Lula ganha pontos e a direita segue dividida
Luciano
Siqueira
A persistente fragmentação da extrema
direita materializada em várias pré-candidaturas à presidência da República
contrasta com a unidade em torno do presidente Lula no campo popular e
progressista.
Na prática, a liderança quase
inconteste do ex-presidente presidiário Jair Bolsonaro se enfraquece. Nem mesmo
no núcleo familiar ainda não há uma convergência consistente em torno do filho
senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL.
Por
enquanto, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan
Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto
Cury (União Brasil) formam o painel dispersivo da oposição.
Motivações diversas estão na base
dessa dispersão, incluindo a disputa dos fundos partidário e eleitoral
envolvendo agremiações mais robustas como PL, PSD, PP e União Brasil, competitivos
na disputa por governos estaduais e por cadeiras no Senado e na Câmara dos
Deputados.
Mas a questão de fundo é a ausência de
um projeto nacional que os unifique. Daí o inconformismo do complexo midiático neoliberal
dominante, que alimentou por muito tempo a expectativa de uma “terceira via”
direitista, capaz a um só tempo de enfrentar Lula, escoimar o bolsonarismo e
otimizar os propósitos do capital financeiro, do grande agronegócio exportador
e do monopólio varejista.
Entrementes,
o governo segue somando pontos no desempenho da economia associado a conquistas
sociais imediatas e, sobretudo, vale-se da repercussão positiva do recente
encontro do presidente Lula com Donald Trump, nos Estados Unidos.
Acompanhemos
os próximos lances.
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Crônica de uma vitória a conquistar https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minha-opiniao_30.html

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