De
“arma” na mão*
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Luciano Siqueira
Partido político é
antes de tudo corrente de pensamento. Ou deve ser. Diferente de simples
legendas, por mais poderosas materialmente que sejam, credenciadas pela Justiça
Eleitoral a disputar eleições.
O Partido Comunista do Brasil se mantém há 104 anos em atividade ininterrupta
como expressão ideológica e política da classe dos proletários e se faz
intérprete dos interesses fundamentais da Nação.
Atualiza sua
orientação tática através de conclaves nacionais, como o seu recente 16º.
Congresso. A Resolução Política daí decorrente se faz “arma” poderosa nas mãos
da militância e de ativistas mais próximos.
O título
"Reeleger Lula, defender o Brasil e derrotar os traidores da pátria"
sintetiza a orientação para as batalhas de agora. As eleições gerais vindouras
em destaque.
Apoio decidido ao
governo do presidente Lula, tido como essencial à defesa da democracia, dos
interesses fundamentais dos trabalhadores e do povo e da soberania nacional.
No âmbito da frente
ampla democrática que dá sustentação ao governo, a um só tempo esforço no
sentido de alargá-la mais ainda (a extrema direita derrotada em 2022 segue
articulada, ativa e ameaçadora) e afirmação das proposições mais avançadas.
Ou seja: no extenso
arco-íris partidário e social, os comunistas preservam seu matiz vermelho vivo
e reafirmam proposições mais avançadas. Destacadamente o combate ao
neoliberalismo, expressão dos interesses do capital financeiro dominante.
Orientação válida e
atual, portanto. Reavivada por considerações acerca do momento mais imediato
através do pronunciamento da recente reunião plenária do Comitê Central do
Partido, no último domingo, 13.
A avaliação de que
vivemos um momento grave, no qual “o país é alvo central de uma
ofensiva imperialista do governo Donald Trump, dos Estados Unidos.” E o risco
de intervenção externa sobre o processo eleitoral.
A
eleição do presidente Lula é indispensável para livrar o país do neofascismo e
da fratura da soberania nacional.
Superar
a política de juros altos e canalizar o orçamento federal para os investimentos
públicos pelo desenvolvimento em bases soberanas, redução das desigualdades
sociais e regionais e valorização do trabalho.
Ou
seja, a combinação entre propósitos nacionais com a realidade local. Na campanha,
a força das ideias e da unidade militante para superar limitações materiais.
As
ideias chaves do Partido como “arma” e a habilidade no trato com o povo em
busca do voto da consciência e do afeto.
*Texto da minha coluna desta quinta-feira no portal 'Vermelho'
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Leia também: Frente ampla: necessária, complexa e contraditória https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/minha-opiniao_81.html

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