Palavra de poeta
Horário do fim
Mia Couto
morre-se nada
quando chega a vez
é só um solavanco
na estrada por onde já não vamos
morre-se tudo
quando não é o justo momento
e não é nunca
esse momento
[Ilustração: Maurício Arraes]
Leia também "As chaves", poema de Marcelo Mario de Melo https://lucianosiqueira.blogspot.com/2026/04/palavra-de-poeta_43.html
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