Capital estrangeiro compra
40% das empresas brasileiras vendidas no 1º semestre, diz estudo
Nos últimos três anos,
investidores estrangeiros concentraram 68% do dinheiro envolvidos nas operações.
Levantamento foi feito pela Acorn Advisory, com dados da plataforma TTR Data
Maria Clara Guilherme/Folha de S. Paulo
Estudo da Acorn Advisory, empresa de assessoria estratégica para M&A (fusões e aquisições), diz que as transações cross border responderam por 40% das compras de empresas brasileiras no primeiro semestre deste ano. O levantamento foi feito com base em dados da plataforma de inteligência de mercado TTR Data.
Cross border é qualquer transação em que o comprador e o vendedor estão em países diferentes. No caso, o estudo da Acorn se refere à venda de companhias nacionais por estrangeiros.
Em 2024, aquisições por empresas internacionais foram 26% do total. No ano passado, o número cresceu para 32%.
O peso desse dinheiro vai além da quantidade de operações. Em média, uma compra feita por uma companhia internacional movimenta R$ 1,42 bilhão, montante 5,2 vezes superior ao de uma transação doméstica, de R$ 273 milhões. Nos últimos três anos, os investidores estrangeiros concentraram 68% dos recursos envolvidos nas operações, levando em conta apenas as que tiveram valores divulgados.
O setor de tecnologia teve 393 aquisições entre julho de 2023 e junho de 2026, sendo 109 protagonizadas por compradores do exterior.
Para a consultoria, o dado reforça a estratégia de nearshoring, que tem levado grupos estrangeiros a ampliar investimentos em empresas brasileiras para atender mercados globais a partir do país. Estados Unidos, Canadá, França e Itália aparecem entre os principais compradores.
Nearshoring é quando a empresa transfere suas operações de atendimento para países próximos geograficamente, em vez de locais distantes, como acontecia no passado.
Os americanos lideram o ranking individual, com 77 aquisições no período analisado. Somados, os sete principais países da Europa superam esse volume, com 123 operações. Indústria, energia, tecnologia e matérias-primas estão entre os setores que mais atraem investidores internacionais.
O estudo também mostra que o alvo preferencial continua sendo o chamado mercado médio (middle market). Nas transações cross border, as empresas compradas tinham, em média, receita anual de R$ 202 milhões, mas o valor das compras foi de R$ 452 milhões.
Se comentar, identifique-se. https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/06/participe.html
Luciana Santos: "Infovias: Ciência e Tecnologia a serviço da inclusão e da soberania nacional" https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/05/palavra-de-luciana.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário