Ancelotti observa a Europa e busca o melhor desenho
para a seleção
Com
brasileiros em destaque na Inglaterra e na Espanha, técnico avalia alternativas.
Até o momento, a formação do italiano tem atuado sem um típico centroavante
Tostão/Folha
de S. Paulo
Ancelotti, certamente, tem visto os inúmeros jogos que acontecem neste período na Europa, especialmente na Inglaterra, onde há muitos jogadores brasileiros e estrangeiros que deverão estar na Copa do Mundo.
O Manchester
City, depois de um período de renovação, volta a jogar bem, embora
ainda longe de ser o time que encantou o mundo durante anos. Os meias
ofensivos, recém-contratados, o holandês Reijnders e o francês Cherki, têm
atuado muito bem.
Guardiola mantém a mesma estrutura
tática e filosofia de muita troca de passes e domínio da bola e do jogo. A
equipe joga com um meio-campista mais recuado, centralizado, o espanhol Nico
González, que marca, inicia as jogadas ofensivas, e um centroavante clássico, Haaland,
que tem feito um número absurdo de gols. Entre os dois há quatro meias
ofensivos que se movimentam bastante, dois pelo centro e dois pelos lados.
Outras vezes, o técnico usa um ou dois pontas rápidos e dribladores.
O City, antes
de Haaland, fazia ainda mais gols, que eram divididos por vários jogadores.
Isso não significa que é melhor não ter o Haaland. São momentos diferentes.
Porém, em tese, prefiro um centroavante que se movimenta por todo o ataque, que
dá passes e faz gols, mesmo que seja em menor número, ainda mais se for um Kane,
um Benzema.
A seleção tem
jogado sem um típico centroavante. Vinicius
Junior é o atacante centralizado e mais avançado. Além de Vini,
Ancelotti tem várias opções. João Pedro tem atuado bem e feito gols no Chelsea. Ele recua, troca passes e se
movimenta por todo o ataque. Matheus Cunha, que tem sido titular na posição de
meia pelo centro, tem características parecidas com João Pedro. Se Ancelotti
precisar de um clássico centroavante, as opções são Pedro e Richarlison. Se
quiser um centroavante mais rápido, poderá escalar Vitor Roque ou Kaio Jorge.
Pena que
Endrick não tenha evoluído, sempre na reserva do Real Madrid. Ele foi
emprestado dias atrás ao Lyon, da França. Ele tem talento para se
tornar o grande centroavante da seleção brasileira, pois une características de
vários tipos de centroavantes.
Na partida
entre Manchester United e Newcastle, estava presente o meio de campo da seleção
brasileira formado por Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha. A seleção tem
atuado com Casemiro e Bruno mais recuados, quase em linha, e Matheus Cunha à
frente dos três e próximo de Vinicius
Junior.
Os três têm
atuado bem na seleção, mas prefiro a formação com um meio-campista mais
centralizado para marcar e iniciar as jogadas ofensivas, além de um
meio-campista de cada lado, que marcam, constroem e atacam. Assim jogam muitos
grandes times do futebol mundial, como o Manchester
City, PSG,
as seleções da Argentina, da Espanha e de Portugal.
Em uma de
minhas caminhadas diárias, para fortalecer o corpo e a alma, um leitor me disse
que tem certeza de que o Brasil será campeão mundial porque possui um técnico
especial, experiente e porque, principalmente, não ganha o título há 24 anos, o
mesmo período que ficou sem vencer entre 1970 e 1994. Disse a ele que, se o
Brasil ganhar, será também porque possui muitos jogadores excepcionais. Ele
retrucou: isso tem pouca importância, vai ganhar porque é o tempo certo, já
está escrito.
Feliz 2026.
[Qual a sua opinião?]
Futebol: estratégia e arte https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/08/futebol-estrategia-e-arte.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário