A construção coletiva das idéias é uma das mais fascinantes experiências humanas. Pressupõe um diálogo sincero, permanente, em cima dos fatos. Neste espaço, diariamente, compartilhamos com você nossa compreensão sobre as coisas da luta e da vida. Participe. Opine. [Artigos assinados expressam a opinião dos seus autores].
21 janeiro 2015
Prouni municipal
No segundo semestre deste ano, em torno de 4 mil estudantes da rede pública terão acesso ao ensino superior através do Prouni municipal http://migre.me/odTM3
Conversa mole
A afirmação de que o primeiro governo Dilma teria sido um fracasso porque agora, no segundo mandato, a presidenta faz ajustes e aprimora rumos é de uma precariedade absurda. Típico de quem não aprofunda o exame dos fatos e não considera o conjunto da obra.
20 janeiro 2015
Roda de conversa certeira
Rico debate em nossa Roda
de Conversa, ontem, no Bar Retalhos. “Por que forças à esquerda e
progressistas costuram alianças tão amplas e diversificadas para vencer as
eleições e, em seguida, para governar?” O mote permitiu que discutíssemos
questões essenciais da luta política real, envolvendo o grau de construção da
consciência e da organização do nosso povo, a correlação de forças a cada
instante da luta transformadora, o papel do programa de governo nas coalizões e
as condições de governabilidade. Desaguamos na imperiosa necessidade das
reformas política e dos meios de comunicação como instrumentos de ampliação da
democracia, da participação popular e da construção de uma consciência social
mais avançada. Enfim, mais uma vez, um ótimo exercício de construção coletiva
das ideias.
Ciclo vicioso estéril
Rotina e mesmice em nosso futebol
Luciano Siqueira, no Blog
da Folha
O bom senso recomenda não se meter em assunto que a gente não domina, ou apenas enxerga sob o viés da emoção. É o meu caso com o futebol - uma velha relação de amor, mantida quase platônica por haver deixado há muito de frequentar estádios, porém forte sempre, sem que a chama jamais se apague.
Sim, amigos, vejo tudo pela TV. E sobre o que acontece cá na província, divirto-me escutando as resenhas nas rádios. Só isso.
Mas, como dizem que todo mundo tem um pouco de médico, economista e técnico de futebol, arrisco minha opinião. Ou, no caso, a minha insatisfação.
O que mais me incomoda é a "comemoração" instalada na mídia pelo "êxito" (sic) alcançado pelos três principais clubes pernambucanos na contratação de reforços para a temporada. O Sport não precisou de tanto, por já ter um time previamente montado. Náutico e Santa Cruz, pelo que ouvi ontem, beiram a quase duas dezenas de contratados! Isto com que dinheiro só Deus sabe, tamanha a crise financeira que ambos atravessam há algum tempo. Pior, entre os contratados alguns nomes em final de carreira que, com todo respeito aos veteranos, pouco podem acrescentar em termos de criatividade e resultado.
Certa vez, no intervalo de um programa de entrevistas na TV, perguntei a um dirigente do Náutico por que não se reedita hoje a fórmula que tanto deu resultado no passado, na áurea época do hexa-campeonato, quando se formaram times poderosos a partir da chamada prata da casa e de atletas iniciantes descobertos na região. A resposta foi precisa: "A torcida e os patrocinadores esperam resultados imediatos."
Ou seja, em nome de um imediatismo burro, rubro negros, alvirrubros e tricolores quedam-se aprisionados no círculo vicioso por eles criado. E gastam verdadeiras fortunas, para os padrões locais, trazendo gente sobretudo do interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul, de qualidade duvidosa, quando não alguns ex-craques em declínio, a título de conferir experiência ao elenco.
Dentro das quatro linhas não se vê resultados efetivos. Ou vemos algum, é o que me parece, quando por contingências extraordinárias, tipo contusão de titulares e dos seus reservas imediatos, enfim abrem-se janelas para o aproveitamento de atletas da casa, que despontam nas divisões de base.
Se essa fórmula vem dando errado há tanto tempo, por que não mudar? Essa pergunta, desisti de fazer a quem entende (os que já estiveram com a mão na massa em nossos clubes principais) porque invariavelmente sou brindado com um sorriso enigmático - ou não tanto, suponho, por sugerir a existência de interesses outros, muito distantes da paixão das arquibancadas, que determinam a persistência do erro.
Assim, numa roda de gente experiente no assunto, provoquei risadas ao sugerir um pacto em favor da racionalidade e da reinvenção do nosso futebol: Sport, Santa Cruz e Náutico trabalhariam por três anos consecutivos a construção de bons elencos a partir de jovens atletas formados em suas fileiras ou captados no interior e na região, até que voltássemos a ter musculatura para disputar com menos vexame e mais sucesso o campeonato brasileiro da série A. Fiquei com cara de herege em pena basílica em missa solene!
E se assim tem que ser, o jeito é me recolher à condição de torcedor bissexto, televisivo e omisso. Até que um dia as coisas mudem.
O bom senso recomenda não se meter em assunto que a gente não domina, ou apenas enxerga sob o viés da emoção. É o meu caso com o futebol - uma velha relação de amor, mantida quase platônica por haver deixado há muito de frequentar estádios, porém forte sempre, sem que a chama jamais se apague.
Sim, amigos, vejo tudo pela TV. E sobre o que acontece cá na província, divirto-me escutando as resenhas nas rádios. Só isso.
Mas, como dizem que todo mundo tem um pouco de médico, economista e técnico de futebol, arrisco minha opinião. Ou, no caso, a minha insatisfação.
O que mais me incomoda é a "comemoração" instalada na mídia pelo "êxito" (sic) alcançado pelos três principais clubes pernambucanos na contratação de reforços para a temporada. O Sport não precisou de tanto, por já ter um time previamente montado. Náutico e Santa Cruz, pelo que ouvi ontem, beiram a quase duas dezenas de contratados! Isto com que dinheiro só Deus sabe, tamanha a crise financeira que ambos atravessam há algum tempo. Pior, entre os contratados alguns nomes em final de carreira que, com todo respeito aos veteranos, pouco podem acrescentar em termos de criatividade e resultado.
Certa vez, no intervalo de um programa de entrevistas na TV, perguntei a um dirigente do Náutico por que não se reedita hoje a fórmula que tanto deu resultado no passado, na áurea época do hexa-campeonato, quando se formaram times poderosos a partir da chamada prata da casa e de atletas iniciantes descobertos na região. A resposta foi precisa: "A torcida e os patrocinadores esperam resultados imediatos."
Ou seja, em nome de um imediatismo burro, rubro negros, alvirrubros e tricolores quedam-se aprisionados no círculo vicioso por eles criado. E gastam verdadeiras fortunas, para os padrões locais, trazendo gente sobretudo do interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul, de qualidade duvidosa, quando não alguns ex-craques em declínio, a título de conferir experiência ao elenco.
Dentro das quatro linhas não se vê resultados efetivos. Ou vemos algum, é o que me parece, quando por contingências extraordinárias, tipo contusão de titulares e dos seus reservas imediatos, enfim abrem-se janelas para o aproveitamento de atletas da casa, que despontam nas divisões de base.
Se essa fórmula vem dando errado há tanto tempo, por que não mudar? Essa pergunta, desisti de fazer a quem entende (os que já estiveram com a mão na massa em nossos clubes principais) porque invariavelmente sou brindado com um sorriso enigmático - ou não tanto, suponho, por sugerir a existência de interesses outros, muito distantes da paixão das arquibancadas, que determinam a persistência do erro.
Assim, numa roda de gente experiente no assunto, provoquei risadas ao sugerir um pacto em favor da racionalidade e da reinvenção do nosso futebol: Sport, Santa Cruz e Náutico trabalhariam por três anos consecutivos a construção de bons elencos a partir de jovens atletas formados em suas fileiras ou captados no interior e na região, até que voltássemos a ter musculatura para disputar com menos vexame e mais sucesso o campeonato brasileiro da série A. Fiquei com cara de herege em pena basílica em missa solene!
E se assim tem que ser, o jeito é me recolher à condição de torcedor bissexto, televisivo e omisso. Até que um dia as coisas mudem.
19 janeiro 2015
O poeta diante de si mesmo
John Salminen
Cogito
Torquato Neto
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
eu sou eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos segredos dentes
nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim..
Ilustração: John Salminen
Linha direta
O contato permanente de quem exerce mandato eletivo com a população não significa ato antecipado de campanha - como erroneamente há quem diga; é cumprimento do dever. O diálogo, a ausculta, a guarida a críticas e a opiniões diversas fazem parte da missão conferida pelo povo através do voto.
18 janeiro 2015
Por uma cidade ambientalmente sustentável
Recife: uma rede de proteção ambiental
Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD
O prefeito Geraldo Julio e a
secretária Cida Pedrosa (Meio Ambiente e Sustentabilidade), anunciaram a
estruturação de uma grande rede de proteção ambiental na cidade. Na manhã última
sexta-feira foram sancionadas novas leis em favor da sustentabilidade ambiental:
“Telhado Verde”, novas diretrizes de compensação para construções no entorno de
praças e parques e a Política Municipal de Educação Ambiental. Essas
iniciativas se agregam a outras medidas adotadas pela Prefeitura desde o início
da atual gestão, como a Lei de Enfrentamento de Mudanças Climáticas e o Sistema
Municipal de Unidades Protegidas (SMUP), que entraram em vigor em 2014.
A Lei de “Telhado Verde“, consiste
na obrigação de se implantar uma camada de vegetação aplicada sobre a cobertura
das edificações residenciais acima de quatro pavimentos. A iniciativa vale
também para edificações não-habitacionais com mais de 400m² de área coberta.
Esta lei aplica-se apenas para as novas construções. Para as que já estão
instaladas, haverá uma política motivacional para adequação. O objetivo do
“Telhado Verde” é a diminuição das chamadas ilhas de calor (espaços com maiores
concentrações de altas temperaturas), transformando dióxido de carbono (CO2) em
oxigênio (O2). Além disso, as coberturas vegetais cumprem a função de melhorar
o aspecto paisagístico da cidade.
Além da cobertura vegetal, a lei
prevê que os projetos devem contemplar a construção de reservatórios de acúmulo
e retardo das águas pluviais. A regra aplica-se para as mesmas tipologias do
Telhado Verde. Os reservatórios cumprirão a função de auxiliar na microdrenagem
da cidade, podendo a água ser liberada gradativamente depois das chuvas ou sendo
armazenada para reutilização em serviços como a limpeza de áreas comuns das
edificações ou para regar, por exemplo.
Já a lei que define as novas
diretrizes de compensação para construções no entorno de Praças e Parques e a
Política Municipal de Educação Ambiental, visa a criação de faixas de
amenização ambiental de dois metros de comprimento na frente dos terrenos dos
empreendimentos (entre a calçada e o muro) localizados no entorno de praças e
parques acima de 600 m², ou em ruas que levem a eles. O aumento do espaço
destinado a áreas verdes e o maior plantio de árvores também estão previstos
para as construções nos arredores das praças e parques em até 10%. O raio de
proteção varia de acordo com a dimensão do espaço verde e vai de 50 metros a
100 metros.
Os projetos urbanísticos
aprovados depois do dia 13 de janeiro já estão sujeitos a essas normas.
Já a Política Municipal de
Educação Ambiental estabelece as diretrizes para abordar o assunto nas escolas
e nas diversas iniciativas da prefeitura. O objetivo é dar unidade às ações
para aproveitar melhor os recursos humanos, intensificar os programas e ter
mais efetividade na formação de uma consciência ecológica junto à população. De
acordo com a lei, o planejamento e a coordenação da política ficarão a cargo do
Comitê Gestor Municipal de Educação Ambiental (Comea), um órgão colegiado,
formado pela administração municipal e por representantes das entidades civis,
através dos conselhos municipais de Meio Ambiente e de Educação. O Comea ainda
definirá metas e acompanhará a implementação das iniciativas na cidade. (Fonte:
portal da Prefeitura do Recife.)Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD
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