Madrugada
Ferreira
Gullar
Do fundo de meu quarto, do fundo
de meu corpo
clandestino
ouço (não vejo) ouço
crescer no osso e no músculo da noite
a noite
a noite ocidental obscenamente acesa
sobre meu país dividido em classes
[Ilustração: José Portolés]
Leia também: "Mutatis Mutandis", poema de Bartyra Soares https://lucianosiqueira.blogspot.com/2025/12/palavra-de-poeta_19.html

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