07 junho 2026

Palavra de Luciana

Tecnologias quânticas: soberania e inovação para o futuro do Brasil, por Luciana Santos
As tecnologias quânticas despontam como uma fronteira capaz de redefinir economias, fortalecer soberanias e criar soluções para desafios complexos
Luciana Santos/Vermelho 
 

Estamos em um momento decisivo para o futuro do desenvolvimento global. Assim como a eletricidade, a informática e a internet transformaram profundamente a sociedade, as tecnologias quânticas despontam agora como uma nova fronteira científica e tecnológica capaz de redefinir economias, fortalecer a soberania das nações e criar soluções para desafios complexos da humanidade.

É por isso que o Brasil não pode apenas acompanhar essa transformação, precisa participar dela como protagonista.

No Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação temos trabalhado para posicionar o país de forma estratégica nessa agenda. Estamos apoiando a construção do Centro Internacional de Computação Quântica (Ciquanta-PB), na Paraíba, que abrigará os dois primeiros computadores quânticos operacionais da América Latina. Também lançamos a segunda chamada do edital Mais Inovação Brasil, conduzido pela Finep, que representa mais um passo nessa direção ao destinar recursos para projetos inovadores, incluindo uma linha temática dedicada às tecnologias quânticas.

Nosso objetivo é claro: reduzir dependências externas, fortalecer capacidades nacionais e inserir o Brasil nas cadeias globais de tecnologias de alto valor agregado.

Quando falamos em tecnologias quânticas, falamos sobre dominar conhecimentos capazes de revolucionar áreas como computação, segurança da informação, indústria, defesa, saúde e exploração de recursos estratégicos. Estamos falando de computação quântica, com capacidade de enfrentar problemas que hoje desafiam até os supercomputadores mais avançados; de comunicação quântica, baseada nas leis da física para oferecer novos patamares de segurança; e de sensores quânticos, que ampliam radicalmente nossa capacidade de medir, detectar e inovar.

Mas essa não é uma construção que começa agora. O Brasil possui uma trajetória sólida de formação científica nessa área. Desde o início dos anos 2000, grupos de excelência vêm consolidando uma base robusta de pesquisa, formando especialistas e criando infraestrutura de ponta. Instituições como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), instituição vinculada ao MCTI, por meio do laboratório QuantumTec, e redes como o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Informação Quântica mostram que o país construiu uma base humana e científica valiosa, e é sobre ela que estamos avançando.

O compromisso do governo do presidente Lula, é transformar conhecimento em desenvolvimento. Isso significa apoiar pesquisadores, conectar universidades, centros de pesquisa e empresas, estimular parcerias estratégicas e criar condições para que a ciência brasileira se converta em inovação, competitividade e oportunidades para nossa população.

A história mostra que os países que lideram revoluções tecnológicas não são apenas aqueles que consomem inovação, mas os que investem na capacidade de produzi-la.

Por isso, investir em tecnologias quânticas é investir em soberania. É preparar o Brasil para um novo ciclo de desenvolvimento científico e industrial. É garantir que nossos talentos, nossas instituições e nossas empresas estejam na linha de frente das transformações que definirão o século XXI.

No Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, seguimos trabalhando com uma convicção profunda: ciência não é gasto, é projeto de nação.

O futuro está sendo construído agora. E o Brasil precisa estar preparado para liderá-lo.

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