vou verificar meus e-mails me deparo com
a mensagem da dita concessionária: "Luciano, o que falta para você
adquirir um HB20 zero km?"
Sou
tentado a responder: faltam-me a necessidade, o dinheiro e a vontade, ora!
Mas fico
quieto, pois bem sei que os algoritmos se sentirão estimulados a me enviarem
mais mensagens ainda! Um inferno.
Opto pela
indiferença. Espero que dê certo, pois tem funcionado em relação a outras
ofertas impertinentes.
Vade
retro, santanás!
Leia também: “O fascinio da lata de sardinhas” https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/08/minha-opiniao_2.html

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