17 maio 2026

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Luciano Siqueira 
instagram.com/lucianosiqueira65 
 

O sempre bem humorado Ruy Castro, que leio regularmente na Folha de S. Paulo, nos dá conta de que pode vir por aí um grande dicionário de palavras na ponta da língua, a depender da iniciativa do poeta Antônio Carlos Sechchim, dono da ideia.

Seria composto por palavras que momentaneamente nos fogem quando as tínhamos presentes para iniciar ou completar uma frase. 

Considero uma ótima ideia e tenho razões para tanto.

Não sei se pelo avançar da idade ou por distração pura e simples, frequentemente me escapam não apenas expressões usuais para tornar claro o que quero dizer, como igualmente nomes de pessoas e lugares. Datas, então, nem é bom dizer. 

Tenho um amigo que quando me vê esquecer algo justamente numa condição assim ou quando repito histórias e notícias já contadas, sem a menor cerimônia grita logo: — Olhai o Alemão!

(Infelizmente, para mim, o alemão a que ele se refere é precisamente Alois Alzheimer, descobridor da demência neurovegetativa progressiva que acomete pessoas de idade avançada, enfermidade conhecida pelo seu sobrenome.)

Então, para gente como eu um dicionário assim poderá ser muito útil. 

Não exatamente no formato de livro impresso pois enorme seria o volume, condenando-o à estante da biblioteca.

Digital para que possamos acessá-lo em questão de segundos ao leve click na tela do celular. 

Pior será, entretanto, se não nos lembrarmos da existência do tal dicionário justo no momento em que a memória falha...

De toda forma, estando o dito cujo pronto e disponível, direi como nas assembleias do coletivo dos presos políticos na penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá: — Estou inscrito!

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Edson Santana: "Quem não lê depende de quem leu" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/a-leitura-nossa-de-cada-dia.html 

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