Atentado a bomba da direita destrói o monumento em Volta Redonda, RJ, projeto de Oscar Niemeyer, homenageando os metalúrgicos mortos pelo Exército (11/9/88) na ocupação da CSN. (Vermelho http://www.vermelho.org.r/).
A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
02 maio 2008
História: 2 de maio de 1989
Atentado a bomba da direita destrói o monumento em Volta Redonda, RJ, projeto de Oscar Niemeyer, homenageando os metalúrgicos mortos pelo Exército (11/9/88) na ocupação da CSN. (Vermelho http://www.vermelho.org.r/).
Educação é a saída
De Fernando Santos sobre o meu artigo Marcos, Zacarias e o desenvolvimento econômico: A solução a curto, médio e longo prazos será sempre a educação. Ou modificando, a melhora na qualidade de ensino, que fará com que haja interesse nos Zacarias da vida de pertencerem a uma escola, a uma comunidade e ao direito a um trabalho digno e conseqüentemente a uma diminuição da violência, da situação da saúde da coletividade e do crescimento econômico.
Primeiro de Maio de lutas
As centrais sindicais (existe 8 no país) realizaram manifestações alusivas ao 1º. de Maio de maneira descentralizada, porém convergem em torno de uma pauta básica de reivindicações.
A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) aponta como bandeiras fundamentais dos trabalhadores a redução da jornada de trabalho sem redução do salário e a ratificação das convenções 151 e 158 da OIT, além da luta contra o racismo, por moradia digna, escola pública com melhor qualidade e o fim do fator previdenciário.
A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) aponta como bandeiras fundamentais dos trabalhadores a redução da jornada de trabalho sem redução do salário e a ratificação das convenções 151 e 158 da OIT, além da luta contra o racismo, por moradia digna, escola pública com melhor qualidade e o fim do fator previdenciário.
Quem faz aborto?
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) divulga estudo revelador do perfil das mulheres que, no Brasil, praticam o aborto – segundo notícia veiculada pela Agência Brasil. A maioria dos abortos no país é feito por mulheres de 20 a 29 anos de idade, que trabalham, têm pelo menos um filho, usam métodos contraceptivos, são da religião católica e mantêm relacionamentos estáveis. Elas têm até oito anos de escolaridade e estão no mercado de trabalho com renda de até três salários mínimos, exercendo funções como as de doméstica, manicure e cabeleireira.
O perfil foi traçado por um estudo que reuniu resultados de mais de 2 mil pesquisas sobre o aborto no Brasil, elaboradas nos últimos 20 anos, com base principalmente em informações de mulheres atendidas em serviços públicos de saúde de grandes cidades depois de induzir o aborto em casa.
O levantamento realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com financiamento do Ministério da Saúde e das Organizações Pan-Americana e Mundial de Saúde, aponta o uso do medicamento de venda controlada misoprostol, conhecido como Cytotec, como principal método abortivo utilizado no país.
O perfil foi traçado por um estudo que reuniu resultados de mais de 2 mil pesquisas sobre o aborto no Brasil, elaboradas nos últimos 20 anos, com base principalmente em informações de mulheres atendidas em serviços públicos de saúde de grandes cidades depois de induzir o aborto em casa.
O levantamento realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com financiamento do Ministério da Saúde e das Organizações Pan-Americana e Mundial de Saúde, aponta o uso do medicamento de venda controlada misoprostol, conhecido como Cytotec, como principal método abortivo utilizado no país.
O protesto de Audísio
De Audísio Costa sobre o meu artigo Marcos, Zacarias e o desenvolvimento econômico: A situação de meninos e meninas de rua é uma expressão do modelo econômico-sócio-político do país. Pouco podemos fazer para minimizar esta situação se mantivermos este modelo de sociedade. Pois se não combatermos as causas apenas minimizamos este problema social crônico.
. A causa é modelo político-economico-social brasileiro de natureza capitalista. Pesquisas e pesquisas são feitas para constatar a realidade dos desfavorecidos deste sistema, em todas as sociedades capitalist
as. O investimento em guerras e sistemas de segurança são extremamente elevados. Na educação, saúde e desenvolvimento econômico dos pobres aí se instala a dificuldade. Tenho estudado o assunto em vários momento. Já vi cidadão desmaiar de fome após perder seu emprego. E não foi atendido pelo estado.
. Por outro lado sempre que há dificuldades nas finanças de grandes empresas, logo chega o estado para dar o suporte financeiro necessário à sua sobrevivência, sem qualquer retorno social.
. Constantemente os empresários falam: "pagamos muitos impostos". Aliás, nós, o povo, pagamos, não os empresários. Eles apenas repassam ao estado, quando não sonegam e ficam com ele. Veja se na compra sem nota há redução do preço porque o imposto é sonegado? Veja o que reduziu de preço porque acabou o CPMF? O modelo econômico protege as grandes empresas em prejuízo da qualidade de vida da população. Esta é a questão. Ou lutamos para construir uma sociedade cuja essência seja a solidariedade, a fraternidade e o respeito a todo cidadão(ã) com garantia de seus direitos fundamentais ou apenas vamos minimizar os graves problemas sociais que vivenciamos no dia a dia, expressão maior evidenciada pela violência. Assim, é fundamental esta discussão.
. A causa é modelo político-economico-social brasileiro de natureza capitalista. Pesquisas e pesquisas são feitas para constatar a realidade dos desfavorecidos deste sistema, em todas as sociedades capitalist
as. O investimento em guerras e sistemas de segurança são extremamente elevados. Na educação, saúde e desenvolvimento econômico dos pobres aí se instala a dificuldade. Tenho estudado o assunto em vários momento. Já vi cidadão desmaiar de fome após perder seu emprego. E não foi atendido pelo estado.. Por outro lado sempre que há dificuldades nas finanças de grandes empresas, logo chega o estado para dar o suporte financeiro necessário à sua sobrevivência, sem qualquer retorno social.
. Constantemente os empresários falam: "pagamos muitos impostos". Aliás, nós, o povo, pagamos, não os empresários. Eles apenas repassam ao estado, quando não sonegam e ficam com ele. Veja se na compra sem nota há redução do preço porque o imposto é sonegado? Veja o que reduziu de preço porque acabou o CPMF? O modelo econômico protege as grandes empresas em prejuízo da qualidade de vida da população. Esta é a questão. Ou lutamos para construir uma sociedade cuja essência seja a solidariedade, a fraternidade e o respeito a todo cidadão(ã) com garantia de seus direitos fundamentais ou apenas vamos minimizar os graves problemas sociais que vivenciamos no dia a dia, expressão maior evidenciada pela violência. Assim, é fundamental esta discussão.
01 maio 2008
Gente que mora na rua
Coluna semanal no portal Vermelho:
Marcos, Zacarias e o desenvolvimento econômico
Luciano Siqueira
A sede do PCdoB era na Rua Bispo Cardoso Ayres, no Recife, na Boa Vista, perto do centro. Marcos e Zacarias, dois garotos de seus dez a onze anos, exerciam o ofício de flanelinha no semáforo da esquina e aos poucos se tornaram nossos amigos, a ponto de perguntarem por Dona Luci e pelas meninas, e até por Renildo Calheiros (que deles se tornara conhecido durante uma campanha eleitoral). Até que Marcos saiu de cena. – Ele foi morar com a mãe e está estudando, agora ficou melhor pra mim que faturo sozinho..., esclareceu Zacarias quando perguntado sobre a ausência do colega.
Melhor para quem? Zacarias comemorava um ligeiro aumento da receita diária, mas continuava mergulhado na rotina de morador de rua, acolhido de favor pelo vigia da casa ao lado. E assim se tornaria homem feito, com o passar dos anos, até migrar para outro lugar qualquer, sem deixar rastro nem notícia. Enquanto Marcos, que voltou ao seio da família, estudou, aprendeu um ofício e se incorporou ao exército de assalariados de nossa cidade. Trabalhava numa loja de calçados quando o vimos pela última vez.
É de Marcos e Zacarias, dois destinos díspares, que nos lembramos agora ao nos debruçarmos sobre os dados da Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), divulgados na última terça-feira. Eles revelam a existência de 31.992 Zacarias adultos - pessoas com 18 anos ou mais de idade em situação de rua - em 71 municípios (23 capitais e 48 cidades com mais de 300 mil habitantes) pesquisados, excluindo-se três capitais que efetuaram levantamentos semelhantes recentemente: São Paulo (SP), com 10.399 pessoas em situação de rua; Recife (PE), 1.390; e Belo Horizonte (MG), 916.
Os dados revelam uma estratégia de sobrevivência num ambiente urbano hostil. Do total 72% dizem realizar regularmente atividade remunerada (recolhendo materiais recicláveis, limpando pára-brisas de carros em semáforos, auxiliando serviços na construção civil e no comércio, etc.), sendo que apenas 16% dessas pessoas são pedintes. A renda dessa gente varia de R$ 20 a R$ 80 semanais e 74% sabem ler e escrever. Apenas 3% chega a ser atendida por programas assistenciais como a aposentadoria, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O governo anuncia a adequação de seus programas para atender a essa parcela de brasileiros quase párias. Tudo bem. Que assim seja. Mas essa realidade denuncia, através de uma dos seus fragmentos mais dolorosos, o estado de infelicidade a que está condenada uma parcela do contingente que acorreu aos centros urbanos tangida pelo latifúndio e atraída pelo sonho de encontrar uma ocupação. E põe em relevo a urgência do desenvolvimento econômico com expansão do emprego, distribuição de renda e valorização do trabalho. Para que haja menos Zacarias em nossas cidades.
Marcos, Zacarias e o desenvolvimento econômico
Luciano Siqueira
A sede do PCdoB era na Rua Bispo Cardoso Ayres, no Recife, na Boa Vista, perto do centro. Marcos e Zacarias, dois garotos de seus dez a onze anos, exerciam o ofício de flanelinha no semáforo da esquina e aos poucos se tornaram nossos amigos, a ponto de perguntarem por Dona Luci e pelas meninas, e até por Renildo Calheiros (que deles se tornara conhecido durante uma campanha eleitoral). Até que Marcos saiu de cena. – Ele foi morar com a mãe e está estudando, agora ficou melhor pra mim que faturo sozinho..., esclareceu Zacarias quando perguntado sobre a ausência do colega.
Melhor para quem? Zacarias comemorava um ligeiro aumento da receita diária, mas continuava mergulhado na rotina de morador de rua, acolhido de favor pelo vigia da casa ao lado. E assim se tornaria homem feito, com o passar dos anos, até migrar para outro lugar qualquer, sem deixar rastro nem notícia. Enquanto Marcos, que voltou ao seio da família, estudou, aprendeu um ofício e se incorporou ao exército de assalariados de nossa cidade. Trabalhava numa loja de calçados quando o vimos pela última vez.
É de Marcos e Zacarias, dois destinos díspares, que nos lembramos agora ao nos debruçarmos sobre os dados da Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), divulgados na última terça-feira. Eles revelam a existência de 31.992 Zacarias adultos - pessoas com 18 anos ou mais de idade em situação de rua - em 71 municípios (23 capitais e 48 cidades com mais de 300 mil habitantes) pesquisados, excluindo-se três capitais que efetuaram levantamentos semelhantes recentemente: São Paulo (SP), com 10.399 pessoas em situação de rua; Recife (PE), 1.390; e Belo Horizonte (MG), 916.
Os dados revelam uma estratégia de sobrevivência num ambiente urbano hostil. Do total 72% dizem realizar regularmente atividade remunerada (recolhendo materiais recicláveis, limpando pára-brisas de carros em semáforos, auxiliando serviços na construção civil e no comércio, etc.), sendo que apenas 16% dessas pessoas são pedintes. A renda dessa gente varia de R$ 20 a R$ 80 semanais e 74% sabem ler e escrever. Apenas 3% chega a ser atendida por programas assistenciais como a aposentadoria, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O governo anuncia a adequação de seus programas para atender a essa parcela de brasileiros quase párias. Tudo bem. Que assim seja. Mas essa realidade denuncia, através de uma dos seus fragmentos mais dolorosos, o estado de infelicidade a que está condenada uma parcela do contingente que acorreu aos centros urbanos tangida pelo latifúndio e atraída pelo sonho de encontrar uma ocupação. E põe em relevo a urgência do desenvolvimento econômico com expansão do emprego, distribuição de renda e valorização do trabalho. Para que haja menos Zacarias em nossas cidades.
Economia fortalecida?
No Vermelho, por Bernardo Joffily
Brasil já é "nível de investimento"; o que muda?
. A notícia de que a agência americana de classificação de ris
co Standard & Poor's elevou nesta quarta-feira (30) a classificação do Brasil para BBB, situando o país pela primeira vez no "nível de investimento" (em inglês, investment grade), provocou conseqüências positivas imediatas e comentários entusiasmados das autoridades. É um fato que se situa basicamente na esfera dos símbolos e ícones do mundo econômico existente, mas esta não está isolada daquela da economia real.
. Que classificação é essa? - A Standard & Poor's (ou simplesmente S&P) é uma das componentes de uma espécie de santíssima trindade de poderosas e influentes agências de monitoramento dos mercados do mundo. As outras duas, Fitch e a Moodys, também americanas, ainda não elevaram a classificação do Brasil. Porém as três normalmente atuam coordenadamente, sem permitir maiores discrepâncias nos seus rankings classificatórios, bastante assemelhados, embora com nomes distintos para os seus diferentes patamares.
. A tabela que ilustra esta matéria, com as atuais classificações da S&P para os países latino-americanos, dão uma idéia de como funciona o ranking. Existem outros patamares de vulnerabilidade ainda maior – CCC, CC e C, até a avaliação D, já na categoria das operações de curto prazo, que significa "impossível a cobrança".
. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a classificação do Brasil pela Standard & Poor's oscilou várias vezes, sempre entre B+ e BB-. Lula pegou o país em B+; mas ele foi promovido a BB- em 2005, BB em 2006, BB+ em maio de 2007 e agora para o nível de investimento.
. Leia a matéria na íntegra http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=36988
Brasil já é "nível de investimento"; o que muda?
. A notícia de que a agência americana de classificação de ris
co Standard & Poor's elevou nesta quarta-feira (30) a classificação do Brasil para BBB, situando o país pela primeira vez no "nível de investimento" (em inglês, investment grade), provocou conseqüências positivas imediatas e comentários entusiasmados das autoridades. É um fato que se situa basicamente na esfera dos símbolos e ícones do mundo econômico existente, mas esta não está isolada daquela da economia real.. Que classificação é essa? - A Standard & Poor's (ou simplesmente S&P) é uma das componentes de uma espécie de santíssima trindade de poderosas e influentes agências de monitoramento dos mercados do mundo. As outras duas, Fitch e a Moodys, também americanas, ainda não elevaram a classificação do Brasil. Porém as três normalmente atuam coordenadamente, sem permitir maiores discrepâncias nos seus rankings classificatórios, bastante assemelhados, embora com nomes distintos para os seus diferentes patamares.
. A tabela que ilustra esta matéria, com as atuais classificações da S&P para os países latino-americanos, dão uma idéia de como funciona o ranking. Existem outros patamares de vulnerabilidade ainda maior – CCC, CC e C, até a avaliação D, já na categoria das operações de curto prazo, que significa "impossível a cobrança".
. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a classificação do Brasil pela Standard & Poor's oscilou várias vezes, sempre entre B+ e BB-. Lula pegou o país em B+; mas ele foi promovido a BB- em 2005, BB em 2006, BB+ em maio de 2007 e agora para o nível de investimento.
. Leia a matéria na íntegra http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=36988
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