07 janeiro 2010

Renildo na Rádio Folha

No Blog da Folha, por Pedro Saldanha:
Prevendo campanha agressiva, Renildo não quer Jarbas na disputa
. Ao contrário de outras forças governistas, o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), não anseia pelo embate Jarbas x Eduardo na eleição de outubro próximo. “Não sou dos que torcem por esse confronto. Jarbas sempre fez campanhas muito agressivas. Foi assim contra Nilo Coelho, Joaquim Francisco, Dr. Arraes”, sustenta o comunista.
. Para Renildo, há muita gente querendo a disputa com Jarbas, vislumbrando justamente uma vingança contra o senador. “Talvez tenha muita gente esperando para dar o troco e isso pode levar a um embate quase fratricida. Se isso acontecer, Jarbas vai ter que ouvir o outro lado, vai se contestar a ética dele e falar outras coisas a seu respeito, mas eu não torço para que isso aconteça. Torço para que Pernambuco se una mais, se fortaleça mais”, argumenta. O prefeito ainda defende a continuidade de Eduardo por considerá-lo um dos melhores governadores do país e disse que o meio político devia se unir para dar ainda maior dimensão nacional ao atual governador.
. Sobre a disputa do Senado, Renildo disse que as forças governistas devem fazer de tudo para conseguir as duas vagas e reverter o quadro atual, com três senadores de oposição ao Governo federal e do Estado. “Pernambuco tem uma representação deformada no Senado. Ela é legítima, porque foi eleita pela população, mas não corresponde ao ambiente político de hoje, com a grande aprovação de Lula. É preciso eleger os dois para reajustar esse quadro”, diz. Apesar de reiterar que o PCdoB teria muito orgulho de ter Luciana Santos como candidata, Renildo disse que o partido não vai apresentar seu nome para não atrapalhar o andamento do processo. O comunista ainda reiterou que a legenda se sentirá totalmente contemplada por um candidato do PT (seja João Paulo ou Humberto Costa) e Armando Monteiro neto, do PTB.

06 janeiro 2010

Eleições em perspectiva

Na Folha de Pernambuco, por Arthur Cunha:
Siqueira: decisão não é só do PT
. Aliado fiel do ex-prefeito João Paulo (PT) durante os oito anos em que comandaram a Prefeitura do Recife (PCR), o ex-vice-prefeito e atual vereador Luciano Siqueira (PCdoB) discordou, ontem, do petista no que diz respeito à disputa pelo Senado. Enquanto João Paulo descartou uma candidatura à Casa Alta, destacando que a indicação no PT caberá à corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), Siqueira argumentou que a discussão deve ser estendida a todas as legendas da base aliada ao governador Eduardo Campos (PSB), condutor do processo.
. “Eu respeito a opinião do meu querido companheiro João Paulo. Mas, evidentemente, a composição da chapa majoritária não pode ser algo circunscrito a um partido só. Por mais posicionado que esteja e com quadros em condições de disputar uma majoritária como é o caso do PT. A montagem da chapa majoritária é um assunto do conjunto dos partidos, sob a coordenação do governador, que, tudo indica, deva disputar a reeleição”, analisou Luciano Siqueira, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.
. O vereador alertou para a necessidade das forças governistas conduzirem o processo de composição da chapa majoritária com “calma” e “paciência”. “Tradicionalmente, em um ano eleitoral temos que ter a tranquilidade de suportar o período do Carnaval; onde se conversa muito, mais do que se aparece na Imprensa, mas que não se resolve nada. Após o Carnaval, vamos afunilar as coisas e essa compreensão de João Paulo ser ou não candidato vai estar posta à mesa. Não só João Paulo, mas outros nomes do PT e de outros partidos”, ponderou Luciano Siqueira.
PREFEITO - Questionado sobre a avaliação que fazia da gestão João da Costa à frente da PCR, Luciano Siqueira, que há alguns meses disse que o atual prefeito precisava de mais habilidade política, fez um balanço positivo do governo. “Já naquela época eu dizia que, dando continuidade a um projeto político, ele levaria cerca de sete a oito meses para se implantar plenamente. Tudo indica maior agilidade, rapidez nas relações institucionais. O desempenho do atual prefeito é muito satisfatório. E a nossa expectativa, minha e do PCdoB, é que o prefeito consiga alcançar sucessivamente mais êxitos”, salientou.

05 janeiro 2010

Feliz Brasil 2010 (3)

No Vermelho:
O Brasil termina o ano em condição muito favorável
Renato Rabelo*

Como na física, num sistema de forças no qual o seu conjunto convergepara uma tendência resultante ascendente e de maior potência, assimtem sido o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste finalde ano. Os vários fatores e circunstancias resultam numa condiçãomuito positiva para o desempenho do seu governo.

A liderança de Lula adquire um papel histórico proeminente, peladimensão do prestígio alcançado no plano nacional e internacional. OBrasil se destaca como potência proeminente nas Conferênciasinternacionais, nas parcerias estratégicas, na integração regional. Opapel de Lula é alçado à personalidade do ano por dois influentesjornais europeus, o espanhol El País e o diário francês Le Monde.

Albert Fishlow, renomado professor, escolhe a China como o ¨país do ano¨, mas afirma que o Brasil ¨chegou bem perto¨ deste título.

O governo Lula, apesar da sua dualidade original, conseguiu esboçar einiciar um novo projeto nacional de desenvolvimento, que permitiu umcrescimento mais acelerado desde 2007, superando rapidamente a grande crise capitalista 2008-2009 que atingiu todo o mundo. Mesmo o Banco Central já prevê um crescimento de quase 6% para 2010. A descoberta de petróleo na extensa área do Pré-sal, resultante do nível tecnológico alcançado pela maior estatal brasileira, as conquistas para arealização dos maiores eventos desportivos mundiais no Brasil, denotando o prestigio internacional atingido pelo país, abrem novas perspectivas de volumosos investimentos, além dos ¨PACs¨ e incrementos sociais, podendo sustentar um desenvolvimento acelerado, contínuo epor longo tempo.

Para atingir esse elevado nível de desenvolvimentotemos insistido na necessidade de redirecionar a política macroeconômica no sentido expansivo, permitindo taxas de investimento imediatas de 21% do PIB, podendo alcançar 28% ou mais.

A tendência é que o nível de emprego e renda se eleve, o saláriomínimo mantenha ganhos reais sucessivamente e os planos de construçãode milhões de moradias populares se concretizem. Apesar de passos importantes, ainda os desafios sociais mais significativos estão na saúde e educação, que requerem maiores investimentos e maior qualificação universal. E para uma mais justa distribuição de renda é impostergável uma reforma tributária progressiva, que onere as altas rendas e desonere os produtos do consumo básico e de massa.

No terreno político a marca principal são os êxitos do governo e a ofensiva em todos os planos políticos liderada por Lula. As sucessivas pesquisas de opinião demonstram essa afirmativa. A oposição está desarvorada, sem discurso, sem projeto alternativo, sem encontrar uma forma unitária de candidatura presidencial. A oposição se vê impelida, diante do prestigio do governo atual, a afirmar com a maior cara depau, que Lula é uma ¨continuidade¨ do último governo tucano deFernando Henrique Cardoso, que foi um governo de crise, déficits, apagão, desemprego, subordinação ao FMI e alinhamento aos EUA.

No contexto da política externa, de forma simples em recente entrevista, o Ministro Celso Amorim sintetizou a nossa orientação externa: ¨incomoda o Brasil agir sem pedir licença¨. Numa questão estratégica ao sistema de poder mundial, o presidente Lula deu apoio público ao programa nuclear iraniano e reafirmou sua posição critica em relação ao monopólio nuclear. Ou como afirma o Ministro Amorim, ¨se as potências atômicas não estão dispostas a se desarmar, não têm moralpara cobrar dos outros¨.

Na recente Conferência Mundial de Copenhague o Brasil ocupou uma posição de vanguarda, chegando a propor metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, sem paralelo, da ordem de 36% a 39% até2020, agindo na redução drástica do desmatamento na região amazônica e na dos cerrados. Mas, a questão central, por trás de toda essa discussão sobre o clima, está em saber: quais as fontes de energia para o desenvolvimento? E o Brasil é quem tem as principais fontes energéticas limpas (hidroelétricas) e projetos mais desenvolvidos de matrizes de energia renovável (biomassa).

Mas o aspecto mais importante dessa Conferencia de Copenhague, nãoressaltado pela grande mídia, que, ao contrario, procurou diversionar, está no embate travado, em última instância, entre o imperialismo norte-americano e países ricos de um lado e, de outro, os demais países do mundo, refletindo aí um quadro de um mundo em transição, naluta que se agudiza contra a hegemonia unipolar e a ascensão de novos pólos dinâmicos de poder como os Brics, que são expressão desse jogo de poder mundial na atualidade. Em Copenhague surgiu o grupo de países denominado Basic (Brasil, Índia, China e África do Sul), com a África do Sul substituindo a Rússia, ocupando o Brasil um papel de liderançanessa aliança especifica que visa definir as formas de energia para o desenvolvimento sustentável nos países ¨emergentes¨. Essa aliança foi fundamental para enfrentar os Estados Unidos, derrotando-o no seupropósito de isolar a China e impor arrogantemente meios de controle sobre os países “periféricos¨.

Por fim, o panorama na America Latina demonstra o desenvolvimento docurso ascendente democrático e antiimperialista com a reeleição de Evo Morales na Bolívia e a eleição de José (Pepe) Mujica, no Uruguai. Isso tudo, apesar da contra-tendência hegemonista, imperialista, para fazer frente a essa tendência por soberania dos países latino-americanos, como a reativação de IV Frota Naval dos Estados Unidos e a instalaçãode bases militares desta potência na Colômbia.
* Presidente nacional do PCdoB.

Se fosse Lula…

. Nem cabe discutir a validade da medida. Apenas o tratamento diferenciado que a grande mídia dá ao fato.
. O jornal O estado de São Paulo informa que decretos já assinados pelo governador José Serra estendem até o fim de junho um pacote de incentivos fiscais que venceram dia 31. Eles ampliam isenções de impostos para 143 segmentos da indústria e devem beneficiar 90 mil empresas.
. Se fosse ato do governo Lula, a notícia viria com o costumeiro caimbo “pacote de bondade com fim eleitoreiro”.

História: 5 de janeiro de 1785

D. Maria I manda extinguir toda indústria no Brasil, afora a de pano grosso para sacarias ou roupas dos escravos. A polícia destrói o incipiente parque fabril, proibido por 23 anos. (Vermelho www.vermelho.org.br).

04 janeiro 2010

Feliz Brasil 2010 (2)

No Vermelho, por Eduardo Bomfim:
O que vem por aí

À exceção do imponderável e das eleições de outubro próximo, é possível afirmar que o perfil de 2010 já se encontra razoavelmente traçado em suas linhas gerais. Quer dizer, do fundamental ainda não se sabe nada porque isso não é coisa para adivinhação.

Mas há sim algumas tendências que já foram esboçadas no transcorrer do ano que passou. Por exemplo, não havendo uma catástrofe financeira mundial o Brasil deverá crescer esse ano por volta de 6% o que significará uma grande expansão industrial e geração de emprego e renda.

O mercado interno, seguindo essa tendência, irá se fortalecer ainda mais provocando uma grande expansão do consumo em todas as faixas sociais, que por sua vez vai aquecer as vendas do comércio, o que vai intensificar o aumento da produção industrial.

O País assistirá dessa forma o crescimento, em alguns milhões, de postos de trabalho, de empregos formais com carteira de trabalho assinada, que é a melhor maneira de se constatar o crescimento efetivo da nação.

Em uma nação de desigualdades sociais extremadas e seculares a ação efetiva do Estado nacional nas camadas mais miseráveis da população através de políticas públicas, como o bolsa família e outras, continuará produzindo resultados extremamente positivos além de injetar milhões de reais na economia como um todo.

Crescerá mais ainda o peso do Brasil na arena internacional, fortalecendo a sua liderança na América Latina e entre as nações emergentes do planeta, principalmente China, Índia, Rússia, com a vantagem de possuir reservas energéticas limpas praticamente inesgotáveis, ausência de problemas étnicos ou separatistas de qualquer espécie e a inexistência de conflitos de fronteiras, latentes, agudos ou crônicos.

O ano de 2010 encontrará uma nação com altos índices de auto-estima em decorrência do sentimento e convicção mesmo de que as coisas estão dando certo, o País está crescendo. Há uma visão geral de que tudo está em permanente movimento e febril construção.

O povo brasileiro, aquele povo definido por Darcy Ribeiro como “mestiço que é bom”, está emergindo como protagonista principal da nação, cada vez mais com cara e cor de mestiço, com sentimento e identidade de mestiço, com o jeitão de dá licença que eu vou à luta. E é uma tendência irreversível.

A próxima década será testemunha de uma nação em acelerado desenvolvimento e em impaciente revolvimento.

Ciência para a integração solidária

Ciência Hoje Online:
Grilhões na produção científica latino-americana
Seminário realizado em Curitiba para discutir relações entre tecnologia e sociedade propõe elaboração de uma agenda de pesquisa própria da América Latina. Os debates envolveram também o polêmico mercado de carbono e o fim do ‘muro’ que separa leigos de especialistas.
. Aquecimento global, fontes renováveis de energia, lixo nuclear, desvio de cursos d’água, células-tronco... Nos debates públicos sobre os temas mais cruciais de nosso tempo, ciência e tecnologia têm papel decisivo. Os cientistas, longe de ficar confinados na torre de marfim da academia, não são mais os únicos protagonistas dos debates que eles próprios levantam. Para ampliar essa discussão, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) organizou, em Curitiba, o III Seminário Nacional de Tecnologia e Sociedade. “Não podemos deixar de refletir sobre as tecnologias, já que elas norteiam a transformação social permanentemente”, disse a organizadora do evento, Nanci Stancki Silva, da UTFPR.
. Um dos coordenadores da Rede de Pesquisa Latino-americana sobre Tecnologia Social, o historiador argentino Hernán Thomas, da Universidad Nacional de Quilmes (Argentina), criticou a tendência atual de supervalorização dos artigos científicos publicados nos grandes periódicos internacionais, em detrimento de veículos regionais, e o consequente isolamento das comunidades científicas de países periféricos, como os da América Latina.
. Leia a matéria completa http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2009/12/grilhoes-na-producao-cientifica-latino-americana